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Partes do histórico Palácio Golestan, na capital iraniana, foram danificadas após ataques realizados por Estados Unidos e Israel, segundo informou a imprensa local nesta segunda-feira. O complexo, localizado em Teerã e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, teria sido atingido indiretamente pela onda de explosões registradas na região.
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De acordo com a agência de notícias ISNA, os danos ocorreram após o ataque conjunto contra a Praça Arag, no sul da cidade, na noite de domingo. A agência afirmou que janelas, portas e espelhos do palácio foram afetados pelas reverberações das explosões.
O complexo é um dos marcos históricos mais importantes do Irã e remonta ao período da dinastia Qajar. Até o momento, autoridades iranianas não detalharam a extensão completa dos danos na estrutura.
Ofensiva amplia destruição no país
O episódio ocorre em meio à intensificação da ofensiva militar iniciada no sábado, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques em larga escala contra alvos iranianos. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país desde o início das operações.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou a organização em mensagem publicada no Telegram.
Ao longo do domingo, mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades iranianas, desde regiões próximas às fronteiras com Armênia e Turquia até áreas no Golfo Pérsico e na divisa com o Paquistão. Um dos alvos, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
Em comunicado nas redes sociais, o comando militar afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom também disse que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Outro bombardeio israelense atingiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. Segundo a Força Aérea israelense, aeronaves do país passaram a operar “livremente” sobre os céus da capital iraniana.
Conflito se espalha pela região
A resposta do Irã ampliou o alcance da crise e levou ataques a outros países do Oriente Médio. Instalações associadas aos Estados Unidos foram atingidas no Catar, enquanto mísseis também foram lançados contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã
O agravamento do conflito provocou impacto imediato na aviação internacional. Com o fechamento de grande parte do espaço aéreo do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado.
Também houve reflexos no transporte marítimo. Dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores relataram avisos atribuídos à Guarda Revolucionária para que embarcações evitassem a área.
Empresas de navegação, como MSC e Maersk, suspenderam operações na região, enquanto representantes da Opep+ indicaram aumento na produção de petróleo a partir de abril para conter possíveis oscilações no mercado.
Novos ataques e tensão crescente
A escalada também gerou reações diplomáticas. A Arábia Saudita, atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador de Teerã para protestar contra os ataques e alertar sobre riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, autoridades fecharam a embaixada em Teerã e convocaram o embaixador iraniano. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do país classificou os ataques como uma escalada grave e uma violação do direito internacional.
Em Israel, o domingo foi marcado por novas mortes após ataques iranianos. Na cidade de Beit Shmesh, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas. Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém.
O governo israelense colocou a fronteira com o Líbano em alerta máximo e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar tem como objetivo “atingir o coração de Teerã” e indicou que a guerra pode se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas para reforçar operações em Gaza, na Cisjordânia e nas fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter eliminado dois integrantes de alto escalão do Ministério da Inteligência do Irã durante o ataque inicial da operação militar denominada “Roaring Lion”. Segundo comunicado oficial, a ofensiva foi guiada por “informações de inteligência precisas”.
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Entre os mortos, de acordo com Israel, estão Sayed Yahya Hamidi, apontado como vice-ministro da Inteligência para assuntos relacionados a Israel, e Jalal Pour Hossein, descrito como chefe da divisão de espionagem do ministério.
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Em nota, as IDF afirmaram que Hamidi teria liderado operações direcionadas contra judeus, interesses ocidentais e opositores do regime iraniano dentro e fora do país. Outros altos funcionários também teriam sido mortos na mesma ofensiva, segundo os militares israelenses.
A Força Aérea Israelense também confirmou ter atingido a sede do Ministério da Inteligência em Teerã, ampliando a dimensão do confronto direto entre os dois países. Israel anunciou ter realizado um ataque contra um “terrorista sênior” do Hezbollah na capital do Líbano. O grupo é aliado estratégico do Irã na região.
Veículos de comunicação libaneses relataram múltiplas explosões em Beirute, especialmente nos subúrbios ao sul da cidade, reduto tradicional do Hezbollah. Até o momento, autoridades libanesas não divulgaram balanço oficial de vítimas.
