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Mais de mil pessoas foram evacuadas na Sicília após o desabamento de um trecho de aproximadamente quatro quilômetros de um penhasco durante uma tempestade que atingiu a região nos últimos dias. O incidente ocorreu nas proximidades da cidade montanhosa de Niscemi, no sul da Itália, segundo autoridades locais.
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O deslizamento de terra aconteceu no sábado, dia 25, e não deixou mortos nem feridos, de acordo com o balanço preliminar divulgado pelas autoridades. Ainda assim, o risco de novos desabamentos levou à retirada preventiva de moradores, já que diversas casas ficaram perigosamente posicionadas na borda do precipício.
Veja:
Mais de mil pessoas são evacuadas após deslizamento de terra na Sicília
— A situação continua a piorar porque novos desabamentos foram registrados — afirmou o prefeito Massimiliano Conti à imprensa local, neste domingo. Segundo ele, o solo segue cedendo em razão das chuvas intensas que encharcaram a área.
Imagens captadas no domingo por equipes de vídeo mostram o momento em que uma estreita faixa vertical do penhasco desmorona, provocando o colapso de um prédio que já estava parcialmente destruído. Em outra cena, a parte dianteira de um carro aparece suspensa no ar, com os pneus dianteiros projetados para fora da borda do penhasco.
O deslizamento também cobriu a estrada que dá acesso à cidade, dificultando a circulação e o trabalho das equipes de emergência.
A introdução de uma nova carruagem de classe premium nos trens de alta velocidade TGV INOUI, da estatal francesa SNCF, desencadeou uma forte polêmica no país ao restringir o acesso de crianças com menos de 12 anos. A medida, em vigor desde 8 de janeiro, vem sendo criticada por autoridades públicas, especialistas em infância e usuários, que classificam a iniciativa como discriminatória e simbólica de um movimento crescente por espaços “sem crianças”.
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Batizada de Optimum, a nova classe substituiu o antigo serviço Business Première em diversas ligações de e para Paris. Segundo a SNCF, a proposta oferece bilhetes flexíveis, atendimento personalizado e uma “carruagem de primeira classe exclusiva”, pensada para garantir “privacidade” e “acesso a um espaço tranquilo e reservado a bordo”. Para assegurar o “máximo conforto”, a empresa estipulou que crianças não são permitidas nesse espaço.
Na prática, a restrição gerou reação imediata. Em uma sexta-feira recente, a viagem entre Paris e Lyon custava 132 euros na primeira classe tradicional e 180 euros na opção Optimum Plus — versão disponível apenas nessa rota, que inclui anfitrião pessoal e serviço de refeições no assento. O valor mais alto, aliado à exclusão de crianças, intensificou o debate público.
Nas redes sociais, o tema foi rapidamente associado ao chamado movimento “No Kids”, que defende ambientes livres da presença infantil. “Diante da pressão do #NoKids, a SNCF não deve ceder”, escreveu Sarah El Haïry, alta-comissária para a Infância no Ministério da Saúde, Assuntos Sociais e Trabalho da França, em publicação no Instagram. Para ela, a mensagem transmitida pela nova classe é preocupante.
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A empresária Stéphanie d’Esclaibes, criadora do podcast Les Adultes de Demain (“Os Adultos de Amanhã”), afirmou à rádio RTL Soir que “a decisão da empresa ferroviária equivale, de fato, a uma discriminação direta contra as crianças”. Embora reconheça a necessidade de silêncio para quem viaja a trabalho, ponderou que isso não deveria ocorrer “à custa de um grupo social”. “Esta é também uma oportunidade para repensar os espaços destinados às crianças e às famílias”, disse.
Críticas semelhantes vieram da ensaísta Naïma M’Faddel, que escreveu na rede X: “A SNCF inventa uma classe ‘Optimum’… sem crianças”. Segundo ela, “num país preocupado com sua taxa de natalidade, este sinal é desastroso”. Em 2023, a França registrou mais mortes do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ao recomendar o livro Yes Kids, de Gabrielle Cluzel, M’Faddel reforçou: “Criança é vida”.
Diante da repercussão negativa, a SNCF Voyageurs divulgou um vídeo para responder à controvérsia. Uma porta-voz explicou que a classe Optimum “está aberta a todos os passageiros com 12 anos ou mais, tal como já acontecia com a oferta Business Première”. Segundo a empresa, os assentos Optimum representam apenas 8% dos lugares disponíveis nos trens durante a semana, o que deixaria 92% acessíveis a todos os passageiros — percentual que chega a 100% nos fins de semana.
