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Os Estados Unidos e seis países aliados do Golfo afirmaram, em declaração conjunta, que as ações do Irã na região representam uma “escalada perigosa” e ameaçam a estabilidade no Oriente Médio. O texto, publicado originalmente em árabe e assinado por Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e EUA, afirma que “atacar civis e Estados não combatentes é um comportamento imprudente que mina a estabilidade”.
Siga em tempo real: Escalada retórica acompanha novos ataques de Irã e Israel
Sucessão: Após morte de Khamenei, regime iraniano busca demonstrar resiliência com sucessão rápida de líder supremo
Os ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo já atingiram ao menos 16 locais no Oriente Médio no fim de semana. No centro de Israel, nove pessoas morreram após um míssil iraniano atingir diretamente um prédio residencial, segundo os serviços de emergência israelenses. Mais de 120 pessoas ficaram feridas, e 11 seguem desaparecidas.
No Irã, mais de 201 pessoas morreram no total e 747 ficaram feridos desde o início da ofensiva americana e israelense, de acordo com o Crescente Vermelho Iraniano. Três militares americanos também morreram, e outros cinco ficaram gravemente feridos, durante as retaliações iranianas no Kwait, um dos países da região que abrigam bases americanas.
Nesta domingo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que 48 líderes iranianos morreram até agora na ofensiva que começou no sábado, quando EUA e Israel bombardearam alvos militares e nucleares, alegando a necessidade de conter o programa de mísseis e as ambições nucleares de Teerã. O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, o que provocou uma resposta militar imediata do país e ampliou o risco de um conflito regional.
Autoridades iranianas reagiram com tom de desafio. A televisão estatal leu uma declaração do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirmando que o “martírio” de Khamenei desencadeará uma revolta contra os inimigos do país. A Guarda Revolucionária declarou que a morte do líder reforçará a determinação do Irã e prometeu punir Estados Unidos e Israel.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que retaliar é um “direito legítimo” do país. Já o chefe de segurança Ali Larijani afirmou que novos ataques estão sendo preparados. Em Washington, o presidente Donald Trump advertiu o Irã a não ampliar a ofensiva e afirmou que, caso isso ocorra, os Estados Unidos responderão com uma força “nunca vista”.
Onde o Irã atacou
O mapa dos ataques retaliatórios do Irã contra Israel, bases militares dos Estados Unidos e países do Golfo
Arte O Globo
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A retaliação iraniana se espalhou por diferentes pontos do Oriente Médio e atingiu ao menos 16 locais, entre cidades, bases militares e infraestruturas estratégicas. Segundo autoridades da região e dos Estados Unidos, mísseis e drones foram lançados contra Israel, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Omã, Arábia Saudita, Iraque e instalações militares ligadas ao Reino Unido no Chipre, além de alvos próximos ao Estreito de Ormuz.
Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas repetidas vezes entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Em um dos ataques, um míssil iraniano atingiu diretamente um edifício na região de Bet Shemesh, no centro do país, que desabou parcialmente. Equipes de resgate confirmaram a morte de nove pessoas e informaram que 121 feridos foram retirados dos escombros, alguns em estado grave. Autoridades disseram que o impacto provocou danos extensos na área.
À noite, os bombeiros afirmaram que ao menos sete pessoas ficaram feridas próximo a Jerusalém após uma saraivada de mísseis lançados a partir do Irã. A polícia israelense declarou em outro comunicado que está realizando buscas na área de Jerusalém “após relatos de fragmentos de mísseis interceptadores que caíram em vários locais”. Mísseis também atingiram outras partes de Israel, incluindo o distrito de Haifa.
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No Golfo, o Irã lançou ataques contra bases militares usadas pelos Estados Unidos. Entre os alvos estavam a base aérea de Al Udeid, no Catar; Ali Al Salem, no Kuwait, onde uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas; Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos; e o quartel-general da Quinta Frota americana, no Bahrein, com quatro feridos, segundo a agência Fars. O Comando Central dos EUA afirmou que centenas de mísseis e drones foram interceptados e que os danos às instalações foram limitados.
