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O rei Charles III inaugurou nesta quinta-feira a Semana de Moda de Londres ao assistir ao desfile da estilista Tolu Coker, poucas horas depois da prisão de seu irmão, André, em relação ao caso Epstein.Na chegada, o monarca, que não foi citado nos arquivos, cumprimentou, sorridente, as pessoas que estavam na entrada do edifício, no centro de Londres, onde os desfiles ocorrerão até segunda-feira.
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O rei não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a prisão do ex-príncipe André, suspeito de “má conduta no exercício de um cargo público”.
Carlos III visitou uma exposição sobre a moda britânica e se reuniu com estudantes apoiados por sua organização, a King’s Foundation. O monarca também assistiu ao desfile da estilista britânico-nigeriana Tolu Coker, sentado entre a designer Stella McCartney e Laura Weir, diretora do British Fashion Council. Coker, que lançou sua marca em 2018, é um dos talentos emergentes da moda britânica.
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A London Fashion Week, conhecida por ser um celeiro de jovens talentos, começou pouco antes com um desfile em homenagem a uma de suas figuras históricas, Paul Costelloe, morto em novembro, aos 80 anos. Costelloe, estilista irlandês que vestiu a princesa Diana de Gales, apresentou suas coleções em Londres durante quatro décadas.
Casas de moda como Harris Reed, Richard Quinn, Simone Rocha e a sempre presente Burberry apresentarão suas coleções em Londres até segunda-feira. Outras marcas apreciadas por Catarina, a princesa de Gales, como Emilia Wickstead, Edeline Lee e Erdem Moralioglu, também estarão presentes em Londres.
A companhia aérea suíça Swiss International Air Lines iniciou nesta semana uma experiência gastronômica exclusiva para passageiros da Primeira Classe, oferecendo degustação de caviar em voos de longa duração que partem de Zurique (ZRH) e Genebra (GVA). A ação, parte do programa anual Connoisseur Weeks, estará disponível por tempo limitado, entre 18 de fevereiro e 3 de março de 2026, com três variedades requintadas da iguaria servidas a bordo.
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Durante o período promocional, clientes da Primeira Classe poderão experimentar uma seleção especial de caviar, incluindo opções produzidas na Suíça — como o Oona Caviar, cultivado em Frutigen com água de montanha e sem conservantes.
O item é encontrado por 98 francos suíços na lata de 30 gramas, cerca de R$ 660, na cotação atual, o que equivale a R$ 22 mil o quilo. Segundo o site da marcam ele possui teor máximo de sal de 3,5%, é levemente salgado e desenvolve um sabor rico e amanteigado, com notas de nozes.
Caviar de luxo dos Alpes Suíços será servido em primeira classe de aérea
Divulgação
O conceito gastronômico da SWISS First, conhecido como Connoisseur Experience, é realizado quatro vezes ao ano e busca oferecer ingredientes sazonais e especialidades distintas aos passageiros mais exigentes. A inclusão do caviar está entre as experiências mais aguardadas pelos passageiros europeus.
A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe britânico, nesta quinta-feira, ocorreu em meio a uma nova onda de revelações sobre os vínculos de figuras do establishment político do Reino Unido com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, aprofundando a crise que atinge o primeiro-ministro Keir Starmer e seu governo.
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O premier britânico enfrentou pedidos de integrantes de seu próprio Partido Trabalhista para que deixasse o cargo, após correspondências documentarem uma relação muito mais próxima entre Epstein e Peter Mandelson, nomeado por Starmer como embaixador britânico nos Estados Unidos.
O líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, pediu que Starmer renunciasse, afirmando que o premier demonstrou mau julgamento ao nomear Mandelson, apesar de saber que os dois homens eram próximos.
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Starmer, que afirmou não conhecer a extensão da relação entre Mandelson e Epstein quando o nomeou e acusou seu ex-embaixador de mentir, prometeu permanecer no cargo. Ele recebeu posteriormente o apoio de todos os membros de seu gabinete, que disseram que a troca de liderança seria prejudicial aos esforços do partido para governar.
As revelações sobre Mandelson, no entanto, levaram à renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que mantinha proximidade com Mandelson há décadas. Tim Allan, diretor de comunicações do primeiro-ministro e amigo de Mandelson, também deixou o cargo.
O primeiro-ministro ainda enfrenta riscos políticos decorrentes do episódio. Seu governo concordou em entregar milhares de páginas de correspondências internas relacionadas à decisão de nomear Mandelson. Esses documentos podem ser divulgados a qualquer momento.
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Assessores de Starmer em 10 Downing Street estão se preparando para reportagens potencialmente prejudiciais quando os documentos forem tornados públicos.
A polícia investiga se Mandelson cometeu “má conduta no exercício de função pública” ao compartilhar documentos governamentais sensíveis com Epstein quando serviu em um governo britânico anterior.
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Mandelson encaminhou a Epstein um memorando econômico interno e compartilhou informações sobre uma votação de resgate financeiro da União Europeia.
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Mandelson negou qualquer irregularidade criminal. Mountbatten-Windsor tem negado consistentemente qualquer envolvimento em irregularidades.

