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O Papa Leão XIV abençoará, nesta quarta-feira, a enorme nova torre da basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a igreja mais alta do mundo e um dos monumentos mais famosos da Espanha, após visitar uma prisão e a Abadia de Montserrat, símbolo da identidade religiosa catalã. O Pontífice chegará à obra-prima modernista ainda inacabada de Antoni Gaudí exatamente um século após a morte do venerado arquiteto, um católico devoto cujo processo de canonização está em andamento no Vaticano.
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Vista geral da Basílica da Sagrada Família, obra de Antoni Gaudí, em Barcelona, antes da visita do Papa Leão XIV à Espanha
Lluis Gene/AFP
Leão XIV, de 70 anos, americano com cidadania peruana, visitou esta manhã a prisão de Brians, a 40 km de Barcelona, onde disse aos detentos que “o passado não condena o futuro” e recebeu presentes de dois deles, um dos quais quebrou o protocolo e o abraçou.
Mais tarde, o Papa chegou de helicóptero à espetacular Abadia de Montserrat, na montanha de mesmo nome, onde foi recebido por uma multidão entusiasmada, como tem sido costume em toda a sua viagem à Espanha, que começou no sábado.
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Assim como fez na terça-feira em Barcelona, Leão XIV misturou catalão e espanhol em seu discurso em Montserrat, um local emblemático da cultura e da história desta região do nordeste da Espanha, onde o sentimento nacionalista é forte.
Na noite de terça-feira, o Papa recebeu uma calorosa recepção ao participar de uma vigília no Estádio Olímpico de Barcelona, onde manteve sua tradição de abençoar bebês trazidos pelo público.
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O Pontífice, líder espiritual dos 1,4 bilhão de católicos do mundo, tem buscado revitalizar a Igreja na Espanha, um tradicional reduto católico onde a prática religiosa tem declinado drasticamente nas últimas décadas.
Em Madri, onde esteve de sábado a terça-feira, ele fez um discurso inédito ao Parlamento espanhol, celebrou uma missa no coração da capital para 1,5 milhão de pessoas e teve um breve encontro com o astro porto-riquenho Bad Bunny.
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Na tarde desta quarta-feira, após se reunir com membros de organizações que trabalham com pessoas carentes no centro de Barcelona, o Papa visitará a Sagrada Família, o monumento pago mais visitado da Espanha, um dos pontos altos de sua viagem ao país.
Para concluir sua viagem, o Papa visitará as Ilhas Canárias na quinta e sexta-feira.
Neste arquipélago atlântico, ao largo da costa da África, porta de entrada para a Europa, o Pontífice reiterará outra mensagem fundamental de sua jornada: o acolhimento dos imigrantes.
Líderes políticos condenaram a onda de violência anti-imigração que tomou as ruas de Belfast e outras localidades da Irlanda do Norte após um ataque a faca ocorrido na noite de segunda-feira. Veículos foram incendiados, famílias foram retiradas de suas casas sob escolta policial e diversos imóveis sofreram danos em meio aos distúrbios que tomaram as ruas do país. Os episódios ocorreram após a acusação de um refugiado sudanês de 30 anos pelo ataque que deixou um homem gravemente ferido.
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O suspeito, identificado como Hadi Alodid, foi acusado de tentativa de homicídio, porte de faca em local público e ameaças de morte contra um funcionário do sistema público de saúde britânico. Em audiência nesta quarta-feira no Tribunal de Magistrados de Belfast, ele teve a prisão preventiva mantida por quatro semanas. Alodid participou da sessão por videoconferência e contou com a assistência de um intérprete de árabe.
A vítima, identificada em tribunal como Steven Ogilvy, permanece hospitalizada. Segundo informações citadas na audiência, ele perdeu o olho esquerdo, sofreu danos no olho direito e teve ferimentos no pescoço e nas costas. O ataque ocorreu na área da Kinnaird Avenue, no norte de Belfast, na noite de segunda-feira. Um vídeo que mostra a agressão circulou amplamente nas redes sociais nas horas seguintes ao incidente.
Após o ataque, uma onda de violência se espalhou por diferentes áreas de Belfast. No leste da cidade, um ônibus foi tomado por manifestantes e incendiado. Veículos foram queimados em vias públicas, enquanto lixeiras em chamas foram usadas para bloquear ruas. O Serviço de Bombeiros do país informou ter atendido 62 ocorrências.
