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O projeto de lei (PL 6.191/2025), que institui o Estatuto dos Cães e Gatos, estabelece pena de seis meses a dez anos de reclusão para quem matar ou torturar cães ou gatos. O texto já foi aprovado por unanimidade na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado e está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). 

O estatuto, que foi elaborado com a participação de entidades de defesa dos animais e especialistas em direito animal, está estruturado em 12 capítulos e 60 artigos. A proposta define regras sobre tutela responsável, proíbe práticas como abandono e mutilação e amplia punições para maus-tratos. 

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Ao tratar da importância da proposta, nesta segunda-feira (23) o relator do PL, senador Paulo Paim (PT-RS), citou o episódio recente de violência contra um cão em Florianópolis (SC), que, segundo ele, gerou repercussão nacional e internacional. O senador questionou a influência de conteúdos violentos sobre jovens e defendeu resposta firme do Estado. 

“O Estatuto dos Cães e Gatos é um passo fundamental para assegurar direitos essenciais a esses seres que dependem muito de nós. Enfatizo a importância de se estabelecer direitos fundamentais à vida, integridade, o bem-estar dos nossos amigos de quatro patas e, além disso, a obrigação dos Poderes sobre os mesmos”, disse. 

Veja algumas propostas incluídas no texto:

  • Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres voltados à proteção, bem-estar, saúde e convivência harmoniosa de cães e gatos com os seres humanos, nos âmbitos familiar e comunitário.
  • Estabelece um marco regulatório abrangente para o tratamento digno e responsável dos cães e gatos.
  • Proíbe abandono, agressões, mutilações estéticas, uso em rinhas, restrição injustificada de liberdade, uso em testes com sofrimento. 
  • Proíbe confinamento inadequado, comercialização clandestina e negação de acesso à água e comida para animais em áreas comuns.
  • Traz o conceito de “animais comunitários”, que são cães e gatos em situação de rua com vínculos de dependência com a comunidade. 
  • Prevê a “custódia responsável”, compromisso legal e ético de garantir o bem-estar do animal.  
  • A adoção responsável exige que o adotante tenha mais de 18 anos, com condições adequadas e sem antecedentes por maus-tratos. 
  • Adoções devem atender aos interesses do animal, principalmente em casos de trauma ou abandono.

