Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas em um ataque russo perto da capital ucraniana, Kiev, informou a administração militar regional nesta quarta-feira.
Perto de completar quatro anos, guerra na Ucrânia deixou quase dois milhões de mortos e feridos, mostra estudo
Crueldade da guerra: Rússia reforça tática de ‘inverno bélico’ para impelir Ucrânia à capitulação
O ataque atingiu a cidade de Bilogorodska, a sudeste de Kiev, disse o chefe da administração, Mykola Kalashnik.
Na terça-feira, uma onda de ataques russos deixou 12 mortos, cinco deles em um trem de passageiros perto da cidade de Kharkiv, no nordeste do país, e também atingiu infraestrutura energética.
Ucranianos descrevem como é ficar sem água, luz e calefação por ataques russos; veja depoimentos
A Rússia lança ataques diários contra a Ucrânia, causando vítimas civis e danificando a infraestrutura energética.
De acordo com um relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, publicado no início de janeiro, quase 15 mil civis ucranianos foram mortos e 40.600 ficaram feridos desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022.
O ano mais letal foi 2025, com mais de 2.500 mortes de civis, segundo o relatório.
Milhares de cubanos, em sua maioria jovens, marcharam em Havana na noite dessa terça-feira para protestar contra as ameaças dos EUA contra a ilha caribenha, durante a tradicional “marcha das tochas”.
Trump pressiona Cuba por acordo e Havana reage: ‘Não há negociações em curso’
Presidente dos EUA aposta em derrocada de Cuba com asfixia pós-Maduro
Este ano, a marcha, com seu forte significado histórico, também foi declarada “anti-imperialista”, em um contexto de crescentes tensões entre Washington e Havana, após a operação militar dos EUA que culminou na captura, no início de janeiro, do então presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado político de Cuba na região.
Desde então, o presidente dos EUA, Donald Trump, endureceu suas críticas públicas a Cuba a ponto de instar a ilha a “chegar a um acordo”, cuja natureza ele não especificou, “antes que seja tarde demais”.
México recua e suspende envio de petróleo a Cuba em meio à pressão dos EUA
Brasil mantém cooperação energética com Cuba após ofensiva de Trump
– Este não é um ato de nostalgia, é um chamado à ação – disse Litza Elena González Desdín, presidente da Federação de Estudantes Universitários, uma das organizações estudantis que convocaram a manifestação, à multidão reunida aos pés da escadaria da Universidade de Havana. – Em tempos de ameaça, a firmeza ideológica e a defesa da pátria são essenciais.
Liderando a marcha estava o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, ao longo de um percurso de cerca de um quilômetro que serpenteava por diversas ruas de Havana.
– Nós somos a continuidade -da revolução, disse Lorena González, uma atleta de 18 anos. – Devemos seguir em frente e representar o país – afirmou ela enquanto marchava ao lado de seus colegas estudantes carregando tochas improvisadas.
Essa mobilização é tradicionalmente realizada em 27 de janeiro, véspera do aniversário do herói nacional cubano, José Martí (1853-1895), e recria um desfile organizado na noite de 27 de janeiro de 1953 pelo então estudante e futuro líder cubano Fidel Castro (1926-2016) e outros jovens, em desafio ao governo de Fulgencio Batista.
– Podemos ter milhares de problemas – comentou Migdelio Rosabal, um operário de 58 anos, referindo-se à grave crise estrutural que a ilha atravessa, – mas os cubanos não têm medo, embora queiramos a paz.
Agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA podem ter violado o protocolo, antes de atirar fatalmente em um enfermeiro durante protestos em Minneapolis, no fim de semana, disse Stephen Miller, conselheiro sênior do presidente Donald Trump, na terça-feira.
Alex Jeffrey Pretti e Renee Nicole Good: Quem são os mortos a tiros por agentes federais nos EUA
Legisladora democrata, alvo frequente de Trump, é atacada durante discurso em Minneapolis, nos EUA
A admissão ocorre enquanto Trump afirma que desejava desescalar a situação em Minneapolis após a morte a tiros do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, durante um protesto contra a repressão à imigração no sábado.
