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Uma audiência pública para debater o PL 27/2024, chamado de PEC da Reparação, de autoria do deputado Damião Feliciano (União/PB), ocorreu na área externa da ocupação 9 de Julho, na capital paulista.

Os cerca de 200 participantes, boa parte ligada a instituições que compõe o movimento negro como a Coalizão Negra por Direitos e a Unegro, ouviram parlamentares que apoiam a proposta de Emenda à Constituição e atualizaram o andamento do Projeto.

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“Precisamos da mobilização das pessoas, das instituições, mas sobretudo precisamos também de sensibilização dos nossos aliados, os nossos parceiros, porque como sabemos são 513 deputados dos quais os negros são100, 120, número insuficiente para aprovar uma medida dessa natureza. Para fortalecer esse trabalho  é importante a gente ir para as redes sociais, espaço democrático onde a gente pode convocar a opinião pública, que está ali fluída para que também faça esse esforço no sentido de exigir do seu parlamentar”, explicou para a Agência Brasil o professor José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares e um dos presentes na discussão.

Se aprovado, o PL institui um novo capítulo na Constituição Federal, o IX, de promoção à igualdade racial, e um fundo de financiamento a políticas públicas, o Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos brasileiros pretos e pardos.

O fundo será composto por R$ 20 bilhões do orçamento federal, ao valor de R$ 1 bi por ano, e por indenizações de empresas que tenham se beneficiado da escravidão.

“É (recurso para) operação de políticas públicas e privadas. A operação de uma vida numa sociedade econômica capitalista só se faz com os recursos econômicos indispensáveis para operar essas medidas. Então, elas têm uma potência para fazer com que lá na ponta do território e lá na ponta do indivíduo a gente consiga fazer esses aprimoramentos, essas melhorias, essas transformações, sobretudo nesse campo que é o de garantir a vida e a integridade física dos jovens negros. Nós temos as instituições que propõe e podem realizar essas políticas, o recurso virá para fortalecer e para que possam continuar tendo uma construção de opinião pública forte, reunindo pessoas e colocando nossa voz, nosso ponto de vista”, explicou o professor José Vicente.

O PL caminha para votação em maio, após sinalização do deputado Hugo Motta, presidente da Câmara, no colégio de líderes. Por alterar a Constituição serão necessários os votos de dois terços dos parlamentares, em dois turnos, nas duas casas (Câmara e Senado). Os parlamentares presentes estão confiantes na aprovação.

“Do mesmo modo que a luta contra o racismo não é uma luta apenas de pretos, não negros devem somar essa luta. Essa luta é da sociedade brasileira. A luta contra o racismo não se trata de uma luta da esquerda, nem da direita. É uma luta de todo mundo que defende dignidade humana e que compreende que somos todos iguais, mas que há um racismo estrutural no Brasil, o qual precisa ser superado”, explicou o relator da proposta, deputado Orlando Silva (PC do B/SP).

Após aprovação no Congresso será levado à Presidência da República, para então passar de proposta para Lei e constituir suas estruturas de funcionamento, como o conselho que irá gerir o FNREPIR.

“Temos boas políticas públicas de promoção qualidade de redução no Brasil mas de baixo impacto porque pouco recurso você diminui o impacto alcança. Nós queremos ampliar o alcance dessas políticas de promoção da igualdade racial”, complementou Silva para a Agência Brasil.

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Pelo menos 16 pessoas foram mortas no sul do Líbano após uma série de ataques realizados por Israel na madrugada desta sexta-feira. Forças Armadas israelenses disseram ter atingido integrantes e infraestrutura do Hezbollah em várias áreas do país e justificaram as operações como uma resposta a repetidas violações do cessar-fogo pelo grupo. As ofensivas fizeram com que a delegação iraniana adiasse sua chegada à Suíça para discutir a implementação do acordo firmado nesta semana entre Washington e Teerã para encerrar a guerra.
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Segundo uma fonte diplomática ouvida pelo jornal israelense Haaretz, o cancelamento das negociações não foi uma surpresa. O Irã, disse, tentou “impor” às demais partes negociadoras sua interpretação do memorando de entendimento, que, uma vez assinado, determina o fim imediato e permanente da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Na madrugada, a Suíça confirmou o adiamento das conversas, sem apresentar uma nova data. Horas antes, a Casa Branca já havia antecipado que o vice-presidente americano, JD Vance, havia cancelado a viagem que faria ao país para participar do início das negociações. Um porta-voz afirmou que a logística das conversas “nunca foi simples nem previsível”, mas que espera iniciar as discussões “o quanto antes”.
