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A imagem de Andrew Mountbatten-Windsor deixando uma esquadra da polícia na pequena cidade de Aylsham, em Norfolk, assutado no banco traseiro de um carro, dominou as primeiras páginas dos principais jornais britânicos. O registo, feito na noite de quinta-feira, tornou-se imediatamente um dos retratos mais emblemáticos da crise envolvendo o ex-príncipe.
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Na véspera, ele se tornou o primeiro membro da família real britânica, na história moderna, a ser detido. O irmão mais novo do rei Charles III passou mais de dez horas sob custódia antes de ser libertado “sob investigação”. A polícia não detalhou os elementos que motivaram a detenção por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas.
A fotografia que dominou as capas foi capturada por Phil Noble, fotógrafo sénior da agência Reuters. Segundo ele, o registo foi resultado de preparação, persistência — e um grau significativo de sorte.
Noble percorreu cerca de cinco horas até Norfolk após a divulgação da notícia. Diante da incerteza sobre o local exato da detenção — havia diversas esquadras possíveis na jurisdição — a equipe da Reuters percorreu diferentes pontos até identificar aquela que poderia ser a correta.
— Provavelmente esta foi a quarta ou quinta esquadra que visitamos naquela noite — relatou em entrevista à CNN.
Imagens divulgadas pela BBC mostram momento em que agentes chegam a uma das propriedades da família real onde ex-príncipe Andrew ficava após perder títulos reais
Reprodução/BBC
Pouco antes da saída de Andrew, o fotógrafo já havia deixado o local, mas regressou após receber uma mensagem da colega alertando para a chegada de veículos à garagem da esquadra. Minutos depois, as portas se abriram.
— Os deuses da fotografia estavam do meu lado. Foi um daqueles momentos raros em que tudo se encaixa — ressaltou ele.
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Ao todo, Noble fez seis fotografias. Duas ficaram completamente escuras, uma desfocada, duas mostravam apenas agentes. Uma capturou o momento que se tornaria histórico.
— Para cada foto dessas, a taxa de acerto é muito baixa. Quando olhei para trás da câmara, depois de um dia longo, tive de me beliscar — disse.
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Detido nesta quinta-feira (19), data em que completa 66 anos, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor enfrenta os desdobramentos das investigações sobre o caso Jeffrey Epstein. A prisão do integrante da família real britânica traz à tona sua polêmica passagem pelo Brasil em 2007. Na ocasião, em visita oficial como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional e Investimentos, Andrew reuniu-se com o presidente Lula, mas deixou um rastro de impressões negativas.
O episódio brasileiro ganhou destaque anos depois na biografia Entitled: The Rise and Fall of the House of York, que traça um retrato pouco lisonjeiro do filho da rainha Elizabeth II. No livro, a passagem por São Paulo é descrita como um exemplo do comportamento considerado arrogante do duque.
Em abril daquele ano, Andrew participou da inauguração do 11º Cultura Inglesa Festival, no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros. Segundo relato presente na biografia, ele teria ignorado a anfitriã responsável por recebê-lo, Norinka Ford. De acordo com o livro, o príncipe manteve-se inexpressivo, não se dirigiu a ela nem à pessoa sentada ao seu lado, criando um clima constrangedor.
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O momento mais comentado, porém, envolveu a apresentação musical da noite. A banda Os Britos — formada por músicos ligados a grupos como Barão Vermelho e Kid Abelha — apresentou covers dos The Beatles. Conforme o relato da obra, Andrew teria sido “rude e cruel” ao comentar que o grupo “deveria se limitar a tocar música brasileira”.
Ainda segundo o livro, o duque deixou o evento de maneira repentina, sem cumprimentar celebridades e convidados que aguardavam para conhecê-lo. Ele teria se levantado abruptamente e se dirigido à saída, forçando sua equipe, o embaixador britânico e os seguranças a correr para organizar a partida. A anfitriã ficou encarregada de conter o constrangimento entre os presentes.
Os corpos de dois jovens, de 19 e 20 anos, foram encontrados, neste sábado, na região montanhosa de Snowdonia, no norte do País de Gales, após uma grande operação de busca iniciada na quarta-feira.
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A preocupação com o paradeiro dos dois foi comunicada à polícia do Norte do País de Gales, que acionou um esforço coordenado de resgate na montanha Snowdon — também conhecida pelo nome galês Yr Wyddfa.
Equipes do Llanberis Mountain Rescue Team, Aberglaslyn Mountain Rescue Team, resgatistas de montanha da RAF (Força Aérea britânica), cães de busca e um helicóptero da guarda costeira participaram das buscas, que avançaram pela madrugada de quinta-feira sob condições típicas de inverno, com neve e gelo.
As operações foram retomadas às 8h da quinta-feira na cadeia montanhosa de Eryri.