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Diversas famílias precisaram deixar suas casas sob proteção policial. O chefe da polícia local, Jon Boutcher, afirmou que entre os resgatados havia um bebê de apenas dois meses. Policiais retiraram famílias de diferentes comunidades para levá-las a locais seguros, disse, ressaltando que “não há justificativa” para os episódios registrados e insistindo que os responsáveis pelos distúrbios serão tratados de acordo com a lei.
— Resgatamos muitas famílias. E, alías, não eram apenas famílias de comunidades étnicas minoritárias; [mas] de diversas comunidades que acabaram envolvidas nesse comportamento repugnante da noite passada — disse, antes de ser questionado sobre este ser o terceiro ano consecutivo de episódios de violência no país. — Isso vai passar.
Uma das residências atingidas pelo fogo pertence a Jamie Corrie, morador do leste de Belfast há 13 anos. À BBC, ele disse que sua casa foi destruída após um carro estacionado do lado de fora ser incendiado. Segundo Corrie, o veículo pertencia a estrangeiros que viviam ao lado. Ele afirmou que tentou alertar os responsáveis antes que o incêndio começasse, mas não conseguiu evitar a destruição do imóvel.
— Ficar ali vendo sua casa queimar é uma sensação da qual nunca vou me recuperar. — disse. — O que isso resolve? O que isso realmente faz? Incendiar carros, destruir a própria comunidade, e agora um dos seus próprios moradores acabou de perder a casa. A ruazinha era tranquila. Sei que há pessoas de várias nacionalidades ali, estrangeiros, eu entendo isso, mas… eu cuido da minha vida. Tudo naquela casa foi destruído, de cima a baixo. Havia coisas de valor sentimental que não podem ser substituídas e que nunca mais vou recuperar.
Jamie Corrie diante de sua casa destruída pelo fogo em Belfast após uma noite de violência anti-imigrante que incendiou veículos e imóveis
Paul Faith / AFP
A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, condenou os ataques contra famílias que nada tinham a ver com o esfaqueamento, destacando que crianças e jovens famílias ficaram sem casa após os episódios de violência. Long também declarou que o debate sobre o status migratório do suspeito era irrelevante para a avaliação do crime e afirmou que o homem possuía situação migratória regularizada e autorização para permanecer no Reino Unido por cinco anos.
‘Holofote perigoso’
A primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, classificou os ataques contra residências como “covardia repugnante” e afirmou que não existe justificativa para os episódios. Ela também descreveu o ataque a faca como “hediondo e errado”, mas alertou para tentativas de usar o caso para atacar pessoas inocentes que vivem e trabalham na região.
Já o premier britânico, Keir Starmer, afirmou que as cenas registradas em Belfast foram “chocantes e completamente inaceitáveis”. No X, ele disse que estava claro que pessoas foram alvo por causa de sua origem e afirmou que os responsáveis pelos atos de violência sentirão “todo o peso da lei”. Starmer acrescentou que conversou com líderes locais, além de representantes da polícia e dos serviços de emergência.
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A deputada Claire Hanna, líder do Partido Social-Democrata e Trabalhista, comparou os acontecimentos a uma “perseguição baseada em raça”. Segundo ela, houve relatos de homens percorrendo bairros para identificar e expulsar estrangeiros. A parlamentar do Sinn Féin Deirdre Hargey afirmou que mensagens divulgadas nas redes sociais incentivaram protestos e ajudaram a mobilizar pessoas para as ruas.
Entre os que repercutiram o caso nas redes sociais esteve Tommy Robinson, ativista britânico de extrema direita cujo nome verdadeiro é Stephen Yaxley-Lennon. Ele teria convocado manifestações após o ataque. O bilionário Elon Musk também compartilhou publicações e informações sobre locais de encontro para manifestantes.
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A polícia enfrentou críticas após inicialmente informar que o suspeito seria originário da Somália. Posteriormente, as autoridades corrigiram a informação e esclareceram que ele é sudanês. Suleiman Abdulahi, líder comunitário que trabalha com refugiados na Irlanda do Norte, afirmou que o erro colocou a comunidade somali sob um “holofote muito perigoso” e contribuiu para alimentar a violência contra inocentes.
