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Grupo de integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) encaminharam um requerimento ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pedir a anulação da votação desta quinta-feira (26). Eles acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude e pedem também análise do caso pela Comissão de Ética do Senado. No total, 14 parlamentares assinam o documento. 

O documento inclui fotos que foram apresentadas como supostas comprovações de irregularidades em uma sessão tumultuada que aprovou 87 requerimentos. Entre essas decisões, estão as quebras de sigilos bancários e fiscais do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.

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Pelo documento enviado a Alcolumbre (foto), cinco senadores e nove deputados pedem, além da suspensão dos efeitos da votação, que o recurso seja apresentado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado para apurar eventual quebra de decoro parlamentar por parte do presidente da comissão, o senador Carlos Viana.

Para os parlamentares, a votação foi “eivada de vício” e “compromete a legalidade do processo legislativo, vulnera o princípio democrático e projeta insegurança jurídica sobre todos os atos subsequentes”. Eles pediram que cada um dos 86 requerimentos fosse votado um a um.

Além das quebras de sigilos de Lulinha, esses requerimentos incluíam novas convocações, como a do ex-executivo e sócio do Banco Master Augusto Ferreira Lima,  do ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura; da empresária Danielle Miranda Fontelles e de Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).

Contagem

Na argumentação de parlamentares que assinam o documento, foram incluídas cinco imagens que comprovariam a presença dos seus votos contrários, o que alteraria o resultado da votação.

“Conforme demonstram os registros audiovisuais e as fotografias da sessão, os requerimentos foram, em realidade, rejeitados por 14 votos contrários, em contraste com sete votos favoráveis”.

Nessas imagens, há a identificação dos parlamentares sobre as imagens deles. Eles se encontram em pé. “Os senadores e deputados que votaram contra os requerimentos em globo levantaram-se de suas cadeiras e ergueram os braços, manifestando-se de forma inequívoca e visível”, diz o documento.

Segundo os 14 parlamentares, isso não ocorreu por mera controvérsia interpretativa. “A gravidade da fraude na contagem dos votos é agravada pela nítida parcialidade na condução dos trabalhos. O grupo de oposição, por intermédio da Presidência da CPMI, realizou uma seleção arbitrária de requerimentos para a pauta do dia”.

O documento foi assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Soraya Thronicke (Podemos-MS), Jussara Lima (PSD-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Teresa Leitão (PT-PE), e dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Damião Feliciano (União-PB), Átila Lira (PP-PI), Cleber Verde (MDB-MA), Orlando Silva (PCdoB-SP), Romero Rodrigues (Podemos-PB), Alencar Santana (PT-SP), Neto Carletto (PP-BA) e Rogério Correia (PT-MG)

A veículos de imprensa, o senador Carlos Viana disse que espera que o presidente do Senado receba todas as versões do que ocorreu na votação.

“Tenho muita tranquilidade que o regimento da Casa foi cumprido e de que nós temos todas as condições para dar sequência aos requerimentos”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, líderes apostólicos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada originalmente nos Estados Unidos (EUA), e cujos membros são conhecidos popularmente como mórmons. De acordo com Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o grupo fez uma visita de cortesia ao presidente, e eles trataram do trabalho missionário da igreja no Brasil, incluindo ações de ajuda humanitária.

Os religiosos estavam representados pelo apóstolo Ulisses Soares, a principal autoridade mórmon no Brasil; pelo ex-governador do estado norte-americano de Utah, nos EUA, Michael Leavitt, presidente do Coro e Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo, parte da Igreja Mórmon; e pelo diretor da igreja em Salt Lake City e ex-senador dos EUA, Gordon Smith. Outros três representantes do grupo religioso também participaram da reunião.  

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A Secom informou que, durante o encontro, os apóstolos explicaram a Lula, com mais detalhes, o funcionamento da igreja e o trabalho religioso desenvolvido. Citaram, por exemplo, o envolvimento de seus integrantes no apoio às famílias atingidas pelas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024, e se ofereceram para fazer um trabalho similar na ajuda aos atingidos pelas tempestades na Zona da Mata em Minas Gerais, que já resultaram em 59 mortes.

Ainda de acordo com a Secom, os líderes mórmons agradeceram ao presidente pelo trabalho em defesa da liberdade religiosa no Brasil e citaram a sanção, em 2003, durante o primeiro mandato de Lula, da Lei de Liberdade Religiosa, destacando o país como um dos que mais protegem o direito de culto no mundo.

