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No último fim de semana, moradores de Koblenz, na Alemanha, talvez tenham se feito uma pergunta incomum: minha casa é segura contra danos causados por meteoritos?
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Por volta das 18h55 de domingo, uma bola de fogo extremamente brilhante atravessou o céu ao entardecer no noroeste da Europa. Milhares de pessoas na Bélgica, França, Luxemburgo, Países Baixos e Alemanha conseguiram observar o objeto incandescente se movendo rapidamente em direção ao nordeste.
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O fenômeno foi registrado em vários locais pela rede AllSky7, um sistema de câmeras de observação do céu criado em 2018, operado por cidadãos e voltado para detectar meteoros em queda. Isso permitiu que astrônomos calculassem rapidamente a trajetória do objeto e estimassem onde seus fragmentos poderiam ter caído.
A tarefa ficou ainda mais fácil quando veículos de imprensa informaram que vários prédios no estado alemão da Renânia-Palatinado haviam sido danificados por destroços misteriosos vindos do céu. O telhado de uma casa em Koblenz foi perfurado por pelo menos um meteorito maior, que caiu em um quarto — felizmente vazio.
Nenhuma morte ou ferimento foi registrado. Tirando alguns reparos inesperados na casa, o evento foi “realmente fantástico”, disse Juan Luis Cano, engenheiro aeroespacial da European Space Agency.
Normalmente, encontrar meteoritos — que contêm pistas sobre o passado caótico do sistema solar — leva dias ou semanas, com pesquisadores vasculhando lentamente grandes áreas de campos, florestas ou desertos.
— Como alguns deles caíram no telhado de uma casa, foram muito mais fáceis de localizar — disse Cano.
Fragmentação no céu
A bola de fogo foi detectada pela primeira vez a cerca de 85 quilômetros de altitude. Enquanto atravessava o céu, foram vistos vários flashes rápidos, semelhantes a estroboscópios. Cada flash correspondeu a uma fragmentação do meteoroide.
— Em cada uma dessas explosões há facilmente de 10 a 100 meteoritos — explicou Mike Hankey, astrônomo amador da American Meteor Society e criador da rede AllSky7.
O fenômeno durou cerca de seis segundos.
Como ocorreu em meio a um período de tensões e conflitos no Oriente Médio, algumas pessoas nas redes sociais chegaram a especular que o objeto poderia ser um míssil iraniano. Especialistas rapidamente descartaram a hipótese, já que foguetes iranianos não têm alcance para atingir a Alemanha.
Um visitante relativamente comum
Astrônomos ainda analisam os dados, mas, com base no brilho e na duração da bola de fogo, estimam que o objeto tivesse entre 1 e 3 metros de comprimento.
Rochas espaciais desse tamanho atingem a Terra a cada poucas semanas, segundo Cano.
A maioria delas cai nos oceanos ou em regiões pouco povoadas do planeta. Mas às vezes produzem espetáculos visíveis para milhões de pessoas — como um fragmento de cometa que explodiu sobre Espanha e Portugal em maio de 2024.
Curiosamente, outra bola de fogo também foi observada no domingo nos céus do nordeste dos Estados Unidos e do Canadá.
Meteoritos que atingem casas
Meteoritos normalmente são difíceis de encontrar, mas cálculos de trajetória feitos com redes de câmeras como a AllSky7 ajudam muito. Foi assim também em janeiro de 2024, quando um asteroide raro espalhou meteoritos perto de Berlim.
Asteroides entram na atmosfera com velocidades de cerca de 61 mil km/h. Quando fragmentos menores se desprendem, desaceleram rapidamente e acabam atingindo o solo a cerca de 720 km/h — ainda rápido o suficiente para causar danos.
Casos semelhantes já ocorreram.
Em 2019, um meteorito atravessou o telhado de metal de uma casinha de cachorro (o pastor alemão Roky saiu ileso). Em 2021, outro deixou uma cratera em uma garagem na Inglaterra. Em junho do ano passado, uma rocha espacial do tamanho de um tomate-cereja atravessou o telhado de uma casa em Atlanta.
A casa perfurada em Koblenz é o exemplo mais recente desses “vândalos rochosos vindos do espaço”.
