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Um avião comercial com 15 pessoas a bordo desapareceu na Colômbia, perto da fronteira com a Venezuela, informou nesta segunda-feira a companhia aérea estatal Satena.
A aeronave, com 13 passageiros e dois tripulantes, decolou da cidade fronteiriça de Cúcuta e perdeu contato com as torres de controle pouco antes do meio-dia, minutos antes do pouso.
— Tinha pouso previsto por volta das 12h05 (17h05 GMT) no município vizinho de Ocaña — informou a companhia em comunicado. Segundo a autoridade aeronáutica, os protocolos de segurança e de busca foram acionados.
A Tailândia aplicou, pela primeira vez, uma vacina contraceptiva em elefantes selvagens como parte de uma estratégia para controlar o rápido crescimento da população da espécie, informaram autoridades de conservação nesta quarta-feira.
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Equipes do Departamento de Conservação da Vida Selvagem e veterinários administraram as doses em três fêmeas na província de Trat, no sudeste do país, na segunda-feira, segundo Sukhee Boonsang, diretor do Escritório de Conservação da Vida Selvagem. O objetivo é gerir o número de elefantes em áreas onde a taxa de natalidade tem avançado acima da média nacional.
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“Isso vai causar mais conflito entre humanos e elefantes no longo prazo se deixarmos continuar”, afirmou Sukhee à AFP. De acordo com ele, a taxa de nascimento do mamífero em cinco províncias do leste da Tailândia cresce cerca de 8% ao ano, contra aproximadamente 3% em outras regiões.
As vacinas foram aplicadas com o uso de dardos, sem anestesia, informou o escritório de conservação em comunicado. O número de elefantes selvagens no país saltou de 334 em 2015 para quase 800 no ano passado, além de milhares mantidos em cativeiro.
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O aumento da população tem intensificado os conflitos entre humanos e animais. Desde 2012, quase 200 pessoas morreram e mais de 100 elefantes foram mortos em incidentes desse tipo, segundo o mesmo comunicado oficial.
Os elefantes asiáticos, animal nacional da Tailândia, são classificados como ameaçados de extinção em nível global pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Sukhee afirmou que as três fêmeas vacinadas foram examinadas quanto a sinais de infecção, estão bem e “vivendo sua vida normal”. A equipe fará acompanhamento com exames de sangue a cada seis meses. A vacina já havia sido testada em sete elefantes mantidos em cativeiro na cidade de Chiang Mai, no norte do país, há dois anos.
Outras 15 doses devem ser aplicadas em elefantes de diferentes manadas antes do início da estação chuvosa, prevista para começar em maio, disse Sukhee.
Em Porto Príncipe, os números que abordam a violência sexual e de gênero (VSG) são alarmantes. É o que mostra o relatório divulgado nesta terça-feira pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que descreve os episódios como armas usadas para “aterrorizar comunidades”. O estudo revela que, desde a abertura da clínica Pran Men’m, na capital haitiana, a MSF prestou atendimento médico e psicossocial abrangente a quase 17 mil pessoas, das quais 98% são mulheres e meninas.
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Segundo o texto, a crise ocorre em meio à deterioração dramática da infraestrutura, dos serviços públicos e das condições de vida, em um contexto de violência e insegurança generalizadas, com um número crescente de vítimas e sobreviventes sendo deslocados de suas casas, o que os expõe a novas violências. Quase um quinto das pessoas atendidas na clínica Pran Men’m sofreu múltiplos episódios de VSG.
— O número de sobreviventes de violência sexual e de gênero atendidas na clínica quase triplicou, passando de uma média de 95 admissões por mês em 2021 para mais de 250 em 2025. Isso mostra como a explosão da violência no país nos últimos anos teve impacto direto sobre os corpos de mulheres e meninas em Porto Príncipe — afirma Diana Manilla Arroyo, chefe de missão da MSF no Haiti.
Além da quantidade de episódios de violência, também houve um aumento alarmante na brutalidade das agressões. Entre as vítimas e sobreviventes atendidas na Pran Men’m desde 2022, 57% relataram ter sido agredidas por integrantes de grupos armados, muitas vezes em ataques coletivos cometidos por vários agressores. Mais de 100 pacientes relataram ter sido violentadas por dez ou mais agressores ao mesmo tempo.
O número de sobreviventes de violência sexual e de gênero atendidas na clínica quase triplicou, passando de uma média de 95 admissões por mês em 2021 para mais de 250 em 2025.
— Eles me bateram e quebraram meus dentes — diz uma sobrevivente citada no relatório. — Três jovens que poderiam ser meus filhos. Quando me recusei a dormir com eles, me agrediram e eu caí. Enquanto eu tentava me defender, eles me chutaram nas costas, que ainda doem meses depois. Depois de me estuprarem, estupraram minha filha… e espancaram meu marido.
O relatório aponta a falta de serviços essenciais para vítimas e sobreviventes, como abrigos e apoio à subsistência, além da escassez de financiamento. Barreiras como estigma, insegurança, dificuldades financeiras e falta de informação dificultam o acesso ao atendimento e agravam as consequências médicas.
Desde 2022, apenas um terço das vítimas e sobreviventes que procuraram a clínica Pran Men’m chegou em até três dias após a agressão, o que preocupa os médicos: depois desse período, não é mais possível prevenir a transmissão do HIV. Da mesma forma, 59% das pacientes nesse intervalo não conseguiram acesso ao atendimento dentro de cinco dias, prazo necessário para evitar uma gravidez indesejada.
O relatório pede uma ação urgente e coordenada das autoridades haitianas, prestadores de serviços, doadores, agências das Nações Unidas e atores de segurança em favor de uma resposta centrada nas sobreviventes e focada na recuperação de longo prazo.
— Defendemos a ampliação do acesso a atendimento médico e psicossocial abrangente e gratuito, o que só pode ser alcançado com um aumento sustentável do financiamento dos serviços de apoio — afirma Manilla Arroyo. — Também pedimos o reconhecimento inequívoco da dimensão generalizada da violência sexual e de seu uso deliberado por grupos armados como ferramenta de controle e subjugação de mulheres e meninas.
Os dois agentes federais que abriram fogo contra o enfermeiro Alex Pretti em Minneapolis, no sábado, foram afastados de suas funções, informou um funcionário do Departamento de Segurança Interna nesta quarta-feira, enquanto mais vozes, inclusive de membros do Partido Republicano, se manifestam contra a Casa Branca devido à forma como lidou com o caso.
*Em atualização.
Jude Owens tornou-se incrivelmente popular nas últimas horas depois que seus pais publicaram um vídeo dele praticando um truque considerado um dos mais difíceis do bilhar. O menino de dois anos conquistou dois títulos do Guinness World Records, tornando-se a pessoa mais jovem do mundo a alcançá-los.
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O primeiro marco alcançado pelo jovem nativo de Manchester foi o “snooker double pot”, que ele conquistou com apenas dois anos e 261 dias de idade. O segundo, o “pool bank shot”, veio apenas algumas semanas depois, aos dois anos e 302 dias, conforme relatado no site da premiação.
Inspirado pela paixão de seu pai, Luke, pelo esporte, Jude começou a jogar sinuca e bilhar depois de ganhar uma pequena mesa de presente. Após dominá-las, adaptou-se facilmente às mesas de tamanho padrão para adultos, embora ainda precise de um banquinho para alcançar a altura correta.
Apesar da pouca idade, ele já demonstrou um repertório de técnicas avançadas que desafiam até mesmo jogadores adultos, como arremessos flutuantes em ponte e cestas assistidas com o taco de extensão.
Sua promissora carreira o levou a receber um convite especial para o Campeonato Britânico de Snooker de 2025. Além disso, ele se tornou a pessoa mais jovem a conseguir um patrocínio no esporte. O prodígio do bilhar é um fã entusiasta do Manchester United e tem grande admiração por seu ídolo, o jogador de futebol português Bruno Fernandes.
Inspirado pelo pai, Jude começou a jogar após ganhar pequena mesa de presente
Reprodução
Luke descreveu como um “momento incrível” ver como seu filho demonstrou sua habilidade natural em tão pouco tempo. Craig Glenday, editor do Guinness World Records, afirmou que esses recordes demonstram que a habilidade não tem limite de idade.
“É muito especial ver alguém tão jovem quanto Jude demonstrar tanta habilidade, entusiasmo e determinação”, declarou. A organização também celebrou o feito do garoto, declarando-o já uma “celebridade internacional”.
Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Hugo Motta: “O trabalho continua”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta quarta-feira (28), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública poderá ser votada após o carnaval. Antes disso, o texto precisa ser analisado pela comissão especial que debate o tema.

