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Uma sequência considerada sem precedentes pelas autoridades australianas colocou o litoral leste do país em estado de alerta. Em apenas 48 horas, quatro ataques de tubarão foram registrados, a maioria na região de Sydney, a maior cidade da Austrália. Diante da frequência incomum e da gravidade dos episódios, dezenas de praias foram fechadas como medida preventiva, e a população foi orientada a evitar o mar.
Entenda: Menino de 12 anos é atacado por tubarão e sofre ferimentos nas duas pernas na Austrália
Surfista é atacado por tubarão na Califórnia; animal o arremessa e quebra sua prancha ao meio
Três dos ataques ocorreram na costa de Sydney, área densamente frequentada por surfistas e banhistas, enquanto o quarto foi registrado mais ao norte, nas proximidades da praia de Point Plomer, a cerca de 320 quilômetros da cidade. No norte de Sydney, praias populares como Manly e Palm Beach foram interditadas temporariamente, assim como outros pontos próximos ao local do ataque fora da área metropolitana.
A série de incidentes começou neste domingo (18) à tarde, quando Nico Antic, um menino de 12 ou 13 anos, nadava com amigos no leste de Sydney e foi mordido nas pernas por um tubarão. Gravemente ferido, o garoto foi descrito pelas equipes de resgate como estando “lutando pela vida”. No dia seguinte, nesta segunda-feira (19), um segundo ataque ocorreu quando um menino de 11 anos surfava e teve a prancha mordida pelo animal. Apesar do susto, ele saiu ileso.
Paramédicos atendendo vítima de ataque de tubarão na praia de Manly
Reprodução/Redes sociais/X
Ainda nesta segunda-feira (19) à noite, um surfista, André de Ruyter, e 27 anos foi atacado na praia de Manly, uma das mais conhecidas de Sydney. O tubarão mordeu sua perna, e pessoas que estavam na areia prestaram os primeiros socorros até a chegada do resgate. Ele foi levado ao hospital com lesões graves e possivelmente permanentes. O quarto ataque ocorreu na manhã desta terça-feira (20), quando um surfista de 39 anos foi derrubado da prancha por um tubarão perto de Point Plomer. Nesse caso, os ferimentos foram leves, e a internação foi breve.
Praias fechadas
Diante da sucessão de ocorrências, a Surf Life Saving New South Wales, entidade responsável pelo salvamento marítimo, determinou o fechamento de dezenas de praias e recomendou que as pessoas evitassem nadar no norte de Sydney por pelo menos 48 horas. O diretor da instituição classificou a situação como “sem precedentes”, ressaltando a raridade de tantos ataques em um intervalo tão curto.
Cientistas apontam que os ataques provavelmente envolveram tubarões-cabeça-chata, também conhecidos como bull sharks, uma das espécies mais perigosas do mundo.
As condições ambientais da semana anterior teriam favorecido a aproximação desses animais da costa, com temperaturas do oceano acima da média e chuvas intensas que arrastaram presas naturais para o mar, aumentando a oferta de alimento. A capacidade dessa espécie de nadar tanto em água salgada quanto doce amplia significativamente suas áreas de caça, incluindo regiões próximas a desembocaduras de rios.
Embora ataques de tubarão sejam considerados raros na Austrália, a comoção foi intensificada pelo fato de os episódios ocorrerem pouco tempo depois de um ataque fatal registrado em setembro na mesma região. A prefeita local lembrou que a comunidade ainda estava de luto pela morte de Mercury Psillakis, vítima do ataque anterior, o que aumentou o choque e o medo entre moradores e frequentadores das praias.
O país é um dos que mais investem em medidas de prevenção, combinando redes de proteção — alvo de críticas por impactos ambientais —, drones para monitoramento aéreo e as chamadas smart drumlines, armadilhas inteligentes que capturam tubarões temporariamente e alertam as autoridades, permitindo que os animais sejam soltos longe das áreas de banho.

