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Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Deputado Moses Rodrigues

O deputado Moses Rodrigues (União-CE) foi eleito, por aclamação, presidente da Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, para o mandato de um ano.

Rodrigues afirmou que todos os projetos na área de integração têm papel fundamental, mas sobretudo para os estados do Nordeste. “Vamos debater matérias e projetos importantes para o desenvolvimento do Brasil, sempre dando protagonismo para os deputados em seus estados para que as ações possam ser direcionadas e realizadas pelos parlamentares”, disse.

Perfil
Administrador e professor, o presidente eleito está em seu terceiro mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Rodrigues já presidiu a Comissão de Educação da Câmara em 2023 e foi relator do projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE, PL 2614/24) aprovado pela Câmara em dezembro de 2025.

Atribuições
A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional debate e analisa, entre outras, propostas sobre planos regionais, desenvolvimento e integração de territórios, sistema nacional de defesa civil e migrações internas. O colegiado foi criado neste ano, a partir da cisão de uma comissão permanente em duas.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, anunciou que o governo federal pretende elevar de R$ 1 bilhão para R$ 3 bilhões o orçamento destinado ao Regime Especial da Indústria Química (Reiq) para este ano.

Segundo Alckmin, a medida será formalizada na próxima semana, por meio de uma Medida Provisória (MP) e de um projeto de lei complementar que o Palácio do Planalto encaminhará ao Congresso Nacional, em regime de urgência.

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“Na próxima semana, o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] deve fazer dois atos importantes para fortalecer a indústria química e garantir o emprego”, anunciou Alckmin ao se reunir com representantes do setor, sindicalistas e políticos, na tarde desta terça-feira (3), em Brasília.

“Com isso, o regime, que já tem R$ 1 bi previstos no orçamento deste ano, passará para R$ 3 bilhões”, acrescentou Alckmin, referindo-se ao programa de incentivo fiscal criado para reduzir custos de produção da indústria química por meio da redução das alíquotas de tributos federais como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e o PIS/Pasep (Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público).

“[O fortalecimento do Reiq] é importante, pois estimula a manutenção dos empregos, o crescimento e a competitividade da indústria química”, destacou o ministro, assegurando que o objetivo da medida é estimular investimentos e impulsionar a competitividade nacional no setor, considerado estratégico.

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A ampliação dos incentivos fiscais é uma primeira resposta às súplicas de lideranças industriais, políticas e sindicais de regiões industriais, como Cubatão, na Baixada Santista, em São Paulo. Conforme a Agência Brasil noticiou, em meados de janeiro, o prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), tornou público que pediria ajuda ao governo federal para tentar conter o esvaziamento daquele que já foi um dos mais importantes polos industriais do país.

O pedido foi feito após duas fábricas que operavam na cidade há décadas encerrarem parte de suas operações locais.

Para a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a perda de protagonismo de um polo industrial da relevância de Cubatão “acendeu um alerta sobre o risco de desestruturação permanente da base industrial do setor”.

De acordo com a entidade, o compromisso federal de reforçar o regime da indústria química ocorre em meio a um cenário crítico para o setor, que opera com ociosidade média superior a 35%; enfrenta o crescimento acelerado das importações, a perda de participação no mercado interno e a pressão decorrente dos custos de produção (energia, matérias-primas etc), considerados elevados quando comparados com os dos concorrentes.

Presente à reunião desta terça-feira, o prefeito de Cubatão relatou à equipe ministerial os efeitos do fechamento de fábricas para os cofres públicos municipais, como a perda de arrecadação e o fechamento de vagas de emprego formal e qualificado. Mais tarde, nas redes sociais, o prefeito festejou a promessa de fortalecimento do Reiq, classificando-a como uma “vitória”.

“Desta forma, garantiremos que não haverá mais demissões no futuro, porque haverá investimentos”, disse o prefeito.

Medidas emergenciais 

Na avaliação da Abiquim, medidas emergenciais e transitórias representam um “passo relevante na tentativa de evitar uma perda estrutural para a indústria química nacional”, mas demandarão outras ações, como a efetiva implementação do Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química (Presiq), sancionado no fim do ano passado.