Os Emirados Árabes Unidos estão entre os países mais afetados pela ofensiva. O Ministério da Defesa afirmou ter interceptado 137 mísseis e 209 drones lançados pelo Irã. Em Dubai, um incidente atingiu um prédio em Palm Jumeirah, bairro de alto padrão formado por ilhas artificiais em formato de palmeira, deixando quatro feridos e provocando um incêndio controlado pela Defesa Civil. Destinos turísticos e áreas estratégicas também registraram impactos: destroços de drones provocaram incêndios no hotel Burj Al Arab e em estruturas no porto de Jebel Ali, que recebe navios militares americanos.
A infraestrutura aérea também foi afetada. O Aeroporto Internacional de Dubai registrou danos leves em um saguão e ferimentos em funcionários, enquanto um incidente no Aeroporto Internacional Zayed, em Abu Dhabi, deixou um morto e vários feridos. Autoridades não confirmaram se os locais foram atingidos diretamente por projéteis ou por destroços de interceptações. Com o fechamento temporário dos aeroportos, milhares de turistas ficaram retidos no país.
No Catar, explosões foram ouvidas em Doha, 16 pessoas ficaram feridas e o governo classificou o episódio como uma “violação flagrante” de sua soberania. Em Bahrein, o Centro Nacional de Comunicação informou que o centro de serviços da Quinta Frota da Marinha dos EUA foi “alvo de um ataque com mísseis”. A frota é responsável por operações no Golfo Pérsico, no Mar Vermelho, no Mar Arábico e em partes do Oceano Índico.
Neste domingo, o país afirmou ter interceptado dezenas de mísseis e drones no domingo, embora imagens verificadas pelo New York Times indiquem que um projétil atingiu uma torre residencial. O Ministério do Interior afirmou também que o aeroporto sofreu danos depois de ter sido alvo de um ataque com drone.
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Quatro pessoas morreram na Síria depois que um míssil iraniano atingiu um prédio na zona industrial da cidade meridional de Sweida, segundo uma agência estatal de notícias síria. O míssil provavelmente tinha Israel como alvo, já que Sweida fica próxima de áreas sob controle israelense.
Em Omã, dois drones atingiram o porto comercial de Duqm, ferindo um trabalhador, e um petroleiro foi atacado próximo à península de Musandam, neste domingo, deixando cinco feridos e levando à evacuação da tripulação. Explosões também foram relatadas em Riade, na Arábia Saudita, enquanto um drone teria como alvo uma base americana em Erbil, no Iraque.
A Jordânia, que faz fronteira com Israel, afirmou que suas Forças Armadas derrubaram mísseis balísticos que tinham como alvo seu território. Um funcionário disse à agência de notícias AFP que não houve vítimas, apenas danos materiais.
Autoridades britânicas afirmaram ainda que mísseis iranianos atingiram uma base aérea do Reino Unido em Akrotiri, no Chipre, enquanto novos alertas e interceptações continuaram sendo registrados em países do Golfo ao longo de domingo. E um drone atingiu o principal aeroporto do Kuwait, de acordo com a mídia estatal.
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No Estreito de Ormuz, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, neste domingo, três navios foram atacados. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a autoria de ataques a três petroleiros supostamente americanos e britânicos, segundo a agência de notícias semioficial Mehr, embora os registros apontem que ao menos dois não têm ligações com os EUA ou o Reino Unido.
A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech disse que houve relatos de incidentes no estreito, compatíveis com as informações fornecidas pela UKMTO, envolvendo navios com bandeiras de Gibraltar, Palau, Ilhas Marshall e Libéria.
Incêndio em Dubai
Escalada após morte do líder iraniano
A morte de Khamenei se tornou o ponto central da crise. A mídia estatal iraniana confirmou o falecimento e decretou 40 dias de luto nacional, enquanto manifestações e protestos ocorreram em vários países da região.
Em Karachi, no Paquistão, confrontos ocorreram perto do consulado americano e deixaram mortos, segundo a AFP. Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a área onde fica a embaixada dos Estados Unidos.
Enquanto isso, Israel continuou a bombardear alvos no Irã durante a madrugada de domingo, incluindo lançadores de mísseis balísticos, segundo o Exército israelense. Autoridades israelenses afirmam que o país possuía cerca de 2.500 mísseis terra-terra no início da campanha militar.
O governo iraniano acusa Washington e Tel Aviv de violarem o direito internacional e levou o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Estados Unidos e Israel, por sua vez, afirmam que a operação busca neutralizar uma ameaça iminente e impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.
