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Uma enorme tempestade de inverno despejou neve e granizo no Novo México e no Texas neste sábado (24), enquanto se deslocava para o nordeste dos Estados Unidos, ameaçando dezenas de milhões de pessoas com cortes de energia, caos nos transportes e temperaturas abaixo de zero.
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Os consumidores esvaziaram as prateleiras dos supermercados, já que o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês) previu fortes nevascas em algumas áreas e acúmulo de gelo potencialmente “catastrófico” devido à queda de granizo.
O secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, alertou que até 240 milhões de americanos poderiam ser afetados pela tempestade. Pelo menos 16 estados e a capital, Washington, declararam estado de emergência.
— Levem esta tempestade a sério, amigos — disse o NWS no X, prevendo uma faixa de neve “incrivelmente extensa” desde o Novo México, no sudoeste, até Maine, no extremo nordeste.
Mais de 3.400 voos de e para os Estados Unidos foram cancelados neste sábado. E mais de 1.100 voos sofreram atrasos, de acordo com o rastreador de voos FlightAware.
No Texas, a queda de granizo atingiu Dallas e as temperaturas despencaram para -6°C.
Em Houston, o prefeito John Whitmire pediu aos moradores da quarta cidade mais populosa do país que permanecessem em casa na noite de sábado pelas próximas 72 horas.
Abrigos, especialmente para pessoas em situação de rua, serão abertos na tarde deste sábado nesta metrópole de quase 2,4 milhões de habitantes.
As autoridades estaduais também buscaram tranquilizar os moradores sobre a resiliência da rede elétrica, que sofreu um apagão generalizado durante a última grande tempestade de inverno em 2021.
A neve também atingiu Oklahoma e Arkansas, com acúmulo de até 15 centímetros em algumas áreas, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia.
Espera-se que a tempestade atravesse os estados populosos do médio Atlântico e do nordeste antes que uma massa de ar gélido se instale.
— Os efeitos da neve e do granizo persistirão até a próxima semana, com episódios de congelamento que manterão as superfícies congeladas e perigosas para dirigir e caminhar por um futuro próximo — informou o serviço meteorológico.
O governo federal anunciou que seus escritórios estarão fechados na segunda-feira como medida de precaução.
— Continuaremos monitorando e mantendo contato com todos os estados na trajetória desta tempestade. Mantenham-se seguros e aquecidos! — disse o presidente americano, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social.
O NWS alertou que o gelo espesso pode causar “quedas de energia prolongadas, danos extensos a árvores e condições de viagem extremamente perigosas ou intransitáveis”, mesmo em muitos estados que normalmente não enfrentam invernos rigorosos.
Um alarme de monóxido de carbono provocou pânico e uma grande mobilização de emergência em uma escola pública da Flórida, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira. Ao menos 22 estudantes da Cypress Junction Montessori, em Winter Haven, foram levados a hospitais por precaução após os detectores dispararem, levando à evacuação total da unidade.
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Caminhões de bombeiros, viaturas policiais e ambulâncias foram acionados após o alerta nos sensores de monóxido de carbono da escola de ensino fundamental, segundo o Departamento de Segurança Pública de Winter Haven. Quando as equipes chegaram ao local, todos os alunos e funcionários já estavam do lado de fora do prédio.
Os bombeiros desligaram imediatamente o fornecimento de gás e realizaram uma vistoria no imóvel. Após a avaliação, as autoridades concluíram que não havia vazamento de gás dentro da escola. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os alarmes foram acionados por algo detectado fora do prédio, a uma distância considerável da ala onde funciona o ensino fundamental II.
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Segundo os bombeiros, 11 alunos foram levados de ambulância para hospitais da região e outros 11 foram transportados em ônibus escolar, como medida preventiva, enquanto pais acompanhavam apreensivos a movimentação no local. Todos os estudantes passaram por avaliação médica ainda na escola. Aqueles encaminhados para atendimento adicional tinham condições de saúde prévias ou apresentavam sintomas considerados preocupantes.
Autoridades de saúde alertam que a exposição a baixos níveis de monóxido de carbono pode causar dor de cabeça, fadiga e dificuldade de concentração. Em concentrações elevadas, o gás pode provocar confusão mental, respiração acelerada, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, tontura e até morte.