Em comunicado, a polícia informou:
“Tragicamente, os corpos dos dois homens foram localizados e recuperados como parte desses esforços coordenados de busca. Ambos foram formalmente identificados, e suas famílias foram informadas. O legista foi notificado”.
Jurgen Dissmann, presidente da equipe de resgate de Llanberis, prestou condolências às famílias.
— Em nome do Llanberis Mountain Rescue Team, estendemos nossas mais sinceras condolências às famílias e entes queridos dos dois homens que perderam a vida de forma trágica — declarou.
Segundo ele, os voluntários atuaram em terreno montanhoso desafiador, coberto por neve e gelo, enfrentando condições climáticas adversas durante longas horas ao longo da noite.
Snowdon é o pico mais alto do País de Gales e um dos destinos mais populares para trilhas no Reino Unido. No inverno, no entanto, as condições tornam-se significativamente mais perigosas, exigindo preparo técnico e equipamentos adequados.
Ao menos oito pessoas morreram, incluindo uma criança, após um micro-ônibus turístico romper a camada de gelo do Lago Baikal, na Sibéria, e afundar nas águas subárticas. O acidente ocorreu quando o veículo atravessava uma estrada improvisada sobre o lago congelado em direção ao Cabo Khoboy, ponto turístico popular da região.
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Segundo autoridades locais, apenas um ocupante conseguiu escapar antes que o veículo fosse completamente submerso. Ele alertou os serviços de emergência. Mergulhadores especializados foram mobilizados para resgatar os corpos, entre eles o de um casal e de um adolescente de 14 anos.
O micro-ônibus afundou a cerca de 18 metros de profundidade (aproximadamente 60 pés), prendendo os passageiros na água gelada. O grupo era composto por turistas chineses, um morador local e o motorista russo, identificado como Nikolay Dorzheev, de 44 anos.
As autoridades russas abriram um processo criminal para apurar as circunstâncias da tragédia. De acordo com a Associação de Operadores Turísticos da Rússia, os turistas teriam contratado o passeio por meio de um guia não registrado.
O governador da região de Irkutsk informou que o consulado-geral da China foi notificado sobre o caso.
O motorista é acusado de utilizar uma rota sobre o gelo considerada insegura. Embora o Lago Baikal costume registrar camadas de gelo com até 1,2 metro de espessura no inverno, a área onde ocorreu o acidente apresentava fissuras recentes — uma abertura de cerca de três metros de largura teria provocado o rompimento e a queda do veículo.
O Lago Baikal é o mais profundo do planeta, com cerca de 1.642 metros de profundidade máxima (5.387 pés), e concentra aproximadamente 20% de toda a água doce não congelada da Terra. Localizado ao norte da Mongólia, é um dos principais destinos turísticos da Sibéria, especialmente entre visitantes chineses.
O governo britânico avalia a possibilidade de apresentar um projeto de lei para retirar Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão ao trono, em uma medida considerada extraordinária e com amplas implicações constitucionais após o irmão do rei Charles III ter sido detido sob suspeita de má conduta em cargo público, na última quinta-feira.
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Na prática, o projeto impediria legalmente que ele pudesse, em qualquer circunstância, se tornar rei.
O ministro da Defesa, Luke Pollard, declarou à BBC que a proposta de remover Andrew da linha de sucessão seria “a coisa certa a fazer”, independentemente do desfecho da investigação policial. Segundo ele, o governo está trabalhando “absolutamente” com o Palácio de Buckingham para estruturar a medida, com o objetivo de impedir que o ex-príncipe fique “potencialmente a um batimento cardíaco de distância do trono”. Ao mesmo tempo, afirmou considerar adequado que qualquer mudança formal ocorra apenas após a conclusão da investigação, e manifestou expectativa de apoio multipartidário.
Andrew ficou preso por 11 horas antes de ser liberado, e nega enfaticamente que haja qualquer irregularidade em sua conduta. Durante as diligências, a polícia realizou buscas no Royal Lodge, propriedade de 30 cômodos em Windsor onde ele viveu por muitos anos. Viaturas descaracterizadas foram vistas entrando na propriedade, e mais de 20 veículos chegaram a ser observados estacionados ali, embora não esteja claro quantos estavam diretamente ligados às buscas. A Polícia do Vale do Tâmisa, responsável pela prisão, deve continuar as ações até a próxima segunda-feira.
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Destituído de títulos
Atualmente oitavo na linha sucessória, Andrew já foi destituído de títulos, incluindo o de “príncipe”, em outubro passado. A decisão ocorreu em meio à pressão relacionada a seus vínculos com Jeffrey Epstein. Mesmo afastado de funções públicas desde 2019, após a repercussão negativa de uma entrevista ao BBC Newsnight sobre seu relacionamento com Epstein, ele mantém formalmente sua posição na linha de sucessão.
No Parlamento, a proposta encontra respaldo em alguns partidos.