Citando “violações de cessar-fogo”, Israel afirmou ter atacado mais de 80 alvos do Hezbollah durante a noite, incluindo centros de comando, posições de lançamento e outras estruturas que classificaram como “terroristas”. Em nota, militares disseram que dezenas de integrantes do grupo foram mortos nos ataques. Quatro soldados israelenses também morreram em combate no sul do Líbano, nas primeiras baixas registradas desde a assinatura do acordo entre Estados Unidos e Irã.
“Para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar. Todo o Líbano deve arder em chamas”, disse o ministro israelense da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, no X, acrescentando: “Com todo o respeito aos americanos, Israel deve deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à mercê. No Oriente Médio, não se vence com respostas comedidas e contenção”.
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A escalada levou a França a pedir que Israel respeite os termos do entendimento firmado entre Washington e Teerã. O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que o acordo prevê a cessação das hostilidades e defendeu que os EUA exerçam pressão sobre o governo israelense para garantir seu cumprimento.
— Esse acordo prevê a cessação das hostilidades. O governo israelense deve respeitá-lo, e os Estados Unidos, em particular, devem exercer toda a pressão necessária sobre o governo israelense para garantir que isso aconteça — declarou o ministro à rádio FranceInfo.
Implementação do acordo
As conversas previstas para esta sexta tinham como objetivo iniciar a fase de implementação do acordo assinado na quarta pelos presidentes americano, Donald Trump, e iraniano, Masoud Pezeshkian. Segundo informações divulgadas pelos dois governos, o memorando estabelece um prazo de 60 dias para negociações mais detalhadas e prevê a diluição dos estoques iranianos de urânio altamente enriquecido, além da suspensão de sanções apoiadas por Washington, permitindo ao Irã retomar livremente as exportações de petróleo.
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O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou na rede X que Teerã responderá a qualquer descumprimento do acordo. Em caso de “má-fé, quebra de acordo ou exigências excessivas” por parte dos EUA, escreveu, o Irã “não hesitará em impor uma resposta esmagadora ao inimigo”. Em outro post, disse que as negociações com Washington continuarão limitadas pelas “linhas vermelhas” de Teerã.
— Como demonstramos em negociações anteriores, somos firmes no cumprimento das condições e das linhas vermelhas estabelecidas, assim como na defesa dos interesses da nação iraniana — disse, citado pela agência IRNA. — Se o inimigo busca ser excessivo, nós demonstramos que nossos dedos estão no gatilho e não hesitamos em dar uma resposta.
Já o líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, declarou na quinta-feira que, apesar de ter aprovado o acordo, tem divergências em relação ao documento. Ele afirmou que futuras negociações presenciais com os Estados Unidos não significam aceitar a posição americana e disse que autorizou o entendimento com base no compromisso assumido por autoridades iranianas de proteger os interesses do país.
Estreito de Ormuz: O que se sabe sobre a reabertura da principal rota de escoamento de petróleo do mundo
No mesmo dia, o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que “a luta não terminou”. Ele, que não comentou diretamente o acordo, pediu para preservar a “relação vital” com os EUA, mas, ao mesmo tempo, reafirmou que as forças israelenses permanecerão no sul do Líbano “enquanto as necessidades de segurança exigirem”. O vice americano, por sua vez, fez um apelo para que o governo israelense “tome consciência da realidade”.
— Se eu estivesse no governo israelense, talvez não atacasse o único aliado poderoso que me resta no planeta — disse Vance.
Enquanto isso, o tráfego começou a ser retomado no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo que foi afetada durante o conflito. Segundo JD Vance, as forças americanas permitiram a passagem de mais de uma dezena de embarcações. Trump celebrou a queda dos preços internacionais do petróleo e classificou o movimento como um resultado positivo do acordo alcançado.
— A única forma de eu me mostrar mais duro seria se eu entrasse lá por mais duas ou três semanas e continuasse os bombardeando sem piedade. Certo? Mas o que ganhamos com isso? O Estreito de Ormuz não seria reaberto — disse o presidente.
(Com AFP)
Os advogados de Luigi Mangione desistiram de apresentar uma defesa baseada em questões psiquiátricas no julgamento estadual em que ele responde por homicídio pela morte de Brian Thompson, diretor-presidente da UnitedHealthcare. A mudança de estratégia ocorreu um dia após a equipe informar ao juiz que pretendia sustentar que o réu sofria de “extrema perturbação emocional no momento dos fatos”.
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Segundo o processo, a estratégia foi abandonada antes do prazo estabelecido para esta quinta-feira, data em que a defesa deveria entregar aos promotores do gabinete do promotor distrital de Manhattan as informações que fundamentariam a alegação psiquiátrica.
Mangione, de 28 anos, declarou-se inocente tanto no processo estadual quanto no processo federal. Ambos os casos estão relacionados ao assassinato de Brian Thompson, ocorrido no fim de 2024, no centro de Manhattan.