Embora alguns fragmentos já tenham sido encontrados, a busca continua: caçadores de meteoritos do mundo inteiro estão correndo para a região.
Segundo Hankey, muitos já comentam nas redes sociais mostrando passagens compradas para a Alemanha, na esperança de encontrar um desses raros pedaços do espaço.
Uma startup pretende iluminar a noite com 50 mil grandes espelhos em órbita da Terra, refletindo luz solar para o lado noturno do planeta. A ideia é alimentar fazendas solares após o pôr do sol, fornecer iluminação para equipes de resgate e iluminar ruas de cidades, entre outros usos. Cientistas, no entanto, têm muitas dúvidas sobre o projeto.
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A proposta parece saída de um filme de ficção científica, mas a empresa Reflect Orbital, de Hawthorne, na Califórnia, pode em breve receber autorização para lançar seu primeiro satélite protótipo, equipado com um espelho de cerca de 18 metros de largura. A companhia solicitou licença à Federal Communications Commission (FCC), responsável por autorizar a operação de satélites.
Se a FCC aprovar o pedido, o satélite de teste poderá entrar em órbita já neste verão. O período de consulta pública sobre a solicitação termina na segunda-feira.
“Estamos tentando construir algo que possa substituir combustíveis fósseis e realmente abastecer tudo”, afirmou o CEO da empresa, Ben Nowack. A startup já arrecadou mais de US$ 28 milhões de investidores.
Uma ideia antiga e controversa
Essa não é a primeira vez que alguém propõe algo parecido.
Em 1977, o engenheiro de foguetes Krafft A. Ehricke sugeriu o uso de espelhos espaciais para evitar geadas em plantações e iluminar áreas atingidas por desastres. Em 1993, um satélite russo com um espelho de cerca de 24 metros refletiu brevemente um feixe de luz solar sobre a Terra em um experimento para prolongar o dia na Sibéria ártica.
Céu com estrelas
Emily Elconin/The New York Times
Mesmo assim, a proposta continua sendo controversa.
“Não temos ainda um processo regulatório específico para esse tipo de atividade espacial inédita”, afirmou Roohi Dalal, astrônoma e diretora de políticas públicas da American Astronomical Society.
Preocupações ambientais e científicas
Críticos alertam que os espelhos poderiam distrair pilotos de avião, prejudicar observações astronômicas e interferir nos ritmos circadianos — os ciclos naturais de luz e escuridão que regulam o sono e o comportamento de seres vivos.
Segundo Martha Hotz Vitaterna, pesquisadora de neurobiologia da Northwestern University, a iluminação artificial extra poderia confundir animais.
Insetos em hibernação e aves migratórias poderiam se desorientar. Plantas também poderiam florescer em momentos inadequados, quando polinizadores não estão ativos.
“As implicações para a vida selvagem — para toda a vida — são enormes”, disse a cientista.
Apesar dessas preocupações, a FCC normalmente não analisa impactos ambientais de atividades no espaço. O foco da agência é verificar se as comunicações por rádio não causarão interferências e se os satélites serão descartados com segurança ao fim de sua vida útil.
Como funcionaria o sistema?
O primeiro protótipo da Reflect Orbital, aproximadamente do tamanho de uma pequena geladeira, está quase pronto.
Em órbita a cerca de 640 quilômetros de altitude, o satélite abriria um espelho quadrado de quase 18 metros de largura, refletindo luz solar para uma área circular de aproximadamente 5 quilômetros de diâmetro na superfície terrestre.
Para quem observasse do chão, o satélite apareceria como um ponto no céu com brilho semelhante ao da Lua cheia.
A empresa planeja lançar mais protótipos em seguida. Até o fim de 2028, pretende ter 1.000 satélites em órbita e, até 2030, cerca de 5.000. Os maiores espelhos poderiam chegar a 55 metros de largura, refletindo luz equivalente a 100 luas cheias.
O objetivo final é implantar uma constelação completa de 50 mil satélites até 2035.
Quanto custaria ‘comprar’ luz solar à noite?