O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.

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Segundo Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI. Ainda de acordo com o senador, os trabalhos da CPMI seguirão com “firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.

No último dia 5, a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.

“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, disse.

O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.

“Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos pra gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada do QR code, aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa.”

*Com informações da Agência Câmara

Em meio ao empenho dos dois países para fortalecer a parceria estratégica, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, formalizou um convite ao assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, para que ele visite o Brasil “assim que possível”. O convite ocorre no momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na capital indiana, onde participa de um evento multilateral sobre inteligência artificial.
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Na carta enviada a Doval, à qual O GLOBO teve acesso, Amorim manifesta esperança de que os dois países possam concluir as negociações e assinar um novo memorando de entendimento para cooperação na indústria de defesa durante a visita de Lula à Índia. O setor de defesa é um dos focos da aproximação que os dois países intensificaram recentemente.
Pouco após a visita de Amorim em 2025, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve em Nova Délhi com uma comitiva de peso que refletiu isso: ele foi acompanhado do ministro da Defesa, do comandante da Aeronáutica, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do presidente da Agência Espacial Brasileira.
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Na carta, Amorim considera a visita de Alckmin “altamente bem-sucedida” e destaca um “progresso significativo” na cooperação em aviação, lembrando a abertura do novo escritório da Embraer na capital indiana em outubro, com a presença de Alckmin. “O contato contínuo nos mais altos níveis será importante para o sucesso desses projetos”, acrescenta.
Além do acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra assinado no ano passado, a Embraer assinou em janeiro um memorando de entendimento entre a Adani Defense & Aerospace para desenvolver um “sistema de transporte aéreo regional integrado”.
Após a agenda multilateral, Lula participa nesta sexta da abertura do novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na capital indiana e do encerramento do fórum empresarial Brasil-Índia. No sábado, a viagem se concentra na relação bilateral. Será a vez da visita de Estado e o encontro de Lula com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
* O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos
O público britânico, majoritariamente pró-monarquia, comemorou a prisão, na quinta-feira, do ex-príncipe Andrew, cuja amizade com o criminoso sexual americano Jeffrey Epstein o transformou em um pária. Alguns disseram que o irmão mais novo do rei Charles III merecia ser detido, enquanto outros afirmaram que isso transmitia a mensagem correta de que a família real não está acima da lei.
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Andrew Mountbatten-Windsor, como é agora conhecido, foi detido sob suspeita de má conduta enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido. A polícia também realizou buscas em duas de suas propriedades, após revelações em documentos americanos recentemente divulgados de que relatórios potencialmente confidenciais foram compartilhados com Epstein.
Após anos de relatos e acusações sobre as atividades de Andrew com Epstein, a alegria maliciosa nas ruas britânicas foi destacada pela advogada Emma Carter. A mulher de 55 anos, natural de Essex, a leste de Londres, sorriu ao dizer que Andrew “merece” ser preso. “Ele tem se escondido atrás de seus privilégios e da popularidade da rainha por muitos anos.”
“Ele deveria ter sido preso há muito tempo, francamente. Ele simplesmente abusou completamente da sua posição”, disse ela à AFP.
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Maggie Yeo, de 59 anos, também recebeu a notícia com um sorriso. “Eu pensava que eles [a família real] eram intocáveis. É bom saber que eles não estão acima da Justiça”, disse ela à AFP. “Pelo menos a justiça britânica está funcionando.” Yeo disse que sentia pena de Charles, que insistiu que a polícia deveria ter permissão para realizar a investigação. “Ele está sofrendo de câncer. Provavelmente não estava totalmente ciente do passado do irmão.”
Jennifer Tiso, uma analista de dados de 39 anos, também considerou positiva a mensagem transmitida pela prisão. “É bom que ele esteja pagando pelo que fez. E não acho que só porque você é parente da família real, você deva estar acima da lei ou receber um tratamento diferente das pessoas comuns”, disse Tiso. “Acho que chegou a hora. Já aconteceu antes com estrelas do rock, superestrelas, e agora está chegando a lugares de maior poder, como a família real.”
