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O ex-presidente dos EUA Bill Clinton negou ter conhecimento dos crimes cometidos pelo financista Jeffrey Epstein, com quem manteve laços no início do século, e disse que “não viu nada e não fez nada de errado”. Clinton apareceu nos documentos do caso, tornados públicos nas últimos meses, e está sendo ouvido pela comissão da Câmara que investiga os arquivos, um dia depois de sua mulher, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, prestar depoimento.
“Primeiro, eu não tinha ideia dos crimes que Epstein estava cometendo. Não importa quantas fotos você me mostre, há duas coisas que, no fim das contas, importam mais do que a sua interpretação dessas fotos de 20 anos atrás”, afirmou Clinton nas declarações iniciais, publicadas em suas redes sociais. “Eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi. Eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Não vi nada e não fiz nada de errado.”
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O democrata disse concordar em prestar depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara, controlada pelos republicanos, porque acredita que os Estados Unidos “foram construídos com base na ideia de que ninguém está acima da lei, nem presidentes”, e porque as “as meninas e mulheres cujas vidas Jeffrey Epstein destruiu merecem não apenas justiça, mas também cura”. O depoimento ocorre a portas fechadas.
“Elas esperaram tempo demais por ambas. Embora meu breve contato com Epstein tenha terminado anos antes de seus crimes virem à tona, e embora eu nunca tenha testemunhado, durante nossas limitadas interações, qualquer indício do que realmente estava acontecendo, estou aqui para oferecer o pouco que sei para que isso possa impedir que algo assim aconteça novamente”, completou.
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Bill Clinton não é acusado por nenhum crime relacionado a Epstein, ao contrário do ex-príncipe da coroa britânica Andrew, que chegou a ser preso. Mas seus laços com o financista há anos turbinam teorias da conspiração. No começo do século, entre 2002 e 2003, Clinton usou o avião particular do milionário cerca de 16 vezes, e foi visto com frequência ao lado dele e de outros nomes do jet-set global, como o vocalista do Rolling Stones, Mick Jagger, e de Ghislaine Maxwell, sócia de Epstein que cumpre pena de 20 anos de prisão em uma penitenciária na Flórida.
Primeira parte dos documentos do caso Epstein tem destaque para o ex-presidente democrata Bill Clinton
Divulgação / Departamento de Justiça dos EUA
Essa relação ficou ainda mais evidente após a divulgação dos documentos do processo contra Epstein, que morreu na prisão em 2019 antes de ser julgado por crimes como abuso de menores e tráfico humano. Além de menções em e-mails e conversas, Clinton aparece em fotos em eventos do financista, incluindo jantares, e mais à vontade, em piscinas, banheiras de hidromassagem e ao lado de jovens mulheres, cujas identidades foram preservadas. Muitos adversários políticos relembraram os escândalos sexuais envolvendo o democrata, como as relações que manteve com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky, e que quase lhe custaram a Presidência.
O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, é citado diversas vezes nos arquivos ligados a Jeffrey Epstein
Reprodução: Departamento de Justiça dos Estados Unidos
Nas declarações iniciais, ele disse que cortou os laços com Epstein em 2008, quando o financista se declarou culpado por exploração de menores, dois anos depois do início de uma investigação do FBI, a polícia federal americana, por crimes sexuais.
“Espero que, estando aqui hoje, possamos nos afastar um pouco mais da beira do abismo e voltar a ser um país onde possamos discordar uns dos outros de forma civilizada – onde a busca pela verdade e pela justiça seja mais importante do que o desejo partidário de marcar pontos e criar espetáculo”, afirmou Clinton, que comandou o país entre 1993 e 2000.
Citado nos arquivos: Bill Gates admite casos extraconjugais com duas mulheres, mas nega envolvimento nos crimes de Epstein
O depoimento foi tomado em Chappaqua, cidade no estado de Nova York onde vivem o ex-presidente e Hillary Clinton, ouvida na véspera, a portas fechadas. A ex-secretária de Estado relatou que não conheceu Epstein pessoalmente, e garantiu que Bill Clinton deixou de manter contato com ele em 2008.
Mick Jagger e Bill Clinton nos arquivos de Epstein
US DEPARTMENT OF JUSTICE
Em um dos poucos momentos do depoimento que vieram a público — a gravação em vídeo das seis horas e meia de conversa será liberada em breve —, Hillary foi questionada pela republicana Nancy Mace sobre como se sentiu ao ver fotos do marido recebendo massagem nas costas de outra mulher. Ela respondeu que não estava ali para falar de seus sentimentos.