Com ataques ocorrendo em diferentes frentes e promessas de novas retaliações, líderes internacionais temem que o confronto se transforme em um conflito regional de grandes proporções.
A notícia de ataques de Israel contra o Irã provocou, nas primeiras horas do sábado, uma reação imediata entre moradores da Faixa de Gaza. Em mercados e pequenos comércios, famílias passaram a comprar farinha, açúcar e óleo de cozinha em grande quantidade, temendo que o novo capítulo do conflito no Oriente Médio leve novamente à escassez de alimentos no território.
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Em Deir el-Balah, no centro da Faixa de Gaza, o palestino Hani Abu Issa, de 51 anos, saiu de casa apenas para comprar ingredientes para o iftar, a refeição que encerra o jejum diário do Ramadã. Ao chegar ao mercado, encontrou multidões e prateleiras começando a esvaziar. Um transeunte lhe explicou que Israel havia atacado o Irã, desencadeando um novo confronto regional.
Segundo ele relatou à Al Jazeera, o clima mudou rapidamente. Pessoas passaram a carregar sacos de farinha e a comprar tudo o que conseguiam, o que elevou os preços e reduziu a disponibilidade de produtos básicos.
Lembranças da fome recente
Embora a nova guerra não tenha impacto militar direto em Gaza até agora, moradores dizem que qualquer escalada na região desperta o temor de repetir os períodos de fome vividos recentemente. Hani afirma que ainda se recorda de quando precisou pagar mais de 1.000 shekels por um saco de farinha durante a fase mais crítica da guerra.
O receio aumentou depois que o COGAT, órgão israelense responsável pela administração civil dos territórios palestinos, anunciou o fechamento das passagens que ligam Gaza e a Cisjordânia ocupada “até novo aviso”, citando razões de segurança relacionadas à guerra com o Irã.
A decisão gerou incerteza sobre o abastecimento. Embora fontes locais tenham associado a medida também ao feriado judaico de Purim, moradores dizem não saber quanto tempo as restrições podem durar.
Corrida aos mercados
Em mercados de diferentes áreas do enclave, comerciantes relatam que o movimento se intensificou ao longo do fim de semana. Em Nuseirat, o vendedor Omar Al-Ghazali afirmou à Al Jazeera que a experiência recente de fome deixou marcas profundas.
Segundo ele, muitas pessoas compram por medo de que os alimentos desapareçam novamente ou que comerciantes passem a reter produtos. Mesmo sem combates diretos em Gaza neste momento, a memória do colapso alimentar pesa mais do que qualquer análise racional da situação, disse.
Nem todos conseguem estocar
Para muitas famílias, porém, a corrida aos mercados é impossível. Na Cidade de Gaza, Asmaa Abu Al-Khair, mãe de oito filhos, caminhava entre barracas sem conseguir comprar quase nada. Ela diz não ter dinheiro nem espaço para guardar mantimentos.
Segundo ela, muitas famílias deslocadas que vivem em tendas enfrentam a mesma realidade. Dependentes de renda irregular e ajuda humanitária, elas mal conseguem garantir as refeições diárias durante o Ramadã.
Temor de agravamento da crise
A decisão israelense também gerou forte reação entre palestinos nas redes sociais, onde muitos questionam se Gaza pode entrar em uma nova fase de escassez severa.
Ali al-Hayek, da Associação de Empresários Palestinos em Gaza, alertou que o fechamento das passagens pode interromper a distribuição de ajuda humanitária, afetar cozinhas comunitárias e dificultar viagens médicas urgentes para o exterior. Segundo ele, a economia local já encolheu mais de 85% desde o início da guerra, com a maioria da população abaixo da linha da pobreza e grande parte das atividades industriais paralisadas.
Al-Hayek defendeu pressão internacional para reabrir as passagens e garantir o fluxo de pessoas e mercadorias, ao mesmo tempo em que pediu que comerciantes evitem elevar preços em meio à crise, lembrando que o território vive o período do Ramadã e enfrenta uma das piores situações humanitárias de sua história recente.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um britânico afirma ter escapado por pouco após um drone atingir seu apartamento em Dubai, em meio à ofensiva lançada pelo Irã contra alvos na região. O ataque ocorre após a escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada depois que operações conjuntas de Estados Unidos e Israel mataram o líder supremo iraniano no sábado, segundo autoridades citadas pela imprensa internacional.
