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O segundo mandato do presidente dos EUA, Donald Trump, completa um ano nesta terça-feira, com o mundo ainda tentando acompanhar todos os desdobramentos e impactos da mudança brusca de direção promovida pelo republicano no comando da Casa Branca. Entre tensões internas e disputas externas, de ataques diretos a adversários ao aprofundamento de crises com aliados, pouco ficou de fora do raio de ação do presidente — que ainda sobrecarregou o trabalho da imprensa com falas quase diárias para além da execução de sua agenda política. O GLOBO produziu uma série de reportagens, análises e entrevistas sobre o primeiro ano de mandato de Trump, que deve permanecer em evidência por ao menos mais três anos — mas cujo impacto para a política americana e internacional pode ter efeitos para além de seu mandato. Veja abaixo uma seleção exclusiva de textos:
1) Em versão ‘sem coleira’, Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’
O presidente dos EUA, Donald Trump, ao desembarcar em Michigan nesta terça-feira
Mandel Ngan/AFP
Entenda como o republicano avança sobre instituições, governa com pouca contenção e enfrenta reação eleitoral que testa os limites da guinada radical à direita (Clique aqui para ler a matéria completa).
2) Trump 2.0 abraça intervencionismo para impor ‘realismo predador’ ao mundo
Presidente dos EUA, Donald Trump, coloca um boné do movimento Maga durante evento em Washington
Brendan SMIALOWSKI / AFP
Em seu retorno ao poder, presidente republicano investiu muito mais na redefinição da política externa dos Estados Unidos do que o previsto. (Clique aqui para ler a matéria completa).
3) Pressão de Trump sobre aliados por Groenlândia coloca a Otan diante do cenário impensável de fogo amigo
Sede da Otan em Bruxelas
Simon Wohlfahrt / AFP
Presidente americano parece despreocupado em romper a aliança militar mais eficaz da História moderna para satisfazer sua vontade. (Clique aqui para ler a matéria completa).
4) Fator Trump: Eleições latino-americanas deste ano devem estar na mira de líder dos EUA
À direita, volver: Ano de 2025 confirma ascensão conservadora na América Latina
Arte/ O GLOBO
Presidente americano rompeu com ambiguidade estratégica cultivada por Washington e aposta em sistema em que promessas de recompensa ou ameaças se dividem. (Clique aqui para ler a matéria completa).
5) Entrevista: ‘As ações de Trump têm raízes na História dos EUA’, afirma analista Brian Winter
O presidente dos EUA, Donald Trump, em coletiva de imprensa ao lado do secretário de Estado Marco Rubio e do secretário de Defesa Pete Hegseth
Joe Raedle/Getty Images/AFP
Analista político americano avalia que política externa de Trump para a América Latina recupera tendência escrita por outros presidentes, que havia perdido força desde fim da Guerra Fria. (Clique aqui para ler a matéria completa).
6) Volta de Trump à Casa Branca redefine comércio dos EUA e da América Latina
Área de movimentação de contêineres no terminal do Porto de Santos: Trump impôs sobretaxa de 50% a exportações brasileiras para os EUA
Jonne Roriz/Bloomberg
Um ano após início do seu 2º mandato, presidente americano vira a chave tarifária para uma nova Doutrina Monroe para controlar AL, o que acaba reforçando a inclinação da região a firmar laços com China e Europa. (Clique aqui para ler a matéria completa).
7) Aumento da violência em operações anti-imigrantes nos EUA põe táticas do ICE em xeque e expõe falhas em recrutamento
Agentes federais deixam a cena onde Renee Nicole Good foi morta a tiros por um agente em Minneapolis, durante uma operação de imigração que tem provocado protestos na cidade
David Guttenfelder/The New York Times
Morte de Renee Good em Minneapolis reacende críticas às táticas da agência, em meio à aceleração no recrutamento de oficiais, operações agressivas e aumento de mortes sob custódia. (Clique aqui para ler a matéria completa).
8) Percepção de ameaças sob Trump 2.0 impulsiona ‘China first’, indica pesquisa
Donald Trump e Xi Jinping
Bloomberg
Dados coletados em 21 países mostram que opinião pública já enxerga ordem global multipolar. (Clique aqui para ler a matéria completa).