Segundo Nowack, a empresa cobraria cerca de US$ 5 mil por hora pelo uso da luz refletida de um único espelho, para clientes com contratos anuais de pelo menos mil horas.
Eventos pontuais ou emergências — que exigiriam vários satélites — seriam mais caros. Para fazendas solares, a empresa planeja dividir a receita da eletricidade gerada com as horas extras de iluminação.
Astrônomos também questionam se a ideia funcionaria na prática.
A crescente quantidade de satélites já prejudica observações do céu. A constelação de quase 10 mil satélites SpaceX Starlink, por exemplo, frequentemente aparece como rastros brilhantes em imagens de telescópios.
O astrônomo Michael Brown, da Monash University, calculou que a luz refletida por um único satélite seria distribuída por cerca de 46 km², o que significa que a quantidade de luz recebida por um painel solar seria 140 mil vezes menor que a do sol ao meio-dia.
Mesmo com os maiores espelhos, seriam necessários mais de 3.000 satélites para produzir apenas 20% da luminosidade do sol do meio-dia em um único local, afirmou.
Segundo ele, mesmo com 87 mil satélites, seria possível fornecer no máximo 20% da luz solar do meio-dia para apenas 27 locais ao mesmo tempo.
“Quando você começa a fazer as contas, percebe que existem muitos problemas sérios”, disse Brown.
Outro astrônomo, Gaspar Bakos, da Princeton University, também questiona a afirmação da empresa de que a luz refletida seria visível apenas na área alvo. Partículas na atmosfera espalham a luz, o que poderia iluminar o céu noturno a quilômetros de distância.
Nowack afirma que simulações feitas pela empresa indicam que o efeito seria menor do que os críticos sugerem.
“O satélite de teste vai mostrar exatamente o que acontece com medições reais”, disse. “Isso vai ajudar muito. Não dá para falsificar esse tipo de resultado.”
Uma menina de 12 anos morreu após se envolver em uma briga com outra estudante momentos depois de descer de um ônibus escolar em Villa Rica, nos arredores de Atlanta, no estado da Geórgia (EUA), na quinta-feira (5). A jovem, identificada como Jada West, sofreu uma lesão cerebral e morreu horas após o confronto, segundo informações divulgadas pela emissora Fox 5.
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Imagens que circulam nas redes sociais mostram as duas adolescentes discutindo de forma acalorada após deixarem o ônibus escolar por volta das 17h. No vídeo, testemunhas comentam a situação enquanto as estudantes trocam provocações. Em determinado momento, a discussão evolui para agressões físicas.
De acordo com a polícia local, ambas eram alunas da Mason Creek Middle School. Durante a briga, as duas trocaram socos até caírem no chão. West teria caído de costas, e um forte impacto é ouvido nas imagens. Mesmo após a queda, ela conseguiu se levantar e deixar o local andando.
Investigação em andamento
Horas depois, enquanto voltava para casa, a menina sofreu uma parada cardíaca e foi levada às pressas ao hospital. Autoridades informaram que o Departamento de Polícia de Villa Rica abriu investigação e trabalha em conjunto com o Ministério Público do Condado de Douglas.
Segundo familiares, as duas adolescentes não se conheciam anteriormente. A tia da vítima, De’Quala McClendon, afirmou em uma publicação nas redes sociais que a discussão teria começado ainda na escola e continuado dentro do ônibus escolar antes de culminar na briga na rua. Ela também disse que um adulto presenciou o confronto.
O Sistema Escolar do Condado de Douglas lamentou a morte da estudante em comunicado. A instituição destacou que o incidente não ocorreu dentro das instalações escolares nem durante o horário de aula, e que o caso está sob responsabilidade das autoridades policiais.
O distrito informou ainda que uma equipe de psicólogos e conselheiros estará disponível na Mason Creek Middle School para prestar apoio a alunos e funcionários diante do impacto da perda. Nas redes sociais, amigos e familiares de Jada West publicaram mensagens de despedida e pedidos por justiça.
Mais de 160 anos após afundar no Atlântico, o lendário USS Monitor voltou a ganhar destaque com a divulgação nesta segunda-feira de novas imagens tridimensionais de alta resolução que revelam, em detalhes inéditos, o estado atual do naufrágio. O navio foi um dos mais importantes da Guerra Civil Americana e revolucionou a engenharia naval no século XIX.