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“Posso até dizer que estamos sob pressão há anos para restringir o acesso das crianças a determinadas zonas dos nossos trens. Sempre recusamos fazê-lo”, afirmou a representante da SNCF, ressaltando que os serviços da empresa “são pensados para todos e, naturalmente, para as famílias”.
De acordo com o jornal Le Monde, apenas 39 lugares por composição — em trens que podem transportar entre 500 e mil passageiros — são destinados à classe Optimum Plus na ligação Paris–Lyon, rota escolhida por concentrar cerca de 40% de passageiros em viagens profissionais. Ainda assim, a controvérsia reacendeu um debate mais amplo na França sobre o lugar das crianças no espaço público, tema que tem ganhado visibilidade em meio a mudanças sociais e demográficas no país.
Israel afirmou que os restos mortais do último refém em Gaza foram recuperados, abrindo caminho para a próxima fase do cessar-fogo que interrompeu a guerra entre Israel e o Hamas. O anúncio, feito nesta segunda-feira, ocorreu um dia depois de o governo israelense dizer que os militares estavam conduzindo uma “operação de grande escala” em um cemitério no norte de Gaza para localizar os restos mortais de Ran Gvili.
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A devolução de todos os reféns remanescentes, vivos ou mortos, tem sido uma parte central da primeira fase do cessar-fogo em Gaza, e a família de Gvili havia pedido ao governo de Israel que não avançasse para a segunda fase até que seus restos mortais fossem localizados e devolvidos.
Israel e o Hamas vinham sendo pressionados por mediadores do cessar-fogo, incluindo Washington, a avançar para a segunda fase da trégua mediada pelos Estados Unidos, que entrou em vigor em 10 de outubro. Israel havia acusado repetidamente o Hamas de demorar para recuperar o último refém. O grupo terrorista, por sua vez, disse que havia fornecido todas as informações de que dispunha sobre os restos mortais de Gvili e acusou Israel de obstruir os esforços de busca em áreas de Gaza sob controle militar israelense.
Os militares israelenses haviam afirmado que a operação de grande escala para localizar os restos mortais de Gvili ocorria “na área da Linha Amarela”, que divide o território.
O acordo de cessar-fogo tem como objetivo encerrar a guerra desencadeada pelo ataque liderado pelo Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas e resultou no sequestro de 251 reféns. Gvili, um policial de 24 anos conhecido carinhosamente como “Rani”, foi morto enquanto combatia militantes do Hamas durante o ataque.
Antes da recuperação dos restos mortais de Gvili, 20 reféns vivos e os restos mortais de outros 27 já haviam sido devolvidos a Israel desde o início do cessar-fogo, mais recentemente no começo de dezembro. Em troca, Israel liberou os corpos de centenas de palestinos para Gaza.
A próxima fase do plano de cessar-fogo, composto por 20 pontos, prevê a criação de uma força internacional de estabilização, a formação de um governo palestino tecnocrático e o desarmamento do Hamas.
Em atualização.
Lucy e Rhys Thomas empreenderam a renovação de uma antiga igreja medieval, a Igreja de São Pedro, fundada em 1142 em Peterstone Wentlooge, País de Gales. Por um leilão realizado em 2021, o casal adquiriu a propriedade por £ 405.000 (cerca de US$ 550.000), com o desafio de reconstruir seu interior, preservando a essência deste lugar lendário.
Desde o início, o casal comprou a propriedade sem nunca ter visto o interior. Depois de a adquirirem em leilão, entraram, ficaram maravilhados com a riqueza dos detalhes arquitetônicos e começaram a remodelação. Durante esse período, chegou a hora de escavar o piso, e os operários da construção fizeram uma descoberta arrepiante: 83 corpos enterrados a 40 centímetros de profundidade.
Imersa num contexto que a deixou completamente desorientada, Lucy tomou a decisão de ” respeitar os mortos ” e ordenou que um novo piso fosse colocado sobre os restos mortais.
“Os primeiros dias foram desconfortáveis, mas aos poucos nos acostumamos ao processo. Os restos mortais foram enterrados juntos: maridos e esposas, pais com filhos, então decidimos deixá-los em seus locais de descanso final e continuar a construção ao redor deles”, disse a mulher, mãe de cinco filhos, ao Ladbible.
