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Eleito presidente interino do Peru na quarta-feira, José María Balcázar assumiu após o antecessor, José Jerí, ter sido destituído do cargo em meio a alegações de corrupção. Seu nome, porém, também é cercado por controvérsias públicas e declarações polêmicas, entre elas sobre casamento infantil, que geraram forte reação social e midiática. O advogado e ex-juiz de 83 anos tornou-se o oitavo chefe de Estado do país desde 2016, e governará o Peru até a posse do próximo presidente no final de julho, após as eleições presidenciais de abril. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A polícia britânica informou nesta quinta-feira que o ex-príncipe Andrew foi colocado em liberdade “sob investigação” após ter sido detido ao longo do dia por suspeita de má conduta no exercício de função pública quando atuou como representante comercial, um desdobramento do caso Epstein. Andrew Mountbatten-Windsor foi visto deixando uma delegacia de polícia de Aylsham, de carro, após quase 12 horas de interrogatório pelas autoridades em Norfolk. A detenção, sem precedentes na história da família real, coincidiu com o 66º aniversário de Andrew.
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“Podemos confirmar que nossos procedimentos em Norfolk foram concluídos”, afirmou a polícia local de Thames Valley em comunicado que parece fazer referência à residência do ex-príncipe em uma propriedade pertencente ao rei Charles III, em Sandringham.
Pouco antes das 19h30 (horário local), uma emissora britânica divulgou uma imagem do ex-príncipe deixando a delegacia no condado de Norfolk no banco traseiro de um automóvel.
A prisão destaca o notável contraste nas respostas oficiais às 3 milhões de páginas de correspondências de Epstein, divulgadas pelo Departamento de Justiça americano no fim de janeiro. Enquanto as autoridades britânicas atuam agressivamente para investigar a possibilidade de crimes relacionados aos arquivos, os EUA nada fizeram. Também desfere um forte golpe na monarquia britânica e representa uma escalada da antiga crise enfrentada pelo Palácio de Buckingham sobre os laços do ex-príncipe com Epstein e as alegações de abuso sexual de mulheres jovens.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedentes no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
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Minas terrestres
— O problema da monarquia aqui são as várias incógnitas dentro desta situação, que continuarão a estimular o interesse da mídia e do público — disse ao New York Times Ed Owens, historiador da realeza e especialista na família real britânica. — Essas incógnitas são como minas terrestres que podem potencialmente causar enormes problemas à instituição.
Ao contrário de crises anteriores, não há um manual de instruções, disse Owens. Após a morte da princesa Diana, ex-esposa do rei, havia um funeral para planejar e formalidades a serem organizadas, aponta ele. Mesmo após a abdicação do rei Eduardo VIII em 1936, seu irmão estava à espera para assumir o trono.
Mas simplesmente não existe um plano para reagir à prisão de um parente próximo do rei que, até recentemente, desempenhava um papel importante na família real e que potencialmente pode ser acusado e levado a julgamento. E, se vierem à tona revelações de que a família protegeu Andrew, isso poderia ser devastador, dizem os especialistas.
‘Lei deve seguir curso’
Em uma declaração, o rei Charles III confirmou a prisão do irmão e afirmou que apoiava um “processo completo, justo e adequado” na investigação, acrescentando que apoiava as autoridades envolvidas.
“Nisso, como já disse antes, elas têm nosso total e irrestrito apoio e cooperação”, declarou. “Deixe-me afirmar claramente: a lei deve seguir seu curso”, acrescentou.
Embora os laços de Andrew com Epstein sejam conhecidos há anos, sua prisão marca o início de um novo capítulo de sua desgraça pública. No ano passado, o ex-príncipe, que sempre negou qualquer irregularidade, foi destituído de seus títulos reais e expulso do Royal Lodge, sua extensa residência em Windsor.
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Um porta-voz disse que o Palácio de Buckingham não foi informado previamente da prisão na manhã desta quinta-feira, quando policiais foram vistos na propriedade de Sandringham, um retiro campestre privado de 8.093 hectares pertencente ao rei Charles III e à rainha Camilla em Norfolk, Inglaterra, onde o Mountbatten-Windsor reside. Um dos policiais carregava um computador portátil de uso oficial. Parte das viaturas entrou pela frente da residência de cinco quartos, enquanto outras utilizaram a entrada traseira. Segundo um comunicado da polícia, houve operações de busca também em Berkshire.
“Como parte da investigação, hoje prendemos um homem na casa dos 60 anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de um cargo público”, afirmou a polícia em um comunicado, que não revela o nome do suspeito, como é habitual no Reino Unido.
Informações confidenciais
O conjunto de documentos divulgado em 30 de janeiro inclui diversos e-mails sugerindo que Andrew pode ter compartilhado documentos confidenciais. Segundo um e-mail enviado ao financista e agressor sexual americano, com data de 24 de dezembro de 2010, o ex-príncipe teria encaminhado “um relatório confidencial” sobre oportunidades de investimento no Afeganistão. Também há correspondências sugerindo que, no mesmo ano, Andrew enviou ao financista relatórios sobre viagens de trabalho à China, Cingapura e Vietnã.
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Os documentos se somam às acusações de agressão sexual apresentadas contra o ex-príncipe por Virginia Giuffre, vítima de Epstein que cometeu suicídio em 2025. Giuffre afirmou que o financista a traficou para Andrew por volta de 2001, quando ela era adolescente, e que ele a estuprou diversas vezes. Em 2022, o ex-príncipe pagou a Giuffre uma quantia não divulgada para encerrar um processo em um tribunal de Nova York, no qual ela alegava ter sido estuprada e abusada sexualmente por ele quando tinha 17 anos. Andrew não admitiu nenhuma das acusações de Giuffre ao anunciar o acordo e negou qualquer irregularidade em relação à sua amizade com Epstein.
Uma segunda mulher afirmou posteriormente, por meio de seu advogado, que Epstein a enviou à Inglaterra em 2010 para manter relações sexuais com o filho da rainha Elizabeth II. Outro advogado americano revelou que uma de suas clientes relatou que Epstein e o ex-príncipe a obrigaram a manter relações sexuais durante uma festa na Flórida em 2006.