*Com informações da Agência Senado

Cerca de 20 países, incluindo Brasil, França, Espanha e vários Estados muçulmanos, condenaram nesta segunda-feira com firmeza as últimas medidas tomadas por Israel para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia e declararam que essa estratégia constitui uma tentativa de “anexação de fato”.
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A decisão de Israel de alterar o registro de terras na Cisjordânia para que possam ser classificadas como “propriedade do Estado” israelense, e de aumentar os assentamentos ilegais, “faz parte de uma trajetória clara que tem como objetivo mudar a realidade no terreno e avançar rumo a uma anexação de fato inaceitável”, disseram em comunicado conjunto os ministros das Relações Exteriores da Turquia, Brasil, França, Espanha, Arábia Saudita e outros, bem como a Organização de Cooperação Islâmica (OCI) e a Liga Árabe. “Essas ações constituem um ataque deliberado e direto à viabilidade de um Estado palestino e à implementação da solução de dois Estados”.
“Diante da alarmante escalada na Cisjordânia, apelamos também a Israel para que ponha fim à violência dos colonos contra os palestinos, inclusive responsabilizando os culpados. Reafirmamos o nosso compromisso de tomar medidas concretas, em conformidade com o direito internacional, para combater a expansão dos assentamentos ilegais em território palestino e as políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação”, sublinhou o comunicado. “No mês sagrado do Ramadã, enfatizamos também a importância de preservar o status quo histórico e legal em Jerusalém e seus locais sagrados, reconhecendo o papel especial da custódia histórica hashemita nesse sentido. Condenamos as repetidas violações do status quo em Jerusalém, que constituem uma ameaça à estabilidade regional.”
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Entenda o plano de Israel
Desde o início do mês, Israel anunciou vários planos para ampliar seu controle sobre a Cisjordânia, um território que ocupa desde 1967 — medida que não é reconhecida pela comunidade internacional — incluindo áreas que estão sob controle da Autoridade Nacional Palestina em virtude dos Acordos de Oslo assinados por israelenses e palestinos na década de 1990 e hoje praticamente moribundos.
Os palestinos consideram Jerusalém Oriental como a possível capital de um futuro Estado palestino. A situação da cidade é um dos pontos centrais do conflito entre israelenses e palestinos.
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O plano foi publicado no início de fevereiro e coincide com uma série de medidas que buscam ampliar o controle de Israel na Cisjordânia. Críticos avaliam que essas iniciativas apontam para uma anexação de fato do território palestino, embora o governo israelense não tenha anunciado formalmente tal medida.
O projeto foi anunciado pelo Ministério da Construção e Habitação de Israel e prevê a expansão para o leste do assentamento de Geva Binyamin, também chamado Adam, localizado ao nordeste de Jerusalém, na Cisjordânia. A área integra o Conselho Regional de Binyamin, que representa assentamentos ao norte de Ramallah.
Em nota, o ministério informou que o plano inclui a construção de 2.780 unidades habitacionais no assentamento, com investimento estimado em 120 milhões de shekels, o equivalente a cerca de R$ 202 milhões. O projeto ainda precisa passar por etapas formais de aprovação.
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Excluindo Jerusalém Oriental, mais de 500 mil israelenses vivem atualmente em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, considerados ilegais segundo o direito internacional. No mesmo território, residem cerca de três milhões de palestinos.
Os confrontos, por vezes mortais, entre populações palestinas locais, o Exército de Israel e colonos judeus se multiplicaram na região após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, em 2023. Segundo registros do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), colonos realizaram mais de 750 ataques a palestinos e suas propriedades na primeira metade deste ano — uma média de quase 130 ataques por mês.
Esse é o maior índice mensal desde que a ONU começou a compilar esses registros, em 2006, e representa quase cinco vezes mais do que os casos contabilizados em 2022. O Exército israelense, que exerce a autoridade soberana no território ocupado, registrou um aumento similar na violência de colonos, embora tenha documentado apenas 440 ataques.
Com agências internacionais.
A reconstrução da Ucrânia após a guerra com a Rússia custará cerca de US$ 588 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) na próxima década, segundo um relatório conjunto de Kiev, do Banco Mundial, da União Europeia e das Nações Unidas publicado nesta segunda-feira. Os setores mais afetados são habitação, transporte e energia, segundo o documento, que cobre os 46 meses entre o início da invasão, em fevereiro de 2022, e dezembro de 2025.
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“O custo da reconstrução continua aumentando e agora é estimado em US$ 587,7 bilhões de dólares (R$ 3,06 trilhões na cotação atual) em dez anos, o equivalente a três vezes o PIB ucraniano previsto para 2025”, aponta o relatório.
Os danos se concentram nas regiões próximas à linha de frente e nas grandes áreas urbanas ucranianas, detalha o texto. Para a capital Kiev, de 3 milhões de habitantes, a reconstrução é estimada em mais de US$ 15 bilhões (R$ 78 bilhões), já que a cidade é frequentemente atingida por ataques russos com drones e mísseis.
Os aliados ocidentais da Ucrânia liberaram mais de 400 bilhões de dólares (R$ 2,08 trilhões) em ajuda financeira, militar e humanitária desde o início da invasão, segundo o instituto alemão Kiel. Por enquanto, a Ucrânia destina a maior parte desses recursos à sua ofensiva e à manutenção de sua economia.
Pelo menos 30 presos políticos deixaram, na tarde de segunda-feira, uma prisão nos arredores de Caracas no contexto de uma histórica lei de anistia promulgada na quinta-feira na Venezuela sob pressão de Washington, constataram jornalistas da AFP.
— Somos livres! — gritavam vários dos libertados, com a cabeça raspada e camisas brancas, ao serem recebidos por familiares e pessoas próximas na saída da prisão de Rodeo I, a cerca de 40 km da capital.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para prorrogar os trabalhos do colegiado por pelo menos 60 dias. Segundo ele, um pedido de prorrogação foi protocolado na Casa para decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mas ainda não houve uma decisão. 