Como medida adicional de segurança, ventiladores foram instalados no interior da escola, e a qualidade do ar foi considerada satisfatória pelas equipes de emergência. Apesar do susto, as autoridades reforçaram que não houve confirmação de contaminação por monóxido de carbono dentro do prédio escolar e que o episódio está sendo tratado como um alerta preventivo.
Um homem atingido por disparos feitos por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na manhã deste sábado, em Minneapolis, morreu no hospital em decorrência dos ferimentos, anunciaram autoridades locais, enquanto grandes protestos ainda são registrados no estado contra a ação das forças federais. O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou o novo caso como “atroz”, duas semanas após um agente ter matado a tiros uma mulher de 37 anos. Autoridades federais disseram que o homem estava armado e teria reagido com violência a uma abordagem dos agentes.
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“Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, disse Walz no X. “O presidente precisa por fim a esta operação. Retirem os milhares de oficiais violentos e sem treinamento de Minnesota. Agora”.
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O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, disse que o departamento tomou conhecimento do incidente pouco depois das 09h (12h em Brasília), e que a vítima seria um cidadão americano de 37 anos, residente em Minneapolis.
Uma testemunha ouvida pelo New York Times, que mora a um quarteirão do local do tiroteio, disse que estava em seu apartamento quando ouviu gritos. Emma Kindelsperger, de 24 anos, disse ter corrido para fora e encontrado um grupo de agentes isolando a rua com fitas. Eles disseram para ela se afastar e ficar longe.
— Imediatamente presumi o pior — disse ela. — Achei que alguém tivesse sido baleado gravemente.
Um vídeo não confirmado que circula nas redes sociais mostra vários policiais usando coletes com a palavra “Polícia” estampada, imobilizando uma pessoa no chão antes de atirar várias vezes nela.
O Departamento de Segurança Interna informou por e-mail que o suspeito “portava uma arma de fogo” com dois carregadores e compartilhou uma foto da arma. Em uma publicação nas redes sociais, em que apresentou seu relato dos fatos, o órgão federal afirmou que tudo começou com uma “uma operação direcionada” para encontrar uma pessoa que estava ilegalmente no país e era procurada por agressão.
Durante a operação, o departamento informou que alguém se aproximou de agentes da Patrulha da Fronteira “com uma pistola semiautomática de 9 mm” e que os agentes tentaram desarmá-lo, o que levou a “uma luta armada”. Segundo o departamento, um agente temeu por sua vida e disparou tiros. O indivíduo foi declarado morto no local.
A lei de Minnesota permite que cidadãos portem armas de fogo após obter uma licença. A permissão inclui levá-las abertamente em público, e não exige que o porte seja velado. Segundo o chefe de polícia O’Hara, acredita-se que o homem possuía porte de arma.
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Autoridades democratas, como Waltz, criticaram amplamente a nova ação. A senadora Erin Murphy, principal democrata no Senado por Minnesota, divulgou uma declaração exigindo o fim imediato da operação federal, e chamando o ICE de “força invasora brutal que age sem prestar contas ou ter o mínimo respeito pela dignidade humana ou pela vida”. O prefeito Jacob Frey disse ter visto um vídeo do tiroteio.
— Quantos mais moradores, quantos mais americanos, precisam morrer ou ficar gravemente feridos para que esta operação termine? — questionou o prefeito, acrescentando que “uma grande cidade americana está sendo invadida pelo próprio governo federal”.
Minneapolis tem sido palco de protestos cada vez mais tensos desde que agentes federais atiraram e mataram Renee Nicole Good, de 37 anos, em 7 de janeiro. A autópsia concluiu que se tratou de um homicídio, o que não significa automaticamente que um crime foi cometido. O policial responsável pelo disparo que matou Good, Jonathan Ross, não foi suspenso nem indiciado.
A indignação pública em Minnesota reacendeu esta semana com o caso de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, um cidadão equatoriano, que foram presos na terça-feira ao chegarem em casa.
(Com AFP e NYT)
Um homem atingido por disparos feitos por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) na manhã deste sábado, em Minneapolis, morreu no hospital em decorrência dos ferimentos, anunciaram autoridades locais, enquanto grandes protestos ainda são registrados no estado contra a ação das forças federais. O governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou o novo caso como “atroz”, duas semanas após um agente ter matado a tiros uma mulher de 37 anos. Autoridades federais disseram que o homem estava armado e teria reagido com violência à abordagem dos agentes.