De uma igreja a uma casa com comodidades
Após removerem o piso de sua casa, que tinha cerca de 100 anos, o casal decidiu preservar as peças e as colocou em um quintal. A partir daí, contrataram uma equipe especializada de pedreiros, operários e arquitetos que tiveram uma visão mais ampla da propriedade abandonada para aproveitar ao máximo seu amplo espaço.
Com a intenção de preservar alguns espaços “originais” da igreja, a família decidiu construir um mezanino para dividir os cômodos e, assim, ter uma vista privilegiada do teto e das antigas lanternas.
Em um projeto que levou um ano para ser concluído, a família também incluiu luxos como uma jacuzzi; uma área de entretenimento com mesa de bilhar; e uma área de lazer com piano e até mesmo um minibar. A propriedade possui seis quartos e seis banheiros.
“Fafiante. Fomos aprendendo conforme avançávamos”, disse o casal sobre a transformação radical que esta antiga igreja sofreu para se tornar uma casa alugada pelo aplicativo Airbnb.
“Estamos muito orgulhosos disto, e todos ajudaram: nossos filhos, os arquitetos e construtores e, claro, meu marido, Rhys, que cuidou de todas as finanças e da papelada. Dedicamos todo o nosso coração e alma a isto, e faríamos tudo de novo sem hesitar”, disse Lucy, que tomou a iniciativa de preservar os elementos originais e embarcar num projeto inédito que se tornou viral nas redes sociais.
Mais de 20 túmulos judaicos em um cemitério de Barcelona foram vandalizados no sábado, informou a comunidade judaica espanhola neste domingo (25). O incidente foi confirmado pela polícia e condenado pelas autoridades.
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“Estamos cientes desses acontecimentos e abrimos uma investigação”, disse uma porta-voz da polícia catalã à AFP, sem especificar o número exato de túmulos danificados na seção judaica do cemitério de Les Corts.
A Federação das Comunidades Judaicas da Espanha (FCJE) condenou, em comunicado, “o ato antissemita desprezível que consistiu na profanação e no vandalismo de vários túmulos no cemitério judaico de Les Corts, no sábado, 24 de janeiro”.
“Exigimos que as autoridades atuem com a máxima firmeza contra o antissemitismo”, acrescentou o comunicado.
Uma porta-voz da FCJE confirmou que mais de 20 túmulos foram profanados, em declaração enviada à AFP.
A federação associou os episódios a um mapa que destacava locais e empresas em Barcelona ligados à comunidade judaica e israelense, criado por ativistas pró-palestinos e posteriormente removido da internet.
“Com esses acontecimentos, o nível de antissemitismo deu um salto alarmante, passando das palavras para as ações, da incitação ao ataque direto”, acrescentou a FCJE.
Mais de 100 presos políticos foram libertados no domingo na Venezuela, em um processo que, segundo a oposição e ONGs de direitos humanos, avança a passos lentos. O governo interino de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura do líder chavista Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, prometeu um “número significativo” de libertações. O número foi contabilizado pela ONG Foro Penal.
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“Verificamos 104 libertações de presos políticos na Venezuela no dia de hoje. Seguimos verificando outras libertações”, informou o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, no X, na noite de domingo.
O governo venezuelano contabiliza 626 libertações desde dezembro, número que a presidente Rodríguez disse que pedirá para ser verificado pelo alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk.
— Já basta de mentira — exclamou a presidente, na última sexta-feira.
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O total oficial, no entanto, contrasta com os dados das ONGs. O Foro Penal, por exemplo, registra 375 libertações desde o mesmo período. Essa ONG e outras organizações de direitos humanos estimam que centenas de opositores ainda permanecem presos na Venezuela.
Além do compromisso de libertar presos políticos, Rodríguez deu uma guinada na relação com Washington ao firmar acordos petrolíferos, enquanto reorganiza o gabinete ministerial e os altos comandos militares.
A nova rodada de libertações ocorre após a presidente dizer, no último sábado, que pretende “alcançar acordos” com a oposição para garantir a “paz”.
— Não pode haver diferenças nem políticas nem partidárias quando se trata da paz da Venezuela — disse Rodríguez. — A partir das diferenças, precisamos nos encontrar e chegar a acordos.
