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O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou na segunda-feira que convidou seu homólogo russo, Vladimir Putin, para participar do Conselho da Paz, uma organização que afirma se dedicar a “promover a estabilidade” no mundo. O próprio Kremlin já havia mencionado o convite a Putin.
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“Sim, ele foi convidado”, respondeu Trump a um repórter na Flórida que perguntou se ele havia convidado Putin para participar da instituição.
Trump também ameaçou na segunda-feira impor tarifas de 200% sobre o vinho e o champanhe franceses devido à intenção do presidente francês, Emmanuel Macron, de recusar seu convite para o mesmo conselho: – Vou impor uma tarifa de 200% (…). E ele vai participar. Mas ele não precisa participar – disse ele.
A Casa Branca convidou diversos líderes mundiais para fazerem parte deste conselho, presidido pelo próprio Trump, incluindo o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney.
Os países membros — representados por seus chefes de Estado ou de governo — podem aderir por três anos, ou por um período mais longo se pagarem mais de US$ 1 bilhão em dinheiro no primeiro ano, de acordo com o documento fundador obtido pela AFP na segunda-feira.
Trump ‘presidente inaugural’
“O Conselho da Paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaçadas por conflitos”, afirma o preâmbulo de seus “estatutos”.
O texto critica “as muitas abordagens para a paz” que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, numa clara alusão às Nações Unidas.
Considera também necessário ter “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz”.
Trump será “o presidente inaugural do Conselho da Paz”, com amplos poderes, e o único autorizado a convidar países a participar, a seu critério. Ele terá a palavra final nas votações.
Ele também poderá revogar a participação de um país – exceto em caso de veto por dois terços dos Estados-membros – e terá “autoridade exclusiva” para “criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias” do Conselho da Paz, sendo “a autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação” dos estatutos fundadores.
Este conselho foi originalmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, mas seu estatuto não parece limitar sua função ao território palestino ocupado.
Contra Instituições Internacionais
A ideia do conselho parece contrariar instituições internacionais como a ONU. Trump tem criticado regularmente as Nações Unidas e anunciou este mês que seu país se retirará de 66 organizações e tratados internacionais, aproximadamente metade dos quais ligados à ONU.
Neice Collins, porta-voz do presidente da Assembleia Geral da ONU, declarou à imprensa: “Só existe uma organização universal e multilateral para tratar de questões de paz e segurança, e essa é a Organização das Nações Unidas”.
O Conselho da Paz começou a tomar forma no sábado, com convites estendidos aos líderes de vários países. Trump também nomeou o Secretário de Estado, Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; seu principal negociador de conflitos, Steve Witkoff; e seu genro Jared Kushner como membros.
Israel se opôs à composição de um “conselho executivo para Gaza” que operaria dentro da organização maior.
Uma enorme reprodução de mensagem de aniversário com o nome de Donald Trump, que teria sido enviada ao falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, foi erguida no National Mall em Washington, DC. As informações são da CNN.
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A obra é a instalação mais recente de um grupo que se identifica como The Secret Handshake (O Aperto de Mão Secreto, em tradução livre ). Metade da instalação de três metros de altura é uma réplica do bilhete com o nome de Trump, que fazia parte de uma coleção de cartas endereçadas a Epstein no início dos anos 2000. A nota continha o contorno de uma mulher nua e uma assinatura “Donald”, concluindo com a frase: “Feliz aniversário — e que cada dia seja mais um segredo maravilhoso”.
O outro lado do cartão diz “Feliz Aniversário Para Um ‘Cara Incrível’!”. O aniversário de Epstein era em 20 de janeiro. Segundo, ainda, a CNN, uma placa próxima à instalação incentiva as pessoas a assinarem o cartão com uma mensagem para a administração Trump.
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De acordo com um relatório do The Secret Handshake, a obra foi instalada durante a noite de domingo e está autorizada a permanecer no local até sexta-feira, 23 de janeiro. A CNN confirmou essas informações com o Serviço Nacional de Parques.
O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar sobre a nota em julho do ano passado, e Trump negou ter assinado a carta e ter uma relação próxima com Epstein. O presidente processou o jornal por causa da história. Trump também sugeriu que outra pessoa poderia ter escrito e assinado seu nome.