A família da vítima, por sua vez, divulgou um comunicado pedindo privacidade e agradecendo às pessoas que prestaram socorro durante o ataque. Os familiares afirmaram que a rápida intervenção de moradores ajudou a salvar a vida de Ogilvy e agradeceram aos profissionais dos serviços de emergência e aos médicos e enfermeiros envolvidos. E pediram, por fim, que a população rejeite a violência:
“Estamos cientes das tensões e das discussões sobre protestos após este incidente. Queremos deixar absolutamente claro que os distúrbios ocorridos durante a noite não são bem-vindos, e que o protesto pacífico é o único caminho a seguir”, escreveram. “Temos muitos migrantes que dão uma contribuição valiosa ao nosso país, inclusive em nosso sistema de saúde e no setor de hospitalidade, e dependemos deles para o funcionamento do país. Não queremos que esta terrível tragédia seja usada para dividir as pessoas ou alimentar a hostilidade”.
(Com Bloomberg e New York Times)
Com 97% das urnas apuradas, a eleição presidencial no Peru continua totalmente indefinida, com o candidato de esquerda Roberto Sánchez (Juntos pelo Peru) a frente com uma vantagem de pouco menos de 27 mil votos em comparação à candidata de direita Keiko Fujimori (Força Popular). Com a margem mínima definindo a vitória momentânea, a contagem de cada voto ganhou um peso ainda mais decisivo — um processo que, segundo autoridades eleitorais, pode durar um mês.
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O porta-voz do Jurado Nacional de Eleições (JNE) — autoridade equivalente à Justiça Eleitoral no país sul-americano —, Pedro Valdívia, estimou na terça-feira que o resultado final só seria proclamado em meados de julho. O período, disse o funcionário, seria necessário para o processamento das “atas observadas” — documentos com os registros de atos e ocorrências das mesas de votação, enviados para a JNE para revisão e possível recontagem (saiba mais abaixo).
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— Temos mais ou menos um prazo de 30 dias, até meados de julho, porque ainda precisamos verificar como concluiremos o processamento das atas observadas e de outros pedidos das organizações políticas — disse Valdívia. — Esse é, aproximadamente, o prazo estimado para a proclamação dos resultados.
Cerca de 1.500 atas observadas permanecem sujeitas ao processo de revisão, que tem por objetivo sanar vícios formais e garantir a contagem correta dos votos. Fora da apuração oficial no momento, a pequena quantidade de votos pode fazer a diferença em uma eleição que está sendo decidida por uma vantagem de menos de 0,1% até o momento.
O jornal peruano El Comércio apurou que 37 processos teriam sido encaminhados para recontagem já nesta quinta-feira. Até o momento, ainda não se chegou a 100% das atas processadas, pois continua o retorno do material eleitoral proveniente de diferentes regiões do país e do exterior. Analistas apontam que os votos no estrangeiro e na região metropolitana de Lima tendem a favorecer Keiko, enquanto os votos de áreas remotas e rurais tendem a Sánchez, seguindo o padrão de apuração momentâneo e o registrado no primeiro turno.
Eleitores conferem as listas de eleitores do lado de fora de uma seção eleitoral durante o segundo turno das eleições em Lima, em 7 de junho
Marco Garro/Bloomberg
Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Peru, estima-se que os consulados de Paterson e Los Angeles (Estados Unidos), Buenos Aires (Argentina) e Roma (Itália), importantes centros eleitorais no exterior, enviem seu material ao longo desta quarta. O mesmo ocorrerá com Moscou (Rússia), Bilbao (Espanha), Montreal (Canadá), Paris (França) e Tóquio (Japão).
A Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol) informou que, devido a fatores climáticos, envelopes contendo atas provenientes de áreas de difícil acesso ainda não haviam podido ser transportados para os centros de apuração de Alto Amazonas, Atalaya, Coronel Portillo, Huanta, La Convención, Maynas e Requena.
Enquanto o processo avança lentamente, os candidatos mantêm apelos à contenção e à calma. Tanto Keiko quanto Sánchez afirmaram que os resultados eleitorais devem ser respeitados, e mostraram, até o momento, prudência quanto a alegações de fraude eleitoral.