Nesta sexta-feira, o ex-presidente criticou a convocação da esposa.
“Antes de começarmos, preciso falar sobre algo pessoal. Vocês convocaram Hillary. Ela não tinha nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada. Ela não se lembra nem de tê-lo conhecido. Ela não viajou com ele nem visitou nenhuma de suas propriedades. Não importa se vocês intimaram 10 ou 10 mil pessoas, chamá-la foi simplesmente errado”, declarou.
Ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, durante entrevista coletiva
CHARLY TRIBALLEAU / AFP
Embora tenha usado a suposta presença de democratas (como Clinton) em uma lista de clientes de Epstein como arma política, Donald Trump se vê agora em meio a um furacão causado pela divulgação dos documentos do processo, a pedido da própria base republicana. O nome dele aparece 38 mil vezes, em fotos, e-mails, conversas e alegações de abusos feitos pelas vítimas.
Atualmente, o Departamento de Justiça, a cargo da divulgação dos documentos, investiga se o depoimento de uma mulher que diz ter sido abusada por Trump quando era menor de idade foi removido de forma deliberada, assim como outras citações potencialmente danosas. Na véspera, Hillary declarou que a pressão republicana sobre ela e Bill é uma forma de blindar o presidente. Mas para a oposição, a convocação do casal, viabilizada após meses de negociações, abriu um precedente.
— Vamos reiterar o pedido que fizemos ontem (quinta-feira). Agora, estamos solicitando e exigindo que o presidente Trump compareça oficialmente para depor perante a Comissãosude Supervisão. Ele aparece nos arquivos de Epstein, ao lado de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, quase mais do que qualquer outra pessoa — afirmou o democrata Robert Garcia.
O Sr. Trump e o Sr. Epstein apareceram em Mar-a-Lago, na Flórida, durante uma reportagem da NBC em 1992
Reprodução
Em declarações a jornalistas na Casa Branca, Trump, que no ano passado pediu ao Departamento de Justiça que investigasse os laços de Bill Clinton com Jeffrey Epstein, disse que não gostou de vê-lo prestando depoimento.
— Mas certamente me perseguiram muito mais do que isso — completou o presidente, que aproveitou para defender seu secretário de Comércio, Howard Lutnick, citado nos arquivos e que admitiu ter ido a um almoço na ilha do financista no Caribe, onde ocorreram muitos dos abusos documentados.
O governo do México informou nesta sexta-feira que já identificou e investiga quatro chefes regionais do Cártel Jalisco Nova Geração (CJNG) que poderiam suceder o líder do grupo, Nemesio Oseguera, conhecido como “El Mencho”, morto no último domingo.
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Segundo o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, os nomes estão sob investigação e, por isso, não foram divulgados. “Temos identificados vários líderes, quatro especificamente, que estão sob investigação e que são os líderes mais fortes dentro desse grupo criminoso”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que dois deles são os “mais prováveis” para assumir o comando da organização.
O secretário de segurança do México, Omar Garcia Harfush, ao lado da presidente do país, Claudia Sheinbaum
YURI CORTEZ / AFP
A morte do traficante — que até então era considerado o criminoso mais perigoso e procurado pelo México e pelos Estados Unidos — gerou temor entre especialistas em segurança de que uma disputa interna pela liderança pudesse desencadear uma nova onda de violência no país.
García Harfuch destacou que o CJNG mantém presença em diversos estados mexicanos e que há “lideranças regionais” dentro da estrutura da organização, de onde podem surgir os possíveis sucessores.
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“El Mencho” morreu após ser ferido durante uma operação militar em Tapalpa, no oeste do México, quando tentava fugir. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.
Após a ação que resultou na morte do líder, integrantes do cartel promoveram uma série de ataques coordenados, com incêndios a estabelecimentos comerciais e bloqueios de rodovias em 20 dos 32 estados do país. De acordo com o secretário, o domingo foi o dia mais violento, mas a situação começou a se normalizar a partir de segunda-feira.
Na quarta-feira, as forças de segurança conseguiram liberar todas as rodovias locais e federais que haviam sido bloqueadas por criminosos, garantiu o ministro. “Não houve um aumento da violência”, insistiu García Harfuch durante a coletiva matinal da presidente Claudia Sheinbaum, realizada no estado de Sinaloa, no noroeste do país.