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De acordo com a imprensa britânica, nas imagens, um homem aparece visivelmente abalado enquanto mostra os danos dentro do imóvel, localizado no 19º andar de um prédio do complexo residencial de luxo Warda, no empreendimento Town Square. A sala está repleta de estilhaços de vidro e móveis quebrados. “Não é brincadeira, pessoal, acabamos de ser atingidos por um drone”, diz ele no vídeo. Em seguida, afirma que ouviu o barulho da aeronave antes da explosão e comenta sobre o forte cheiro de óleo no local. O registro termina com a frase: “Estamos indo embora”.
Confira:
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Ataques atingem pontos estratégicos nos Emirados
Dubai tem sido palco de explosões nos últimos dias, enquanto o Irã afirma conduzir uma ofensiva de retaliação contra interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel. Autoridades iranianas prometeram uma “operação ofensiva mais intensa” contra bases e alvos considerados estratégicos, em resposta aos ataques que atingiram o país.
Um dos episódios mais graves ocorreu quando destroços de um ataque de míssil atingiram o hotel de luxo Fairmont The Palm, na região de Palm Jumeirah. O prédio foi tomado por chamas e ao menos quatro pessoas ficaram feridas. Imagens divulgadas nas redes mostram o momento em que o que parece ser um drone kamikaze se choca contra o edifício, embora relatos divergentes indiquem que o impacto pode ter sido provocado por fragmentos de míssil.
Na capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, turistas relataram uma sequência de explosões. Funcionários de hotéis chegaram a distribuir picolés aos hóspedes na tentativa de acalmar o ambiente diante da tensão.
Montagem com o ambiente atingido
Reprodução/X
Aeroportos afetados e espaço aéreo fechado
Na manhã de domingo, colunas de fumaça foram vistas nas proximidades do Aeroporto Internacional de Dubai, que teria sido alvo de ataques pelo segundo dia consecutivo. O terminal, considerado o mais movimentado do mundo para voos internacionais e que recebe cerca de 250 mil passageiros por dia, suspendeu suas operações por tempo indeterminado.
No aeroporto de Abu Dhabi, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas após os ataques com foguetes atribuídos ao Irã. Também foram registradas colunas de fumaça no porto de Jebel Ali, área onde recursos navais dos Estados Unidos estavam concentrados nas últimas semanas.
A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada no sábado com o ataque conjunto americano-israelense contra o território da nação persa, cresceu em extensão na madrugada desta segunda-feira, com a troca de ataques entre as Forças Armadas israelenses e o movimento libanês Hezbollah, aliado de Teerã por meio do “Eixo da Resistência”. Explosões foram ouvidas nos arredores de Beirute, com autoridades do governo oficial indicando que três pessoas morreram na cidade de Tiro, no sul do país. O chefe do Estado-Maior de Israel alertou os cidadãos a se prepararem para um conflito prolongado enquanto os militares bombardeiam simultaneamente o Líbano e o Irã, em um momento em que há dúvida sobre o espaço para negociação, com o presidente americano, Donald Trump, sinalizado que um diálogo havia sido proposto pela parte iraniana — o que foi negado por autoridades do país nesta segunda.
Ataque ao Irã: Vídeo mostra o momento em que piloto se ejeta e é resgatado no Kuwait
Veja o vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
A escalada aumentou os temores de que a guerra no Oriente Médio — que já atinge quase todos os países da região, após a retaliação maciça do Irã contra bases militares americanas em países árabes e de maioria islâmica na região — se aprofunde ainda mais. O conflito dura três dias, sem perspectivas de um fim. EUA e Israel realizaram milhares de ataques aéreos no Irã, incluindo na capital Teerã, enquanto o Irã lançou drones e mísseis contra Israel e aliados dos EUA no Golfo Pérsico.
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O Hezbollah lançou foguetes contra território israelense durante a madrugada, alegando ser uma retaliação pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Israel disse ter respondido atacando alvos ao sul de Beirute ligados ao Hezbollah. A mídia estatal libanesa noticiou que pelo menos 31 pessoas morreram.
