Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Ao imaginar grandes refúgios naturais, é comum que nomes como a Floresta Amazônica ou o Parque Nacional de Yellowstone venham à mente. No entanto, dois territórios marcados por tragédias e tensões políticas vêm desafiando essa lógica. A área ao redor da Zona de Exclusão de Chernobyl e a Zona Desmilitarizada da Coreia se transformaram, ao longo das décadas, em espaços onde a vida selvagem encontrou condições inesperadas para florescer.
‘Diplomacia do panda’: China envia dois animais gigantes a zoológico nos EUA em novo acordo
Leia também: Árvore de 350 anos é vandalizada com tinta spray em parque nos EUA
Quatro décadas após o acidente nuclear de 1986 e mais de 70 anos depois do armistício que dividiu a península coreana, esses locais compartilham um elemento central. A ausência humana prolongada. O que antes simbolizava risco e conflito passou a revelar um cenário que intriga cientistas e ambientalistas.
Na península coreana, a criação da faixa desmilitarizada em 1953 interrompeu completamente a circulação entre norte e sul. Com cerca de 248 quilômetros de extensão e quatro de largura, a área permanece altamente vigiada e repleta de minas terrestres. Ainda assim, essa barreira não se aplica à fauna e à flora.
Dados do Instituto Nacional de Ecologia da Coreia do Sul indicam que mais de 6 mil espécies ocupam o território, incluindo cerca de 38 por cento das espécies ameaçadas da península. Ao longo de décadas sem interferência humana direta, espécies raras passaram a habitar a região, além de plantas que só existem naquele ecossistema.
Sabe-se que cabras-monteses vivem na DMZ (Zona Desmilitarizada)
Reprodução/National Geographic
Seung-ho Lee, presidente do DMZ Forum, afirmou em entrevista à BBC que o isolamento acabou favorecendo o equilíbrio ambiental. — A natureza recuperou seu território e diversas espécies passaram a circular com mais liberdade enquanto a presença humana praticamente desapareceu —afirmou. Ele também ressaltou que aves como os grous utilizam a região como ponto estratégico e se deslocam por diferentes partes do mundo, acrescentou.
Entenda: Morrem 31 preguiças durante transporte e armazenamento para parque nos EUA
Esse tipo de transformação não se limita à Ásia. Em Chernobyl, a explosão do reator em 1986 espalhou material radioativo por milhares de quilômetros e levou à retirada em massa da população. A área, que hoje soma cerca de 4 mil quilômetros quadrados, permanece desabitada e sob monitoramento constante.
Nos primeiros anos, os impactos ambientais foram intensos, com destaque para a chamada Floresta Vermelha, onde árvores morreram após absorver altos níveis de radiação. Com o passar do tempo, no entanto, os níveis mais críticos diminuíram, abrindo espaço para uma recuperação gradual da biodiversidade.
Cavalos-de-przewalski selvagens, espécie ameaçada de extinção nativa da Ásia, que prospera em áreas contaminadas por radioatividade, vagueiam perto de uma estrada florestal na zona de Chernobyl em 23 de abril de 2026
AFP
Jim Smith, professor da Universidade de Portsmouth, explicou à BBC que o cenário atual é marcado por uma radiação persistente, porém mais baixa. — As doses caíram rapidamente após o acidente e o que permanece é uma exposição contínua em níveis reduzidos ao longo das décadas — relatou. Segundo ele, isso impede a ocupação humana prolongada, mas não bloqueia o avanço de outras formas de vida, observou.
O pesquisador destacou que a diversidade biológica surpreende até especialistas. “A vida selvagem prospera e a região apresenta hoje uma abundância maior do que antes do desastre”, avaliou. Estudos com peixes e insetos aquáticos apontam que áreas mais contaminadas mantêm níveis semelhantes de diversidade quando comparadas a regiões menos afetadas, detalhou.