9) Elio Gaspari: As dez piores e melhores decisões políticas e diplomáticas dos EUA em 250 anos, segundo 331 historiadores
As dez piores e melhores decisões políticas e diplomáticas dos EUA em 250 anos, segundo 331 historiadores
Editoria de Arte
Lista reúne desde a invasão no Iraque, como destaque negativo, até o Plano Marshall, como positivo. (Clique aqui para ler o texto completo).
10) Míriam Leitão: Trump foi ruim na economia, mas seu maior risco é à democracia e à civilização
Trump durante entrevista no Salão Oval, na Casa Branca, em 7 de janeiro de 2026
Doug Mills/The New York Times
Trump retrocedeu a instrumentos usados pelos Estados Unidos na crise de 1929, estratégia que fracassou na época. Ainda assim, aspecto mais grave é o risco institucional que ele representou — e ainda representa. (Clique para ler o texto completo).
Uma vaca é capaz de escolher a ferramenta certa para resolver um problema cotidiano? A pergunta ganhou respaldo científico após pesquisadores austríacos documentarem o comportamento incomum de Veronika, uma vaca que vive em uma fazenda na Áustria e que demonstrou, de forma sistemática, o uso intencional de uma escova para limpar o próprio corpo.
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Veronika vive sob os cuidados de Witgar Wiegele, agricultor orgânico que a mantém como animal de companhia, fora dos circuitos tradicionais de produção de leite ou carne. Nesse ambiente mais estimulante, a vaca desenvolveu uma relação próxima com humanos e apresentou uma longevidade incomum, fatores que chamaram a atenção dos cientistas. O que surpreendeu, no entanto, foi a maneira como ela passou a resolver um incômodo físico: usando uma escova de cabo comprido, manipulada com a boca e a língua.
O comportamento foi analisado por Antonio Osuna-Mascaró e Alice Auersperg, da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, a partir de um vídeo que viralizou nas redes sociais. O estudo, publicado nesta segunda-feira (19) na revista Current Biology, é o primeiro a comprovar experimentalmente o uso flexível e multifuncional de ferramentas por vacas, segundo os autores.
Um experimento que desafiou certezas
Ao longo de sete sessões, os pesquisadores registraram 76 interações de Veronika com a escova, posicionada de diferentes formas. A vaca demonstrou escolher com precisão a extremidade adequada para cada parte do corpo: usava as cerdas para esfregar as costas e a ponta lisa para áreas mais sensíveis, como o úbere e a barriga. Também ajustava a força e o tipo de movimento, alternando gestos amplos e firmes com ações suaves e controladas.
Para os cientistas, o comportamento atende à definição científica de uso de ferramentas — a manipulação de um objeto externo para atingir um objetivo mecânico — e exige habilidades como antecipação, coordenação e adaptação da técnica. O uso de diferentes partes de uma mesma ferramenta para funções distintas é classificado como multifuncional e, até então, havia sido documentado apenas em chimpanzés.
Os pesquisadores destacaram a habilidade de Veronika em ajustar sua técnica e pegada no objeto dependendo da área do corpo
Divulgação/Universidade de Medicina Veterinária de Viena
A equipe afirma que o caso “leva a uma reavaliação da cognição bovina” e sugere que a suposta simplicidade intelectual do gado pode estar ligada mais a preconceitos históricos e ao papel utilitário desses animais do que a limitações reais. Segundo os autores, a inteligência de espécies domesticadas tem sido “cognitivamente subvalorizada”, em parte por associações culturais ligadas ao consumo de carne.
Embora reconheçam que se trata de um caso isolado, os pesquisadores defendem que o potencial inovador de animais de fazenda permanece pouco explorado. Eles recomendam novas observações em diferentes contextos e condições de criação, apostando que Veronika pode não ser uma exceção absoluta, mas um exemplo raro de um comportamento que ainda passa despercebido.
O ministro do Interior da Espanha descartou nesta terça-feira a hipótese de sabotagem na colisão entre dois trens que deixou ao menos 41 mortos no domingo à noite, no sul do país. Segundo ele, as apurações conduzidas até o momento indicam problemas de natureza técnica e operacional.
Leia também: Número de mortos em colisão entre trens na Espanha sobe para 41
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“Nunca se considerou a possibilidade de sabotagem; em todos os momentos e em todas as circunstâncias, trataram-se de questões técnicas e relacionadas ao transporte ferroviário”, afirmou Fernando Grande-Marlaska em entrevista coletiva após a reunião do Conselho de Ministros.