O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, uma figura poderosa que lidera as políticas linha-dura do governo Trump, disse em um comunicado à AFP que o governo estava investigando uma possível violação de protocolo.
Inversão de narrativa: Trump critica enfermeiro assassinado por agentes do ICE por porte de arma
Morte de manifestante em Minneapolis leva grupos pró-armas a confrontar o governo Trump sobre direito ao porte: ‘Constituição protege’
Miller disse que a Casa Branca deu “instruções claras” de que o pessoal adicional enviado a Minnesota tinha como objetivo “criar uma barreira física entre as equipes de prisão e os manifestantes”.
– Estamos avaliando por que a equipe da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) pode não ter seguido esse protocolo – disse Miller.
Aumento da violência em operações anti-imigrantes nos EUA põe táticas do ICE em xeque e expõe falhas em recrutamento
O oficial também pareceu culpar tanto a agência de fronteira quanto o Departamento de Segurança Interna (DHS) por seus comentários de sábado, que geraram críticas.
Justiça dos EUA bloqueia temporariamente expulsão de menino de 5 anos detido pelo ICE
Maioria dos americanos reprova política de repressão à imigração de Trump, aponta novo levantamento
Pouco depois do assassinato, Miller chamou Pretti de “aspirante a assassino” e o acusou de querer atacar agentes federais.
Mas ele disse que seus comentários foram baseados em declarações iniciais da Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que acusou falsamente Pretti de estar armado quando abordou os agentes federais.
Imagens de vídeo mostraram posteriormente que a vítima não estava armada no momento. Pretti portava uma pistola, mas os agentes já a haviam tomado dele antes de atirar várias vezes à queima-roupa.
“As declarações iniciais do DHS foram baseadas em relatos da CBP no local”, disse Miller em sua declaração.
Um juiz federal dos Estados Unidos bloqueou, temporariamente, a expulsão de um menino de 5 anos que foi detido junto com o pai na semana passada, em Minnesota, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE, na sigla em inglês).
Legisladora democrata, alvo frequente de Trump, é atacada durante discurso em Minneapolis, nos EUA
Liam Conejo Ramos e seu pai, Adrian Conejo Arias, dois solicitantes de asilo originários do Equador, foram detidos em 20 de janeiro e o caso se tornou um símbolo da indignação dos manifestantes, que denunciam os métodos da polícia de imigração como brutais.
Qualquer “expulsão ou transferência” do menino e de seu pai está proibida “até nova ordem […] enquanto contestam sua detenção”, decidiu, na segunda-feira, o juiz Fred Biery do Tribunal Federal de San Antonio, no Texas, onde estão detidos.
Ofensiva do ICE em Minneapolis tem detenção de criança, morte e imagem manipulada
‘Basta!’: Protestos e greve geral mobilizam Minnesota contra ações do ICE mesmo sob frio extremo
As fotografias do momento da prisão se tornaram virais: a criança com um casaco xadrez e um gorro azul de lã, enquanto um agente do ICE o segura pela mochila.
Há versões contraditórias sobre as ações dos integrantes do ICE nesse caso: Washington alega que o pai fugiu e deixou o menino sozinho. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, explicou que os agentes tentaram protegê-lo depois que o pai “escapou” de uma batida.
– Supõe-se que deveriam deixar que um menino de 5 anos morresse de frio? – questionou Vance, tentando desviar a atenção do problema central.
Por outro lado, autoridades escolares alegam que o menor foi usado como “isca” para bater à porta de sua residência e tentar fazer com que outras pessoas saíssem, incluindo sua mãe grávida.
A Chancelaria equatoriana confirmou que Conejo e seu pai estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas.
“Um menino de 5 anos, na realidade, não cometeu nenhum crime […] estão abusando das pessoas migrantes”, disse na sexta-feira à emissora CNN o tio do menor, Luis Conejo.