Divulgação
Leo Prates coordenou o debate em Salvador do programa Câmara pelo Brasil

Debate realizado em Salvador (BA) sobre a regulamentação do trabalho por aplicativo inaugurou, nesta quinta-feira (26), o programa Câmara pelo Brasil. A iniciativa do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), visa estreitar os laços da Casa com o cidadão e aproximar a atividade parlamentar das realidades regionais. O evento ocorreu na Câmara Municipal da capital baiana, sob a coordenação do deputado Leo Prates (PDT-BA).

“Salvador, como a primeira capital do Brasil, está pela primeira vez recebendo o projeto Câmara pelo Brasil. Eu tenho muito orgulho de ter participado – junto com o deputado Da Vitoria (PP-ES) e o deputado Hugo Motta – da gestação desse projeto”, disse Leo Prates.

Prates também agradeceu o presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Muniz, por receber os deputados federais. “Muito desse projeto tem a ver com Câmara Itinerante, que é um projeto da Câmara de Salvador que roda os bairros. Então, a ideia é que o Câmara pelo Brasil rode as cidades com os principais debates da Câmara e aproxime a Câmara da população”, disse o deputado.

Aplicativos
Leo Prates é vice-presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa o Projeto de Lei 152/25, sobre regulamentação dos trabalhadores por aplicativo. As estimativas mostram que existem hoje cerca de 1,7 milhão de motoristas e 500 mil entregadores que utilizam essas plataformas para trabalhar.

O texto foi o foco de três audiências públicas em Brasília, reunindo representantes de trabalhadores, empresas, governo e Justiça. O tema é alvo de vários questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), prometeu apresentar seu texto final, em cerca de duas semanas, para votação na comissão especial. A expectativa é de votação em Plenário em março ou abril.

“Hoje é a terra de ninguém: os aplicativos impõem a forma que querem tratar os trabalhadores, exigem o que querem, pagam como querem. Isso acontece porque falta uma legislação que trate desse assunto. Que é exatamente o que nós estamos tentando fazer”, disse Coutinho.

Ele afirmou que o relatório vai buscar a garantia de direitos dos trabalhadores – como transparência de valores, seguro de acidentes ou de vida e aposentadoria – sem custos excessivos que inviabilizem os investimentos das plataformas e a geração de novos empregos.

Reclamações
A audiência em Salvador registrou muitas reclamações de motoristas de aplicativos sobre a atuação das plataformas. O motorista Cláudio Sena deu um exemplo.

“Agora no Carnaval, a Uber cobrou de uma passageira R$ 310 no black da Barra para o aeroporto. E para o motorista aparecendo R$ 175. Eu tenho esse print lá para fazer uma publicação. Como pode um negócio desse?, questionou.

Alguns motoristas também se queixaram do projeto em análise na Câmara dos Deputados. O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Motoristas de Aplicativos, deputado Daniel Agrobom (PL-GO), garantiu que está atento às reivindicações da categoria.

“Se não vier um relatório em que vocês, trabalhadores, sejam realmente valorizados, nós não vamos aceitar. A frente parlamentar tem um bom número de deputados: se for preciso levar isso para o Plenário, nós vamos levar. O nosso intuito é trabalhar o máximo possível para que essa regulamentação aconteça, mas que ela aconteça trazendo como ponto principal a valorização do trabalhador”, disse.

Além de ampliar a interlocução entre o Legislativo e a sociedade, o programa Câmara pelo Brasil busca contribuir com a formulação de políticas públicas mais eficazes, fortalecer o processo legislativo e melhorar a percepção da população sobre o trabalho parlamentar.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou nesta quinta-feira (26) que a prioridade do trabalho das equipes da Defesa Civil continua no resgate das vítimas e no auxílio de pessoas desabrigadas e desalojadas das enchentes que atingiram a Zona da Mata mineira.

Góes ressaltou que o governo também trabalha nas ações de restabelecimento dos serviços essenciais, na mobilidade, limpeza urbana e reconstrução das cidades.

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“A resposta ao desastre agora é assistir as pessoas, fazer a procura de desaparecidos, salvamento, cuidar de pessoas desabrigadas, desalojadas, trabalhar para o restabelecimento dos serviços públicos e a partir daí a reconstrução dos prejuízos causados” afirmou o ministro em entrevista a Voz do Brasil.