Centenas de aeronaves israelenses bombardearam simultaneamente alvos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2), em mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio iniciada no fim de semana. O anúncio foi feito pelo próprio Exército de Israel, que afirmou que a ofensiva ocorre “neste momento” e que o movimento libanês Hezbollah “pagará caro” por ataques realizados durante a madrugada.
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A porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, disse em entrevista televisionada que a operação envolve uma mobilização aérea em grande escala.
— Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã — afirmou.
Segundo ela, o Hezbollah abriu fogo contra Israel durante a noite e tinha plena consciência das consequências. “Nós avisamos, e eles pagarão caro por isso”, acrescentou.
A nova ofensiva ocorre após dois dias de ataques intensos e retaliações que já provocaram centenas de mortes e danos em diversos países da região.
Escalada desde o fim de semana
No Irã, ao menos 555 pessoas morreram desde o início da ofensiva lançada no sábado por Estados Unidos e Israel, segundo informou nesta segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. De acordo com a entidade, os bombardeios atingiram dezenas de municípios em diferentes partes do país.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, afirmou a organização humanitária em mensagem divulgada no Telegram.
A ofensiva inicial teve como objetivo atingir a cúpula do governo iraniano e pressionar por uma mudança de regime. Desde então, o conflito se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, com mísseis e drones atingindo instalações militares, aeroportos e infraestruturas civis em vários países.
No domingo, ataques e contra-ataques atingiram cidades do norte ao sul do Irã, incluindo áreas próximas às fronteiras com Armênia, Turquia e Paquistão, além da costa do Golfo Pérsico. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária iraniana.
Em comunicado nas redes sociais, o comando afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom declarou ainda que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Também no domingo, um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. De acordo com a Força Aérea israelense, suas aeronaves operavam “livremente” sobre a capital iraniana.
Região em alerta
A resposta iraniana ampliou o alcance do conflito e atingiu países que tentavam se manter fora da disputa. Mísseis foram lançados contra posições associadas aos Estados Unidos no Catar e também contra alvos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã.
O impacto foi imediato no tráfego aéreo internacional. Com o fechamento do espaço aéreo em boa parte do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado, afetando conexões em diversos continentes.
No mar, dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás transportados no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores marítimos relataram alertas atribuídos à Guarda Revolucionária advertindo embarcações a não transitarem pela área. Pelo menos quatro navios foram atingidos.
Empresas de navegação como MSC e Maersk anunciaram a suspensão temporária de operações na região. Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) disseram que pretendem elevar a produção a partir de abril para conter uma possível disparada no preço do barril.
Novos ataques e pressão diplomática
A escalada também provocou reações diplomáticas imediatas. A Arábia Saudita, que foi atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador do Irã para protestar contra os ataques e alertar para riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, o governo anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador iraniano.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores emiradense classificou os ataques como uma escalada grave e irresponsável, afirmando que a ofensiva atingiu áreas civis, incluindo aeroportos, portos e zonas residenciais.
Mortes em Israel
Em Israel, o domingo também foi marcado por ataques mortais. Na cidade de Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo instalado em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas.
Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém, deixando feridos e aumentando o clima de alerta nacional. A fronteira com o Líbano permanece em vigilância máxima diante da possibilidade de novas ações do Hezbollah, aliado do Irã.
O governo israelense fechou todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion, principal do país. A aeronave utilizada pelo primeiro-ministro foi transferida para Berlim por precaução.
Em pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo da campanha militar é atingir “o coração de Teerã” e indicou que os combates devem se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas, que se somarão aos 50 mil militares já mobilizados desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As autoridades federais dos Estados Unidos afirmam ter solucionado um caso que permaneceu sem respostas por quase 30 anos: o sequestro e assassinato de uma menina de sete anos em 1996. A acusação contra Robert Scott Froberg, de 61 anos, foi formalizada na quinta-feira (26) após análises modernas de DNA relacionarem o suspeito a um fio de cabelo encontrado no veículo usado no crime.
