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Em um discurso no Fórum Econômico Mundial na Suíça nesta quarta-feira, o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, repreendeu os aliados europeus e reafirmou suas ambições de anexar a Groenlândia. Trump também distorceu a História da Groenlândia, atacou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), da qual os EUA fazem parte, e repetiu distorções já conhecidas sobre a economia e seu próprio histórico. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vetará o projeto de lei da minirreforma eleitoral, aprovado pela Câmara dos Deputados, que muda a prestação de contas dos partidos, flexibiliza regras de controle e autoriza o envio de mensagens em massa a eleitores previamente cadastrados.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (22), ao vivo, durante entrevista na edição especial do programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães, na TV Brasil, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Lula destacou os impactos do uso da inteligência artificial nas eleições, que o presidente considera um risco para a democracia.  

“Acho que está na hora de a gente pensar que a inteligência artificial vale para muita coisa, mas ela não pode valer na disputa eleitoral para escolher um prefeito, um governador, um deputado. Não pode. E, agora, as bancadas aprovaram [na Câmara] uma coisa que vai fomentar o uso de robôs na eleição. Eu certamente vetarei. Primeiro, vou trabalhar para o Senado não aprovar, e depois eu vetarei”, afirmou.

A minirreforma eleitoral foi aprovada na última terça-feira (19), em rápida votação simbólica e sem registro em painel, e tem recebido críticas de diversas entidades da sociedade civil.

No ponto destacado por Lula, o texto do projeto permite o envio de mensagens automatizadas a eleitores previamente cadastrados. Esse envio não será considerado irregular quando direcionado ao público cadastrado.

Para críticos da medida, essa flexibilização pode ampliar o uso de ferramentas digitais com menor controle, especialmente em relação à disseminação de conteúdo em massa.

Lula também criticou o fato de parlamentares e partidos concentrarem vultosos recursos públicos, por meio de fundos eleitorais e partidários, além de emendas.  

“Eu era favorável a fundo partidário, a fundo eleitoral, hoje eu sou contra, porque levou à promiscuidade na política. Um deputado hoje tem R$ 50 milhões, R$ 60 milhões de emendas por ano”.

Violência política

Questionado pela apresentadora Cissa Guimarães sobre a diferença do mundo político atual em relação aos seus dois mandatos anteriores, Lula falou sobre como o extremismo, em sua visão, tem impactado o ambiente político, não apenas no Brasil.

“O mundo tá diferente, nervoso, polarizado. Não é [só] no Brasil. Nos EUA, democratas e republicanos, há 20 anos atrás, viviam como se fossem parceiros, só tinha disputa na época eleitoral. Hoje, 90% dos republicanos não aceitam que a filha se case com um democrata”, disse o presidente, que pregou a necessidade de se repensar a interferência dos algoritmos de redes sociais na organização do sistema social.

“Eu não quero perder o humanismo que tem dentro do ser humano, porque estamos sendo vítimas dos algoritmos”.

A entrevista exclusiva de Lula ao Sem Censura também conta com a participação da influenciadora digital Nath Finanças, da jornalista Luciana Barreto, âncora e editora-chefe do telejornal Repórter Brasil Tarde, e do também influenciador Muka, produtor de conteúdo nas redes e um dos apresentadores do vespertino.

Estrangeiros que solicitarem residência permanente nos Estados Unidos agora terão de retornar a seus países de origem para pedir o Green Card, anunciou nesta sexta-feira o Serviço de Cidadania e Imigração do país (USCIS). Para solicitar a residência permanente de dentro dos EUA, os estrangeiros precisarão provar que têm “circunstâncias extraordinárias”. Do contrário, correm o risco de ter o pedido negado.
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A maioria terá de ir ao exterior para solicitar um consulado americano, onde poderá perder o status legal que tinha nos EUA e ficar impedido de retornar. Na prática, a mudança representa uma transformação na forma como o sistema migratório funcionará e afetará tanto imigrantes em situação irregular quanto profissionais estrangeiros patrocinados por empresas.