Até o momento, a tragédia contabiliza 59 mortes nos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. As operações de busca e salvamento se concentram em oito frentes de atuação, sendo seis em Juiz de Fora e duas em Ubá que são municípios próximos.

A Defesa Civil Nacional já reconheceu o estado de calamidade pública em Juiz de Fora e, de forma sumária, nas cidades de Ubá e Matias Barbosa. Na sequência, o governo federal liberou mais de R$ 3 milhões para atendimento e reconstrução das cidades.

Góes lamentou as vidas perdidas e reafirmou o compromisso do governo no auxílio aos municípios, para restabelecer serviços essenciais.

“A única coisa que a gente não pode fazer é devolver a vida das pessoas, por isso nós vamos atuar fortemente fazendo as buscas e até ter tudo resolvido, com as pontes reconstruídas, estradas, comunicação restabelecida, energia e tudo que for necessário” acrescentou.

 

Agentes federais do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) entraram em um prédio residencial pertencente à Universidade Columbia na madrugada desta quinta-feira e detiveram uma estudante de graduação. A universidade afirmou, em carta enviada à comunidade acadêmica, que os agentes realizaram a operação sob falsos pretextos.
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Claire Shipman, a reitora interina da universidade, afirmou na carta que os agentes de imigração aparentemente conseguiram acesso alegando estarem procurando por uma “pessoa desaparecida”. Um deputado estadual disse ter sido informado por funcionários da universidade que os agentes federais se apresentaram como policiais para convencer o zelador do prédio a permitir sua entrada.
O caso rapidamente chegou aos mais altos escalões políticos. O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, disse ter mencionado a detenção do estudante durante uma reunião com o presidente Donald Trump em Washington, na quinta-feira. Pouco depois das 15h (horário local, 17h em Brasília), Mamdani afirmou nas redes sociais que o presidente Trump o havia informado de que a estudante seria “libertada em breve”.
A estudante, Elmina Aghayeva, publicou no Instagram por volta das 15h45 que havia sido libertada. “A universidade está aliviada e entusiasmada com a libertação da nossa aluna, Ellie”, publicou a Columbia nas redes sociais pouco depois.
Na manhã de quinta-feira, autoridades federais confirmaram, em comunicado, a prisão da estudante por agentes do ICE.
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“O ICE prendeu Elmina Aghayeva, uma imigrante ilegal do Azerbaijão, cujo visto de estudante foi cancelado em 2016, durante o governo Obama, por faltar às aulas”, afirmou o comunicado da agência matriz do ICE, o Departamento de Segurança Interna (DHS). “O zelador do prédio e sua colega de quarto permitiram a entrada dos agentes no apartamento. Ela não possui nenhum recurso ou processo pendente no DHS.”
Amigos de Aghayeva a identificaram por um nome ligeiramente diferente, Ellie, e disseram que ela era aluna do último ano da Escola de Estudos Gerais da universidade, com especialização em neurociência e ciência política. Eles disseram que ela havia sido levada de seu apartamento de propriedade da Universidade Columbia na Rua 121 Oeste, de acordo com uma declaração divulgada por seus amigos a uma organização de professores, a Associação Americana de Professores Universitários.
Para chamar a atenção para sua prisão, Aghayeva postou uma foto em seu Instagram Stories na manhã de quinta-feira, mostrando-se na parte de trás de um veículo com a legenda: “O Departamento de Segurança Interna me prendeu ilegalmente. Por favor, ajudem.” Ela tem mais de 100 mil seguidores no Instagram.
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Sua prisão pôs fim a meses de relativa calma no campus de Columbia e parece ter sido a primeira incursão da polícia de imigração em um prédio da universidade em quase um ano. Mahmoud Khalil, que havia concluído seus estudos em Columbia e estava prestes a se formar, foi detido no saguão de seu prédio de apartamentos, de propriedade da universidade, em março de 2025.
Shipman afirmou que a prisão de Aghayeva ocorreu por volta das 6h30 (8h30 em Brasília) e que a universidade estava empenhada em contatar sua família e prestar assistência jurídica. Documentos judiciais mostram que um advogado de Aghayeva entrou com um pedido de emergência no tribunal federal de Manhattan na quinta-feira, solicitando sua libertação.