Presos durante a reeleição de Maduro
A Venezuela vive há anos sob rígido controle estatal. Protestos espontâneos contra a contestada reeleição de Maduro em 2024 terminaram em repressão e na prisão de mais de 2 mil pessoas em apenas 48 horas. Agora, com a queda de Maduro, familiares aguardam do lado de fora de presídios e passam a noite ao relento na esperança de ver seus entes queridos saírem das celas.
Familiares aguardam do lado de fora de presídios e passam a noite ao relento na esperança de ver seus entes queridos
STRINGER / AFP
Além disso, está em vigor um estado de comoção interna que prevê prisão para quem apoiar o ataque americano do início do ano, que depôs Maduro.
Na última quinta-feira, as autoridades venezuelanas libertaram o genro de Edmundo González Urrutia, rival de Maduro nas contestadas eleições de 2024. Rafael Tudares passou mais de um ano preso sob acusações de terrorismo — decisão que González Urrutia classificou como “retaliação”.
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O ex-candidato presidencial Enrique Márquez também deixou a prisão, assim como a especialista em temas militares e ativista de direitos humanos Rocío San Miguel e o ativista Roland Carreño, jornalista de profissão.
‘Família’
Entre os opositores que ainda seguem detidos está Juan Pablo Guanipa, aliado da líder opositora María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, e ligado a uma suposta conspiração contra as eleições de governadores e deputados no ano passado.
Também permanecem presos o ativista Javier Tarazona, encarcerado desde 2021 por “terrorismo”, “traição” e “incitação ao ódio”, além de Freddy Superlano, detido em julho de 2024, durante os protestos contra a reeleição de Maduro.
— Agora todos somos família — afirma Aurora Silva, esposa de Superlano, do lado de fora da prisão de El Rodeo I, onde ele está detido.
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Com sentimento de otimismo, familiares e amigos se instalaram em pequenas barracas e colchões na frente do presídio, a cerca de 50 quilômetros de Caracas. Eles compartilham comida, eletricidade e água.
Lorealbert Gutiérrez aguarda a libertação do companheiro, Emmanuel De La Rosa, um ajudante de carpinteiro de 20 anos, e do irmão, Alberto Gutiérrez, mototaxista da mesma idade, acusados de envolvimento em um suposto atentado a bomba em Caracas.
— Enquanto eu não os vir do lado de fora, não vou embora — prometeu a vendedora ambulante de 19 anos.
Partes do corpo de uma mulher foram encontradas em diferentes lixeiras no bairro de Şişli, área central e de alto padrão de Istambul, na Turquia, em um crime que gerou comoção e protestos. A descoberta ocorreu, no sábado (25), após um catador de recicláveis localizar o primeiro dos recipientes, segundo a imprensa local. A vítima foi identificada pela polícia como uma cidadã uzbeque de 37 anos.
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De acordo com as autoridades, inicialmente foi localizado apenas o tronco da vítima. A análise de imagens de câmeras de segurança levou os investigadores a identificarem dois homens descartando uma mala em outra lixeira, onde posteriormente foram encontrados outros restos mortais. Um terceiro suspeito foi preso na sequência. A polícia informou que um dos detidos confessou o crime e afirmou ter mantido um relacionamento com a vítima.
Şişli é frequentemente descrita como o centro financeiro e comercial de Istambul, reunindo sedes de empresas, centros comerciais, restaurantes e edifícios históricos. O local da descoberta, em plena área urbana, reforçou a repercussão do caso.
A divulgação do crime motivou manifestações organizadas por grupos de defesa dos direitos das mulheres. Em Istambul, mais de mil pessoas se reuniram na estação de metrô Osmanbey e marcharam até a região onde o corpo foi encontrado, segundo imagens divulgadas por ONGs. Cartazes com frases como “Parem a violência masculina” e “Exigimos justiça para as mulheres assassinadas” foram exibidos durante o ato. Em Ancara, centenas participaram de protesto convocado pela plataforma Stop Femicicides.
Em nota, Isil Kurt, representante da Stop Femicicides, afirmou que “os autores do crime estavam tão confiantes de que nada lhes aconteceria que deixaram o corpo da mulher à vista de todos”, acrescentando que, apesar das mudanças ao longo dos anos, “a violência contra as mulheres permanece a mesma”. O prefeito preso de Şişli, Resul Emrah Sahan, classificou os feminicídios como um “grande problema social” e escreveu na rede X que a impunidade e o silêncio contribuem para a escalada dos crimes.