Os Liberal Democrats e o SNP sinalizaram apoio à eventual legislação. O líder dos Liberal Democrats, Sir Ed Davey, afirmou que a polícia deve ser “autorizada a fazer seu trabalho, agindo sem medo ou favorecimento”. Ele acrescentou: “Mas claramente esta é uma questão que o Parlamento terá de considerar no momento certo; naturalmente, a monarquia vai querer garantir que ele nunca possa se tornar rei”.
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Já o líder do SNP em Westminster, Stephen Flynn, indicou que seu partido apoiaria a remoção, caso a legislação se mostre necessária. A deputada trabalhista Rachael Maskell declarou que “apoiaria uma legislação para remover Andrew da linha de sucessão e para retirá-lo do cargo de conselheiro de Estado”.
Há, contudo, divergências dentro do próprio Partido Trabalhista. Alguns parlamentares críticos à monarquia avaliam que a medida pode não ser necessária, sobretudo por considerarem improvável que Andrew venha a ocupar o trono. Em outubro, a Downing Street havia afirmado que não tinha planos de alterar a linha de sucessão, posição que foi revista após os desdobramentos mais recentes.
O Palácio de Buckingham não comentou publicamente os planos.
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Do ponto de vista jurídico-constitucional, a retirada de Andrew da linha de sucessão exigiria a aprovação de um ato formal pelo Parlamento, com votação na Câmara dos Comuns e na Câmara dos Lordes, além do assentimento real. Como o monarca britânico também é chefe de Estado em outros 14 países da Commonwealth — entre eles Canadá, Austrália, Jamaica e Nova Zelândia —, seria necessário o consentimento dessas nações para que a alteração tenha validade plena.
Há precedentes para mudanças na sucessão. Em 2013, o Succession to the Crown Act reintegrou pessoas anteriormente excluídas por terem se casado com um católico. A última remoção por ato do Parlamento ocorreu em 1936, quando o ex-Edward VIII e seus descendentes foram excluídos após sua abdicação.
Caso a proposta avance, Andrew também perderia a posição de conselheiro de Estado, função que permite substituir o monarca quando ele está doente ou em viagem ao exterior — ainda que, na prática, apenas membros ativos da realeza exerçam esse papel.
Um total de 72 tigres morreu nas últimas semanas em um parque zoológico privado no norte da Tailândia devido a uma infecção viral e bacteriana, informaram as autoridades locais.
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Exames laboratoriais detectaram a presença do vírus da cinomose canina — altamente contagioso e capaz de afetar grandes felinos — além de bactérias que atingem o sistema respiratório. A informação foi divulgada na sexta-feira, em comunicado, pelo Departamento de Pecuária da província de Chiang Mai.
“Quando os tigres adoecem, é mais difícil detectar do que em animais como gatos ou cães. Quando percebemos que estavam afetados, já era tarde demais”, afirmou a um veículo local o diretor da entidade, Somchuan Ratanamungklanon.
Os felinos eram mantidos em cativeiro no parque zoológico privado Tiger Kingdom. Procurada pela AFP na manhã de sábado, a administração do estabelecimento não foi localizada para comentar o caso.
De acordo com o site do parque, os visitantes podem “acariciar, tocar e tirar fotos de perto” com os animais.
A organização de defesa animal PETA Ásia criticou o funcionamento desse tipo de atração turística. “Esses tigres morreram da mesma forma que viveram: na miséria, no cativeiro e no medo. É hora de o governo tailandês fechar essas operações de uma vez por todas”, afirmou a entidade à AFP.
“Se os turistas deixassem de frequentar, esses locais deixariam de ser rentáveis rapidamente e tragédias como esta seriam muito menos prováveis”, acrescentou.
A Justiça da Venezuela concedeu, na noite de sexta-feira, liberdade a 379 presos políticos, um dia após a aprovação de uma histórica lei de anistia. O anúncio foi feito pelo parlamentar responsável por acompanhar a aplicação do texto, impulsionado pelo governo interino instaurado após a derrubada de Nicolás Maduro.
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Horas antes, a presidente interina, Delcy Rodríguez, havia defendido, em discurso na emissora estatal, que o instrumento representa um passo na construção de “uma Venezuela mais democrática, mais justa, mais livre”.
As 379 pessoas anistiadas “devem ser libertadas (…) entre a noite de hoje e a manhã de amanhã (sábado)”, afirmou, em entrevista televisiva, o deputado Jorge Arreaza, que lidera a comissão legislativa responsável pela redação da lei e acompanha sua implementação.
Embora o governo de Rodríguez tenha concedido liberdade condicional a 448 opositores após a captura de Nicolás Maduro, em uma incursão americana no início de janeiro, ainda restavam quase 650 presos políticos encarcerados antes dessa nova leva, segundo a ONG Foro Penal.
Especialistas questionam o alcance da norma, proposta por Rodríguez e aprovada por consenso na noite de quinta-feira pelo Parlamento. Avaliam que centenas de detidos, entre eles militares acusados de atividades “terroristas”, podem ficar de fora do benefício.
