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O secretário de Estado americano, Marco Rubio, realizará conversas em Israel na segunda-feira sobre o Irã, anunciou o Departamento de Estado, enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio para um possível ataque à República Islâmica. Rubio viajará para Israel justamente quando os Estados Unidos ordenam que seu pessoal não essencial deixe o país, aumentando as suspeitas de que o presidente Donald Trump planeja prosseguir com os ataques que ameaçou lançar.
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Rubio realizará conversas na segunda-feira e retornará na terça-feira, informou o Departamento de Estado. Ele “discutirá uma série de prioridades regionais, incluindo o Irã, o Líbano e os esforços em andamento para implementar o Plano de Paz de 20 Pontos do presidente Trump para Gaza”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nesta sexta-feira.
Rubio não planeja levar jornalistas em seu avião, uma exceção ao procedimento que tem sido habitual para secretários de Estado há décadas.
A viagem ocorrerá após os Estados Unidos e o Irã realizarem uma nova rodada de negociações em Genebra na quinta-feira, em meio às crescentes preocupações americanas com o controverso programa nuclear iraniano.
O mediador Omã relatou progressos, mas os Estados Unidos pouco se pronunciaram sobre as negociações, e o Irã pediu a Washington que abandonasse suas “exigências excessivas” para que se chegasse a um acordo.
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Ao longo da semana, fontes americanas afirmaram que o encontro na Suíça teria um papel central na decisão de Trump sobre um ataque ou não ao território iraniano — algo que o republicano disse estar analisando, e que inicialmente teria um escopo limitado. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação sobre as reais intenções do Irã em abrir mão de ameaças nucleares — o que definiria o próximo passo dos EUA.
A medida anunciada pela Embaixada americana em Jerusalém mostra que mesmo os sinais na mesa de negociação diplomática não dissipam o temor de um confronto militar na região — sobretudo após Trump enviar o maior poder de fogo ao Oriente Médio desde o início da guerra do Iraque. Teerã e seus principais aliados já demonstraram que consideram respostas em um possível caso de agressão.
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O Kataeb Hezbollah, uma poderosa milícia iraquiana aliada ao Irã no chamado “Eixo da Resistência”, alertou Washington sobre o risco de “imensas perdas” caso iniciem uma guerra na região. O grupo também instruiu seus combatentes a se prepararem para um cenário de longa guerra no Irã, em caso de ataque americano. Em declarações à agência francesa AFP, o comandante da milícia disse que seu grupo “provavelmente” interviria em caso de ataques.
Em Israel, o clima nacional oscila entre ansiedade, resignação e expectativa. Hospitais têm realizado simulações de situações de emergência, enquanto vizinhos compartilham entre si a localização de abrigos antibombas em grupos de WhatsApp. Na guerra de 12 dias no ano passado, que envolveu Irã, EUA e Israel, 38 pessoas morreram no Estado judeu em bombardeios iranianos que conseguiram romper as defesas aéreas do país — o que é motivo de preocupação.
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia Israelense mostra que a opinião pública do país está dividida. Cerca de metade dos entrevistados disse que apoiaria a entrada em uma guerra com o Irã somente se Israel fosse atacado primeiro — em um sinal de que o apoio imediato aos americanos está longe de ser uma unanimidade.
Trump ainda não deixou claro qual seu objetivo final no Irã, e nem o que pretende alcançar com um eventual ataque — que já foi alvo de ressalvas por parte de militares graduados americanos. Em meio ao processo, os EUA apontaram, para além da questão nuclear, o programa de mísseis balísticos do Irã e o patrocínio de grupos considerados terroristas por Washington. Em um discurso para o Congresso dos EUA, na terça-feira, Trump disse que o Irã já “desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa” e está trabalhando “para construir mísseis que em breve atingirão os EUA”. Afirmou também que ainda não ouviu da parte iraniana o compromisso de que nunca desenvolveriam armas nucleares.
O Irã tem declarado repetidamente que seu programa de mísseis faz parte de seu sistema de defesa e descartou o abandono total do enriquecimento de urânio, enfatizando que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos. Ali Shamkhani, um importante assessor do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sugeriu que Teerã poderia chegar a um acordo imediato com Washington se o foco fosse exclusivamente um compromisso sobre o desenvolvimento de armas atômicas.