Andrew sempre negou qualquer irregularidade, mesmo tendo concordado em pagar uma quantia multimilionária para encerrar um processo movido por Virginia Giuffre, que o acusou de abuso, sem admitir qualquer responsabilidade.
‘A coisa certa a fazer pelas vítimas’
Muitos britânicos pareciam acreditar que a família real era intocável. Uma pesquisa de opinião do instituto YouGov, divulgada na segunda-feira, indicou que 62% dos britânicos acreditam ser improvável que Andrew seja acusado. A notoriedade de Andrew, após anos de relatos sobre suas festas com Epstein, que tirou a própria vida na prisão em 2019, foi comprovada pelas reações do público.
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Carlos Jasso/AFP
Kevin, um aposentado de 66 anos da cidade de Salisbury, no sul da Inglaterra, que só revelou seu primeiro nome, disse que Andrew, filho da falecida rainha Elizabeth II, “não era inteligente” e era “arrogante”.
“Não sou contra a família real, mas ele não dá o exemplo certo. Ele era o favorito da rainha. Ela gostava de protegê-lo.”
A prisão foi importante, disse ele, pois o caso “envolve negócios, contratos, dinheiro e relações com estados estrangeiros”. A prisão de Andrew em sua nova residência na propriedade de Sandringham do rei permanece restrita ao seu papel como enviado comercial entre 2001 e 2011, quando foi forçado a renunciar devido às suas ligações com Epstein.
As acusações de que Epstein pode ter organizado encontros sexuais para o ex-príncipe e outras pessoas na Grã-Bretanha ainda estão sendo avaliadas pela polícia britânica. A advogada Emma Carter ainda afirmou que a prisão foi “a coisa certa a fazer para as vítimas” dos abusos sexuais de Epstein.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instou o Irã nesta quinta-feira a chegar a um “acordo significativo” com os Estados Unidos ou “coisas ruins acontecerão”, enquanto um grande destacamento militar americano no Oriente Médio ganha forma. Ele alertou ainda que Washington “pode ​​ter que ir um passo além” se nenhum acordo for alcançado, acrescentando que uma decisão pode ocorrer “nos próximos 10 dias”.
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— Ao longo dos anos, ficou claro que chegar a um acordo significativo com o Irã não é fácil. Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão — declarou Trump na reunião inaugural do Conselho de Paz, sua iniciativa para garantir a estabilidade em Gaza.
As Forças Armadas dos Estados Unidos já estão prontas para realizar um possível ataque ao Irã neste fim de semana, enquanto Israel prepara suas defesas diante da perspectiva de um conflito iminente. A movimentação ocorre em meio ao reforço militar de Washington no Oriente Médio e a alertas internacionais de que a possibilidade de uma escalada é real, embora autoridades próximas ao presidente americano tenham relatado que o republicano ainda não tomou uma decisão final sobre prosseguir ou não com uma ofensiva.
No centro do impasse está a questão do enriquecimento de urânio, processo que pode ser usado para abastecer reatores nucleares ou produzir bombas. Israel e os Estados Unidos querem cessar toda atividade e desmontar as usinas iranianas, enquanto a República Islâmica insiste em manter alguma capacidade de produção de combustível para supostos fins pacíficos.
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Nesta quinta-feira, Teerã reiterou que “nenhum país” pode privá-lo do direito de enriquecimento nuclear, ao mesmo tempo em que o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, sinalizou que a janela diplomática do Irã está se fechando.
— Não há muito tempo, mas estamos trabalhando em algo concreto — disse Grossi à Bloomberg, referindo-se a seis horas de reuniões realizadas no início da semana, em Genebra, com diplomatas iranianos. — Há algumas soluções que a AIEA propôs.
A segunda rodada de negociações sobre um novo acordo nuclear, realizada em Genebra na terça-feira, no entanto, terminou sem avanços reais. Autoridades iranianas tentaram adotar um tom otimista após as conversas, com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mencionando “bons progressos”. Por sua vez, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que “houve algum progresso”, mas que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”. Segundo avaliações de segurança israelenses, apesar das declarações públicas, divergências significativas permanecem.
— O presidente sempre deixou muito claro que, em relação ao Irã ou a qualquer outro país do mundo, a diplomacia é sempre sua primeira opção, e o Irã seria muito sábio em fazer um acordo com o presidente Trump e com este governo — disse Leavitt na quarta-feira. — Acredito que os iranianos devem nos apresentar mais detalhes nas próximas semanas, e o presidente continuará acompanhando como isso evolui. Ele está sempre pensando no que é melhor para os EUA, (…) e é assim que toma decisões em relação à ação militar.
