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Quando o aiatolá Ali Khamenei governava o Irã como líder supremo, ele exercia poder absoluto sobre todas as decisões relativas à guerra, à paz e às negociações com os Estados Unidos. Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, não desempenha o mesmo papel — ele não foi visto nem ouvido desde sua nomeação, em março. Agora, um grupo de comandantes experientes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico da República teocrática, e seus aliados são os principais tomadores de decisão em assuntos de segurança, guerra e diplomacia.
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— Mojtaba está administrando o país como se fosse o diretor do conselho — disse Abdolreza Davari, um político que conhece Khamenei e atuou como conselheiro sênior do ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad (2005 – 2013). — Ele se baseia muito na orientação dos membros do Conselho, e eles tomam todas as decisões coletivamente. Os generais são os membros do Conselho.
Mojtaba, escolhido por um conselho de clérigos de alto escalão como o novo líder supremo, está escondido desde que as forças americanas e israelenses bombardearam o complexo de seu pai no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, onde ele também morava com sua família. Seu pai, esposa e filho foram mortos. O acesso a ele é extremamente difícil e limitado neste momento, pois está cercado por uma equipe de médicos que estão tratando os ferimentos sofridos nos ataques aéreos.
Passo a passo da missão de ataque que matou Khamenei
Google Maps, Airbus/Soar Atlas e Arte O GLOBO
Altos comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários do governo não o visitam, temendo que Israel possa rastreá-los até ele e matá-lo. O presidente Masoud Pezeshkian, que também é cirurgião cardíaco, e o ministro da Saúde têm se envolvido em seus cuidados.
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Embora Khamenei tenha ficado gravemente ferido, ele está mentalmente lúcido e ativo, de acordo com quatro autoridades iranianas. Uma de suas pernas foi operada três vezes e ele aguarda uma prótese. O líder supremo passou por uma cirurgia em uma das mãos e está recuperando as funções lentamente. Seu rosto e lábios sofreram queimaduras graves, o que dificulta sua fala e, futuramente, exigirá cirurgia plástica.
Manifestantes caminham diante de cartaz com a imagem do antigo líder supremo, Ali Khamenei, e do atual, Mojtaba Khamenei, no funeral do chefe da segurança do Irã, Ali Larijani
ATTA KENARE / AFP
Ainda segundo as autoridades, Mojtaba não gravou uma mensagem em vídeo ou áudio para não parecer vulnerável ou fraco em seu primeiro discurso público. Em vez disso, ele divulgou várias declarações escritas que foram publicadas nas redes sociais e lidas na televisão estatal.
As mensagens para ele são escritas à mão, seladas em envelopes e transmitidas por meio de uma corrente humana, de um mensageiro de confiança para o seguinte, que viajam por rodovias e estradas secundárias em carros e motocicletas até chegarem ao seu esconderijo. Sua orientação sobre diversos assuntos retorna da mesma forma.
A combinação entre as preocupações com sua segurança, os ferimentos e a enorme dificuldade de contatá-lo levou Khamenei a delegar as decisões aos generais — pelo menos por ora. Facções reformistas e linha-dura ainda participam das discussões políticas, mas analistas apontam que os laços construídos com os generais desde a adolescência de Khamenei, quando se voluntariou para lutar na guerra Irã-Iraque, fizeram deles a força dominante.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra, juntamente com os assassinatos de vários líderes e membros do aparato de segurança do Irã, inaugurou uma “mudança de regime” e que os novos líderes são “muito mais razoáveis”. Na realidade, a República Islâmica não foi derrubada. O poder agora está nas mãos de militares linha-dura entrincheirados, e a ampla influência dos clérigos está diminuindo.
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— Mojtaba ainda não tem o comando ou controle total — avaliou Sanam Vakil, diretora para o Oriente Médio e Norte da África da Chatham House, um instituto independente de estudos políticos. — Há, talvez, alguma deferência a ele. Ele assina os documentos ou faz parte da estrutura de tomada de decisões formal. Mas, no momento, ele se depara com situações já decididas.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ex-general da Guarda Revolucionária e principal negociador com os EUA no Paquistão, afirmou, no último sábado, que a proposta americana de um acordo nuclear e um plano de paz, bem como a resposta do Irã, foram compartilhadas com Khamenei e que suas opiniões foram levadas em consideração na tomada de decisões.
Presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf
Arash Khamooshi/The New York Times
A ascensão da Guarda
A Guarda Revolucionária, formada como protetora da Revolução Islâmica de 1979, acumulou poder de forma constante por meio de importantes cargos políticos, participações em setores-chave da indústria, domínio das operações de inteligência e cultivo de laços com grupos militantes no Oriente Médio que compartilham a inimizade do Irã em relação a Israel e aos EUA.
Mas sob o comando do patriarca Ali Khamenei, eles ainda tinham que, em grande parte, acatar sua vontade como uma figura religiosa singular que também servia como comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ele empoderou a Guarda Revolucionária, e com o tempo ela se tornou o instrumento e o pilar de seu governo.
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O assassinato de Khamenei no primeiro dia da guerra criou um vácuo e uma oportunidade. A Guarda Revolucionária se uniu a Mojtaba na luta pela sucessão que se seguiu e desempenhou um papel fundamental em sua escolha como o terceiro líder supremo do Irã.
— Mojtaba não é supremo, ele pode ser o líder nominalmente, mas não é como seu pai era — disse Ali Vaez, diretor do International Crisis Group no Irã. — Mojtaba é subserviente à Guarda Revolucionária porque deve sua posição e a sobrevivência do sistema a eles.
Os generais
A Guarda Revolucionária possui múltiplas alavancas de poder. O comandante-em-chefe é o Brigadeiro-General Ahmad Vahidi. O general Mohammad Bagher Zolghadr, recém-nomeado chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, é um antigo comandante linha-dura da Guarda Revolucionária. Já o general Yahya Rahim Safavi, também comandante, atuou como principal conselheiro militar tanto do pai quanto do filho, líderes supremos.
Os oficiais entrevistados afirmam que os generais consideram a guerra com os Estados Unidos e Israel uma ameaça à sobrevivência do regime e, após cinco semanas de intensos combates, estão confiantes de que conseguiram conter a ameaça. Em todos os momentos decisivos, eles assumiram a liderança na definição da estratégia e na alocação de recursos.
Os generais desestabilizaram a economia global ao fechar o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial em tempos de paz, e usaram quaisquer ganhos na guerra como alavanca para superar rivais políticos internos. Segundo fontes, o presidente eleito e seu gabinete foram instruídos a se concentrarem apenas em assuntos internos, como garantir um fluxo constante de alimentos e combustível e assegurar o funcionamento do país.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, foi marginalizado nas negociações que liderava com os Estados Unidos antes da guerra. Ghalibaf, então, assumiu a liderança dos esforços diplomáticos — escolha feita pelos generais. Mojtaba tem acompanhado tudo e, ainda de acordo com as fontes, raramente ou nunca apresenta objeções aos generais.
Uma fotografia divulgada pelo governo do Paquistão mostra a delegação iraniana liderada pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf (o segundo da direita para a esquerda), e pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi (o segundo da esquerda para a direita). Eles foram recebidos pelo chefe do exército paquistanês, Asim Munir (à esquerda), e pelo ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar (à direita), em Islamabad, Paquistão, na sexta-feira
Ministério das Relações Exteriores do Paquistão/Reuters/via The New York Times
Foram os membros da Guarda Revolucionária que elaboraram a estratégia para os ataques do Irã contra Israel e os estados do Golfo Pérsico, bem como o fechamento do estreito ao tráfego marítimo. Também foram eles que concordaram com um cessar-fogo temporário e aprovaram a diplomacia paralela e as negociações diretas com os Estados Unidos. Pela primeira vez, vários generais da Guarda Revolucionária fizeram parte da delegação iraniana que negociou com Washington.
Esta reportagem sobre a nova estrutura de poder do Irã baseia-se em entrevistas com seis autoridades iranianas, dois ex-funcionários do regime, dois membros da Guarda Revolucionária, um clérigo de alto escalão e três pessoas próximas à Mojtaba Khamenei. Outras nove pessoas com ligações à Guarda e ao governo também descreveram a estrutura de comando. Todas falaram sob a condição de anonimato.
Mojtaba Khamenei
Autoridades iranianas e outras três pessoas próximas ao líder supremo afirmaram que a deferência de a Mojtaba à Guarda Revolucionária se devia, em parte, à sua recente ascensão ao poder. Ele não possui a estatura política e a influência religiosa que fizeram de seu pai uma figura tão singular. E isso se deve aos seus profundos laços pessoais com a Guarda.