Morgan Violi desapareceu em 27 de julho daquele ano enquanto brincava com irmãs e amigas em Bowling Green, no estado do Kentucky, a cerca de 110 quilômetros de Nashville, no Tennessee. Segundo a denúncia criminal, testemunhas relataram ter visto um homem branco agarrar a menina e colocá-la em uma van Chevrolet bordô de 1978, que deixou o local logo em seguida.
A polícia encontrou o veículo dois dias depois ao sul de Nashville e realizou buscas por evidências. O corpo da criança foi localizado três meses mais tarde em uma área florestal na cidade de White House, no Tennessee, região situada ao longo da rota entre as duas cidades.
Avanço nas análises de DNA
De acordo com os investigadores, exames forenses recentes identificaram correspondência entre um fio de cabelo recolhido na van abandonada e Froberg. O suspeito já cumpre pena em uma penitenciária do Departamento Correcional do Alabama por crimes cometidos na mesma época.
As autoridades afirmam que Froberg havia fugido da prisão em abril de 1996 e, após ser recapturado na Pensilvânia, escapou novamente. Ele teria seguido até Dayton, em Ohio, onde roubou a van usada no crime. Em seguida, dirigiu cerca de 435 quilômetros até Bowling Green, onde teria sequestrado a menina.
Segundo a denúncia, em entrevista recente às autoridades, Froberg confessou ter levado Morgan através da fronteira estadual até o Tennessee e tê-la estrangulado.
Em comunicado divulgado pelo Gabinete do Procurador dos EUA, o procurador Kyle G. Bumgarner destacou a persistência da família e dos investigadores. “A família de Morgan Violi nunca desistiu dela, assim como a comunidade de Bowling Green e suas forças policiais”, afirmou. Ele acrescentou que agentes do FBI e policiais locais reexaminaram provas antigas e aplicaram novas tecnologias para avançar na investigação.
Se condenado, Froberg poderá enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até a pena de morte.
O suspeito permanece preso no Alabama desde 1996, ano em que também teria cometido o crime, cumprindo pena por roubo e por sucessivas fugas da justiça.
Na sexta-feira, Nikki Britt, irmã mais velha de Morgan, publicou uma mensagem nas redes sociais relembrando as quase três décadas de busca por respostas. Segundo ela, a família se recusou a deixar o caso cair no esquecimento. Britt afirmou que a luta sempre foi motivada pelo desejo de honrar a memória da menina e garantir que a verdade viesse à tona.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irã em decorrência da ofensiva lançada no sábado pelos Estados Unidos e por Israel, informou na segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. Segundo a entidade, os ataques atingiram dezenas de municípios em diferentes regiões do país.
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“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou o grupo humanitário em uma mensagem publicada no Telegram.
Mortes e estragos
Um dia depois de EUA e Israel lançarem uma ofensiva de grande porte contra o Irã para eliminar a cúpula do governo e tentar forçar uma mudança de regime no país, a retaliação da República Islâmica causou mortes e estragos no Oriente Médio.
As monarquias do Golfo Pérsico, que tentaram se esquivar do conflito, viram mísseis atingirem aeroportos, hotéis e bases usadas pelos EUA. O sistema de defesa aérea israelense foi testado à exaustão, e demonstrou não ser infalível. E as primeiras mortes de militares americanos mostraram aos Estados Unidos os impactos da guerra de escolha de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Ao longo do domingo, os mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades, desde o norte, perto da fronteira com Armênia e Turquia, na costa do Golfo Pérsico e na área de divisa com o Paquistão, no leste. De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
“Os Estados Unidos têm as Forças Armadas mais poderosas do planeta, e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) não tem mais um quartel-general”, afirmou o comando em suas redes sociais. “A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) matou mais de 1.000 americanos nos últimos 47 anos. Ontem (sábado), um ataque em larga escala dos EUA cortou a cabeça da serpente.”