“O Presiq garantirá incentivos de R$ 3 bilhões por ano para o setor, por cinco anos, a partir do ano que vem, mas estávamos com um ‘gap’ neste ano de 2026”, afirmou o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, destacando que os efeitos econômicos do Presiq só seriam sentidos a partir de 2027.

“Mas o vice-presidente foi muito compreensivo com as dificuldades do setor e impactos para o país e se comprometeu com os mesmos R$ 3 bilhões de incentivos para a indústria química ainda este ano”, concluiu, resumindo a importância do alívio tributário que o aporte federal ao Reiq dará às indústrias.

Defesa

Ainda durante a reunião desta terça-feira, Alckmin destacou que o governo federal vem intensificando as ações de defesa comercial. Segundo ele, há atualmente 17 processos de investigação de dumping em curso.

O chamado dumping é quando uma empresa estrangeira e um país exportam seus produtos por preços inferiores ao custo de produção, com o objetivo de quebrar os concorrentes locais. As ações antidumping buscam coibir a entrada destes produtos estrangeiros em território nacional, de forma a proteger os fabricantes locais.

“Estamos trabalhando para a defesa comercial. Não podemos aceitar dumping”, alegou Alckmin, assegurando que as medidas de proteção seguem as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) e fazem parte de uma estratégia para garantir o crescimento estrutural do setor industrial no país.