A Turquia não divulga estatísticas oficiais sobre feminicídios. Organizações de mulheres compilam dados a partir de reportagens da imprensa. Segundo a Stop Femicicides, em 2025, 294 mulheres foram mortas por homens no país, e outras 297 morreram em circunstâncias consideradas suspeitas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou dizer se o agente federal que matou o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, em Minneapolis no fim de semana agiu de forma apropriada, e afirmou que o governo está revisando o caso. Em entrevista telefônica de cinco minutos concedida ao Wall Street Journal no domingo, Trump também sinalizou que agentes federais de imigração poderão deixar a região “em algum momento”, sem indicar prazo.
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O episódio ocorreu na manhã de sábado, quando Pretti foi morto por um agente federal da Patrulha de Fronteiras em uma rua de Minneapolis. O americano, que era enfermeiro de terapia intensiva, filmava a atuação de agentes federais quando foi baleado e morto no local. Desde então, autoridades do governo têm defendido publicamente o agente. Trump foi questionado duas vezes se o oficial havia agido corretamente, mas não respondeu diretamente:
— Estamos olhando, estamos revisando tudo e vamos chegar a uma conclusão — disse o republicano, embora tenha criticado Pretti por portar uma arma durante o protesto. — Eu não gosto de nenhum tiroteio. Eu não gosto disso. Mas também não gosto quando alguém vai a um protesto carregando uma arma muito poderosa, totalmente carregada, com dois carregadores cheios de munição. Isso também não fica bem.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Pretti carregava uma pistola semiautomática calibre 9 milímetros. O órgão afirmou que o incidente começou depois que o homem abordou os agentes com a arma de fogo, e que eles tentaram desarmá-lo. No entanto, imagens analisadas pelo New York Times mostram que o homem segurava um telefone na mão enquanto se aproximava dos agentes. Ele também não parece ter tentado sacar a arma.
Políticas agressivas
Durante a entrevista, Trump também indicou que os agentes federais enviados a Minneapolis poderão deixar a cidade, embora tenha evitado estabelecer um prazo. Questionado sobre quando isso ocorreria, o presidente elogiou as ações já realizadas em Minnesota e disse que outro grupo permaneceria no estado para lidar com investigações de “fraude financeira”. Trump tem citado fraudes em programas de assistência social como justificativa para a fiscalização migratória.
— Em algum momento nós vamos sair. Fizemos, eles fizeram um trabalho fenomenal — afirmou, mencionando o escândalo das fraudes. — É a maior fraude que alguém já viu.
Nos últimos meses, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) intensificou deportações em grandes cidades americanas. A decisão de enviar agentes federais a Minnesota ocorreu apesar da oposição de autoridades estaduais e locais. No início deste mês, outro episódio envolvendo o ICE ocorreu em Minneapolis, quando um agente matou a americana Renee Good a tiros. Na ocasião, Trump defendeu a agência e classificou o caso como uma tragédia.
De acordo com assessores presidenciais, as políticas agressivas de deportação vêm sendo discutidas internamente há semanas, e a morte de sábado deu novo impulso a essas conversas. Parte da equipe do presidente passou a enxergar a situação em Minneapolis como um risco político, mesmo com a Casa Branca mantendo publicamente apoio às operações na cidade.
Preocupação com reação pública
Autoridades do governo afirmaram ao Wall Street Journal que a chefe de Gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, recebeu diversas ligações de representantes de Minnesota nos últimos dias. Segundo essas fontes, há preocupação dentro do governo com pesquisas de opinião e com a reação pública às ações de imigração em áreas urbanas, o que levou a discussões sobre como continuar as deportações sem confrontos com manifestantes.
Apesar disso, o assessor presidencial Stephen Miller segue defendendo uma postura rígida, argumentando que o governo não deveria recuar no estado. No sábado, segundo assessores, Trump atendeu dezenas de ligações sobre o caso, conversando com senadores e autoridades do governo federal. O deputado republicano James Comer, aliado de Trump e presidente da Comissão de Fiscalização da Câmara, sugeriu que o governo avalie retirar agentes da cidade.
— Se eu fosse o presidente Trump, eu quase pensaria o seguinte: ok, se o prefeito e o governador vão colocar nossos agentes do ICE em risco, e há a chance de perder mais vidas inocentes, então talvez seja melhor ir para outra cidade e deixar que o povo de Minneapolis decida — disse ele em entrevista à Fox News.