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De acordo com o periódico americano CBS News, as imagens foram produzidas com tecnologia de sonar avançado e veículos subaquáticos autônomos durante uma missão coordenada pela NOAA, em parceria com a empresa de defesa Northrop Grumman. O material integra uma linha do tempo digital interativa que mostra a evolução do navio desde sua construção até a situação atual dos destroços no fundo do oceano.
O Monitor repousa a cerca de 73 metros de profundidade, próximo à região de Outer Banks, na costa da Carolina do Norte. Lançado ao mar em janeiro de 1862, em Greenpoint, em Nova York, o Monitor foi o primeiro protótipo de navio de guerra blindado da Marinha dos Estados Unidos.
Seu principal objetivo era enfrentar o CSS Virginia, embarcação da Confederação. O confronto entre os dois navios ocorreu em março de 1862, durante a histórica Batalha de Hampton Roads, considerada a primeira grande batalha entre navios blindados da história.
Novas imagens em 3D revelam estado de naufrágio icônico da Guerra Civil Americana após 160 anos no fundo do mar
Reprodução/Facebook
Esse duelo marcou um ponto de virada na guerra naval e influenciou profundamente o desenvolvimento de embarcações militares nas décadas seguintes.
Hoje, os destroços do Monitor formam um recife artificial repleto de vida marinha, com peixes e outras espécies ocupando a estrutura metálica do antigo navio. Segundo Tane Casserley, arqueólogo marítimo do Monitor National Marine Sanctuary, as novas digitalizações mostram que a embarcação permanece surpreendentemente bem preservada.
Novas imagens em 3D revelam estado de naufrágio icônico da Guerra Civil Americana após 160 anos no fundo do mar
Reprodução/Facebook
— É um local difícil de visitar. É muito profundo e há um limite para o que podemos fazer como mergulhadores. Mas agora temos essas imagens detalhadas — afirmou o especialista à emissora WAVY-TV.
As varreduras revelam detalhes estruturais do casco e da torre do navio, ajudando pesquisadores a entender melhor a engenharia da embarcação. O Monitor afundou na véspera de Ano Novo de 1862, durante uma forte tempestade nas proximidades do Cabo Hatteras. Dos tripulantes a bordo, 47 foram resgatados, mas 16 marinheiros morreram.
O local do naufrágio permaneceu perdido por mais de um século, até ser redescoberto por pesquisadores em 1973.
Posteriormente, a NOAA designou a área como o primeiro santuário marinho nacional dos Estados Unidos, iniciativa que abriu caminho para a proteção de importantes patrimônios marítimos do país.
Uma festa realizada em uma casa de eventos no bairro de Pudahuel, em Santiago, terminou em violência na madrugada deste domingo (8), quando homens armados abriram fogo dentro do local e deixaram três pessoas mortas. O ataque ocorreu por volta das 3h no antigo espaço Espacio Broadway.
Segundo autoridades chilenas, os autores seriam dois ou três indivíduos que efetuaram mais de 70 disparos durante o evento, que reunia cerca de duas mil pessoas. As vítimas fatais são dois cidadãos chilenos e um equatoriano em situação migratória irregular, todos com idades entre 20 e 21 anos. Uma quarta pessoa, uma mulher que sofreu ferimentos na cabeça, foi socorrida e está fora de perigo.
De acordo com o procurador da equipe de crimes organizados e homicídios (ECOH), Cristián Soto Rivera, o primeiro alerta foi recebido por volta das 3h30. Ele afirmou que os tiros foram disparados no interior da casa de eventos, provocando pânico entre os frequentadores. O cidadão equatoriano morreu ainda no local, enquanto um dos chilenos também faleceu na casa de festas e o outro morreu após ser levado a um hospital.
Falhas de segurança são investigadas
A investigação também apontou possíveis falhas na segurança do evento. Segundo o prefeito da Unidade de Crimes contra a Pessoa da Polícia de Investigações (PDI), Jorge Abatte, apesar da grande quantidade de evidências balísticas recolhidas, o espaço não possuía câmeras de vigilância. Além disso, não houve uma verificação completa de armas entre os participantes, medida que deveria ter sido adotada pela empresa responsável pela organização da festa.