Com New York Times.
O ministro das Relações Exteriores da França afirmou nesta sexta-feira que, se um drone avistado esta semana perto de um porta-aviões francês em visita à Suécia for de fato russo – uma alegação que Moscou classificou como “absurda” –, isso seria uma “provocação ridícula”. A Suécia afirmou que um de seus navios de guerra avistou e bloqueou o drone a 13 km do porta-aviões francês Charles de Gaulle.
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Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson, disse à emissora SVT que o drone “provavelmente” era de origem russa, observando que “havia um navio militar russo nas imediações naquele momento”.
“Se de fato […] houver uma possível origem russa para este incidente, a única conclusão a que chego é que se trata de uma provocação ridícula”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, a jornalistas a bordo do porta-aviões.
Barrot enfatizou que o drone jamais poderia ter representado uma ameaça real à embarcação.
“O drone foi neutralizado longe do porta-aviões Charles de Gaulle e, de forma alguma, a segurança do porta-aviões e de seu grupo foi ameaçada por isso.”
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, reiterou na sexta-feira que acreditam que o drone seja russo.
“É provável que seja um drone russo. Estamos investigando com mais detalhes, mas há muitos indícios que sugerem que seja esse o caso”, disse Kristersson a repórteres durante uma visita ao porta-aviões. Ele acrescentou que não acreditava ser coincidência o fato de o incidente ter ocorrido durante a visita do porta-aviões. “É um modo de agir russo que reconhecemos em outros lugares”, disse ele.
Segundo as autoridades suecas, a marinha bloqueou o drone usando sinais eletrônicos para tentar interromper a comunicação entre a aeronave e seu operador, ou interferir em seus instrumentos de navegação.
As Forças Armadas Suecas afirmaram nesta quinta-feira que “nenhum outro avistamento de drones” foi registrado e que estão investigando o incidente. O navio-almirante da Marinha Francesa e sua escolta fizeram uma escala no porto sueco de Malmö nesta quarta-feira, pela primeira vez, antes de se juntarem a exercícios da Otan.
O Mar Báltico, nas proximidades, é palco de rivalidade entre a Rússia e os países da aliança da Otan. Os países mais orientais da Otan relataram inúmeros avistamentos de drones nos últimos meses, e alguns apontam o dedo para a Rússia.
Considerado o maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald R. Ford chegou nesta sexta-feira em Israel, em meio a tensões dos EUA com o Irã. O super-porta-aviões — descrito pela Marinha americana como “a plataforma de combate mais capaz, adaptável e letal do mundo” —, que foi enviado ao Mediterrâneo esta semana em um reforço militar para pressionar Teerrã, deixou uma base naval em Creta, Grécia, na quinta-feira. A partida ocorreu no mesmo dia em que uma nova rodada de negociações indiretas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã, teve início em Genebra, e que vem sendo tratada como decisiva pelo presidente americano, Donald Trump, para determinar ou não um ataque à nação persa. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A Nasa informou na sexta-feira que vai revisar seu programa lunar Artemis, que sofreu vários atrasos nos últimos anos, para garantir que os americanos possam retornar à superfície da Lua até 2028.
A Nasa vai acrescentar missões entre o Artemis 2, previsto para esta primavera no hemisfério norte, e a caminhada final na Lua. Segundo o administrador da agência, Jared Isaacman, a revisão estratégica permitirá melhorar o “treinamento operacional” (“muscle memory”) dos lançamentos.
A mudança nos planos ocorre em um momento em que o Artemis 2 — que deverá realizar o primeiro sobrevoo da Lua em mais de meio século — vem enfrentando atrasos e dificuldades técnicas.
A modelo gaúcha Glaucia Fekete afirma ter sido alvo, em 2004, de uma tentativa de aliciamento ligada ao empresário americano Jeffrey Epstein. À época com 16 anos, ela recebeu o convite para participar de um concurso de beleza no Equador, criado pelo agente francês Jean-Luc Brunel, apontado como “recrutador” de jovens para a rede de tráfico sexual comandada por Epstein.
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Segundo relato da modelo à BBC, Brunel foi até a casa da família, no interior do Rio Grande do Sul, para apresentar a proposta. O prêmio prometido à vencedora era de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,5 milhão na cotação atual). Glaucia participou do concurso, realizado em Guayaquil, mas não seguiu viagem para Nova York após o evento por decisão da mãe.
