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A história de um cachorro surdo que aprendeu a se comunicar com sua dona por meio da linguagem de sinais emocionou milhões de usuários no TikTok, com o vídeo ultrapassando oito milhões de visualizações. O caso chamou atenção para a capacidade dos animais de se adaptarem e criarem laços especiais, mesmo com deficiência auditiva. A gravação viral mostra o momento em que “Oreo” reage com entusiasmo aos sinais visuais indicando que é hora de sair para passear.
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No vídeo, o cachorro, de pelagem branca com manchas escuras, aparece sentado atentamente em frente à dona, acompanhando cada movimento de sua mão. A cabeça levemente inclinada e o olhar fixo demonstram como ele se concentra nos gestos — uma técnica fundamental para cães com deficiência auditiva. A amiga da tutora, que publicou o vídeo no TikTok (@imjustagirllllllll___), explicou o processo de aprendizagem: “Ela sempre faz isso quando saem, então ele já aprendeu, como se entendesse palavras como ‘vamos’, ‘parque’ ou ‘sair’, por exemplo.”
Confira:
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Adoção e vínculo
Em entrevista ao site de notícias Todo Jujuy, Marina, dona de Oreo, contou que adotou o cachorro surdo há seis anos e construiu com ele um vínculo baseado em linguagem de sinais, consistência e dedicação diária. A experiência acabou se tornando um exemplo para a adoção de animais com deficiência, tema que tem ganhado cada vez mais espaço no debate público local. Segundo ela, o primeiro passo é escolher um gesto específico para cada ação — como um movimento de mão para indicar a saída de casa ou pedir comida — e manter sempre o mesmo significado.
A repetição tem papel central nesse processo, já que o animal passa a associar o gesto à ação correspondente. A prática diária, aliada ao reforço positivo — muitas vezes com recompensas alimentares — ajuda a ampliar a compreensão do cão. Marina também destaca a importância da expressão facial na comunicação com Oreo, pois o animal reconhece mudanças no rosto da tutora e reage a sinais de aprovação ou correção. Um olhar firme ou um gesto com o dedo indicador, por exemplo, pode indicar um limite, enquanto a palma da mão aberta pode significar “pare”.
Imagens docão Oreo circulam nas redes sociais
Captura de tela/TikTok/@imjustagirllllllll___
Cuidados no dia a dia
Outro aspecto importante na convivência com cães surdos é respeitar o momento de descanso. Marina contou que evita estímulos repentinos quando Oreo está dormindo, aproximando-se gradualmente ou fazendo um carinho suave para que ele perceba sua presença sem se assustar. A estratégia ajuda a construir confiança e evita reações de medo. Especialistas em comportamento animal e organizações de bem-estar recomendam que interessados em adotar cães surdos ou com outras limitações físicas busquem orientação profissional antes do processo. Entre as recomendações estão manter rotinas claras, utilizar sinais visuais consistentes, evitar mudanças bruscas no ambiente e reforçar comportamentos positivos com petiscos.
Para quem pensa em adotar um cão surdo, especialistas apontam algumas medidas essenciais: treinamento diário consistente, escolha de gestos simples e visíveis, garantia da segurança da casa e uso de identificação visível na coleira. A história que viralizou nas redes mostra que, com paciência e comunicação adaptada, cães surdos podem ter uma vida plena e construir laços afetivos profundos, inspirando mais pessoas a considerar a adoção responsável de animais com necessidades especiais.
A República Islâmica do Irã classificou como “grandes mentiras” as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o país durante o discurso sobre o “Estado da União”, proferido ao Congresso americano na noite de terça-feira. Embora as impressões do republicano sobre a nação persa fosse um dos temas mais aguardados por observadores internacionais, em meio a crescente tensão entre os dois países, Trump dedicou poucos minutos no pronunciamento de uma hora e 47 minutos — o mais longo da História. Ainda assim, o tempo foi suficiente para acusar Teerã de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA e de manter “sinistras ambições nucleares” — algo que o regime dos aiatolás nega publicamente.
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“O que eles [os EUA] dizem sobre o programa nuclear iraniano, os mísseis balísticos do Irã e o número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente uma repetição de grandes mentiras”, escreveu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano Esmaeil Baqaei em um post na rede social X nesta quarta-feira.