Testemunhas relataram que os suspeitos fugiram logo após os disparos. Um funcionário do local afirmou à emissora chilena CHV Noticias que duas pessoas deixaram o espaço em uma van branca. Segundo ele, os responsáveis já seriam conhecidos na região por causarem problemas em ocasiões anteriores.
O delegado presidencial da Região Metropolitana, Gonzalo Durán, informou que o funeral de uma das vítimas — o cidadão equatoriano, que teria sido atingido por maior número de disparos — foi classificado como de alto risco pelas autoridades.
O caso está sendo investigado pela Polícia de Investigações do Chile (PDI). O Ministério Público determinou que o Laboratório de Criminalística realize a coleta de provas e a análise balística, além de ouvir testemunhas, na tentativa de identificar e localizar os responsáveis pelo ataque.
Dois jovens foram formalmente acusados de crimes relacionados a terrorismo após tentarem detonar explosivos durante um protesto em frente à residência oficial do prefeito de Nova York. Segundo a polícia, o ataque teria sido inspirado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) e poderia ter causado grande número de vítimas.
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Os suspeitos, Emir Balat, de 18 anos, e Ibrahim Kayumi, de 19, foram presos no sábado após tentarem lançar dispositivos explosivos improvisados próximos ao Gracie Mansion, residência oficial do prefeito Zohran Mamdani, no Upper East Side de Manhattan. Nenhum dos artefatos detonou como planejado.
De acordo com autoridades, os dois afirmaram à polícia que pretendiam realizar um ataque “ainda maior” que o atentado à Maratona de Boston, em 2013, que deixou três mortos e centenas de feridos.
Imagens registradas no local mostram um dos suspeitos sendo detido segundos depois de acender um dos dispositivos, que acabou não explodindo. A polícia informou que os explosivos eram compostos por garrafas de vidro preenchidas com material explosivo e cercadas por fragmentos metálicos, como porcas e parafusos, para aumentar o potencial de dano.
Vídeo:
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Durante entrevista coletiva, a comissária da Polícia de Nova York, Jessica Tisch, afirmou que os artefatos tinham capacidade para causar destruição significativa.
— Tivemos sorte de que os dispositivos usados neste fim de semana não tenham causado o tipo de dano que certamente poderiam provocar. Mas sorte nunca é estratégia. Dispositivos como esses têm potencial devastador — afirmou.
A investigação revelou que um dos explosivos era feito com triacetona triperóxido (TATP), substância altamente volátil usada em diversos atentados terroristas pelo mundo.
Além dos dois artefatos lançados no local do protesto, policiais localizaram um terceiro dispositivo dentro de um carro ligado aos suspeitos, estacionado no Upper East Side. Um robô antibombas foi usado para examinar o veículo.
Segundo documentos judiciais, Balat escreveu após a prisão um texto jurando lealdade ao Estado Islâmico e defendendo a morte de “infiéis”. Kayumi afirmou às autoridades que assistia regularmente a vídeos de propaganda do grupo extremista e que isso ajudou a motivar o ataque. A polícia também informou que os dois não possuíam antecedentes criminais.
Os suspeitos enfrentam acusações federais que incluem tentativa de fornecer apoio material ao Estado Islâmico e uso de arma de destruição em massa. Durante a primeira audiência judicial, realizada nesta segunda-feira, um juiz determinou que ambos permaneçam presos até a próxima sessão do caso, marcada para 8 de abril.
Em comunicado, o prefeito Zohran Mamdani afirmou que os acusados devem responder integralmente pelos seus atos.
— Continuaremos trabalhando para manter os nova-iorquinos seguros. Não toleraremos terrorismo ou violência em nossa cidade — declarou.
O episódio ocorreu durante um protesto anti-Islã realizado nas proximidades da residência do prefeito. A manifestação foi organizada pelo influenciador de extrema direita Jake Lang, que recebeu perdão após participar da invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021. No local, o grupo foi confrontado por mais de 100 contramanifestantes.