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Os arquivos de Epstein implicaram vários outros membros da elite britânica. A polícia está investigando se Peter Mandelson, um operador político britânico de longa data que atuou como embaixador nos Estados Unidos, cometeu “má conduta em cargo público” ao compartilhar documentos governamentais confidenciais com Epstein. Ele nega qualquer delito criminal. Os arquivos mais recentes também revelaram que Sarah Ferguson, ex-esposa de Mountbatten-Windsor e ex-duquesa de York, manteve uma longa e pessoal correspondência com Epstein muito tempo depois de o financista ter sido condenado por aliciamento de prostituição em 2008.
Nota da polícia na íntegra sobre a prisão do ex-príncipe
“Como parte da investigação, hoje (19/2) prendemos um homem na casa dos sessenta anos, de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público, e estamos realizando buscas em endereços em Berkshire e Norfolk.
O homem permanece sob custódia policial neste momento.
Não divulgaremos o nome do homem preso, conforme as diretrizes nacionais. Lembre-se também de que este caso está agora em andamento, portanto, deve-se ter cuidado com qualquer publicação para evitar desacato ao tribunal.
O chefe assistente de polícia Oliver Wright disse: ‘Após uma avaliação minuciosa, agora abrimos uma investigação sobre esta alegação de má conduta em cargo público. É importante que protejamos a integridade e a objetividade de nossa investigação enquanto trabalhamos com nossos parceiros para apurar essa suposta infração. Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento apropriado.’”
Com AFP e The New York Times
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como “muito triste” a prisão do ex-príncipe britânico Príncipe Andrew em conexão com o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, nesta quinta-feira.
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— Acho que é uma vergonha. Acho que é muito triste. Acho que é muito ruim para a família real. É muito, muito triste — disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One.
Entenda o caso
A polícia britânica prendeu Andrew Mountbatten-Windsor, antes conhecido como príncipe Andrew, nesta quinta-feira, dia do seu 66º aniversário, por “suspeita de má conduta no exercício de um cargo público” após indicações de que compartilhou informações confidenciais com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein enquanto trabalhava como enviado comercial britânico entre 2001 e 2011. Se Andrew for acusado formalmente e condenado, o crime de má conduta pode resultar em prisão perpétua.
A detenção do irmão de um monarca é sem precedente no Reino Unido moderno: o último membro da realeza a ser preso foi o rei Carlos I, que foi julgado e executado por traição durante a Guerra Civil Inglesa em 1649. Independentemente de Andrew ser acusado formalmente de um crime, o escrutínio público mais uma vez vai se voltar para a família real britânica. Para especialistas em realeza e historiadores britânicos, a crise recente representa uma séria ameaça à estabilidade da monarquia em um momento de grande incerteza.
Desafiando o Vaticano, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X na França anunciou nesta quinta-feira (19) que mantém a intenção de ordenar seus próprios bispos, sob ameaça de ser considerada cismática. Em 2 de fevereiro, esta comunidade católica tradicionalista, fundada pelo francês Marcel Lefebvre, anunciou sua intenção de proceder novas ordenações episcopais em 1º de julho.
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Após ter sido pressionada a desistir do rito, que resultaria em “graves consequências”, o superior da comunidade, Davide Pagliarani, enviou a negativa ao Vaticano na quarta-feira.
“As ordenações representam uma necessidade concreta a curto prazo para a sobrevivência da Tradição”, afirma em carta ao cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que recebeu os responsáveis pela Fraternidade em 12 de fevereiro.
O cardeal argentino lembrou que uma ordenação sem o aval da Santa Sé “implicaria uma ruptura decisiva na comunidade eclesial (cisma)” e impediria a continuidade do diálogo.
“Não posso aceitar este quadro de retomada do diálogo, nem o adiamento da data de 1º de julho”, afirma Pagliarani em sua carta.
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Afirmou, ainda, que não pode haver “acordo no plano doutrinal quanto às orientações fundamentais adotadas desde o Concílio Vaticano II” (1962-65), que introduziu a Igreja na modernidade.
Fundada em 1970 em Écône (Alpes suíços), a Fraternidade Sacerdotal São Pio X perdeu seu reconhecimento canônico pela Igreja Católica cinco anos depois e ordenou ilegalmente quatro bispos em 1988, provocando sua excomunhão imediata.
Esta foi revogada em 2009 pelo Papa Bento XVI, e seu sucessor, Francisco, restabeleceu a partir de 2015 a validade das confissões e dos matrimônios celebrados por padres da Fraternidade.
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O presidente da França, Emmanuel Macron, convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a comparecer à próxima cúpula do G7, marcada para junho. O convite foi feito durante o encontro bilateral entre os dois presidentes ocorrido nesta quinta, durante a Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial em Nova Délhi, na Índia. A reunião do G7 será na cidade francesa de Evian.
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De acordo com a assessoria de Lula, os dois trataram de “temas da agenda bilateral, em especial cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia, e comércio”. Também conversaram sobre “os esforços conjuntos para combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na divisa entre o Amapá e a Guiana Francesa”.
Fontes do Planalto que acompanharam o encontro disseram que, na conversa sobre o setor de defesa, foi discutida a possibilidade de venda de helicópteros da Embraer para a França, e também a parceria entre os dois países no Programa de Desenvolvimento de Submarinos.
O acordo Mercosul-União Europeia, assinado em janeiro, não foi tema da conversa, segundo as fontes. A França resiste a aceitar o pacto. Mas o assunto entrou em outra reunião que Lula manteve nesta quinta na Índia, com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković.
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De acordo com o Planalto, eles destacaram a importância da assinatura do acordo Mercosul-UE e sua expectativa de que o tratado possa entrar em vigor o quanto antes. “Ambos concordaram com a importância estratégica do Acordo no atual momento de recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial”, acrescentou a assessoria.
Lula também reuniu-se com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, e com o CEO do Google, Sundar Pichai.
*O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua visita à Índia a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, se reuniu nesta quinta-feira (19) com o presidente da França, Emmanuel Macron, e outros líderes. Eles se encontraram à margem da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, em Nova Délhi, que tratou sobre a segurança, governança e colaboração global da tecnologia.