Nas próximas duas semanas, o relator da proposta, deputado Mendonça Filho (União-PE), deve se reunir com as bancadas partidárias para fazer ajustes finais. Em seguida, a PEC deverá ser votada na comissão especial e encaminhada ao Plenário.

A PEC 18/25 cria o Sistema Único de Segurança Pública, com o objetivo de integrar a atuação da União e dos estados no combate ao crime organizado.

Gás do Povo
Hugo Motta também informou que a Câmara dever votar, na próxima semana, entre outras propostas, a Medida Provisória 1313/25, que cria o Programa Gás do Povo. A iniciativa busca ampliar o acesso ao gás de cozinha no país.

Outra proposta que pode entrar na pauta na primeira semana dos trabalhos legislativos de 2026 é o Projeto de Lei 1/26, que cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, com sede em Patos (PB).

Acordo com a União Europeia
O presidente da Câmara garantiu ainda celeridade na votação do acordo União Europeia-Mercosul. O acordo comercial foi assinado no sábado (17) pelos líderes dos estados-membros dos dois blocos, após mais de 25 anos de negociações.

O tratado pode criar a maior zona de livre comércio do mundo. Para entrar em vigor, a proposta precisa ser ratificada pelos pelos parlamentos dos países envolvidos. “O trabalho continua”, disse o presidente por meio de suas redes sociais.