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Quando Khamenei tinha 17 anos, ele se ofereceu como voluntário para lutar na guerra Irã-Iraque. Foi, então, designado para uma brigada da Guarda Revolucionária chamada Batalhão Habib. A experiência o moldou e ele criou laços para a vida toda. À medida que cresciam e envelheciam, muitos membros do batalhão ascenderam a cargos influentes nas Forças Armadas e na Inteligência.
Khamenei concluiu seus estudos em um seminário teológico, alcançando o posto de aiatolá, considerado um erudito e jurista da fé xiita. Trabalhou no complexo de seu pai, coordenando operações militares e de inteligência para ele, função que consolidou ainda mais seus laços com os generais e chefes de inteligência.
Entre seus amigos próximos do Batalhão Habib estão o clérigo Hossein Taeb, antigo chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, e o general Mohsen Rezaei, que o comandou na década de 1980 e foi chamado de volta da aposentadoria. Ghalibaf também é um amigo de longa data.
Durante anos, Khamenei, Taeb e Ghalibaf se reuniam semanalmente para longos almoços de trabalho no complexo do aiatolá, segundo autoridades iranianas e três pessoas próximas a Khamenei. Eles ficaram conhecidos como o “triângulo do poder”. O trio foi acusado por um clérigo mais moderado, Mehdi Karroubi, de interferir na eleição presidencial de 2009, na qual ele era candidato, e de fraudar os resultados em favor do então presidente, Ahmadinejad. Karroubi perdeu, e a derrota eleitoral levou a meses de agitação, protestos e violência.
Essas relações pessoais agora influenciam bastante a dinâmica entre Khamenei e os generais. Segundo o político Abdolreza Davari, eles se tratam pelo primeiro nome e se veem como iguais, não como superiores e subordinados.
Surgem diferenças
Mas os generais não são as únicas vozes à mesa. A política iraniana nunca foi monolítica, e o sistema é projetado para ter estruturas de poder paralelas. Desentendimentos e divisões sempre foram comuns e, em muitos casos, públicos entre figuras políticas e comandantes militares iranianos. Pezeshkian e Araghchi também têm assentos no Conselho de Segurança Nacional.
Mas sob a atual liderança coletiva, são os generais que prevalecem e, no momento, não há sinais de desordem entre eles.
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Na última terça-feira, enquanto as equipes de negociação iranianas e americanas se preparavam para viajar a Islamabad para uma segunda rodada de conversas, os generais interromperam as negociações. Havia dias que surgiam divergências sobre se o Irã deveria continuar as conversas com o vice-presidente americano, JD Vance, caso o presidente Donald Trump mantivesse o bloqueio marítimo ao Irã. Cerca de 27 navios iranianos já haviam sido impedidos de entrar ou sair de portos iranianos. A Marinha dos EUA apreendeu dois navios pertencentes ao Irã, enfurecendo ainda mais os generais, que consideraram a ação uma violação do cessar-fogo.
Trump havia publicado uma série de mensagens nas redes sociais sobre forçar o Irã a ceder a todas as suas exigências e renovou as ameaças de bombardear usinas de energia e pontes do país caso o regime não concordasse com um acordo.
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Kent Nishimura/AFP
O comandante-em-chefe, general Vahidi, e vários outros generais argumentaram que as negociações eram inúteis porque o bloqueio demonstrava que Trump não estava interessado em negociações e queria pressionar o Irã a se render, de acordo com autoridades e dois membros da Guarda Revolucionária.
As autoridades disseram que Pezeshkian e Araghchi discordaram. Pezeshkian alertou para as graves perdas econômicas da guerra, estimadas pelo governo em cerca de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,4 trilhão, na cotação atual), e para a necessidade de alívio das sanções para a reconstrução. Também surgiram divergências sobre até que ponto o Irã deveria prosseguir com o fechamento do estreito.
Os generais, então, venceram e as negociações fracassaram.
Trump, por sua vez, prorrogou o cessar-fogo, mas manteve o bloqueio até que, segundo ele, os “líderes fragmentados” do Irã apresentem sua própria proposta de paz. O que acontecerá a seguir não está claro. Tampouco está claro se a Guarda Revolucionária permitirá concessões suficientes aos Estados Unidos em relação ao programa nuclear iraniano para que um acordo de paz se concretize, incluindo as duas questões controversas: o congelamento do enriquecimento e a renúncia ao estoque de 400 quilos de urânio altamente enriquecido.