O gabinete do promotor distrital de Manhattan recusou-se a comentar o caso, segundo a BBC.
Defesa poderia reduzir eventual condenação
Caso a estratégia fosse mantida e aceita pelo júri, Mangione poderia receber uma pena menor, com condenação por homicídio culposo em vez de homicídio doloso.
Em entrevista à CBS, o especialista jurídico Richard Schoenstein afirmou que uma defesa baseada em questões psiquiátricas representaria, na prática, uma admissão de que Mangione matou Brian Thompson, acompanhada da alegação de circunstâncias atenuantes.
Segundo a BBC, essa estratégia é diferente da alegação de inimputabilidade por insanidade, que normalmente busca a absolvição ou a aplicação de uma medida de internação em instituição psiquiátrica em substituição à prisão.
Mangione compareceu ao tribunal na quarta-feira, quando o juiz tratou da defesa psiquiátrica que, naquele momento, ainda fazia parte da estratégia da equipe jurídica.
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A próxima audiência do processo estadual está marcada para 11 de agosto, e o julgamento está previsto para começar em 8 de setembro.
Mangione responde a processos estadual e federal
Além da ação estadual, Mangione também responde a acusações federais de perseguição. Segundo o processo, esses crimes podem resultar em prisão perpétua.
De acordo com a acusação, Mangione foi preso poucos dias após a morte de Brian Thompson, de 50 anos, pai de dois filhos e diretor-presidente da UnitedHealthcare.
Segundo os promotores, Thompson foi morto em 4 de dezembro de 2024, após ser atingido por tiros nas costas disparados por um homem mascarado. O executivo caminhava em direção a um hotel em Manhattan, onde participaria de uma conferência anual de investidores.
Os pais do adolescente responsável pelo ataque que matou dez pessoas em uma escola de Belgrado, na Sérvia, em 2023, foram condenados à prisão em um novo julgamento. Vladimir Kecmanović recebeu pena de 14 anos e seis meses de prisão, enquanto Miljana Kecmanović foi condenada a dois anos e 11 meses. Segundo o tribunal, tanto a defesa quanto a acusação recorreram das sentenças.
O ataque ocorreu na escola de ensino fundamental Vladislav Ribnikar. O autor dos disparos tinha 13 anos na época do crime e matou sete meninas, um menino e um segurança da escola. Outra menina morreu posteriormente no hospital. Além das mortes, cinco crianças e uma professora de história ficaram feridas.
Como tinha menos da idade de responsabilização criminal, o adolescente foi internado em uma instituição psiquiátrica.
Vladimir Kecmanović foi condenado por negligência, maus-tratos contra um menor e grave crime contra a segurança pública. Miljana Kecmanović respondeu por negligência e maus-tratos contra um menor.
A advogada Zora Dobričanin, que representa famílias das vítimas, afirmou que a decisão marca apenas o início de “uma longa batalha”. Segundo ela, o caso continuará sendo discutido no tribunal de apelação.
Ataque levou a mudanças na legislação
Segundo a investigação, o adolescente retirou duas pistolas do cofre do pai, colocou as armas na mochila e foi até a escola. Ele abriu fogo no saguão e, em seguida, entrou em uma sala de aula, onde continuou os disparos.
Ao detalhar o crime, o juiz afirmou que o adolescente efetuou 66 disparos em dois minutos e um segundo. Segundo a imprensa sérvia citada no processo, muitos dos tiros atingiram as vítimas.
Dois dias após o ataque à escola, um homem armado matou nove pessoas nos arredores de Belgrado. Segundo o processo, os disparos foram feitos de dentro de um veículo.
Os dois episódios provocaram protestos que reuniram dezenas de milhares de pessoas. Em resposta, o governo sérvio lançou uma campanha de anistia para entrega de armas e endureceu a legislação sobre armamentos.
Primeiro julgamento havia sido anulado
O primeiro julgamento dos pais teve início em 2024. Na ocasião, o tribunal ouviu o filho do casal em sessão fechada.
Na primeira sentença, Vladimir Kecmanović foi condenado por ensinar o filho a manusear armas de fogo e por não armazená-las de forma segura. Miljana Kecmanović foi absolvida da acusação de posse ilegal de armas, mas condenada por negligência. Um instrutor do clube de tiro frequentado pelo adolescente foi considerado culpado por prestar falso testemunho.
Em novembro de 2025, o Tribunal de Apelação de Belgrado anulou a decisão e determinou a realização de um novo julgamento, ao considerar que as justificativas da sentença eram pouco claras e contraditórias.
Após a anulação, Vladimir Kecmanović permaneceu preso, enquanto Miljana Kecmanović respondeu ao processo em liberdade até o novo julgamento, iniciado em janeiro.