A Arábia Saudita anunciou planos para emitir passaportes para os milhões de camelos do país, a fim de gerir melhor estes animais. O reino quer desenvolver e regulamentar o setor de camelos. Além do número de registro de cada animal, o documento terá fotografias do camelo, tiradas dos lados direito e esquerdo.
O Ministério do Meio Ambiente, Água e Agricultura prometeu que a iniciativa melhorará a “produtividade, a eficiência do setor e permitirá construir uma base de dados de referência confiável sobre os camelos”.
Uma publicação do ministério nas redes sociais, na última terça-feira (3), incluía uma imagem do documento: um passaporte verde com o brasão do país e a imagem dourada de um camelo.
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O passaporte “contribuirá para organizar as operações de venda e comércio ao regulamentar a troca e o transporte, garantir a documentação oficial, proteger os direitos dos proprietários e facilitar a comprovação de propriedade”, segundo a rede estatal Al Ekhbariya.
Em 2024, o governo estimou que havia cerca de 2,2 milhões de camelos no reino. Segundo o ministério, o passaporte servirá como documento de identificação oficial e credenciado. Nele estarão vinculados dados de saúde e regulamentares verificados do animal a que pertence.
O ministério afirma que o passaporte, a ser emitido com número próprio para cada animal, funcionará como um registro de identificação completo. Constarão no documento número do microchip do camelo, nome, data de nascimento, raça, sexo, cor, local de nascimento e autoridade emissora. As fotos a serem inclusas são para garantir uma identificação precisa. As informações são da BBC.
Os camelos, há muito tempo, são um meio de transporte vital na Arábia; conferiam status a seus proprietários e alimentavam o crescimento de uma lucrativa indústria de criação.
O país também organiza concursos de beleza de camelos em festivais anuais, onde admiradores sauditas gastam centenas de milhares de dólares nos animais que participam. Como alguns fazem trapaça, nos últimos anos os organizadores intensificaram o combate às modificações cosméticas, uma prática que prosperou apesar das sanções.
Os métodos para fazer os lábios dos camelos ficarem mais caídos ou para dar às suas corcovas uma forma mais estilizada são especialmente malvistos pelas autoridades, que querem promover uma aparência natural.
Os camelos têm sido essenciais para a vida na Península Arábica durante milênios.
Uma investigação publicada em 2021 sugere que esculturas de tamanho real de camelos e cavalos entalhadas em rochas na Arábia Saudita podem ter cerca de 7 mil anos de antiguidade.
Um homem condenado por tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um campo de golfe na Flórida, em 2024, foi sentenciado nesta quarta-feira à prisão perpétua por um tribunal federal. A decisão foi anunciada pela juíza Aileen Cannon, em Fort Pierce, no mesmo tribunal onde, em setembro, o réu Ryan Routh causou tumulto ao tentar se ferir com uma faca logo após o júri considerá-lo culpado de todas as acusações.
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Segundo informações divulgadas pela AP, o Ministério Público havia solicitado prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando que Routh não demonstrou arrependimento nem pediu desculpas pelo crime. A defesa, por sua vez, pediu uma pena de 27 anos de prisão, ressaltando que o condenado está próximo de completar 60 anos.
Além da prisão perpétua, Routh recebeu uma pena adicional de sete anos de detenção por uma das condenações relacionadas ao porte de arma, a ser cumprida de forma consecutiva.
A sentença estava inicialmente marcada para dezembro, mas foi adiada após a juíza aceitar o pedido do réu para ser representado por um advogado na fase final do processo. Durante a maior parte do julgamento, Routh optou por fazer sua própria defesa.
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Promotores dos Estados Unidos afirmaram, em um memorando apresentado à Justiça, que Ryan Routh não demonstrou arrependimento nem assumiu responsabilidade por seus atos e, por isso, deveria passar o resto da vida na prisão, conforme as diretrizes federais de condenação.
Routh foi considerado culpado por tentar assassinar um importante candidato à Presidência, usar arma de fogo para a prática de crime, agredir um agente federal, portar arma sendo condenado por crime grave e utilizar uma arma com número de série adulterado. Segundo a Promotoria, o réu “nunca pediu desculpas pelas vidas que colocou em risco” e apresenta “desprezo quase total pela lei”.
A defesa pediu uma pena inferior à prevista nas diretrizes. O novo advogado de Routh, Martin L. Roth, solicitou uma condenação de 20 anos de prisão, além de uma pena obrigatória de sete anos por uma das infrações relacionadas a armas, argumentando que o réu está prestes a completar 60 anos e não deveria morrer na prisão.
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De acordo com os autos, Routh passou semanas planejando o ataque antes de apontar um rifle em direção ao então candidato republicano Donald Trump, que jogava golfe em 15 de setembro de 2024 em seu clube em West Palm Beach, na Flórida.
Um agente do Serviço Secreto responsável pela segurança de Trump afirmou em juízo que avistou o suspeito antes de o ex-presidente entrar em seu campo de visão e reagiu ao ver a arma apontada em sua direção, levando Routh a abandonar o rifle e fugir sem disparar.
Em um pedido posterior para ser representado por um advogado, Routh fez declarações consideradas inadequadas pela Justiça, chegando a sugerir uma troca de prisioneiros e a afirmar que Trump poderia “descontar suas frustrações” nele. Ao analisar o pedido, a juíza Aileen Cannon criticou o tom do documento, classificando-o como uma “encenação desrespeitosa”, mas decidiu autorizar a assistência jurídica em nome do devido processo legal.
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Indicada por Trump em 2020, Aileen havia autorizado anteriormente que Routh se defendesse sozinho durante o julgamento, direito assegurado pela Suprema Corte dos Estados Unidos a réus considerados aptos a abrir mão de um advogado. Defensores públicos federais acompanharam o processo como assessores.
O réu possui um histórico de condenações criminais anteriores e deixou registros públicos de hostilidade ao ex-presidente. Em um livro publicado de forma independente, chegou a incitar o Irã a assassiná-lo e escreveu que, como eleitor de Trump, deveria assumir parte da responsabilidade por sua eleição.
A polícia uruguaia desmantelou um grupo criminoso, composto por uruguaios, brasileiros e paraguaios, que cavou um túnel para acessar o sistema de esgoto no centro histórico de Montevidéu, supostamente com o objetivo de assaltar um banco. A operação policial ocorreu na tarde desta terça-feira, quando, após meses de investigação, o local usado como base para o plano foi invadido.
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O Ministério Público confirmou à AFP nesta quarta-feira que uma audiência judicial está em andamento com dezenas de detidos. Vários dos presos “possuem documentos paraguaios e brasileiros”, disse uma fonte do Ministério do Interior à AFP.
O plano “muito provavelmente tinha como alvo um banco na região, no que poderia ter sido o ‘assalto do século'”, disse o ministro do Interior, Carlos Negro, a repórteres enquanto liderava a operação policial, que ainda está em andamento.
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O centro financeiro da cidade está localizado no centro histórico de Montevidéu, e o túnel foi escavado em uma área com vários bancos, incluindo a sede do Banco República, que é estatal.
A investigação teve ramificações e levou à apreensão de drogas no departamento de Canelones, que faz fronteira com Montevidéu, segundo fontes policiais que divulgarão detalhes da operação ainda nesta quarta-feira. Acredita-se que os detidos tenham ligações com organizações criminosas que atuam na região, informou a imprensa local.
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Daniela Reinehr: turismo brasileiro precisa ser reconhecido por eficiência e sustentabilidade