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O Centcom destacou que mais de mil alvos foram destruídos, como centros de controle e comando, bases da Guarda Revolucionária e embarcações de guerra, e revelou parte do arsenal usado no Oriente Médio: caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas de defesa contra mísseis, bombardeiros e aviões de suporte.
Um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã que sediava unidades responsáveis pela repressão a protestos, já atacada durante o breve conflito de junho do ano passado. Segundo a Força Aérea, suas aeronaves circulavam “livremente” pelos céus da capital iraniana.
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Na guerra de 12 dias de 2025, a resposta iraniana à ofensiva israelense se concentrou em responder com mísseis e drones lançados contra Israel. Depois do ataque americano, que causou estragos em instalações nucleares, a retaliação veio contra uma base usada pelos EUA no Catar.
Modo de sobrevivência
Agora, o regime entrou em modo de sobrevivência, e disposto a levar toda a região consigo na guerra iniciada por Washington na madrugada de sábado.
Houve novos ataques contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Omã, país que atuava como mediador nas negociações entre EUA e Irã. Com o fechamento dos espaços aéreos em boa parte do Golfo Pérsico, três dos mais movimentados aeroportos do planeta, Dubai, Abu Dhabi e Doha, cancelaram todos os voos até segunda ordem, com impactos em dezenas de países.
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Dezenas de petroleiros e navios de transporte de cargas estão ancorados nos arredores do Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% dos envios mundiais de petróleo e gás. Oficialmente, o Irã não fechou a passagem, mas operadores relatam transmissões atribuídas à Guarda Revolucionária alertando que ninguém poderia trafegar ali. Ao menos quatro embarcações foram atingidas.
Empresas do setor, como a MSC e a Maersk, anunciaram a suspensão das operações na área, e representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e associados (Opep+) confirmaram um aumento na produção a partir de abril, de forma a enfrentar uma possível alta no preço do barril.
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A Arábia Saudita, também atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador iraniano no reino para condenar os ataques, rejeitar qualquer tipo de violação de soberania dos Estados e para alertar sobre os impactos das retaliações à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para defender sua segurança e proteger seu território.
Em conversa com Trump por telefone, o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, condenou o lançamento dos mísseis contra seu país e recebeu do americano o apoio para realizar medidas que considere adequadas. De acordo com o jornal Washington Post, Bin Salman ligou várias vezes para o líder americano nas últimas semanas defendendo uma ação militar contra o Irã, apesar de, em público, pedir que a diplomacia prevalecesse e afirmar que seu território não seria usado em um ataque.
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O governo dos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, fechou sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador.
“Esses ataques hostis contra locais civis, incluindo áreas residenciais, aeroportos, portos e instalações de serviços, colocaram em risco civis inocentes em uma escalada grave e irresponsável e constituem uma violação flagrante da soberania nacional, bem como uma clara violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores emiradense.
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Em Israel, o domingo foi marcado por numerosos e mortais ataques. Em Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de setenta pessoas ficaram feridas. As bombas também caíram em Tel Aviv, maior cidade israelense, e em Jerusalém, deixando seis feridos. A fronteira com o Líbano está em alerta máximo para o risco de ações do Hezbollah, aliado do Irã no Eixo da Resistência, e todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza foram fechados. O aeroporto Ben Gurion, principal do país, cancelou todos os voos até sexta-feira, e o avião usado pelo primeiro-ministro foi levado a Berlim por precaução.
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Netanyahu afirmou, em pronunciamento, que o foco da campanha era “atacar o coração de Teerã”, e que a guerra deve se intensificar nos próximos dias. O governo também anunciou a convocação de 100 mil reservistas, que se juntarão aos 50 mil já em ação desde o início da guerra na Faixa de Gaza. Os reforços serão destacados para Gaza, Cisjordânia e para as fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou o premier.
Um caça caiu sobre território do Kuwait, próximo a uma base aérea dos Estados Unidos, segundo um vídeo geolocalizado pela CNN, e que foi publicado nas redes sociais nesta segunda-feira. Apesar de postagens divulgarem tratar-se de um aparelho dos EUA, a CNN não conseguiu confirmar à qual força aérea pertence.