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“Acabei de falar com a Casa Branca após mais um ataque a tiros atroz por agentes federais esta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, disse Walz no X. “O presidente precisa por fim a esta operação. Retirem os milhares de oficiais violentos e sem treinamento de Minnesota. Agora”.
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O governo de Minneapolis afirmou, na mesma rede social, que estava “ciente” de “novos disparos envolvendo forças da ordem federais” perto de um cruzamento nesta cidade do norte dos EUA, que tem sido palco de protestos há várias semanas contra a presença do ICE.
O caso aconteceu por volta das 09h (12h em Brasília). Uma testemunha ouvida pelo New York Times, que mora a um quarteirão do local do tiroteio, disse que estava em seu apartamento quando ouviu gritos. Emma Kindelsperger, de 24 anos, disse ter corrido para fora e encontrado um grupo de agentes isolando a rua com fitas. Eles disseram para ela se afastar e ficar longe.
— Imediatamente presumi o pior — disse ela. — Achei que alguém tivesse sido baleado gravemente.
Um vídeo não confirmado que circula nas redes sociais mostra vários policiais usando coletes com a palavra “Polícia” estampada, imobilizando uma pessoa no chão antes de atirar várias vezes nela.
O Departamento de Segurança Interna informou à AFP em um comunicado que o homem estava armado, sem oferecer mais detalhes sobre as circunstâncias do incidente ou confirmar sua morte. Autoridades americanas afirmam posteriormente que ele teria “resistido violentamente”.
Minneapolis tem sido palco de protestos cada vez mais tensos desde que agentes federais atiraram e mataram Renee Nicole Good, de 37 anos, em 7 de janeiro. A autópsia concluiu que se tratou de um homicídio, o que não significa automaticamente que um crime foi cometido. O policial responsável pelo disparo que matou Good, Jonathan Ross, não foi suspenso nem indiciado.
A indignação pública em Minnesota reacendeu esta semana com o caso de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, um cidadão equatoriano, que foram presos na terça-feira ao chegarem em casa.
(Com AFP e NYT)
Ferida no incêndio no bar Le Constellation, na Suíça, a adolescente Elsa Rubino, de 15 anos, acordou do coma e reconheceu os pais nesta sexta-feira. Ela se encontra em hospital de Zurique e está internada desde o acidente que matou 40 pessoas em Crans-Montana na noite de ano novo. Mais de cem pessoas ficaram feridas na tragédia.
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A jovem deverá seguir na unidade de tratamento intensivo. Segundo a agência Ansa, ela já passou por duas cirurgias mas será submetida a mais uma no intestino.
Também na sexta-feira, um tribunal suíço revogou a prisão preventiva de Jacques Moretti, um dos proprietários do bar que pegou fogo. Ele precisou pagar uma fiança equivalente a R$ 1,14 milhão e está proibido de sair do país, além de encontrar-se submetido a outras medidas cautelares.
Moretti é coproprietário do bar com sua esposa, Jessica, que havia sido libertada após a primeira audiência.
Ele havia sido colocado em prisão preventiva durante três meses e detido em 9 de janeiro depois que ele e sua esposa, donos do bar Le Constellation na estação de esqui de Crans-Montana, foram interrogados por promotores judiciais do cantão suíço.
O incêndio começou nas primeiras horas de 1º de janeiro, quando o local estava cheio de pessoas comemorando, e causou a morte de 40 delas, deixando, ainda, 116 feridos, a maioria adolescentes.
Os Moretti são alvo de uma investigação criminal e enfrentam acusações de homicídio por negligência, lesões por negligência e incêndio provocado por negligência.
No curso das investigações, autoridades locais admitiram que o estabelecimento havia passado por uma inspeção de segurança contra incêndio pela última vez em 2019. As inspeções devem ser, obrigatoriamente, realizadas anualmente.
As perícias iniciais sugerem que as chamas foram causadas por faíscas de sinalizadores que incendiaram a espuma acústica instalada no teto do subsolo do estabelecimento.
Entre as suspeitas é de que a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, uma das vítimas fatais, encostou as velas de faísca de uma das garrafas que segurava no teto do estabelecimento. A família da jovem veio a público afirmando que Cyane não recebeu treinamento de segurança e desconhecia os riscos das chamas próximas ao teto. Uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que a jovem usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas tocavam o teto.