Um homem de 69 anos foi resgatado “em bom estado” no mar Mediterrâneo após sobreviver ao menos 11 dias à deriva sozinho em um veleiro, informaram nesta quarta-feira os serviços espanhóis de salvamento marítimo. O homem havia partido do porto de Gandía, no leste da Espanha, com destino à localidade de Guardamar del Segura, no extremo sul do país — um trajeto de cerca de 150 quilômetros, segundo um porta-voz do serviço de resgate ouvido pela AFP.
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As buscas começaram em 17 de janeiro, com o emprego de embarcações e aeronaves. Sem sucesso, a operação foi encerrada no dia 22, quando alertas passaram a ser enviados a navios que navegavam pela região para que reportassem qualquer avistamento.
Quando as esperanças já se dissipavam, na terça-feira um avião da agência europeia de fronteiras Frontex “avistou o veleiro e uma pessoa que estava fazendo sinais” de socorro, a cerca de 53 milhas náuticas a nordeste de Bejaia, na Argélia.
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Um navio próximo, o graneleiro “Thor Confidence”, de bandeira de Singapura, realizou o resgate e colocará fim à odisseia ao levar o marinheiro nesta quinta-feira à cidade portuária de Algeciras, no sul da Espanha. O serviço de salvamento marítimo divulgou nas redes sociais imagens que mostram um pequeno veleiro branco à deriva, amarrado à embarcação de maior porte.
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Ainda não está claro como o veleiro acabou a centenas de quilômetros da rota prevista nem de que forma o homem conseguiu sobreviver por tanto tempo em alto-mar.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira que o presidente Donald Trump nunca descarta suas opções, mas esclareceu que o governo americano “não pretende nem espera ter que tomar qualquer medida militar na Venezuela em nenhum momento” e ressaltou que cooperar com os Estados Unidos faz parte do interesse da Venezuela. Rubio prestou depoimento a uma comissão no Senado para explicar a operação de 3 de janeiro em Caracas, que levou à captura de Maduro, e os próximos passos do governo de Trump no país sul-americano.
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Um trecho do depoimento divulgado previamente pelo Departamento de Estado dizia que Delcy, que agora lidera um processo gradual de mudanças em Caracas, “conhece muito bem o destino de [Nicolás] Maduro”, e sugere que a chavista está ciente de que a cooperação com Washington é vital para sua manutenção.
Questionado por um dos senadores sobre o que está sendo feito para impedir que “atores malignos” exerçam influência na Venezuela, Rubio declarou que a cooperação com os EUA está alinhada aos interesses do país sul-americano. Os EUA serão um “parceiro muito melhor” para um futuro governo venezuelano – e até mesmo para as autoridades atuais – do que alguns dos parceiros com os quais o país tem parcerias atualmente, acrescentou. Não é do interesse da Venezuela ter uma “presença iraniana” ou a “venda de armamento iraniano para o país”, disse Rubio.
Na sequência, o secretário de Estado descreveu alguns dos “elementos criminosos” que “toleraram no passado” como um “pacto com o diabo”. A longo prazo, isso gerou “verdadeira desestabilização”, afirmou.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o tempo para um novo acordo nuclear com o Irã “está se esgotando” e deixou em aberto a possibilidade de um novo ataque contra o país, enquanto Teerã se recusa a abrir um processo de diálogo sob ameaça de Washington, que enviou uma armada liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln para região. Apesar da sombra de um novo ataque americano — que bombardeou o território iraniano no ano passado —, a resistência de aliados árabes dos EUA à uma nova ação contra o país dos aiatolás pode retirar opções táticas em uma possível ação do Pentágono.
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“Esperamos que o Irã se sente em breve à mesa para negociar um acordo justo e equilibrado para todas as partes – SEM ARMAS NUCLEARES –”, escreveu Trump na rede social Truth Social, após representantes de Teerã se recusarem a negociar sob coação militar. O presidente também se referiu à aproximação da Marinha americana da região, acrescentando que “o tempo está se esgotando”, e que um novo ataque ao país seria pior que os bombardeios do ano passado.
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A retórica bélica de Trump não abriu espaço na mesa de negociações até o momento. Em discurso transmitido pela TV estatal, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que “não pode ser eficaz nem útil” conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares. Na tarde desta quarta-feira, a missão do Irã na ONU emitiu um comunicado afirmando que o país “responderá como nunca antes” se for pressionado.