Entre os mamíferos, o padrão se repete, com exceção de um caso específico. — As populações são semelhantes entre diferentes áreas, mas os lobos aparecem em número muito mais elevado dentro da zona de exclusão — indicou.
Cercado por manada: caçador de 75 anos morre pisoteado por elefantes em floresta africana
Para Germán Orizaola, da Universidade de Oviedo, a explicação está diretamente ligada à ausência de atividade humana. Em entrevista à BBC, ele destacou que o ambiente oferece condições raras para a fauna. — Trata-se de um espaço amplo, sem ruídos, luz artificial ou exploração econômica, o que favorece o desenvolvimento das espécies — explicou. Ele ainda reforçou que a pressão exercida por atividades humanas tende a ser mais prejudicial do que desastres pontuais.
Muitas plantas e animais vivem nas proximidades do reator nuclear de Chernobyl, que aparece aqui coberto pela estrutura de contenção de segurança
Germán Orizaola/Universidade de Oviedo
Smith segue a mesma linha ao apontar que a ocupação humana é o principal fator de degradação ambiental. — A presença humana representa o impacto mais significativo sobre os ecossistemas, enquanto outros elementos acabam tendo efeito secundário — comentou.
A experiência dessas áreas levanta questionamentos sobre modelos tradicionais de conservação. Orizaola observa que muitas reservas naturais convivem com turismo e exploração, o que reduz sua eficácia. — Se o objetivo é preservar, a estratégia mais eficiente continua sendo diminuir a interferência humana e permitir que os ecossistemas sigam seu curso — concluiu.
As entrevistas citadas foram concedidas à BBC. O texto original é de Daisy Stephens.
Na feira de Aligre, quem quer comprar lula não encontra. Nas barracas sob o sol da primavera, os moradores do bairro popular de Paris pechincham morangos, aspargos e alcachofras, frutas e verduras da estação, mas, nas peixarias, os efeitos da guerra no Oriente Médio impõem limites. A disparada dos preços da energia impactou fortemente a indústria da pesca. As lojas não conseguem repor estoques, e o que está à venda ficou muito mais caro. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Ucrânia relembra neste domingo o pior desastre nuclear civil da história, no 40º aniversário da explosão na usina nuclear de Chernobyl. A data é lembrada em meio a quatro anos de guerra após a invasão russa, que colocou a usina novamente em risco e aumentou a probabilidade de outra tragédia radioativa.
Drone: Estrutura de proteção de Chernobyl perdeu capacidade de bloquear radiação e precisa de grandes reparos, diz agência atômica
Guerra: Ucrânia afirma que ataque russo deixou instalações de Chernobyl sem eletricidade
Aqui estão cinco fatos que você precisa saber sobre esse desastre e a situação atual na instalação nuclear:
Explosão
À 1h23 de 26 de abril de 1986, um erro humano durante um teste de segurança provocou uma explosão no reator número quatro de Chernobyl, no norte da Ucrânia, que então fazia parte da União Soviética.
Initial plugin text
A explosão destruiu o interior do edifício e lançou uma nuvem de fumaça radioativa na atmosfera, enquanto o combustível nuclear ardeu por mais de 10 dias. Milhares de toneladas de areia, argila e lingotes de chumbo foram lançadas de helicópteros para conter o vazamento radioativo.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) determinou que a principal causa do desastre foram “graves deficiências no projeto do reator e do sistema de desligamento”, combinadas com o “descumprimento” dos procedimentos operacionais.
Nuvem radioativa
Nos dias seguintes, a nuvem radioativa contaminou gravemente a Ucrânia, Belarus e a Rússia antes de se espalhar por toda a Europa. O primeiro alerta público foi emitido apenas dois dias depois, em 28 de abril, quando a Suécia detectou um pico nos níveis de radiação em seu território.
A AIEA foi oficialmente notificada do acidente em 30 de abril, mas o líder soviético Mikhail Gorbachev só o reconheceu publicamente em 14 de maio.
