Investigadores americanos realizaram na segunda-feira uma operação de busca no rancho do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein, no estado do Novo México, como parte de uma investigação sobre supostos abusos de mulheres e meninas, informaram autoridades.
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“Esta busca faz parte da investigação criminal anunciada em 19 de fevereiro pelo Departamento de Justiça do Novo México sobre supostas atividades ilegais no rancho de Epstein antes de sua morte em 2019”, afirmou o órgão em comunicado.
A operação ocorre após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o financista, nos quais o chamado “Rancho Zorro” é citado milhares de vezes.
A congressista do Novo México Melanie Stansbury afirmou que a busca “não deixará pedra sobre pedra”.
“As sobreviventes de Epstein esperaram tempo demais para que a justiça seja feita, e o Novo México está liderando a busca por verdade e responsabilização”, escreveu Stansbury na plataforma X.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes de abuso sexual de menores — algumas com apenas 14 anos — e morreu preso em Nova York antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual.
Após sua morte, uma mulher não identificada, que usou o pseudônimo Jane Doe 15, afirmou que Epstein a estuprou no rancho quando ela tinha 15 anos.
Outra mulher, Annie Farmer, afirmou que a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell — atualmente presa — apalpou seus seios no rancho quando ela ainda era adolescente.
O ‘celeiro suspeito’ e o incinerador
Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes perturbadores sobre a propriedade de 7.600 acres de Jeffrey Epstein no Novo México. Segundo os registros, o FBI recebeu alertas de que o financiador estaria utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes.
As revelações surgem em meio a alegações de que o rancho serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019 — poucos dias após a prisão de Epstein —, registra o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região por 15 anos. Ele relatou às autoridades a construção de um celeiro atípico para atividades rurais.
De acordo com o depoimento, a estrutura possuía uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port” (uma entrada controlada com portas múltiplas onde apenas uma abre por vez).
“O celeiro é suspeito, pois há uma porta de garagem que parece ser uma entrada de segurança e há uma chaminé. [Nome omitido] teme que a propriedade possa ter um incinerador escondido no local para destruir evidências”, diz o relatório.
O ex-policial também afirmou ter visto diversas figuras de “alto perfil” frequentando o rancho e mencionou rumores de que Epstein recrutava meninas para visitas ao local isolado.
Alegações de assassinatos
A atenção sobre o rancho intensificou-se após o surgimento de um e-mail enviado ao FBI por um suposto ex-funcionário da propriedade. Na mensagem, intitulada “Confidencial: Jeffrey Epstein”, o remetente afirma ter “visto tudo” enquanto trabalhava no local.
O e-mail alega que duas meninas estrangeiras foram enterradas nas colinas próximas ao rancho por ordens de Epstein e de Ghislaine Maxwell (referida como ‘Madam G’). Segundo o relato, as jovens teriam morrido por estrangulamento durante práticas sexuais violentas. O autor da mensagem chegou a pedir o pagamento de um Bitcoin em troca de vídeos que comprovariam os crimes.
Reabertura das investigações
Diante dos novos fatos, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações sobre o rancho. Embora o caso estadual tenha sido encerrado em 2019 a pedido de promotores federais, o gabinete de Torrez afirmou que as “revelações contidas nos arquivos do FBI justificam um exame mais aprofundado”.
Agentes especiais e promotores estaduais buscam agora acesso imediato aos arquivos federais sem rasuras para trabalhar em conjunto com uma nova “comissão da verdade” estabelecida por legisladores estaduais.
Epstein adquiriu o Rancho Zorro em 1993 de Bruce King, ex-governador do Novo México. A propriedade de luxo incluía uma mansão de 2.500 metros quadrados, pistas de pouso privativas, hangares e diversas residências para funcionários.
O local era utilizado como um refúgio isolado onde convidados VIP podiam circular com maior discrição do que em “Little St. James”, a ilha particular de Epstein no Caribe. Documentos judiciais já incluíram relatos de vítimas, como uma mulher identificada como Jane Doe, que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, aos 15 anos.
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A operação ocorre após a divulgação de milhões de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o financista, nos quais o chamado “Rancho Zorro” é citado milhares de vezes.