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O vídeo mostra um jato em chamas despencando em um giro do céu, sugerindo que a aeronave caiu a menos de 10 quilômetros da base americana de Ali Al Salem, no Kuwait.
O caça bimotor é consistente com um F-15E ou F/A-18, segundo, ainda, análise da CNN. O Kuwait também opera jatos F/A-18.
O Irã atacou pelo menos seis instalações militares dos EUA ao redor do Oriente Médio desde que os Estados Unidos e Israel começaram a atacar o país no sábado, segundo uma análise do New York Times de imagens de satélite, vídeos verificados e declarações de oficiais militares americanos.
Não está claro quantas munições o Irã lançou nos locais ou quantos ataques podem ter sido frustrados, mas os incidentes levantam questões sobre a capacidade desses locais de se defenderem contra ataques futuros.
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Instalações no Bahrein, Iraque e Emirados Árabes Unidos, além de três locais no Kuwait, foram atingidas no sábado e domingo. Várias estruturas, incluindo equipamentos de comunicação via satélite, foram danificadas ou destruídas.
Uma pessoa foi morta e outras duas ficaram gravemente feridas no Bahrein após escombros de um míssil interceptado caírem sobre um navio estrangeiro na Salman Industrial City e provocarem um incêndio, informou o Ministério do Interior do país nas redes sociais, na madrugada desta segunda-feira.
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Autoridades americanas também confirmaram que três militares foram mortos e cinco estão gravemente feridos após um ataque ao Campo Arifjan, no Kuwait, embora não tenham surgido imagens desse ataque. Os Estados Unidos não relataram mortes ou feridos nos outros cinco locais conhecidos.
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Os locais atingidos incluem um quartel-general naval chave, acampamentos militares formais dos EUA, bases aéreas que abrigam forças americanas e uma área recreativa naval. A extensão dos danos varia entre locais.
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No sábado, o Irã atacou o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA em Manama, Bahrein, destruindo várias estruturas.
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Um vídeo mostrou que a base foi atingida tanto por ataques de mísseis quanto de drones. O porto parecia estar em grande parte vazio de navios navais na época do ataque.
Uma análise de imagens de satélite tiradas da sede no domingo mostrou que dois terminais de comunicações via satélite foram destruídos. Vários grandes edifícios na base também foram destruídos ou gravemente danificados.
No Kuwait, imagens de satélite capturadas na tarde de domingo mostraram que os telhados de estruturas em vários locais diferentes da Base Aérea de Ali Al Salem haviam desmoronado após relatos de um ataque iraniano no dia anterior.
Vídeos e fotos verificados pelo The Times parecem mostrar que o Irã atacou a base militar no Aeroporto Internacional de Erbil, no Iraque, que abriga forças americanas, durante sábado e domingo. Podiam ser vistas plumas de fumaça e chamas subindo na direção da base.
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Na manhã de domingo, imagens de satélite mostraram quatro estruturas em uma pequena seção da base danificadas ou destruídas. Mas os incêndios pareciam continuar queimando ali até as primeiras horas da manhã de segunda-feira.
Imagens de satélite do Porto de Jebel Ali, em Dubai, tiradas no domingo, mostraram uma nuvem de fumaça subindo de uma grande estrutura dentro de uma área recreativa cercada da Marinha dos EUA.
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Embora não seja uma base oficial dos EUA, o Porto de Jebel Ali é um dos portos de escala mais movimentados da marinha.
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Um vídeo gravado dentro do Campo Buehring, no Kuwait, e amplamente compartilhado no domingo, mostrou um drone sobrevoando a base e detonando dentro de seu perímetro. O local exato do impacto e os danos causados ainda não puderam ser confirmados.