Sobreviventes de Chernobyl: cães expostos à radiação mostram imunidade ao câncer; entenda
Estima-se que milhares de pessoas morreram em consequência da exposição à radiação, embora as estimativas sobre o número exato de vítimas variem. Um relatório da ONU de 2005 estimou em 4.000 o número de mortes comprovadas ou previstas nos três países mais afetados. O Greenpeace calculou em 2006 que o desastre causou cerca de 100.000 mortes.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 600.000 pessoas que participaram das operações de limpeza e contenção, conhecidas como “liquidadores”, foram expostas a altos níveis de radiação.
Essa catástrofe aumentou o medo do público em relação à energia nuclear, o que impulsionou um auge dos movimentos antinucleares em toda a Europa.
Galerias Relacionadas
Ocupação russa
As forças russas ocuparam a central no primeiro dia da invasão da Ucrânia iniciada em 2022. Tomaram a usina sem combates, depois de enviarem dezenas de milhares de soldados e centenas de tanques para a Ucrânia a partir de Belarus, aliada próxima de Moscou.
‘Gravidade e urgência’: Agência Atômica se reúne por preocupação com segurança nuclear na Ucrânia
Os soldados russos cavaram trincheiras e estabeleceram acampamentos em zonas como a chamada Floresta Vermelha, assim denominada pela cor que as árvores adquiriram após a explosão radioativa.
A ocupação da usina inativa suscitou um intenso temor de que um incidente militar pudesse desencadear outro desastre nuclear no local. O exército russo retirou-se aproximadamente um mês depois do início da guerra, após fracassar na tentativa de tomar a capital, Kiev, localizada a cerca de 130 km de Chernobyl, onde houve uma feroz resistência ucraniana.
Novas ameaças
Os restos da central estão cobertos por uma estrutura interna de aço e betão conhecida como o sarcófago, construída às pressas após a emergência de 1986.
Cavalos-de-przewalski selvagens, espécie ameaçada de extinção nativa da Ásia, que prospera em áreas contaminadas por radioatividade, vagueiam perto de uma estrada florestal na zona de Chernobyl em 23 de abril de 2026
AFP
Entre 2016 e 2017 foi instalada uma nova cobertura exterior de alta tecnologia, denominada Novo Confinamento Seguro e concebida para substituir finalmente o sarcófago, que não fora pensado como solução permanente. Esta enorme estrutura metálica exterior foi perfurada por um drone russo em fevereiro de 2025, razão pela qual perdeu a sua capacidade de conter a radiação.
Em um relatório publicado em abril, o Greenpeace indicou que, já que a cobertura “não pode ser reparada por enquanto, e não pode funcionar como foi concebida, existe a possibilidade de escapes radioativos”.
Guerra: Invasão russa paralisa turismo de Chernobyl, que volta a ser terra arrasada
Espera-se que os reparos durem entre três e quatro anos. Outro ataque russo poderia provocar o colapso do abrigo contra a radiação, declarou o diretor da central à AFP em dezembro de 2025.
Zona de exclusão
A área em torno da usina foi evacuada e transformada em uma zona de exclusão, com vilarejos, campos e florestas abandonados. No total, mais de 2.200 quilômetros quadrados no norte da Ucrânia e 2.600 quilômetros quadrados no sul de Belarus são, na prática, inabitáveis. As pessoas não poderão viver ali em segurança durante os próximos 24.000 anos, segundo a AIEA.
A cidade de Pripyat, a três quilômetros da central e com uma população de 48.000 habitantes em 1986, foi completamente evacuada. Permanece abandonada, com os seus edifícios vazios e em ruínas, incluindo um parque de diversões enferrujado e uma roda-gigante, que a fazem parecer uma cidade fantasma pós-apocalíptica.
Antes da invasão russa de 2022 era possível realizar visitas guiadas ao local, mas há quase três anos que a zona permanece fechada aos turistas. Sem presença humana, a região tornou-se praticamente uma vasta reserva natural, onde em 1998 foi reintroduzido o cavalo de Przewalski, uma espécie rara e em perigo de extinção.