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O principal porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, evocou o passado da nação persa em um primeiro comentário após a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que um acordo entre Washington e Teerã havia sido “em grande parte negociado” neste sábado. Em uma referência a disputas entre a Pérsia e o Império Romano, Baghaei afirmou que “o imperador teve que chegar a um acordo” — em uma possível mensagem indireta a Trump.
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“Na mente romana, Roma era o centro indiscutível do mundo. No entanto, os iranianos destruíram essa ilusão; quando Marcus Julius Philippus (Felipe, o Árabe) marchou para o leste contra a Pérsia, a campanha não resultou em vitória romana — terminou em uma paz estabelecida nos termos sassânidas: o imperador teve que chegar a um acordo!”, escreveu Baghaei em uma publicação na rede social X.
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O contexto narrado pelo porta-voz faz referência a uma guerra do século III entre o Império Romano e a Pérsia, na qual o imperador romano encerrou uma campanha militar com um acordo com os persas. A publicação parece ter sido a única declaração pública de um alto funcionário iraniano desde o anúncio de Trump.
Analistas pró-Irã e apoiadores do governo comemoraram o potencial acordo de paz com os EUA como uma vitória diplomática em publicações nas redes sociais, embora não haja confirmação de que tenha sido finalizado — e poucos detalhes tenham sido divulgados. Ainda assim, alguns iranianos elogiaram a liderança do país por sobreviver à guerra e evitar um conflito maior. Outros consideraram o acordo uma derrota para Trump.
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“Mantenham a cabeça erguida e orgulhem-se de fazer parte da nação Khamenei”, escreveu Eshan Salehi em uma publicação no X. “Aquele mesmo que disse que o Irã deveria se render esta noite, declarou com entusiasmo que está chegando a um acordo com a ‘República Islâmica do Irã’.”
Muitos iranianos comuns, incluindo críticos do governo, ficaram aliviados ao saber que uma nova guerra com os EUA e Israel pode ter sido evitada.
— Estávamos tentando decidir se deveríamos sair de Teerã caso as bombas caíssem novamente e comprando água e baterias — disse Nazanin, uma engenheira de 56 anos em Teerã. — Dei um grande suspiro de alívio. (Com NYT)
Uma forte mobilização policial e de segurança foi registrada na noite deste sábado nas proximidades da Casa Branca, em Washington, após relatos de disparos na região, segundo autoridades americanas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava na residência oficial no momento do incidente, enquanto participava de negociações sobre um possível acordo com o Irã.
A polícia isolou os acessos ao complexo da Casa Branca, enquanto tropas da Guarda Nacional bloquearam a entrada de áreas próximas no centro da capital americana. Em publicação na rede X, o diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que agentes da agência estavam no local para apoiar o Serviço Secreto na resposta aos disparos registrados perto da sede do governo americano.
Jornalistas que estavam no gramado norte da Casa Branca relataram ter sido orientados a correr e buscar abrigo na sala de imprensa após ouvirem uma sequência de tiros. A correspondente da ABC News Selina Wang gravava um vídeo para as redes sociais quando os disparos começaram e registrou o momento em que se joga no chão. “Pareciam dezenas de tiros”, escreveu a jornalista em sua conta nas redes sociais.
Um turista canadense que estava na região relatou à AFP ter ouvido entre 20 e 25 estampidos. “No começo parecia fogos de artifício, mas eram tiros, e então todo mundo começou a correr”, disse. Até o momento, não há relatos imediatos de feridos, e o Serviço Secreto informou que ainda reunia informações sobre o incidente.
O episódio ocorre em meio a um contexto de reforço da segurança em torno de Trump, que já foi alvo de outras ameaças recentes, enquanto autoridades seguem investigando as circunstâncias dos disparos.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado que um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio havia sido “em grande parte negociado”, citando entre os termos acertados a reabertura do Estreito de Ormuz — principal rota naval para o escoamento da produção de petróleo e gás dos países produtores da região. A reabertura da via marítima estratégica não foi confirmada por fontes iranianas, que ainda não se pronunciaram oficialmente. Não há anuncio oficial até o momento.