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A expectativa em torno da fala de Trump sobre a nação persa às vésperas de uma nova rodada de negociações diplomáticas indiretas, marcada para a quinta-feira em Genebra, era grande em um momento em que as ameaças de uma ação militar cresceram. O que se viu, em grande parte, foi a repetição de pontos de discussão vagos dos últimos dias. O presidente afirmou que o Irã já possui mísseis “que podem ameaçar a Europa” e suas bases no exterior, e acusou o país de “trabalhar na construção de mísseis que em breve chegarão aos EUA”.
— [O Irã está] novamente perseguindo suas ambições sinistras — disse Trump, afirmando que Teerã teria retomado os trabalhos para a construção de uma arma nuclear após o bombardeio dos EUA às instalações nucleares do país em junho. — Minha preferência é resolver essa questão por meio da diplomacia, mas uma coisa é certa: eu jamais permitirei que o principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo, que é, de longe, o Irã, tenha uma arma nuclear. Eles querem fazer um acordo, mas não ouvimos estas palavras-chave: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’.
Plenário do Congresso dos EUA antes do discurso do presidente Donald Trump sobre o Estado da União
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP
Ao fim do discurso, o presidente americano pouco fez para explicar por que havia reunido o maior poderio bélico no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003. No fim da semana passada, o presidente havia falado sobre a possibilidade de um ataque limitado ao Irã, mas não deixou claro qual seria o objetivo imediato ou os alvos a serem atingidos com a ação militar.
A retórica agressiva e as tensões militares não interromperam o delicado processo diplomático que está sendo mediado pelo sultanato de Omã. A reunião de quinta-feira ganhou um peso-chave com a informação de fontes americanas de que os principais negociadores americanos, o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação ao final dela sobre a real intenção do Irã de abrir mão de suas pretensões nucleares — e que isso definiria a ordem para o ataque ou não.
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A parte iraniana afirmou há poucos dias que um texto inicial de acordo estava sendo finalizado para ser discutido com os EUA, com uma possível resolução para o caso. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, havia declarado anteriormente que seu país está “determinado a chegar a um acordo justo e equitativo o mais rápido possível”.
“Temos uma oportunidade histórica para alcançar um acordo sem precedentes que atenda às preocupações de ambos os lados e aos interesses mútuos”, escreveu a autoridade na terça-feira, antes do discurso de Trump. “Um acordo está ao nosso alcance, mas somente se a diplomacia for priorizada”.
Paralelo com a Venezuela
Embora Trump tenha dito pouco sobre o Irã em seu discurso, ele foi muito mais prolixo ao tratar de sua mais recente grande intervenção militar: a Venezuela. Com grande riqueza de detalhes, Trump narrou a participação do piloto de helicóptero Eric Slover, ferido na operação de janeiro para capturar o líder chavista Nicolás Maduro. O sangue do piloto “estava escorrendo pelo corredor” do helicóptero enquanto ele pousava, relatou Trump.
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Foi um sinal de que o presidente continua encantado pelas forças militares dos EUA, por seus poderes como comandante-em-chefe e pela impressão que ele acredita que suas demonstrações de força causaram ao redor do mundo. Ele enfrentou pouca reação política de seus apoiadores por suas repetidas intervenções militares, embora alguns republicanos estejam preocupados que Trump pareça estar focado demais na política externa.
Ainda de acordo com Trump, líderes estrangeiros disseram a ele em chamadas telefônicas que o ataque à Venezuela foi “muito impressionante”.
— Todos assistiram. Eles viram o que aconteceu — disse ele. (Com NYT e AFP)
O prefeito da capital da Nova Zelândia, Andrew Little, mergulhou no mar nesta quarta-feira para tentar conter os temores de contaminação após uma falha em uma estação de tratamento de esgoto despejar águas residuais no oceano e espalhar matéria fecal por residências costeiras.
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Milhões de litros de esgoto foram lançados nas praias da costa sul de Wellington desde o incidente na estação de tratamento de Moa Point, registrado em 4 de fevereiro.
Little entrou no mar em um gesto simbólico para tranquilizar moradores que protestam contra os impactos do vazamento, indicando que, neste momento, a água apresenta baixo risco.
“Quero deixar claro que ainda existe algum risco, mas os resultados do monitoramento até agora mostram que ele é baixo, e cabe às pessoas decidir como reagir”, disse Little.
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A prefeitura já havia orientado a população a evitar banho de mar e pesca na região afetada devido ao potencial risco à saúde.