Analistas avaliam que o cartel terá de preencher o vácuo deixado por “El Mencho”, que comandava a organização de forma centralizada e com “mão de ferro”. Estudos acadêmicos estimam que o CJNG conte com mais de 30 mil integrantes, o que o torna um dos grupos criminosos mais poderosos da América Latina.
O Senado da Argentina está prestes a aprovar nesta sexta-feira a reforma trabalhista promovida pelo governo do presidente Javier Milei, que conta com o apoio necessário apesar da resistência de alguns partidos de oposição e sindicatos. A chamada “lei de modernização trabalhista” reduz, entre outros pontos, a indenização por demissão, permite pagamentos em espécie (bens ou serviços), limita o direito à greve e autoriza jornadas de trabalho de até 12 horas sem pagamento de horas extras, mas compensadas com folgas a serem acordadas.
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Com cartazes com os dizeres “Não à escravidão” e entoando o slogan “A pátria não está à venda”, centenas de manifestantes de grupos sociais, trabalhistas e de esquerda se reuniram em frente ao Congresso desde o meio-dia para condenar a medida, cujo debate promete ser longo.
— Eles vão controlar nosso tempo, nossas férias serão fragmentadas, o banco de horas é um desastre — disse Vanessa Paszkiewicz, de 45 anos, à AFP. — Se uma mãe ou um pai precisa passar tempo com os filhos, você acha que seu empregador vai negociar (o horário) a seu favor?
‘Facilitando a contratação’
O projeto de lei já foi aprovado no Senado e ratificado na semana passada pela Câmara dos Deputados, embora com modificações. Hoje, espera-se que o governo tenha os votos necessários para que o Senado aceite as alterações e o transforme em lei. Segundo Milei, a legislação busca criar “um ambiente que facilite a contratação, impulsione o investimento e permita a expansão do emprego formal”, em um país onde 43,3% da força de trabalho está no setor informal.
“É uma piada de mau gosto” fingir que a reforma vai gerar empregos, disse Verónica Arroyo, de 54 anos, à AFP, enquanto carregava uma placa com o slogan “a reforma escraviza”.
A aprovação da lei ocorre em meio a um declínio na atividade industrial, com mais de 21 mil empresas fechando as portas nos últimos dois anos e a perda de cerca de 300 mil empregos, segundo fontes sindicais. Em meio a uma forte presença policial, barreiras antimotim e canhões de água, os principais sindicatos começaram a dispersar o protesto algumas horas após seu início.
Dentro do prédio do Congresso, os senadores iniciaram o dia debatendo um projeto de lei apoiado pelo governo para reduzir a maioridade penal de 16 para 14 anos, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. Em seguida, eles discutirão a reforma trabalhista. Milei pretende aprovar essas leis antes de domingo, quando fará seu discurso de abertura anual no Congresso.
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‘Premissa falsa’
Para Matías Cremonte, presidente da Associação Latino-Americana de Advogados do Trabalho, a reforma é “regressiva” e “baseada em uma premissa falsa”.
— Estudos mostram que em nenhum país do mundo a legislação trabalhista foi o fator determinante para a criação ou destruição de empregos. Isso depende da política econômica” — afirmou o advogado.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística e Desenvolvimento Econômico (INDEC), 80% das empresas do setor manufatureiro não contratarão novos funcionários nos próximos três meses, e 15,7% demitirão colaboradores.
As principais câmaras de comércio apoiaram o projeto de lei. O presidente do Sindicato da Indústria Argentina, Martín Rappallini, saudou a iniciativa por visar a redução do número de processos trabalhistas, embora tenha alertado que a criação de empregos “não se resolve apenas com uma lei”.
A economia argentina cresceu 4,4% em 2025, impulsionada por setores como agricultura e intermediação financeira, enquanto setores como o da indústria e o comércio, que estão entre os maiores geradores de empregos, registraram contração.
Durante os dois primeiros dias de debate, enquanto os legisladores discutiam a reforma, ocorreram protestos significativos na praça em frente ao Congresso, com confrontos violentos entre a polícia e os manifestantes.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), principal central sindical, iniciou uma greve geral na semana passada que paralisou o país. No entanto, não convocou uma marcha para esta sexta-feira e anunciou que priorizará uma estratégia jurídica assim que a lei for aprovada. Os argentinos estão divididos quanto aos méritos da reforma: segundo uma pesquisa recente, 48,6% a aprovam e 45,2% se opõem a ela.