O líder norte-coreano, Kim Jong-un, demitiu seu vice-primeiro-ministro durante uma visita a um complexo industrial, na qual criticou “a incompetência” de seus funcionários da área econômica, informou nesta terça-feira (20) a imprensa estatal.
“Kim Jong-un destituiu Yang Sung Ho de forma imediata”, por considerá-lo “incapaz de assumir responsabilidades importantes”, informou a agência de notícias oficial KCNA.
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– Em poucas palavras, foi um erro acidental em nosso processo de nomeação de quadros – disse o líder, que inaugurou um projeto de modernização do complexo industrial de Ryongsong.
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KCNA VIA KNS / AFP
– Devido a funcionários irresponsáveis, rudes e incompetentes, a primeira etapa da modernização [desta instalação] enfrentou dificuldades – reclamou Kim.
O líder norte-coreano criticou os comandos do governo que “se acostumaram ao derrotismo, à irresponsabilidade e à passividade por muito tempo”.
Em reunião com altos cargos, Kim prometeu, em dezembro do ano passado, expurgar “o mal” da máquina do governo e repreendeu as autoridades consideradas preguiçosas.
O jornalista Peter Baker sintetizou assim o retorno de Donald Trump a Washington: “Sua versão 2.0 é a 1.0 sem coleira.” A imagem cunhada pelo setorista sênior do New York Times na Casa Branca e um dos autores do elogiado “The Divider: Trump in the White House, 2017-2021” pode até carecer de sobriedade, mas nada tem de exagerada. O republicano completa hoje o primeiro ano de seu segundo mandato ciente de que comandou transformação inédita da democracia americana, com resistência institucional e da sociedade civil muito menor do que a registrada há oito anos. Mas o realinhamento da oposição em torno da ausência de política econômica voltada para a maioria da população e o choque com os seguidos abusos cometidos pelos agentes de imigração guiaram o Partido Democrata a vitórias decisivas nos pleitos regionais de novembro, com o registro de fraturas relevantes na coalizão conservadora. Trump adentra 2026 com aprovação média de apenas 38% nas pesquisas, recorde pessoal negativo registrado em ano eleitoral, quando estarão em jogo o Congresso e a resiliência da guinada radical à direita anunciada no Projeto 2025 e posta em prática a passos largos nos últimos 12 meses. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
À medida que a disputa pelo controle da Groenlândia se intensifica — e, com ela, o debate sobre o risco de um abalo profundo na aliança atlântica —, duas realidades geopolíticas vêm se impondo com clareza. A primeira é que todos os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) subinvestiram, durante anos, na segurança do Ártico. O cenário mudou com o derretimento acelerado das geleiras, a atuação mais agressiva das marinhas da China e da Rússia e a importância crescente dos cabos submarinos de comunicação, transformando uma das regiões mais frias do planeta em um novo foco de rivalidade entre grandes potências. A segunda realidade é que o presidente Donald Trump não demonstra intenção de buscar uma solução coletiva para um problema que se arrasta há anos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A polícia de Michigan, no centro-oeste dos Estados Unidos, informou nesta segunda-feira (19) que está trabalhando para desobstruir uma rodovia após um enorme engavetamento envolvendo cerca de 100 veículos no norte do estado, onde havia excesso de neve na pista.
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Caminhões de carga e outros veículos colidiram na rodovia I-196 na manhã desta segunda-feira (hora local), fazendo com que muitos carros saíssem da pista em “múltiplas derrapagens”.
A polícia estadual disse que há registro de numerosos feridos, mas que não há indícios de vítimas fatais.
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O acidente incluiu entre 30 e 40 furgões que bloquearam a tipicamente movimentada rodovia interestadual. A via seguia interditada várias horas após o acidente.
As autoridades fizeram um apelo aos motoristas para que diminuam a velocidade diante das condições “traiçoeiras” do tempo, enquanto uma tempestade de inverno continua provocando forte precipitação de neve na região. As projeções indicam que a temperatura deve cair para -22°C.
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O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (NWS, na sigla em inglês) assinalou que há previsão de “mais precipitação e vento” e que o acúmulo de neve deve chegar a 35,5 centímetros em partes do sudoeste e do centro-oeste de Michigan.