Serão afetados especialmente os milhões de imigrantes que obtêm status legal ao se casar com um cidadão americano ou ao serem patrocinados por filhos americanos com mais de 21 anos — uma “brecha” que o governo do presidente Donald Trump já mirou anteriormente. No início do ano, a administração tentou acabar totalmente com o direito à cidadania por nascimento, medida cuja legalidade será analisada pela Suprema Corte no próximo mês.
— A principal motivação política do governo parece ser ter uma solução caso o processo sobre cidadania por nascimento não tenha o desfecho que eles desejam — disse Leon Fresco, ex-funcionário de imigração do Departamento de Justiça no governo Obama.
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Agora, se um imigrante sem status legal deixar o país, poderá enfrentar desde uma proibição de retorno de três anos até uma proibição vitalícia. O governo também trabalha em uma política conhecida como “public charge rule”, que permitiria a agentes negar pedidos de candidatos que, na avaliação deles, possam um dia depender de assistência social, seja por não terem educação ou patrimônio suficientes. Agentes consulares também foram orientados a analisar publicações de candidatos nas redes sociais em busca de posições anti-Israel ou outras opiniões consideradas contrárias aos chamados “valores americanos”.
“Daqui para frente, um estrangeiro que esteja temporariamente nos EUA e queira um Green Card terá de retornar ao seu país de origem para fazer o pedido”, afirmou o porta-voz do USCIS, Zach Kahler, em nota. “Quando estrangeiros fazem o pedido a partir de seus países de origem, reduz-se a necessidade de localizar e deportar aqueles que decidem entrar na clandestinidade e permanecer ilegalmente nos EUA após terem a residência negada.”
O comunicado afirma ainda que aqueles que entram nos Estados Unidos com vistos de não imigrante — incluindo estudantes, trabalhadores temporários e turistas — devem permanecer no país por um curto período e com um propósito específico. Segundo o texto, o sistema foi concebido “para que eles deixem o país quando a visita terminar”, de modo que “a estadia deles não deve funcionar como o primeiro passo do processo de Green Card”:
“Seguir a lei permite que a maioria desses casos seja tratada pelo Departamento de Estado em consulados americanos no exterior e libera os limitados recursos do USCIS para se concentrar no processamento de outros casos sob sua responsabilidade, incluindo vistos para vítimas de crimes violentos e tráfico humano, pedidos de naturalização e outras prioridades”, acrescentou, definindo o novo processo como “justo e eficiente”.
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Por sua vez, a HIAS, organização de ajuda que presta serviços a refugiados, entre outros grupos de imigrantes, afirmou que o USCIS está forçando sobreviventes de tráfico humano e crianças vítimas de abuso e negligência a retornarem aos países perigosos dos quais fugiram para processar seus pedidos de green card que lhes concederia residência permanente nos EUA. À ABC News, a advogada de imigração Rosanna Berardi citou alguns casos:
— Afegãos que ajudaram as forças americanas e ucranianos fugindo da guerra enfrentam uma armadilha específica: o memorando trata a escolha deles de solicitar um green card dentro dos EUA como um fator negativo, porque sua admissão foi temporária — disse. — Muitos não têm para onde retornar em segurança.
O advogado Todd Pomerleau afirmou que não é permitido, “com um golpe de caneta, derrubar uma lei”. Segundo ele, a nova medida anunciada é “ilegal e será barrada rapidamente nos tribunais”. Shev Dalal-Dheini, diretora de relações governamentais da American Immigration Lawyers Association, disse à ABC News que o Congresso criou o modelo de ajuste de status dentro dos EUA para evitar a separação de famílias e garantir que empresas americanas possam manter funcionários durante atrasos nos vistos.
— Desde os anos 1950, o Congresso permite especificamente que não imigrantes ajustem seu status nos EUA para o de portador de Green Card e, ao longo dos anos, expandiu lentamente essa classe elegível — disse. — O arcabouço legal está bastante consolidado e existe há muitas décadas. Esse governo diz que vai perseguir criminosos, mas, ao mesmo tempo, está desmontando o processo para pessoas que tentam seguir a lei.