O presidente Donald Trump anunciou nessa terça que vai “desescalar um pouco” a situação em Minnesota após a chegada ao estado de seu assessor Tom Homan, enviado para reduzir as tensões em torno da operação anti-imigração.
Os protestos ganharam força com as mortes, nas últimas semanas, dos manifestantes Alex Pretti e Renee Good, atingidos por disparos de agentes federais.
A congressista democrata norte-americana Ilhan Omar foi atacada durante um discurso, na noite dessa terça-feira, por um homem que portava uma seringa e borrifou contra a parlamentar um líquido desconhecido, antes de ser contido por seguranças.
Ofensiva do ICE em Minneapolis tem detenção de criança, morte e imagem manipulada
Maioria dos americanos reprova política de repressão à imigração de Trump, aponta novo levantamento
A seringa com um líquido desconhecido, que o agressor portava no ataque contra a parlamentar democrata
Brandon Bell
Ilhan Omar seguiu discursando, mesmo após o ataque: ‘Nos manteremos resilientes’
Brandon Bell
O indivíduo foi retirado do recinto enquanto Omar continuava seu discurso a partir de um púlpito. “Nos manteremos resilientes diante do que quer que tentem nos lançar”, afirmou a legisladora, figura da esquerda norte-americana, de origem somali e alvo frequente de ataques do presidente Donald Trump.
O incidente ocorreu durante um comício na cidade de Minneapolis, palco de protestos contra as operações anti-imigração do governo republicano e onde dois norte-americanos morreram nas últimas semanas pelas mãos de agentes federais.
Os Estados Unidos apresentaram o bombardeio a instalações nucleares iranianas em junho do ano passado, durante uma guerra de 12 dias, como um de seus maiores sucessos militares. Agora, o presidente americano, Donald Trump, ameaça atacar o Irã novamente, desta vez em solidariedade às centenas de milhares de iranianos que foram às ruas de Teerã para se opor ao regime linha-dura. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, “ataques aéreos seriam uma das muitas opções” que Trump tem sobre a mesa para uma possível ofensiva militar. Na terça-feira, inclusive, Washington anunciou um importante exercício da Força Aérea com duração de vários dias no Oriente Médio. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No centro da crise provocada pela morte a tiros de dois cidadãos americanos por agentes federais em Minnesota, as agências de controle migratório ligadas ao Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) foram as maiores beneficiadas pelo retorno do presidente Donald Trump ao comando da Casa Branca. O aparelho repressivo à imigração ilegal, incluindo os Serviços de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês), garantiu um orçamento de US$ 175 bilhões (R$ 914 bilhões no câmbio atual) para os próximos quatro anos com a aprovação do “Projeto de Lei Grande e Bonito” no ano passado — um valor superior aos gastos militares anuais de todos os países do mundo em 2025, exceto EUA e China. Senadores ameaçam votar contra um novo financiamento ao DHS ainda nesta semana, o que levaria a uma paralisação do governo americano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um levantamento publicado nesta terça-feira mostrou que quase dois milhões de militares morreram na guerra na Ucrânia, lançada pela Rússia em 2024, um dos números mais elevados de vítimas em conflitos no pós-Segunda Guerra Mundial. A maior parte das baixas vem do lado russo, cujo ritmo dos avanços em solo ucraniano se resume hoje a poucos metros por dia, e a um custo humano cada vez mais alto.
Temperaturas abaixo de -15ºC: Entenda como o planejamento urbano soviético ajuda a Rússia a destruir sistema de calefação da Ucrânia em pleno inverno
‘Noite de terror’: Ucrânia denuncia novo ataque aéreo da Rússia, horas após reunião por cessar-fogo
De acordo com o estudo do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), desde a decisão do presidente Vladimir Putin de invadir o país vizinho, tomada em fevereiro de 2022, 1,2 milhão de militares russos morreram, foram feridos ou estão desaparecidos — o número de mortos é estimado em 325 mil. O ano passado foi o mais violento para as tropas, com 415 mil baixas, ou cerca de 35 mil por mês. A Rússia não atualiza seus números há mais de dois anos.