“Os deslocamentos não são recomendados nessa área”, disse o NWS em comunicado.
O filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, que será julgado em fevereiro acusado de estuprar quatro mulheres, foi indiciado por novos crimes, incluindo um relacionado a narcóticos, anunciou a promotoria nesta segunda-feira. No pior escândalo a atingir a família real norueguesa, Marius Borg Høiby foi indiciado em 18 de agosto por quatro acusações de estupro e 28 outras acusações, incluindo violência doméstica contra ex-parceiras.
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O jovem de 29 anos é fruto de um relacionamento de sua mãe anterior ao casamento dela com o príncipe herdeiro Haakon. Um total de sete mulheres acusaram Høiby de agressão, incluindo uma de suas ex-namoradas, Nora Haukland, e a artista Linni Meister.
O promotor Sturla Henriksbo afirmou em um comunicado à imprensa enviado à AFP que uma nova acusação foi apresentada contra Høiby nesta segunda-feira, abrangendo seis novas acusações.
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Uma das acusações é por um “crime grave de tráfico de drogas” relacionado a um incidente de 2020 “envolvendo 3,5 quilos de maconha”. Høiby admitiu o crime, disse Henriksbo. A advogada de Høiby, Ellen Holager Andenaes, disse à agência de notícias norueguesa NTB que seu cliente “certa vez transportou maconha do ponto A ao ponto B sem ganhar um centavo sequer”.
Marius Borg Høiby não é oficialmente membro da Família Real e, portanto, não ocupa nenhum cargo oficial. Haakon e Mette-Marit têm dois filhos juntos: a princesa Ingrid Alexandra e o príncipe Sverre Magnus.
A iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criar um chamado “Conselho da Paz” ganhou novos contornos nos últimos dias, com o envio de convites a uma lista ampliada de países e a divulgação de regras que preveem uma contribuição financeira bilionária para quem quiser garantir assento permanente no órgão. Nesta segunda-feira, o Kremlin anunciou que o líder russo, Vladimir Putin, foi convidado a integrar a organização, acrescentando que a Rússia busca “esclarecer todas as nuances” da proposta antes de dar uma resposta.
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O convite a Putin marca uma ampliação significativa do escopo do conselho, que também estendeu convites à União Europeia, por meio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, além de Belarus e Tailândia. Segundo autoridades europeias, Von der Leyen recebeu formalmente a carta e informou que discutirá a iniciativa com outros líderes do bloco antes de qualquer decisão. Não houve indicação sobre se ela aceitará ou não o convite, embora o porta-voz da comissão, Olof Gill, tenha dito que o órgão executivo da UE deseja “contribuir para um plano abrangente que ponha fim ao conflito em Gaza”.
As primeiras nomeações para o Conselho da Paz, anunciadas na sexta, incluíram o próprio Trump como presidente, com um “conselho executivo fundador” formado pelo ex-premier britânico Tony Blair e pelo atual secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Também foram nomeados o enviado de Trump para missões especiais, Steve Witkoff; o genro do presidente, Jared Kushner; e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. Depois, veio a público que Trump enviou convites a líderes de países como Argentina, Paraguai, Turquia, Egito e Brasil.
Também nesta segunda-feira, o Palácio do Planalto e a diplomacia brasileira começaram a analisar o convite. A análise busca medir até que ponto a participação do Brasil pode ampliar o protagonismo internacional do país sem repetir os impasses que marcaram a tentativa de mediação no Oriente Médio há mais de uma década. Na época, Lula atuou ao lado da Turquia na tentativa de mediar o impasse entre o país persa e as potências ocidentais. Ambos negociaram diretamente com Teerã um acordo de troca de combustível nuclear que atendesse às exigências dos EUA. A iniciativa, porém, não foi acolhida por Washington, e a frente acabou esvaziada.
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Agora, auxiliares do petista afirmam que a proposta de Trump precisa ser examinada com cautela antes de qualquer decisão. Segundo esses interlocutores, não há como definir uma posição sem compreender com clareza as consequências políticas e diplomáticas da iniciativa, e a avaliação não pode ser feita de forma açodada, dada a sensibilidade do conflito e o papel dos Estados Unidos na condução do processo. A avaliação é semelhante no Egito, com o presidente Abdel-Fattah al-Sisi ainda avaliando se integrará o conselho, segundo a AFP.