Uma facção radical no Irã, embora não seja dominante, se opõe a quaisquer concessões, acreditando que, se o Irã continuasse lutando, derrotaria Israel e os Estados Unidos. Os apoiadores dos radicais têm tomado as ruas em manifestações noturnas, agitando bandeiras e jurando derramar seu sangue pela república islâmica. Quando Araghchi publicou nas redes sociais que o Irã estava abrindo o estreito, os radicais o atacaram, acusando a equipe de negociação de trair seus apoiadores.
Os radicais são apoiadores de Saeed Jalili, um candidato presidencial ultraconservador, que foi afastado das decisões, mas ainda exerce alguma influência, inclusive sobre a televisão estatal, dirigida por seu irmão. Alguns exigiram que Khamenei gravasse uma mensagem em vídeo ou áudio para confirmar publicamente seu apoio às negociações com Washington. Em um comício em Teerã, a multidão que se dirigia a Khamenei gritava: “Comandante, dê-nos a ordem e nós a cumpriremos”.
Ghalibaf dirigiu-se à nação na televisão estatal na noite de sábado, assegurando aos iranianos que Khamenei estava envolvido. Ele adotou um tom desafiador, mas pragmático, afirmando que o Irã havia obtido conquistas militares, incluindo o abate de um caça americano — mas que agora era hora de usar esses ganhos em negociações diplomáticas.
— Às vezes, vejo nosso povo dizer que os destruímos — disse Ghalibaf. — Não, não os destruímos e vocês precisam entender isso. Nossos avanços militares não significam que somos mais poderosos que os Estados Unidos.
Enquanto a extensão do cessar-fogo entre EUA e Irã tem impedido o retorno da guerra em alta intensidade que fechou os céus do Oriente Médio e resultou em bombardeios diários a todos os países da região, uma disputa paralela vem sendo travada por Teerã e Washington pelo controle do Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo que negociações para o fim definitivo das hostilidades seguem travadas. O Pentágono anunciou nesta quinta-feira a apreensão de um novo navio-petroleiro supostamente ligado à exportação de combustível iraniano como parte do bloqueio ampliado aos portos do país, no mesmo dia em que o presidente americano, Donald Trump, deu ordem para “atirar e destruir” qualquer embarcação que lance minas navais em Ormuz. Autoridades iranianas, por sua vez, afirmam que os primeiros proventos de tarifas cobradas a cargueiros pela passagem segura no estreito teriam sido depositados no Banco Central do país — em uma sinalização de que a República Islâmica não pretende renunciar a uma das últimas frentes de pressão geopolítica que dispõe. Explosões foram relatadas sobre Teerã, na primeira vez que o governo disse ter acionado o sistema de defesa antiaéreo desde o início da trégua. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Militares das Forças Armadas de Israel afirmaram que colegas de farda estariam realizando saques a residências civis e prédios comerciais no sul do Líbano em meio à campanha militar no país, em uma prática que descreveram como rotineira. Fontes ouvidas pelo jornal israelense Haaretz disseram que os saques têm sido frequentes e em quantidades significativas, e que embora não sejam incentivados de qualquer maneira por superiores ou de forma institucional, os envolvidos não recebem punição. O comando do Exército israelense determinou a abertura de uma investigação após os depoimentos serem tornados públicos nesta quinta-feira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Na última quarta-feira (22), o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos anunciou o afastamento da sua Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo, Julia Varvaro. A medida aconteceu depois que um ex-namorado acusou a funcionária de tê-lo feito gastar cerca de U$ 40 mil (cerca de R$ 200 mil) com ela em viagens pela América do Norte e Europa, chamando-a de “sugar baby”. O termo é usado para designar pessoas que se relacionam com alguém que banca os seus custos de vida, normalmente luxuosos.
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O caso foi incialmente publicado pelo site britânico Daily Mail, que afirmou que Varvaro classificou o a situação como “besteira” inventada por seu “ex-namorado louco”. Nas redes, ela posa ao lado do presidente Donald Trump, em sua foto principal no perfil do X.
Varvaro teria conhecido o homem, identificado apenas como Robert B, em um aplicativo de relacionamento, em dezembro. Por três meses, eles viveram um romance e viajaram por diferentes lugares, como Carolina do Sul, San Diego, Itália e Aruba. Depois do fim do relacionamento, o homem teria dito que se sentiu usado e apresentou uma queixa formal ao Gabinete do Inspetor-Geral do Departamento de Segurança Interna (DHS), que não confirmou nem negou a existência de uma investigação para apurar a conduta da funcionária.