Aghayeva, de 29 anos, parece estar no país desde pelo menos 2016. Ela morou em Connecticut e na Carolina do Norte antes de se mudar para a cidade de Nova York para estudar na Universidade Columbia, de acordo com informações públicas disponíveis sobre ela. A Escola de Estudos Gerais (School of General Studies) matricula alunos não tradicionais, que geralmente são mais velhos do que os alunos de graduação típicos.
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Em 2020, ela se casou com Garrett Blackburn, um cidadão americano que mora na Carolina do Norte. Mas o casal se separou há quatro anos e não mantém contato regular, disse ele em uma breve entrevista.
A Universidade Columbia exige que agentes da lei possuam um mandado judicial para acessar áreas privadas em seu campus, incluindo instalações residenciais e salas de aula. Ao que tudo indica, neste caso, um mandado judicial não foi utilizado, segundo a própria universidade.
O deputado estadual Micah Lasher, um democrata que representa a região norte de Manhattan, disse que funcionários da universidade lhe informaram que os agentes chegaram ao prédio à paisana e se apresentaram como policiais. Segundo Lasher, os funcionários da universidade disseram aos agentes que eles foram autorizados a entrar por um zelador do prédio depois de lhe mostrarem um cartaz ou panfleto sobre uma criança desaparecida.
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Uma colega de quarto abriu a porta do apartamento de Aghayeva. Assim que o superintendente percebeu que a visita não tinha relação com uma pessoa desaparecida, ele contatou os responsáveis ​​pela segurança do campus, que por sua vez acionaram a polícia, disse Lasher.
Brad Hoylman-Sigal, presidente do distrito de Manhattan, afirmou em uma publicação nas redes sociais que os agentes do ICE mostraram um boletim falso de pessoa desaparecida referente a uma menina de 5 anos e que portavam distintivos falsos.
“Eles enganaram propositalmente a administração do campus e a segurança para entrar no apartamento do estudante”, disse ele. “O nível de violações dos direitos civis que ocorreram é estarrecedor.”
Julie Menin, presidente da Câmara Municipal, disse que foi informada sobre a detenção e que emitiu uma declaração conjunta condenando a ação com Shaun Abreu, membro da Câmara que representa o distrito que inclui Columbia.
“O ICE não tem lugar em nossas escolas e universidades”, escreveram eles. “Essas atividades não tornam nossa cidade ou país mais seguros, mas sim fomentam a desconfiança e o perigo.”
Khalil, que possuía um green card, foi libertado sob fiança, mas ainda luta contra a deportação. Em abril de 2025, outro estudante da Universidade Columbia, Mohsen Mahdawi, foi detido ao comparecer para uma entrevista de cidadania em Vermont. Um juiz de imigração bloqueou sua deportação na semana passada.
Ranjani Srinivasan, uma estudante indiana da Universidade Columbia, fugiu para o Canadá em março passado, depois que agentes federais apareceram em seu prédio de apartamentos na universidade à sua procura. Agentes de imigração também revistaram as residências universitárias em busca de outro estudante, Yunseo Chung, em março do mesmo ano.
A Universidade Columbia anunciou que está tomando medidas adicionais para proteger os alunos da polícia de imigração. Em situações que não sejam de emergência, os funcionários do prédio não podem mais permitir a entrada de agentes da lei sem a presença de funcionários da segurança pública da universidade e a orientação do departamento jurídico.
Na tarde de quinta-feira, cerca de 200 pessoas se reuniram na calçada em frente aos portões da Universidade Columbia, na Broadway, para protestar contra a detenção de Aghayeva. Elas carregavam cartazes com os dizeres “Abolir o ICE” e “Imigrantes são Nova York”.
Uma faixa com a foto de Liam Conejo Ramos, uma criança que foi detida por agentes de imigração em Minneapolis enquanto carregava uma mochila do Homem-Aranha, foi erguida no ar em uma vara.
Delfina Roybal, de 29 anos, aluna do último ano da Universidade Columbia e colega de classe de Aghayeva, disse que realizou pesquisas impressionantes na universidade e estava concluindo seu programa lá.
— Eu sabia que ela estava prestes a terminar o serviço, então é muito estranho andar por aí sabendo que ela está em algum lugar numa cela — disse Roybal.