A congressista do Novo México Melanie Stansbury afirmou que a busca “não deixará pedra sobre pedra”.
“As sobreviventes de Epstein esperaram tempo demais para que a justiça seja feita, e o Novo México está liderando a busca por verdade e responsabilização”, escreveu Stansbury na plataforma X.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes de abuso sexual de menores — algumas com apenas 14 anos — e morreu preso em Nova York antes de ser julgado por acusações de tráfico sexual.
Após sua morte, uma mulher não identificada, que usou o pseudônimo Jane Doe 15, afirmou que Epstein a estuprou no rancho quando ela tinha 15 anos.
Outra mulher, Annie Farmer, afirmou que a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell — atualmente presa — apalpou seus seios no rancho quando ela ainda era adolescente.
O ‘celeiro suspeito’ e o incinerador
Os novos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam detalhes perturbadores sobre a propriedade de 7.600 acres de Jeffrey Epstein no Novo México. Segundo os registros, o FBI recebeu alertas de que o financiador estaria utilizando um incinerador escondido em um celeiro recém-construído para destruir evidências de seus crimes.
As revelações surgem em meio a alegações de que o rancho serviu como cenário para abusos sexuais e tráfico de menores, com denúncias de que pelo menos duas jovens estrangeiras teriam sido estranguladas e enterradas na propriedade.
Um relatório do FBI, datado de 19 de julho de 2019 — poucos dias após a prisão de Epstein —, registra o depoimento de um policial aposentado que patrulhou a região por 15 anos. Ele relatou às autoridades a construção de um celeiro atípico para atividades rurais.
De acordo com o depoimento, a estrutura possuía uma chaminé e um sistema de segurança conhecido como “sally port” (uma entrada controlada com portas múltiplas onde apenas uma abre por vez).
“O celeiro é suspeito, pois há uma porta de garagem que parece ser uma entrada de segurança e há uma chaminé. [Nome omitido] teme que a propriedade possa ter um incinerador escondido no local para destruir evidências”, diz o relatório.
O ex-policial também afirmou ter visto diversas figuras de “alto perfil” frequentando o rancho e mencionou rumores de que Epstein recrutava meninas para visitas ao local isolado.
Alegações de assassinatos
A atenção sobre o rancho intensificou-se após o surgimento de um e-mail enviado ao FBI por um suposto ex-funcionário da propriedade. Na mensagem, intitulada “Confidencial: Jeffrey Epstein”, o remetente afirma ter “visto tudo” enquanto trabalhava no local.
O e-mail alega que duas meninas estrangeiras foram enterradas nas colinas próximas ao rancho por ordens de Epstein e de Ghislaine Maxwell (referida como ‘Madam G’). Segundo o relato, as jovens teriam morrido por estrangulamento durante práticas sexuais violentas. O autor da mensagem chegou a pedir o pagamento de um Bitcoin em troca de vídeos que comprovariam os crimes.
Reabertura das investigações
Diante dos novos fatos, o procurador-geral do Novo México, Raúl Torrez, anunciou a reabertura oficial das investigações sobre o rancho. Embora o caso estadual tenha sido encerrado em 2019 a pedido de promotores federais, o gabinete de Torrez afirmou que as “revelações contidas nos arquivos do FBI justificam um exame mais aprofundado”.
Agentes especiais e promotores estaduais buscam agora acesso imediato aos arquivos federais sem rasuras para trabalhar em conjunto com uma nova “comissão da verdade” estabelecida por legisladores estaduais.
Epstein adquiriu o Rancho Zorro em 1993 de Bruce King, ex-governador do Novo México. A propriedade de luxo incluía uma mansão de 2.500 metros quadrados, pistas de pouso privativas, hangares e diversas residências para funcionários.
O local era utilizado como um refúgio isolado onde convidados VIP podiam circular com maior discrição do que em “Little St. James”, a ilha particular de Epstein no Caribe. Documentos judiciais já incluíram relatos de vítimas, como uma mulher identificada como Jane Doe, que afirmou ter sido abusada no rancho em 2004, aos 15 anos.