As investigações para entender como aconteceu o incêndio no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, Suíça, na noite de réveillon continuam. As imagens do circuito interno de segurança poderiam ajudar a elucidar pontos-chave. No entanto, as gravações não estão disponíveis. Isso porque, segundo um dos proprietários, o sistema teria “caído” três minutos antes do fogo começar.
Parte dos Estados Unidos se prepara para enfrentar uma tempestade de inverno, que pode se tornar histórica, neste fim de semana. É esperado neve e gelo acima da média e frio intenso. A expectativa é de que a tempestade iniciada na sexta-feira (23) se prolongue até a segunda (26). Os efeitos já são sentidos em quase metade do país. Em algumas regiões não será possível chegar ou sair por via aérea, uma vez que milhares de voos já foram cancelados.
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De acordo com um levantamento feito pelo The New York Times na manhã deste sábado (24), mais de 9 mil voos foram cancelados entre hoje e amanhã, até o momento, segundo a Flight Aware, um site de monitoramento. Aeroportos de grande movimentação, incluindo internacionais, estão entre os mais afetados, como o de Fort Worth de Dallas, Charlotte Douglas e Hartsfield Jackson em Atlanta.
Neste último, o volume de passageiros apresenta drástica redução nesta manhã, que tentam embarcar de última hora antes de a tempestade chegar. Apenas em Atlanta, as companhias aéreas já cancelaram mais de 250 voos de partida apenas neste sábado, segundo o FlightAware.
— Esta é uma tempestade perigosa — disse Ken Graham, diretor do Serviço Nacional de Meteorologia, enquanto a tempestade se formava na sexta-feira. Em entrevista ao The New York Times ele acrescentou que o sistema afetaria quase 200 milhões de pessoas neste fim de semana.
Até o momento, pelo menos 18 estados e o Distrito de Columbia declararam estado de emergência. Autoridades têm incentivado as pessoas a ficarem em casa, evitando deslocamentos, inclusive em rodovias. Na sexta-feira, em áreas que são afetadas pela tempestade ou que podem vir a ser já encontravam prateleiras vazias em mercados, numa preparação para enfrentar os próximos dias.
Uma das preocupações é o acúmulo de gelo em pontos-chave, que podem vir a prejudicar ou até interromper o funcionamento de serviços. Em entrevista ao The New York Times, Damien Hill, meteorologista do escritório do Serviço Nacional de Meteorologia em Shreveport, Louisiana, destacou que esse acúmulo a partir de cerca de 0,6 centímetro pode provocar, por exemplo, cortes de energia, o que coloca em risco sistemas de aquecimento. Essas interrupções podem ser prolongadas por dias.
A Nasa se prepara para um dos mais ambiciosos passos de sua história: a missão Artemis II, que levará astronautas mais longe da Terra do que qualquer tripulação humana já esteve, com lançamento marcado para o dia 6 de fevereiro. Em 2024, a agência havia comunicado que a missão seria adiada por uma série de problemas técnicos, entre eles danos ao escudo térmico, quadro que se mostrou particularmente difícil de decifrar, na época.
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O projeto inaugura uma nova fase da exploração espacial tripulada, segundo o administrador da agência americana, Jared Isaacman.
— A Artemis II será um passo histórico e decisivo para o voo espacial tripulado. Esta missão sem precedentes levará seres humanos mais longe da Terra do que nunca e fornecerá os conhecimentos necessários para regressarmos à Lua — afirmou.
Escudo térmico
O escudo é crucial para proteger os astronautas na reentrada na atmosfera terrestre. Meses de investigações de engenharia atrasaram os preparativos para o Artemis II. “Agora sabemos a causa raiz”, disse em 2024 o então administrador da Nasa, Bill Nelson: “Isso nos permitiu traçar um caminho a seguir”.
Buracos no escudo térmico
Divulgação/Nasa
Os engenheiros da Nasa descobriram que, em algumas partes do escudo térmico, gases se acumulavam, causando rachaduras e a expulsão de pedaços.
Embora o escudo tenha impedido o superaquecimento e derretimento da cápsula, os oficiais quiseram entender o problema para evitar falhas catastróficas no futuro. Eles ajustaram a formulação do material que será usado nos escudos térmicos futuros para permitir que os gases escapem em vez de se acumularem.