Militares hondurenhos descobriram uma bomba de fragmentação, fabricada na antiga União Soviética, escondida na vegetação rasteira de uma área onde grupos armados nicaraguenses atuavam na década de 1980, informou o Exército nesta sexta-feira. Esses dispositivos são proibidos por um tratado internacional devido à sua letalidade, pois contêm centenas de pequenos projéteis que podem se dispersar por áreas equivalentes a vários campos de futebol.
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“Se tivesse explodido na área, teria causado danos severos”, disse o Capitão Mario Rivera em um vídeo. Ele explicou que a bomba foi detonada em uma explosão controlada em uma área arborizada perto da cidade de San Andrés del Bocay (Olancho), a cerca de 260 km de Tegucigalpa.
A ogiva, pesando 113 kg e descoberta durante uma patrulha para proteger recursos ambientais, estima-se que esteja lá desde a década de 1980, acrescentou o oficial. Contudo, o Exército não explicou como o explosivo chegou ao local, nem o vinculou a qualquer grupo específico.
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Embora não houvesse conflito armado em Honduras, suas áreas fronteiriças com a Nicarágua serviram de refúgio e centro de operações para os “Contras”, grupos armados nicaraguenses de direita que lutaram contra o governo sandinista com financiamento dos EUA.
Além de sua letalidade quando lançadas de aeronaves ou em terra, as bombas de fragmentação representam uma ameaça porque as submunições que não explodem no impacto permanecem ativas por anos como minas antipessoais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que está considerando uma “tomada de controle amigável” de Cuba, enquanto Washington pressiona a ilha comunista.
— O governo cubano está conversando conosco e eles têm problemas muito sérios, como vocês sabem. Eles não têm dinheiro, não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez vejamos uma tomada de poder amigável em Cuba — disse o presidente dos EUA a repórteres ao sair da Casa Branca para uma viagem ao Texas.
Em atualização.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que talvez “tenha que atacar” o Irã, um dia após o fim das negociações com o país persa. Na quinta-feira, os dois países encerraram a última rodada das conversas que vinham sendo tratadas como decisivas para determinar um ataque americano ou não ao Irã — às vésperas do fim do prazo de “10 a 15 dias” dado por Trump para assinatura de um novo acordo nuclear.
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Em conversa com jornalistas, Trump disse que está frustrado com a posição do Irã nas negociações, mas afirmou que ainda não havia decidido se atacaria o território iraniano. Ao ser questionado sobre o uso da força militar no país persa, o presidente respondeu:
— Não quero, mas às vezes é necessário.
Questionado se um ataque desencadearia uma guerra total no Oriente Médio, o presidente americano afirmou achar que “sempre se pode dizer que há um risco. Sabe, quando há guerra, há risco em tudo, tanto bom quanto ruim”.
Horas antes, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que os funcionários não essenciais da Embaixada do país em Jerusalém deixem Israel “devido a riscos de segurança”, apontando que os americanos e seus familiares deveriam considerar sair do Estado judeu “enquanto voos comerciais estão disponíveis”.
O anúncio de Washington provocou uma reação em cadeia entre países ocidentais e potências estrangeiras, que também aconselharam a saída de seus cidadãos de países da região, alertando para as preocupações relativas à segurança. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que afirmou ter havido “progressos” nas conversas diplomáticas de quinta-feira, pediu nesta sexta que a Casa Branca abandone “exigências excessivas” para alcançar o acordo.
Apesar das reiteradas ameaças feitas por ele, Trump afirma que prioriza a diplomacia, mas na última terça-feira, durante seu discurso sobre o Estado da União ao Congresso americano, acusou Teerã de ter “ambições nucleares”. Segundo o republicano, o Irã desenvolveu “mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases” militares e quer produzir outros ainda mais poderosos, capazes de “alcançar em breve os EUA”.
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Em uma maratona diplomática que teve uma etapa crucial concluída na quinta-feira em Omã, EUA e Irã ainda não apresentaram o esboço de um acordo, como quer o presidente americano, centrado em controles do programa nuclear iraniano. Não foram divulgados detalhes sobre o que foi acertado, mas uma reunião de equipes técnicas está prevista para a semana que vem, em Viena, e o tom dos que estavam à mesa foi de otimismo.
Mesmo assim, a Casa Branca não descarta um ataque, mais amplo do que o de junho do ano passado, para forçar o regime a concordar com seus termos, ou até derrubá-lo. Trump disse que “venceria facilmente” uma guerra, mas lideranças do Pentágono alertam para os riscos de um conflito prolongado, que é rejeitado pela maioria dos americanos. Imagens de satélite comprovam que os iranianos aprenderam com os bombardeios americanos recentes, e que destruir seus alvos estratégicos não será simples como prevê o republicano.