Segundo a BBC, o procurador-geral sustentou que uma condenação dos pais ajudaria a responder como a sociedade sérvia deveria reagir a um dos acontecimentos mais trágicos da história do país em tempos de paz.
Durante o novo julgamento, os advogados do casal afirmaram que a condenação por negligência não diferia da sentença inicial, posteriormente anulada. A defesa também sustentou que as acusações não foram comprovadas e que não foi apresentado laudo pericial demonstrando que o adolescente havia sido vítima de negligência.
Um tribunal da Tailândia condenou um homem a 18 meses de prisão por difamação da monarquia em razão de um comentário publicado em um grupo do Facebook dedicado a debates sobre a família real. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pela organização Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos.
A rigorosa lei de lesa-majestade da Tailândia protege a família real contra críticas e prevê penas de até 15 anos de prisão para cada infração. Segundo opositores, a legislação é utilizada para sufocar a dissidência.
No caso mais recente, o Tribunal Criminal condenou um homem de 43 anos por um comentário publicado no grupo privado “Royalist Marketplace”, que reúne mais de 2,2 milhões de membros.
A comunidade virtual foi criada pelo acadêmico e crítico da monarquia Pavin Chachavalpongpun, que vive no exílio, como um fórum para debater a monarquia.
Pena foi reduzida após confissão
— O tribunal o condenou inicialmente a três anos, mas, como ele se declarou culpado, a pena foi reduzida pela metade — explicou à AFP Noppol Achamas, assessor de comunicação da organização Advogados Tailandeses pelos Direitos Humanos.
A identidade do condenado não foi divulgada para preservar sua privacidade.
Segundo Noppol, o homem obteve liberdade mediante pagamento de fiança de 100 mil baht (cerca de R$ 15,7 mil) e aguardará em liberdade o julgamento do recurso.
O grupo “Royalist Marketplace” ganhou notoriedade durante os protestos liderados por jovens em 2020 e 2021, quando manifestantes passaram a defender reformas na monarquia e mudanças na lei de difamação da família real.
Tanto o lado dos EUA quanto o do Irã confirmaram a assinatura do acordo para encerrar a guerra iniciada pelos americanos com apoio de Israel, mas nenhum analista que acompanhe a economia global e o setor de energia se arrisca a dizer que, a partir de hoje, tudo voltou ao que era antes de as primeiras bombas serem lançadas sobre Teerã, na virada de fevereiro para março.
Isso mesmo após os primeiros petroleiros terem voltado a passar pelo Estreito de Ormuz.
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Em primeiro lugar, levará tempo para os problemas econômicos causados pelo conflito se dissolverem; em segundo, tudo indica que a guerra provocará, ou consolidará, mudanças estruturais na economia mundial, como um reforço na busca por reduzir a dependência do petróleo e do Oriente Médio como fontes de energia. Os impactos ainda são difíceis de estimar, segundo especialistas.
Canal será termômetro da tensão
Ormuz, a passagem que dá acesso ao Golfo Pérsico, será o termômetro da volta à normalidade, porque é — ou, pelo menos, era — via essencial da indústria de petróleo e gás. Antes da guerra, passavam por lá cerca de 20% da produção global de petróleo e gás.
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AFP
E a previsão de um novo quadro a partir do conflito se mantém mesmo que a cotação do petróleo retorne ao patamar anterior a 28 de fevereiro, na faixa de US$ 60 a US$ 70. Ontem, o barril do tipo Brent fechou cotado a US$ 79,85, com alta de 0,38%. Analistas ainda tentam avaliar a quantidade de petróleo disponível no mercado.
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O economista Lívio Ribeiro, sócio da consultoria BRCG, destacou que a retomada plena do fluxo de navios pelo estreito levará tempo. Apenas a retirada das minas marítimas da via poderá levar de três a quatro semanas, disse o economista, citando analistas militares. Além disso, quando e se isso ocorrer, a possibilidade de o Irã voltar a bloquear a passagem estará sempre no radar.
— As pessoas não sabiam que era possível fechar Ormuz até que o Irã fechou Ormuz — disse Ribeiro.
Frete mais caro
Para analistas do banco de investimentos americano Goldman Sachs, o tráfego não voltará ao que era antes em Ormuz. Um relatório do banco divulgado na quarta-feira estima que a retomada do fluxo de navios por lá poderá ser concluída no fim de julho, o que permitiria que a produção de petróleo e gás na região do Golfo Pérsico voltasse ao normal por volta de outubro — mas o tráfego ficaria em 70% das quantidades de carga de antes da guerra.