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) foi eleita por unanimidade, nesta quarta-feira (4), presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados.

Em seu discurso de posse, a parlamentar destacou que sua gestão buscará transformar resultados pontuais do setor em políticas permanentes e integradas.

A principal meta anunciada pela nova presidente é a criação de um plano nacional de competitividade do turismo brasileiro. Segundo a deputada, o objetivo é estabelecer metas claras e mensuráveis para:

  • aumentar o fluxo de turistas nacionais e internacionais;
  • ampliar a geração de empregos no setor; e
  • elevar a participação do turismo no PIB do Brasil.

Daniela Reinehr enfatizou que o plano não será apenas um documento formal, mas um planejamento construído em conjunto com prefeitos, lideranças do setor e parlamentares.

“Queremos que o turismo brasileiro seja reconhecido não apenas pelas suas belas paisagens, mas por organização, por eficiência e sustentabilidade”, afirmou.

Pilares da gestão
A parlamentar definiu que a condução dos trabalhos na comissão em 2026 será baseada em uma agenda estratégica fundamentada em sustentabilidade, inovação, promoção nacional e internacional.

Para Daniela Reinehr, o turismo deve ser tratado como prioridade pelos governos, funcionando como um motor de desenvolvimento.

“Se o Brasil quer crescer de uma forma rápida, sustentável e com o emprego distribuído em todos os estados, o caminho passa obrigatoriamente pelo turismo”, declarou a deputada.

Diálogo com o setor produtivo
A nova presidente assumiu o compromisso de manter a comissão conectada com o que chamou de “Brasil real”, pessoas que fazem o turismo acontecer na ponta.

“Os guias, os pequenos empreendedores, os donos de pousada, de hotéis, de restaurantes, as agências de viagem, o pessoal da aviação, dos eventos, da cultura, do lazer, nossos prefeitos e vereadores”, listou. “Vocês não são apenas um apêndice da nossa economia. Vocês são a economia real acontecendo todos os dias, em todos os cantos do Brasil.”

Perfil
Advogada e produtora rural, Daniela Reinehr tem 48 anos e está em seu primeiro mandato na Câmara, tendo atuado em diversas comissões.

Antes de se eleger parlamentar, foi vice-governadora de Santa Catarina de 2019 a 2023.

Ela sucede o deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) no comando da Comissão de Turismo.

Marina Ramos/Camara dos Deputados
Hugo Motta: “A Câmara vai entregar a melhor legislação possível”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que houve avanço na discussão do projeto (PLP 152/25) que regulamenta o trabalho por aplicativo.

Motta destacou o diálogo com ministros do governo federal e informou que participou de uma reunião com o relator do texto, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), com o presidente da comissão especial responsável pela análise da proposta, deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), e com representantes das plataformas digitais.

De acordo com o presidente da Câmara, o processo de exame do projeto seguirá com a escuta de todos os envolvidos, incluindo parlamentares, governo e empresas do setor.