“Da última vez que os EUA se envolveram em guerras no Afeganistão e no Iraque, desperdiçaram mais de US$ 7 trilhões e perderam mais de 7.000 vidas americanas”, diz a publicação, feita em inglês. “O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e em interesses comuns — MAS, SE PROVOCADO, SE DEFENDERÁ E RESPONDERÁ COMO NUNCA ANTES!”
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Não está claro a capacidade de reação do Irã. O regime foi duramente castigado durante a guerra com Israel no ano passado, perdendo tanto meios militares quanto lideranças de suas forças. Os conflitos na região também enfraqueceram profundamente a rede de aliados em países vizinhos, por anos tida como um ativo em eventuais ações no exterior. Em uma audiência no Senado americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o regime está “mais frágil do que nunca”.
Em contrapartida, o cenário também é diferente para os EUA em relação ao período do ataque lançado no escopo da guerra de 12 dias entre Israel e Irã. Aliados árabes de Washington se mostraram contra um ataque direto a Teerã — que apesar da rivalidade regional, mantém o que já foi definido na região como um “equilíbrio previsível”.
Em um telefonema com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, o príncipe saudita, Mohammed bin Salman, afirmou na terça-feira que não permitirá que o espaço aéreo ou o território de seu país sejam usados “para quaisquer ações militares contra o Irã”. A medida foi anunciada um dia depois de um anúncio similar do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos. Riad e Abu Dhabi são aliados estratégicos dos americanos na região.
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Opções de ataque
Embora a contrariedade dos aliados regionais tenha peso no cálculo político americano — Trump elegeu as monarquias do Golfo, com quem sua família mantém negócios lucrativos, parceiros de primeira grandeza em seu segundo mandato —, o Pentágono ainda conta com opções variadas para atacar o Irã, caso a ordem seja dada.
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A extensa rede de bases em solo e o efetivo ainda deslocado na região não devem estar incluídas em um primeiro momento, segundo analistas citados pela imprensa internacional. A prioridade parece ser por um ataque aéreo contra alvos da Guarda Revolucionária do Irã ou das forças Basenji — e para isso, uma alternativa seria um ataque seguindo os moldes da operação “Martelo da Meia-Noite”, que atingiu instalações nucleares iranianas em junho do ano passado
A operação taticamente bem-sucedida partiu da base aérea de Whiteman, no Missouri, de onde foram lançadas 125 aeronaves e 75 armas guiadas, incluindo bombardeiros furtivos B-2 Spirit. O voo até o Irã, segundo autoridades militares americanas, durou 18 horas, com múltiplos sistemas de reabastecimento em voo. Um mapa divulgado à época pelo Pentágono sugere que a rota utilizada não passou pelo espaço aéreo de Arábia Saudita ou Emirados Árabes.
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Embora os bombardeiros B-2 tenham sido a ponta de lança do ataque americano no ano passado, o conjunto diversificado de alvos na mira neste momento, pode ser mais adequado para outros recursos americanos, segundo avaliou o ex-capitão da Marinha dos EUA Carl Schuster, em entrevista a CNN.
Mísseis Tomahawk, de alta precisão, poderiam ser disparados de submarinos e navios de superfície da Marinha dos EUA longe da costa iraniana — como os enviados por Trump para o Golfo Pérsico. Outra opção seria o uso de mísseis de cruzeiro equipáveis em uma variedade de jatos, incluindo caças F-15, F-16 e F-35 e bombardeiros B-1, B-2 e B-52, bem como caças F/A-18.
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Os EUA dispõem de jatos de guerra F-15E na Jordânia, de onde poderiam ser rapidamente deslocados para um ataque contra o Irã, sem cruzar os territórios dos aliados que não querem se envolver. Em uma outra opção mais distante, Washington poderia lançar o ataque a partir de bases no Índico, como a base Diego Garcia.
— Acredito que isso pode nos forçar a depender mais da aviação embarcada ou de recursos de longo alcance provenientes do território continental dos EUA ou de bases como Diego Garcia — disse Joseph Votel, general aposentado do Exército que liderou o Comando Central dos EUA de 2016 a 2019, em entrevista ao Wall Street Journal, ao avaliar as opções militares. — Essa ação pressiona outros países da região que podem estar considerando apoiar uma operação dos EUA. Por fim, significa que a operação terá um caráter mais americano do que o de uma coalizão regional robusta contra o Irã. (Com AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a América Latina e o Caribe só resolverão seus problemas caso os enfrentem de forma conjunta. Nesta quarta-feira (28), durante a abertura do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026, no Panamá, Lula destacou os ativos políticos e econômicos que podem, via integração regional, favorecer todos os países, tornando-os mais relevantes no cenário mundial.