No domingo, os militares dos EUA anunciaram a morte de três soldados americanos em uma base no Kuwait, enquanto outras nove pessoas morreram em um ataque no centro de Israel. A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 115 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas em uma escola primária feminina perto de uma base naval no sul do Irã. Pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano em ataques aéreos israelenses, disseram as autoridades na manhã de segunda-feira, segundo a mídia estatal.
Incerteza sobre desescalada
O presidente americano, Donald Trump, apresentou a guerra como um esforço para dizimar grande parte das capacidades militares do Irã e abrir caminho para a derrubada do regime autoritário da República Islâmica, que já dura décadas. Em entrevista ao The New York Times, Trump afirmou que os Estados Unidos pretendem manter o ataque ao Irã por “quatro ou cinco semanas”. Críticos afirmam que o governo Trump não tem um objetivo final claro e que as baixas já começam a aumentar.
Trump disse que os novos líderes do Irã comunicaram que desejavam dialogar com ele e que ele estava disposto a fazê-lo. Mas, na manhã de segunda-feira, Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, afirmou nas redes sociais que a República Islâmica não negociaria com os Estados Unidos, acrescentando que o “pensamento ilusório” de Trump arrastou a região para uma guerra desnecessária que só beneficiou Israel.
O Exército israelense afirmou no domingo que atacou lançadores de mísseis iranianos, sistemas de defesa aérea, além de quartéis-generais e centros de comando do governo. As forças americanas atacaram instalações de mísseis balísticos “fortificadas” do Irã, destruíram o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica e afundaram pelo menos um navio de guerra, segundo o exército.
(Com NYT)
Vários aviões militares dos Estados Unidos caíram na manhã desta segunda-feira no Kuwait, informou o Ministério da Defesa do país do Golfo. O episódio ocorre no terceiro dia de confronto direto entre forças americanas e o Irã. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram que um dos pilotos que ejetou das aeronaves teria pousado com vida no solo.
Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã; vídeo
Em comunicado, um porta-voz confirmou que todos os membros da tripulação sobreviveram.
“Vários aviões militares dos Estados Unidos caíram esta manhã. Confirmamos que todos os membros da tripulação sobreviveram” afirmou.
Segundo as autoridades, operações de busca e resgate foram iniciadas imediatamente. Os tripulantes foram evacuados e encaminhados a um hospital para exames e tratamento. O estado de saúde é considerado estável.
Veja o momento:
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Imagens que circulam nas redes sociais, posteriormente geolocalizadas pela CNN, mostram o momento em que um caça em chamas despenca do céu, girando antes de atingir o solo em território kuwaitiano. Outro vídeo sugere que ao menos um piloto conseguiu se ejetar e pousou vivo, sendo localizado por equipes de resgate.
De acordo com a análise da emissora americana, a aeronave envolvida seria compatível com um modelo F-15E ou F/A-18. O Kuwait também opera caças F/A-18 em sua frota.
O local da queda estaria a menos de 10 quilômetros da Ali Al Salem Air Base, importante instalação utilizada pelas forças americanas na região.
O Palácio de Golestão, em Teerã, incluído na lista de Patrimônio Mundial da Humanidade da Unesco, foi atingido por bombardeios dos Estados Unidos e de Israel, afirmaram nesta segunda-feira meios de comunicação iranianos.
“Após o ataque conjunto israelense-americano (…) no sul de Teerã na noite de domingo, o Palácio de Golestão (…) ficou parcialmente danificado”, indicou a agência de notícias Isna.
Palácio de Golestão, patrimônio da Unesco, foi atingido por bombardeios em Teerã, diz imprensa iraniana
Reprodução/Youtube
Segundo a fonte, as ondas de choque danificaram portas, janelas e espelhos. A agência de notícias Mehr também informou sobre o caso.
O luxuoso palácio é considerado uma obra-prima por misturar o artesanato e a arquitetura persas de eras anteriores com influências ocidentais.
Construído no século XVI, é um dos mais antigos grupos de edifícios de Teerã. Foi renovado no século XVIII, quando a cidade se tornou capital do país. Foi usado para fins administrativos, mas também recreativos e como residência.