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Autoridades americanas e iranianas se referiram mais cedo a negociações sobre um memorando de entendimento entre as partes, mediado pelo Paquistão. Trump afirmou que Ormuz seria reaberto, mas que os detalhes finais ainda estavam sendo definidos, e que portanto poderiam mudar. A mídia estatal iraniana classificou a declaração sobre o estreito como “falsas”, apontando que a concordância teria sido com a retomada de um tráfego naval compatível com o pré-guerra — o que não significa “livre passagem” como existia antes do conflito.
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Fontes ouvidas pela rede americana CNN apontaram que versões recentes do memorando discutido pelas partes incluíam entre seus pontos o fim das hostilidades com o Irã, uma reabertura gradual de Ormuz — incluindo o bloqueio americano aos portos iranianos — e o desbloqueio de parte dos bens de Teerã congelados em bancos no exterior. Fontes iranianas disseram que o valor chegaria a US$ 25 bilhões. Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o programa nuclear iraniano não estava nos termos.
O memorando também foi descrito por fontes com conhecimento das negociações como um ponto de partida, que daria início a um prazo de pelo menos 30 dias para a continuidade das negociações — enquanto três altos funcionários iranianos ouvidos pelo New York Times disseram que o prazo para discussões sobre os pontos de discórdia seria de até 60 dias.
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As fontes iranianas afirmaram que o Irã concordou com um memorando de entendimento que cessaria as hostilidades, reabriria Ormuz e interromperia os combates em todas as frentes, inclusive no Líbano. Trump disse ter conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e se referiu ao diálogo como “muito bom”. O premier já afirmou publicamente ser contra o encerramento do conflito antes do fim da ameaça regional iraniana, mas autoridades do país não se manifestaram após os comentários do presidente americano.
Os funcionários, que falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade das negociações, disseram que mediadores paquistaneses e cataris facilitaram a elaboração do rascunho do acordo, mas não disseram se os termos aos quais se referiram eram o mesmo comentado por Trump. (Com NYT)
*Matéria em atualização
O presidente da França, Emmanuel Macron, conversou neste sábado com o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e com líderes dos Emirados Árabes Unidos, Catar, Arábia Saudita e Jordânia para discutir a guerra no Oriente Médio e a situação no Estreito de Ormuz, informou o entorno do governo francês à AFP.
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As conversas ocorrem em um momento de intensificação das negociações entre Washington e Teerã, em meio às tensões regionais e ao temor de impactos sobre a segurança marítima no Golfo. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o que faz de qualquer ameaça à navegação no local um fator de preocupação para mercados e governos.
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Segundo uma fonte diplomática francesa, a França tem defendido uma saída negociada para o conflito, com prioridade para a reabertura “completa e sem pedágio” do Estreito de Ormuz, além da busca por um cessar-fogo.
De acordo com a mesma fonte, Paris também defende a retomada das negociações sobre outros temas envolvendo o Irã, como o programa nuclear, a capacidade balística e questões regionais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e autoridades dos governos americano e do Irã afirmaram neste sábado que houve progresso nas negociações sobre um acordo de paz para encerrar em definitivo as hostilidades entre os países, suspensas desde abril por um frágil cessar-fogo temporário. A sinalização positiva acontece em um momento em que o Paquistão intensifica a atividade de mediação, apesar de ambos os lados continuarem a trocar ameaças públicas sobre a retomada de ataques.
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Em uma entrevista à rede americana CBS, Trump afirmou que Teerã está “cada vez mais perto” de aceitar um acordo, após declarar pela manhã, em entrevista menos otimista ao portal de notícias Axios, que havia uma chance “sólida de 50/50” de se chegar a um acordo. Outras autoridades também apontaram progressos.
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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, sinalizou que os dois países poderiam estar se aproximando de um acordo, durante visita oficial à Índia. O chefe da diplomacia dos EUA sugeriu que poderia “​​haver notícias ainda hoje”.