“Avançaremos ouvindo todos os lados e argumentos. Com equilíbrio e critério técnico, a Câmara dos Deputados vai entregar a melhor legislação possível”, disse Motta, por meio de suas redes sociais.

A proposta
O Projeto de Lei Complementar 152/25, do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), faz parte das iniciativas em debate no Congresso Nacional para estabelecer regras para o trabalho realizado por meio de aplicativos, como os serviços de transporte e entrega.

A proposta ainda está em fase de discussão e não há data definida para a votação.

O jornal americano Washington Post informou seus funcionários nesta quarta-feira que estava iniciando uma ampla onda de demissões que devem dizimar as áreas de esportes, notícias locais e cobertura internacional da organização. De acordo com duas pessoas com conhecimento da decisão, a empresa está demitindo cerca de 30% de todos os seus funcionários. Isso inclui pessoas da área comercial e mais de 300 dos aproximadamente 800 jornalistas da redação, disseram as fontes.
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Os cortes são um sinal de que Jeff Bezos, que se tornou uma das pessoas mais ricas do mundo vendendo produtos na internet, ainda não descobriu como construir e manter uma publicação on-line lucrativa. O jornal cresceu bastante durante os primeiros anos sob sua gestão, mas a empresa vem apresentando dificuldades mais recentemente.
Matt Murray, editor-executivo do jornal, afirmou em uma teleconferência na manhã com funcionários da redação que a empresa vinha acumulando prejuízos por muito tempo e não estava atendendo às necessidades dos leitores. Ele disse que todas as seções seriam afetadas de alguma forma e que o resultado seria uma publicação ainda mais focada em notícias e política nacionais, além de negócios e saúde, e bem menos em outras áreas.
— Seja como for, hoje é sobre nos posicionarmos para nos tornarmos mais essenciais na vida das pessoas em um cenário midiático cada vez mais concorrido, competitivo e complexo — disse Murray. — E depois de alguns anos em que, francamente, o The Post enfrentou dificuldades.
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Em um e-mail, Murray explicou melhor a justificativa, afirmando que o jornal estava “muito preso a uma era diferente, quando éramos um produto impresso local dominante” e que o tráfego de buscas on-line, em parte devido à ascensão da IA ​​generativa, havia caído quase pela metade nos últimos três anos. Ele acrescentou que a “produção diária de notícias do The Post caiu substancialmente nos últimos cinco anos”. “Mesmo produzindo muitos trabalhos excelentes, com muita frequência escrevemos a partir de uma única perspectiva, para uma parcela específica do público”.
A seção de esportes será fechada, embora alguns de seus repórteres permaneçam e passem a trabalhar na seção de reportagens especiais, cobrindo a cultura esportiva. A seção de notícias locais será reduzida, e a seção de livros será fechada, assim como o podcast diário de notícias “Post Reports”.
Murray informou à equipe que, embora a cobertura internacional também fosse reduzida, os repórteres permaneceriam em quase uma dúzia de locais. Repórteres e editores no Oriente Médio foram demitidos, assim como na Índia e na Austrália. Segundo duas pessoas a par da sua decisão, Peter Finn, editor da seção, pediu para ser despedido em vez de se envolver no planejamento dos cortes, assim que soube da sua dimensão.
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À medida que os e-mails notificando os funcionários sobre suas demissões começaram a chegar às caixas de entrada, os jornalistas do WP começaram a avisar seus colegas que seus cargos haviam sido cortados. “Eliminado”, “Eliminado”, “Eliminado”, diziam as mensagens que trocavam entre si.
No final de 2023, Bezos contratou Will Lewis como editor para encontrar um caminho de volta à lucratividade para o jornal, que vinha sofrendo com a queda de audiência e o declínio das assinaturas. Lewis experimentou diversas mudanças para transformar a organização, notadamente a adoção de inteligência artificial para impulsionar comentários, podcasts e agregação de notícias.
