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O que pode estar escondido à vista de todos por décadas sem revelar seu verdadeiro valor? No interior do Nebraska, nos Estados Unidos, uma idosa de 91 anos descobriu que um objeto esquecido na varanda de casa era, na verdade, uma raridade histórica disputada por colecionadores. O pote de cerâmica Red Wing, que quase foi vendido por apenas US$ 20 em uma venda de garagem, acabou arrecadando US$ 32 mil em leilão realizado neste mês, cerca de R$ 170 mil.
A peça de 30 galões permaneceu por mais de 40 anos na varanda da casa de Lois Jurgens, no centro do estado. Em 2025, ao decidir se desfazer do objeto, ela cogitou vendê-lo durante julho passado por um valor simbólico. Meses depois, resolveu consultar a Casa de Leilões Bramer para saber quanto poderia receber, segundo relato do Cowboy State Daily.
Leilão coincidiu com aniversário da dona
O pote foi leiloado no dia 10 de janeiro, diante de cerca de 300 pessoas, no Condado de Phelps — a mesma data do aniversário de Jurgens. Ela não acompanhou o início do evento por ter ido a um funeral naquela manhã, mas chegou ao local no fim da tarde. Ao vê-la na plateia, o leiloeiro Ken Bramer a chamou à frente e perguntou quanto ela achava que a peça havia alcançado. “Espero que você tenha conseguido US$ 100”, respondeu. “Fomos um pouco melhor: US$ 32 mil”, anunciou ele.
A idosa precisou ser amparada pela esposa e pelo filho de Bramer após quase desmaiar com a notícia. O interesse pelo pote já havia se intensificado antes do leilão, depois que imagens da peça circularam nas redes sociais. Um comprador chegou a oferecer US$ 10 mil em dinheiro para retirá-lo imediatamente, de acordo com o leiloeiro.
Especialistas da Red Wing apontam que o tamanho torna a peça especialmente rara. Com capacidade para 30 galões e inscrição lateral — um detalhe incomum —, estima-se que existam apenas quatro ou cinco exemplares semelhantes no mundo. Moldado com argila extraída em Red Wing, Minnesota, no fim do século XIX, o pote era usado para armazenar carne, vegetais, laticínios e, em alguns casos, até gás.
Peças parecidas já haviam alcançado valores expressivos em leilões anteriores. Um exemplar semelhante foi vendido por US$ 12.750 em 2012, enquanto outro chegou a cerca de US$ 25 mil, segundo Bramer. O caso de Jurgens, no entanto, chama atenção pela improvável trajetória de um objeto comum que, décadas depois, revelou-se um tesouro histórico.
Funcionários do Vaticano, proibidos de formar sindicatos, expressaram insatisfação com seus superiores em uma pesquisa publicada nesta semana por uma associação do menor Estado do mundo. A pesquisa foi conduzida pela Associação dos Funcionários Leigos do Vaticano, que representa cerca de 300 pessoas.
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Cerca de 4.000 leigos trabalham no Vaticano em diversas funções, como cozinheiros, jardineiros e faxineiros. A maioria deles vive fora dos muros do Vaticano. Segundo a associação, 250 pessoas responderam à pesquisa, realizada entre 15 de dezembro e 7 de janeiro, e 73,9% delas relataram “desconexão” com a administração. Uma porcentagem ainda maior, 75,9%, relatou sentir-se desvalorizada e desmotivada.
Contactado pela AFP, um representante da associação afirmou que esta é a primeira pesquisa sobre as condições de trabalho dos funcionários do Vaticano. A associação afirmou estar “particularmente preocupada” com o fato de 56% dos entrevistados relatarem ter “sofrido injustiça e assédio por parte de um superior”.
O falecido papa Francisco tinha uma relação por vezes tensa com os funcionários do Vaticano. Alguns esperam que a situação mude durante o pontificado de Leão XIV. Uma das primeiras decisões do papa americano foi, segundo relatos, restabelecer um bônus de 500 euros (cerca de R$ 2.258) para os funcionários após a eleição de um novo pontífice.