— Existe a possibilidade de que, ainda hoje, amanhã ou dentro de alguns dias, tenhamos algo a anunciar — disse Rubio em Nova Délhi, acrescentando esperar “boas notícias”. — Mesmo enquanto falo com vocês, há trabalho em andamento.
Lideranças iranianas também declararam neste sábado que um “memorando de entendimento” de 14 pontos estava “em fase final”. O principal porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que as posições de Teerã e Washington “estão se aproximando”, e que já vislumbrava “uma solução mutuamente aceitável”. A discussão sobre o programa nuclear iraniano, um ponto de atrito nas negociações, provavelmente seria deixado para um segundo momento.
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Os mencionados progressos nas negociações, mediadas sob esforço do Paquistão. O chefe do exército paquistanês, Asim Munir, permaneceu em Teerã nesta semana na tentativa de aproximar as duas partes. Publicações na imprensa americana descreveram uma “corrida contra o tempo” por parte de Islamabad para alcançar uma estrutura que abrisse caminho para novas negociações e impedisse novos ataques — mesmo que isso significasse, de imediato, alcançar um tipo de carta de intenções para novas conversas, e não um acordo final propriamente.
O esforço e o aparente avanço não eliminaram as tensões retóricas. Trump voltou a dizer neste sábado que o Irã sofreria “um golpe severo” caso não chegasse a um acordo. Rubio deixou em aberto a possibilidade de um novo ataque.
Em contrapartida, o presidente do Parlamento do Irã e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que as Forças Armadas iranianas foram reconstruídas durante o cessar-fogo, em comentários citados na mídia estatal iraniana. Ele também ameaçou com ações militares fortes.
— Se Trump cometer outro ato de loucura e reiniciar a guerra, a resposta contra os EUA certamente será mais esmagadora e amarga do que no primeiro dia da guerra — disse Ghalibaf, após uma reunião com o general paquistanês.
Instabilidades e divergências
Várias semanas de negociações — incluindo as históricas conversas presenciais organizadas em Islamabad — não evoluíram para uma resolução permanente nem restabeleceram o tráfego no Estreito de Ormuz, o que perturbou o fornecimento mundial de enormes quantidades de petróleo. No Irã, a estagnação deixou os cidadãos iranianos em um limbo.
— O estado de ‘nem guerra nem paz’ é muito mais repugnante do que a própria guerra — disse Shahrzad, uma residente de Teerã de 39 anos, à AFP. — Você nem consegue planejar algo tão simples como se matricular em uma academia, e muito menos coisas importantes. Estou prestes a começar um novo trabalho e tenho medo de que a guerra possa voltar, que eu acabe largando o emprego como antes e acabe fugindo para outra outra cidade por medo.
Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, reclamou das “posições contraditórias e repetidas exigências excessivas” de Washington. Araghchi manteve uma série de conversas diplomáticas e falou com seus homólogos de Turquia, Iraque, Catar e Omã, informou a Irna.
Trump, por sua vez, falou neste sábado com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, cujo escritório informou que ele tinha expressado ao mandatário dos EUA apoio a “todas as iniciativas encaminhadas para conter a crise por meio do diálogo e da diplomacia”. Uma delegação do Catar se juntou aos mediadores paquistaneses no Irã, segundo diplomatas com conhecimento dos esforços de mediação.
Além do futuro do programa nuclear iraniano, questões relativas ao fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, também continuam a travar avanços profundos. O grupo armado libanês Hezbollah afirmou neste sábado que na última proposta do Irã, “foi enfatizada a exigência de incluir o Líbano no cessar-fogo”. Israel advertiu, neste sábado, que moradores de 15 vilarejos no sul do Líbano deixassem as suas casas imediatamente, antecipando novos ataques aéreos.
Segundo o Axios, Trump tem um encontro marcado neste sábado com o vice-presidente JD Vance e com os negociadores Steve Witkoff e Jared Kushner. Na sexta-feira, Trump anunciou que não compareceria ao casamento de seu filho neste fim de semana devido a “circunstâncias relacionadas ao governo”.
Relatórios de sexta-feira sugeriram que Trump estaria considerando uma nova rodada de ataques contra o Irã, justamente quando o conflito entre os dois países entrava em sua décima terceira semana. No início da semana, o presidente americano disse ter recuado de um “ataque de grande porte” para dar espaço à diplomacia. Analistas militares duvidam que novos ataques aéreos forcem o Irã a ceder. (NYT e AFP)