De acordo com nota do Palácio do Planalto, os dois líderes trataram de temas da agenda bilateral, em especial cooperação nas áreas de defesa, ciência e tecnologia e comércio. Na avaliação dos dois presidentes, o intercâmbio comercial US$ 10,3 bilhões, ainda que recorde, permanece aquém do potencial das duas economias.

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Os dois líderes também conversaram sobre integração transfronteiriça e os esforços conjuntos para o combate ao narcotráfico, ao garimpo ilegal e a outras formas de crime transnacional na fronteira entre o Amapá e a Guiana Francesa.

Lula e Macron também trataram de temas da agenda global, como paz, segurança e inteligência artificial. Nesse contexto, o presidente francês convidou Lula a participar da Cúpula do G7, em Evian, na França, programado para 15 e 16 de junho.

Mercosul

O presidente brasileiro também se reuniu com o primeiro-ministro da Croácia, Andrej Plenković, com quem conversou sobre a implementação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Ao contrário de Macron, que é abertamente contra o acordo, Lula e Plenković manifestaram sua expectativa de que o instrumento possa entrar em vigor o mais breve possível. 

“Ambos concordaram com a importância estratégica do acordo no atual momento de recrudescimento do unilateralismo e do protecionismo comercial”, diz a nota da Presidência.