Tripulação
A tripulação será formada pelos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da agência americana, além de Jeremy Hansen, representando a Agência Espacial Canadiana. Eles viajarão a bordo da nave Orion.
Tripulação viajará mais de 370 mil quilômetros da Terra em missão histórica
Reprodução/X
Dentro da campanha Artemis, a missão tem como objetivo principal validar todos os sistemas necessários para voos tripulados de longa duração no espaço profundo. Os dados obtidos serão fundamentais não apenas para o retorno sustentável à Lua, mas também para futuras missões humanas a Marte.
Segundo o plano da missão, após alcançar a órbita lunar, a Orion executará uma manobra conhecida como injeção translunar. Nesse momento, o módulo de serviço da nave fornecerá o impulso final que colocará a cápsula em uma trajetória de aproximadamente quatro dias rumo ao espaço profundo.
A nave contornará o lado oculto da Lua e seguirá uma rota em forma de oito, alcançando mais de 370 mil quilômetros de distância da Terra antes de iniciar o retorno.
Desde o ataque americano à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, as autoridades venezuelanas prenderam pelo menos 31 pessoas e as acusaram de apoiar o ataque dos Estados Unidos, de acordo com uma análise de notícias locais. Várias delas foram detidas por vídeos que postaram nas redes sociais, mas o caso mais marcante foi a prisão de 25 meninos e jovens em Barcelona, ​​uma cidade de porte médio a cerca de cinco horas a leste de Caracas.
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Em 5 de janeiro, dois dias após a prisão de Maduro, os garotos estavam na cidade para uma guerra de balões de água. A atividade é uma tradição anual que dá início às comemorações do Carnaval em Barcelona. Mas diante dos acontecimentos daquele final de semana, toda aquela gritaria e risadas não agradaram às autoridades.
Policiais locais e soldados da Guarda Nacional chegaram em peso e, segundo dois dos garotos e familiares de outros quatro, dispararam tiros. Os jovens, com idades entre 13 e 25 anos, se dispersaram, mas a polícia prendeu 25 deles. Dois dias depois, promotores estaduais apresentaram acusações pelo crime de traição.
“Vou ferrar com vocês todos”, lembrou um dos garotos, de 17 anos, de um policial lhe dizendo após a prisão, usando um palavrão. “Vocês todos apoiam Donald Trump”.
Um repórter e um fotógrafo do New York Times visitaram, na semana passada, o bairro onde a maioria dos detidos mora e entrevistaram dois dos garotos e sete familiares. Muitos deles, assim como outros venezuelanos em todo o país, falaram sob condição de anonimato por medo de represálias do governo. Os relatos revelaram que, sob o governo interino venezuelano — comandado pela ex-vice-presidente Delcy Rodríguez e apoiado por Washington — a vigilância e a repressão contra os cidadãos estão em pleno vigor.
Durante a ida dos jornalistas a Barcelona, a cidade estava tensa. Agentes armados em quatro pontos de controle interrogavam e, por vezes, revistavam transeuntes. Ao pôr do sol, no bairro densamente povoado onde os garotos detidos moravam, cerca de uma dúzia de policiais em motocicletas patrulhavam as ruas. A presença policial havia aumentado desde a prisão de Maduro, segundo moradores.
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Os meninos e jovens detidos no início do ano enchiam balões de água na margem do Rio Neverí e, de acordo com vídeos, corriam uns atrás dos outros em um terreno baldio, jogando os balões e rindo. Quando as autoridades chegaram, eles pensaram que as prisões seriam apenas temporárias, para lhes dar uma lição sobre causar tumulto na rua. Mas quando a polícia começou a mencionar Trump e Maduro, e depois transferiu o grupo para uma prisão maior, ficou claro que a situação era mais séria.
— Todos começamos a chorar e perguntar por quê, dizendo que eles não eram criminosos, que eram apenas crianças brincando de Carnaval — disse a mãe de dois detidos, descrevendo a cena de pais angustiados do lado de fora da prisão. — Porque o país estava em apuros — disse-lhe a polícia, acrescentou ela. “E se soubéssemos como estava o país, por que deixávamos nossos filhos na rua?”