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“Muitos de nós estamos conscientes de que a lei de anistia não contempla nossos familiares”, afirmou à AFP Hiowanka Ávila, de 39 anos. Seu irmão, Henryberth Rivas, de 30, foi detido em 2018 sob acusação de participar de uma tentativa de magnicídio com drones contra Maduro.
O ministro da Defesa, general-em-chefe Vladimir Padrino, declarou em comunicado que a lei “deve ser interpretada como um sinal de maturidade e fortaleza política, ao representar um passo transcendental para alcançar a estabilidade da nação”.
A Força Armada, pilar da chamada Revolução Bolivariana, jurou “lealdade e subordinação” a Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, que assumiu o poder de forma temporária após sua derrubada.
“Foi um ato de grandeza”, afirmou a mandatária interina ao promulgar a lei, na noite de quinta-feira. “É preciso saber pedir perdão e também saber receber perdão”, acrescentou.
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‘Fatos, não palavras’
Narwin Gil, familiar de um preso mantido nas celas da Polícia Nacional em Caracas, conhecidas como Zona 7, demonstrou impaciência com a demora nas liberações. “Precisamos de fatos, não palavras”, afirmou.
Ela permanecia deitada em um leito improvisado diante do presídio. Uma dezena de mulheres iniciou no local, em 14 de fevereiro, uma greve de fome que se encerrou com a aprovação da anistia.
Gil foi a última a suspender o protesto. “Estamos esperando por esses fatos, e que seja o mais rápido possível, porque precisamos ir para nossas casas”, declarou.
Desde 8 de janeiro, familiares mantêm vigília em frente às prisões venezuelanas, quando o governo anunciou um processo de libertações que avança lentamente.
“A anistia não é automática”, esclareceu o diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, em entrevista coletiva. Ele criticou a exigência de solicitação formal do benefício aos tribunais, um dos pontos mais controversos do projeto que gerou divergências no Parlamento.
A proposta passou por consulta pública com juristas e familiares de presos políticos, além de negociações com a pequena bancada opositora na Assembleia Nacional.
Para Ali Daniels, diretor da ONG Acceso a la Justicia, “o balanço da lei é negativo”, pois exclui diversos detidos. Ele apontou “graves deficiências estruturais” no texto.
‘Liberdade plena’
“Com nossa gente, com o povo de Maracaibo na Basílica”, escreveu nesta sexta-feira, na rede X, o dirigente opositor Juan Pablo Guanipa, ao divulgar um vídeo em que apoiadores o recebem com aplausos nas ruas da segunda maior cidade do país.
Guanipa é aliado da vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado. Ele esteve preso por nove meses sob acusação de conspiração e, após poucas horas em liberdade, foi novamente detido em 8 de fevereiro, acusado de violar as condições impostas pela Justiça.
Desde então, cumpria prisão domiciliar. Nesta sexta-feira, passou a estar em “liberdade plena”.
A anistia integra a agenda de Rodríguez, que inclui ainda maior abertura do setor petrolífero e a tentativa de reaproximação com os Estados Unidos, com quem a Venezuela rompeu relações diplomáticas em 2019.
Na sexta-feira, a Espanha anunciou que pedirá à União Europeia a suspensão das sanções contra Rodríguez, em resposta às medidas adotadas pelo governo interino.
Rodríguez governa sob pressão de Washington, que afirma liderar a Venezuela no período pós-Maduro.
Na quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se em Caracas com Rodríguez, Padrino e o ministro do Interior, Diosdado Cabello, que por anos adotaram discurso anti-imperialista.
O Parlamento do Reino Unido analisa um projeto que cria um novo crime para punir integrantes do alto escalão do governo que enganem deliberadamente a população. Batizada de “Lei de Hillsborough”, a proposta prevê até dois anos de prisão para ministros — inclusive o primeiro-ministro — que cometam o delito de “enganar o público” de forma considerada “seriamente imprópria”.
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O texto é chamado de “Lei de Hillsborough” por ter sido concebido após uma campanha de décadas das famílias das vítimas da tragédia de Desastre de Hillsborough, ocorrida em 1989, quando 97 torcedores do Liverpool FC morreram em um estádio de futebol em Sheffield, na região central do Reino Unido. O caso ficou marcado pela tentativa de encobrir falhas policiais e na culpabilização do público, o que alimentou a demanda por maior transparência e responsabilização de autoridades públicas.
Memorial construído pelo Liverpool em homenagem às 97 vítimas da tragédia de Hillsborough
Divulgação: liverpoolfc.com
A proposta — oficialmente denominada Public Office Accountability Bill — estabelece uma nova infração autônoma de “enganar o público”, com pena máxima de dois anos de prisão. A medida se aplicaria a chefes de departamentos governamentais, servidores civis e funcionários públicos, como policiais e profissionais do sistema público de saúde (NHS), caso deliberadamente induzam a sociedade ao erro de maneira considerada grave.