A associação solicitou aos trabalhadores “possíveis sugestões” para apresentar ao papa, caso tenha a oportunidade. Segundo a entidade, a maioria pediu “dignidade, voz e proteção real para os funcionários por meio de representação, transparência, diálogo e respeito”. O Vaticano, sede da Igreja Católica, tem seu próprio jornal, seu próprio hino nacional em latim e seu próprio chefe supremo, o papa.
Cerca de 900 pessoas vivem na área delimitada por muros: o papa, cardeais, freiras, padres, diplomatas e leigos. Os funcionários recebem salários isentos de impostos e têm acesso à assistência médica gratuita, mas não podem formar ou filiar-se a sindicatos.
Aberta em 1908, a Prisão de Nara, no Japão, foi transformada em um hotel de luxo e passa a receber hóspedes a partir deste ano. O edifício, declarado Patrimônio Cultural do país em 2017, foi erguido durante a Era Meiji e agora abriga o HOSHINOYA Nara Prison, que utilizou os espaços das antigas celas e áreas administrativas para a construção de 48 suítes. A inauguração está prevista para junho.
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Originalmente, a cadeia faz parte de um grupo de cinco prisões projetadas pelo governo Meiji para modernizar o sistema penal japonês. Além de Nara, as outras unidades estavam localizadas em Nagasaki, Kanazawa, Chiba e Kagoshima. Segundo informações da CNN Brasil, a prisão passou por reformulações durante a reforma, mas a arquitetura original foi preservada.
‘A arquitetura clássica de prisões encontra a elegância moderna’, diz a HOSHINOYA Nara Prison sobre uma antiga prisão transformada em hotel de luxo
Reprodução / HOSHINOYA Nara Prison
O novo projeto, do escritório Azuma Architect & Associates, manteve as paredes de tijolos vermelhos e os blocos de celas em formato radial, e trouxe uma perspectiva contemporânea, com inspiração ocidental que inclui pilares de ferro e painéis de madeira. “A arquitetura clássica de prisões encontra a elegância moderna”, definiu o site do hotel composto apenas por suítes.
Antigas celas foram transformadas em suítes de luxo no HOSHINOYA Nara Prison
Reprodução / HOSHINOYA Nara Prison
O destaque vai para a “The 10-Cell”, acomodação que reúne 10 celas solitárias individuais. Antes as menores unidades da prisão, elas foram integradas para criar um espaço amplo com quarto, sala de estar e área de jantar. O HOSHINOYA Nara Prison também contará com um restaurante, com café da manhã servido entre 7h e 9h30 e jantar entre 17h15 e 19h30.
Conforme o site do hotel, essa será a nona propriedade da HOSHINOYA, marca com edifícios em diversas cidades japonesas — entre elas, Tóquio, Quioto e Okinawa —, além de Bali, na Indonésia. O selo faz parte da Hoshino Resorts, empresa japonesa de gestão hoteleira fundada no início do século XX, em 1914.
Antigas celas foram transformadas em suítes de luxo no HOSHINOYA Nara Prison
Reprodução / HOSHINOYA Nara Prison
Anexo ao hotel, a antiga prisão ainda terá um museu dedicado à preservação do valor histórico do local. De acordo com a CNN Brasil, o museu será dividido em duas áreas principais. Uma delas inclui um dormitório original e a guarita. A outra traz uma área de exposição, com espaço para mostras, um café e uma lojinha.
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O número de mortos no incêndio em um shopping center na maior cidade do Paquistão subiu para 55, disse um funcionário de Karachi nesta quinta-feira.
– Um total de 55 corpos foram recuperados desde a noite de sábado, quando a emergência ocorreu – disse Javed Nabi Khoso, vice-comissário do distrito sul.
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Parentes dos desaparecidos criticaram a lentidão das operações no Gul Plaza, um prédio de três andares com 1.200 lojas, onde equipes de resgate procuram por restos mortais nos escombros. Um vídeo postado no X compara imagens do shopping antes e depois do incêndio (veja abaixo).