Frame de vídeo disponibilizado em 18 de junho de 2026 na conta da rede X de Dan Scavino, vice-chefe de gabinete da Casa Branca, mostra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (ao centro), ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron (à direita), de sua esposa, Brigitte Macron (à esquerda), do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, durante a assinatura de um acordo com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, no interior do Palácio de Versailles, em Versalhes, nos arredores de Paris, na noite anterior
@Scavino47 / AFP
O relatório do Goldman foi intitulado “70% dos fluxos pré-guerra de Ormuz podem se tornar os novos 100%”, em tradução livre.
De qualquer forma, o fantasma do fechamento do estreito pelo Irã tenderá a elevar, estruturalmente, os preços de seguro das cargas que passam por ali, lembrou Ribeiro. O resultado serão fretes permanentemente mais caros.
Livre navegação sob ameaça constante
O relatório do Goldman Sachs ressalta que alguns operadores de transporte marítimo podem preferir evitar a rota do estreito. Segundo a consultoria especializada em energia e commodities Argus, enquanto os fretes do Golfo de Omã e do Mar Vermelho — alternativas a Ormuz — para o nordeste da Ásia custavam US$ 4,94 e US$ 5,58 por barril, respectivamente, na quarta-feira, o trecho entre o Golfo Pérsico e o nordeste da Ásia estava em US$ 15,19 por barril.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, próximo a Bandar Abbas, no sul do Irã, no auge do conflito
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
— Penso que o estreito nunca mais voltará ao grau de certeza de livre navegação ao qual estávamos acostumados — afirmou ao jornal The New York Times Maurice Obstfeld, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Longa transição à normalidade
A produção de derivados nas refinarias da região, ou em unidades abastecidas pelo petróleo e gás que saem do Oriente Médio, levará tempo para voltar ao normal, lembrou a superintendente de Pesquisa Econômica do Bradesco, Myriã Bast. Haverá ajuste de estoques mundo afora.
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Por isso, vai demorar para que o principal efeito da assinatura do acordo EUA-Irã, o alívio na inflação global, possa de fato ser percebido. No médio prazo, o mais importante é que o risco de faltar petróleo para as refinarias mundo afora será reduzido, disse Myriã:
— O risco maior era a Europa e os EUA registrarem escassez de petróleo, mas os efeitos sobre os preços já estão aí. A inflação global já mostra isso.
É um quadro melhor do que o prolongamento do conflito, mas o alívio poderá ficar mesmo para 2027. Com a produção e os estoques reequilibrados, será preciso esperar que a normalização dos preços de insumos se espalhe pelas cadeias industriais que usam derivados de petróleo, lembrou a economista do Bradesco.
Mudanças permanentes
E há sinais de mudanças que vieram para ficar. Para Ribeiro, da consultoria BRCG, a economia mundial não será mais a mesma porque a correlação de forças na geopolítica do Oriente Médio mudou, com o fortalecimento relativo do Irã, pela resiliência para “sustentar a guerra” e negociar condições para o fim do conflito.
Incêndio em depósito de combustível após incidente com drone afetar voos no aeroporto de Dubai
AFP
Isso atingirá em cheio o estabelecimento dos hubs aéreos na região, a projeção internacional dos bilionários fundos de investimento árabes e as companhias aéreas desses países.
— O dinamismo das economias do Golfo pode ser prejudicado pela vulnerabilidade que demonstraram — disse Obstfeld ao New York Times.
Brasil pode se beneficiar
Ribeiro chamou a atenção para o fato de que a China acompanhou o conflito no Oriente Médio de maneira mais distante. Procurou não se colocar contra ninguém. Mesmo assim, Pequim e a Ásia em geral deverão acelerar um movimento de fuga da dependência das importações de insumos energéticos do Oriente Médio, diz o economista.
Num movimento de diversificação de fornecedores, o Brasil até pode exportar mais petróleo bruto para a China, mas Pequim também busca depender menos das vias marítimas, com a construção de novos gasodutos a partir da Rússia.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva aperta a mão do presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim: conflito pode aumentar exportação de petróleo brasileiro para a China
TINGSHU WANG / POOL / AFP
Para Myriã, do Bradesco, é no setor de energia que um cenário de mudança estrutural está mais claro. A agenda de redução da dependência do Oriente Médio tenderá a favorecer investimentos fora da região, inclusive no Brasil.
— Outros produtores de petróleo no mundo aproveitarão para, aí sim, fazer o “drill, baby, drill” que o (presidente Donald) Trump queria (“perfure, querida, perfure”, em tradução livre, numa alusão à ampliação da produção de petróleo nos EUA, um dos motes de campanha do republicano, em 2024). Aqui no Brasil foi o “pump, baby, pump” (“bombeie, querida, bombeie”, alusão ao aumento da produção nos poços em alto-mar). Os produtores do resto do mundo aceleraram muito a sua produção — disse Myriã.