Partes do histórico Palácio Golestan, na capital iraniana, foram danificadas após ataques realizados por Estados Unidos e Israel, segundo informou a imprensa local nesta segunda-feira. O complexo, localizado em Teerã e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO, teria sido atingido indiretamente pela onda de explosões registradas na região.
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De acordo com a agência de notícias ISNA, os danos ocorreram após o ataque conjunto contra a Praça Arag, no sul da cidade, na noite de domingo. A agência afirmou que janelas, portas e espelhos do palácio foram afetados pelas reverberações das explosões.
O complexo é um dos marcos históricos mais importantes do Irã e remonta ao período da dinastia Qajar. Até o momento, autoridades iranianas não detalharam a extensão completa dos danos na estrutura.
Ofensiva amplia destruição no país
O episódio ocorre em meio à intensificação da ofensiva militar iniciada no sábado, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques em larga escala contra alvos iranianos. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país desde o início das operações.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, declarou a organização em mensagem publicada no Telegram.
Ao longo do domingo, mísseis e bombas atingiram dezenas de cidades iranianas, desde regiões próximas às fronteiras com Armênia e Turquia até áreas no Golfo Pérsico e na divisa com o Paquistão. Um dos alvos, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), foi o quartel-general da Guarda Revolucionária.
Em comunicado nas redes sociais, o comando militar afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom também disse que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones de ataque, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Outro bombardeio israelense atingiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. Segundo a Força Aérea israelense, aeronaves do país passaram a operar “livremente” sobre os céus da capital iraniana.
Conflito se espalha pela região
A resposta do Irã ampliou o alcance da crise e levou ataques a outros países do Oriente Médio. Instalações associadas aos Estados Unidos foram atingidas no Catar, enquanto mísseis também foram lançados contra posições nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã
O agravamento do conflito provocou impacto imediato na aviação internacional. Com o fechamento de grande parte do espaço aéreo do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado.
Também houve reflexos no transporte marítimo. Dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores relataram avisos atribuídos à Guarda Revolucionária para que embarcações evitassem a área.
Empresas de navegação, como MSC e Maersk, suspenderam operações na região, enquanto representantes da Opep+ indicaram aumento na produção de petróleo a partir de abril para conter possíveis oscilações no mercado.
Novos ataques e tensão crescente
A escalada também gerou reações diplomáticas. A Arábia Saudita, atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador de Teerã para protestar contra os ataques e alertar sobre riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, autoridades fecharam a embaixada em Teerã e convocaram o embaixador iraniano. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do país classificou os ataques como uma escalada grave e uma violação do direito internacional.
Em Israel, o domingo foi marcado por novas mortes após ataques iranianos. Na cidade de Beit Shmesh, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas. Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém.
O governo israelense colocou a fronteira com o Líbano em alerta máximo e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha militar tem como objetivo “atingir o coração de Teerã” e indicou que a guerra pode se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas para reforçar operações em Gaza, na Cisjordânia e nas fronteiras com Síria e Líbano.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram ter eliminado dois integrantes de alto escalão do Ministério da Inteligência do Irã durante o ataque inicial da operação militar denominada “Roaring Lion”. Segundo comunicado oficial, a ofensiva foi guiada por “informações de inteligência precisas”.
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Entre os mortos, de acordo com Israel, estão Sayed Yahya Hamidi, apontado como vice-ministro da Inteligência para assuntos relacionados a Israel, e Jalal Pour Hossein, descrito como chefe da divisão de espionagem do ministério.
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Em nota, as IDF afirmaram que Hamidi teria liderado operações direcionadas contra judeus, interesses ocidentais e opositores do regime iraniano dentro e fora do país. Outros altos funcionários também teriam sido mortos na mesma ofensiva, segundo os militares israelenses.
A Força Aérea Israelense também confirmou ter atingido a sede do Ministério da Inteligência em Teerã, ampliando a dimensão do confronto direto entre os dois países. Israel anunciou ter realizado um ataque contra um “terrorista sênior” do Hezbollah na capital do Líbano. O grupo é aliado estratégico do Irã na região.
Veículos de comunicação libaneses relataram múltiplas explosões em Beirute, especialmente nos subúrbios ao sul da cidade, reduto tradicional do Hezbollah. Até o momento, autoridades libanesas não divulgaram balanço oficial de vítimas.