O presidente Luiz Inácio Lula participou, nesta quinta-feira (26), da cerimônia oficial Tour da Taça da Copa do Mundo da Fifa 2026, no Palácio do Planalto. Ex-jogadores de futebol, como Cafu, Jairzinho, Branco, Edmílson, Pepe e a ex-atleta Formiga, da Seleção Feminina, também estiveram presentes no evento, além de ministros e outras autoridades.

Faltando pouco mais de três meses para o início da Copa do Mundo masculina, que este ano será sediada no Canadá, México e Estados Unidos (EUA), a lendária taça do torneio tem rodado dezenas de países. No Brasil, o objeto de ouro maciço de 18 quilates, que pesa cerca de 6 quilos (kg), já havia passado por São Paulo e Rio de Janeiro, antes da capital federal.

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O evento faz parte de uma iniciativa global organizada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), organizadora da Copa, em parceria com a Coca-Cola, empresa patrocinadora, que leva o troféu original a diferentes países antes do mundial.

Desigualdade de gênero

Ao discursar no evento, Lula fez uma defesa enfática do futebol feminino, ao lembrar que o Brasil será sede da Copa do Mundo feminina, no ano que vem. Havia expectativa de que a taça do torneio feminino fosse apresentada também na cerimônia desta quinta, mas por problemas de logística isso acabou não ocorrendo, segundo os responsáveis pela cerimônia.

“Essa Copa do Mundo [de futebol feminino] tem alguns ingredientes. Primeiro, é preciso que a gente comece a valorizar o futebol feminino como ele merece ser valorizado”, disse Lula. 

O presidente comparou o fato de haver jogadores homens ganhando salários mensais de R$ 1,5 milhão, mesmo no banco de reservas e sem jogar, enquanto jogadoras mulheres da Seleção Brasileira ganhando cerca de R$ 20 mil ou até salários bem inferiores, como R$ 5 mil nos clubes.

“É um disparate a valorização do jogador masculino e a desvalorização das jogadoras mulheres. Isso é um processo chamado preconceito de gênero. É a diferença que existe na sociedade machista no tratamento que dão às mulheres. Elas mereciam ganhar um pouco mais, porque são profissionais, vivem disso, cuidam da família jogando futebol. Acho que essa Copa do Mundo é um alento para que a gente possa, depois que acabar a Copa, sair com as mulheres muito mais valorizadas, enquanto profissionais, para se tornarem respeitadas como são os homens hoje”, acrescentou.


Brasília (DF), 26/02/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação das taças da Copa do Mundo de 2026 e da Copa do Mundo Feminina de 2027, realizado no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Presidente Lula durante cerimônia de apresentação das taças da Copa do Mundo de 2026 e da Copa do Mundo Feminina de 2027, realizado no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Redenção

Em seu discurso, Lula afirmou que a Copa do Mundo feminina, em 2027, será a chance de o Brasil se redimir do que chamou de “vexame” em 2014. Naquele ano, o país foi sede do torneio masculino, que ficou marcado pela histórica goleada de 7×1 no jogo de semifinal contra a Alemanha. 

Segundo Lula, no entanto, não foi um vexame dos jogadores, mas do momento que o país vivia, classificado por ele como “delicado, irritante e nervoso”. Ele ainda citou o que considerou “mentiras inesquecíveis sobre corrupção” ditas no contexto das obras de construção dos estádios para a Copa de 2014 e das vaias sofridas pela então presidente Dilma Rousseff durante o evento.

Em seguida, ao se referir ao momento atual, Lula afirmou que o país vive um cenário bem mais otimista, com melhora nos indicadores econômicos e sociais. Segundo ele, o momento é favorável para o Brasil retomar o protagonismo também no futebol.

“Não vamos deixar que nada fora do futebol abale o espírito das nossas guerreiras e que essa Copa seja um exemplo que não pode ser a de 2014”, disse Lula.

O presidente também citou o pacto contra o feminicídio ao lembrar das mais de 1,7 mil mulheres assassinadas no ano passado e estimulou que as mulheres lotem os estádios no ano que vem, durante a Copa do Mundo feminina.

Copa de 2026

Já sobre o torneio masculino, o presidente disse ter conversado com o técnico Carlo Ancelotti e se disse “convencido” da conquista do hexacampeonato.

“Conversei com o Ancelotti e achei ele uma figura extremamente séria, com a cabeça no lugar. E quando um técnico tem seriedade, normalmente os jogadores sabem que têm responsabilidade. Estou convencido de que vamos ganhar essa Copa”, destacou.