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Mais de 50 famílias forneceram amostras de DNA, disse a oficial de saúde Summaiya Syed.
Em Karachi, uma megacidade com mais de 20 milhões de habitantes, incêndios são comuns em mercados e fábricas devido à infraestrutura precária, mas nenhum havia atingido a escala do incêndio no shopping center afetado.
Faraz Ali, cujo pai e irmão estavam dentro do shopping, disse à AFP que quer “os corpos recuperados e devolvidos às suas famílias”. Uma comissão governamental iniciou uma investigação, mas a causa do incêndio ainda não foi revelada.
O incêndio também deixou cerca de 30 pessoas feridas.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, liderou uma reorganização das Forças Armadas, nomeando nessa quarta-feira 12 oficiais de alta patente para comandos regionais, logo após a queda de Nicolás Maduro.
As mudanças ocorreram um dia antes de a Assembleia Nacional da Venezuela discutir reformas no setor petrolífero que, se implementadas, vão desmontar o monopólio estatal do setor. As propostas na lei de hidrocarbonetos feitas por Delcy Rodríguez visam atrair novamente as companhias petrolíferas internacionais para o país.
Rodríguez já havia nomeado um ex-chefe do serviço de inteligência (Sebin), como o novo comandante da guarda presidencial e como diretor da agência de contraespionagem, DGCIM.
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Um documento contendo cópias das nomeações, assinado pelo Ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, está circulando na mídia local, embora o governo não tenha confirmado sua autenticidade.
No entanto, o chefe do Comando Operacional Estratégico das Forças Armadas parabenizou cada um dos generais nomeados para comandar 12 das 28 zonas operacionais de defesa (ZODI) em vários estados do país, em sua conta no Telegram.
O general Domingo Hernández Lares elogiou cada comandante, descrevendo um como “soldado de temperança, repleto de princípios e valores” e destacando. de outro, a “capacidade de liderança e a conduta exemplar no cumprimento de missões”.
“Um soldado honrado que, com espírito inabalável, manteve acesa a chama sagrada dos libertadores”, escreveu ele, sobre o novo comandante da Zona Operacional de Defesa no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia.
Padrino López e Hernández Lares permanecem em seus cargos, por enquanto.
Várias pessoas foram dadas como desaparecidas, nesta quinta-feira, após um deslizamento de terra atingir um acampamento no norte da Nova Zelândia, região castigada por fortes chuvas, informaram a polícia e equipes de resgate.
A lama soterrou um bloco de chuveiros em um acampamento localizado aos pés do vulcão extinto Monte Maunganui, como mostram vídeos e fotos divulgados pela mídia local.
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Imagens mostram carros sendo levados ao mar por fortes enchentes na Austrália; vídeo
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Os serviços de emergência disseram ter ouvido vozes vindas de baixo dos escombros.
– Enquanto o solo continuar se movendo, eles estarão em missão de resgate – disse o vice-comissário de polícia Tim Anderson a repórteres.
– Não posso dar números. O que posso dizer é que é um número pequeno – acrescentou.
Equipes de resgate relataram terem ouvido vozes embaixo dos escombros
Reprodução / redes sociais
O deslizamento de terra afetou vários trailers e o prédio com banheiros do acampamento, localizado na Ilha Norte, em uma área atingida por fortes chuvas.
Acampamento atingido por deslizamento de terra fica aos pés do vulcão extinto Monte Maunganui
Reprodução / redes sociais
Pessoas no local tentaram cavar entre os escombros e ouviram vozes, relatou o comandante do Corpo de Bombeiros e Emergências, William Pike.
– Nossa primeira equipe de bombeiros chegou e ouviu a mesma coisa – afirmou.
No entanto, as equipes de resgate tiveram que evacuar todo seu pessoal devido ao risco de novos deslizamentos de terra.
Uma jornalista filipina que passou quase seis anos na prisão foi condenada nesta quinta-feira (22), acusada de financiar o terrorismo, um caso que ONGs e uma relatora da ONU classificaram como uma “farsa da Justiça”.