— Voltei braba com a minha mãe, porque ela não me deixou ir para Nova York. Realmente foi um livramento — disse a modelo à BBC.
Hoje, aos 38 anos, ela afirma que, à época, não tinha dimensão do contexto em que estava inserida e avalia que “estava no meio desse furacão todo”.
Gláucia e a mãe Bárbara Fekete, que impediu a ida da modelo para Nova York
Arquivo Pessoal / Reprodução BBC
Cerca de 50 adolescentes e jovens de diferentes países participaram do desfile em Guayaquil. O jornal equatoriano El Universo publicou imagens do evento e informou que as concorrentes tinham entre 15 e 19 anos. O título ficou com a brasileira Aline Weber, então com 15 anos e atualmente com carreira internacional na moda.
Documentos tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Epstein esteve em Guayaquil no dia da final da competição da qual Glaucia participou.
De acordo com os arquivos da investigação, Brunel utilizava suas agências — inicialmente a Karin Models e, depois, a MC2 — para recrutar jovens em diferentes países, inclusive adolescentes. A MC2 teria recebido aporte financeiro de Epstein. O modelo de atuação incluía a obtenção de vistos de trabalho por meio das agências, custeados pelo bilionário, e permitia que meninas e jovens mulheres viajassem aos Estados Unidos.
A modelo Glaucia Fekete foi ao evento organizado por ‘recrutador’ de Epstein, no Equador
Arquivo Pessoal / Reprodução BBC
À época do concurso no Equador, não havia acusações formais contra Epstein. Ele passou a ser investigado em 2005 e, em 2008, admitiu culpa por solicitar prostituição envolvendo uma menor de idade.
O agente francês Jean-Luc Brunel foi acusado de estupro, agressão sexual e assédio. Preso em dezembro de 2020, morreu em 2022, em uma cela em Paris, antes de responder às acusações na Justiça.
‘Acesso a garotas’
Os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos também apontam que Epstein demonstrou interesse específico no Brasil. Segundo os registros, ele teria avaliado a compra de agências de modelos brasileiras para “ter acesso a garotas”.
As trocas de e-mails reunidas na investigação indicam ainda que o empresário cogitou adquirir revistas e promover concursos de beleza com a mesma finalidade. As mensagens mencionam possíveis vítimas brasileiras, entre elas uma jovem de uma família de baixa renda do Rio Grande do Norte e outra identificada como Juliana, então com 21 anos.
A brasileira mais conhecida entre as vítimas é Marina Lacerda, hoje com 37 anos. Ela afirma ter sido traficada e abusada por Epstein em 2002, quando vivia em Nova York. Em 2025, tornou pública sua história ao lado de outras mulheres que acusam o empresário. Segundo Lacerda, cerca de 50 brasileiras teriam sido vítimas de Epstein, a maioria imigrantes nos Estados Unidos.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, enfrentará um interrogatório rigoroso em uma comissão do Congresso nesta sexta-feira a respeito de seus laços amplamente documentados com Jeffrey Epstein, embora os democratas tentem desviar o foco para a relação do presidente Donald Trump com o criminoso sexual condenado.
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Clinton é um dos destaques nas últimas revelações dos arquivos de Epstein. O ex-presidente insiste, no entanto, que rompeu relações com o financista muito antes da condenação de Epstein por crimes sexuais em 2008.
A mera menção nos arquivos não constitui prova de um crime.
O comparecimento de Bill Clinton perante a Comissão de Supervisão da Câmara de Representantes, controlada pelos republicanos, ocorre um dia após o depoimento de sua esposa Hillary Clinton, ex-secretária de Estado.
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“Se esta comissão estivesse realmente interessada na verdade (…), pediria diretamente ao nosso atual presidente que prestasse depoimento, sob juramento, sobre as dezenas de milhares de vezes em que ele aparece nos arquivos”, afirmou a política veterana em um texto divulgado na quinta-feira, pouco antes de se apresentar à comissão.
As audiências acontecem a portas fechadas, apesar do pedido dos Clinton para que fossem públicas e televisionadas.