Ao inaugurar a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste sábado (23), que esse tipo de entrega dá ao país a certeza de não ser menor ou menos competitivo que nenhum outro.

“Esse centro tecnológico dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém, de que a gente não é menos competitivo do que ninguém. Basta a gente ousar, ter coragem e fazer.”

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Segundo ele, fazer investimento em pesquisa é algo que nem todo mundo gosta de fazer. “Porque o resultado da pesquisa pode não ser positivo. Aí você pensa: ‘Joguei dinheiro fora’. Não. Você não encontraria petróleo se não fizesse pesquisa. Para tudo tem que ser feito pesquisa”, completou.

Em sua fala, Lula também falou sobre os entraves para investimentos em pesquisa. “Normalmente, o que a gente ouve muito no governo é ‘Ah, custa muito. É muito caro. Não tem dinheiro’. Isso é o que a gente mais ouve. As pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer”.

O centro

Em nota, o governo federal informou que a nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde figura como uma estrutura estratégica voltada para o desenvolvimento de tecnologias, medicamentos, vacinas, diagnósticos e soluções inovadoras para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Criado em 2002 com apoio do Ministério da Saúde, o centro atua na conexão entre pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, acelerando projetos voltados à criação de vacinas, biofármacos, medicamentos, testes diagnósticos e outras tecnologias estratégicas para o SUS.

A nova sede do centro possui 15 mil metros quadrados e, de acordo com o comunicado, foi concebida para funcionar como um hub de inovação em saúde, reunindo pesquisadores, universidades, centros de pesquisa e parceiros nacionais e internacionais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu neste sábado (23) que o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, trabalhe para prender “ladrões e milicianos” que, segundo ele, comandaram o estado ao longo dos últimos anos.

“Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial. Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado. E deputados que fazem parte de uma milícia organizada.”

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“Não é possível o Rio de Janeiro, o estado mais conhecido no mundo, a cidade mais famosa no mundo, a gente ouvir nos jornais que o crime organizado tomou conta do território, que as facções tomaram conta do território”, completou, durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

No evento, Lula garantiu que Couto contará com todo o apoio do governo federal e voltou a dizer que aguarda apenas que o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, conhecida como PEC da Segurança Pública e já aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados, para criar o Ministério da Segurança Pública.


Rio de Janeiro (RJ), 22/05/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), o lançamento do Centro de Desenvolvimento e Produção de Terapias CAR-T e a entrega de 42 veículos do programa Agora Tem Especialistas-Caminhos da Saúde e do SAMU para o estado. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa da inauguração de instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz). Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

“Pra gente poder enfrentar [questões envolvendo segurança pública], de fato, tem que definir qual é o papel da União. Pela Constituição de 88, a União não tem muito papel na segurança”, destacou. “Muitas vezes, o governador fica refém da polícia. E aí, não se liberta mais”, completou o presidente.

“Aproveite esses seis meses que você tem. Ou 10 meses. Aproveite. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado. Ajude a consertar esse estado. Pode ficar certo que é isso que o povo do Rio de Janeiro espera de você. Não é possível esse estado poderoso, bonito, ser governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso”, concluiu Lula, se dirigindo a Couto.

Entenda

Em abril, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, na função de governador interino do Rio de Janeiro. Na decisão, Zanin entendeu que Couto deve continuar no cargo até que a Corte decida sobre as eleições para mandato-tampão do Executivo estadual.