Por isso, Viana disse que cogita recorrer à corte para assegurar a continuidade dos trabalhos, iniciados em 20 de agosto passado. Segundo o presidente da Comissão, já foram coletadas assinaturas para a prorrogação dos trabalhos do colegiado, cujo fim está previsto para 28 de março.

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“Como não recebi uma resposta formal do presidente do Senado com relação à prorrogação da CPMI do INSS, eu, juntamente com outros parlamentares, recorreremos ao Supremo Tribunal Federal para que a CPMI seja prorrogada no prazo estipulado das assinaturas que nós temos, já que por legislação nós temos o direito de que ela permaneça por pelo menos mais 60 dias”, afirmou o senador.

Para Viana, o prazo é necessário para o aprofundamento nos fatos investigados. O presidente da CPMI disse ainda que, diante do cenário de encerramento dos trabalhos, uma reunião do colegiado, marcada para a quinta-feira (26), deverá discutir os rumos dos trabalhos, inclusive com a definição dos próximos depoimentos.

“Na quinta-feira, nós faremos uma reunião deliberativa em que eu vou trazer os requerimentos, especialmente de nomes que nós já colocamos, de bancos, porque essas pessoas têm de vir…”, informou. 

“De certa forma, é a nossa última grande possibilidade de deliberar quebras de sigilo e convocações, porque se nós não conseguirmos prorrogar a CPMI, nosso prazo terá ficado muito curto em relação aos documentos que nós estamos solicitando”, informou.

Vorcaro

O senador disse também que ainda não recebeu as informações obtidas a partir das quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cujo depoimento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira.

A entrega das informações foi determinada na semana passada pelo novo relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça. O ministro Dias Toffoli, então relator, havia determinado que as provas fossem mantidas sob a guarda da Presidência do Senado Federal. A CPMI recorreu, argumentando que a medida restringia sua prerrogativa constitucional de investigar, ao atribuir a guarda dos elementos a uma autoridade que não integra a comissão.

Viana criticou a decisão de André Mendonça de conceder habeas corpus dando ao banqueiro o direito de não ser obrigado a comparecer à CPMI.

“O país olha estarrecido o que está acontecendo com essa interferência constante no trabalho do parlamento e de uma CPMI. Já pedi uma agenda com o ministro André Mendonça, quero pessoalmente levar a ele os nossos argumentos. Entendo a posição dele, mas ela tem nos prejudicado e espero que a gente consiga reverter isso no menor prazo possível”, argumentou.

Vorcaro, que está em prisão domiciliar, foi convocado para falar aos integrantes da CPMI sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados e os prejuízos causados a aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS. O Banco Master mantinha acordo de cooperação técnica com o instituto para oferta de crédito consignado.

O senador também criticou a proposta da defesa de Vorcaro de que o depoimento fosse prestado em São Paulo, com apenas alguns integrantes da CPMI. Para Viana, o banqueiro tem recebido uma “blindagem absurda”.

“Eu não considero essa hipótese. Entendo que toda e qualquer pessoa tem a obrigação de vir a essa comissão como outras já vieram. É uma blindagem absurda para que Vorcaro não responda pelos crimes que está envolvido. Temos visto uma série de tentativa de se fazer com que o senhor Vorcaro receba uma proteção sobre o que aconteceu”, afirmou.

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Deputado Marcos Pollon

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (25), reunião para ouvir o deputado Coronel Meira (PL-PE), na condição de testemunha de defesa do deputado Marcos Pollon (PL-MS), e o próprio Pollon, alvo da Representação 26/25.