O líder supremo do Irã pode estar morto, mas haverá outro. Seus comandantes militares assassinados serão substituídos. Um sistema de governo criado ao longo de 47 anos não se desintegrará facilmente apenas sob o poder aéreo. O Irã mantém a capacidade de retaliar contra ataques aéreos americanos e israelenses, e a trajetória da guerra é incerta. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Em agosto de 1978, Reza Pahlavi, então príncipe herdeiro da coroa, deixava o Irã rumo aos EUA, onde participaria de um treinamento militar. Seria a última vez que veria o país, de onde meses depois seu pai, o xá Mohammad Reza Pahlavi, seria deposto e expulso. Quase 50 anos depois, ele viu sua imagem ganhar força em meio aos sangrentos protestos nas ruas iranianas entre dezembro e fevereiro e celebrou a morte no sábado do líder supremo, Ali Khamenei, como “último suspiro” do regime. A declaração foi a mais recente mostra de que Pahlavi postula o comando de um eventual futuro governo no Irã, mesmo sem a certeza de qual futuro a nação deseja para si.
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Nomeado príncipe herdeiro aos sete anos, no final dos anos 1960, Pahlavi estava ao lado do pai em seu leito de morte no Cairo, em 1980, e meses depois se declarou o novo titular do trono iraniano — àquela altura, com a instauração da República Islâmica, o título era meramente simbólico. No exílio, tentou angariar o apoio de outros dissidentes e chegou a conclamar o povo do Irã a uma jornada de “resistência nacional” contra o novo regime, sem sucesso.
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SAUL LOEB / AFP
Segundo relatos, ele buscou o apoio de Israel para um golpe de Estado, em meados dos anos 1980, em um plano que envolveu o então ministro da Defesa e futuro premier, Ariel Sharon, e tinha no líder supremo do país, o aiatolá Ruhollah Khomeini, o principal alvo. O plano naufragou com a chegada de Yitzhak Shamir ao poder: segundo Samuel Segev, ex-oficial de inteligência de Israel, Shamir acreditava que seu país não deveria “se envolver em uma nova aventura”. Em outra iniciativa para angariar reconhecimento, Pahlavi anunciou, em 1986, um desacreditado governo no exílio.
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Sem poder de fato, mas com o apoio de parte da diáspora iraniana, Pahlavi pautou seus discursos na defesa da queda do regime hoje comandado pelo aiatolá Ali Khamenei. Para ele, o Irã deve se tornar uma democracia secular, com um Gabinete de transição, uma nova Constituição e um referendo para definir a nova forma de governo. Em entrevistas e declarações, afirma que seu objetivo não é restaurar a monarquia à imagem de seu pai, tampouco ocupar cargos públicos.
“Podemos nos libertar de forma semelhante a outras nações do mundo que superaram ditaduras. Com aspirações nacionais unificadas, alicerçadas em nossa vontade nacional, alcançaremos o que é necessário e digno da grande nação iraniana”, escreveu em 2016, quando a República Islâmica completou 37 anos.
Reza Pahlavi prega uma imagem dourada do Irã pré-revolucionário, quando o país tinha um governo secular, uma sociedade liberal, era aliado do Ocidente (com generosos investimentos), mantinha relações ordeiras com vizinhos como Israel e fez reformas e modernizações do Estado. Mas ele omite as décadas de concentração de renda, a corrupção endêmica nas instituições nacionais e a repressão liderada pela polícia secreta, a Savak, e pelo partido governista, o Rastakhiz, cuja adesão era obrigatória aos funcionários públicos.
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— Muitos iranianos mais velhos se lembram do dia em que nasci e da comoção nacional que houve —disse recentemente ao Wall Street Journal. — Mas agora, aos 65 anos… os jovens iranianos me chamam de pai. E isso é o melhor de tudo.
Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, e a imperatriz, Farah Diba, em visita a Brasília
Arquivo / Agência O Globo
A desilusão dos iranianos com o atual regime — protestos anteriores também miraram a deterioração da economia, a corrupção estatal e a repressão às mulheres, mas sem a força vista até uma repressão brutal — fez com que muitos lhe dessem um voto de confiança. Especialmente entre os mais jovens, que não têm na memória o fervor revolucionário ou as histórias de repressão dos tempos do xá: o apoio a Pahlavi soa como um apelo desesperado à única figura palpável contra o regime do qual querem se livrar.