Centenas de aeronaves israelenses bombardearam simultaneamente alvos no Irã e no Líbano nesta segunda-feira (2), em mais um capítulo da rápida escalada militar no Oriente Médio iniciada no fim de semana. O anúncio foi feito pelo próprio Exército de Israel, que afirmou que a ofensiva ocorre “neste momento” e que o movimento libanês Hezbollah “pagará caro” por ataques realizados durante a madrugada.
Vídeo: Aviões militares dos EUA caem no Kuwait em terceiro dia de conflito com o Irã
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A porta-voz militar israelense, general Effie Defrin, disse em entrevista televisionada que a operação envolve uma mobilização aérea em grande escala.
— Neste momento, centenas de aviões da Força Aérea estão bombardeando simultaneamente o Líbano e o Irã — afirmou.
Segundo ela, o Hezbollah abriu fogo contra Israel durante a noite e tinha plena consciência das consequências. “Nós avisamos, e eles pagarão caro por isso”, acrescentou.
A nova ofensiva ocorre após dois dias de ataques intensos e retaliações que já provocaram centenas de mortes e danos em diversos países da região.
Escalada desde o fim de semana
No Irã, ao menos 555 pessoas morreram desde o início da ofensiva lançada no sábado por Estados Unidos e Israel, segundo informou nesta segunda-feira o Crescente Vermelho iraniano. De acordo com a entidade, os bombardeios atingiram dezenas de municípios em diferentes partes do país.
“Após os ataques terroristas sionistas-estadunidenses realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas morreram”, afirmou a organização humanitária em mensagem divulgada no Telegram.
A ofensiva inicial teve como objetivo atingir a cúpula do governo iraniano e pressionar por uma mudança de regime. Desde então, o conflito se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, com mísseis e drones atingindo instalações militares, aeroportos e infraestruturas civis em vários países.
No domingo, ataques e contra-ataques atingiram cidades do norte ao sul do Irã, incluindo áreas próximas às fronteiras com Armênia, Turquia e Paquistão, além da costa do Golfo Pérsico. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), um dos alvos foi o quartel-general da Guarda Revolucionária iraniana.
Em comunicado nas redes sociais, o comando afirmou que mais de mil alvos foram destruídos, incluindo centros de comando, bases militares e embarcações de guerra. O Centcom declarou ainda que a operação envolveu caças, aeronaves de reconhecimento, drones, sistemas antimísseis e bombardeiros.
Também no domingo, um bombardeio israelense destruiu uma base em Teerã usada por unidades responsáveis pela repressão a protestos. De acordo com a Força Aérea israelense, suas aeronaves operavam “livremente” sobre a capital iraniana.
Região em alerta
A resposta iraniana ampliou o alcance do conflito e atingiu países que tentavam se manter fora da disputa. Mísseis foram lançados contra posições associadas aos Estados Unidos no Catar e também contra alvos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã, país que vinha atuando como mediador entre Washington e Teerã.
O impacto foi imediato no tráfego aéreo internacional. Com o fechamento do espaço aéreo em boa parte do Golfo Pérsico, aeroportos estratégicos como Dubai, Abu Dhabi e Doha suspenderam voos por tempo indeterminado, afetando conexões em diversos continentes.
No mar, dezenas de petroleiros e navios de carga interromperam suas rotas nas proximidades do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás transportados no mundo. Embora o Irã não tenha anunciado oficialmente o bloqueio da passagem, operadores marítimos relataram alertas atribuídos à Guarda Revolucionária advertindo embarcações a não transitarem pela área. Pelo menos quatro navios foram atingidos.
Empresas de navegação como MSC e Maersk anunciaram a suspensão temporária de operações na região. Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) disseram que pretendem elevar a produção a partir de abril para conter uma possível disparada no preço do barril.
Novos ataques e pressão diplomática
A escalada também provocou reações diplomáticas imediatas. A Arábia Saudita, que foi atingida por mísseis iranianos, convocou o embaixador do Irã para protestar contra os ataques e alertar para riscos à segurança regional. O governo saudita afirmou que tomará todas as medidas necessárias para proteger seu território.
Nos Emirados Árabes Unidos, onde três pessoas morreram, o governo anunciou o fechamento de sua embaixada em Teerã e convocou o embaixador iraniano.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores emiradense classificou os ataques como uma escalada grave e irresponsável, afirmando que a ofensiva atingiu áreas civis, incluindo aeroportos, portos e zonas residenciais.