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Segundo João Scheller, responsável por preços de petróleo da América do Sul da Argus, no médio prazo, há uma perspectiva de “mudança de posicionamento e dependência de determinadas regiões como provedoras de energia”.
— O Brasil se beneficiaria desse cenário, considerando o crescimento da produção nos próximos anos. Além disso, a qualidade do petróleo do pré-sal é similar à de parte da produção do Oriente Médio. Isso contribui para o posicionamento do Brasil como um possível supridor substituto — disse o analista ao GLOBO.
Alívio na inflação
No curto prazo, tanto Ribeiro, da BRCG, quanto Myriã, do Bradesco, concordaram com a avaliação de que uma baixa nas cotações globais do petróleo — cuja elevação vinha beneficiando tanto a balança comercial quanto a arrecadação dos governos, por causa dos royalties — tirará uma vantagem do Brasil.
Segundo Ribeiro, um mundo sem guerra é melhor para todos, mas o Brasil, agora exportador de petróleo, perderá o impulso de curto prazo provocado pela disparada das cotações do barril e poderá sair perdendo com uma economia global mais instável no médio prazo, já que nem a guerra nem seu fim parecem alterar a disposição dos EUA para o conflito, incluindo aí o tarifaço no comércio.
Posto de gasolina em Nova Jersey: nos EUA, repasses para o preço da gasolina da alta do petróleo incomodaram americanos
Bing Guan/Bloomberg
Por outro lado, um barril menos caro — o Bradesco agora vê as cotações entre US$ 70 e US$ 75 — poderá aliviar a inflação por aqui, nem que apenas em 2027, já que “a piora da inflação por aqui já aconteceu”, pois “os combustíveis estão mais caros”, afirmou Myriã. Ela lembra que a inflação, até o fim do ano, seguirá pressionada pelo fantasma do El Niño, que poderá atrapalhar a produção de alimentos:
— Para 2027, o cenário está mais interessante. As cotações do barril num nível mais baixo tiram pressão da cadeia de derivados de petróleo como um todo, de plástico a fertilizantes.
(Com New York Times e agências internacionais)

Um estudo publicado nesta quinta-feira na revista Science desafia a hipótese tradicional de que os primeiros animais aquáticos a viver em terra possuíam características anfíbias e passaram por uma metamorfose semelhante à dos sapos para se adaptar. O estudo analisa fósseis raros que, segundo os cientistas, complementam nossa compreensão do desenvolvimento das criaturas que deram origem aos primeiros vertebrados terrestres.
Água, água por todo lado do mundo… será que tudo isso já foi xixi (e até dos dinossauros) pelo menos uma vez?
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A pesquisa se concentra em espécimes extraídos de depósitos fossilíferos em Mazon Creek, no norte do estado americano de Illinois. O foco central do estudo foi um espécime que provavelmente era um juvenil de um animal semelhante a um crocodilo, conhecido como embolômero, que vivia principalmente na água, mas desenvolvia pequenas pernas.
Acreditava-se que ele apresentasse características semelhantes às de girinos, como brânquias externas, explicou Jason Pardo, pesquisador associado do Field Museum em Chicago e coautor principal do estudo. Mas esse não era o caso.
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O corpo do filhote, aproximadamente do tamanho de um macarrão curto e estreito, apresentava sinais de desenvolvimento direto. Isso significa que tinha uma estrutura semelhante à da sua forma adulta. Não é o que se esperaria ver em anfíbios, cuja metamorfose envolve reorganização e desenvolvimento muito mais drásticos de órgãos e membros.
Agora há evidências de que “essa metamorfose, esse ciclo de vida semelhante ao dos anfíbios, que por 150 anos acreditamos fazer parte da nossa história, na verdade não fez parte dela”, disse Pardo à AFP. John Long, um paleontólogo australiano com experiência nessa área de pesquisa, afirmou que o estudo é “bastante extraordinário”.
“Este trabalho detalhado sobre um conjunto de fósseis excepcionais deixa claro que eles passaram diretamente para a fase juvenil, sem precisar passar pela fase de girino”, explicou ele à AFP.
Cerca de uma centena de guerrilheiros entregou as armas nesta quinta-feira em uma região de selva no sul da Colômbia, no âmbito de uma negociação com o presidente de esquerda Gustavo Petro, que faz seus últimos esforços para salvar sua questionada política de paz. A três dias do segundo turno que definirá o próximo presidente, a entrega das armas é o primeiro passo para que os rebeldes possam se instalar em uma zona especial onde esperam consolidar acordos com o governo.