Grande parte de sua gestão foi tumultuada, incluindo uma reformulação da liderança da redação e o escrutínio de seus vínculos com um escândalo de grampos telefônicos enquanto trabalhava para a News Corp. Pouco antes da eleição presidencial de 2024, Lewis anunciou uma nova política de Bezos que encerrava os endossos presidenciais pelo conselho editorial do WP, o que bloqueou um rascunho de endosso à candidata democrata, a vice-presidente Kamala Harris. Centenas de milhares de assinantes cancelaram suas assinaturas em resposta.
Em uma reunião de equipe em 2024, Lewis alertou que o jornal estava em apuros.
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— Estamos perdendo muito dinheiro — disse ele. — Seu público caiu pela metade nos últimos anos. As pessoas não estão lendo o que vocês publicam.
No final de 2024, Bezos descreveu a luta em uma entrevista em uma conferência organizada pelo New York Times:
— Salvamos o Washington Post uma vez e vamos salvá-lo uma segunda vez.
O WP está longe de ser o único veículo de comunicação com dificuldades para alcançar a lucratividade. Para muitos, a circulação impressa continua em queda livre, o tráfego digital foi prejudicado pela inteligência artificial e o público se fragmentou em diversas plataformas de mídia social. Os veículos de comunicação tiveram que experimentar diferentes fontes de receita, como eventos e assinaturas premium, para compensar as perdas.
“Este é um dia trágico para o jornalismo americano, para a cidade de Washington e para o país como um todo”, disse Jeff Stein, principal correspondente econômico do WP, que não estava entre os demitidos. “Estou de luto pelos repórteres que amo e cujo trabalho defendeu os valores mais verdadeiros e nobres da profissão”, disse ele em um comunicado ao New York Times. “Eles estão sendo punidos por erros que não cometeram.”
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Don Graham, cuja família foi proprietária do WP por mais de meio século e supervisionou sua expansão para um jornal de primeira linha que revelou o escândalo de Watergate, disse em uma publicação no Facebook que “teria que aprender uma nova maneira de ler o jornal, já que comecei pela página de esportes no final da década de 1940”.
Marty Baron, ex-editor executivo do WP, afirmou em um comunicado que quarta-feira “está entre os dias mais sombrios da história de uma das maiores organizações de notícias do mundo”. “As ambições do Washington Post serão drasticamente reduzidas, sua equipe talentosa e corajosa será ainda mais diminuída e o público será privado do jornalismo investigativo e baseado em fatos em nossas comunidades e ao redor do mundo, que é mais necessário do que nunca”, escreveu Baron.
Um ataque massivo e persistente de piranhas (Parona signata) em uma praia da província de Entre Ríos, na Argentina, está causando preocupação. Nos últimos dias, mais de 40 pessoas sofreram mordidas desses peixes e, devido à gravidade dos ferimentos, uma das vítimas teve um dedo parcialmente amputado.
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A Praia Victoria tornou-se palco desses incidentes, que colocaram banhistas e autoridades em alerta. O salva-vidas no local, Alejandro Martín, confirmou ao jornal local El Once que prestou socorro a 46 pessoas feridas. “Todos os casos eram graves”, afirmou.
Entre os incidentes mais graves, o salva-vidas relatou que uma piranha “arrancou a ponta do dedo de uma das vítimas” e acrescentou que pelo menos outras cinco pessoas ficaram feridas na última segunda-feira em decorrência de novos ataques. Vários dos feridos precisaram ser levados ao Hospital Fermín Salaberry por precaução.
O centro de saúde emitiu um comunicado oficial após atender sete pessoas — crianças e adultos — no domingo, vítimas de mordidas de piranha sofridas no riacho Vitória.
“Relembramos à comunidade que existem placas nas diversas praias proibindo o banho, com o objetivo de proteger a saúde pública e prevenir acidentes”, enfatizaram as autoridades.
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Diante do risco de novos ataques, os salva-vidas hastearam bandeira vermelha para proibir a entrada na água. No entanto, Martín alertou que muitos visitantes “não veem as placas e entram mesmo assim”. Entre as medidas em consideração está a instalação de uma rede ancorada no leito do rio ao longo da margem para impedir que as piranhas se aproximem das áreas de banho. O salva-vidas lembrou que mais de 320 ataques foram registrados no ano passado.
