A lendária pescadora de lagostas Virginia Oliver morreu no dia 21 de janeiro, aos 105 anos, em um hospital próximo à sua casa, em Rockland, no estado do Maine, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo Boston Globe. Conhecida como a “Senhora da Lagosta”, Virginia ficou marcada por uma carreira quase centenária no mar e pelo pioneirismo em um setor historicamente dominado por homens.
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Filha de pescadores, Virginia começou a acompanhar o pai na pesca ainda aos oito anos de idade. Décadas depois, tornou-se a primeira mulher oficialmente licenciada para a atividade no Maine e, já idosa, passou a ser reconhecida como a pescadora de lagostas mais velha em atividade no estado. Durante anos, saiu para o mar três vezes por semana ao lado do filho, Max Oliver, no barco que levava seu próprio nome.
A rotina começava por volta das 3h da manhã. Cabia a ela capitaniar a embarcação, preparar as iscas, medir as lagostas e devolver ao mar aquelas fora do tamanho permitido. “Ela é a chefe”, disse Max ao The Globe em 2021. Segundo ele, a mãe também não hesitava em dar broncas quando julgava necessário. “Era uma trabalhadora incansável e uma boa mãe”, afirmou ao Boston Globe.
Virginia só deixou o mar aos 103 anos, quando problemas de saúde a obrigaram a permanecer em terra firme. Ainda assim, costumava minimizar o esforço de uma vida inteira de trabalho. “Para mim, não é um trabalho difícil. Pode ser para outra pessoa, mas não para mim”, disse ao The Globe quando tinha 101 anos. Apesar da discrição, seu filho relatava que ela gostava do reconhecimento e se emocionava ao receber cartas de admiradores, inclusive do exterior.
A trajetória singular inspirou documentários e livros, além de homenagens oficiais. O Festival da Lagosta do Maine descreveu Virginia como “uma verdadeira lenda” e “uma parte viva da história marítima do estado”, destacando sua ética de trabalho e o apego inabalável ao ofício. A escritora Barbara Walsh, coautora de um livro ilustrado sobre a pescadora, lembrou sua postura firme e bem-humorada, além do batom vermelho e dos brincos que fazia questão de usar. “Ela não acreditava em reclamar. Acreditava em viver, rir e fazer o que amava”, escreveu em homenagem publicada após sua morte.
Nascida em junho de 1920, em Rockland, Virginia era filha do pescador de lagostas Alvin Rackliff e da comerciante Julia Ruttomer Rackliff, segundo o The Globe. Casou-se com Maxwell Oliver Sr., também pescador, com quem trabalhou até a morte do marido. Deixa três filhos, uma filha e dois netos. Seu legado, como ressaltou o festival local, permanece “nas águas que ela chamava de lar” e na memória da comunidade costeira do Maine.
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Virginia só deixou o mar aos 103 anos, quando problemas de saúde a obrigaram a permanecer em terra firme. Ainda assim, costumava minimizar o esforço de uma vida inteira de trabalho. “Para mim, não é um trabalho difícil. Pode ser para outra pessoa, mas não para mim”, disse ao The Globe quando tinha 101 anos. Apesar da discrição, seu filho relatava que ela gostava do reconhecimento e se emocionava ao receber cartas de admiradores, inclusive do exterior.
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Nascida em junho de 1920, em Rockland, Virginia era filha do pescador de lagostas Alvin Rackliff e da comerciante Julia Ruttomer Rackliff, segundo o The Globe. Casou-se com Maxwell Oliver Sr., também pescador, com quem trabalhou até a morte do marido. Deixa três filhos, uma filha e dois netos. Seu legado, como ressaltou o festival local, permanece “nas águas que ela chamava de lar” e na memória da comunidade costeira do Maine.