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O ato também representa o maior avanço da política de “paz total” de Petro, o primeiro governante de esquerda da Colômbia, que tentou sem sucesso negociar com todos os grupos armados do país. Vestidos com uniformes camuflados, 99 rebeldes da Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB) deixaram seus fuzis em um grande contêiner com a inscrição “Aposta na vida, cumpro a paz”, em meio à selva do departamento de Putumayo, no sul do país.
“Estou muito feliz, mal consigo conter a alegria de saber que não vamos mais ficar longe da família”, disse à AFP um rebelde sob condição de anonimato.
Membros do grupo Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB) entregam armas após acordo com o presidente colombiano Gustavo Petro
Raul Arboleda/AFP
No domingo, os colombianos elegerão o presidente entre o senador Iván Cepeda, aliado de Petro que promete dar continuidade à iniciativa de paz, e o ultradireitista Abelardo de la Espriella, defensor do fim de qualquer tipo de aproximação com as organizações ilegais. Petro entregará o poder em 7 de agosto.
Os guerrilheiros, dissidentes do acordo de 2016 que desarmou as Farc, são o único grupo guerrilheiro que avança sem contratempos nas negociações de paz com Petro. É “uma mensagem muito forte e muito poderosa para a sociedade colombiana nesta época em que há muito barulho de guerra”, afirmou Armando Novoa, chefe da delegação de paz do governo junto a essa guerrilha.
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Inédito
Os rebeldes permanecerão durante dez meses nesse terreno, onde anteriormente havia plantações de coca, aguardando avanços sobre seu desarmamento definitivo e sua situação jurídica. A entrega de armas é incomum nesse tipo de negociação na Colômbia, país marcado por seis décadas de conflito armado. As Farc fizeram isso apenas um ano após a assinatura do acordo de paz.
Em Putumayo, os guerrilheiros receberam kits de higiene e livros antes de ingressarem na zona onde permanecerão em casas equipadas com painéis solares, sob a proteção da unidade estatal de escoltas. As forças militares os transportaram de helicóptero desde territórios remotos até uma região do Vale do Guamuez, localidade onde permanecerão a partir desta quinta-feira. O próximo presidente poderá decidir encerrar a mesa de negociações, o que faria com que eles perdessem benefícios como a suspensão dos mandados de prisão.
“Contribuir para a paz”
Os rebeldes reunidos em Putumayo obedecem às ordens de Walter Mendoza, um ex-integrante das Farc que assinou o acordo de paz, mas voltou a pegar em armas em 2019 e que não participou do evento.
“Sinto-me orgulhoso de contribuir para a paz”, disse o guerrilheiro conhecido como Ferney, carregando sua mochila nas costas. “Meu desejo é me preparar em alguma profissão para nunca mais voltar a praticar nada ilícito nesta vida”, acrescentou.
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Petro tem se recusado a extraditar comandantes guerrilheiros comprometidos com os processos de paz na Colômbia, o que tem gerado descontentamento em Washington. O presidente Donald Trump apoia abertamente De la Espriella nas eleições, em meio à pior onda de violência da última década. O governo estima que a CNEB tenha entre 2.000 e 2.500 integrantes.
De la Espriella propõe uma política de “mão de ferro” para enfrentar rebeldes e narcotraficantes no país que mais produz cocaína no mundo. Embora a CNEB domine territórios estratégicos para a produção de drogas na fronteira com o Equador, ela é pequena quando comparada ao Exército de Libertação Nacional (ELN) ou a outras dissidências das Farc, como a liderada por Iván Mordisco, o rebelde mais procurado do país.
Quem olhou para o céu durante a noite de quarta-feira se deparou com uma cena que rapidamente chamou a atenção. Ao lado de uma fina Lua crescente aparecia um ponto de brilho intenso que se destacava acima de qualquer estrela visível. A imagem pôde ser observada de diferentes locais e gerou uma onda de perguntas, fotografias e comentários nas redes sociais de pessoas que tentavam identificar o que era aquele objeto luminoso que parecia acompanhar o satélite natural da Terra.
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À medida que a noite avançava, as imagens começaram a se multiplicar nas redes sociais. De grandes cidades a pequenas localidades, usuários compartilharam fotografias da mesma cena: uma Lua em forma de fino arco iluminado e, a poucos graus de distância, uma luz branca brilhante dominando o horizonte oeste. Em alguns casos, a proximidade visual entre os dois corpos celestes levou observadores a se perguntarem se se tratava de uma estrela especialmente brilhante ou de algum outro objeto visível no céu.
A explicação chegou rapidamente. O ponto brilhante era Vênus, o planeta mais luminoso observável da Terra, que naquele dia protagonizou, junto à Lua, uma conjunção astronômica — um dos fenômenos mais chamativos do calendário astronômico deste ano.