De acordo com o site americano de notícias Axios, Trump reuniu-se na quarta-feira com os dois assessores que lideram as negociações indiretas com o Irã: Steve Witkoff, incorporador imobiliário que se tornou enviado especial, e Jared Kushner, genro do presidente. Fontes americanas disseram ao veículo que as conversas em Genebra foram “irrelevantes” e que o Pentágono estava se preparando para uma ofensiva conjunta com Israel que poderia durar semanas. As mesmas fontes acrescentaram que Teerã tem até o fim de fevereiro para oferecer concessões em seu programa nuclear.
Pressão militar
Enquanto manteve o diálogo, o governo americano enviou um amplo conjunto adicional de armamentos ao Oriente Médio, incluindo mais navios de guerra, sistemas de defesa aérea e submarinos, além de dezenas de aviões-tanque e mais de 50 caças adicionais. O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra já estão na região, e um segundo porta-aviões, o USS Gerald Ford, está a caminho. Há, ainda, ao menos três navios de combate litorâneo, um destróier com mísseis guiados no Mar Vermelho e dois contratorpedeiros com mísseis guiados no Golfo Pérsico, próximos ao estreito de Ormuz.
Altas autoridades iranianas têm advertido repetidamente, nos últimos anos, que bloquearão militarmente o estreito de Ormuz — rota vital de navegação responsável por cerca de 20% do suprimento global de petróleo — caso o país seja atacado. A mídia estatal iraniana informou na terça que partes do estreito seriam fechadas por algumas horas por “precauções de segurança”, enquanto a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã realizava exercícios militares na área.
Em atualização.
A Diocese católica de Camden, em Nova Jersey, concordou em efetuar o pagamento de US$ 180 milhões (cerca de R$ 942 milhões) para pôr fim a centenas de processos por abuso sexual. O anúncio foi feito esta semana pelo bispo Joseph A. Williams, membro da paróquia, e informa que mais de 300 sobreviventes de atos de abuso cometidos por membros do clero serão abrangidos pela definição.
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Em carta divulgada na última terça-feira, sacerdote afirma que foi feito um acordo de falência que estabeleceu um fundo fiduciário, que será pago pela diocese e suas seguradoras. O termo foi aceito pelo comitê que representa os sobreviventes dos atos, cometidos entre as décadas de 1970 e 1980, e aguarda aprovação no tribunal de falências.
Para os sobreviventes do sul de Nova Jersey, este dia já deveria ter chegado há muito tempo e representa um marco em sua jornada rumo à justiça, cura e reconhecimento que tanto buscaram e merecem. A cada um desses sobreviventes, gostaria de dizer: Obrigado por sua coragem em se manifestar. Sem sua coragem e perseverança, este novo dia não teria chegado.
O acordo desta semana complementaria um acordo de 2022, no qual a Diocese de Camden concordou em pagar US$ 87,5 milhões (R$ 454 milhões, na cotação da época) para resolver processos judiciais relacionados.
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A Igreja Católica dos EUA tem sido abalada há anos por acusações e revelações de abusos sexuais cometido por padres e outros sacerdotes. Entre 1950 e 2016, recebeu 18.500 denúncias contra 6.700 membros do clero, segundo o site bishop-accountability.org. Diversos membros de alto escalão da Igreja foram forçados a renunciar por protegerem abusadores sexuais.
O Parlamento da Venezuela deve debater nesta quinta-feira a aprovação de uma lei de anistia geral no país, que especialistas e familiares de presos políticos alertam ter alcance limitado. A lei é uma iniciativa de Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura do presidente Nicolás Maduro em 3 de janeiro, em uma incursão militar dos Estados Unidos. Delcy governa sob pressão de Washington. Ela iniciou um processo de libertações antes da proposta de anistia, que em teoria deve abranger os 27 anos do chavismo no poder.
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— Não vai ser a melhor lei, acho que ainda há muitas coisas a melhorar — advertiu à AFP uma fonte com conhecimento das negociações entre o chavismo e a oposição minoritária, que se estenderão até pouco antes do início da sessão.
A Mesa Diretora do Parlamento convocou a sessão de quinta-feira para as 16h locais (17h em Brasília), um horário tardio e incomum. O único ponto da pauta é a “continuação da segunda discussão do projeto de lei de Anistia para a Convivência Democrática”.
O partido do governo tem maioria absoluta na Assembleia Nacional, mas um grupo de opositores travou o primeiro debate.
— Eles querem que a lei seja aprovada por consenso — afirmou a fonte sob anonimato.
O projeto de 13 artigos, porém, é mais vago do que rascunhos que circularam anteriormente.