Autoridades do governo disseram que, nas próximas semanas, a Casa Branca pretende intensificar esforços para melhorar a imagem do ICE, destacando operações realizadas em outras cidades além de Minneapolis. Embora autoridades tenham discutido internamente pesquisas que mostram a opinião pública se voltando contra as operações, muitos no governo acreditam que reduzir as ações em Minneapolis equivaleria a uma concessão à esquerda.
— Ninguém, incluindo o presidente Trump, quer ver pessoas sendo baleadas ou feridas — disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ao pedir que autoridades estaduais e locais trabalhem mais de perto com o governo para retirar de Minnesota pessoas que vivem no país de forma ilegal. (Com New York Times)
Em meio a uma forte tempestade de gelo e neve que já deixou mais de um milhão de residências sem eletricidade e provocou mortes por hipotermia, o governo dos Estados Unidos determinou que a FEMA evite o uso da palavra “ice” (gelo) em avisos rodoviários. A orientação partiu do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Adolescente irlandês se entrega após acidente de esqui que matou homem na Áustria; entenda
A medida chama atenção porque, em condições normais, alertas sobre a presença de gelo nas estradas são considerados essenciais para a segurança pública. No entanto, autoridades avaliam que o termo poderia ser interpretado de forma ambígua ou virar alvo de memes nas redes sociais, em razão da atuação recente do ICE — sigla que coincide com a palavra inglesa para gelo.
Segundo fontes ouvidas pela CNN, expressões como “cuidado com o gelo” poderiam gerar confusão ou ironias online, especialmente em cidades onde operações do ICE têm sido alvo de protestos, como Minneapolis. Por isso, funcionários da FEMA foram orientados a adotar termos alternativos, como “chuva gelada” ou “condições escorregadias”, inclusive em publicações nas redes sociais.
A decisão ocorre em um momento de forte tensão em torno das ações da polícia de imigração. Nas últimas três semanas, dois cidadãos norte-americanos morreram durante abordagens do ICE, e há relatos de menores detidos por agentes federais.
No caso mais recente, Alex Jeffrey Pretti, enfermeiro de 37 anos nascido no Illinois e residente em Minnesota, foi morto a tiros durante uma operação. Sem antecedentes criminais, ele trabalhava como profissional de cuidados intensivos da Administração de Veteranos. O episódio ocorreu poucas semanas após a morte de Renee Good, também de 37 anos, baleada enquanto dirigia. O governo do então presidente Donald Trump classificou o caso como “terrorismo interno”, acusação negada pela família.
Um adolescente irlandês de 14 anos se entregou à polícia após se envolver em um acidente de esqui que resultou na morte de um homem de 49 anos, em uma estação alpina da Áustria. A colisão ocorreu no sábado (24), por volta das 15h (horário local), na pista de Hirschkogel, em Schmittenhöhe, uma das encostas mais frequentadas da região.
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Segundo as autoridades e a imprensa local, o adolescente e a vítima teriam colidido em alta velocidade. Equipes de resgate foram acionadas imediatamente, mas, apesar dos esforços dos paramédicos, o homem morreu no local. Testemunhas relataram que o jovem deixou a área logo após o impacto, supostamente incentivado por uma mulher loira que estaria com ele e que seria sua mãe. Ainda de acordo com esses relatos, o adolescente falava inglês e apresentava uma lesão na parte interna da coxa.
Busca mobilizou força-tarefa alpina
De acordo com o The Sun, após o acidente, a polícia iniciou uma operação de grande escala para localizar o adolescente e a mulher que o acompanhava. Drones foram usados na varredura da encosta, enquanto agentes recolheram provas no local, incluindo bastões de esqui. As autoridades identificaram que o equipamento havia sido alugado nas proximidades, o que ajudou na identificação do jovem, descrito por testemunhas como usando esquis brancos.
Neste domingo (25), o adolescente se apresentou voluntariamente às autoridades. Foi solicitada uma autópsia para esclarecer a causa da morte do esquiador de 49 anos, e a investigação segue em andamento para apurar as circunstâncias exatas da colisão.
O caso ocorre em meio a uma sequência de tragédias recentes em estações de esqui na Europa. No início do mês, um britânico de 49 anos morreu após sofrer um ataque cardíaco enquanto esquiava em Claviere, no norte da Itália. Em dezembro, outro turista britânico, de 24 anos, morreu ao cair de uma encosta íngreme fora das pistas, após escorregar no gelo durante um passeio com amigos.

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