Especialistas indicam que as altas temperaturas favorecem a presença de palometas, peixes carnívoros aparentados às piranhas, caracterizados por seus dentes afiados e comportamento agressivo quando se sentem ameaçados ou quando há escassez de alimento. Eles tendem a atacar em grupo e podem infligir ferimentos graves em questão de segundos, representando um risco para os banhistas, especialmente em casos de sangramento.
O Clã do Golfo, principal cartel do tráfico de drogas na Colômbia, suspenderá as negociações de paz no Catar com o governo de Gustavo Petro, em rejeição aos acordos do presidente com Donald Trump para atacar seu líder. A organização responsável pelo maior volume de exportação de cocaína a partir da Colômbia protestou depois que os presidentes priorizaram ações militares e de inteligência contra seu chefe, Chiquito Malo, durante uma reunião na terça-feira na Casa Branca.
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À margem dos diálogos de paz em Doha, Petro expressou a Trump a necessidade de atacar o líder do Clã do Golfo, segundo informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez.
“Isso seria um atentado contra a boa-fé e os compromissos” assumidos até o momento no Catar, afirmou a organização narcotraficante na rede social X, ao anunciar que se retirará da mesa de negociações “provisoriamente” enquanto seus integrantes fazem consultas sobre o anúncio.
“O presidente Petro colocou seus interesses pessoais acima do bem maior, que é a paz nos territórios”, acrescentou.
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Mudança de rumo
Integrantes do governo confirmaram à AFP que a conta que publicou a mensagem pertence à organização de origem paramilitar, que se autodenomina Exército Gaitanista da Colômbia.
Essa nova estratégia entre os dois países muda o rumo das relações entre Colômbia e Estados Unidos, que haviam sido afetadas pelos constantes embates nas redes entre Trump e Petro.
Antes de se reunir com Trump, o presidente de esquerda da Colômbia vinha sendo pressionado por sua suposta falta de firmeza contra as máfias, motivo pelo qual os Estados Unidos lhe impuseram sanções.
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O governo e o Clã do Golfo haviam anunciado em setembro o início de conversas no Catar com vistas a um desarmamento em troca de benefícios legais.
Petro enfrentou fortes críticas por sua política de negociar a paz com os principais grupos armados do país, que teriam se fortalecido durante seu mandato. No caso do Clã do Golfo, o próprio governo reconhece que o grupo aumentou em número de integrantes.
Venezuela
Além de Chiquito Malo, a Colômbia apontou diante de Trump Iván Mordisco, líder da principal dissidência das Farc que não abandonou as armas após o acordo de paz de 2016, e Pablito, um dirigente da guerrilha do ELN que atua na fronteira com a Venezuela.
— Não são alvos novos para a Colômbia em si, mas são alvos novos para uma ação conjunta entre a Colômbia e os Estados Unidos — afirmou o ministro Sánchez à Caracol Radio.
Chiquito Malo assumiu a liderança do clã após a captura, em outubro de 2021, de Otoniel, extraditado para os Estados Unidos. O segundo na hierarquia do grupo, conhecido como Gonzalito, morreu no fim de semana afogado após sofrer um acidente em uma embarcação quando seguia para uma zona de paz pactuada com o governo.
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Em janeiro, o comandante do ELN, Antonio García, disse à AFP que estava disposto a se unir a Iván Mordisco para enfrentar Washington.
Sánchez acrescentou que Colômbia e Estados Unidos convidarão a Venezuela a se juntar à nova ofensiva para combater o narcotráfico.
Essa ofensiva “significa interagir com maiores capacidades em termos de inteligência, mas aplicando a força em cada território segundo a soberania das próprias nações”. A intenção “é que a Venezuela também se integre a essa linha”, afirmou Sánchez.
O ministro precisou que, no caso da Colômbia, os Estados Unidos colaborariam em tarefas de inteligência, mas “a aplicação da força será feita” pelas forças de segurança colombianas.

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