Mortes em Israel
Em Israel, o domingo também foi marcado por ataques mortais. Na cidade de Beit Shmesh, na região central do país, nove pessoas morreram quando um míssil atingiu um abrigo instalado em uma sinagoga. Mais de 70 ficaram feridas.
Explosões também foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém, deixando feridos e aumentando o clima de alerta nacional. A fronteira com o Líbano permanece em vigilância máxima diante da possibilidade de novas ações do Hezbollah, aliado do Irã.
O governo israelense fechou todos os pontos de entrada para a Faixa de Gaza e suspendeu voos no aeroporto Ben Gurion, principal do país. A aeronave utilizada pelo primeiro-ministro foi transferida para Berlim por precaução.
Em pronunciamento, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o objetivo da campanha militar é atingir “o coração de Teerã” e indicou que os combates devem se intensificar nos próximos dias.
Segundo ele, Israel convocou 100 mil reservistas, que se somarão aos 50 mil militares já mobilizados desde o início da guerra na Faixa de Gaza.
— Estamos envolvidos em uma campanha na qual as Forças de Defesa de Israel estão mobilizando toda a sua força como nunca antes, para garantir nossa existência e nosso futuro — declarou.
As autoridades federais dos Estados Unidos afirmam ter solucionado um caso que permaneceu sem respostas por quase 30 anos: o sequestro e assassinato de uma menina de sete anos em 1996. A acusação contra Robert Scott Froberg, de 61 anos, foi formalizada na quinta-feira (26) após análises modernas de DNA relacionarem o suspeito a um fio de cabelo encontrado no veículo usado no crime.
Morgan Violi desapareceu em 27 de julho daquele ano enquanto brincava com irmãs e amigas em Bowling Green, no estado do Kentucky, a cerca de 110 quilômetros de Nashville, no Tennessee. Segundo a denúncia criminal, testemunhas relataram ter visto um homem branco agarrar a menina e colocá-la em uma van Chevrolet bordô de 1978, que deixou o local logo em seguida.
A polícia encontrou o veículo dois dias depois ao sul de Nashville e realizou buscas por evidências. O corpo da criança foi localizado três meses mais tarde em uma área florestal na cidade de White House, no Tennessee, região situada ao longo da rota entre as duas cidades.
Avanço nas análises de DNA
De acordo com os investigadores, exames forenses recentes identificaram correspondência entre um fio de cabelo recolhido na van abandonada e Froberg. O suspeito já cumpre pena em uma penitenciária do Departamento Correcional do Alabama por crimes cometidos na mesma época.
As autoridades afirmam que Froberg havia fugido da prisão em abril de 1996 e, após ser recapturado na Pensilvânia, escapou novamente. Ele teria seguido até Dayton, em Ohio, onde roubou a van usada no crime. Em seguida, dirigiu cerca de 435 quilômetros até Bowling Green, onde teria sequestrado a menina.
Segundo a denúncia, em entrevista recente às autoridades, Froberg confessou ter levado Morgan através da fronteira estadual até o Tennessee e tê-la estrangulado.
Em comunicado divulgado pelo Gabinete do Procurador dos EUA, o procurador Kyle G. Bumgarner destacou a persistência da família e dos investigadores. “A família de Morgan Violi nunca desistiu dela, assim como a comunidade de Bowling Green e suas forças policiais”, afirmou. Ele acrescentou que agentes do FBI e policiais locais reexaminaram provas antigas e aplicaram novas tecnologias para avançar na investigação.
Se condenado, Froberg poderá enfrentar prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional ou até a pena de morte.
O suspeito permanece preso no Alabama desde 1996, ano em que também teria cometido o crime, cumprindo pena por roubo e por sucessivas fugas da justiça.
Na sexta-feira, Nikki Britt, irmã mais velha de Morgan, publicou uma mensagem nas redes sociais relembrando as quase três décadas de busca por respostas. Segundo ela, a família se recusou a deixar o caso cair no esquecimento. Britt afirmou que a luta sempre foi motivada pelo desejo de honrar a memória da menina e garantir que a verdade viesse à tona.

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