O interrogatório de Bill Clinton se apresenta como mais complexo do que o de Hillary. O ex-presidente reconheceu sua relação com Epstein, mas nega qualquer irregularidade, e não há acusações formais contra ele.
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Ambos prestam depoimento em Chappaqua, perto de Nova York, onde residem.
“Não tenho essas informações”
O ex-presidente explicou que voou no avião de Epstein diversas vezes no início dos anos 2000 para trabalhos humanitários relacionados à Fundação Clinton, mas afirmou que nunca visitou a ilha particular do financista no Caribe.
A Comissão de Supervisão da Câmara investiga pessoas ligadas a Epstein, especialmente após o Departamento de Justiça ter divulgado milhões de novos documentos.
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Em sua declaração inicial perante a comissão, Hillary Clinton indicou que sua intimação se baseava na “suposição de que eu possuo informações sobre as investigações das atividades criminosas de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell”.
— Deixe-me ser o mais clara possível. Eu não tenho essas informações — afirmou ela.
Além disso, insistiu que não viajou no avião de Epstein nem visitou a ilha dele.
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Inicialmente, os Clinton recusaram-se a depor, mas concordaram depois que congressistas republicanos ameaçaram considerá-los culpados de desacato ao Congresso.
Os democratas argumentam que a investigação tem sido usada para atacar os adversários políticos de Trump em vez de conduzir uma apuração autêntica.
O Partido Trabalhista britânico sofreu um duro golpe nesta sexta-feira após a derrota nas eleições para a cadeira parlamentar da cidade de Manchester. A vitória ficou com a bombeira hidráulica Hannah Spencer, de 34 anos, do Partido Verde, pertencente ao mesmo espectro que os trabalhistas, que ficaram com o terceiro lugar. A perda ocorre nos territórios de Gorton e Denton, redutos históricos do partido.
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O revés chega ao então líder da agremiação e primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apenas duas semanas após escândalos envolvendo o ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o caso Epstein. Starmer vive um ambiente de pressão por ter nomeado Mandelson como embaixador, mesmo com conhecimento de seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, embora posteriormente o tenha forçado a renunciar.
Com menos de dois anos no cargo, Starmer vê o desenvolvimento de um cenário desfavorável para seu partido que, de acordo com as previsões, deve ter um desempenho abaixo nas eleições locais — que elegem os conselheiros locais, responsáveis por administrar serviços públicos —deste ano, que ocorrem no mês de maio. De acordo com uma pesquisa publicada em fevereiro pelo instituto de pesquisa YouGov, sobre as intenções de voto no Reino Unido, o partido de extrema direita Reform UK venceria a eleição com 24% dos votos. Em seguida, viriam os conservadores e os trabalhistas, com aproximadamente 18% cada, mantendo uma ligeira vantagem sobre o Partido Verde (17%) e o Liberal Democrata (14%).
Este é mais um episódio de uma série de outros que mostram a crise enfrentada pelo Partido Trabalhista, que é alvo de críticas da população nos âmbitos sociais e econômicos. Em pesquisas, cidadãos reclamam do aumento do custo de vida e a falta de melhorias nos serviços públicos.
Segundo baque do partido
A perda em Manchester não é a primeira do partido desde o retorno ao poder. No ano passado, em maio, o grupo político foi vencido em eleição suplementar, desta vez pelo Reform UK.
Esta derrota representa o segundo revés sofrido pelo Partido Trabalhista em eleições suplementares, das duas realizadas desde seu retorno ao poder. A anterior, em maio de 2025, foi vencida pelo partido de extrema direita Reform UK.
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— Quando fui eleito líder dos Verdes, disse que estávamos aqui para substituir o Partido Trabalhista, e eu estava falando sério. As pessoas agora sabem que votar em nós é a melhor maneira de derrotar o Reform UK — comemorou o líder do Partido Verde, Zack Polanski, cujo partido tem crescido desde que ele assumiu a liderança em setembro de 2025.
A plataforma esquerdista dos Verdes — focada em taxação de fortunas e no apoio à Palestina — ressoou fortemente em um distrito com significativa população muçulmana e histórico de apoio ao trabalhismo. O Partido Trabalhista agora enfrenta questionamentos internos por ter se deslocado ao centro e adotado políticas de imigração mais rígidas para competir com o Reform UK.