A repórter comunitária e locutora Frenchie Cumpio, 26, e sua ex-colega de quarto Marielle Domequil choraram e se abraçaram após a leitura do veredito. A juíza impôs uma pena de até 18 anos de prisão.
As duas foram detidas, em fevereiro de 2020, por crimes relacionados a armas, acusadas de posse de uma pistola e uma granada. Mais de um ano depois, foram acusadas de financiamento do terrorismo, o que poderia resultar em até 40 anos de prisão.
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O caso foi acompanhado com atenção por órgãos de defesa dos direitos humanos, entre eles a Fundação Clooney para a Justiça, de George e Amal Clooney, que questionou em outubro passado a prisão prolongada, os “repetidos adiamentos e a lentidão do processo”.
A relatora especial da ONU Irene Khan advertiu que as acusações contra Frenchie pareciam ser “uma retaliação por seu trabalho como jornalista”.
As autoridades do Irã intensificaram a repressão às manifestações em massa que vinham mobilizando o país desde o mês passado, mas arrefeceram diante da violenta reação do governo dos aiatolás. Segundo o jornal Financial Times, prisões, confisco de bens e fechamento de empresas ligadas a figuras proeminentes passaram a compor a resposta do regime. Iniciados em meio à crise econômica e transformados na mais grave onda de instabilidade interna desde a Revolução Islâmica de 1979, os protestos foram duramente reprimidos e a estimativa é de, ao menos, 4 mil mortos.
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Como parte da ofensiva, o gabinete do procurador-geral de Teerã informou que abriu processos contra 25 pessoas ligadas ao meio artístico e esportivo, entre elas atletas, atores e signatários de uma nota divulgada pela Cinema House, principal associação da indústria cinematográfica do país. Segundo as autoridades, os investigados teriam atuado na incitação aos protestos.
O órgão afirmou ainda que bens pertencentes aos acusados poderão ser usados para ressarcir danos causados a propriedades públicas e privadas, caso haja condenação. Parte desses ativos já foi confiscada. A televisão estatal informou também que cerca de 60 cafés foram identificados como apoiadores, de forma “direta ou indireta”, de atos classificados pelo governo como “terroristas”.
A agência Tasnim informou que o empresário Mohammad Saedinia, dono de uma conhecida rede de cafeterias, de um grande shopping center e de outros negócios, foi preso e teve todos os seus bens confiscados. Segundo a agência, o valor dos ativos apreendidos se aproxima do montante estimado pela prefeitura de Teerã para os prejuízos causados durante os protestos: cerca de 30 trilhões de riais iranianos (aproximadamente R$ 148 milhões).
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A repressão se estendeu à imprensa. Na segunda-feira, o Judiciário determinou o fechamento do Ham-Mihan, um dos principais jornais reformistas do país, após reportagens sobre a situação dos hospitais durante os protestos. Segundo a Justiça, o veículo teria desrespeitado uma advertência anterior.
De acordo com o jornal britânico, separadamente, a mídia estatal informou que uma agência de notícias e um site jornalístico passaram a responder por acusações de “divulgação de notícias falsas”.
Aumento da instabilidade interna
As manifestações, que começaram no mês passado, deixaram de se concentrar em demandas econômicas e passaram a incluir pedidos pela queda da República Islâmica e pela saída do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, antes de serem sufocadas por uma repressão violenta.
Desde então, um bloqueio da internet imposto pelas autoridades permanece em vigor em grande parte do país, dificultando a circulação de informações independentes. Ainda assim, a mídia estatal reconhece que milhares de prisões foram realizadas em todo o território nacional.
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Autoridades afirmam que grupos armados mataram centenas de integrantes das forças de segurança e incendiaram prédios públicos, lojas e mesquitas. O governo sustenta que as manifestações foram infiltradas por “terroristas” financiados por Israel e pelos Estados Unidos.
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O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, declarou que parte dos jovens envolvidos nos distúrbios pode ter sido “enganada”. Segundo ele, participantes diretos dos protestos enfrentarão punições severas, mas aqueles que teriam atuado como “soldados rasos”, influenciados por serviços de inteligência estrangeiros, teriam três dias para se entregar em troca de penas reduzidas.