“Seguir divididos nos torna todos mais frágeis”, discursou o presidente durante a sessão de abertura do fórum, ao citar as “credenciais econômicas, geográficas, demográficas, políticas e culturais excepcionais” que os países latino-americano e caribenhos têm “para aspirar a uma presença relevante no contexto mundial”.

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Lula ponderou que, para atingir esses objetivos, é fundamental que as lideranças regionais estejam comprometidas com mecanismos institucionais e que “articulem de forma equilibrada os distintos interesses nacionais de nossa região”.

Segundo Lula, falta às lideranças regionais convicção sobre os benefícios de adoção de um projeto mais autônomo de inserção internacional. Nesse sentido, sugeriu que os países da região levem em consideração as riquezas inexploradas que poderão garantir uma inserção competitiva na ordem global.

“Dispomos de ativos de ordem política e econômica que podem conferir materialidade ao impulso integracionista”, argumentou o presidente ao enumerar, entre esses ativos, o potencial energético relacionado às reservas de petróleo e gás, a hidroeletricidade, os biocombustíveis, e a energia gerada a partir das matrizes nuclear, eólica e solar.

O presidente citou também como ativos o fato de a região contar com a maior floresta tropical do planeta; e as variadas condições de solo e clima e os avanços científicos e tecnológicos para a produção de alimentos.

“Reunimos também recursos minerais abundantes, inclusive minérios críticos e terras raras, essenciais para a transição energética e digital”, disse o presidente brasileiro ao afirmar que “minerais críticos e as terras raras só têm sentido se for para enriquecer os nossos países, e se tivermos coragem de construir parcerias, gerando riqueza, emprego e desenvolvimento em nossos países”.

Lula lembrou que, juntos, os países da região formam um mercado consumidor com mais de 660 milhões de pessoas. Além disso, disse que não há conflitos graves entre os países participantes do fórum; e que, predominantemente, todos governo foram eleitos democraticamente.

“A América Latina e o Caribe são únicos. Cabe a nós assumir que a integração possível é a que estará calcada na pluralidade de opções. Guiados pelo pragmatismo, podemos superar divergências ideológicas e construir parcerias sólidas e positivas dentro e fora da região. Essa é a única doutrina que nos convém”, afirmou.

“Não há nenhuma possibilidade de qualquer país da América Latina, sozinho, achar que vai resolver os problemas. Temos 525 anos de história. Muitas vezes a colonização não estará na interferência de outro, mas na formação cultural que o nosso o povo teve. Precisamos mudar de comportamento. Vamos criar um bloco. Um bloco que possa dizer que a gente vai acabar com a fome em nossos países”, concluiu.

Por ser convidado especial, o presidente brasileiro foi o segundo a discursar, logo após o presidente do país anfitrião, José Raúl Mulino. A expectativa é que Lula retorne ao Brasil ainda hoje, ao final do dia.

O Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe seguirá até o dia 30.

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