Belarus, por sua vez, anunciou que seu líder, Alexander Lukashenko, foi convidado e que recebeu o convite com satisfação. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, teria sido procurado na semana passada com uma oferta de participação, mas aguardava um convite formal. O presidente da Argentina, Javier Milei, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, devem se tornar membros fundadores, conforme anunciaram no sábado. O líder da Hungria, Viktor Orbán, também aceitou o convite para integrar o conselho.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que o país foi convidado a participar. No domingo, ela disse acreditar que “pode desempenhar um papel de liderança” e que está pronta para contribuir “na construção do plano de paz”. O presidente francês, Emmanuel Macron, por outro lado, não pretende aceitar o convite, segundo uma pessoa próxima ao mandatário. Macron acredita que a ideia de Trump vai “além de Gaza”, disse a fonte, e levanta preocupações significativas, sobretudo em relação ao respeito aos princípios e ao arcabouço institucional das Nações Unidas, que a França considera inegociáveis.
Crítica à ONU
Os convites incluíam uma carta afirmando que o conselho buscaria “solidificar a paz no Oriente Médio” e, ao mesmo tempo, “iniciar uma nova e ousada abordagem para a resolução de conflitos globais”. Cada líder teria um mandato máximo de três anos no conselho, a menos que seu governo pagasse uma taxa de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) para se tornar membro permanente. O documento diz que “o conselho de paz é uma organização internacional que busca promover a estabilidade [e] restaurar uma governança confiável e legal”:
“O conselho deve ter a coragem de se afastar de abordagens e instituições que, com frequência, falharam”, acrescenta o texto, em provável crítica à ONU. O entendimento é compartilhado por autoridades europeias de alto escalão, que, em relatos à Bloomberg, disseram ver a iniciativa como uma tentativa de criar um rival ou substituto para a ONU, instituição da qual Trump é crítico de longa data. Segundo elas, o conselho vai muito além da reconstrução de Gaza, e Trump o enxerga como um instrumento para resolver e controlar eventos internacionais.
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No convite compartilhado por Milei, Trump escreveu que o esforço “reunirá um grupo distinto de nações prontas para assumir a nobre responsabilidade de construir uma PAZ DURADOURA, uma honra reservada àqueles preparados para liderar pelo exemplo e investir brilhantemente em um futuro seguro e próspero para as próximas gerações”. Os parceiros devem se reunir “em um futuro próximo”, acrescentou, sem dar mais detalhes. A estrutura exata do órgão, porém, permanece incerta, e novos membros continuam sendo convidados.
Reação israelense
Trump tenta cumprir seu plano de 20 pontos para uma transformação ampla — e potencialmente de décadas — de Gaza, que foi em grande parte destruída por dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. Ele anunciou a criação do conselho na quinta-feira, nas redes sociais, mas não revelou quem faria parte do órgão. Um dia depois, a Casa Branca anunciou o primeiro painel executivo — com a participação de Rubio, Witkoff, Kushner e Blair — e um segundo grupo, nomeado como uma “comissão executiva”, que deve realizar a maior parte do trabalho de reconstrução de Gaza. Ele inclui o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, e o diplomata Ali al-Thawadi, ministro de Assuntos Estratégicos do Catar.
Esse segundo painel, no entanto, motivou a objeção do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que considera Catar e Turquia próximos demais do grupo terrorista Hamas. Ele ainda avalia que os dois países seriam pouco propensos a remodelar a área costeira da forma desejada pelo Estado judeu. Declarações do premier israelense e de membros linha-dura do seu governo marcaram um raro desacordo público com Trump, já que a liderança em Israel tem buscado consistentemente retratar sua relação com a Casa Branca como amigável.