O calendário das fases da Lua de março 2026 começa com a Lua Cheia no dia 3, às 08h39. Ao todo, o mês conta com quatro mudanças de fase principais, terminando o ciclo no dia 25 de março. Se você busca saber que dia muda a lua, confira a tabela completa com as datas e horários de Brasília para as fases Nova, Crescente, Cheia e Minguante.
Fases da Lua em 2026: Calendário completo com datas e horários
Veja o calendário do ciclo lunar de março de 2026:
03/03 às 08h39: Lua Cheia
11/03 às 06h41: Lua Quarto Minguante
18/03 às 22h26: Lua Nova
25/03 às 16h19: Lua Quarto Crescente
Como funciona o ciclo lunar?
O ciclo lunar é o período de passagem da Lua por suas quatro fases, iniciando na Lua Nova, passando pela Crescente, alcançando seu auge na Cheia e, por fim, a Minguante, até voltar ao seu estágio inicial. Conhecido como mês lunar ou mês sinódico, esse ciclo tem uma duração média de aproximadamente 29,5 dias.
Como é cada fase da lua?
Lua Nova
Nesta fase, a Lua está praticamente imperceptível. Localizada entre a Terra e o Sol, sua parte iluminada fica voltada para o astro, tornando-a praticamente invisível a partir da visão terrestre. Apesar da falta de sua presença no céu noturno, é possível observar a sua presença durante o dia.
Nesta fase, como a Lua está alinhada com o Sol e a Terra, é criada uma força gravitacional combinada mais intensa, conhecidas como marés de sizígia. Esse cenário resulta em marés altas durante o período de Lua Nova. A relação entre o ciclo lunar e o movimento das marés se baseia na influência gravitacional que o satélite exerce sobre a Terra. Ou seja, a atração gravitacional da Lua provoca a formação de marés nos oceanos.
Lua Crescente
À medida que a Lua se afasta do Sol, uma fina fatia iluminada começa a aparecer. Esse pedaço, que antes era singelo, ao longo dos dias começa a tomar forma, crescendo. É por isso que essa fase se chama quadra da Lua Crescente, já que ela está aumentando gradualmente, encaminhando-se para a chegada da Lua Cheia.
Na fase de Quarto Crescente, a Lua e o Sol estão em ângulos retos em relação à Terra, o que reduz a força gravitacional combinada sobre os oceanos. Isso resulta em marés mais baixas, conhecidas como marés de quadratura.
Lua Cheia
Nesta fase, a Lua está diretamente oposta ao Sol em relação à Terra, e a sua face iluminada está totalmente visível. A fase Cheia é a mais brilhante e mais destacada, já que se torna possível observar o corpo celeste em sua totalidade, iluminando o céu noturno.
Nesta época, como a Lua está novamente entre a Terra e o Sol, as marés estão altas novamente.
Lua Minguante
Após alcançar seu auge, a Lua começa a diminuir de tamanho, passando por um processo contrário ao da fase Crescente. A Minguante, ao passar dos dias, vai afinando e sumindo do céu, à medida que o corpo celeste vai se colocando, novamente, entre a Terra e o Sol, retornando ao estágio inicial da Lua Nova e recomeçando o ciclo lunar.
Assim como na Lua Crescente, no período do Quarto Minguante, o ângulo do Sol e da Lua em relação à Terra provoca marés baixas.
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A polícia deteve um homem por condução sob efeito de álcool à porta da casa de Nancy Guthrie, de 84 anos, dada como desaparecida no início do mês. A detenção ocorreu na noite de quinta-feira, no momento em que novas imagens de vigilância vieram a público mostrando intensa circulação de veículos nos arredores da residência na noite em que a idosa desapareceu.
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Segundo o New York Post, o suspeito — cuja identidade não foi divulgada — teria passado “50 a 100 vezes” em frente à propriedade enquanto observava, no celular, uma fotografia da vítima. O alerta foi feito por um fotógrafo que percebeu a movimentação incomum.
De acordo com a NewsNation, o homem conduzia lentamente um veículo azul, parando repetidamente para olhar um memorial montado no exterior da casa. Ao chegarem ao local, agentes do condado de Pima ordenaram que ele estacionasse e o interrogaram por cerca de 20 minutos. Após falhar no teste do bafômetro, foi detido.