(Com Bloomberg)
A Península Ibérica pode estar girando lentamente no sentido horário devido às tensões tectônicas geradas pela convergência entre a África e a Eurásia. Essa é uma das conclusões de um estudo publicado na revista Gondwana Research, que reconstruiu com alta resolução como as forças tectônicas estão distribuídas atualmente entre a Península Ibérica e o noroeste da África.
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A pesquisa analisou terremotos e movimentos da superfície terrestre em escala milimétrica medidos por satélites para entender como diferentes blocos de crosta continental e oceânica interagem no Mediterrâneo Ocidental.
Segundo os autores, a convergência entre a Eurásia e a África ocorre obliquamente em relação à margem sudoeste da Península Ibérica. Essa configuração, combinada com a estrutura geológica da região, poderia favorecer uma rotação no sentido horário da Península Ibérica.
O estudo explica que a região funciona como um sistema tectônico complexo, onde fragmentos da crosta terrestre com diferentes idades e características interagem. Para compreender essa dinâmica, os pesquisadores combinaram dois tipos de informação.
Por um lado, estudaram os mecanismos focais de terremotos, que permitem identificar como a rocha se fraturou durante um terremoto e qual o tipo de tensão atuante em profundidade.
Por outro lado, utilizaram dados GNSS, sistemas de posicionamento por satélite semelhantes ao GPS, capazes de medir deslocamentos extremamente pequenos na superfície da Terra.
Mapa mundi
Pexels
Com esses dados, criaram mapas de tensão tectônica e deformação da superfície com uma resolução mais detalhada do que a disponível anteriormente.
A pesquisa dividiu a região em quatro setores tectônicos principais: Atlântico, Gibraltar, Alborão e Argelino-Balearico. Cada um responde de forma diferente à pressão entre a África e a Eurásia.
No setor Atlântico, as tensões tectônicas são transmitidas mais diretamente entre as duas placas. Mais a leste, parte dessa energia é absorvida em áreas onde a crosta terrestre é mais fina, especialmente no Mar de Alborão e ao longo das margens continentais do Arco de Gibraltar e da Cordilheira de Tell.
Os pesquisadores também identificaram atividade tectônica em regiões interiores distantes dos principais limites das placas tectônicas.
Embora essas áreas apresentem baixas taxas de deformação horizontal, elas continuam a registrar atividade associada à compressão regional e a processos geodinâmicos ligados ao estresse vertical.
O estudo também revisa a evolução tectônica da região, desde a fragmentação da Pangeia e a abertura do Oceano Atlântico até a formação de estruturas como os Pirenéus, as Montanhas Atlas e o Arco de Gibraltar.
Atualmente, a convergência entre a Eurásia e a África continua a deformar o Mediterrâneo Ocidental por meio de compressão, deslocamento lateral e atividade sísmica.
Os autores concluem que a combinação de dados sísmicos e geodésicos permite uma melhor compreensão de como as tensões tectônicas estão distribuídas hoje em regiões onde múltiplos blocos crustais interagem.
Em mais um episódio de tensão política em La Paz, milhares de trabalhadores marcham nesta sexta-feira na capital política da Bolívia para exigir a renúncia do presidente de centro-direita Rodrigo Paz. Com apenas seis meses no poder, o líder enfrenta pressão social, principalmente de povos indígenas, agricultores e mineiros, que mantêm bloqueios de estradas há três semanas, em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.
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— Que renuncie, caralho! — grita a multidão de camponeses, operários, mineiros, transportadores e professores que paralisa as ruas da capital, provocando escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos.
Vestidos com capacetes ou ponchos, os manifestantes, muitos deles carregando bandeiras indígenas, avançam em direção ao centro da cidade em meio ao barulho de rojões. Os acessos à praça de armas, em frente ao palácio do governo, estão protegidos por grades e vigiados por centenas de policiais de choque. Muitos comércios fecharam as portas, e vendedores ambulantes recolheram suas mercadorias por medo de saques.
— Seis meses de governo e ele não conseguiu resolver o básico, os preços da cesta básica. Temos que escolher entre comprar carne ou comprar leite — disse à AFP Melina Apaza, de 50 anos, da região mineradora de Oruro, no sul do país.