Após mais de 20 anos de negociação, o acordo foi assinado por representantes dos dois lados em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai. O acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com a eliminação gradual de tarifas de importação para mais de 90% do comércio bilateral, envolvendo bens industriais como máquinas, ferramentas, automóveis e outros produtos e equipamentos e produtos agrícolas.

Celebrado por setores industriais, o acordo é objeto de críticas e protestos de agricultores europeus, entre eles os franceses, que temem a concorrência dos produtos sul-americanos, já que, entre outras medidas, eliminará tarifas alfandegárias.

Apesar da assinatura formal entre os dois blocos, a internalização do acordo precisa ser feita pelos congressos nacionais de cada um dos países do Mercosul, bem como do Parlamento Europeu. No caso dos europeus, no entanto, o encaminhamento do acordo para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia pode atrasar em até dois anos essa etapa final.


19.02.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião Bilateral com Presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake.
Nova Délhi - Índia.Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula cumprimenta o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, durante reunião bilateral – Foto: Ricardo Stuckert / PR

Agenda

Em Nova Délhi, o presidente Lula ainda conversou com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, sobre os cenários econômicos dos dois países. Eles concordaram com a necessidade de aumentar a corrente comercial e se comprometeram a elaborar uma pauta abrangente de cooperação, incluindo os setores de turismo, agricultura e comércio.

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Sri Lanka chegou a US$ 188 milhões, patamar inferior ao recorde de US$ 210 milhões alcançado em 2016.

O presidente Lula convidou o presidente cingalês a visitar o Brasil em data a ser definida.

Convite

Lula desembarcou na capital indiana nesta quarta-feira (18), a convite do primeiro-ministro do país, Narendra Modi, e tem uma série de compromissos na agenda. Além da cúpula sobre inteligência artificial, ele participa de um fórum empresarial e será recebido por Modi para uma visita de Estado, com a previsão de assinatura de diversos acordos.

O presidente Lula fica em Nova Délhi até sábado (21) e, de lá, segue para Seul, na Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o presidente se reunirá com o presidente sul coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático.