Julia Varvaro foi afastada da função de Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do Departamento de Segurança Interna (DHS)
Reprodução/LinkedIn
Quem é Julia Varvaro?
Julia Varvaro tem 29 anos e foi uma apoiadora de Donald Trump durante as eleições presidenciais de 2024, vencida pelo republicano, quando ela ainda era professora adjunta da Universidade St. John’s. Em maio do ano passado, ela assumiu o cargo como Subsecretária Adjunta para Contraterrorismo do DHS. Varvaro possui doutorado em Segurança Nacional pela mesma universidade que lecionava. Depois que o caso veio à tona, ela fechou as suas mensagens na rede social X, onde tem uma foto ao lado de Trump como imagem principal, além disso ela desativou o seu perfil no LinkedIn, onde apresentava o seu currículo até chegar ao DHS.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos é o órgão federal central na supervisão de políticas de deportação em massa, controle de fronteiras e fiscalização de imigrantes. Frequentemente atua em operações conjuntas com o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos).
Julia Varvaro ao lado do Presidente Donald Trump, a quem apoiou nas últimas eleições q
Reprodução/X/drjuliavarvaro
Depois de discussões públicas com o presidente americano Donald Trump, o Papa Leão XIV voltou a falar sobre a guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã, com ataques também sofridos pelo Líbano. Voltando de viagem que fez pela África nos últimos dias, o Pontífice recebeu cerca de 70 jornalistas em seu avião. Para ilustrar o seu pedido de paz, ele lembrou de um menino libanês e muçulmano que lhe deu uma fotografia sua.
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— Eu gostaria de incentivar a continuação do diálogo pela paz, para que as partes se esforcem para promover a paz, afastar a ameaça de guerra e para que o direito internacional seja respeitado. É muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares. Carrego comigo a foto de um menino muçulmano que, durante minha visita ao Líbano, me esperava com um cartaz que dizia “Bem-vindo, Papa Leão”. Depois, nesta última fase da guerra ele foi morto. São muitas as situações humanas e creio que devemos ter a capacidade de pensar dessa forma. Como Igreja, repito, como pastor, não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a se esforçarem para buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão — respondeu Leão XIV.
O líder religioso disse ainda que vem lendo cartas de famílias do Oriente Médio que perderam seus filhos na guerra. Ele destacou que o regime dos aiatolás não será derrubado facilmente por ataques promovidos pelos americanos e israelenses.
— Muitas vezes, quando avaliamos certas situações, a resposta imediata é que é preciso intervir com a violência, com a guerra, atacando. O que vimos foi a morte de muitos inocentes. Acabei de ler a carta de algumas famílias das crianças que morreram no primeiro dia do ataque. Elas falam sobre o fato de terem perdido seus filhos, as filhas, as crianças que morreram naquele ataque. A questão não é se o regime muda, o regime não muda, a questão é como promover os valores em que acreditamos sem a morte de tantos inocentes — avaliou o Pontífice.
Ele completou comentando diretamente as negociações que acontecem na região e as prorrogações de cessar- fogo, tanto entre iranianos e americanos, como entre Israel e Líbano: — A questão do Irã é evidentemente muito complexa. As tratativas que estão fazendo, um dia o Irã diz sim e os Estados Unidos dizem não, e vice-versa, e não sabemos para onde isso vai. Foi criada essa situação caótica, crítica para a economia mundial, mas também há toda uma população no Irã de pessoas inocentes que estão sofrendo com essa guerra. Então, sobre a mudança de regime, sim ou não: não está claro que regime existe neste momento, após os primeiros dias dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã.
Perguntado sobre sua próxima viagem, o Papa Leão XIV afirmou que quer vir para a América Latina, mas não informou se visitaria o Brasil.
— Tenho um grande desejo de visitar vários países da América Latina. Até agora não está confirmado, veremos. Vamos aguardar — explicou.
Um militar das Forças Armadas dos EUA foi acusado de usar informações sigilosas sobre o momento da captura do então presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) apostando no mercado de previsões da Polymarket, empresa que tem como um de seus investidores e conselheiros Donald Trump Jr., filho do presidente americano. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Justiça dos EUA nesta quinta-feira.