Atualmente, deputados e membros da Câmara dos Lordes estão isentos do alcance direto da nova tipificação penal, mas parte dos parlamentares defende que a regra seja ampliada. O deputado trabalhista Neil Duncan-Jordan afirmou à Sky News: “Os deputados não devem estar acima da lei. Os políticos têm uma reputação tão baixa perante o público, e isso precisa mudar”.
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Mais de 30 parlamentares apoiam uma emenda apresentada pelo também trabalhista Luke Myer para estender o alcance da norma a todos os integrantes das duas Casas do Parlamento. Segundo relatos, Myer vem negociando apoio junto a ministros e colegas antes do retorno do projeto à Câmara dos Comuns para nova fase de tramitação.
Um integrante do Partido Trabalhista descreveu a iniciativa como “perus votando a favor do Natal”, enquanto a deputada independente Rosie Duffield, que deixou a legenda em 2024, disse que apoiar a emenda deveria ser “uma decisão óbvia”. Para ela, a confiança pública está em um “nível mais baixo de todos os tempos”, e a nova infração pode impedir que ministros mintam ou omitam informações sobre vínculos com determinadas pessoas ou empresas.
A tramitação do projeto sofreu atraso no mês passado após divergências entre o governo e famílias das vítimas de Hillsborough sobre a aplicação da lei aos serviços de segurança. O deputado de Liverpool Ian Byrne, que lidera o trabalho em torno da proposta e apoia a ampliação defendida por Myer, pediu ao primeiro-ministro que a norma seja aplicada integralmente a todos os agentes públicos “sem mais demora”, afirmando que escândalos recentes demonstram sua necessidade.
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Grande parte do projeto trata do chamado “dever de franqueza”, que cria novas obrigações para que autoridades públicas ajam com honestidade em investigações e inquéritos envolvendo o Estado. O novo crime de “enganar o público” sustenta esse dever, mas não se limita a situações de apuração formal.
O ativista Marcus Ball, que tentou processar o ex-primeiro-ministro Boris Johnson por declarações feitas durante a campanha do Brexit, classificou a iniciativa como um movimento “histórico” que vai “criminalizar a mentira na política” pela primeira vez. Ainda assim, ele considera “completamente ilógico que essa mesma lei não se estenda a deputados da base ou membros da Câmara dos Lordes”.
O governo argumenta que deputados e lordes não devem ser incluídos porque não tomam decisões executivas em nome do Estado. Especialistas avaliam que a proposta representa um avanço relevante na cultura de responsabilização, embora não seja tão simples quanto punir ministros por “contar mentiras”. O texto passou a exigir comprovação de dano ou potencial dano para que haja acusação, o que, segundo alguns parlamentares, pode reduzir sua eficácia.
Há também preocupações com a liberdade de expressão. O deputado conservador Mike Wood afirmou na Câmara dos Comuns que o novo crime pode expor ministros a “ações judiciais politicamente motivadas”, e que divergências devem ser resolvidas “nas urnas, e não nos tribunais”. Integrantes do governo ressaltam que a infração se destina a casos graves, como a disseminação de versões falsas sobre acontecimentos — a exemplo do que ocorreu após Hillsborough — e não se aplicará a declarações feitas no Parlamento, que são protegidas por prerrogativa histórica que garante liberdade de debate.
Em nota, um porta-voz do governo declarou: “Estamos comprometidos em entregar essa peça vital de legislação, mudando o equilíbrio de poder, para que o Estado sempre atue em favor das pessoas que serve. O desastre de Hillsborough permanecerá em nossa consciência nacional por sua tragédia e pela injustiça vergonhosa”. E acrescentou: “O projeto levará a um serviço público que realmente atue no interesse público. Mas, para aqueles que não o fizerem, haverá sanções criminais para as violações mais graves, incluindo por enganar o público de uma maneira que seja seriamente imprópria.”
Erupções solares — conhecidas por provocar auroras e afetar satélites e comunicações — podem também influenciar a ocorrência de terremotos. É o que sugere um estudo publicado em 3 de fevereiro no International Journal of Plasma Environmental Science and Technology. A proposta, porém, é considerada controversa e ainda carece de comprovação empírica robusta.
Segundo os autores, quando uma erupção solar atinge a Terra, partículas carregadas reorganizam a ionosfera — camada da alta atmosfera rica em gases ionizados. Essa reorganização poderia alterar o equilíbrio elétrico entre a ionosfera e a crosta terrestre, modificando forças eletrostáticas em regiões frágeis onde se originam falhas tectônicas.
O modelo teórico descreve a crosta terrestre e a ionosfera como os polos de uma espécie de bateria com vazamento. Fissuras profundas na crosta, sob alta tensão e contendo fluidos supercríticos ricos em íons, funcionariam como um “capacitor” capaz de armazenar energia elétrica.