Em novo balanço divulgado nas primeiras horas da manhã, o governo regional andaluz informou que mais um corpo foi encontrado entre os destroços de uma das composições, elevando o total de vítimas fatais.
“O número de mortos subiu para 41, após a recuperação, na noite passada, do corpo sem vida de uma pessoa em um dos vagões” do trem da companhia Iryo, informou o governo andaluz sobre o acidente ocorrido em Adamuz, na província de Córdoba. As autoridades ressaltaram que o número ainda pode aumentar, já que as buscas continuam.
Além disso, “nos diferentes hospitais andaluzes continuam internadas 39 pessoas, sendo 35 adultos e quatro crianças. Na UTI permanecem 13 pacientes, todos adultos”, acrescentaram.
Reis vão ao local
Coincidindo com o primeiro dos três dias de luto nacional decretados pelo governo espanhol, o rei Felipe VI e a rainha Letizia visitam o local do incidente nesta terça-feira.
Felipe VI e a rainha Letizia vão o local do acidente acompanhados pela Primeira Vice-Presidente do Governo, María Jesús Montero, e pelo Presidente da Junta da Andaluzia, Juanma Moreno. Eles também devem visitar os feridos em um hospital em Córdoba e se encontrarão com familiares das vítimas, segundo o jornal El Mundo.
O acidente ocorreu próximo ao povoado de Adamuz, cujos moradores se mobilizaram nos primeiros momentos para ajudar os sobreviventes, oferecendo abrigo, comida e água.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou nesta terça-feira que o total definitivo de mortos pode se aproximar do número de desaparecidos registrados, atualmente 43.
“O que é preciso fazer é cruzar os desaparecidos ou as denúncias por desaparecimento com os mortos e ontem, pelo menos no fim do dia, o número era mais ou menos coincidente”, explicou em entrevista à rádio Onda Cero.
Maquinário pesado no resgate
As equipes de resgate concentram esforços na retirada dos vagões de um dos trens que despencaram em um barranco de cerca de quatro metros de altura. Para isso, gruas de grande porte foram levadas ao local.
Em comunicado, o governo andaluz informou que foram “realizados trabalhos de compactação do terreno” para garantir a estabilidade do maquinário. Na noite de segunda-feira, o presidente da Junta da Andaluzia, Juan Manuel Moreno Bonilla, estimou que seriam necessárias “24 a 48 horas” para determinar, “com certeza científica”, o número de vítimas.
O acidente ocorreu às 19h45 de domingo (18h45 GMT), quando dois trens de alta velocidade que circulavam por vias paralelas colidiram, transportando cerca de 500 passageiros no total.
Os últimos carros de um trem da operadora privada Iryo, que fazia o trajeto de Málaga a Madri, descarrilaram e caíram sobre a via ao lado, justamente no momento em que passava uma composição da estatal Renfe, que seguia no sentido contrário, da capital espanhola para Huelva.
Os quatro vagões do trem da Renfe saíram completamente dos trilhos e capotaram. Dois deles aparentam ter sido esmagados pelo impacto, segundo imagens aéreas divulgadas pela Guarda Civil. Mais adiante, era possível ver o trem da Iryo com a maioria dos carros ainda sobre os trilhos e os dois últimos tombados de lado.
Trilho danificado no foco da investigação
Descartadas inicialmente hipóteses como excesso de velocidade — o trecho é reto — ou erro humano, as investigações agora se concentram nas condições da via e do material ferroviário.
“A falha humana está praticamente descartada”, afirmou na segunda-feira o presidente da Renfe, Álvaro Fernández Heredia, à rádio pública RNE.
Uma imagem divulgada pela Guarda Civil, mostrando agentes inspecionando um trilho com um trecho faltante, alimentou especulações. Puente afirmou que ainda é cedo para determinar se a ausência desse pedaço foi “causa ou consequência” do acidente.
“Há muitas rupturas de trilho quando o trem descarrila (…) e existe uma ruptura inicial”, disse o ministro à Onda Cero.
“A questão é determinar — e neste momento nenhum técnico é capaz de assegurar ou sequer afirmar — se essa ruptura é causa ou consequência, e isso não é um detalhe menor”, concluiu.