“Dou graças a Deus por Ele ter levado meus filhos. Aqui é melhor não ter nascido”. O desabafo em tom de desespero de Priscilla, uma das milhares de mulheres que trabalham em minas na República Democrática do Congo (RDC), resume o estado de degradação em uma das mais cruciais indústrias do planeta: a do cobalto. Cerca de 75% da produção global vêm do país africano, destinada a itens de alto valor agregado, como telefones celulares, drones e veículos elétricos. Mas um livro revela o lado cru da extração do mineral, no qual trabalhadores não são tratados como humanos, e onde o lucro bilionário convive com migalhas oferecidas em troca de um trabalho árduo e perigoso. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que um “atirador” foi detido em Washington. A declaração na rede Truth Social ocorreu após o americano ter sido retirado às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado no Washington Hilton, após relatos de supostos disparos nesta noite.
“Que noite em Washington, D.C.! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e coragem. O atirador foi detido e eu recomendei que “DEIXÁSSEMOS O SHOW CONTINUAR”, mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais. Elas tomarão uma decisão em breve. Independentemente dessa decisão, a noite será muito diferente do planejado e, simplesmente, teremos que fazer tudo de novo”, escreveu Trump.
Em postagem seguinte, o americano afirmou que o evento ganhará uma nova data para ocorrer em até 30 dias.
“As autoridades policiais solicitaram que deixássemos as instalações, de acordo com o protocolo, o que faremos imediatamente. Darei uma coletiva de imprensa em 30 minutos, na Sala de Imprensa da Casa Branca. A primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do gabinete estão em perfeitas condições”, disse Trump.
De acordo com informações da CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, o Serviço Secreto evacuou o presidente e a primeira-dama do palco durante o evento. Pouco depois, agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) teriam sido vistos no salão com armas longas apontadas para a parte posterior do ambiente.
Ainda segundo a CBS, após a retirada das autoridades principais, outros convidados também foram evacuados com urgência, alguns atravessando mesas e cadeiras enquanto se abaixavam no chão. Há registros de que a equipe de segurança ajudou participantes a deixar o local às pressas.
Imagens que começaram a circular mostram convidados agachados sob mesas após os disparos serem ouvidos, enquanto a segurança orientava a evacuação do prédio. Entre os presentes, o político Robert F. Kennedy Jr. foi visto sendo escoltado pela segurança, segundo registros fotográficos.
O repórter da BBC na Casa Branca, Bernd Debusmann Jr., informou que altos funcionários do governo dos Estados Unidos, incluindo o diretor do FBI, Kash Patel, também foram retirados rapidamente do evento após relatos de cerca de cinco disparos. Segundo relatos de participantes, houve momentos de pânico e movimentação intensa no salão.
Em meio à confusão, Trump estaria no meio de uma conversa quando foi interrompido pelo tumulto. Agentes do Serviço Secreto teriam conduzido o presidente para fora do salão enquanto ordenavam aos presentes que permanecessem no chão.
O repórter também relatou ter ouvido agentes afirmando que um suposto atirador estaria sob custódia, informação que ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo testemunhas, agentes gritaram “tiros disparados” durante a operação de segurança.
Após a evacuação das autoridades, participantes e jornalistas permaneceram em confinamento no salão principal do hotel, enquanto a área era isolada.
Em outro momento, o diretor do FBI, Kash Patel, teria protegido uma pessoa próxima ao se jogar ao chão durante os disparos, segundo relato de uma apresentadora da BBC presente no evento. O presidente ainda estaria nas dependências do Hilton. Às 20h56, horário local (01h56 BST), a área da piscina do Washington Hilton ainda estava em funcionamento, indicando que o presidente dos EUA não havia deixado o local naquele momento.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a origem dos disparos ou detalhes completos do ocorrido. As informações foram reportadas pela CBS, parceira da BBC nos Estados Unidos, e pelo serviço de notícias da BBC.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas por agentes do serviço secreto do Hotel Washington Hilton na noite deste sábado, durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, após relatos de disparos de arma de fogo. Um suspeito está sob custódia, segundo as autoridades de segurança e o presidente republicano, que se manifestou em uma publicação nas redes sociais.