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O militar Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, era integrante das forças especiais e estava lotado em Fort Bragg, em Fayetteville, Carolina do Norte, quando participou do planejamento e da execução da Operação Absolute Resolve, esforço militar para capturar Maduro, segundo os EUA. Promotores disseram que, por volta de 26 de dezembro, Van Dyke criou e financiou uma conta na Polymarket e começou a colocar dinheiro em previsões vinculadas à possibilidade de Maduro deixar o poder na Venezuela.
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Ele fez cerca de 13 apostas entre 27 de dezembro e a noite de 2 de janeiro, todas assumindo posições de “SIM” em várias questões relacionadas a Maduro propostas pela plataforma, que permite aos usuários apostar no resultado de eventos do mundo real. Segundo os promotores, as questões incluíam: “Forças dos EUA na Venezuela até 31 de janeiro de 2026”; “Maduro fora do poder até 31 de janeiro de 2026”; “Os EUA invadirão a Venezuela até 31 de janeiro?” ou “Donald Trump invocará poderes de guerra contra a Venezuela até 31 de janeiro”.
Ao todo, Van Dyke teria apostado cerca de US$ 33 mil (aproximadamente R$ 165,8 mil) nesses cenários, obtendo lucros ilícitos de aproximadamente US$ 409,9 mil (mais de R$ 2 milhões) segundo a acusação. Ele responderá a cinco acusações, incluindo três por violar a Lei de Bolsa de Mercadorias, que pode resultar em até 10 anos de prisão, e uma por fraude eletrônica, com pena de até 20 anos.
A crescente popularidade dos mercados de previsão tem gerado preocupação generalizada de que essas plataformas são vulneráveis a uso de informação privilegiada. Autoridades israelenses apresentaram acusações em fevereiro contra duas pessoas, incluindo um reservista militar, acusando-as de usar informações confidenciais para apostar na Polymarket. Democratas no Congresso dos EUA têm proposto recentemente novas leis para combater esse tipo de prática nesses mercados.
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Foto do soldado
A acusação não menciona se Van Dyke participou diretamente da operação contra Maduro, mas afirma que, horas após Maduro ser capturado, uma foto de Van Dyke foi tirada e enviada à sua conta do Google, mostrando-o “no que parece ser o convés de um navio no mar, ao nascer do sol, vestindo uniforme militar dos EUA e carregando um rifle, ao lado de outras três pessoas uniformizadas”. No mesmo dia da operação, Van Dyke sacou seus ganhos e enviou os valores para um “cofre” estrangeiro de criptomoedas, diz a acusação, antes de pedir à Polymarket que excluísse sua conta.
“Mercados de previsão não são um refúgio para o uso de informações confidenciais ou sigilosas obtidas indevidamente para ganho pessoal”, disse o procurador federal em Manhattan, Jay Clayton, em comunicado. “O réu supostamente violou a confiança nele depositada pelo governo dos EUA ao usar informações classificadas sobre uma operação militar sensível para apostar no momento e no resultado dessa mesma operação, tudo para obter lucro”.
Um porta-voz do escritório do procurador disse não ter informações sobre um advogado que represente Van Dyke.
A Polymarket afirmou, em uma publicação na rede social X, que identificou um operador usando informações sigilosas, encaminhou o caso ao Departamento de Justiça dos EUA e que cooperou com a investigação.
“Uso de informação privilegiada não tem lugar na Polymarket”, disse a empresa. “A prisão de hoje prova que o sistema funciona”.
Van Dyke foi designado ao Comando Conjunto de Operações Especiais dos EUA, que “realiza operações especiais contra ameaças para proteger o território nacional e os interesses dos EUA no exterior”. Como parte de sua função, ele assinou um acordo de confidencialidade referente a “Operações no Hemisfério Ocidental”, reconhecendo que o governo dos EUA depositava nele “confiança especial” e prometendo “nunca divulgar nada” do que aprendesse.
‘Regra Eddie Murphy’
A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA também apresentou uma ação civil paralela contra o militar, marcando a primeira vez que o regulador de derivativos move um caso de uso de informação privilegiada em mercados de previsão.
Também foi a primeira vez que a agência utilizou a chamada “Regra Eddie Murphy” em um caso desse tipo. A regra recebe o nome do ator Eddie Murphy, estrela do filme “Trocando as Bolas”, no qual personagens usam um relatório governamental roubado sobre a produção de laranja para ganhar milhões apostando em contratos futuros de suco.
A Polymarket e sua principal rival, Kalshi, anunciaram recentemente novas políticas para impedir o uso de informações não públicas nas plataformas. Na quarta-feira, a Kalshi informou que multou e baniu três candidatos políticos que apostaram em suas próprias eleições.
Forças dos EUA simulam captura de Maduro
A Polymarket tem sido alvo de críticas por oferecer contratos ligados a operações militares — algo que a maioria das outras plataformas evita, tanto por questões de segurança nacional quanto pelo risco de uso de informação privilegiada.
A Casa Branca e outros órgãos do governo alertaram recentemente funcionários de que não podem negociar nesses mercados usando informações confidenciais. O presidente dos EUA, Donald Trump, foi questionado sobre a prisão e disse a jornalistas: “Vou analisar isso”, acrescentando que há muito tempo tem reservas quanto a plataformas de apostas em eventos.
Um dos filhos de Trump, Donald Trump Jr., é conselheiro tanto da Kalshi quanto da Polymarket e investidor na Polymarket por meio do fundo 1789 Capital, do qual é sócio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai passar por um procedimento de retirada de acúmulo de pele (queratose) no couro cabeludo nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). 

Na unidade de saúde, o presidente também vai receber uma infiltração no punho para tratamento de tendinite no dedão do polegar da mão direita. Lula já viajou na noite desta quinta-feira (23) para a capital paulista.

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Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, os dois procedimentos são considerados simples. Por isso, não será necessário que ele fique internado. Inclusive, não é necessária preparação prévia ou repouso.

Agricultura

Pela manhã, Lula participou de evento em Planaltina (DF), na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade. 

“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse no evento 

Ele também participou hoje de de cerimônia alusiva ao Dia Mundial do Livro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. 

Duas aeronaves, uma da Aerolíneas Argentinas e outra a Latam, colidiram na noite desta quarta-feira (22), na pista do aeroporto internacional de Santiago. O incidente interrompeu as operações normais no principal terminal aéreo do Chile por várias horas, segundo os jornais La Nación e El Mercurio.
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Segundo informações preliminares, o incidente ocorreu durante manobras em solo, quando o avião da Latam, que se preparava para decolar do Aeroporto Arturo Merino Benítez com destino a São Paulo, colidiu com as asas de uma aeronave da argentina ainda na pista. A Direção-Geral de Aviação Civil do Chile (DGAC) especificou que o incidente envolveu um Airbus A321 da Latam Airlines e um Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, e confirmou que não houve feridos.
“Os passageiros desembarcaram e serão realocados. A DGAC conduzirá a investigação correspondente”, afirmou a DGAC em nota, após o cancelamento dos voos.
Já a Latam também informou sobre o ocorrido, afirmando que os passageiros foram realocados.
“Durante o táxi antes da decolagem do voo LA756 (que se preparava para voar na rota Santiago-São Paulo), a aeronave colidiu com uma aeronave da Aerolíneas Argentinas no pátio, resultando em danos leves em uma de suas asas”, diz o comunicado.
A companhia aérea informou que, como parte do protocolo, todos os passageiros desembarcaram e foram realocados em um novo voo, que partiu às 00h29 de quarta-feira. “A companhia aérea acionou seus protocolos de segurança e está investigando o incidente em coordenação com as autoridades competentes. O Grupo LATAM Airlines reafirma que a segurança é um valor inegociável e que todas as suas decisões operacionais são tomadas salvaguardando esse princípio”, conclui o comunicado.
O avião da Aerolíneas Argentinas também foi danificada. A empresa informou que a aeronave foi retirada de serviço e que os passageiros também foram realocados em outro voo.
“Em relação ao voo AR1267, que operava de Santiago, Chile, para o Aeroporto Jorge Newbery, a aeronave Boeing 737 da Aerolíneas Argentinas, que estava parada aguardando decolagem, foi atingida na traseira por uma aeronave da Latam que estava se reposicionando. O impacto danificou a barra estabilizadora da aeronave da Aerolíneas Argentinas, tornando-a inoperante. De acordo com as avaliações iniciais, os danos são leves. A Aerolíneas Argentinas reafirma seu máximo compromisso com a segurança operacional e lamenta qualquer inconveniente causado por este incidente. Além disso, a empresa já iniciou o processo de indenização pelos danos sofridos”, afirmou o comunicado à imprensa.
A Aerolíneas Argentinas esclareceu que “em nenhum momento a segurança dos passageiros e da tripulação foi comprometida. Eles desembarcaram de acordo com os protocolos de segurança e foram realocados em voos subsequentes”.
Segundo o comunicado, a maioria dos passageiros foi realocada na noite passada no voo 5008 da Sky, com destino ao Aeroparque, às 00h40, enquanto os demais passageiros foram realocados no voo AR1281, que partiu do Chile na manhã de quinta-feira.
De acordo com depoimentos colhidos pela Rádio ADN no Chile, um dos passageiros do voo da Latam relatou que a aeronave estava taxiando antes da decolagem, quando sentiu “um impacto muito forte” na traseira.
A mesma testemunha indicou que, minutos antes do impacto, alguns ocupantes já haviam notado a proximidade incomum de outra aeronave.
O passageiro entrevistado pela Rádio ADN também alertou sobre o risco potencial da situação: “Poderia ter sido mais grave, porque se isso tivesse acontecido quando o avião estivesse ganhando velocidade, poderia ter sido muito pior”.
De acordo com a ADN, os passageiros, em sua maioria brasileiros, expressaram surpresa e questionaram como duas aeronaves modernas poderiam ter colidido daquela maneira na pista.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que espera se reunir com os líderes de Israel e do Líbano nas próximas duas semanas e expressou sua esperança de alcançar um acordo de paz duradouro ainda este ano.
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“Acho que há uma chance muito boa de alcançarmos a paz. Acho que deveria ser algo simples”, disse ele a repórteres durante um encontro com os embaixadores do Líbano e de Israel para anunciar a prorrogação do cessar-fogo entre os dois países por mais três semanas.
Os ataques de Israel ao Líbano se intensificaram no dia 8 de abril, logo após o outro acordo de cessar-fogo, anunciado entre Estados Unidos e Irã. Neste dia, o exército israelense lançou 160 mísseis em apenas dez minutos no território libanês. A ofensiva ameaçou até o acordo firmado no dia anterior, fazendo com que Trump pedisse que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parasse com os ataques ao Líbano, afirmando que o líder estaria “proibido” de bombardear o país.
No último domingo, o exército de Israel também divulgou um mapa em que mostra o Sul do país vizinho como área controlada por eles. Pontes e vilarejos foram destruídos nesta região, gerando uma onda de refugiados. A capital Beirute, que fica ao norte, também foi alvo de ataques israelenses.
Mesmo antes do recrudescimento da ofensiva, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, mostrou interesse em negociar com Netanyahu, temendo que acontecesse no Sul do país o mesmo que houve na Faixa de Gaza nos anos anteriores. Do outro lado, Israel vem divulgando nomes do grupo Hezbollah que teriam sido mortos nos ataques, reconhecendo também que civis morreram com os bombardeios.
Após uma reunião “muito produtiva” com diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre o Líbano e Israel “será prorrogado por três semanas”. Ele acrescentou que espera “receber em breve o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun”.
“Os EUA trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah. Aguardo com expectativa a oportunidade de receber Netanyahu e Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
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Depois do anúncio, em entrevista à repórteres na Casa Branca, Trump disse que há uma grande chance de a paz entre Israel e o Líbano acontecer ainda este ano.
Além de Trump, o vice-presidente americano, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, também participaram das negociações entre os diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval.
— O povo do Líbano e o povo de Israel são vizinhos e querem se dar bem — afirmou Huckabee após a reunião. — Eles podem se dar bem. Mas é como vizinhos que têm um garotinho travesso morando no bairro que fica jogando pedras nas janelas de todo mundo. Se o garoto parasse de jogar pedras, os vizinhos poderiam se dar bem e começar a trabalhar juntos de verdade.
As negociações foram transferidas do Departamento de Estado para a Casa Branca, justamente para Trump participar. O encontro ocorreu em meio à troca de tiros entre o Exército israelense e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã, apesar do cessar-fogo. Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, matou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah reivindicou três ataques distintos contra tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano.
Um cessar-fogo de 10 dias foi anunciado em 16 de abril, interrompendo os combates, mas os contínuos ataques no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. O Irã apoia o Hezbollah e considera o cessar-fogo no Líbano uma condição essencial para um acordo de paz mais abrangente.

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