Puente classificou o acidente como “estranho”, ocorrido em um trecho de via recentemente renovado.
Os serviços ferroviários entre Madri e a Andaluzia permanecem interrompidos e não devem ser totalmente restabelecidos antes de 2 de fevereiro.
Em julho de 2013, a Espanha já havia registrado uma grave tragédia ferroviária com o descarrilamento de um trem em Santiago de Compostela, na Galícia, que deixou 80 mortos.
Um juiz do estado americano de Indiana e sua mulher foram baleados dentro de casa no domingo, num episódio que reacendeu preocupações sobre a segurança do Judiciário estadual em meio ao aumento recente de ameaças e atos de violência contra autoridades públicas nos Estados Unidos.
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A polícia de Lafayette informou na segunda-feira que investiga os disparos contra o juiz Steven P. Meyer, do Tribunal Superior do Condado de Tippecanoe, e sua mulher, Kimberly Meyer. Ambos foram socorridos e permanecem em condição estável.
Steven Meyer, de 66 anos, anunciou recentemente planos de se aposentar no fim do ano. Ao longo de 12 anos na magistratura, presidiu diversos casos de grande repercussão no estado.
A polícia de Lafayette divulgou poucos detalhes sobre o ataque ao casal Meyer. Segundo a corporação, os agentes foram acionados por volta das 14h de domingo. No local, constataram que Steven Meyer havia sido atingido no braço, enquanto sua mulher sofreu um ferimento no quadril.
De acordo com um registro policial, um denunciante relatou que um homem foi até a porta da residência, disse ter encontrado o cachorro do casal e, em seguida, atirou através da porta antes de fugir.
No local, em um bairro residencial a cerca de dez minutos do campus da Universidade Purdue, os policiais recolheram cápsulas de munição.
O ataque levou a presidente da Suprema Corte de Indiana, Loretta H. Rush, a divulgar uma declaração pedindo maior vigilância por parte dos juízes.
“Eu me preocupo com a segurança de todos os nossos juízes”, escreveu Rush. “Ao trabalharem para resolver pacificamente mais de um milhão de processos por ano, vocês não apenas precisam se sentir seguros, como também precisam estar seguros.”
A preocupação com a segurança pessoal tem crescido entre servidores públicos em todo o país.
No ano passado, a residência do governador da Pensilvânia foi incendiada enquanto o democrata Josh Shapiro e sua família dormiam no local; a sede do Partido Republicano no Novo México foi alvo de um ataque com coquetéis molotov; e a deputada estadual democrata de Minnesota Melissa Hortman e o marido foram assassinados dentro de casa.
Quem é o juiz?
Steven Meyer, que já concorreu a cargos eletivos pelo Partido Democrata e atuou anteriormente no Conselho Municipal de Lafayette, esteve à frente de casos que ganharam destaque na imprensa estadual.
Em julho, por exemplo, condenou um pai a 24 anos de prisão por deixar uma arma sem supervisão no apartamento; o filho de 5 anos encontrou o revólver e matou acidentalmente o irmão de 1 ano.
Em comunicado divulgado na segunda-feira, Kimberly Meyer agradeceu ao Departamento de Polícia, aos profissionais de saúde e à comunidade pelo apoio recebido.
O corpo da turista canadense Piper James, de 23 anos, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (19) em uma praia de K’gari, antiga Ilha Fraser, na costa de Queensland, na Austrália. A jovem, que acampava na região frequentada por mochileiros, foi localizada na beira da água, cercada por um grupo de dingos, espécia de cão selvagem nativo da região.
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Segundo informou a polícia local, Piper estava acampada nas proximidades do naufrágio do navio Maheno, na praia de Seventy Five Mile, quando saiu do local por volta das 5h para um nadar. Menos de uma hora depois, dois homens que trafegavam de carro pela praia avistaram um grupo de cerca de 10 a 12 dingos em torno de um objeto próximo à linha d’água e acionaram as autoridades.
Investigação e circunstâncias da morte
De acordo com o inspetor Paul Algie, do distrito de Wide Bay, a cena encontrada foi “horrível e extremamente traumática” para as testemunhas. A polícia informou que o corpo apresentava múltiplos ferimentos e marcas compatíveis com mordidas de dingo, além do que foram descritos como possíveis “ferimentos de defesa”.