Trump critica ‘luta interna’ no Irã: ‘Ninguém sabe quem está no comando’
Guerra no Oriente Médio: Trump cancela viagem de enviados ao Paquistão após chanceler do Irã deixar o país
Initial plugin text
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que o “atirador foi detido” e agradeceu a atuação do Serviço Secreto e das forças policiais. Ele escreveu ainda que os agentes “agiram com rapidez e bravura” diante da situação.
O encontro anual reúne jornalistas e autoridades em Washington e foi interrompido por um forte barulho que provocou pânico entre os presentes. Segundo a agência Associated Press (AP), uma pessoa teria realizado disparos no local. A emissora CNN informou que o presidente estava seguro.
De acordo com relatos da CBS e da BBC, o Serviço Secreto retirou Trump e a primeira-dama do palco, enquanto agentes armados da Equipe de Contra-Ataque (CAT) foram posicionados no salão com armas longas apontadas para a parte posterior do ambiente.
Initial plugin text
Imagens divulgadas mostram convidados se abaixando sob mesas e sendo retirados às pressas. Entre os presentes, o político Robert F. Kennedy Jr. foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão.
O repórter da BBC na Casa Branca, Bernd Debusmann Jr., informou que autoridades como o diretor do FBI, Kash Patel, também foram retiradas do local após relatos de cerca de cinco disparos. Testemunhas relataram momentos de pânico, com agentes gritando “tiros disparados” durante a retirada.
Em meio ao tumulto, Trump teria sido conduzido para fora do salão por agentes do Serviço Secreto enquanto participantes eram orientados a permanecer no chão. Há ainda relatos de que um suposto atirador estaria sob custódia, informação não confirmada oficialmente.
Após a retirada, parte dos convidados e jornalistas permaneceu em confinamento no salão principal do hotel.
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado que renunciará ao seu mandato como deputado após a sua coalizão ter sofrido uma derrota eleitoral contundente depois de 16 anos no poder. Orbán perdeu em 12 de abril para o conservador pró-europeu Peter Magyar, cujo partido conquistou a maioria de dois terços no Parlamento.
Era pós-Órban: Entenda os fatores que devem dificultar o rompimento de vencedor da eleição na Hungria da Rússia de Putin
Análise: Derrota de Orbán na Hungria é momento crucial para a União Europeia
Aos 62 anos, o nacionalista, que é membro do Parlamento húngaro desde a democratização do país em 1990, pediu na semana passada uma “reforma completa” de seu partido, o Fidesz.
Initial plugin text
— Como o assento que conquistei como candidato principal da plataforma Fidesz KNDP é, na verdade, um assento parlamentar do Fidesz, decidi devolvê-lo — declarou o líder nacionalista em um vídeo publicado no Facebook. — Neste momento, não sou necessário no Parlamento, mas sim na reorganização do campo nacionalista.
Peter Magyar, que venceu as eleições com a promessa de uma “mudança de regime”, acusou Orbán de covardia.
— O ‘bravo’ lutador de rua é incapaz de uma coisa: assumir suas responsabilidades… Com um chefão da máfia [no comando], não pode haver oposição democrática — declarou Magyar no Facebook.
O novo Parlamento húngaro tomará posse em 9 de maio, quando os novos deputados prestarão juramento. Das 199 cadeiras, o partido Tisza, de Magyar, conquistou 141; o Fidesz-KDNP, de Orbán, 52. O partido de extrema direita Nossa Pátria, seis.
Palestinos na Cisjordânia e em um pequeno segmento da Faixa de Gaza votaram neste sábado para eleger prefeitos e vereadores, nas primeiras eleições desde o início da guerra no território palestino, em um pleito marcado pela baixa participação e um desânimo generalizado.