A representação pede a suspensão de Pollon por declarações ofensivas ao presidente da Câmara durante ato público realizado em Campo Grande (MS) em agosto do ano passado.

As oitivas fazem parte da instrução processual conduzida pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, responsável por analisar denúncias e representações envolvendo parlamentares. A reunião integra o andamento do processo e subsidia a deliberação do colegiado sobre o caso.

A reunião será realizada às 14h, em plenário a ser definido.

Um pica-pau foi flagrado em vídeo demolindo uma câmera de segurança na fachada de uma casa em Tonbridge, no condado de Kent, sudeste da Inglaterra. A cena incomum viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira.
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O vídeo mostra o pássaro, de cabeça vermelha, atacando repetidamente o dispositivo de vigilância por cerca de 15 minutos até que o equipamento se rompe — aparentemente em busca de insetos ou por confundir a superfície com madeira — e a câmera deixa de funcionar.
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O proprietário, Stephen Brough, de 71 anos, disse que ficou surpreso com a agressividade e persistência do animal, que teria conseguido danificar o aparelho instalado na porta de sua casa. Ele apelidou o pica-pau de “Rambo”, numa referência ao personagem de Sylvester Stallone nos filmes de ação, por sua dedicação ao ataque.
Especialistas em comportamento animal destacam que espécies de pica-pau se engajam em “drumming” — bater com o bico em superfícies ressonantes — como forma de comunicar e procurar alimento, o que pode levá-los a interagir com estruturas humanas que lembram troncos ou superfícies naturais.
Vídeos de pica-paus interagindo com campainhas ou câmeras não são isolados. Em outros episódios, aves foram registradas “tocando” campainhas de vídeo — possivelmente confundindo o objeto com fonte de alimento ou ressoando como parte do comportamento natural de escavação — e até danificando botões ou sensores em câmeras domésticas.
Mais de mil turistas que visitaram o zoológico de Guadalajara, no México, neste domingo — em meio à onda de violência desencadeada pela morte, pelas mãos das autoridades mexicanas, de Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) —, “permanecem retidos e sob a proteção das autoridades porque não conseguiram retornar aos seus locais de origem”, informou o jornal El Universal nesta segunda-feira.
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“No total, são 1.080 turistas, incluindo crianças e idosos, que passaram a noite no estacionamento do zoológico a bordo de 21 ônibus, cinco vans e quatro carros”, relata o jornal.
Durante esse período, os turistas receberam apoio do Sistema de Desenvolvimento Integral da Família (DIF) de Jalisco, da equipe do zoológico, dos serviços médicos municipais e da polícia. Segundo o noticiário local, os turistas são de Nayarit, Colima, Aguascalientes, Zacatecas e Michoacán.
“Eles aguardam instruções das autoridades para iniciar a viagem de volta, pois ainda há relatos de bloqueios em algumas rodovias.”
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O secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, afirmou nesta segunda-feira que foram contabilizados 85 bloqueios em rodovias federais na Baja California, Estado do México, Michoacán, Guanajuato, Guerrero, Jalisco, Oaxaca, Sinaloa, Tamaulipas, Veracruz e Zacatecas. Em Jalisco, foram registrados 18 bloqueios, o maior número em todo o país.
“A maioria dos bloqueios de ontem [domingo] foi removida, e hoje (segunda-feira) não temos absolutamente nenhum bloqueio. As principais vias foram liberadas e as áreas afetadas restantes estão sob controle operacional e sendo totalmente reabertas”, afirmou ele.
Segundo vídeos publicados pelo jornal Mural, do Grupo Reforma de Guadalajara, na rede social X, ônibus começaram a sair do Zoológico de Guadalajara na manhã desta segunda-feira para evacuar turistas; no entanto, as imagens não mostram pessoas dentro dos ônibus e, até o momento, nenhum outro veículo de comunicação confirmou essa informação.