As autoridades investigam se a jovem morreu afogada ou em decorrência de um ataque dos animais durante a madrugada. “É muito cedo para especular sobre a causa da morte. Não podemos confirmar se ela se afogou ou se morreu em consequência de um ataque de dingos”, afirmou Algie. Segundo ele, apenas a autópsia poderá esclarecer o que ocorreu.
O inspetor confirmou ainda que o corpo foi “tocado e mexido” por dingos, sem que seja possível afirmar se isso ocorreu antes ou depois da morte. O corpo foi retirado da ilha na segunda-feira e levado para Brisbane, onde a autópsia está prevista para ser concluída nesta quarta-feira (21).
Piper James havia chegado à Austrália em novembro e viajava com uma amiga próxima. Antes de seguir para K’gari, as duas passaram por destinos como Bondi Beach, Manly, Cairns e as Ilhas Whitsundays. Há cerca de seis semanas, a jovem estava morando e trabalhando na ilha, após conseguir emprego em um albergue para mochileiros, enquanto acampava nas imediações da Woralie Road. A amiga dela, segundo a polícia, está recebendo apoio psicológico.
Após o caso, o Serviço de Parques e Vida Selvagem de Queensland reforçou o patrulhamento em K’gari. O inspetor Algie destacou que a ilha é uma área selvagem e pediu que visitantes mantenham distância dos dingos. “Eles são culturalmente importantes para os povos das Primeiras Nações e para os moradores locais, mas continuam sendo animais selvagens e devem ser tratados como tal”, afirmou.
A ministra interina do Meio Ambiente e Turismo de Queensland, Deb Frecklington, classificou a morte como “uma tragédia devastadora” e disse que o departamento trabalha em conjunto com a Polícia de Queensland na investigação. As autoridades canadenses confirmaram que prestam assistência consular à família de Piper James e manifestaram condolências. A polícia australiana pede que testemunhas, incluindo pessoas com imagens de câmeras veiculares, entrem em contato.
O primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump foi ruim para a economia, mas o aspecto mais grave é o risco institucional que ele representou — e ainda representa. No campo econômico, Trump retrocedeu a instrumentos usados pelos Estados Unidos na crise de 1929, como a imposição de tarifas elevadas de importação. Naquela época, a estratégia fracassou. Agora, volta a dar errado. O presidente americano tem utilizado tarifas como arma política, o que desorganiza a economia e aumenta a incerteza global. Diante dessa nova realidade, países passaram a se reorganizar e a firmar novos acordos. Um exemplo é o acordo entre Mercosul e União Europeia, que tende a tornar mais robusta a relação comercial entre os dois blocos. O mundo está se rearranjando e negociando, enquanto Trump segue ameaçando recorrer ao mesmo instrumento em novas disputas — como agora, na tentativa de anexação da Groenlândia. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma sequência considerada sem precedentes pelas autoridades australianas colocou o litoral leste do país em estado de alerta. Em apenas 48 horas, quatro ataques de tubarão foram registrados, a maioria na região de Sydney, a maior cidade da Austrália. Diante da frequência incomum e da gravidade dos episódios, dezenas de praias foram fechadas como medida preventiva, e a população foi orientada a evitar o mar.
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Três dos ataques ocorreram na costa de Sydney, área densamente frequentada por surfistas e banhistas, enquanto o quarto foi registrado mais ao norte, nas proximidades da praia de Point Plomer, a cerca de 320 quilômetros da cidade. No norte de Sydney, praias populares como Manly e Palm Beach foram interditadas temporariamente, assim como outros pontos próximos ao local do ataque fora da área metropolitana.
A série de incidentes começou neste domingo (18) à tarde, quando Nico Antic, um menino de 12 ou 13 anos, nadava com amigos no leste de Sydney e foi mordido nas pernas por um tubarão. Gravemente ferido, o garoto foi descrito pelas equipes de resgate como estando “lutando pela vida”. No dia seguinte, nesta segunda-feira (19), um segundo ataque ocorreu quando um menino de 11 anos surfava e teve a prancha mordida pelo animal. Apesar do susto, ele saiu ileso.