‘Preciso vigiar constantemente meus filhos’: Ratos, pulgas e parasitas proliferam em campos de deslocados em Gaza
Estudo: Reconstrução de Gaza demandará aproximadamente R$ 355 bilhões na próxima década, dizem ONU e UE
De acordo com a Comissão Eleitoral Central (CEC), o nível de participação foi de 53,44%, enquanto na área de Deir al-Balah, em Gaza, alcançou apenas 22,70%. Nas eleições de 2022, o percentual de participação na Cisjordânia foi de 53,70%.
Initial plugin text
— Estamos muito satisfeitos por exercer a democracia apesar dos inúmeros desafios que enfrentamos, tanto em nível local quanto internacional — disse o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
O processo foi supervisionado por diplomatas estrangeiros. Quase 1,5 milhão de pessoas estavam registradas para votar na Cisjordânia e 70 mil em Deir al-Balah, de acordo com a CEC, cuja sede fica em Ramallah. Um correspondente da AFP constatou uma participação notável de mulheres em Jericó, na Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967.
— Vamos eleger alguém que possa melhorar a comunidade local… coisas como água e reparos nas ruas — disse Manar Salman, professora de inglês na cidade.
Mulheres palestinas votam em al-Bireh, na Cisjordânia
Zain Jaafar/AFP
Alguns, no entanto, questionaram o momento das eleições.
— Não queríamos eleições neste momento, com a guerra em Gaza e os ataques contínuos de colonos na Cisjordânia — disse Ziad Hassan, um empresário de Dura al Qaraa.
O conflito eclodiu após um ataque terrorista lançado pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. Desde então, já deixou mais de 72 mil mortos, segundo dados do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, que são considerados confiáveis pela ONU. Desde 10 de outubro de 2025, um cessar-fogo precário está em vigor, marcado por atos de violência quase diários.
O líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, vota nas eleições municipais em Ramallah
Gabinete da Presidência da Palestina (PPO) / AFP
‘Oportunidade importante’
Na Cisjordânia, ela própria palco de uma escalada da violência por parte dos colonos israelenses, um jornalista da AFP observou baixa participação em diversas seções eleitorais. Os municípios são responsáveis por serviços essenciais, como água, saneamento e infraestrutura local, mas não detêm poderes legislativos.
Visto que não são realizadas eleições presidenciais ou legislativas desde 2006, este pleito representa uma das poucas instituições democráticas atualmente em funcionamento sob a administração da ANP.
Palestino mostra o dedo marcado após votar em uma seção eleitoral durante as eleições municipais em al-Bireh
Zain Jaafar/AFP
Relatório: Guerra em Gaza matou média de 47 mulheres e meninas por dia, aponta ONU
Em um cenário de estagnação econômica, o governo enfrenta inúmeras denúncias de corrupção, e os doadores têm condicionado cada vez mais o seu apoio à implementação de reformas.
Segundo o coordenador especial adjunto da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Ramiz Alakbarov, estas eleições representam “uma oportunidade importante para que os palestinos exerçam seus direitos democráticos em um momento particularmente difícil”.
A União Europeia as considera um “passo importante rumo a uma maior democratização e ao fortalecimento da governança local”.
Sem listas do Hamas
A maioria das listas é formada por candidatos independentes ou está alinhada com o Fatah, o partido nacionalista e laico de Abbas, no poder desde 2005. Não há grupos vinculados ao Hamas, que controla quase metade da Faixa de Gaza.
Alguns aspirantes a candidatos alegam que não conseguiram concorrer. É o caso de Mohamad Dweikat, em Nablus. Conforme ele relatou à AFP, vários indivíduos de sua lista permaneceram detidos até que o prazo de inscrição expirasse.