De acordo com a hipótese, partículas vindas do Sol deslocariam elétrons para altitudes mais baixas da ionosfera, formando uma camada de carga negativa. Isso aumentaria a força eletrostática sobre cargas na crosta, provocando pequenas variações de pressão.
Os pesquisadores afirmam que essas forças poderiam ser comparáveis a influências já conhecidas sobre falhas geológicas, como marés e gravidade. Em tese, esse aumento de pressão poderia atuar como gatilho adicional para o deslocamento de uma falha tectônica e desencadear um terremoto.
Como exemplo, o estudo cita o terremoto de 2024 na Península de Noto, no Japão, ocorrido durante um período de intensa atividade solar. Para os autores, a coincidência reforça a plausibilidade do modelo.
A hipótese enfrenta resistência. O United States Geological Survey (USGS) sustenta há décadas que não há evidência consistente de que terremotos acompanhem o ciclo solar de 11 anos.
Além disso, tanto erupções solares quanto terremotos são eventos relativamente frequentes, o que aumenta a probabilidade de coincidências estatísticas sem relação causal.
Victor Novikov, geofísico da Academia Russa de Ciências, afirmou ao Live Science que o modelo apresentado é simplificado. Segundo ele, os autores não consideraram adequadamente a resistência elétrica das diferentes camadas rochosas, fator que poderia dissipar o campo elétrico antes que este alcançasse uma falha tectônica.
— Os resultados das observações não corroboram a ideia proposta — disse Novikov.
Os próprios autores reconhecem que validar empiricamente a interação elétrica entre ionosfera e crosta é um desafio técnico significativo. Medições precisas exigiriam dados mais detalhados e monitoramento simultâneo de fenômenos solares e tectônicos em grande escala.
As famílias de seis amigas e mães que morreram em uma avalanche na Serra Nevada nesta semana identificaram as vítimas nesta quinta-feira e disseram estar “devastadas além das palavras”. Em um comunicado, as famílias informaram que as mulheres falecidas foram Carrie Atkin, Liz Clabaugh, Danielle Keatley, Kate Morse, Caroline Sekar e Kate Vitt. Elas tinham um forte laço de amizade, pois a maioria havia criado seus filhos na região da Baía de São Francisco e costumava fazer viagens frequentes para a região de Tahoe.
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“Todas eram mães, mulheres e amigas, unidas pelo amor à natureza”, disseram as famílias. “Eram esquiadoras apaixonadas e habilidosas que valorizavam muito o tempo que passavam juntas nas montanhas.”
De acordo com o comunicado, as mulheres embarcaram em uma viagem guiada de duas noites para os refúgios de montanha de Frog Lake, perto de Truckee, no estado americano da Califórnia, que foi planejada com bastante antecedência. Elas eram esquiadoras experientes e estavam “totalmente equipadas com equipamentos de segurança para avalanches”.
As famílias disseram que tinham muitas perguntas sem resposta e pediram privacidade enquanto vivenciavam o luto. Caroline, de 45 anos, morava em São Francisco, e sua irmã, Liz, de 52 anos, morava em Boise, Idaho.
O marido de Caroline, Kiren Sekar, de 46 anos, conversou com The New York Times, lembrando-se de sua mulher como “autêntica e descaradamente genuína”, uma mulher que espalhava alegria e entusiasmo para seu círculo de amigos, a escola de seus filhos e sua vizinhança. Ele disse que ele e sua mulher estavam juntos há mais de 20 anos e que ela criou seus dois filhos para amarem caminhadas, ciclismo e esqui nas montanhas.
“Caroline passou seus últimos dias fazendo o que mais amava, com as pessoas que mais a amavam, em seu lugar favorito”, escreveu Sekar. “Ela estava comigo, com seus filhos e nosso cachorrinho, e depois em uma última aventura com sua irmã e amigos próximos, com quem agora descansa.” O irmão de Caroline e de Liz, McAlister Clabaugh, disse estar devastado por ter perdido ambas. “Essas são duas das melhores pessoas que já conheci”, disse ele. “Elas eram irmãs, mães, mulheres e amigas incríveis. E a ideia de que ambas se foram […] eu nem sei como expressar em palavras.”
Caroline Sekar posa ao lado do marido, Kiren; ela foi uma das vítimas de avalanche que atingiu o estado americano da Califórnia
Reprodução
Segundo McAlister, muitos no grupo eram amigos há anos e costumavam se encontrar regularmente para viagens de esqui.
“Muitas das pessoas naquela viagem eram amigas da Caroline que costumavam fazer isso juntas”, disse ele. “Existe toda uma comunidade de pessoas, muitas das quais acabaram de perder suas mulheres.” Segundo seu irmão, Caroline trabalhava na área de tecnologia, mas seus dois filhos eram sua paixão.