Quinze menores do grupo foram indiciados por várias acusações, incluindo “traição à pátria”, de acordo com um documento judicial consultado pelo New York Times. As famílias dos 10 detidos maiores de 18 anos disseram que eles também foram acusados ​​de traição.
As famílias começaram a distribuir vídeos sobre os adolescentes nas redes sociais, denunciando sua detenção. Os vídeos ganharam repercussão na comunidade local e, uma semana após serem presos, as autoridades libertaram os 15 menores sob a condição de que permanecessem na Venezuela e comparecessem ao tribunal uma vez por mês. Já os 10 detidos adultos permanecem presos.
— Não como há dias — disse Scarlett Ruiz, de 24 anos, irmã de um dos detidos, de 19 anos, que se preparava para entrar na faculdade este ano. Ela disse que a família tem levado refeições para ele e comparecido às audiências judiciais nas últimas duas semanas, observando seu estado de saúde se deteriorar.
— Meu irmão não está dormindo. Ele tem olheiras — disse Ruiz. — Eles dizem coisas como: “Vocês não vão sair daqui”.
María Reyes disse que estava preocupada com seu filho de 21 anos detido, pois ele sofria regularmente de crises epilépticas. E Karen García, mãe de um detento de 18 anos, disse que não via o filho desde o dia da prisão. Ela está confusa sobre como sua família se envolveu na situação.
— Não somos pessoas políticas, nem temos interesse em dar opiniões sobre isso — disse ela. — A única coisa que queremos é a liberdade para nossos filhos.
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Repressão e medo seguem presentes
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a liderança interina da Venezuela, descrevendo-a como altamente cooperativa, particularmente por facilitar o acesso dos EUA ao petróleo do país. Esses líderes, os mesmos que ajudaram a comandar o regime autoritário de Maduro, também receberam manchetes positivas pela libertação de quase 150 presos políticos, cerca de um sexto do total estimado no país.
Mas, ao mesmo tempo, eles aumentaram silenciosamente esse número, detendo e prendendo pessoas suspeitas de se oporem ao governo, como parte de uma campanha nacional para sufocar a dissidência desde que os Estados Unidos capturaram Maduro há três semanas.
As forças de segurança montaram postos de controle em rodovias, revistaram celulares de cidadãos, extorquiram pessoas cujos telefones continham críticas ao governo e prenderam dezenas de outras suspeitas de comemorar a captura de Maduro.
— Você pode ser detido simplesmente por andar pelas ruas. Não no sentido de ser preso, mas de ser parado e ter seu celular confiscado — disse Andrés Azpúrua, ativista pela liberdade na internet na Venezuela que acompanha a repressão do governo. — Isso acontece há muito tempo. Mas não nessa escala.
O resultado é que muitos venezuelanos, embora talvez mais esperançosos desde a prisão de Maduro, continuam com medo de expressar sua opinião em voz alta
— Sabemos o que está acontecendo, mas ninguém pode se manifestar — contou um motorista de 49 anos, que mora no mesmo estado que os meninos detidos. — Queremos gritar, comemorar, mas não podemos. Eu quero, mas não sei onde.
Durante a entrevista, o homem frequentemente falava em sussurros, com medo de que seu vizinho ouvisse e o denunciasse à polícia. Ele acrescentou que sempre deixa o celular em casa quando sai, com medo de que a polícia o reviste.
O governo venezuelano não respondeu ao pedido de comentário. Diosdado Cabello, o poderoso ministro do Interior do país, que comanda grande parte das forças de inteligência e segurança do Estado, reconheceu na semana passada que alguns agentes extorquiram cidadãos.
— Eu disse aos policiais que, para quem quer ser policial, extorsão não tem lugar aqui — afirmou, segundo uma publicação de seu partido político.
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‘Ótimo trabalho’
A ansiedade dos venezuelanos é alimentada por anos de dura e sistemática repressão por parte do governo Maduro. Uma complexa mistura de forças de segurança — de soldados e policiais a agentes de inteligência e milícias armadas e mascaradas — que espionava, ameaçava, extorquia e prendia pessoas consideradas uma ameaça potencial ao regime. Os alvos incluíam políticos da oposição, ativistas, acadêmicos, jornalistas e até mesmo pessoas comuns que simplesmente criticavam o governo em conversas privadas.