Em meio à frágil trégua entre Estados Unidos e Irã, o chefe negociador da república islâmica, Mohamad Baqer Qalibaf, lançou neste sábado um duro alerta a Donald Trump. Ele afirmou que Teerã responderá de forma “esmagadora” caso Washington retome as hostilidades e disse que o regime usou o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril para reconstruir suas Forças Armadas.
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— Nossas Forças Armadas foram reconstruídas durante a trégua de tal maneira que, se Trump cometer outro ato de loucura e reiniciar a guerra, [o resultado] será certamente mais esmagador e amargo para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra — publicou Qalibaf nas redes sociais.
A declaração ocorre após novas falas de Trump, que, em tom de ultimato, disse que as negociações com Teerã estão “no limite” entre a conclusão de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio e a retomada dos ataques.
— Se não obtivermos as respostas corretas, isso avança muito rápido. Estamos totalmente prontos para agir. Temos que conseguir as respostas corretas: elas teriam que ser completamente boas, 100% — afirmou Trump.
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Diante do risco de ruptura do cessar-fogo, Paquistão e Catar enviaram delegações ao Irã, segundo autoridades e diplomatas informaram na sexta-feira, em uma intensificação dos esforços para evitar uma nova escalada entre Washington e o regime islâmico.
Neste sábado, o chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Syed Asim Munir, que tem desempenhado papel central na mediação conduzida por seu país, reuniu-se com Qalibaf. O encontro foi visto como sinal de que as negociações diplomáticas ganharam impulso em meio ao temor crescente de retorno à guerra aberta e à posição oscilante de Trump no conflito.
Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o chanceler iraniano, Abás Araqchi, criticou as “posições contraditórias e as repetidas exigências excessivas” de Washington, segundo as agências Tasnim e Fars.
Esses fatores, afirmou Araqchi, “perturbam o processo de negociações conduzido sob mediação do Paquistão”.
— Apesar de sua profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, a República Islâmica do Irã participou do processo diplomático com uma abordagem responsável e a maior seriedade, e busca alcançar um resultado razoável e equitativo — acrescentou.
Segundo a agência iraniana Irna, o chefe do Exército paquistanês conversou até as primeiras horas de sábado com Araqchi sobre os “últimos esforços e iniciativas diplomáticas destinadas a impedir uma nova escalada”.
As conversas, de acordo com relatos, se concentraram em um documento de 14 pontos proposto pelo Irã, considerado por Teerã o principal marco para as discussões, além das mensagens trocadas entre as partes.
Qalibaf afirmou ainda que o Irã defenderá seus “direitos legítimos” tanto no campo de batalha quanto por meio da diplomacia, mas disse que não pode confiar em “uma parte que carece completamente de honestidade”, acusação já repetida por Teerã em outras ocasiões.
Em seguida, insistiu que as Forças Armadas iranianas reconstruíram suas capacidades durante o cessar-fogo e que, se os Estados Unidos “retomarem estupidamente a guerra”, as consequências serão “mais contundentes e amargas” do que no início do conflito.
Pontos de atrito
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baqai, já havia advertido que as divergências com Washington continuam “profundas”. Segundo ele, seguem “em suspenso” temas ligados ao fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, a situação no Estreito de Ormuz, o bloqueio americano aos portos iranianos e a questão nuclear.
O Catar, fortemente afetado pela guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, assim como outros países da região, também intensificou esforços alternativos de mediação.
O presidente da China, Xi Jinping, ordenou neste sábado uma intensa operação de resgate no Norte do país, após uma explosão de gás em uma mina ter matado pelo menos 90 pessoas, informou a agência estatal chinesa de notícias. O episódio pode ser um dos desastres de mineração mais letais da China em anos.
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Xi enfatizou “a necessidade de fazer todos os esforços para tratar os feridos, organizar de forma científica as operações de busca e resgate e lidar adequadamente com as consequências”, relatou a agência Xinhua. Ele também pediu uma investigação sobre a explosão, ocorrida na noite de sexta-feira, e destacou a necessidade de “responsabilizar, conforme a lei, os envolvidos”.
A decisão de Xi de emitir rapidamente, e de forma pessoal, uma declaração de mobilização total teve peso político e pode ter indicado que autoridades chinesas esperavam que a situação piorasse. O governo chinês costuma reter detalhes de acidentes enquanto reúne informações e se prepara para responder. Mas, pouco depois da declaração de Xi, o número oficial de mortos começou a subir drasticamente, com novos balanços anunciados a cada poucos minutos.