Investigadores americanos realizaram na segunda-feira uma operação de busca no rancho do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, no estado do Novo México, como parte de uma investigação sobre supostos abusos de mulheres e meninas, informaram autoridades.
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“Esta busca faz parte da investigação criminal anunciada em 19 de fevereiro pelo Departamento de Justiça do Novo México sobre supostas atividades ilegais no rancho de Epstein antes de sua morte em 2019”, afirmou o órgão em comunicado.
A operação ocorre após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o financista, nos quais o chamado “Rancho Zorro” é citado milhares de vezes.
A congressista do Novo México Melanie Stansbury afirmou que a busca “não deixará pedra sobre pedra”.
“As sobreviventes de Epstein esperaram tempo demais para que a justiça seja feita, e o Novo México está liderando a busca por verdade e responsabilização”, escreveu Stansbury na plataforma X.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes de abuso sexual de menores — algumas com apenas 14 anos — e morreu preso em Nova York antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual.
Após sua morte, uma mulher não identificada, que usou o pseudônimo Jane Doe 15, afirmou que Epstein a estuprou no rancho quando ela tinha 15 anos.
Outra mulher, Annie Farmer, afirmou que a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell — atualmente presa — apalpou seus seios no rancho quando ela ainda era adolescente.
O ‘celeiro suspeito’ e o incinerador
Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes perturbadores sobre a propriedade de 7.600 acres de Jeffrey Epstein no Novo México. Segundo os registros, o FBI recebeu alertas de que o financiador estaria utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes.
As revelações surgem em meio a alegações de que o rancho serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019 — poucos dias após a prisão de Epstein —, registra o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região por 15 anos. Ele relatou às autoridades a construção de um celeiro atípico para atividades rurais.
De acordo com o depoimento, a estrutura possuía uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port” (uma entrada controlada com portas múltiplas onde apenas uma abre por vez).
“O celeiro é suspeito, pois há uma porta de garagem que parece ser uma entrada de segurança e há uma chaminé. [Nome omitido] teme que a propriedade possa ter um incinerador escondido no local para destruir evidências”, diz o relatório.
O ex-policial também afirmou ter visto diversas figuras de “alto perfil” frequentando o rancho e mencionou rumores de que Epstein recrutava meninas para visitas ao local isolado.
Alegações de assassinatos
A atenção sobre o rancho intensificou-se após o surgimento de um e-mail enviado ao FBI por um suposto ex-funcionário da propriedade. Na mensagem, intitulada “Confidencial: Jeffrey Epstein”, o remetente afirma ter “visto tudo” enquanto trabalhava no local.
O e-mail alega que duas meninas estrangeiras foram enterradas nas colinas próximas ao rancho por ordens de Epstein e de Ghislaine Maxwell (referida como ‘Madam G’). Segundo o relato, as jovens teriam morrido por estrangulamento durante práticas sexuais violentas. O autor da mensagem chegou a pedir o pagamento de um Bitcoin em troca de vídeos que comprovariam os crimes.
Reabertura das investigações
Diante dos novos fatos, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações sobre o rancho. Embora o caso estadual tenha sido encerrado em 2019 a pedido de promotores federais, o gabinete de Torrez afirmou que as “revelações contidas nos arquivos do FBI justificam um exame mais aprofundado”.
Agentes especiais e promotores estaduais buscam agora acesso imediato aos arquivos federais sem rasuras para trabalhar em conjunto com uma nova “comissão da verdade” estabelecida por legisladores estaduais.
Epstein adquiriu o Rancho Zorro em 1993 de Bruce King, ex-governador do Novo México. A propriedade de luxo incluía uma mansão de 2.500 metros quadrados, pistas de pouso privativas, hangares e diversas residências para funcionários.
O local era utilizado como um refúgio isolado onde convidados VIP podiam circular com maior discrição do que em “Little St. James”, a ilha particular de Epstein no Caribe. Documentos judiciais já incluíram relatos de vítimas, como uma mulher identificada como Jane Doe, que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, aos 15 anos.
O mundo registrou o quinto mês de fevereiro mais quente já observado, enquanto a Europa Ocidental enfrentou chuvas extremas e inundações, informou na terça-feira o monitor climático da União Europeia Copernicus Climate Change Service.
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As temperaturas globais no mês passado ficaram 1,49 °C acima dos níveis pré-industriais, período anterior ao uso intensivo de combustíveis fósseis que provocou a mudança climática.
Foram registradas temperaturas mais altas que a média para fevereiro nos Estados Unidos, no nordeste do Canadá, no Oriente Médio, na Ásia Central e na Antártica Ocidental, segundo o serviço climático.
Também houve temperaturas acima da média na Europa Ocidental, no sul e no sudeste do continente, enquanto o clima foi mais frio no noroeste da Rússia, nos países bálticos, na Finlândia e em países escandinavos vizinhos.
Oceanos aquecidos e gelo reduzido
A temperatura da superfície do mar foi a segunda mais alta já registrada para um mês de fevereiro, indicou o monitor.
No Ártico, a extensão média do gelo marinho atingiu o terceiro nível mais baixo para o mês, cerca de 5% abaixo da média.
De acordo com a rede científica World Weather Attribution, a mudança climática causada pela atividade humana intensificou as chuvas torrenciais que mataram dezenas de pessoas e obrigaram milhares a deixar suas casas na Espanha, em Portugal e no Marrocos entre janeiro e fevereiro.
A poderosa irmã do líder da Coreia do Norte advertiu nesta terça-feira sobre “consequências terríveis” devido às manobras militares conjuntas realizadas atualmente por Coreia do Sul e Estados Unidos.
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Seul e Washington iniciaram na segunda-feira os exercícios militares “Escudo de Liberdade”, com cerca de 18 mil soldados sul-coreanos, que devem se estender até 19 de março. Não foi informado quantos militares americanos participam.
A Coreia do Norte afirma que esses exercícios anuais são ensaios para uma invasão.
Kim Yo Jong, muito próxima de seu irmão Kim Jong Un, declarou que os exercícios conjuntos “podem ter consequências terríveis e inimagináveis”, segundo a agência estatal de notícias Korean Central News Agency.
A irmã do líder foi recentemente nomeada chefe do departamento de assuntos gerais do partido governista norte-coreano, cargo que analistas consideram semelhante ao de secretária-geral.
Ela afirmou que as manobras ocorrem em “um momento crítico em que a estrutura da segurança global colapsa rapidamente e guerras eclodem em diferentes partes do mundo”.
Pyongyang também condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, afirmando que eles revelam o caráter “rufiã” de Washington.
Figura poderosa
Kim Yo-Jong, irmã mais nova e braço direito do líder norte-coreano Kim Jong-Un, é uma das figuras mais poderosas da Coreia do Norte após sua promoção mais recente, com um papel de destaque na diplomacia do país que tem capacidade de fabricar bombas nucleares. A imprensa estatal anunciou a nomeação de Kim Yo-Jong como diretora de departamento no Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, cargo equivalente a uma pasta ministerial, segundo analistas.
O congresso do Partido dos Trabalhadores, que começou em 19 de fevereiro, dá uma ideia do funcionamento político da Coreia do Norte. O evento é considerado uma tribuna que permite a Kim demonstrar seu controle à frente do país.
Durante o congresso, também foi atribuído um papel de destaque a uma filha do dirigente, Ju Ae. Os serviços de inteligência da Coreia do Sul afirmam que a adolescente é uma possível herdeira de Kim Jong-Un em um país que nunca foi governado por uma mulher. Sobre a irmã do líder norte-coreano, há poucas informações. Ela já fez declarações contundentes sobre política externa, contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
Ela chamou o governo do ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-Yeol de “cão fiel” dos Estados Unidos. Mas o tom de seu discurso foi suavizado com a chegada ao poder, no ano passado em Seul, de Lee Jae Myung, que busca melhorar as relações com o Norte. Nascida em 1988, segundo o governo sul-coreano, Kim Yo-Jong é filha da união entre o falecido líder Kim Jong Il e sua terceira companheira conhecida, a ex-bailarina Ko Yong Hui. O casal teve três filhos.
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Experiente
Assim como Kim Jong-Un, ela estudou na Suíça e ascendeu rapidamente na hierarquia do regime a partir do momento em que o irmão herdou o poder, após a morte do pai em dezembro de 2011. Ela mantém um vínculo especial com ele porque os dois são filhos de Ko Yong Hui.
“Kim Yo-Jong é uma das poucas pessoas em quem Kim Jong-Un pode confiar e em quem pode se apoiar”, avalia Ahn Chan Il, pesquisador nascido na Coreia do Norte.
Ela fez sua primeira aparição oficial na imprensa norte-coreana em 2009, ao acompanhar o pai em uma visita a uma Universidade de Agronomia. Depois, foi uma figura habitual no círculo de Kim Jong Il até sua morte. Nas fotos do funeral, apareceu em posição de destaque, logo atrás de Kim Jong-Un.
Durante a viagem de trem de 60 horas do irmão para participar da segunda reunião de cúpula com o presidente americano Donald Trump, em fevereiro de 2019, em Hanói, ela foi vista carregando um cinzeiro quando ele desceu para fumar em uma plataforma. Kim Yo-Jong “também ocupou funções oficiais durante as reuniões de cúpula entre Kim e Trump em Singapura e Hanói”, destaca Ahn Chan-il, o que a torna uma dirigente “experiente e calejada”.
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Pyongyang nunca divulgou oficialmente informações sobre sua situação matrimonial ou eventuais filhos. Raras imagens divulgadas no ano passado pela imprensa estatal a mostraram em uma exposição de arte ao lado de duas crianças pequenas.
Primeira da família a visitar o Sul
Kim Yo-Jong apareceu no cenário internacional em 2018, quando acompanhou os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang. Ela se tornou a primeira integrante da dinastia a viajar ao Sul. Suas expressões enigmáticas, suas roupas, o modo de escrever, tudo foi minuciosamente analisado.
O coordenador da delegação olímpica norte-coreana, que também era o chefe de Estado protocolar do país naquele momento, cedeu o assento de honra quando chegaram a Seul para manter breves conversas com funcionários de alto escalão sul-coreanos. Muitos viram nisso um sinal de seu status.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou na terça-feira, 10, que seu país continuará lutando enquanto for necessário, lançando dúvidas sobre a insistência do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o conflito terminaria “em breve”.
As declarações de um dos principais líderes iranianos, que também descartou negociações com Washington, ocorreram enquanto Teerã lançava uma nova onda de ataques contra nações do Golfo aliadas dos EUA, horas depois das garantias de Trump sobre um fim rápido para o conflito que se intensifica rapidamente.
Os comentários de Trump ajudaram a reverter as quedas do mercado de ações e os aumentos nos preços do petróleo do dia anterior, com os mercados de Tóquio e Seul abrindo em alta e os preços do petróleo caindo até 5%, um dia depois de o preço do petróleo bruto ter ultrapassado os US$ 100 por barril.
“Isso vai acabar em breve, e se recomeçar, eles serão atingidos ainda mais duramente”, disse Trump em uma coletiva de imprensa na Flórida na segunda-feira, depois de dizer a parlamentares que a campanha seria uma “excursão de curto prazo”.
“Já vencemos de muitas maneiras, mas não o suficiente”, disse Trump.
Ele ameaçou um ataque de proporções “incalculáveis” caso Teerã bloqueie o fornecimento de petróleo. “Vamos atacá-los com tanta força que será impossível para eles, ou para qualquer outro país que os ajude, recuperar aquela região do mundo, caso façam alguma coisa.”
No entanto, em entrevista à PBS News, Araghchi afirmou: “Os disparos continuam e estamos preparados. Estamos bem preparados para continuar atacando-os com nossos mísseis pelo tempo que for necessário
A Guarda Revolucionária do Irã também respondeu a Trump que seria ela quem “determinaria o fim da guerra”. Ao mesmo tempo, Araghchi descartou qualquer negociação com Washington, dizendo que Teerã teve “uma experiência muito amarga conversando com os americanos”.
Relembrando outros ataques dos EUA durante negociações anteriores, ele disse: “Não acho que conversar com os americanos esteja mais em nossa agenda.”

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