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Em meio à convulsão social, o governo anunciou nesta semana que reorganizaria seu Gabinete com funcionários com “capacidade de escuta”. Na primeira mudança, nomeou um novo ministro do Trabalho. Ao assumir o cargo, Williams Bascopé prometeu abrir canais de diálogo com os manifestantes, afirmando que vai conversar com “todos os líderes que, de forma aberta e sincera, apresentarem propostas que sejam obviamente razoáveis”.
— Precisamos nos sentar e ouvir como podemos colaborar e onde falhamos, sempre colocando os interesses do país e de seus cidadãos em primeiro lugar. Não precisamos de arrogância, precisamos de humildade e sinceridade — disse, ressaltando que, embora o direito de protesto seja respeitado, ele “tem várias condições”. — Precisamos aprimorar essa prática. Precisamos sentar e conversar; não podemos nos ferir mutuamente.
O tom foi semelhante ao adotado por Rodrigo Paz, que, na quarta-feira, disse que não dialogaria com “vândalos”, mas que manteria as “portas abertas” para “aqueles que respeitam a democracia”. No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do país, Fernando Aramayo, denunciou os grupos que participam dos protestos por buscarem enfraquecer o governo e alterar a “ordem democrática e constitucional”. Bascopé substitui o ex-ministro Edgar Morales, que apresentou sua renúncia para “pacificar o país”.
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As reivindicações iniciais por aumentos salariais, combustíveis de qualidade e estabilização da economia se radicalizaram com o passar dos dias. Agora, os manifestantes pedem a saída do presidente, que pôs fim a 20 anos de governos socialistas liderados por Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce. O governo, por sua vez, alega que os protestos são orquestrados por Morales, um foragido da justiça por um caso de suposto tráfico de crianças.
Cerca de 50 bloqueios foram registrados nas estradas do país nesta sexta-feira, segundo dados oficiais. O governo informou que quatro pessoas morreram por não conseguirem chegar a tempo a centros médicos. Nos últimos dias, o governo foi obrigado a implantar uma ponte aérea, com voos de Santa Cruz (leste) e Cochabamba (centro) para abastecer a cidade com carnes e vegetais. Também anunciou um futuro “corredor humanitário” nas estradas.
A Bolívia atravessa sua pior crise econômica desde a década de 1980. O país esgotou suas reservas em dólares para sustentar uma política de subsídios aos combustíveis, que o presidente Paz eliminou em dezembro, e sua inflação anual atingiu 14% em abril.
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Em meio à tensão, o Ministério das Relações Exteriores anunciou na quarta-feira a expulsão da embaixadora colombiana, Elizabeth García, por considerar que o presidente Gustavo Petro se envolveu em “interferência direta” nos assuntos da Bolívia. Petro descreveu os protestos como uma “insurreição popular” e, à rede colombiana Caracol Radio, reagindo à expulsão da embaixadora, afirmou que a Bolívia está “caminhando rumo ao extremismo”.
— A Bolívia, como está neste momento, merece se abrir para um grande diálogo nacional (…), ou a consequência poderá ser um massacre da população — acrescentou o presidente colombiano.
Na terça-feira, o governo Paz, um novo aliado do presidente Donald Trump, recebeu apoio público dos Estados Unidos. O subsecretário de Estado Christopher Landau expressou sua solidariedade, afirmando que a Bolívia está enfrentando um “golpe de Estado”. Em março, os EUA anunciaram o Escudo das Américas, uma aliança de segurança com 17 países da região, incluindo a Bolívia, para enfrentar o crime organizado.
A ascensão de Paz ao poder pôs fim a 20 anos de administrações socialistas lideradas por Morales e Luis Arce (2020-2025).
A chefe da inteligência dos EUA, Tulsi Gabbard, anunciou sua renúncia nesta sexta-feira, encerrando o mandato de uma figura controversa de longa data que parecia estar em desacordo com o presidente Donald Trump sobre a guerra com o Irã. Em uma carta a Trump publicada no X, Gabbard afirmou que estava renunciando ao cargo de Diretora de Inteligência Nacional para cuidar do marido, após ele ter sido diagnosticado com uma “forma extremamente rara de câncer ósseo”. Fontes ouvidas pela agência Reuters, no entanto, afirmaram que a Casa Branca forçou a sua renúncia.