Alerta da ONU: Bombas não detonadas espalhadas por Gaza ameaçam a recuperação da região por décadas
— Quer sejam candidatos independentes ou filiados a partidos, não terá nenhum efeito e nem benefício para a cidade — lamentou Mahmoud Bader, um empresário que vota em Tulkarem, no norte da Cisjordânia.
A Cisjordânia teve eleições municipais em 2017 e em 2021–2022. Em Gaza, no entanto, estas são as primeiras eleições desde o pleito legislativo de 2006, vencido pelo Hamas.

Uma audiência pública para debater o PL 27/2024, chamado de PEC da Reparação, de autoria do deputado Damião Feliciano (União/PB), ocorreu na área externa da ocupação 9 de Julho, na capital paulista.

Os cerca de 200 participantes, boa parte ligada a instituições que compõe o movimento negro como a Coalizão Negra por Direitos e a Unegro, ouviram parlamentares que apoiam a proposta de Emenda à Constituição e atualizaram o andamento do Projeto.

Notícias relacionadas:

“Precisamos da mobilização das pessoas, das instituições, mas sobretudo precisamos também de sensibilização dos nossos aliados, os nossos parceiros, porque como sabemos são 513 deputados dos quais os negros são100, 120, número insuficiente para aprovar uma medida dessa natureza. Para fortalecer esse trabalho  é importante a gente ir para as redes sociais, espaço democrático onde a gente pode convocar a opinião pública, que está ali fluída para que também faça esse esforço no sentido de exigir do seu parlamentar”, explicou para a Agência Brasil o professor José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e um dos presentes na discussão.

Se aprovado, o PL institui um novo capítulo na Constituição Federal, o IX, de promoção à igualdade racial, e um fundo de financiamento a políticas públicas, o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos brasileiros pretos e pardos.

O fundo será composto por R$ 20 bilhões do orçamento federal, ao valor de R$ 1 bi por ano, e por indenizações de empresas que tenham se beneficiado da escravidão.

“É (recurso para) operação de políticas públicas e privadas. A operação de uma vida numa sociedade econômica capitalista só se faz com os recursos econômicos indispensáveis para operar essas medidas. Então, elas têm uma potência para fazer com que lá na ponta do território e lá na ponta do indivíduo a gente consiga fazer esses aprimoramentos, essas melhorias, essas transformações, sobretudo nesse campo que é o de garantir a vida e a integridade física dos jovens negros. Nós temos as instituições que propõe e podem realizar essas políticas, o recurso virá para fortalecer e para que possam continuar tendo uma construção de opinião pública forte, reunindo pessoas e colocando nossa voz, nosso ponto de vista”, explicou o professor José Vicente.

O PL caminha para votação em maio, após sinalização do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, no colégio de líderes. Por alterar a Constituição serão necessários os votos de dois terços dos parlamentares, em dois turnos, nas duas casas (Câmara e Senado). Os parlamentares presentes estão confiantes na aprovação.

“Do mesmo modo que a luta contra o racismo não é uma luta apenas de pretos, não negros devem somar essa luta. Essa luta é da sociedade brasileira. A luta contra o racismo não se trata de uma luta da esquerda, nem da direita. É uma luta de todo mundo que defende dignidade humana e que compreende que somos todos iguais, mas que há um racismo estrutural no Brasil, o qual precisa ser superado”, explicou o relator da proposta, deputado Orlando Silva (PC do B/SP).

Após aprovação no Congresso será levado à Presidência da República, para então passar de proposta para Lei e constituir suas estruturas de funcionamento, como o conselho que irá gerir o FNREPIR.

“Temos boas políticas públicas de promoção qualidade de redução no Brasil mas de baixo impacto porque pouco recurso você diminui o impacto alcança. Nós queremos ampliar o alcance dessas políticas de promoção da igualdade racial”, complementou Silva para a Agência Brasil.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou neste sábado ataques contra o movimento libanês Hezbollah, alegando que o grupo teria violado o frágil acordo de cessar-fogo alcançado pelo Estado judeu e pelo Líbano, com mediação dos EUA — e estendido pelo presidente americano, Donald Trump, na quinta-feira. Ao menos seis pessoas morreram no Líbano neste sábado.