“O número de mortos russos nos campos de batalha da Ucrânia é mais de 17 vezes maior do que o número de mortos soviéticos no Afeganistão durante a década de 1980, 11 vezes maior do que durante a Primeira e a Segunda Guerras da Chechênia, nas décadas de 1990 e 2000, respectivamente, e mais de cinco vezes maior do que o total de mortos em todas as guerras russas e soviéticas combinadas desde a Segunda Guerra Mundial”, afirma o CSIS.
As estatísticas se referem apenas a combatentes, e não incluem mortes entre civis: segundo a ONU, cerca de 15 mil pessoas morreram desde 2022, mas o número real pode ser ainda maior.
Pelo lado ucraniano, estima-se cerca de 600 mil baixas, com até 140 mil mortes confirmadas. Caso a guerra siga seu curso atual, ou seja, sem acordos de paz ou pausas temporárias, o levantamento afirma que o número combinado de mortos, feridos e desaparecidos passará de dois milhões no segundo semestre de 2025.
Quarto ano de guerra: Rússia reforça tática de ‘inverno bélico’ para impelir Ucrânia à capitulação
Nos primeiros dias da invasão, muitos no Kremlin e fora dele apostaram em uma invasão rápida, com as tropas russas avançando sem dificuldades até Kiev, onde poderiam depor o presidente Volodymyr Zelensky e instaurar um governo mais afável a Moscou. A realidade se mostrou um pouco mais complexa: o comboio de blindados e tanques russos rumo à capital ucraniana virou alvo fácil da artilharia e dos drones ucranianos, e o que se começou como uma possível intervenção relâmpago virou uma violenta guerra de trincheiras.
Para os responsáveis pelo estudo, a Rússia apostou na guerra de atrito como parte de uma estratégia para desgastar as forças ucranianas e pressionar a sociedade do país a aceitar uma capitulação. Segundo pesquisas realizadas dentro da Ucrânia, apesar do número de pessoas favoráveis a um acordo rápido ter aumentado, a maioria não quer se render.
Em entrevista coletiva: Putin se exime de culpa por mortes na guerra da Ucrânia e diz que fim do conflito depende de Kiev
Conquistas de cidades importantes foram obtidas a um elevado custo humano, e nos últimos dois anos os avanços foram cada vez mais tímidos, mesmo com a diferença entre os poderios militares de Rússia e Ucrânia. Em três ofensivas estratégicas no leste ucraniano — Chasiv Yar, Kupiansk e Pokrovsk — o avanço médio diário das tropas foi de menos de 100 metros por dia. O ritmo foi mais lento do que o de um dos mais famosos episódios da Primeira Guerra Mundial, a Batalha do Somme, exemplo clássico de guerras travadas em trincheiras.
“A Rússia sofreu o maior número de baixas entre as grandes potências em qualquer guerra desde a Segunda Guerra Mundial, e seu desempenho militar tem sido fraco, com taxas de avanço historicamente lentas e pouco território conquistado nos últimos dois anos”, afirma o estudo. “Para efeito de comparação, o Exército Vermelho levou 1.394 dias após a Operação Barbarossa (a invasão alemã da União Soviética) para chegar a Berlim na Segunda Guerra Mundial. A Rússia atingiu essa marca (1.394 dias) em 19 de dezembro de 2025, mas mal havia chegado a Pokrovsk, a mais de 500 quilômetros de Kiev.”
Soldados russos erguem bandeira do país no centro de Pokrovsk, cidade estratégica na Ucrânia
Ministério da Defesa da Rússia / AFP
Longe do front, em território russo, a guerra também se faz sentir, e não apenas nos ataques com drones ucranianos. O CSIS destacou o impacto na economia, citando as sanções internacionais impostas a empresas de energia e ao sistema financeiro local, a queda no volume de investimento externo e nos níveis de produtividade, e da inflação, hoje em 5,6% ao ano, mas que esteve perto dos 10% há alguns meses. O esforço de uma economia de guerra, afirma o estudo, ajudou a manter o crescimento do PIB, mas deixou lacunas em indústrias como a de alta tecnologia e serviços.