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“Infelizmente, devo apresentar minha renúncia, com efeito a partir de 30 de junho de 2026”, escreveu ela em uma carta a Trump. “Meu marido, Abraham, foi recentemente diagnosticado com uma forma extremamente rara de câncer ósseo. Ele enfrentará grandes desafios nas próximas semanas e meses. Neste momento, preciso me afastar do serviço público para estar ao seu lado e apoiá-lo integralmente nesta batalha. Não posso, em sã consciência, pedir a ele que enfrente essa luta sozinho enquanto continuo nesta posição exigente e que consome muito do meu tempo.”
Trump, por sua vez, elogiou Gabbard em uma mensagem na sua rede social, Truth Social. “Tulsi fez um trabalho incrível e sentiremos saudades dela”, disse o republicano, acrescentando que seu vice, Aaron Lukas, assumiria como diretor interino.
Como diretora de Inteligência Nacional, Gabbard comandava todas as agências que compõem a Comunidade de Inteligência dos EUA: a CIA (Agência Central de Inteligência), a NSA (Agência de Segurança Nacional) e o FBI (Departamento Federal de Investigação), entre outros órgãos.
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Gabbard é a mais recente integrante do Gabinete de Trump a deixar o cargo, após as demissões de Kristi Noem, secretária de Segurança Interna, e Pam Bondi, secretária de Justiça. Sua renúncia já era aventada por alguns funcionários da Casa Branca nas últimas semanas, embora ela negasse os rumores.
Ela raramente era vista presente quando Trump tomava decisões importantes em matéria de segurança nacional e era amplamente considerada, tanto dentro do governo quanto por parlamentares no Congresso, como uma integrante não essencial da equipe de segurança nacional do presidente.
Divergências sobre a guerra
Seu mandato como chefe da inteligência americana foi marcado por desavenças com Trump, particularmente sobre a guerra dos EUA com o Irã. Segundo relatos, ela não estava presente na sala quando Trump se reuniu com seus principais assessores imediatamente antes do lançamento dos ataques conjuntos EUA-Israel contra o país, em 28 de fevereiro.
Após o início da guerra, ela repetidamente contradisse ou deixou de apoiar integralmente as justificativas apresentadas pelo governo Trump para o lançamento da guerra. Ela se recusou repetidamente a endossar a alegação de Trump de que o Irã representava uma ameaça iminente, uma avaliação que o governo usou para justificar os ataques. Em depoimento ao Congresso, ela enfatizou que a decisão era “responsabilidade do presidente”.
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Mas antes mesmo da guerra, o presidente já havia insinuado em vários episódios suas divergências com Gabbard, afirmando, em uma ocasião, que ela era “mais branda” do que ele na questão de conter as ambições nucleares de Teerã.
— Não me importo com o que ela disse — respondeu Trump sobre declarações divergentes de Gabbard em março do ano passado, que iam contra as alegações de Israel de que o Irã estava correndo para desenvolver uma bomba. — Acho que eles estiveram muito perto de concretizar isso.
Escolha controversa
Ex-democrata, Gabbard foi uma escolha surpreendente para liderar o gigantesco aparato de espionagem dos EUA, dado seu histórico de questionamento de informações de inteligência e oposição às intervenções militares americanas no exterior.
Ainda como congressista, Gabbard já expressava oposição a uma guerra contra o Irã. Ela foi questionada sobre seu encontro em 2017 com o então líder sírio Bashar al-Assad, agora deposto, e sobre a disseminação de propaganda do Kremlin, particularmente teorias da conspiração falsas sobre a guerra na Ucrânia.
Ela também era vista com suspeita por alguns devido às suas opiniões sobre a vigilância do governo dos EUA e seu apoio a Edward Snowden, que vazou informações da NSA e foi considerado por ambos os lados do Congresso como alguém que colocou em risco a segurança dos americanos.
Com New York Times e AFP.
Um voo da United Airlines precisou fazer um pouso de emergência nos Estados Unidos após um passageiro tentar abrir uma das portas da aeronave durante o trajeto, segundo autoridades americanas. O caso aconteceu na quinta-feira, em um voo que partiu de Newark, em Nova Jersey, com destino à Cidade da Guatemala.