*Em atualização
O Aeroporto Internacional de Tampa, nos Estados Unidos, foi forçado a voltar atrás após anunciar nas redes sociais, nesta quinta-feira, sua intenção de proibir o uso de pijamas em suas instalações. Uma mensagem publicada nesta quinta-feira na conta oficial do aeroporto no X, no estado da Flórida, afirmava que “após a bem-sucedida proibição dos Crocs” no aeroporto, era hora de proibir os pijamas.
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“Sabemos que essa decisão pode desagradar algumas pessoas”, mas “ajude-nos a fazer do Aeroporto de Tampa o primeiro aeroporto do mundo livre de Crocs e pijamas”, continuava a mensagem, alcançando quase oito milhões de usuários.
Diante da indignação causada pela declaração, o aeroporto teve que explicar que se tratava de uma piada.
“O Aeroporto Internacional de Tampa compartilha regularmente conteúdo leve e satírico nas redes sociais como parte de seus esforços contínuos para se conectar com seus passageiros”, disse um porta-voz do aeroporto ao USA Today. “A publicação sobre a ‘proibição do pijama’ foi uma brincadeira em relação aos debates atuais sobre moda no transporte público”, acrescentou.
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As roupas de viagem se tornaram um tema recorrente de conversa desde que o Departamento de Transportes lançou a campanha “Era de Ouro das Viagens” no outono passado. Entre as sugestões, o departamento recomenda vestir-se com elegância ao ir ao aeroporto.
“Vamos evitar chegar ao aeroporto de chinelos e pijama”, explicou o secretário Sean Duffy à CNN na ocasião.
Após o anúncio sobre o Aeroporto de Tampa, Duffy postou um GIF da série de TV The Office em sua conta no X, mostrando um personagem dizendo “sim”.
O descarrilamento de um trem que colidiu contra um prédio em Milão nesta sexta-feira (27) matou uma pessoa e feriu outras 20, informou a polícia à AFP.
Não ficou claro por que o veículo saiu dos trilhos perto do centro da cidade do norte da Itália, onde se celebra a Semana de Moda.
Policiais ao lado de corpo em acidente envolvendo trem urbano no centro de Milão, no norte da Itália
PIERO CRUCIATTI / AFP
Um jornalista da AFP observou várias ambulâncias no local.
*Esta matéria está em atualização
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, realizará conversas em Israel na segunda-feira sobre o Irã, anunciou o Departamento de Estado, enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio para um possível ataque à República Islâmica. Rubio viajará para Israel justamente quando os Estados Unidos ordenam que seu pessoal não essencial deixe o país, aumentando as suspeitas de que o presidente Donald Trump planeja prosseguir com os ataques que ameaçou lançar.
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Rubio realizará conversas na segunda-feira e retornará na terça-feira, informou o Departamento de Estado. Ele “discutirá uma série de prioridades regionais, incluindo o Irã, o Líbano e os esforços em andamento para implementar o Plano de Paz de 20 Pontos do presidente Trump para Gaza”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, nesta sexta-feira.
Rubio não planeja levar jornalistas em seu avião, uma exceção ao procedimento que tem sido habitual para secretários de Estado há décadas.
A viagem ocorrerá após os Estados Unidos e o Irã realizarem uma nova rodada de negociações em Genebra na quinta-feira, em meio às crescentes preocupações americanas com o controverso programa nuclear iraniano.
O mediador Omã relatou progressos, mas os Estados Unidos pouco se pronunciaram sobre as negociações, e o Irã pediu a Washington que abandonasse suas “exigências excessivas” para que se chegasse a um acordo.
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Ao longo da semana, fontes americanas afirmaram que o encontro na Suíça teria um papel central na decisão de Trump sobre um ataque ou não ao território iraniano — algo que o republicano disse estar analisando, e que inicialmente teria um escopo limitado. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, fariam uma avaliação sobre as reais intenções do Irã em abrir mão de ameaças nucleares — o que definiria o próximo passo dos EUA.
A medida anunciada pela Embaixada americana em Jerusalém mostra que mesmo os sinais na mesa de negociação diplomática não dissipam o temor de um confronto militar na região — sobretudo após Trump enviar o maior poder de fogo ao Oriente Médio desde o início da guerra do Iraque. Teerã e seus principais aliados já demonstraram que consideram respostas em um possível caso de agressão.