Guerra no Oriente Médio: Trump cancela viagem de enviados ao Paquistão após chanceler do Irã deixar o país
‘Atoleiro da guerra’: Irã diz que EUA buscam saída ‘honrosa’ do conflito
“[Netanyahu] ordenou às FDI [Forças Armadas de Israel] que atacassem com força alvos do Hezbollah no Líbano”, afirmou um comunicado emitido pelo gabinete do premier, citando um relatório do Exército, que denunciou violações do cessar-fogo por parte do grupo libanês.
Initial plugin text
Os militares alegaram que dois projéteis foram lançados do Líbano em direção a Israel, denunciando o caso como “uma flagrante violação dos entendimentos sobre o cessar-fogo” por parte do Hezbollah. O grupo paramilitar, que condenou publicamente os diálogos do governo de Beirute com o governo israelense, anunciou ter atacado um veículo do Exército israelense no sul do Líbano, em represália a um ataque rival.
O frágil cessar-fogo fez cessar os bombardeios israelenses em grande escala das últimas semanas, mas as hostilidades nunca pararam de fato, com uma violência persistente de menor intensidade se mantendo. Desde o dia 2 de março, os ataques israelenses mataram pelo menos 2.496 pessoas no Líbano, segundo as autoridades libanesas.
Guga Chacra: Trégua de Trump está longe de ser paz entre Líbano e Israel
Em um anúncio neste sábado, o Ministério da Saúde do Líbano afirmou que seis pessoas morreram em ataques israelenses no sul do país. Quatro pessoas morreram em Yohmor al Shaqif, onde dois ataques atingiram um caminhão e uma motocicleta. O Exército israelense afirmou que “eliminou” três combatentes do Hezbollah que viajavam em “um veículo carregado de armas”, assim como outro que se deslocava em uma motocicleta, e outros dois integrantes armados do grupo em outro local.
Pouco depois, o ministério libanês anunciou que “um bombardeio aéreo do inimigo israelense contra a localidade de Safad al Battikh, no distrito de Bint Jbeil, deixou um total de duas pessoas mortas e 17 feridas”. A agência nacional de notícias libanesa NNA reportou bombardeios de artilharia israelense em várias localidades do sul do Líbano neste sábado.
Também reportou uma “explosão violenta” em Khiam, uma cidade situada a leste da fronteira entre Líbano e Israel, onde, anteriormente, a agência havia destacado que o Exército israelense vinha destruindo casas “sistematicamente”. Um correspondente da AFP viu uma enorme nuvem de fumaça se erguendo sobre a cidade.
Trégua limitada
A continuidade da violência e a aceitação relutante dos termos pelas partes, dizem analistas, sugerem que o acordo está aquém de um verdadeiro cessar-fogo e évulnerável a se desfazer completamente.
— Isso não é tanto um cessar-fogo, mas sim uma desescalada limitada — disse David Wood, analista sênior sobre o Líbano no International Crisis Group, uma organização de pesquisa voltada à prevenção de conflitos.
Veja: Trump diz que reunião trilateral com Netanyahu e presidente libanês acontecerá ‘em breve’
De acordo com os termos da trégua, conforme publicados pelo Departamento de Estado dos EUA após o anúncio inicial em meados de abril, Israel tem o direito de agir em legítima defesa “contra ataques planejados, iminentes ou em curso”. As forças israelenses têm citado isso como justificativa para continuar realizando ataques.
Nos últimos dias, esses ataques têm se concentrado no sul, reduto do Hezbollah, onde o grupo há muito exerce controle de fato e conta com amplo apoio. As forças israelenses bombardearam intensamente a região durante a guerra e agora ocupam uma faixa considerável de território ali, onde realizam demolições em larga escala. (Com AFP e NYT)

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress