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Os Estados Unidos e o Canadá detectaram aviões militares russos perto do estado do Alasca na quarta-feira, segundo informou o Comando Conjunto de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD).
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A organização afirmou ter enviado 12 aeronaves, incluindo caças F-35 e F-22, para “identificar, monitorar e interceptar” os aviões militares russos TU-142 detectados, utilizados em patrulhas marítimas.
“O avião russo permaneceu no espaço aéreo internacional e não entrou no espaço aéreo soberano estadounidense nem canadense”, afirmou o NORAD em comunicado.
“Esta atividade russa na ZIDA do Alasca e do Canadá ocorre regularmente e não é considerada uma ameaça”, acrescentou o comando.
Zona de identificação aérea
A ZIDA, sigla para Zona de Identificação de Defesa Aérea, corresponde a áreas de espaço aéreo internacional que exigem que todas as aeronaves que transitam por elas se identifiquem.
Irã acusa EUA de ‘atrocidade’ após afundamento de navio de guerra enquanto Pentágono promete nenhuma trégua Secretário de Defesa diz que EUA mataram líder de unidade iraniana acusado de tentar assassinar Trump; Turquia diz que Otan derrubou míssil iraniano que se dirigia a espaço aéreo do país Aiatolás não estavam em prédio atingido por ataques de Israel e EUA; reunião que elegerá sucessor de Khamenei passa a ser virtual. Trump diz que poder militar do Irã ‘foi quase todo foi eliminado’ e contradiz Rubio: ‘Decisão de ataque foi dos EUA’. Perto de escolher líder supremo, Irã confirma que filho de Khamenei está vivo; Israel ameaça matar qualquer eleito. CIA planeja armar forças curdas a fim de provocar uma revolta popular no Irã, com ações terrestres nos próximos dias. Submarino dos EUA afunda fragata do Irã perto do Sri Lanka; autoridades falam em 87 mortos e 32 resgatados
Um tribunal de Berlim condenou, nesta quinta-feira (5), um homem sírio a 13 anos de prisão pelo ataque com faca contra um turista espanhol no memorial do Holocausto da capital alemã.
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O suspeito de 20 anos, identificado apenas como Wassim Al M., foi condenado por tentativa de homicídio, lesão corporal grave e tentativa de participação em organização terrorista, informou o tribunal.
Local simbólico de memória
O Memorial aos Judeus Assassinados da Europa, inaugurado em 2005 em Berlim-Mitte (próximo ao Portão de Brandemburgo), é um espaço de memória composto por 2.711 blocos de concreto de alturas variadas, que formam um campo labiríntico e instável.
Projetado por Peter Eisenman, o espaço inclui um centro de informações subterrâneo com exposições sobre as vítimas do nazismo e permanece gratuito e aberto ao público 24 horas por dia.
A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou em uma nova fase marcada por um consumo acelerado de armamentos e por dúvidas sobre quanto tempo cada lado conseguirá sustentar o ritmo de ataques. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que o país possui um “estoque praticamente ilimitado” de armas essenciais, o Ministério da Defesa iraniano diz ter capacidade para resistir por mais tempo do que Washington planejava.
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De acordo com a rede BBC, desde o início da ofensiva, o ritmo das operações tem sido intenso. Estimativas do Institute for National Security Studies (INSS), em Tel Aviv, indicam que Estados Unidos e Israel já realizaram mais de 2 mil ataques contra alvos iranianos, muitos deles envolvendo múltiplas munições guiadas. Em resposta, o Irã lançou ao menos 571 mísseis e 1.391 drones contra posições inimigas — parte deles interceptados por sistemas de defesa aérea.
Especialistas afirmam, no entanto, que a quantidade de armas disponível pode se tornar um fator decisivo à medida que o conflito se prolonga. A intensidade atual de ataques faz com que os arsenais estejam sendo consumidos mais rapidamente do que conseguem ser repostos pelas indústrias militares.
Autoridades ocidentais dizem já observar uma redução significativa no volume de ataques iranianos. Segundo o comandante das forças americanas na região, o general Dan Caine, os lançamentos de mísseis balísticos do Irã caíram cerca de 86% em relação ao primeiro dia de confrontos.
Antes da guerra, estimava-se que Teerã possuía mais de 2 mil mísseis balísticos de curto alcance. Ainda assim, os números exatos são mantidos em sigilo por motivos estratégicos.
O mesmo fenômeno ocorre com os drones. O Irã havia produzido em massa milhares de unidades do modelo Shahed, amplamente utilizado também pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. Mesmo assim, segundo os militares americanos, os lançamentos de drones iranianos diminuíram cerca de 73% desde o início do conflito.
Analistas avaliam duas hipóteses: o país pode estar enfrentando dificuldades logísticas para manter o ritmo de ataques ou, estrategicamente, tentando preservar parte de seu arsenal para uma fase mais longa da guerra.
Supremacia aérea dos EUA e de Israel
Outro fator decisivo para a mudança no cenário militar é a supremacia aérea conquistada por Estados Unidos e Israel sobre o território iraniano. Grande parte das defesas aéreas do país foi destruída nas primeiras ondas de ataque, o que abriu espaço para bombardeios mais frequentes e próximos.
Segundo o Comando Central dos EUA, a nova fase da campanha militar busca localizar e destruir lançadores móveis de mísseis, depósitos de armas e fábricas que produzem drones e munições.
Mesmo assim, especialistas alertam que eliminar completamente o arsenal iraniano é improvável. O país possui um território extenso — três vezes maior que a França — o que facilita esconder equipamentos militares e infraestruturas estratégicas.
O peso do poder militar americano
Embora os Estados Unidos possuam o maior poder militar do mundo, seus arsenais também enfrentam limites. Grande parte das operações depende de armas guiadas de precisão, que são caras e produzidas em volumes relativamente baixos.
Relatos indicam que Trump convocou uma reunião com grandes empresas do setor de defesa para pressionar por um aumento na produção de munições.
De acordo com Mark Cancian, ex-coronel da Marinha americana e pesquisador do Center for Strategic and International Studies (CSIS), a fase atual da guerra permite o uso de armamentos mais simples e baratos.
— Após os ataques iniciais de longo alcance, os EUA agora podem utilizar bombas e mísseis menos dispendiosos. Isso permite manter as operações por muito mais tempo — afirma.
O principal ponto de pressão sobre os estoques americanos está nos sistemas de defesa aérea. Mísseis interceptores do sistema Patriot, essenciais para neutralizar ataques iranianos, são caros e produzidos em quantidade limitada.
Cada interceptor custa mais de US$ 4 milhões, e estima-se que os Estados Unidos fabriquem cerca de 700 unidades por ano. Cancian calcula que o país possua aproximadamente 1.600 mísseis desse tipo em estoque — número que pode diminuir rapidamente caso os ataques iranianos continuem.
Um fazendeiro do estado de Wyoming, nos Estados Unidos, que havia sido proibido de frequentar um restaurante do McDonald’s após passar pelo drive-thru com uma carroça puxada por cavalos, voltou a ser autorizado a frequentar o local. O episódio, que ganhou repercussão local, levou a rede a pedir desculpas e rever a decisão.
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Allen Hatch, de 53 anos, contou ao site Cowboy State Daily que tentou retirar um pedido no drive-thru acompanhado de seus cavalos, Coal e Onyx, na semana passada. Segundo ele, a situação gerou desconforto entre funcionários e terminou com a sua expulsão do restaurante e um aviso de que não poderia retornar.
De acordo com Hatch, um gerente demonstrou preocupação com possíveis problemas caso os animais sujassem o local, o que teria motivado a decisão de barrá-lo. O fazendeiro relatou ao veículo que pretendia apenas comprar um cheeseburger com batatas fritas.
Repercussão e recuo
Após a história circular na imprensa e nas redes, a empresa responsável por operar unidades da rede na região, a Yellowstone McDonald’s — que administra 16 restaurantes em Wyoming e Montana — entrou em contato com Hatch. Ele afirma ter recebido um pedido de desculpas privado e a informação de que a proibição havia sido revogada.
Segundo o fazendeiro, a companhia também ofereceu uma refeição gratuita para sua família e informou que funcionários estão passando por novo treinamento. A orientação, afirmou, é permitir qualquer meio de transporte legal no drive-thru.
Hatch disse ainda que o caso gerou apoio da comunidade local e que outros negócios da região também se manifestaram em solidariedade.
Treinamento dos cavalos
Ao Cowboy State Daily, o fazendeiro explicou que a visita ao restaurante aconteceu durante um treino com os animais, de 12 e 13 anos. Coal e Onyx foram comprados no ano passado em uma fazenda próxima a Chattanooga, no Tennessee.
Hatch pretende usá-los para puxar uma van adaptada para transportar até 18 passageiros, veículo autorizado a circular em vias públicas e equipado com sinalização de “veículo lento”. Segundo ele, a parada no restaurante era secundária.
— A ideia era garantir que eles se comportassem bem no trânsito — afirmou.
Apesar do pedido de desculpas, Hatch disse que não pretende voltar ao restaurante tão cedo. “Depois dessa experiência, não vou abençoá-los novamente com a minha presença”, declarou.
Funcionários da unidade em Powell afirmaram ao Daily Mail que ouviram falar do episódio e que o local recebeu muitas ligações ao longo do dia. Um gerente que não quis se identificar resumiu a situação com simplicidade: “Moramos no Wyoming”.
Os trabalhos preparatórios para a construção de um complexo de apartamentos na cidade de Ghent, na Bélgica, acabaram revelando um achado histórico inesperado: restos de um castelo espanhol do século XVI e uma série de objetos considerados um “tesouro arqueológico”. As estruturas estariam ligadas à presença do Exército Espanhol na região.
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O castelo teria sido encomendado pelo imperador Carlos V como forma de reafirmar o domínio sobre os habitantes da cidade, que se revoltaram contra impostos. Ao longo dos séculos, grande parte da construção caiu em ruínas e acabou coberta por um bairro erguido no século XIX. Ainda assim, partes da fortificação permaneceram preservadas no subsolo, segundo reportagem da emissora belga VRT NWS.
Escavações revelam objetos e pistas do passado
De acordo com o arqueólogo Robby Vervoort, o local já indicava potencial arqueológico antes mesmo das escavações mais profundas. Testes realizados em edifícios demolidos revelaram blocos de pedra do antigo castelo e vestígios ainda mais antigos.
Um dos pontos que mais despertam interesse da equipe é a antiga fossa séptica do local. Segundo Vervoort, esse tipo de estrutura costuma preservar objetos de forma excepcional, já que, na época, diversos materiais eram descartados ali. A análise detalhada das camadas pode ajudar os pesquisadores a recuperar itens e entender melhor o cotidiano do período.
Os arqueólogos também esperam encontrar pistas sobre a presença de soldados espanhóis no castelo. Restos de animais, sementes e pólen de plantas, caso sejam localizados, podem indicar hábitos alimentares e outros aspectos da vida no local.
Cemitério medieval e vestígios ainda mais antigos
Além da fortificação, a equipe identificou um cemitério ligado à antiga Abadia de São Bavão, sobre a qual o castelo foi construído. Embora a igreja tenha restado apenas em vestígios, a área de sepultamentos permanece preservada. Segundo o site Popular Mechanics, já foram encontrados dezenas de esqueletos datados entre os séculos XIII e XX.
Outros materiais sugerem que o espaço foi ocupado em diferentes períodos históricos. Entre os itens descobertos estão tigelas de vidro, fragmentos de garrafas de vinho, cerâmica, materiais de construção da época romana e ferramentas de sílex, que podem indicar presença humana ainda mais antiga.
Apesar da importância dos achados, o projeto imobiliário seguirá adiante. Para preservar o patrimônio histórico, parte dos novos edifícios será construída sem porões, evitando interferências nas camadas arqueológicas do terreno.
Uma cripta subterrânea com uma caveira esculpida foi descoberta durante obras de revitalização na praça St Mary Breadman, no centro de Canterbury, sudeste da Inglaterra. O achado ocorreu enquanto operários removiam paralelepípedos da área, que passa por um período de reformas.
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A descoberta levou à câmara municipal a recorrer a uma organização arqueológica. O elemento que mais chamou a atenção dos arqueólogos foi a imagem de um crânio envolto por louros esculpidos na pedra.
Câmara revestida de tijolos
Canterbury Archaeological Trust
De acordo com o Canterbury Archaeological Trust, a câmara funerária descoberta sob a praça é revestida de tijolos e tem cerca de 2,5 metros de comprimento, o que sugere ter sido construída para alguém de destaque na comunidade.
Câmara funerária tem 2,5 metros de comprimento
Canterbury Archaeological Trust
Uma das hipóteses levantadas é que o espaço possa abrigar os restos mortais do reverendo John Duncombe, vigário e poeta do século XVIII ligado à antiga igreja que funcionava no local. A identificação, porém, ainda não foi confirmada.
Lápide com caveira esculpida
Canterbury Archaeological Trust
A praça abriga um memorial de guerra e passa por uma reforma estimada em cerca de 200 mil libras (equivalente a mais de um milhão de reais). O projeto inclui o plantio de árvores, instalação de bancos e intervenções artísticas. A organização arqueológica afirma que garantirá aos memoriais “o respeito que merecem”.
Rodeada por dezenas de cartazes de campanha, a vendedora Elizabeth López confessa sua perplexidade com as promessas dos 36 candidatos à presidência do Peru para as eleições de 12 de abril. A profunda crise política do país, que já teve oito presidentes em 10 anos — o último nomeado há apenas duas semanas —, levou grande parte do eleitorado a encarar estas eleições, que contam com um número recorde de candidatos, com decepção.
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Entre os candidatos, encontram-se um foragido da justiça por alegada corrupção, um humorista de televisão, um ex-jogador da seleção nacional de futebol e ex-militares. Mais de vinte outros nomes aparecem na categoria “outros” das pesquisas.
“Não tenho fé em nenhum deles”, porque quem quer que ganhe “não fará nada por nós”, diz uma decepcionada Elizabeth, uma mãe de 43 anos, em frente a uma estação de metrô em Lima, onde vende bebidas geladas em pleno verão.
Assim como ela, de acordo com uma pesquisa recente da consultoria Ipsos, 28% dos peruanos já decidiram não votar em nenhum dos candidatos que aparecerão em uma cédula inédita de 65 centímetros de comprimento.
“Há candidatos demais. Já conhecemos alguns e sabemos que são um desastre”, diz a médica Solange León, de 29 anos, em uma praça movimentada no centro da capital, que tem 10 milhões de habitantes. Para o eleitorado, é muito difícil encontrar um candidato que os convença. “Os mais conhecidos enfrentam muita rejeição”, e os demais “são desconhecidos”, explicou o sociólogo David Sulmont à AFP.
Os favoritos atuais para avançar para o segundo turno são o ex-prefeito de Lima, Rafael López Aliaga, que lidera com 10%, e Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, com 9%, de acordo com a mesma empresa de pesquisas. Entre os dois, eles não chegam nem a um quinto das preferências.
“Não tenho esperança”
O atual presidente interino, o esquerdista José María Balcázar, que substituiu o deposto José Jerí em meados de fevereiro, não pode ser candidato. A fragmentação do cenário político significa que existem “muitas dificuldades” em “representar os interesses sociais” e que há uma desconexão “entre as demandas da cidadania e o sistema político”, de acordo com Sulmont. Além disso, ele afirma que a fragmentação “quebrou o equilíbrio de poder entre o Parlamento e o Executivo”.
No Peru, com um Parlamento muito dividido e sem um grande bloco partidário, os presidentes são constantemente ameaçados pela possibilidade de impeachment. Desde 2016, o Congresso destituiu quatro. Dois renunciaram antes de enfrentar o mesmo destino, e apenas um completou seu mandato interino.
Walter Chávez, um advogado de 59 anos, está dividido entre quatro opções de voto. Mesmo assim, permanece cético. “Não tenho esperança” de que estas eleições tragam alguma mudança, afirma. “Os atores políticos fizeram um trabalho perfeito ao destruir a confiança do público” na democracia peruana, afirma Guillermo Loli, diretor de estudos de opinião da Ipsos.
“Estamos à procura de um candidato”
Acostumados a um congresso unicameral, os peruanos elegerão representantes nacionais e regionais, bem como senadores, pela primeira vez desde 1990. Uma cédula com cinco colunas só aumentará sua perplexidade. De acordo com uma reportagem da rádio RPP, pelo menos 252 candidatos a todos os cargos em disputa têm antecedentes criminais.
“Vai ser muito complicado para os cidadãos”, alerta Sulmont.
As ruas cobertas de cartazes, as estrondosas caravanas de campanha e os meios de comunicação repletos de jingles semeiam ainda mais incerteza.
“Estamos procurando um candidato que se pareça com o que queremos”, mas ainda não encontramos nenhum, diz Antony Cotrina, um administrador de 36 anos.
A desconfiança surge após anos de instabilidade, falta de resultados por parte das autoridades, corrupção e uma percepção geral de ineficiência. O único consolo para os eleitores é que, apesar da crise política, o Peru continua sendo uma das economias mais estáveis ​​da América Latina. Em 2025, registrou a menor taxa de inflação da região (1,5%).
“Escândalos de corrupção […] mantêm as pessoas focadas em suas vidas cotidianas, na luta constante. Elas não têm tempo a perder com política”, diz Loli.
Eduardo Goytisolo, um comerciante de 48 anos, concorda. Ele diz que não pretende ler as 36 propostas presidenciais.
“Os peruanos são assim. Trabalham e não precisam do Estado”, observa ele.
Um grupo de astrônomos identificou uma galáxia extremamente tênue que pode ser composta em 99,9% por matéria escura, uma das substâncias mais difíceis de estudar no universo. A descoberta, feita com dados do Telescópio Espacial Hubble e de outros observatórios, abre uma nova frente para investigar como se distribui esse componente invisível que domina a estrutura cósmica.
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A galáxia foi identificada como Candidata a Galáxia Escura-2 (CDG-2) e, segundo os pesquisadores, pode se tornar um dos objetos com maior proporção conhecida de matéria escura caso futuras observações confirmem os resultados, informou a CNN.
O estudo foi liderado por Dayi Li, pesquisador de pós-doutorado em estatística e astrofísica da Universidade de Toronto, e publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.
A matéria escura é considerada o componente dominante do universo. Cientistas estimam que ela seja cinco vezes mais abundante que a matéria visível — aquela que compõe estrelas, planetas e galáxias —, mas até agora não pôde ser observada diretamente. Sua presença é inferida a partir dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria comum.
A CDG-2, situada a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra, no Aglomerado de Perseu, parece se aproximar do limite do que os astrônomos consideram uma galáxia escura.
O que são galáxias de baixo brilho superficial
Na maioria das galáxias, incluindo a Via Láctea, a matéria escura constitui parte significativa de sua massa. No entanto, existem objetos extremamente fracos nos quais a quantidade de matéria visível é mínima. Esses sistemas são conhecidos como galáxias de baixo brilho superficial, caracterizadas por terem poucas estrelas e emitirem muito pouca luz.
No caso da CDG-2, a equipe a descreve como uma galáxia “quase escura”, ressaltando que sua descoberta demonstra que podem existir sistemas muito mais fracos do que se imaginava.
Como a galáxia CDG-2 foi detectada
Para identificar a galáxia, a equipe analisou dados do Telescópio Espacial Hubble, do observatório espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia, e do telescópio Subaru, localizado no Havaí. Em vez de buscar diretamente o brilho da galáxia, os pesquisadores identificaram aglomerados globulares — agrupamentos compactos de estrelas muito antigas. Esses aglomerados podem ser observados mesmo quando a galáxia ao redor é quase invisível.
Os cientistas detectaram quatro dessas estruturas no Aglomerado de Perseu e, posteriormente, observaram um halo tênue ao seu redor, indicando a possível presença de uma galáxia.
Uma galáxia que perdeu o material para formar estrelas
Segundo a equipe de pesquisa, a escassez de estrelas na CDG-2 sugere que a maior parte de sua massa é composta por matéria escura.
Uma das explicações propostas é que, após a formação inicial dos aglomerados globulares, galáxias maiores nas proximidades teriam removido o gás hidrogênio necessário para a formação de novas estrelas.
Adiado para data indeterminada, o funeral de Ali Khamenei, que governou o Irã durante quase quatro décadas, teria início na noite desta quarta-feira (tarde, no horário de Brasília). O rito fúnebre foi suspenso devido à previsão de “uma participação sem precedentes”, segundo informações da TV estatal. Khamenei foi morto no sábado, aos 86 anos, horas após os primeiros ataques das forças dos EUA e de Israel no território iraniano.
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“A cerimônia de despedida do imã mártir foi adiada (…) diante da previsão de uma participação sem precedentes”, afirmou a televisão estatal. A nova data será “comunicada posteriormente”, acrescentou.
Como será o funeral?
A sequência de cerimônias fúnebres voltadas ao líder iraniano devem se estender por três dias, e começariam com uma homenagem nesta quarta-feira.
O corpo de Khamenei deve ser velado na Grande Mesquita Imã Khomeini. O enterro, porém, acontece na cidade sagrada de Mashhad, no nordeste do país, onde ele nasceu.
Manifestante em Teerã segura imagem do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques de Israel e EUA neste sábado
ATTA KENARE / AFP
A morte do líder supremo desencadeou cenas opostas de luto e celebração no país e uma onda de protestos em diferentes partes do Oriente Médio, do sul da Ásia e da Europa.