A situação se agravou na semana passada, quando uma tempestade atingiu a cidade e provocou ondas de até sete metros de altura, arrastando água contaminada para dentro de imóveis à beira-mar.
Moradores relataram danos e mau cheiro provocados pelo contato com o esgoto. “Foi repugnante”, afirmou Roger Young à emissora pública Radio New Zealand (RNZ).
“Quando você passa o dedo na parede, ficam marcas desse resíduo que está ali, e claramente não é sal”, disse Chris, morador do bairro de Island Bay, também à RNZ.
“São resíduos de esgoto flutuando na costa”, afirmou.
A Wellington Water, responsável pela operação da estação de Moa Point, informou que trouxe especialistas da Austrália para avaliar o problema, mas ainda não apresentou uma conclusão definitiva sobre as causas e a extensão do dano ambiental.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma cena de desespero envolvendo uma família em uma ponte na província de Guangdong, na China. As imagens registram o momento em que um homem, durante uma discussão com a esposa, pega um dos filhos pequenos e o lança no rio.
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No registro, o casal aparece discutindo enquanto duas crianças estão próximas. Em meio ao conflito, o homem agarra uma delas e a arremessa para baixo. A criança desaparece rapidamente na água.
Confira:
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Reação desesperada
A mãe fica alguns segundos imóvel, aparentemente em choque, antes de escalar a proteção da ponte e pular no rio na tentativa de alcançar o filho. Pouco depois, ao perceber a gravidade do que havia feito, o pai também entra na água.
Enquanto isso, a outra criança permanece na ponte, chorando e gritando diante da cena. Testemunhas que estavam nas proximidades correm para ajudar e passam a orientar o casal.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/TikTok
Segundo relatos divulgados junto ao vídeo, as três pessoas ficaram lutando contra a corrente por alguns minutos. Em determinado momento, alguém joga um pedaço de madeira na água para que eles consigam se apoiar.
Os três acabam sendo retirados do rio e levados em segurança para a margem, onde reencontram a segunda criança. Até o momento, a polícia local ainda não abriu investigação sobre o caso.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um grupo tenta reagir a um assalto a uma joalheria turca em Londres. Nas imagens, homens vestidos de preto, usando capacetes e portando facões, aparecem deixando o estabelecimento enquanto pessoas que estavam na rua tentam impedir a fuga.
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Segundo a Polícia Metropolitana, o caso ocorreu na manhã desta terça-feira (24) em Green Lanes, na região de Islington, no norte da cidade. Os agentes foram acionados por volta das 10h04 após relatos de um roubo à mão armada em uma loja.
Confira:
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Tentativa de impedir a fuga
As imagens mostram um dos suspeitos aguardando próximo a uma motocicleta do lado de fora do estabelecimento enquanto outros três saem da loja carregando uma grande bolsa azul que aparenta estar cheia de objetos. Durante a confusão, um homem que estava nas proximidades usa uma vassoura de cabo longo para tentar afastar um dos assaltantes, que reage com um facão.
Dois suspeitos sobem em uma motocicleta com a bolsa, enquanto uma segunda moto se aproxima. Parte dos itens cai no chão, mas o grupo transfere a sacola para outro motociclista antes de deixar o local. As gravações também mostram outras pessoas se aproximando, incluindo um pedestre com uma serra, enquanto os suspeitos iniciam a fuga.
As motocicletas deixam a via em direção à região de Haringey, ainda no norte de Londres. Em determinado momento, um dos motociclistas desce do veículo e tenta atingir um homem que os perseguia com uma vassoura.
Imagens circulam nas redes sociais
Captura de tela/X
De acordo com a Polícia Metropolitana, pessoas que estavam no local tentaram impedir que os suspeitos escapassem. Apesar da tensão registrada nas imagens, ninguém ficou ferido.
Os policiais chegaram ao endereço às 10h08 e iniciaram buscas e coleta de evidências. A investigação segue em andamento e, até o momento, ninguém foi preso.
Em declaração ao jornal The Sun, um porta-voz da corporação afirmou que informações sobre o caso podem ser repassadas pelo telefone 101, citando o código CAD 2319/24Feb. Denúncias anônimas também podem ser feitas à organização Crimestoppers pelo número 0800 555 111.
O Zoológico de Newquay Zoo, na Cornualha, anunciou, no sábado (21), a morte de dois de seus animais mais conhecidos: Johnson, uma capivara de nove anos, e Al, uma anta brasileira de 20. Companheiros inseparáveis há quase uma década, eles foram sacrificados no mesmo dia após avaliação veterinária que apontou piora na saúde de ambos.