Netanyahu convocou uma reunião com seus principais assessores para discutir o Conselho da Paz, após afirmar que não foi incluído nas conversas sobre a composição da comissão executiva — e que a decisão “contraria a política” israelense. No sábado, a ministra Miri Regev, integrante do partido conservador Likud, de Netanyahu, declarou que Israel se opõe à participação do Catar e da Turquia, acrescentando que o premier “fará de tudo para mudar essa decisão”. Por sua vez, o líder da oposição, Yair Lapid, classificou o anúncio como um “fracasso diplomático para Israel”. Até o momento, o único israelense no Conselho Executivo de Gaza é Yakir Gabay, empresário atualmente radicado no Chipre. Não há palestinos em nenhum dos dois conselhos.
— É hora de explicar ao presidente [Trump] que seu plano é ruim para o Estado de Israel e de cancelá-lo — disse nesta segunda-feira o ministro das Finanças de extrema direita de Israel, Bezalel Smotrich. — Gaza é nossa, seu futuro afetará o nosso futuro mais do que o de qualquer outro. Nós assumiremos a responsabilidade pelo que acontecer lá, imporemos uma administração militar e concluiremos a missão.
Como o Hamas ainda controla quase metade de Gaza e se recusa a se desarmar, a perspectiva de uma paz duradoura e próspera é incerta. O grupo apoiado pelo Irã ainda não devolveu os restos mortais do último refém levado nos ataques de outubro de 2023 que desencadearam o conflito — um elemento central da primeira fase da proposta de Trump. Ainda assim, Trump anunciou o início da segunda fase de seu plano, incluindo a formação de um governo tecnocrata de 15 membros para substituir o domínio do Hamas em Gaza.
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Uma Força Internacional de Estabilização, composta por soldados de diferentes países e também prevista no plano de Trump, deve ser criada em um momento posterior. Por enquanto, não está claro quais países contribuiriam nem em que termos, e os EUA já afirmaram que não enviarão tropas para Gaza. Israel, por sua vez, ameaçou retomar a guerra caso a força internacional não consiga persuadir ou obrigar o Hamas a depor as armas. O grupo não demonstrou nenhuma inclinação nesse sentido desde que o cessar-fogo foi acordado, em outubro.
Enquanto isso, as Nações Unidas alertaram no sábado que a crise humanitária em Gaza está “longe de acabar”. A ONU estima que cerca de 80% dos edifícios em Gaza foram destruídos ou danificados, e famílias que sobreviveram à guerra agora enfrentam o inverno, além da falta de alimentos e abrigo. Olga Cherevko, do escritório da ONU para coordenação de ajuda humanitária, afirmou que a entrega de toneladas de ajuda e os reparos em estradas nos meses desde a entrada em vigor do cessar-fogo foram apenas um “curativo”, e não uma solução.
(Com Bloomberg, AFP e New York Times)
O príncipe Harry expressou sua “paranoia” frente às práticas do Daily Mail, nesta segunda-feira (19), em Londres, no primeiro dia do julgamento de seu processo contra o tabloide, que ele acusa de obter informações sobre sua vida privada de forma ilegal.
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Harry, o cantor Elton John e outras cinco pessoas apresentaram uma ação contra a Associated Newspapers Ltd (ANL), editora do Daily Mail e do The Mail on Sunday.
O príncipe, de 41 anos, compareceu nesta segunda ao primeiro dia do julgamento, que deverá durar nove semanas, no Tribunal Superior de Londres. Segundo seu advogado, David Sherborne, houve “um recurso manifesto, sistemático e continuado à coleta ilegal de informações tanto no Daily Mail como no Mail on Sunday”.
Os advogados dos demandantes indicaram que os alegados atos ilegais foram praticados entre 1993 e 2011, embora alguns possam ter ocorrido até 2018.
Estes tabloides contrataram detetives particulares para escutar chamadas telefônicas e obter informação privada, como faturas telefônicas detalhadas e históricos médicos, além de extratos bancários.
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Último processo de Harry
Segundo documentos escritos pelos advogados do príncipe, estas práticas “perturbaram profundamente” Harry. Sua ação judicial contra a ANL se refere ao conteúdo de 14 artigos publicados entre 2001 e 2013.
“Ficava com a impressão de que cada um dos meus gestos, cada um dos meus pensamentos ou cada um dos meus sentimentos era vigiado apenas para que o Mail ganhasse dinheiro”, disse Harry, citado nesses documentos da sua defesa.
De acordo com ele, as intrusões do tabloide na sua vida privada o tornaram “extremamente paranoico” e o isolaram.