O iminente retorno de centenas de milhares de veteranos, muitos deles criminosos condenados que foram à linha de frente em troca do perdão, já causa efeitos econômicos (na forma de pensões) e sociais, especialmente em áreas mais pobres. E embora a propaganda oficial garanta que o apoio da sociedade à guerra segue intacto, pesquisas recentes expõem o cansaço dos russos com o conflito que ainda parece longe do fim.
O excesso de velocidade foi a causa do acidente ferroviário ocorrido no México em dezembro do ano passado, que deixou 14 mortos, de acordo com as conclusões iniciais da investigação divulgadas nesta terça-feira pelas autoridades. A procuradora-geral Ernestina Godoy explicou em coletiva de imprensa que as caixas-pretas do trem mostraram que o maquinista excedeu os limites de velocidade em vários trechos da rota no sul do país.
Tragédia na Suíça no Ano Novo: donos de bar culpam garçonete que usava capacete por incêndio que deixou 40 mortos
Veja também: homem é preso após dar tapa em carro de comitiva com Javier Milei
Uma revisão mostrou que o trem estava a 65 km/h na curva onde ocorreu o acidente, quando a velocidade máxima permitida naquele ponto era de 50 km/h, detalhou a procuradora. Ela afirmou que o trem estava funcionando corretamente e que os freios estavam operando adequadamente, já que o trem conseguiu parar sem incidentes nas estações ao longo da rota.
Como parte da investigação, foram apresentadas acusações de homicídio e lesão corporal culposa, disse Godoy, sem mencionar o maquinista, que saiu ileso do acidente. O trem, parte do chamado Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec, com 250 pessoas a bordo, havia partido de Salina Cruz, no estado mexicano de Oaxaca, na costa do Pacífico, com destino a Coatzacoalcos, no estado de Veracruz, no Golfo do México.
Trem descarrila no México
Rusvel RASGADO / AFP
O excesso de velocidade causou o descarrilamento da locomotiva e de quatro vagões próximo à comunidade de La Nixanda, em Oaxaca.
Essa ferrovia é um dos projetos de infraestrutura mais importantes do governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), como parte de uma estratégia para impulsionar o desenvolvimento econômico no sudeste do México.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27) que viajará aos Estados Unidos em março para um encontro bilateral com o presidente do país, Donald Trump. A reunião ocorrerá na Casa Branca, em Washington. Lula confirmou a viagem ao chegar ao Panamá, na América Central, onde participará como convidado especial do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, a convite do país anfitrião. O evento será nesta quarta-feira (28).    

“No começo de março eu vou fazer uma viagem ao Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, disse o presidente em rápida conversa com jornalistas na chegada ao hotel na Cidade do Panamá.

Notícias relacionadas:

“Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, acrescentou. Lula e Trump conversaram por telefone na segunda-feira e trataram de diversos assuntos, incluindo a situação na Venezuela, o plano de paz para a Faixa de Gaza e o combate ao crime organizado, de acordo com nota oficial do Palácio do Planalto.

No Panamá, Lula também foi questionado sobre a crise na Venezuela e a presença militar dos EUA no Caribe. Ele disse conversou duas vezes com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, ainda nos dias que se seguiram à invasão militar norte-americana, em Caracas, mas que vai ligar novamente para a sucessora de Nicolás Maduro.

“Eu conversei duas vezes com a presidente Delcy, mas não entrei em detalhe porque ela estava muito preocupada com os acontecimentos que era muito recente. Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela e vamos ver o que que vai acontecer. Está tudo muito recente e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano”, afirmou Lula.

Lula disse que vem dialogando com diferentes líderes internacionais em defesa do multilateralismo, citou a conversa que teve nesta segunda com o francês Emmanuel Macron, com o presidente do Chile, Gabriel Boric, e com o próprio Trump, no dia anterior.

 

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress