“Os EUA trabalharão com o Líbano para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah. Aguardo com expectativa a oportunidade de receber Netanyahu e Aoun. Foi uma grande honra participar desta reunião histórica”, escreveu o presidente em sua plataforma Truth Social.
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Depois do anúncio, em entrevista à repórteres na Casa Branca, Trump disse que há uma grande chance de a paz entre Israel e o Líbano acontecer ainda este ano.
Além de Trump, o vice-presidente americano, JD Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, e o embaixador no Líbano, Michel Issa, também participaram das negociações entre os diplomatas libaneses e israelenses no Salão Oval.
— O povo do Líbano e o povo de Israel são vizinhos e querem se dar bem — afirmou Huckabee após a reunião. — Eles podem se dar bem. Mas é como vizinhos que têm um garotinho travesso morando no bairro que fica jogando pedras nas janelas de todo mundo. Se o garoto parasse de jogar pedras, os vizinhos poderiam se dar bem e começar a trabalhar juntos de verdade.
As negociações foram transferidas do Departamento de Estado para a Casa Branca, justamente para Trump participar. O encontro ocorreu em meio à troca de tiros entre o Exército israelense e o Hezbollah, milícia apoiada pelo Irã, apesar do cessar-fogo. Um ataque israelense perto da cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, matou três pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. O Hezbollah reivindicou três ataques distintos contra tropas israelenses que ocupam o sul do Líbano.
Um cessar-fogo de 10 dias foi anunciado em 16 de abril, interrompendo os combates, mas os contínuos ataques no Líbano têm prejudicado o progresso lento rumo a um acordo de paz mais amplo entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. O Irã apoia o Hezbollah e considera o cessar-fogo no Líbano uma condição essencial para um acordo de paz mais abrangente.