O cantor Elton John e o seu marido, David Furnish, tiveram, por sua vez, “a sensação de que o seu lar, bem como a segurança dos seus filhos e dos seus entes queridos, haviam sido violados”, apontam os documentos. As conclusões apresentadas por seu advogado enfatizam a “indignação” sentida pelo casal, que acusa a ANL de ter roubado a certidão de nascimento do seu filho.
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Segundo o calendário das audiências, Harry irá depor na quinta-feira, enquanto Elton John deverá fazê-lo no início de fevereiro.
Todas as acusações são qualificadas como “absurdas” pelo grupo editorial, cuja defesa tomará a palavra a partir de terça-feira.
Em documentos judiciais, o advogado da ANL, Antony White, afirmou que as ações foram apresentadas tarde demais. “É notório constatar que nenhum dos artigos foi objeto de queixa no momento da sua publicação”, escreveu.
A defesa sustenta que os vazamentos de informações vinham dos círculos sociais das personalidades.
Segundo pessoas de seu entorno, trata-se do último processo movido pelo príncipe contra editoras de tabloides e suas práticas ilícitas. Harry, que responsabiliza os paparazzi pela morte de sua mãe, Diana, em 1997, em Paris, não esconde sua animosidade em relação à poderosa imprensa sensacionalista britânica.
Em 2023, ele se tornou o primeiro membro da realeza britânica a depor em um tribunal em mais de um século, ao testemunhar em uma ação contra o Mirror Group Newspapers (MGN).
Outros litígios contra tabloides
O Tribunal Superior de Londres decidiu que Harry foi vítima de interceptação telefônica por jornalistas que trabalhavam para esse grupo e determinou uma indenização de 140.600 libras (cerca de 188 mil dólares, aproximadamente R$1,01 milhão) por perdas e danos.
Em janeiro de 2025, Harry chegou a um acordo financeiro com o editor Rupert Murdoch.
O News Group Newspapers (NGN), de Murdoch, apresentou desculpas a Harry “pela espionagem telefônica, vigilância e uso indevido de informações privadas por jornalistas e investigadores privados” contratados pelo grupo, informou o advogado do príncipe.
Durante sua última visita ao Reino Unido, em setembro, Harry se reuniu com o pai, o rei Charles III, em uma tentativa de retomar contato com a família. Mas, segundo a imprensa britânica, desta vez ele não pretende ver o pai, de 77 anos.
De acordo com a imprensa britânica, Harry mantém atualmente contato regular com o pai, o que não parece ocorrer com o irmão William, filho mais velho de Charles III e herdeiro do trono, com quem as relações são mais tensas.
Mais de 160 cristãos foram sequestrados neste domingo durante um ataque executado por grupos armados contra duas igrejas em uma aldeia remota do estado de Kaduna, no norte da Nigéria, informaram, nesta segunda-feira, um clérigo e um relatório da ONU ao qual a AFP teve acesso. O país mais populoso da África sofreu um ressurgimento dos sequestros em massa desde novembro, o que levou o governo dos Estados Unidos a lançar ataques militares no dia do Natal, no estado de Sokoto, no noroeste do país.
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O presidente americano, Donald Trump, acusou os grupos armados nigerianos de perseguirem os cristãos, a quem descreveu como vítimas de “genocídio”. No domingo, “os atacantes chegaram em grande número, bloquearam entradas das igrejas e obrigaram fiéis a se refugiarem na mata”, declarou à AFP o reverendo Joseph Hayab, presidente da Associação Cristã da Nigéria para o Norte.
“Levaram 172, mas nove escaparam”, acrescentou.
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Os sequestros foram confirmados por um relatório das Nações Unidas que menciona a captura de “mais de 100 fiéis”. Segundo o relatório, o distrito de Kajuru é um alvo prioritário para sequestros devido às “áreas florestais e pouco povoadas que permitem aos bandidos operarem livremente e escaparem das forças de segurança”.
A onda de sequestros no final do ano passado levou o presidente nigeriano, Bola Tinubu, a declarar estado de emergência de segurança nacional e a lançar uma campanha de recrutamento de soldados e policiais para combater a insegurança.

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