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Segundo o zoológico, a decisão foi tomada após consultas entre veterinários e equipes de cuidados com os animais. Os tratadores afirmaram que o objetivo foi evitar sofrimento e impedir que um dos dois enfrentasse o isolamento após a morte do companheiro.
Confira:
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Vínculo entre espécies
Al, uma anta brasileira — espécie nativa da América do Sul e considerada o maior mamífero terrestre do Brasil — nasceu em 2005 e chegou ao zoológico britânico em 2014, vindo do Zoológico de Gdansk, na Polônia. Três anos depois, Johnson passou a dividir o recinto com ele. A capivara nasceu no Chester Zoo e foi transferida para Newquay em 2016, e apesar de não ter nascido no Brasil, essa espécie também é nativa da América do Sul e é símbolo da fauna brasileira.
De acordo com a instituição, a convivência diária fortaleceu um vínculo incomum entre os animais. Funcionários atribuem a proximidade ao temperamento das duas espécies, conhecidas por serem calmas e sociáveis.
Nos últimos meses, porém, ambos passaram a apresentar problemas de saúde associados ao envelhecimento, o que afetou sua qualidade de vida. “Foi uma perda incrivelmente difícil para quem cuidava deles todos os dias”, afirmou um porta-voz do zoológico ao MailOnline. “Despedir-se dos dois ao mesmo tempo foi duro, mas entendemos que era a atitude mais gentil.”
Reação do público
A notícia foi divulgada nas redes sociais do zoológico e gerou uma série de homenagens de visitantes e admiradores. Muitos relataram que a amizade entre os dois animais era evidente para quem passava pelo recinto.
Um dos comentários dizia que o casal de amigos era “verdadeiro embaixador de suas espécies”. Outro visitante contou ter conhecido a dupla meses antes e afirmou que a relação entre eles era “claramente especial”.
O Zoológico de Newquay, inaugurado em 1969, abriga cerca de mil animais em uma área de aproximadamente 13 acres. A instituição foi adquirida recentemente pela empresa holandesa Libéma. A direção afirma que a ausência da capivara e da anta brasileira será sentida tanto pela equipe quanto pelo público que acompanhava a história da dupla.
As autoridades colombianas investigam a origem de um possível impacto de bala encontrado na asa de um avião da American Airlines que realizou um voo de ida e volta entre Miami e Medellín. A informação foi divulgada na terça-feira pela imprensa dos Estados Unidos.
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A American Airlines informou que suas equipes “identificaram uma perfuração” na parte externa da aeronave durante uma inspeção de rotina, realizada após os trajetos entre Miami, na Flórida, e a cidade colombiana. A declaração foi reproduzida por diversos veículos americanos.
Segundo a emissora CBS News, as autoridades colombianas abriram investigação sobre o buraco “localizado na asa direita de um avião 737 MAX 8”.
“O avião foi imediatamente retirado de serviço para inspeção e reparo. Trabalharemos em estreita colaboração com todas as autoridades competentes para investigar este incidente”, disse a companhia aérea à CBS.
A American Airlines acrescentou que não houve registro de feridos e que a aeronave não apresentou qualquer problema operacional durante os voos.
Ainda não está claro em que momento o dano ocorreu nem se havia pessoas a bordo quando a perfuração foi causada.
De acordo com dados do site de monitoramento Flightradar24, o Boeing 737 MAX 8 fez o trajeto de Miami para Medellín no domingo e retornou à cidade americana na manhã de segunda-feira.
Procurada, a Aeronáutica Civil da Colômbia informou, em nota divulgada na terça-feira, que não havia recebido qualquer solicitação das autoridades norte-americanas relacionada ao caso.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enfrenta uma crise política após a revelação, nesta quarta-feira, de que enviou catálogos de presentes a parlamentares de seu partido, o Partido Liberal Democrático (PLD), na esteira da vitória expressiva da legenda nas eleições legislativas realizadas no início do mês.
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Mais de 300 congressistas receberam a possibilidade de escolher um item do catálogo “como uma expressão de apreço por seu sucesso na eleição tão difícil”, escreveu Takaichi em mensagem publicada na rede social X. A premiê ressaltou que não houve uso de recursos públicos na iniciativa.