De acordo com registros de comunicação com a torre de controle, o passageiro tentou abrir a porta “2L” do avião enquanto a aeronave voava a cerca de 36 mil pés — aproximadamente 11 mil metros de altitude. Ainda segundo o relato, ele também teria agredido outro viajante durante a confusão a bordo.
O voo 1551, operado em um Boeing 737 MAX 8, transportava 145 passageiros e seis tripulantes. O piloto desviou a rota e pousou no Aeroporto Internacional Washington Dulles, na Virgínia. Policiais aguardavam a aeronave no local e retiraram o suspeito após o desembarque. Não houve registro de feridos.
Em nota, a United informou que o voo foi cancelado após o incidente e que os passageiros receberam hospedagem e foram realocados em outra aeronave na manhã seguinte.
O episódio ocorre semanas após outro incidente envolvendo um voo da companhia. No início de maio, um passageiro foi acusado de tentar invadir a cabine de comando e agredir um comissário durante um voo da United nos Estados Unidos.
O secretário interino da Marinha dos Estados Unidos afirmou na última quinta-feira que as vendas de armas para Taiwan foram colocadas em “pausa” para garantir que as Forças Armadas americanas tenham munição suficiente para a guerra no Irã. O anúncio ocorre após uma semana do retorno do presidente americano, Donald Trump, em viagem de dois dias à China.
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Washington reconhece oficialmente apenas Pequim, mas, segundo sua própria legislação, é obrigado a fornecer armas à ilha autônoma, diante de uma China que não descarta o uso da força no futuro para assumir o controle do território. Atualmente, está paralisada a compra de um pacote de armas americanas no valor de US$ 14 bilhões (cerca de R$ 70,5 bilhões).
— Neste momento estamos fazendo uma pausa para garantir que temos as munições necessárias para a operação Fúria Épica [operação no Irã] — declarou o secretário interino da Marinha, Hung Cao, ao Congresso
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A porta-voz do Escritório Presidencial de Taiwan, Karen Kuo, afirmou nesta sexta-feira que não recebeu “nenhuma informação que indique que os EUA pretendam fazer quaisquer ajustes nesta venda de armas”.
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O futuro da ilha foi um dos temas dominantes da recente visita de Trump a Pequim. Na ocasião, o presidente chinês, Xi Jinping, advertiu severamente que uma condução inadequada da questão poderia levar as duas potências a um “conflito”. Antes da viagem, o republicano afirmou que conversaria com Xi sobre a venda de armas para a ilha. Isso já representa uma mudança em relação à posição anterior de Washington, que não consultava Pequim sobre o tema. Até que às vésperas da cúpula, a China se manifestou contrariamente à venda de armas americanas a Taiwan.
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— Nós nos opomos firmemente ao envolvimento dos Estados Unidos em qualquer forma de laços militares com a região de Taiwan, pertencente à China, e nos opomos firmemente à venda de armas dos Estados Unidos para a região de Taiwan. Essa posição é consistente e inequívoca — disse Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan em Pequim, antes da chegada de Trump.
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O Republicano chegou a afirmar que não assumiu compromissos sobre Taiwan durante o encontro com o presidente chinês, mas fez inúmeras declarações ao retornar do país asiático que põe em xeque o futuro da relação de Washington com Taipei. Ainda a bordo do Air Force One, no retorno da viagem, Trump afirmou que discutiu com Xi sobre Taiwan em “grandes detalhes” e que “tomaria uma decisão” sobre os pacotes de armas.
(Com AFP)
Um australiano quebrou o recorde de escalada do Monte Everest a partir do nível do mar, ao chegar ao topo do mundo 50 dias após sua partida, inicialmente de bicicleta, das margens do Golfo de Bengala, anunciou sua equipe nesta sexta-feira (22).
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Oliver Foran, de 27 anos, havia iniciado sua jornada no começo de abril na Índia, com a esperança de bater o recorde de 67 dias e arrecadar fundos para construir um centro de apoio à saúde mental na Austrália.
— Ele chegou ao cume em 20 de maio (…) Bateu o recorde de subida do Everest a partir do nível do mar em 50 dias — afirmou à AFP Adriana Brownlee, da organização da expedição, AGA Adventures.