O rei Charles III inaugurou nesta quinta-feira a Semana de Moda de Londres ao assistir ao desfile da estilista Tolu Coker, poucas horas depois da prisão de seu irmão, André, em relação ao caso Epstein.Na chegada, o monarca, que não foi citado nos arquivos, cumprimentou, sorridente, as pessoas que estavam na entrada do edifício, no centro de Londres, onde os desfiles ocorrerão até segunda-feira.
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O rei não respondeu às perguntas dos jornalistas sobre a prisão do ex-príncipe André, suspeito de “má conduta no exercício de um cargo público”.
Carlos III visitou uma exposição sobre a moda britânica e se reuniu com estudantes apoiados por sua organização, a King’s Foundation. O monarca também assistiu ao desfile da estilista britânico-nigeriana Tolu Coker, sentado entre a designer Stella McCartney e Laura Weir, diretora do British Fashion Council. Coker, que lançou sua marca em 2018, é um dos talentos emergentes da moda britânica.
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A London Fashion Week, conhecida por ser um celeiro de jovens talentos, começou pouco antes com um desfile em homenagem a uma de suas figuras históricas, Paul Costelloe, morto em novembro, aos 80 anos. Costelloe, estilista irlandês que vestiu a princesa Diana de Gales, apresentou suas coleções em Londres durante quatro décadas.
Casas de moda como Harris Reed, Richard Quinn, Simone Rocha e a sempre presente Burberry apresentarão suas coleções em Londres até segunda-feira. Outras marcas apreciadas por Catarina, a princesa de Gales, como Emilia Wickstead, Edeline Lee e Erdem Moralioglu, também estarão presentes em Londres.
A companhia aérea suíça Swiss International Air Lines iniciou nesta semana uma experiência gastronômica exclusiva para passageiros da Primeira Classe, oferecendo degustação de caviar em voos de longa duração que partem de Zurique (ZRH) e Genebra (GVA). A ação, parte do programa anual Connoisseur Weeks, estará disponível por tempo limitado, entre 18 de fevereiro e 3 de março de 2026, com três variedades requintadas da iguaria servidas a bordo.
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Durante o período promocional, clientes da Primeira Classe poderão experimentar uma seleção especial de caviar, incluindo opções produzidas na Suíça — como o Oona Caviar, cultivado em Frutigen com água de montanha e sem conservantes.
O item é encontrado por 98 francos suíços na lata de 30 gramas, cerca de R$ 660, na cotação atual, o que equivale a R$ 22 mil o quilo. Segundo o site da marcam ele possui teor máximo de sal de 3,5%, é levemente salgado e desenvolve um sabor rico e amanteigado, com notas de nozes.
Caviar de luxo dos Alpes Suíços será servido em primeira classe de aérea
Divulgação
O conceito gastronômico da SWISS First, conhecido como Connoisseur Experience, é realizado quatro vezes ao ano e busca oferecer ingredientes sazonais e especialidades distintas aos passageiros mais exigentes. A inclusão do caviar está entre as experiências mais aguardadas pelos passageiros europeus.
A prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe britânico, nesta quinta-feira, ocorreu em meio a uma nova onda de revelações sobre os vínculos de figuras do establishment político do Reino Unido com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, aprofundando a crise que atinge o primeiro-ministro Keir Starmer e seu governo.
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O premier britânico enfrentou pedidos de integrantes de seu próprio Partido Trabalhista para que deixasse o cargo, após correspondências documentarem uma relação muito mais próxima entre Epstein e Peter Mandelson, nomeado por Starmer como embaixador britânico nos Estados Unidos.
O líder do Partido Trabalhista escocês, Anas Sarwar, pediu que Starmer renunciasse, afirmando que o premier demonstrou mau julgamento ao nomear Mandelson, apesar de saber que os dois homens eram próximos.
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Starmer, que afirmou não conhecer a extensão da relação entre Mandelson e Epstein quando o nomeou e acusou seu ex-embaixador de mentir, prometeu permanecer no cargo. Ele recebeu posteriormente o apoio de todos os membros de seu gabinete, que disseram que a troca de liderança seria prejudicial aos esforços do partido para governar.
As revelações sobre Mandelson, no entanto, levaram à renúncia de Morgan McSweeney, chefe de gabinete de Starmer, que mantinha proximidade com Mandelson há décadas. Tim Allan, diretor de comunicações do primeiro-ministro e amigo de Mandelson, também deixou o cargo.
O primeiro-ministro ainda enfrenta riscos políticos decorrentes do episódio. Seu governo concordou em entregar milhares de páginas de correspondências internas relacionadas à decisão de nomear Mandelson. Esses documentos podem ser divulgados a qualquer momento.
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Assessores de Starmer em 10 Downing Street estão se preparando para reportagens potencialmente prejudiciais quando os documentos forem tornados públicos.
A polícia investiga se Mandelson cometeu “má conduta no exercício de função pública” ao compartilhar documentos governamentais sensíveis com Epstein quando serviu em um governo britânico anterior.
E-mails divulgados pelo Departamento de Justiça mostram que Mandelson encaminhou a Epstein um memorando econômico interno e compartilhou informações sobre uma votação de resgate financeiro da União Europeia.
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Mandelson negou qualquer irregularidade criminal. Mountbatten-Windsor tem negado consistentemente qualquer envolvimento em irregularidades.

O depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi antecipado para a próxima segunda-feira (23), às 16h, no Senado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (19) pelo presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG).

O colegiado pretende ouvir o banqueiro sobre contratos de empréstimos consignados do Banco Master que teriam sido suspensos pelo INSS por falta de comprovação da anuência dos aposentados.

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Segundo Viana, o depoimento de Vorcaro, inicialmente previsto para a próxima quinta-feira (26), foi remarcado com o objetivo de garantir prioridade aos trabalhos da CPMI. Ainda de acordo com o senador, os trabalhos da CPMI seguirão com “firmeza, responsabilidade e celeridade, colocando a verdade acima de qualquer disputa política e a justiça acima de qualquer interesse circunstancial”.

No último dia 5, a CPMI ouviu o depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, que explicou porque a instituição decidiu não renovar o contrato do Banco Master com o INSS para empréstimos consignados. Dos 324 mil contratos de crédito com aposentados, 251 mil não possuíam os documentos exigidos.

“Verificando a quantidade de reclamação dos nossos segurados, entendemos por bem não renovar o acordo de cooperação técnica em 18 de setembro, muito antes de liquidação de Master”, disse.

O presidente do INSS acrescentou que pediu aos representantes do Banco Master para ver os contratos de empréstimos consignados que não haviam sido protocolados no sistema pelo banco.

“Quando mostrou esses contratos, não tinha os elementos mínimos pra gente fazer o controle: não tinha o valor emprestado, taxa de juro, custo efetivo. E pior: a assinatura, que era uma assinatura eletrônica do nosso segurado, não era acompanhada do QR code, aquilo com que você consegue certificar que a assinatura era daquela pessoa.”

*Com informações da Agência Câmara

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