O episódio remete a um escândalo de financiamento ilícito que atingiu o PLD em 2023. À época, a crise resultou na saída do então primeiro-ministro Fumio Kishida do cargo e contribuiu para que seu sucessor, Shigeru Ishiba, perdesse a maioria parlamentar em 2025.
A repercussão do caso foi imediata. A notícia sobre os catálogos “poderia facilmente levar as pessoas a dizer ‘primeira-ministra Takaichi, você também?'”, afirmou na terça-feira Junya Ogawa, líder da legenda de oposição Aliança Reforma Centrista.
Em publicação no X, o opositor declarou que “este é um novo fato pelo qual ela deverá prestar contas”.
Nesta quarta-feira, durante sessão no Parlamento, Takaichi informou que cada presente, incluindo custos de envio e impostos, teve valor aproximado de 30 mil ienes (cerca de R$ 978). Segundo ela, os recursos partiram de um departamento do PLD na província de Nara, que é liderado pela própria primeira-ministra.
A legislação japonesa sobre financiamento político proíbe que pessoas físicas façam doações diretamente a candidatos a cargos públicos, mas permite contribuições a partidos políticos.
Quem é Sanae Takaichi?
Ex-baterista de uma banda universitária de “heavy metal”, Takaichi demonstrou recentemente suas habilidades musicais ao interpretar duas canções de K-pop ao lado do presidente sul-coreano Lee Jae Myung.
As imagens da premiê sorridente, tocando bateria com energia, repercutiram nas redes sociais e geraram elogios. Alguns internautas chegaram a questionar se o vídeo havia sido produzido por inteligência artificial.
Assim como seu mentor, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, assassinado em 2022, ela buscou aproximação com Donald Trump, a quem dirigiu elogios e presenteou com itens que iam de uma bolsa e um taco de golfe a carne bovina dos Estados Unidos.
Embora se declare admiradora da premiê britânica Margaret Thatcher, a “Dama de Ferro”, Takaichi ainda não demonstrou empenho em mobilizar apoio com base em questões de gênero.
Suas posições a situam na ala direita de um partido já conservador. Ela se opõe, por exemplo, à mudança de uma lei do século XIX que exige que casais casados adotem o mesmo sobrenome — regra que, na maioria dos casos, leva mulheres a assumirem o nome do marido.
Takaichi se casou duas vezes com o mesmo homem, um ex-parlamentar do PLD. No primeiro casamento, adotou o sobrenome dele; no segundo, ele passou a usar o dela.
Apesar de prometer elevar o equilíbrio de gênero no governo a níveis “nórdicos”, nomeou apenas duas mulheres entre os 19 integrantes do gabinete ao assumir o cargo.
Na economia, defende afrouxamento monetário agressivo e expansão fiscal, em linha com as políticas de Shinzo Abe para conter a inflação persistente.
Ao assumir a liderança do partido, fez uma promessa: “trabalharei, trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”.
Ela cumpriu. Em novembro, afirmou dormir apenas entre duas e quatro horas por noite, após repercussão causada pela convocação de uma reunião de equipe às três da madrugada.
Uma revisão da rede CNN identificou lacunas significativas no conjunto de mais de 3 milhões de páginas relacionadas com o caso Jeffrey Epstein, divulgadas no mês passado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ). Entre os documentos aparentemente ausentes estão dezenas de entrevistas de testemunhas conduzidas pelo FBI — incluindo três relacionadas com uma mulher que acusou Donald Trump de agressão sexual há várias décadas.
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Segundo a análise, um registro de provas entregue à defesa de Ghislaine Maxwell — associada de Epstein condenada por tráfico sexual — lista cerca de 325 memorandos de entrevistas do FBI, conhecidos como “302”. No entanto, mais de 90 desses registros não estariam disponíveis no site do DOJ, o que representa mais de um quarto do total.
Entre os arquivos em falta estão três entrevistas relacionadas a uma mulher que afirmou aos agentes ter sido abusada por Epstein desde os 13 anos e que também acusou Trump de agressão sexual.
O deputado democrata Robert Garcia, membro do Comitê de Supervisão da Câmara, afirmou que a ausência dos documentos levanta dúvidas sobre o cumprimento da lei que determina a divulgação integral dos arquivos ligados a Epstein.
— Temos uma sobrevivente que fez alegações sérias contra o presidente. Mas existe uma série de documentos, que aparentemente seriam entrevistas conduzidas pelo FBI com a sobrevivente, que estão realmente em falta e às quais não temos acesso — disse Garcia à CNN.