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O recorde era do alpinista sul-coreano Kim Chang-ho, que em 2013 percorreu a pé o curso do rio Ganges e continuou em um caiaque, antes de chegar ao Nepal de bicicleta e alcançar o topo do mundo em 67 dias.
— Acabamos de alcançar o cume do Monte Everest (…), acabamos de estabelecer um recorde mundial do mar ao cume, pela saúde mental dos jovens e pela minha mãe — comemorou Foran em um vídeo gravado no topo e publicado nesta sexta-feira em sua conta no Instagram.
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Em uma entrevista à AFP no mês passado, durante sua jornada, Foran contou que havia sido motivado por “algo maior” do que ele, em referência à morte da mãe por um tumor cerebral durante sua adolescência.
Inicialmente, ele percorreu 1.150 quilômetros de bicicleta a partir da costa indiana do golfo de Bengala, depois chegou a pé ao acampamento-base e, por fim, subiu até o cume de 8.849 metros.
Em mais uma frente de pressão contra Cuba, autoridades dos EUA anunciaram na quinta-feira a prisão pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) da cidadã cubana Adys Lastres Morera, irmã da presidente do Grupo de Administração Empresarial SA (GAESA) — conglomerado que controla entre 40% e 70% da economia da ilha caribenha e que se tornou um dos pontos centrais da campanha atual de Washington.
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Irmã de Ania Guillermina Lastres Morena, que exerce a liderança da empresa, Adys foi acusada pelas autoridades americanas de ser a responsável “pela gestão dos ativos ilícitos da GAESA no exterior”. A cubana foi presa em Miami, onde residia desde 2023. A residência permanente da cubana foi revogada pelo secretário de Estado Marco Rubio, na quarta, que a acusou de administrar “ativos imobiliários” a partir da Flórida, e “auxiliar o regime comunista de Havana”. Ela ficará sob custódia do ICE até a deportação.
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“Não haverá lugar nenhum nesta Terra — muito menos em nosso país — onde nacionais estrangeiros que ameaçam nossa segurança nacional possam viver luxuosamente”, afirmou Rubio em um post na rede social X, na noite de quinta-feira.
Washington intensificou uma campanha de pressão contra Havana desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca. Inicialmente, o governo americano ameaçou sancionar países que exportassem petróleo e outros combustíveis para Cuba, o que provocou uma grave escassez no território, repercutindo em apagões de até 22 horas. Em meio a novas pressões por mudanças na política e na economia da ilha comunista, o Departamento de Justiça americano indiciou Raúl Castro, um dos líderes revolucionários de 1959 e ex-presidente — em um movimento que elevou temores de uma repetição da intervenção na Venezuela, que levou à captura do presidente Nicolás Maduro.
Entre declarações hostis, negociações de alto nível e reforço da presença militar na região, autoridades dos EUA, incluindo Rubio, apontaram diretamente para a Gaesa, alvo de sanções no início do mês. A empresa, originalmente fundada por Raúl Castro para impulsionar o setor de defesa cubano, evoluiu para um império com US$ 18 bilhões em ativos e negócios variados, de acordo com Washington.
— Eles lucram com hotéis, construção civil, bancos, lojas e até mesmo com o dinheiro que seus parentes enviam dos EUA. Tudo, absolutamente tudo, passa pelas mãos deles — disse Rubio, que também afirmou que a organização tem profundos laços com a elite militar em Havana, em um vídeo gravado em espanhol.
Secretário de Estado, Marco Rubio
Brendan Smialowski / AFP
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Rubio advertiu na quinta-feira que Washington estava muito focado em mudar o sistema comunista de Cuba, horas depois de a acusação formal apresentada contra Castro. Também na quinta, a Suprema Corte dos EUA autorizou ações judiciais sobre bens americanos apreendidos por Cuba em 1960. Em paralelo, o Exército americano também havia anunciado o envio do porta-aviões USS Nimitz e seus navios de escolta ao Caribe.