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O debate da última quinta-feira foi interrompido no artigo 7, que indica que a anistia abrange “toda pessoa que esteja ou possa ser processada ou condenada por delitos ou infrações ocorridos” nos 27 anos do chavismo.
A oposição questionou o trecho final da redação que exige que a pessoa “esteja à disposição da Justiça ou se apresente à Justiça”, ou seja, que compareça aos tribunais na Venezuela para determinar se a anistia se aplica. Não está claro como essa exigência afeta opositores no exílio.
A Justiça venezuelana tem sido acusada de servir ao chavismo. A própria Delcy já defendeu uma reforma profunda do sistema.
O artigo 8 enumera os fatos específicos cobertos pela anistia, desde o golpe de Estado contra Hugo Chávez e a greve petroleira de 2002 até os protestos contra a contestada reeleição de Maduro em 2024. Seus críticos argumentam que a anistia deve abranger os 27 anos de chavismo sem exceções.
Uma reunião de negociação está prevista para quinta-feira antes da sessão, segundo a fonte.
— Não temos interesse em atrasar a lei — disse o deputado opositor Pablo Pérez. — Queremos que haja uma lei que realmente cumpra os parâmetros do que é uma lei de anistia.
O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão de Delcy, prometeu a libertação desses presos em uma visita há duas semanas. Desde então, 17 foram libertados.
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O debate ocorre após a visita a Caracas do chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan. Ele se reuniu por horas com Rodríguez e com seus ministros da Defesa, Vladimir Padrino, e do Interior, Diosdado Cabello, que durante anos defenderam discursos “antimperialistas”.
Os líderes “reiteraram o compromisso dos Estados Unidos com uma Venezuela livre, segura e próspera”, segundo comunicado americano. Rodríguez já cedeu a Washington o controle do petróleo e avança na retomada das relações bilaterais, rompidas em 2019.
Greve de fome
Uma mulher tem o rosto pintado durante um protesto em frente à sede das Nações Unidas em Caracas, em 18 de fevereiro de 2026
JUAN BARRETO / AFP
O governo interino anunciou o início de um processo de libertações em 8 de janeiro. Desde então, dezenas de familiares acampam em frente às prisões na esperança de que seu preso político seja libertado.
Já são 448, segundo a ONG Foro Penal. Eles receberam liberdade condicional, ponto sobre o qual ativistas insistem: a anistia deve conceder liberdade plena.
Um grupo de 10 mulheres iniciou em 14 de fevereiro uma greve de fome nos arredores de celas da Polícia Nacional em Caracas conhecidas como Zona 7. Quatro delas ainda mantinham o protesto na noite de quarta-feira, exigindo a libertação de seus familiares.
A União Europeia quer abrir “o quanto antes” as negociações formais sobre a adesão da Ucrânia ao bloco, afirmou nesta quinta-feira o presidente do Conselho Europeu, António Costa. Ele, no entanto, evitou estabelecer uma data concreta para o início das tratativas.
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O plano apresentado pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra na Ucrânia prevê a entrada de Kiev na UE em janeiro de 2027 — calendário considerado pouco realista por especialistas. “Queremos poder abrir formalmente as negociações o quanto antes e avançar no processo de ampliação”, declarou Costa durante entrevista coletiva em Oslo, onde cumpria visita oficial. “Não posso dizer se será em 2026, 2027 ou mais tarde, mas o importante é não perder o impulso”, acrescentou.
A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia entrará na próxima terça-feira em seu quinto ano, o que dificulta as expectativas de uma integração rápida do país ao bloco europeu. “É particularmente impressionante que a Ucrânia, apesar da terrível guerra que enfrenta, esteja aplicando as reformas necessárias para se tornar membro pleno da União Europeia”, ressaltou Costa.
Questionado sobre a possibilidade de oferecer uma adesão “leve” a Kiev, o presidente do Conselho Europeu foi categórico: “Existem regras para o processo de adesão”. E reforçou: “Os países candidatos devem cumprir esses critérios”, em referência aos chamados critérios de Copenhague, estabelecidos em 1993. Além do cumprimento das exigências técnicas e institucionais, a entrada de um novo país na UE depende da aprovação unânime dos Estados-membros. Nesse ponto, a Hungria, governada por Viktor Orbán, tem se mostrado abertamente hostil à candidatura ucraniana.
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Costa lembrou, no entanto, que Budapeste deu seu aval para que a Ucrânia obtivesse o status de país candidato em 2022. Atualmente, o recorde de adesão mais rápida ao bloco pertence à Finlândia, que levou menos de três anos entre a apresentação de sua candidatura e a incorporação formal. Na outra ponta está a Turquia, candidata oficial há quase 30 anos, mas cujo processo de integração está completamente congelado.

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