Inicialmente, a Xinhua informou oito mortes e disse que mais de 200 dos 247 trabalhadores que estavam no subsolo quando a explosão ocorreu, na noite de sexta-feira, haviam sido resgatados com segurança. A agência não explicou o salto no número de mortos.
Xi: Líder chinês alerta para ‘lei da selva’
Até a manhã de sábado, a causa da explosão ainda era desconhecida, segundo a CCTV, a emissora estatal chinesa. A Xinhua informou que autoridades locais foram alertadas na noite de sexta-feira de que um sensor subterrâneo de monóxido de carbono no local, a mina de carvão Liushenyu, na província de Shanxi, havia disparado um alarme, indicando que os níveis ultrapassaram os limites de segurança.
A cobertura ao vivo da CCTV no sábado mostrou equipes de emergência concentradas no local, retirando macas de ambulâncias ao lado do que pareciam ser trabalhadores empurrando vagonetes da mina.
A mina, operada pelo Shanxi Tongzhou Coal Group, foi incluída em 2024 entre as 1.128 minas apontadas por “graves riscos à segurança” pela Administração Nacional de Segurança de Minas da China. A mina de carvão Liushenyu foi citada especificamente por altos níveis de gás.
“Os departamentos provinciais de supervisão da segurança de minas devem pressionar minas de carvão propensas a desastres graves a implementar medidas de gestão regional de desastres”, afirmou a Administração Nacional de Segurança de Minas em comunicado ao divulgar a lista.
Longa história de desastres
A China tem uma longa história de desastres industriais, embora, nos últimos 10 anos, o governo tenha endurecido as regras de segurança e reduzido o número de acidentes industriais e de mineração.
A explosão em Shanxi parece estar entre as mais letais dos últimos anos e ocorre poucas semanas após uma explosão em uma fábrica de fogos de artifício matar 26 pessoas na província de Hunan. Ela parece ser o desastre de mineração mais fatal desde 2023, quando 53 pessoas morreram depois do desabamento de uma mina de carvão a céu aberto na Mongólia Interior, região no norte da China.
Em 2020, 16 pessoas morreram intoxicadas por monóxido de carbono após ficarem presas em uma mina de carvão no Sudoeste da China.
Ativistas de uma flotilha humanitária com destino a Gaza afirmaram ter sido alvo de agressões, humilhações e violência sexual sob custódia israelense, em um episódio que reacendeu críticas internacionais ao tratamento dado a detidos palestinos e a apoiadores da causa palestina. As denúncias surgiram após a interceptação das embarcações e a deportação de parte dos participantes por Israel.
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Segundo relatos divulgados pela CNN e pela BBC, integrantes da flotilha disseram ter sofrido espancamentos, ameaças e maus-tratos durante o período de detenção em Israel. A organização responsável pela iniciativa, a Global Sumud Flotilla, afirmou que ao menos 15 pessoas relataram violência sexual, inclusive estupro. Algumas pessoas tiveram os ossos fraturados, de acordo com os organizadores da Global Sumud. A flotilha de 37 embarcações levava 430 pessoas, de 40 nacionalidades e foi interceptada por forças de Israel no dia 18.
O governo de Israel nega qualquer abuso e afirma que os presos receberam tratamento adequado. Mas o governo do Canadá disse que recebeu informações detalhadas sobre “terríveis abusos” de seus cidadãos, segundo a BBC. A ministra das Relações Exteriores canadense, Anita Anand declarou que “o Canadá condena de forma inequívoca o grave maltrato infligido a canadenses em Israel. Os responsáveis por esse abuso abominável devem ser responsabilizados.”
Alemanha e Espanha confirmaram que um grupo de seus cidadãos sofreu ferimentos. As acusações ainda não foram verificadas de forma independente, mas tiveram repercussão internacional política e humanitária.
Pai e filha caminham entre destroços depois do ataque de Israel contra o campo de refugiados de Nuseirat, em Gaza
AFP
A flotilha tinha como objetivo levar ajuda simbólica a Gaza, em meio à guerra e ao agravamento da crise humanitária no território. A interceptação das embarcações por forças israelenses transformou a ação em um novo foco de tensão diplomática, com organizações de direitos humanos e governos estrangeiros pedindo esclarecimentos sobre as condições de custódia e a condução dos detidos.
Jornalista sofreu agressões na prisão
O caso ganhou ainda mais peso ao ser relacionado a outro relato recente. Trata-se do drama do jornalista palestino Ali al-Samoudi, que passou um ano preso em Israel sem acusação formal, segundo reportagem da CNN. Ele descreveu condições extremamente duras na prisão e afirmou ter vivido violência física e psicológica durante a detenção. A história de Samoudi reforça as preocupações sobre o uso da prisão administrativa contra palestinos, inclusive jornalistas.
Os casos expõem a dimensão humana e política do conflito, que se estende para além do campo de batalha e alcança a liberdade de imprensa, a proteção de civis e o cumprimento de normas internacionais de tratamento a detidos. As denúncias envolvendo a flotilha e o testemunho do jornalista ampliam a pressão sobre Israel num momento de forte escrutínio internacional sobre violência contra civis e violações de guerra.

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