Rubio, cubano-americano e ferrenho opositor do governo de Havana, descreveu o país caribenho, situado a cerca de 145 quilômetros da Flórida, como um “Estado falido” mergulhado em uma grave crise econômica. Afirmou ainda que Havana não vai conseguir que “ganhar tempo”, e que embora o país sempre prefira “uma solução diplomática”, Trump tinha outras opções em relação a Cuba, que “sempre representou uma ameaça para a segurança nacional”.
Na ilha comunista, milhares de pessoas, entre elas vários militares, policiais, funcionários públicos e empregados de estatais, participaram de uma manifestação de apoio a Raúl Castro nesta sexta, em frente à embaixada dos EUA em Havana. Na primeira fila estiveram o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outros membros do governo. (Com NYT e AFP)
Cerca de 500 moradores da Groenlândia protestaram na noite da última quinta-feira em frente ao recém-inaugurado consulado dos Estados Unidos na capital do país, Nuuk, contra os planos do presidente americano, Donald Trump, de anexar o território ainda administrado pela Dinamarca. Os manifestantes agitavam bandeiras da Groenlândia e exibiam cartazes com mensagens em inglês como “Go home, USA” (“Voltem para casa, EUA”, em tradução livre), “Make America Go Away!” (“Façam os EUA irem embora!”) e “We are not for sale” (“Não estamos à venda”).
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Trump argumentou repetidamente que os Estados Unidos precisam controlar a Groenlândia por razões de segurança nacional, alegando que, caso contrário, o território poderia cair nas mãos da China ou da Rússia. Para Grethe Kramer Berthelsen, uma groenlandesa de 68 anos, o protesto tinha como objetivo esclarecer a situação.
— A Groenlândia nos pertence. É o nosso país. Não pertence à Dinamarca nem aos Estados Unidos. Somos um povo e vivemos aqui, na Groenlândia — declarou.
Os manifestantes viraram as costas para o consulado e fizeram dois minutos de silêncio para expressar seu descontentamento com os Estados Unidos.
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— Devemos permanecer absolutamente unidos contra este ataque à Groenlândia — explicou a manifestante Anne Nyhus. — O que Trump e seus associados se permitem fazer é verdadeiramente ultrajante.
O novo consulado, localizado no coração da capital da ilha ártica, havia sido inaugurado pouco antes, na presença do embaixador dos EUA na Dinamarca, Kenneth Howery. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, recusou-se a comparecer à cerimônia. No início da semana, ele recebeu o enviado especial de Trump para a Groenlândia, Jeff Landry, que chegou a Nuuk sem ser convidado, cinco meses após sua nomeação.
Landry disse à AFP na quarta-feira que os Estados Unidos deveriam fortalecer sua presença no território autônomo dinamarquês.
— É hora de os Estados Unidos reafirmarem sua presença na Groenlândia — disse após uma visita de quatro dias. — A Groenlândia precisa dos Estados Unidos.
Presença militar americana
Apesar das declarações de Trump no início do ano sugerindo que os EUA poderiam assumir o controle da Groenlândia “do jeito fácil ou do jeito difícil”, autoridades americanas não teriam levantado, nas últimas negociações, ocorridas na semana passada, qualquer hipótese de anexação do território — cenário rejeitado publicamente pela Dinamarca e pela Otan.
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Atualmente, os EUA mantêm apenas uma base militar ativa na Groenlândia, a Base Espacial de Pituffik, no noroeste da ilha. Durante a Guerra Fria, os americanos chegaram a operar cerca de 17 instalações militares no território.
O acordo de defesa firmado entre EUA e Dinamarca em 1951 — atualizado em 2004 — já oferece ampla margem para expansão da presença militar americana na Groenlândia, desde que as autoridades dinamarquesas sejam previamente informadas. Especialistas em segurança no Ártico afirmam que Copenhague historicamente nunca rejeitou pedidos americanos para ampliar operações militares no território.
O interesse renovado de Trump pela Groenlândia reacendeu tensões dentro da Otan e expôs o valor estratégico crescente do Ártico em meio à disputa geopolítica entre EUA, Rússia e China. Nos bastidores, porém, Washington passou a priorizar a via diplomática para ampliar sua presença militar na região sem aprofundar o desgaste com um aliado histórico da aliança militar ocidental.

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