A prisão ocorreu num momento delicado da investigação, já que parte da equipe do FBI envolvida no caso se preparava para encerrar os trabalhos.
Nancy Guthrie foi dada como desaparecida em 1º de fevereiro, após não comparecer a um serviço religioso. A idosa, mãe da apresentadora do programa “Today”, Savannah Guthrie, teria sido raptada na própria casa.
Imagens captadas por câmeras de segurança de uma residência vizinha mostram que, entre 0h30 e 6h da manhã daquele dia, ao menos 12 veículos passaram em frente à propriedade, segundo a AOL. As autoridades acreditam que o sequestro tenha ocorrido nesse intervalo, já que a vítima foi vista pela última vez pouco antes das 22h da noite anterior.
As gravações também revelariam a presença de um homem mascarado a rondar a casa, caminhando próximo à porta na noite em que a polícia suspeita que Nancy tenha sido capturada.
O Afeganistão e o Paquistão estão novamente em confronto aberto. O Paquistão bombardeou áreas no Afeganistão nesta sexta-feira, horas depois de o Talibã afegão ter anunciado uma grande ofensiva perto da fronteira entre os países. Islamabad, que declarou “guerra aberta”, retaliou, bombardeando alvos em Cabul, a capital afegã, e nas províncias de Kandahar e Paktika, próximas à fronteira. Os ataques, portanto, representam a escalada mais significativa nas tensões entre as nações, que haviam concordado com um cessar-fogo em outubro do ano passado, após uma semana de confrontos mortais. Veja o que sabemos, até o momento, sobre o conflito:
Contexto: Paquistão bombardeia Cabul após ataques afegãos; ministro da Defesa declara ‘guerra aberta’ contra governo talibã
Temor por um conflito mais amplo: Irã oferece ajuda para facilitar diálogo entre Afeganistão e Paquistão
O que aconteceu?
Tudo começou na noite de quinta-feira. Cabul lançou uma ofensiva ao longo da fronteira, nas províncias de Nangarhar, Nuristan, Kunar, Khost, Paktia e Paktika. O Paquistão afirmou que o Talibã havia “calculado mal e aberto fogo não provocado em vários locais”, o que desencadeou em uma “resposta imediata e eficaz”.
Horas depois, já na manhã desta sexta, lslamabad lançou uma série de bombardeios no Afeganistão, atingindo alvos em Cabul e nas províncias fronteiriças. Mujahid publicou – e posteriormente apagou – uma postagem no X informando que o grupo havia lançado ataques contra posições militares paquistanesas em Kandahar e Helmand, duas províncias do Afeganistão.
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O Talibã afegão, em seguida, afirmou ter realizado ataques aéreos contra vários alvos no Paquistão, também na manhã desta sexta-feira. Fontes do governo talibã disseram à rede britânica BBC que os ataques foram realizados com drones lançados do Afeganistão.
Membro das forças de segurança do Talibã, operando uma metralhadora antiaérea, vigia os ataques aéreos paquistaneses perto da passagem de fronteira de Torkham, entre o Afeganistão e o Paquistão
AIMAL ZAHIR / AFP
O ministro da Informação do Paquistão, Atta Tarar, afirmou que seu país frustrou pequenos ataques com drones em Abbottabad, Swabi e Nowshera.
O que dizem os países?
Tal como nas rodadas anteriores de hostilidades entre as forças paquistanesas e afegãs, cada lado acusou o outro de ter atacado primeiro — e ambos afirmam ter infligido pesadas baixas ao lado adversário. Mas a diplomacia, desta vez, não parece improvável. Nesta sexta, o porta-voz do governo do Afeganistão, Zabihullah Mujahid, afirmou que o país deseja um “diálogo” para resolver o conflito”.
— Insistimos repetidamente em uma solução pacífica e ainda queremos que o problema seja resolvido por meio do diálogo — disse Mujahid, acrescentando que aviões paquistaneses continuavam “sobrevoando o espaço aéreo do Afeganistão”.
Após os primeiros ataques, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que as forças de seu país foram capazes de “esmagar” seus inimigos, enquanto o ministro da Defesa declarou “guerra aberta” contra o Talibã no Afeganistão.