A avalanche foi a mais mortal da história moderna da Califórnia e uma das mais mortais dos Estados Unidos. Na quinta-feira, as famílias informaram que oito mulheres estavam na viagem de esqui das amigas, o que indica que duas delas sobreviveram. Três dos quatro guias morreram na avalanche, segundo a empresa para a qual trabalhavam, a Blackbird Mountain Guides. Todas as informações divulgadas até o momento, incluindo as do Gabinete do Xerife do Condado de Nevada, sugerem que outros três clientes da viagem de esqui, todos homens, sobreviveram e não faziam parte do grupo de amigas.
Muitas das mães tinham ligações com a Sugar Bowl Academy, uma escola particular especializada em esqui que afirmou na quarta-feira que várias vítimas tinham vínculos com a sua comunidade em Norden, na Califórnia, a vários quilômetros de onde ocorreu a avalanche. Carrie, de 46 anos, coach de liderança, morava na região da Baía de São Francisco antes de se mudar para Soda Springs, na Serra Nevada.
Seu marido, Pete Atkin, de 45 anos, declarou ao The New York Times que a vida que levavam juntos nas montanhas “era exatamente o que ela sonhava”. A família praticava esqui e ciclismo de montanha, e Carrie era voluntária na sala de aula da filha, que estava na quarta série, e treinava as equipes de cross-country e atletismo do filho, disse ele.
“Eu e as crianças estamos devastados por essa tragédia”, disse ele. “Mas, mesmo em meio à nossa dor, estamos determinados a viver uma vida que a deixaria orgulhosa, uma vida repleta de aventura, bondade e dedicação aos outros, características que a definiam.”
Trilha para Castle Peak, na região do Lago Tahoe; avalanche no local matou grupo de seis mães
Max Whittaker para The New York Times
Além das irmãs e de Carrie, as outras vítimas da avalanche eram do Condado de Marin, na Califórnia, ao norte de São Francisco, de acordo com as autoridades locais. Kate Morse, de 45 anos, morava em Tiburon e trabalhava no setor de biotecnologia, de acordo com registros públicos e o LinkedIn. Danielle, de 44 anos, morava em Larkspur e trabalhava no ramo de vinhos.
O Distrito Escolar de Kentfield, que administra duas escolas no Condado de Marin, enviou um e-mail às famílias na quarta-feira anunciando que Kate Vitt, mãe de dois alunos do ensino fundamental, havia falecido na avalanche.
“Os dois filhos de Kate”, diz a carta, “estão seguros e estão com o pai, Geoff, enquanto enfrentam essa profunda perda. A família Vitt é uma parte querida de nossa comunidade.”
A carta foi fornecida ao The New York Times por Brian Colbert, membro do Conselho de Supervisores do Condado de Marin, que representa uma área que inclui a escola e a cidade de Greenbrae, onde a família Vitt reside. O distrito escolar não respondeu ao pedido de comentários, mas afirmou em sua carta que oferecerá apoio psicológico para funcionários e alunos quando retornarem na próxima semana do recesso de inverno, que as famílias locais chamam informalmente de “semana de esqui”.
Segundo seu perfil no LinkedIn, Kate Vitt, de 43 anos, era formada pelo Boston College e trabalhava como vice-presidente de operações de produto e sucesso do cliente na SiriusXM. Antes disso, trabalhou na Pandora, o aplicativo de música. Os moradores do condado de Marin estavam em choque na quinta-feira.
“Francamente, estamos em choque”, disse Colbert. “Todo mundo conhece todo mundo. É de partir o coração porque muita gente conhecia essas mães.” O Condado de Marin é um conjunto de cidades prósperas e voltadas para a família, onde os esportes infantis e as férias de esqui na região de Tahoe fazem parte da cultura local.
“Tahoe é, de certa forma, o nosso Shangri-La”, disse Colbert. “Você está lá no inverno. Você está lá no verão. Para muitas pessoas, é o lugar para recarregar as energias e se reconectar com outras pessoas, longe do ritmo frenético da vida cotidiana.”
Michael Natenshon, diretor executivo da empresa de vestuário Marine Layer e morador de Mill Valley, disse que estudou no ensino médio em Massachusetts com Danielle, lembrando-se dela como uma pessoa calorosa e gentil. Ele havia conhecido Kate Vitt recentemente em um evento beneficente da escola e riu ao lembrar que suas famílias haviam jogado uma animada partida de beer pong.
“Uma cratera foi aberta na comunidade”, disse Natenshon em entrevista. “Para todos com quem converso, parece que estamos em um jogo de ‘um grau de separação’”.
Ele disse que as famílias das vítimas costumavam ficar na área de Serene Lakes, perto de Sugar Bowl, enquanto seus filhos esquiavam pela equipe do resort. Essa área é “carinhosamente conhecida como Mill Valley Norte”, disse ele.
“É particularmente difícil porque todos conheciam as crianças”, disse Natenshon. “Essa é a parte que dói tanto.”