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O Kataeb Hezbollah, uma poderosa milícia iraquiana aliada ao Irã no chamado “Eixo da Resistência”, alertou Washington sobre o risco de “imensas perdas” caso iniciem uma guerra na região. O grupo também instruiu seus combatentes a se prepararem para um cenário de longa guerra no Irã, em caso de ataque americano. Em declarações à agência francesa AFP, o comandante da milícia disse que seu grupo “provavelmente” interviria em caso de ataques.
Em Israel, o clima nacional oscila entre ansiedade, resignação e expectativa. Hospitais têm realizado simulações de situações de emergência, enquanto vizinhos compartilham entre si a localização de abrigos antibombas em grupos de WhatsApp. Na guerra de 12 dias no ano passado, que envolveu Irã, EUA e Israel, 38 pessoas morreram no Estado judeu em bombardeios iranianos que conseguiram romper as defesas aéreas do país — o que é motivo de preocupação.
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Uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia Israelense mostra que a opinião pública do país está dividida. Cerca de metade dos entrevistados disse que apoiaria a entrada em uma guerra com o Irã somente se Israel fosse atacado primeiro — em um sinal de que o apoio imediato aos americanos está longe de ser uma unanimidade.
Trump ainda não deixou claro qual seu objetivo final no Irã, e nem o que pretende alcançar com um eventual ataque — que já foi alvo de ressalvas por parte de militares graduados americanos. Em meio ao processo, os EUA apontaram, para além da questão nuclear, o programa de mísseis balísticos do Irã e o patrocínio de grupos considerados terroristas por Washington. Em um discurso para o Congresso dos EUA, na terça-feira, Trump disse que o Irã já “desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa” e está trabalhando “para construir mísseis que em breve atingirão os EUA”. Afirmou também que ainda não ouviu da parte iraniana o compromisso de que nunca desenvolveriam armas nucleares.
O Irã tem declarado repetidamente que seu programa de mísseis faz parte de seu sistema de defesa e descartou o abandono total do enriquecimento de urânio, enfatizando que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos. Ali Shamkhani, um importante assessor do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sugeriu que Teerã poderia chegar a um acordo imediato com Washington se o foco fosse exclusivamente um compromisso sobre o desenvolvimento de armas atômicas.
Com New York Times.
O ministro das Relações Exteriores da França afirmou nesta sexta-feira que, se um drone avistado esta semana perto de um porta-aviões francês em visita à Suécia for de fato russo – uma alegação que Moscou classificou como “absurda” –, isso seria uma “provocação ridícula”. A Suécia afirmou que um de seus navios de guerra avistou e bloqueou o drone a 13 km do porta-aviões francês Charles de Gaulle.
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Na quinta-feira, o ministro da Defesa da Suécia, Pal Jonson, disse à emissora SVT que o drone “provavelmente” era de origem russa, observando que “havia um navio militar russo nas imediações naquele momento”.
“Se de fato […] houver uma possível origem russa para este incidente, a única conclusão a que chego é que se trata de uma provocação ridícula”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, a jornalistas a bordo do porta-aviões.
Barrot enfatizou que o drone jamais poderia ter representado uma ameaça real à embarcação.
“O drone foi neutralizado longe do porta-aviões Charles de Gaulle e, de forma alguma, a segurança do porta-aviões e de seu grupo foi ameaçada por isso.”
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, reiterou na sexta-feira que acreditam que o drone seja russo.
“É provável que seja um drone russo. Estamos investigando com mais detalhes, mas há muitos indícios que sugerem que seja esse o caso”, disse Kristersson a repórteres durante uma visita ao porta-aviões. Ele acrescentou que não acreditava ser coincidência o fato de o incidente ter ocorrido durante a visita do porta-aviões. “É um modo de agir russo que reconhecemos em outros lugares”, disse ele.
Segundo as autoridades suecas, a marinha bloqueou o drone usando sinais eletrônicos para tentar interromper a comunicação entre a aeronave e seu operador, ou interferir em seus instrumentos de navegação.
As Forças Armadas Suecas afirmaram nesta quinta-feira que “nenhum outro avistamento de drones” foi registrado e que estão investigando o incidente. O navio-almirante da Marinha Francesa e sua escolta fizeram uma escala no porto sueco de Malmö nesta quarta-feira, pela primeira vez, antes de se juntarem a exercícios da Otan.
O Mar Báltico, nas proximidades, é palco de rivalidade entre a Rússia e os países da aliança da Otan. Os países mais orientais da Otan relataram inúmeros avistamentos de drones nos últimos meses, e alguns apontam o dedo para a Rússia.

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