Nas últimas duas semanas, as autoridades venezuelanas têm libertado gradualmente cerca de um sexto dos quase 900 presos políticos do país, segundo estimam grupos de direitos humanos. A Casa Branca reivindicou o mérito. Nos últimos dias, Trump também elogiou consistentemente a presidente interina ao mesmo tempo em que criticava a rival dela, María Corina Machado, líder da oposição exilada.
— Ela está fazendo um ótimo trabalho. Temos um ótimo relacionamento — disse o presidente americano sobre Delcy na semana passada.
Enquanto isso, a líder chavista tem supervisionado uma repressão interna. No dia em que Maduro foi capturado, Delcy anunciou um estado de emergência na Venezuela que, na prática, deu ao governo a autoridade para deter qualquer pessoa suspeita de apoiar o ataque dos EUA. Ela alegou que Maduro havia assinado a medida — supostamente enquanto buscava segurança após o início dos ataques.
Um brasileiro admitiu nesta quinta-feira ser culpado de atacar um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após ser detido na cidade de Hartford, capital do estado americano de Connecticut. O caso aconteceu em junho do ano passado, e o brasileiro encontra-se preso desde então.
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O acusado foi identificado pelo Departamento de Justiça dos EUA como Luis Peterson Rohr Ferreira Borges, de 25 anos.
Em outubro de 2023, as autoridades americanas emitiram um mandado de prisão contra Ferreira Borges acusando-o de violar a Lei de Imigração e Nacionalidade.
O brasileiro foi preso no dia 25 de junho do ano passado por agentes do ICE na rua Zion, em Hartford. Segundo o Departamento de Justiça, ele resistiu à prisão. Ao ser colocado em uma viatura, Borges “chutou, se debateu e gritou obscenidades para os oficiais”.
“Ferreira Borges começou a levantar e movimentar a perna, que estava a centímetros do agente de Operações de Execução e Remoção (ERO, na sigla em inglês) que dirigia o veículo. Ferreira Borges afirmou que iria chutar o policial no pescoço. Ferreira Borges começou então a morder outro agente do ERO que tentava controlá-lo e cuspiu no agente do ERO que conduzia o veículo”, descreveu o Departamento de Justiça em nota.
Borges também tem um processo pendente no Tribunal Superior de Connecticut decorrente de uma prisão em setembro de 2023. Nesse caso, ele é acusado de agressão à segurança pública, emergência médica, transporte público ou pessoal de saúde; agressão em terceiro grau e intimidação baseada em intolerância ou preconceito de primeiro grau.
A Justiça da Bélgica revelou neste sábado a atuação de um grupo de golpistas que vem se passando pelo rei Filipe para tentar obter dinheiro de autoridades estrangeiras e empresários, por meio de e-mails, telefonemas e vídeos gerados por inteligência artificial.
Segundo o Ministério Público do país, as vítimas são escolhidas com cuidado, a partir de possíveis conexões com a família real belga. Desde o início de 2025, indivíduos desconhecidos passaram a se apresentar como o próprio monarca, seu chefe de gabinete, Vincent Houssiau, ou o general Stéphane Dutron, diretor do Serviço Geral de Inteligência e Segurança (SGRS), com o objetivo de obter recursos financeiros.
De acordo com a promotoria, “Felizmente, a maioria das vítimas percebeu rapidamente o golpe” e “apenas em um caso uma quantia em dinheiro foi efetivamente transferida”.
Os suspeitos entraram em contato com famílias belgas próximas à realeza, além de autoridades estrangeiras e empresários. Em um primeiro momento, solicitaram apoio financeiro para a suposta libertação de jornalistas belgas que, segundo alegavam, estariam sendo mantidos como reféns na Síria.
Rei Filipe, da Bélgica, posa ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert/Presidência da República
Após algumas semanas sem novas denúncias, no início de janeiro de 2026 foi registrada uma nova onda de tentativas de golpe. Desta vez, o foco recaiu principalmente sobre empresários belgas, com um “novo elemento chamativo”: o convite para uma videoconferência destinada a convencer as vítimas de que se tratava, de fato, do rei.
“As imagens desse encontro em vídeo provavelmente foram geradas por inteligência artificial”, informou a Justiça.
Além disso, alguns empresários receberam convites falsos para um suposto jantar de gala, acompanhados de pedidos de contribuição ou patrocínio para um evento que, na realidade, não existia.

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