As equipes de resgate ainda não conseguiram recuperar os oito corpos encontrados na montanha devido às severas condições climáticas, que devem persistir pelo menos até quinta-feira, segundo autoridades do Condado de Nevada, que abrange a área atingida pela avalanche. Elas informaram que não divulgarão os nomes ou qualquer outra informação sobre as vítimas até que os corpos sejam recuperados. Uma nona pessoa continua desaparecida, mas presume-se que esteja morta, de acordo com as autoridades.
O Serviço Florestal dos EUA anunciou na quinta-feira que fechará a área de Castle Peak, incluindo a zona de avalanches, até 15 de março devido às condições instáveis ​​da neve e à necessidade de equipes de busca e resgate recuperarem os corpos. Em uma coletiva de imprensa não relacionada ao financiamento do sistema de transporte rápido da Área da Baía, realizada na quinta-feira, o governador Gavin Newsom disse que ele e sua mluher, Jennifer Siebel Newsom, têm “muitos amigos em comum” com algumas das vítimas e suas famílias.
Os Newsoms cresceram no Condado de Marin e estão criando seus quatro filhos em Kentfield. Newsom disse que se hospedou nas mesmas cabanas de Frog Lake há cerca de um ano.
“Nossos corações estão com aqueles que perderam suas vidas, e com a comunidade de esquiadores e famílias da Área da Baía, muitas delas tão ligadas à região de Sugar Bowl”, disse Newsom enquanto estava em um trem do BART no Condado de San Mateo.
Na cidade de Greenbrae, Sheryl Longman, de 80 anos, disse que apreciou os quatro anos em que morou ao lado de Kate Vitt, chamando-a de “uma pessoa adorável”. Ela não se importava que os filhos de Vitt acertassem bolas acidentalmente em seu jardim. Kate Vitt havia visitado seu jardim algumas semanas antes para ver a nova safra de flores de amarílis vermelhas.
“Elas eram particularmente bonitas, e ela comentou como eram bonitas”, disse Sheryl, que deu um bulbo para Kate Vitt plantar. Ele veio em uma caixa especial de cera. “Ela levou para casa e ficou observando crescer”, disse Sheryl. “Ela ficou muito feliz em tê-la.”
Cientistas e guardas florestais reintroduziram cerca de 150 tartarugas-gigantes na Ilha Floreana, localizada no arquipélago de Galápagos, de onde haviam desaparecido há mais de um século, informou o Ministério do Meio Ambiente do Equador nesta sexta-feira. As tartarugas libertadas vieram do centro de reprodução do Parque Nacional de Galápagos (PNG). Elas são uma espécie híbrida com alta carga genética de Chelonoidis niger, nativa da Ilha Isabela (também no Equador), informou o ministério.
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Cada animal passou por um longo período de quarentena e recebeu um microchip para identificação antes de ser levado para a ilha. Após desembarcarem na ilha, os guardas florestais carregaram as grandes caixas contendo as tartarugas nas costas.
Cada animal passou por um longo período de quarentena e recebeu um microchip para identificação antes de ser levado para a ilha
Marinha do Equador/AFP
Eles viajaram aproximadamente sete quilômetros “através de terreno vulcânico e áreas de difícil acesso para transportar as tartarugas até o local de soltura, garantindo sua adequada adaptação ao ambiente natural”, afirmou o Ministério do Meio Ambiente em um comunicado à imprensa.
As ilhas que inspiraram a teoria da evolução do naturalista inglês Charles Darwin possuem flora e fauna únicas. Com a reintrodução das 158 tartarugas-gigantes, “Floreana consolida sua posição como líder global no avanço da restauração abrangente de uma ilha habitada”, acrescentou o Ministério.
Ilhas Galápagos são consideradas um laboratório vivo e uma reserva da biosfera; local recebeu dezenas de tartarugas-gigantes
Marinha do Equador/AFP
As Ilhas Galápagos são consideradas um laboratório vivo e uma reserva da biosfera. Durante uma década, pesquisadores trabalharam na reintrodução de outras 12 espécies endêmicas, consideradas extintas localmente, em Floreana.
A ilha, com 173 quilômetros quadrados, foi a primeira a ser habitada por humanos em todo o arquipélago, Patrimônio Mundial da Unesco. As Ilhas Galápagos, a 1.000 km da costa do Equador, receberam esse nome devido às tartarugas-gigantes que as habitam.
Especialistas estimam que 15 espécies de tartarugas já existiram em Galápagos, mas três delas foram extintas há séculos: Chelonoidis abigdoni (da Ilha Pinta), Chelonoidis sp. (da Ilha Santa Fé) e Chelonoidis elephantopus (da Ilha Floreana). A Chelonoidis fantastica, da Ilha Fernandina, era considerada extinta até que uma expedição em 2019 descobriu uma fêmea da espécie.

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