Segundo relatos de veículos como o The Guardian, o The New York Times e a CNN, milhares de pessoas ocuparam as ruas de Teerã e de outras cidades iranianas após a confirmação de que Khamenei foi morto durante uma série de ataques coordenados atribuídos aos Estados Unidos e a Israel.
Reações diversas
No centro de Teerã, multidões vestidas de preto e carregando fotos do ex-líder entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”. Ao mesmo tempo, em outros bairros da capital e em cidades como Shiraz e Isfahan, grupos celebravam nas ruas, dançando, soltando fogos de artifício e gritando “liberdade, liberdade”.
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei
ATTA KENARE / AFP
Vídeos mostraram homens e mulheres dançando e gritando “Woohoo, hurrah”, enquanto motoristas buzinavam e música persa ecoava pelas ruas.
Iranianos comemoram em Karaj após relatos da morte de Khamenei.
Sara, 53 anos, moradora de Teerã, relatou ao The New York Times que, ao ouvir a notícia, “gritou e pulou para cima e para baixo”. Segundo ela, “corremos para fora e gritamos com todas as nossas forças e rimos e dançamos com nossos vizinhos”. Ela afirmou que, um mês antes, havia participado de protestos contra o governo e que forças de segurança a agrediram com cassetetes e gás lacrimogêneo.
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Em um vídeo publicado pela BBC, um homem gritou do alto de um telhado: “Khamenei foi para o inferno”. Já em Abdanan, cidade curda no oeste do país, jovens circularam de carro fazendo sinais de vitória. “Hoje à noite, 28 de fevereiro, parabéns pela nossa liberdade”, diz a narração de um dos vídeos verificados pelo Times. Em outro registro, um homem exclama: “Estou sonhando? Ah! Olá para o novo mundo. Ah!”.
Apesar das celebrações, apoiadores de Khamenei, que o consideravam uma figura religiosa reverenciada, expressaram tristeza nas redes sociais, mas estiveram pouco presentes nas ruas. O aiatolá, que tinha a palavra final nas decisões de governo, havia ordenado pessoalmente, segundo o jornal, o uso de força letal contra manifestantes em janeiro, em uma repressão que, de acordo com grupos de direitos humanos, matou ao menos 7 mil pessoas.
As comunicações por telefone fixo e celular foram interrompidas em várias regiões do Irã, dificultando a avaliação precisa do sentimento popular em um país com mais de 90 milhões de habitantes. Relatos iniciais indicam que mais de 100 pessoas teriam morrido na primeira onda de ataques.
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A morte do líder também provocou repercussões internacionais. No Iraque, o governo anunciou três dias de luto oficial. O porta-voz Bassem al-Awadi declarou, em nota, que “com profunda tristeza, estendemos nossas condolências ao nobre povo do Irã e a todo o mundo muçulmano” após Khamenei ser morto em “um ato flagrante de agressão”.
Em Bagdá, manifestantes tentaram invadir a fortificada Zona Verde, onde fica a embaixada dos Estados Unidos. Já em Karachi, no Paquistão, centenas de jovens tentaram invadir o consulado americano. Segundo a rede Al-Jazeera, ao menos nove pessoas morreram em confronto com agentes de segurança e outras 20 ficaram feridas. Vídeos mostram manifestantes quebrando janelas do edifício enquanto a bandeira americana tremulava sobre o complexo.
Muçulmanos xiitas se reúnem durante um protesto anti-EUA e anti-Israel em Skardu, na região de Gilgit-Baltistão, no Paquistão
AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Protestos também foram registrados na Caxemira administrada pela Índia. Em Londres, milhares de pessoas — muitas da diáspora iraniana — se reuniram no norte da cidade para celebrar a morte de Khamenei. Manifestantes exibiam a bandeira do “leão e do sol”, símbolo do período monárquico anterior à Revolução Islâmica, além de bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.
Quase quatro décadas após assumir o poder, a morte de Khamenei representa uma mudança histórica para o regime teocrático iraniano. Ainda não está claro qual será o próximo passo político no país — se haverá transição para um novo sistema de governo ou se o poder será transferido a sucessores previamente indicados pelo líder supremo. Enquanto isso, o Irã e a região enfrentam um cenário de incerteza e tensão crescente.

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