Os clientes de uma loja de ferragens na Califórnia, nos Estados Unidos, podem se deparar com uma funcionária fora dos padrões. Aos sábados, Nala recebe seu crachá e fica à disposição para “atender” ao público. O que chama a atenção é se tratar de uma cadela da raça labrador de nove anos, com pelos marrons.
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O sucesso de seu “atendimento” é tamanho que a funcionária, escolhida como a melhor do mês, está famosa nas redes sociais e na cidade de californiana de São José. Após uma cliente gravar Nala em ação, caminhando pela loja e dando atenção aos clientes — embora em troca de petiscos — e postar o vídeo no TikTok, a simpática funcionária tem atraído curiosos e admiradores. A publicação, feita no último sábado (21), passa de 460 mil visualizações.
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Ela tem, inclusive, um perfil próprio no Instagram (@nala_the_ace_dog), com a primeira publicação datada de maio de 2024, mas com números, de seguidores e interações, bem mais modesto do que de seu sucesso no TikTok. São 25 fotos mostrando Nala sempre a postos para mais um dia de trabalho, ou próxima a produtos.
Em seu perfil ela é definida como “atendente de relações com o cliente” na loja, além de “viciada em petiscos para cachorro” e “caçadora incansável de bolas”.
Nala passou a bater ponto no estabelecimento todos os sábados após sua primeira ida. Bryan Matsumoto, que é tutor do labrador e coproprietário da loja Westgate Ace Hardware, a levou num fim de semana em que a cadela ficaria sozinha em casa, sem a família por perto, contou à Newsweek.
— Foi um sucesso instantâneo — disse o empresário.
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A atenção dada as clientes, revela o tutor, vai mais do que prestar um “bom atendimento”. Na verdade, a funcionária fica atrás de recompensas:
— Assim que ela descobre que alguém tem doces, ela se torna a melhor amiga dessa pessoa e a segue por toda a loja — brincou Bryan na entrevista à Newsweek.
No TikTok, a usuária que fez a publicação disse, em seu post que pensou “que tinha herdado outro cachorro”, mas ela parou de segui-la quando saiu da loja.
Geraldo Magela/Agência Senado
Parlamentares governistas se aproximam da mesa diretora para protestar após resultado da votação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira (26), em votação simbólica, 87 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal e convocações de investigados. Entre os alvos está Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do Banco Master e da empresa CredCesta.

A reunião teve questionamentos sobre a contagem de votos e o formato da votação.

Após o anúncio do resultado, parlamentares da base do governo questionaram a contagem e o modelo de votação em bloco.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que o procedimento foi solicitado por parlamentares do governo, com base no regimento. Segundo ele, o painel eletrônico registrou a presença de 31 parlamentares.

“O governo veio à CPMI hoje com a decisão de bloquear toda a pauta e por requerimento solicitar uma votação em bloco. Contei duas vezes sete votos contrários, portanto a pauta de hoje está aprovada na integralidade”, declarou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou questão de ordem e pediu a anulação do resultado.

“Solicito a anulação do resultado por erro material na contagem. Nós vamos interpretar essa decisão como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação”, afirmou.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) defendeu a manutenção da decisão.

“Tem 31 presentes aqui. Se 14 votaram contrário, como afirmou o deputado, permanecem 17 que votaram a favor. Nada disso aconteceu, não houve golpe”, declarou.

Em resposta, Viana afirmou que, em votações simbólicas, são contabilizados apenas os votos contrários e rejeitou o pedido de anulação.

Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Oitivas de testemunha. Dep. Paulo Pimenta (PT - RS)
Paulo Pimenta apresentou questão de ordem e pediu anulação do resultado

Quebras de sigilo
A CPMI solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a elaboração de relatório de inteligência financeira (RIF) sobre movimentações de Fabio Luis Lula da Silva entre 2022 e janeiro de 2026.

Também foram aprovadas quebras de sigilo do Banco Master, no período de 2015 a 2025, e da CredCesta, entre abril de 2017 e dezembro de 2025. Os requerimentos citam operações relacionadas ao mercado de crédito consignado.

A comissão aprovou ainda representação pela prisão preventiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz. O pedido menciona investigação sobre descontos indevidos em benefícios do INSS e aponta risco à instrução do processo e à aplicação da lei penal.