“Que linda a Lua de hoje, e agora descubro que estava em conjunção com Vênus”, escreveu uma usuária na rede social X. Outra mensagem dizia: “A Lua e Vênus se uniram hoje no céu, proporcionando imagens maravilhosas. Muito perto desse par está o planeta Júpiter, menos brilhante, e também Mercúrio”. Entre as publicações, também surgiram relatos pessoais. “Ontem vi a conjunção da Lua com Vênus junto com amigos, e foi lindo”, compartilhou outro usuário.
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A conjunção ocorreu na quarta-feira, 17 de junho, aproximadamente 30 minutos após o pôr do sol. Quem direcionou o olhar para o horizonte noroeste pôde observar como a Lua crescente e Vênus pareciam estar praticamente colados no céu do crepúsculo, com as estrelas da constelação de Câncer ao fundo.
Segundo dados astronômicos divulgados em um artigo da Star Walk, a conjunção ocorreu às 20h20 GMT (horário local). A aproximação máxima aconteceu apenas nove minutos depois, às 20h29 GMT, quando ambos os corpos atingiram uma separação aparente de apenas 0°16′. Tratou-se de uma distância extremamente pequena para observação a partir da Terra, o que contribuiu para tornar o fenômeno tão impressionante para observadores ocasionais e entusiastas da astronomia.
Apesar da impressão visual, a proximidade entre os dois corpos era apenas aparente. A chamada conjunção astronômica é um efeito óptico gerado pela perspectiva observada da Terra. Embora a Lua e Vênus parecessem estar lado a lado, na realidade permanecem separados por enormes distâncias no espaço. A Lua orbita a Terra a cerca de 384 mil quilômetros de distância, enquanto Vênus está a dezenas de milhões de quilômetros do nosso planeta.
O espetáculo ganhou relevância especial devido aos protagonistas envolvidos. Vênus é o planeta mais brilhante visível da Terra e costuma se destacar como uma intensa luz branca no céu ao amanhecer ou ao entardecer. Por causa de sua luminosidade, muitas vezes é confundido com uma estrela. Durante essa aparição, seu brilho atingiu uma magnitude próxima de -4,0, suficiente para ser observado até mesmo em áreas urbanas com altos níveis de poluição luminosa.
Lua crescente se juntando ao alinhamento planetário
Divulgação / Star Walk
A Lua, por sua vez, encontrava-se na fase crescente. Seu aspecto fino e curvado acrescentou um charme especial à cena, criando uma imagem que muitos usuários decidiram registrar com celulares e câmeras fotográficas.
Além da Lua e de Vênus, outros corpos celestes também compunham o cenário no céu da tarde. Júpiter e Mercúrio estavam na mesma região do céu, embora fossem consideravelmente mais difíceis de observar devido à proximidade com o brilho solar. Segundo publicações astronômicas, ambos os planetas estavam muito próximos do Sol para oferecer uma observação fácil a olho nu.
Marte e Saturno também faziam parte do panorama astronômico daqueles dias. Embora pudessem ser vistos sem instrumentos ópticos, seu brilho era muito menor do que o de Vênus. Já Urano e Netuno estavam fora do alcance da observação a olho nu e exigiam telescópios potentes para serem detectados devido à sua baixa luminosidade.
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A jornada também incluiu outro fenômeno associado à proximidade aparente entre a Lua e Vênus. Em algumas regiões do planeta ocorreu uma ocultação, evento em que o disco lunar passa à frente do planeta e o esconde temporariamente da vista. Embora não tenha sido visível em todos os lugares do mundo, fez parte da dinâmica astronômica que acompanhou a conjunção.
O governo interino da Venezuela e uma ex-deputada opositora iniciaram nesta quinta-feira um diálogo sobre uma transição democrática, com o respaldo dos Estados Unidos, anunciou o Departamento de Estado. O encontro ocorre quase seis meses após a captura de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana. Delcy Rodríguez assumiu em janeiro a presidência interina da Venezuela e governa sob forte pressão de Washington.
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Algumas horas depois de sua chegada, Jorge Rodríguez, presidente do Parlamento, a recebeu para realizar uma primeira reunião “na sua condição de representante dos deputados opositores do período de 2015 a 2020”, indicou a Assembleia Nacional em um comunicado.
O Departamento de Estado apoiou o encontro e o descreveu como uma ocasião para “debater uma agenda que servirá como roteiro para um diálogo político sobre uma transição democrática”, segundo um comunicado.
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Figuera se desvinculou da líder opositora e prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, que recentemente lançou junto com outros líderes políticos seu “manifesto do Panamá” para negociar a transição.
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Em 2023, Figuera assumiu, do exterior, a presidência de uma comissão parlamentar simbólica. Os deputados opositores que a compõem haviam sido eleitos para o período legislativo de 2016-2020 e foram marginalizados por Maduro.
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