“Posso afirmar com certeza que, se um referendo for realizado e um dos lados da história for Reza Pahlavi, todos votarão nele porque não conhecem ninguém além dele”, afirmou, em publicação no Facebook em 2023, Khashayar Dahimi, um intelectual baseado em Teerã.
Do ataque limitado ao caos regional: Os sete cenários possíveis de um confronto entre EUA e Irã
Em entrevista à rede CBS News, ao ser questionado se tinha responsabilidade nas mortes das milhares de pessoas convocadas por ele para irem às ruas, respondeu que “essa é uma guerra, e a guerra tem suas vítimas”. A fala foi criticada por outros dissidentes, que também notaram que menções e publicações referentes ao levante em defesa dos direitos das mulheres — Vida, Mulher, Liberdade, de 2022 — foram apagadas de suas redes sociais recentemente.
Mesmo antes do ataque dos EUA, ele defendia uma intervenção externa no Irã, com ataques “cirúrgicos” contra alvos da Guarda Revolucionária e do regime, acompanhados por novas ferramentas de pressão econômica, incluindo uma caça aos navios que transportam petróleo iraniano a compradores, burlando sanções internacionais. No ano passado, não condenou os ataques israelenses durante a guerra de 12 dias, em junho, mas sua mulher, Yasmine, os louvou em publicações no Instagram — segundo levantamentos independentes, cerca de 1,2 mil iranianos morreram.
Há três anos, Pahlavi esteve em Israel, onde se encontrou com o premier Benjamin Netanyahu, mas até agora não conseguiu um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, a quem apoia e diz admirar. A recíproca pode não ser verdadeira.
— Ele parece ser muito simpático, mas não sei como ele se sairia em seu próprio país — afirmou Trump, em entrevista à agência Reuters, no começo de janeiro. — Não sei se seu país aceitaria sua liderança.
Mulher segura cartaz com as imagens do filho do último xá do Irã, Reza Pahlavi, e do presidente dos EUA, Donald Trump
Kirill KUDRYAVTSEV / AFP
Seus críticos dizem que ele não conseguiu sequer unificar a oposição iraniana no exílio, onde elementos hostis ao regime atual e à monarquia — como os Mujahedins do Povo — têm voz e dinheiro. A falta de diálogo com os reformistas dentro do Irã é citada como outro ponto frágil, que mina sua legitimidade em um cenário pós-República Islâmica. E a recusa em condenar a repressão cometida durante o reinado de seu pai, Mohammad Reza, é lembrada com frequência pelo regime, que ainda emprega técnicas de tortura e execução de dissidentes criadas pela Savak (com apoio dos EUA).
“Após [Mohammad] Mossadegh [premier derrubado após um golpe em 1953], o governo americano deu apoio total e inequívoco à ditadura real, que era percebida pela oposição como mais americana do que iraniana e culpada de violar uma ampla gama de direitos humanos”, escreveu, em artigo publicado em 1980, o cientista político americano Richard Cottam, referindo-se aos abusos do xá. “O quadro resultante foi o de um regime culpado das mais flagrantes violações dos direitos humanos, e que foi tanto colocado quanto mantido no poder pelo governo americano.”
Embora não prevista oficialmente no novo sistema que nasceu com a República Islâmica do Irã, conhecido apenas como “Nezam” ou “O Sistema” em persa, o líder supremo Ruhollah Khomeini (1902-1989) ordenou, em 1979, a criação da Guarda Revolucionária, que não faz parte do Exército e serve, como o próprio nome diz, como uma linha de defesa contra qualquer elemento que ouse agir contra a Revolução Iraniana, que aconteceu há 47 anos. Hoje com centenas de milhares de membros, a Guarda é a força militar mais poderosa do Irã, e se tornou ainda a protagonista da economia local. Não por acaso, seu quartel-general foi um dos principais alvos dos ataques coordenados entre EUA e Israel no último sábado — um dia depois, o Exército dos EUA anunciou que “destruiu” a instalação. Atualmente, muitos analistas argumentam que o país não é mais uma teocracia governada por clérigos xiitas, mas um Estado militar comandado por esses militares. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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