Trump nega qualquer irregularidade em relação a Epstein. Em nota, a Casa Branca classificou as alegações como “falsas e sensacionalistas” e citou posicionamento anterior do DOJ segundo o qual alguns documentos continham acusações “falsas e sensacionalistas” contra o presidente.
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De acordo com a CNN, o DOJ negou que qualquer registro tenha sido apagado e afirmou estar a cumprir a legislação.
— Não apagamos nada, e como sempre dissemos, todos os documentos relevantes foram produzidos — declarou um porta-voz.
Segundo o departamento, documentos ausentes podem ser duplicados, material protegido por privilégio legal ou parte de investigações federais ainda em curso. Também foi informado que alguns arquivos foram temporariamente removidos para “censura de vítimas” e posteriormente recolocados.
Especialistas sublinham que os relatórios “302” são centrais para compreender a investigação do FBI sobre Epstein e Maxwell. Esses documentos resumem depoimentos prestados a agentes federais, embora não incluam análises ou conclusões formais.
— É o tijolo mais básico e importante da investigação — afirmou Andrew McCabe, ex-vice-diretor do FBI.
Detalhes sobre a maioria dos 302 aparentemente em falta permanecem amplamente censurados nos registros públicos.
A mulher que acusou Trump terá contatado inicialmente uma linha direta do FBI poucos dias após a prisão de Epstein, em julho de 2019. Em entrevista posterior, realizada no escritório do seu advogado, relatou que foi abusada repetidamente por Epstein na Carolina do Sul após responder a um anúncio de babysitting.
Num momento da entrevista, ao mostrar aos agentes uma fotografia conhecida de Trump com Epstein, o seu advogado teria indicado que a cliente estava receosa de implicar “indivíduos adicionais” por medo de retaliação.
Documentos judiciais de um processo contra a herança de Epstein mencionam uma vítima identificada como “Jane Doe 4”, cujas alegações coincidem com os relatos apresentados ao FBI. A ação descreve abuso ocorrido na Carolina do Sul e encontros com “homens proeminentes e ricos”, sem identificar nomes.
Não está claro qual foi o desfecho da investigação federal sobre essas acusações. Um e-mail interno do FBI incluído nos arquivos refere que “uma vítima identificada alegou abuso por Trump, mas acabou por se recusar a cooperar”, sem confirmar se se trata da mesma mulher.
Algumas sobreviventes de Epstein também criticaram o processo de divulgação dos documentos. Haley Robson enviou carta a um juiz federal questionando a ausência de relatórios de entrevistas com vítimas, mesmo com nomes censurados.
— Como sobreviventes, esta falha não é meramente processual — é profundamente pessoal. O incumprimento contínuo perpetua o mesmo segredo que permitiu que estes crimes continuassem impunes durante anos — escreveu.
Um estudante de doutorado com dupla cidadania canadense e paquistanesa foi detido, neste domingo (22), no Paquistão após publicações nas redes sociais que, segundo autoridades locais, criticavam instituições do país. Hamza Ahmed Khan, da Universidade de Toronto, estava no país para entrevistar expatriados sobre democracia.
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Ele desapareceu na quinta-feira (19) enquanto usava o serviço de transporte por aplicativo Yango rumo a Karachi, onde passaria o Ramadã com a família. A corrida foi cancelada no meio do trajeto e, por dias, familiares não souberam de seu paradeiro. Neste domingo (22), foi revelado que ele estava sob custódia da Agência Nacional de Investigação de Crimes Cibernéticos.
Acusações e contestação da família
Segundo relatório oficial, publicações nas contas de Khan no X e no Instagram continham desinformação e conteúdo considerado inflamatório contra a liderança política do país. As autoridades afirmam que as mensagens poderiam incitar agitação pública e minar a confiança no Estado, o que levou à abertura de processo com base na Lei de Prevenção de Crimes Eletrônicos.
A família contesta a versão. O advogado Asad Jamal afirma que o estudante não foi informado sobre os motivos da detenção, enquanto o irmão, Awes Ahmed Khan, diz que ele apenas participava de debates políticos nas redes sociais. O caso ocorre em meio a críticas de especialistas sobre o uso de leis cibernéticas para conter dissidência no país.
Khan está preso na cadeia distrital de Lahore e deve passar por audiência de fiança nesta quarta-feira. O governo canadense e a Universidade de Toronto afirmaram acompanhar a situação.

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