Centenas de pessoas estavam reunidas em Villa Gesell, na Argentina, no último fim de semana para acompanhar e torcer pelos motociclistas que competiam no Enduro de Verano. O público, os participantes e os organizadores foram surpreendidos por um motorista que avançou com seu carro por uma das áreas da praia onde o evento era realizado e fez manobras perigosas. O homem acabou preso horas depois.
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Nas imagens, que acabaram publicadas nas rede sociais, é possível ver uma caminhonete Volkswagen Amarok em movimento em alta velocidade chegando próximo ao público e a motociclistas. O Enduro de Verano é uma tradicional competição de motos e quadriciclos e a mais importante da América Latina, além de ser uma das maiores off-road do mundo, realizada todos os anos na cidade argentina.
Motorista realiza manobras perigosas com carro ao invadir competição de motocicletas em praia da Argentina
Reprodução / X
Quem estava ao volante da caminhonete era um homem de 24 anos, que não teve a identidade revelada. Segundo o jornal El Sol, após rastrear e identificar placas de veículos e utilizar câmeras de segurança municipais, as autoridades conseguiram identificar o infrator. O motorista foi então interceptado e preso por policiais e agentes de trânsito. O homem teve sua carteira de habilitação confiscada e o veículo apreendido.
Gustavo Barrera, prefeito de Villa Gesell falou sobre o caso em sua redes sociais, em que escreveu: “Nós os avisamos: em Gesell, quem corre de carro vai para a cadeia. Ontem agimos de acordo. Detectamos uma manobra perigosa. Procuramos o responsável. Apreendemos o veículo e acionamos a Justiça”.
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O caso chamou a atenção para a falta de responsabilidade de motoristas e condutores. Horas antes, um motociclista de 27 anos morreu ao se envolver em um acidente em uma área de dunas na zona norte de Villa Gesell. Ele pilotava sem capacete ou outros equipamentos de segurança quando caiu em um declive abrupto. Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital, onde morreu.
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Um vídeo mostra o momento que pode ser o princípio do incêndio que deixou 41 mortos em um bar na Suíça durante as comemorações de Ano Novo. Nas imagens, é possível ver quando uma pessoa, sobre os ombros de outras, segura uma garrafa de champanhe em cada mão, com um item pirotécnico na ponta. Dada a altura em que a pessoa estava, o fogo teve contato com o forro do teto do local, que passa a pegar fogo.
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Há diversas outras pessoas fazendo o mesmo: mascaradas, carregam duas garrafas de champanhe com uma espécie de sinalizador na ponta e circulam (com os braços erguidos) pelo bar, que tem o forro baixo. Em depoimentos, os proprietários do bar Jacques Moretti, de 49 anos, e sua mulher, Jessica Moretti, de 40, apontam a garçonete Cyane Panine, de 24 anos, como a responsável por iniciar o incêndio.
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O vídeo corrobora a versão dos promotores, que acreditavam que fogo se alastrou após os frequentadores da festa ergueram garrafas de champanhe com velas de faísca muito perto da espuma de isolamento acústico no teto do porão do bar, material inflamável que teria propagado as chamas rapidamente.
No curso das investigações, uma testemunha deu uma declaração, que consta em um relatório oficial elaborado pelas autoridades suíças, de que Cyane usava um capacete que impedia a visão em determinados ângulos, o que teria impedido de ver que as velas de faíscas, que estavam presas a garrafas de champanhe que ela segurava, tocavam o teto.
A tragédia durante a festa no Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, também culminou em 115 feridos. As vítimas fatais do desastre tinham entre 14 e 39 anos, mas a maioria era adolescente. Apenas quatro tinham mais de 24 anos. Entre os mortos encontram-se 23 cidadãos suíços, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade franco-suíça, e 18 estrangeiros.
Quatro pessoas estão atualmente sob investigação criminal: os coproprietários do bar, o atual chefe de segurança pública do município de Crans-Montana e um ex-oficial de segurança contra incêndio de Crans-Montana.

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