Convocações
A CPMI aprovou a convocação do ex-deputado André Moura, ex-líder do governo no Congresso no governo Michel Temer. O requerimento cita reportagens da imprensa de Sergipe que apontam suspeita de auxílio a investigados no esquema de fraudes no INSS.

Também foi aprovada a convocação do empresário Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA). O pedido menciona registro de presença dele em reunião no Ministério da Previdência, em 13 de março de 2023, com Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além de ligações com pessoas investigadas.

A comissão aprovou ainda a convocação do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, apontado como responsável pela criação da CredCesta. O requerimento cita reclamações relacionadas a crédito consignado e fatos divulgados no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

O texto aprovado pela Câmara dos Deputados para o Projeto de Lei Antifacção dificultará a punição das grandes lideranças do crime organizado no país. Segundo o ex-secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, as dificuldades serão, inclusive, financeiras, uma vez que, por questões políticas, os deputados inviabilizaram recursos que seriam obtidos junto às bets para abastecer o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). 

Sarrubbo foi o entrevistado do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional nesta quinta-feira (26). 

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Ele explicou que, se o texto for sancionado na versão atual, a lei criada “atingirá apenas a base das organizações criminosas”, deixando de lado aqueles que, segundo ele, “estão no andar de cima”.

“Era contra eles [os verdadeiros comandantes das organizações criminosas] que a gente queria avançar”, acrescentou ao ressaltar que o foco do texto se restringiu aos crimes violentos, liberando os políticos ligados ao crime organizado, bem como aqueles que, de fato, financiam o crime.

Alterações na Câmara

A versão apresentada pelo relator do PL antifacção na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), rejeitou as alterações feitas no Senado, o que, na avaliação de Sarrubbo, prejudicou até mesmo a destinação de recursos aos estados, para o combate às organizações criminosas, uma vez que excluiu a taxação das bets para a criação do FNSP.

“A Câmara não quis dar recursos para esse fundo por razões políticas. O Derrite [relator na Câmara] retirou isso do texto. Seriam R$ 30 bilhões [que iriam das Bets] para o FNSP. Recursos que, na verdade, iriam para os estados, porque esse não é um recurso do governo federal.”

Coração financeiro

Ele lembrou que a proposta inicial criava “mecanismos para atingir os que atuam na Faria Lima e em Fintechs; quem financia essas organizações criminosas”, disse o ex-secretário. “

A Faria Lima não pega fuzil”, acrescentou ao se referir à Operação Carbono Oculto, que identificou um esquema criminoso que teria movimentado recursos de organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Sarrubbo ressaltou que a ideia defendida pelo governo é a de asfixiar financeiramente as facções criminosas. 

“A hora de subir o morro é após conseguirmos estancar o fluxo financeiro das organizações criminosos, quando elas estiverem sem fuzis, desorganizadas e sem conseguir pagar para os seus olheiros. Aí sim a gente [as forças de segurança] pode agir com consistência. Com baixa letalidade e com muita eficiência, a gente começa a tomar esses territórios.”

Dois candidatos ao Congresso da Colômbia desapareceram nesta quarta-feira, às vésperas das eleições legislativas de 8 de março, anunciou nesta quinta o ministro da Defesa, Pedro Sánchez. O país vive a maior crise de segurança em uma década antes da votação. Em 31 de maio, os colombianos também vão eleger o sucessor do presidente Gustavo Petro.
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O ministro Sánchez denunciou “o desaparecimento” de dois candidatos a cadeiras legislativas: Andrés Vásquez, membro de um partido de direita, que aspira ao Senado, e Anita Guetío, uma indígena que busca ser eleita para a câmara baixa.
Vásquez desapareceu na manhã de ontem, quando deixava a residência de seu pai em Pelaya, informou sua mulher. Familiares encontraram seu carro abandonado.Anita não faz contato desde que se deslocava por uma estrada do departamento de Cauca onde atuam grupos guerrilheiros.
Sánchez não informou o motivo dos desaparecimentos. “Estamos agindo com toda a capacidade e determinação da Força Pública para encontrá-los e trazê-los de volta para seus lares sãos e salvos”, publicou no X.
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Os desaparecimentos se somam a vários ataques contra políticos na Colômbia, onde grupos criminosos continuam atuando desde o acordo de paz com a guerrilha das Farc, em 2016.
Os grupos armados, que se financiam por meio do narcotráfico, da extorsão e da mineração ilegal, usam a violência para tentar impor um controle territorial.

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