Paramédicos atendendo vítima de ataque de tubarão na praia de Manly
Reprodução/Redes sociais/X
Ainda nesta segunda-feira (19) à noite, um surfista, André de Ruyter, e 27 anos foi atacado na praia de Manly, uma das mais conhecidas de Sydney. O tubarão mordeu sua perna, e pessoas que estavam na areia prestaram os primeiros socorros até a chegada do resgate. Ele foi levado ao hospital com lesões graves e possivelmente permanentes. O quarto ataque ocorreu na manhã desta terça-feira (20), quando um surfista de 39 anos foi derrubado da prancha por um tubarão perto de Point Plomer. Nesse caso, os ferimentos foram leves, e a internação foi breve.
Praias fechadas
Diante da sucessão de ocorrências, a Surf Life Saving New South Wales, entidade responsável pelo salvamento marítimo, determinou o fechamento de dezenas de praias e recomendou que as pessoas evitassem nadar no norte de Sydney por pelo menos 48 horas. O diretor da instituição classificou a situação como “sem precedentes”, ressaltando a raridade de tantos ataques em um intervalo tão curto.
Cientistas apontam que os ataques provavelmente envolveram tubarões-cabeça-chata, também conhecidos como bull sharks, uma das espécies mais perigosas do mundo.
As condições ambientais da semana anterior teriam favorecido a aproximação desses animais da costa, com temperaturas do oceano acima da média e chuvas intensas que arrastaram presas naturais para o mar, aumentando a oferta de alimento. A capacidade dessa espécie de nadar tanto em água salgada quanto doce amplia significativamente suas áreas de caça, incluindo regiões próximas a desembocaduras de rios.
Embora ataques de tubarão sejam considerados raros na Austrália, a comoção foi intensificada pelo fato de os episódios ocorrerem pouco tempo depois de um ataque fatal registrado em setembro na mesma região. A prefeita local lembrou que a comunidade ainda estava de luto pela morte de Mercury Psillakis, vítima do ataque anterior, o que aumentou o choque e o medo entre moradores e frequentadores das praias.
O país é um dos que mais investem em medidas de prevenção, combinando redes de proteção — alvo de críticas por impactos ambientais —, drones para monitoramento aéreo e as chamadas smart drumlines, armadilhas inteligentes que capturam tubarões temporariamente e alertam as autoridades, permitindo que os animais sejam soltos longe das áreas de banho.
Um avião da United Airlines perdeu o trem de pouso dianteiro durante um pouso considerado brusco no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida, no domingo (18). Um vídeo que circulou nas redes sociais mostrou o momento em que uma das rodas se desprende e rola pela pista logo após a aterrissagem da aeronave, que transportava cerca de 200 passageiros.
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As imagens, compartilhadas no X, indicam que o Airbus A321neo tocou inicialmente a pista com as rodas traseiras, quicou e, em seguida, inclinou-se para a frente. Durante a tentativa dos pilotos de estabilizar o avião, uma roda foi vista se soltando e seguindo em direção à área gramada ao lado da pista.
Confira o momento:
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Falha mecânica após aterrissagem
A aeronave havia partido do Aeroporto Internacional O’Hare, em Chicago, às 8h55, e pousou em Orlando pouco depois das 12h30, no horário local. Em nota à revista People, um porta-voz da United afirmou que o avião apresentou um problema mecânico durante o pouso. Já um representante da aviação federal dos Estados Unidos informou que a aeronave foi considerada “inapta” para continuar operando após o incidente.
Além dos passageiros, seis tripulantes estavam a bordo. Todos desembarcaram em segurança e foram levados de ônibus até o terminal do aeroporto. Não houve registro de feridos, e uma investigação foi aberta para apurar as causas da falha. O episódio provocou atrasos de cerca de 45 minutos em voos no aeroporto de Orlando no fim da tarde de domingo.
A roda rolou pelo asfalto em direção a um pedaço de grama adjacente
Captura de tela/Redes sociais/X
O caso ocorre em meio a outros incidentes recentes na aviação comercial. Em julho, um Boeing 767-400 precisou retornar a Los Angeles após chamas serem vistas sob um dos motores durante a decolagem rumo a Atlanta. Em agosto, um avião da Iberia que seguia para Paris-Orly teve a parte frontal destruída após colisão com pássaros, impacto que também danificou um dos motores do jato.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o líder francês Emmanuel Macron por rejeitar um convite para apoiar sua mais recente iniciativa de paz e sugeriu que poderia impor uma tarifa esmagadora sobre o champanhe em retaliação.