Veja: Negociações de paz entre Paquistão e Afeganistão ‘fracassaram’, diz ministro paquistanês
— O Talibã afegão “retaliará se formos atacados, mas não iniciaremos confrontos neste momento — disse um porta-voz do Talibã à BBC.
Mosharraf Zaidi, porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão, afirmou que 133 combatentes talibãs afegãos foram mortos e mais de 200 ficaram feridos pelas forças paquistanesas.
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Autoridades da ONU pediram uma desescalada imediata dos combates, enquanto o Irã, que faz fronteira com ambos os países, ofereceu-se para mediar a situação. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, observou que o país está em período de Ramadã, “o mês da autodisciplina e do fortalecimento da solidariedade no mundo islâmico”.
A China, que se considera amiga tanto do Afeganistão quanto do Paquistão, pediu um cessar-fogo, com a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, instando-os a “manter a calma e exercer moderação”.
Já o chanceler da Arábia Saudita, aliado do Paquistão, reuniu-se com seu homólogo paquistanês para discutir maneiras de reduzir as tensões.
Qual o motivo do novo conflito?
Os novos ataques aéreos ocorrem após meses de hostilidades entre os dois países. O último confronto significativo aconteceu em outubro do ano passado, quando, após intensos bombardeios, foi alcançado um frágil cessar-fogo mediado pela Turquia e pelo Catar.
O Paquistão acusa o governo talibã do Afeganistão de apoiar “terroristas anti-Paquistão”, a quem responsabiliza por ataques suicidas, incluindo um recente contra uma mesquita em Islamabad. A retomada da violência entre os países vizinhos decorre das acusações do Paquistão de que o governo afegão abriga o grupo militante Tehreek-e-Taliban Pakistan, também conhecido como Talibã Paquistanês.
Policial paquistanês faz a guarda enquanto fiéis muçulmanos realizam as orações durante o mês sagrado islâmico do Ramadã, em Islamabad
AIMAL ZAHIR / AFP
Essa alegação, no entanto, é contestada pelo governo talibã, que repetidamente afirmou que seu território não está sendo usado para ameaçar a segurança de outros países. Cabul, por sua vez, acusa o Paquistão de realizar ataques não provocados nos quais civis foram mortos.
No início desta semana, o Paquistão realizou vários ataques aéreos noturnos no Afeganistão, que, segundo o Talibã, mataram pelo menos 18 pessoas, incluindo mulheres e crianças.
Em desvantagem bélica em relação ao Paquistão, que possui armas nucleares, analistas acreditam ser improvável que o Talibã trave uma guerra convencional contra o Paquistão. No entanto, o Talibã afegão tem vasta experiência em confronto de guerrilha.
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O que torna a mais recente onda de ataques paquistaneses significativa é o fato de terem como alvo instalações do governo talibã em vez de alvos terroristas no Afeganistão, disse Michael Kugelman, pesquisador sênior para o Sul da Ásia no Atlantic Council, ao programa Newsday da BBC.
— Agora o alvo é o próprio regime — afirmou o pesquisador.
Entretanto, a retórica do Talibã sugere que o grupo está empenhado em “realizar ataques implacáveis” contra o Paquistão — uma “situação precária” que pode levar a um conflito real.
Talibã e Paquistão sempre foram inimigos?
Não. O Paquistão ajudou a criar o Talibã afegão no início da década de 1990, e muitos líderes talibãs se esconderam no território paquistanês durante a ocupação americana do Afeganistão. Ao longo das duas décadas da guerra liderada pelos Estados Unidos no Afeganistão, autoridades americanas pressionaram o Paquistão a reprimir os militantes talibãs afegãos dentro de suas fronteiras.
O Talibã retornou ao poder no Afeganistão em 2021, após a retirada precipitada das forças americanas do país. Desde então, as relações do governo talibã com o Paquistão azedaram devido às suas estreitas ligações com o Talibã paquistanês, formado a partir dos remanescentes de grupos militantes após uma repressão militar do Paquistão.
O Paquistão reclamou que o Afeganistão não reprimiu o grupo. Embora as duas entidades sejam distintas, o Talibã afegão compartilha laços profundos com o Talibã paquistanês, que forneceu combatentes durante a guerra dos militantes afegãos contra as forças dos EUA e da Otan.
(Com AFP e New York Times)

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