Conforme informações divulgadas pelo jornal, a repressão também passou a mirar uma suposta colaboração com emissoras de TV por satélite ligadas à oposição, que seguiram acessíveis no país apesar do bloqueio da internet.
O procurador-geral anunciou que qualquer contato ou compartilhamento de informações com a emissora Iran International, sediada em Londres, será tratado como crime.
Paralelamente, o governo do presidente Masoud Pezeshkian prometeu restabelecer o acesso à internet nos próximos dias e anunciou medidas para tentar conter a insatisfação social. Mais de dois terços dos mortos nos protestos deverão ser classificados como “mártires”, o que garante às famílias benefícios financeiros e vantagens nas áreas de educação e emprego.
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Ainda segundo o Financial Times, famílias de vítimas relatam ter sido procuradas por autoridades com a oferta desse reconhecimento, mesmo em casos em que não havia histórico de participação em manifestações.
O governo também anunciou a entrega de 120 mil moradias a famílias de baixa renda e o pagamento de bônus a professores, no valor de 20 trilhões de riais (cerca de R$ 99 milhões), com novos repasses previstos para o próximo ano iraniano, que começa em março.
Registros da violência
Fotos vazadas à BBC Verify revelam os rostos de ao menos 326 pessoas mortas durante a repressão violenta do regime iraniano aos protestos antigovernamentais.
As imagens, consideradas fortes demais para exibição sem desfoque, mostram vítimas com sinais evidentes de agressões, como rostos ensanguentados, inchados e com hematomas profundos. Entre os mortos identificados estão 18 mulheres.
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As fotografias, feitas em um necrotério no sul de Teerã, se tornaram uma das poucas formas encontradas por familiares para reconhecer seus parentes, diante do bloqueio quase total da internet imposto pelas autoridades. Muitas vítimas estavam desfiguradas a ponto de não poderem ser identificadas e dezenas foram registradas como desconhecidas, sem nome.
A BBC Verify analisou 392 imagens e conseguiu identificar 326 pessoas, algumas fotografadas de diferentes ângulos. Segundo fontes ouvidas pela emissora, o número real de corpos que passaram pelo necrotério pode chegar a milhares.
Uma das noites mais letais ocorreu em 9 de janeiro, data registrada em mais de 100 etiquetas encontradas junto aos corpos.
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Relatos indicam que familiares passaram horas diante de telas exibindo imagens dos mortos, tentando reconhecê-los. Em alguns casos, as famílias precisaram ampliar as fotos para confirmar identidades; em outros, o reconhecimento foi imediato e provocou cenas de desespero.
Em certas situações, o único objeto que permitia a identificação era um cartão bancário colocado sobre o saco mortuário.
Embora o governo iraniano reconheça milhares de mortos, atribuindo a responsabilidade a grupos estrangeiros, organizações independentes enfrentam dificuldades para documentar a violência devido ao apagão da internet. Ainda assim, a Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos Estados Unidos, estima que o número de mortos nos protestos já ultrapasse 4 mil.
Em um discurso no Fórum Econômico Mundial na Suíça nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, repreendeu os aliados europeus e reafirmou suas ambições de anexar a Groenlândia. Trump também distorceu a História da Groenlândia, atacou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os EUA fazem parte, e repetiu distorções já conhecidas sobre a economia e seu próprio histórico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A guerra na Ucrânia nem terminou, e a Europa já procura uma resposta a outro perigo. Além da Rússia, agora os líderes europeus precisam responder às ameaças dos Estados Unidos. Desta vez, o perigo vem de dentro da própria Otan, a aliança militar ocidental liderada por Washington, que parece cada dia mais próxima de desaparecer. Convocados pelo presidente do Conselho Europeu, os 27 países do bloco se reúnem hoje em Bruxelas para discutir “os recentes acontecimentos nas relações transatlânticas e suas implicações para a União Europeia”, segundo convite enviado por António Costa. O continente se vê na mira de duas potências que avançam às custas de fronteiras estabelecidas. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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