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“Ninguém o quer porque ele vai sair do cargo muito em breve”, disse Trump a repórteres na segunda-feira, no horário local, após ser informado de que Macron recusaria o convite. “Vou colocar uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes dele e aí ele entra”, acrescentou.
O presidente também publicou uma mensagem de texto de seu homólogo francês na qual Macron convidava Trump para jantar em Paris na quinta-feira. Macron também propôs reuniões com Ucrânia, Síria, Dinamarca e Rússia para tratar de uma série de questões, incluindo a exigência de Trump de tomar a Groenlândia da Dinamarca, citando motivos de segurança.
“Eu não entendo o que você está fazendo com a Groenlândia”, disse Macron a Trump na mensagem, cuja autenticidade foi confirmada por uma autoridade francesa.
Críticas e ameaças
Enquanto segue para o Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana, Trump vem alimentando uma série de disputas com líderes europeus.
Ele ameaçou oito países europeus com tarifas por se oporem às suas exigências sobre a Groenlândia, atacou a Noruega por não lhe conceder o Prêmio Nobel da Paz (que não é concedido pelo governo norueguês) e agora tenta forçar a França a se juntar ao chamado Conselho da Paz, ao lado de autocratas como Alexander Lukashenko, de Belarus, e até do presidente russo Vladimir Putin.
Em versão ‘sem coleira’: Trump inicia 2º ano no poder dos EUA com débil contrapeso a seu ‘Executivo imperial’
Inicialmente concebido para supervisionar a reconstrução de Gaza, o mandato do chamado Conselho da Paz está se expandindo rapidamente, e Trump parece vê-lo como um veículo para resolver outros conflitos e moldar outros eventos internacionais, segundo vários funcionários europeus.
De acordo com um rascunho da carta constitutiva do grupo proposto, visto pela Bloomberg, Trump atuaria como seu presidente inaugural e teria autoridade sobre decisões de adesão. O governo Trump está pedindo que países que desejem um assento permanente no órgão contribuam com pelo menos US$ 1 bilhão.
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Macron não pretende aceitar, disse anteriormente uma pessoa próxima ao líder francês. Segundo essa fonte, Macron acredita que a carta vai além de Gaza e está preocupado com o fato de que ela possa potencialmente minar as Nações Unidas, que a França considera inegociáveis.
A mesma fonte afirmou que Macron considera inaceitável que Trump tente influenciar a política externa francesa por meio de ameaças e que ele está determinado a não recuar. A China também foi convidada.
Reunião de líderes da UE
Os líderes da União Europeia devem realizar uma cúpula de emergência nesta semana para discutir sua resposta.
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O bloco está pronto para impor tarifas sobre €93 bilhões (US$ 108 bilhões) em produtos americanos se Trump levar adiante a ameaça de aplicar uma tarifa de 10% aos países europeus em 1º de fevereiro, e Macron está pressionando para que a UE ative o chamado Instrumento Anticoerção, uma ferramenta poderosa que concede às autoridades amplos poderes para restringir o acesso ao mercado europeu.
A Marinha francesa apreendeu 4,87 toneladas de cocaína em uma embarcação pesqueira interceptada no Pacífico Sul, em uma operação realizada no dia 16 de janeiro. Procedente da América Central, o navio era tripulado por dez hondurenhos e um equatoriano, segundo informaram autoridades francesas.
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Em comunicado divulgado na segunda-feira, o Alto Comissariado da França na Polinésia Francesa informou que as Forças Armadas do país mobilizaram “significativos recursos humanos e materiais” para a ação.
De acordo com uma fonte próxima à investigação, a droga era transportada em um barco com bandeira do Togo e teria como destino o mercado australiano.
As autoridades francesas não devem processar os tripulantes detidos, mas seus países de origem poderão adotar medidas legais contra eles.
A apreensão ocorre em meio a alertas da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a expansão de grupos do crime organizado no Pacífico. Segundo a entidade, organizações envolvidas no tráfico de cocaína e metanfetamina têm ampliado sua atuação na região, utilizando rotas que ligam a América do Norte e do Sul aos mercados da Austrália e da Nova Zelândia.

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