O que são as atas observadas?
Uma ata eleitoral é o documento no qual são registrados todos os atos e ocorrências de cada mesa de votação, desde sua instalação até o encerramento da votação. Ela é composta por três seções: ata de instalação, ata de votação e ata de apuração.
Considera-se uma ata observada aquela que não pode ser contabilizada imediatamente no sistema de apuração porque apresenta erros materiais, como equívocos numéricos, inconsistências ou erros de transcrição detectados durante o processamento dos resultados.
Essas atas não são incorporadas à contagem oficial até que a observação seja resolvida pela autoridade eleitoral competente. Uma vez sanada a observação, os votos registrados na ata podem ser incluídos nos resultados do processo eleitoral.
Funcionários eleitorais contam votos logo após fechamento das urnas no domingo
Anthony Nino de Guzman / AFP
A Oficina Descentralizada de Processos Eleitorais (ODPE) é responsável por encaminhar as atas observadas ao respectivo órgão da jurisdição eleitoral, acompanhadas de um relatório e da cópia da ata destinada ao próprio órgão. Com isso, o órgão deverá emitir uma decisão — em primeira instância — comparando a ata observada pela ODPE com o exemplar sob sua responsabilidade.
A decisão pode ser objeto de recurso ao Plenário do JNE no prazo de três dias, contados a partir do dia seguinte à sua publicação. O JNE analisará a ata observada em audiência pública e, posteriormente, se pronunciará em última e definitiva instância no prazo de três dias a partir do dia seguinte ao recebimento do processo. Por fim, uma vez resolvida a situação da ata, ela é devolvida à ODPE para ser incorporada à apuração dos resultados.
O que é a recontagem de votos?
A recontagem de votos é o procedimento pelo qual o Jurado Eleitoral Especial realiza uma nova contagem dos votos físicos utilizando as cédulas armazenadas nos envelopes lacrados enviados pela Oficina Descentralizada de Processos Eleitorais. Segundo o JNE, esse procedimento é realizado para evitar que erros nas atas acabem anulando injustamente a própria ata ou a votação de um partido ou candidato.
Em quais casos a recontagem de votos é aplicada?
Quando há informações incompletas ou ilegíveis, ou seja, atas sem assinaturas, com dados faltantes ou que não podem ser corrigidos por meio da conferência documental. Quando os números não fecham, isto é, quando a quantidade de votos (de partidos, nulos ou em branco) supera o número total de votantes ou de eleitores habilitados.
Quem participa da recontagem de votos?
A presença é obrigatória para os integrantes do plenário do órgão judicial de primeira instância: o presidente, o segundo e o terceiro membro. Também é obrigatória para o secretário da autoridade, o especialista em tecnologia da informação e o operador multimídia. Opcionalmente, podem estar presentes os representantes legais das organizações políticas e um representante do Ministério Público.
Como funciona o procedimento de recontagem de votos?
O presidente do JEE abre o envelope lacrado que contém as cédulas de votação. Em seguida, realiza-se a nova contagem dos votos. Além disso, as cédulas são exibidas aos presentes, uma a uma, por meio de recursos tecnológicos.
O conteúdo de cada cédula deve ser lido em voz alta pelo presidente e, posteriormente, a cédula deve ser apresentada aos demais membros. O segundo e o terceiro membro, por sua vez e individualmente, confirmam o conteúdo do voto.
Os representantes legais das organizações políticas presentes na audiência têm o direito de examinar o conteúdo das cédulas por meio dos recursos tecnológicos disponibilizados.
Concluída a recontagem de todas as cédulas, é lavrada a ata correspondente com os resultados finais. O documento é assinado pelos membros da justiça, pelo secretário, pelo representante do Ministério Público e pelos representantes das organizações políticas que desejarem fazê-lo.
Durante a recontagem, os representantes partidários não podem impugnar as cédulas de votação nem questionar a identidade dos eleitores que emitiram os votos no dia da eleição e cujos votos estão sendo recontados. (Com El Comércio)
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta quarta-feira que os EUA comprometeram os esforços diplomáticos para um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio com os ataques lançados na noite de terça contra Teerã, em resposta ao abate de um helicóptero militar americano Apache pelas forças iranianas. A condenação diplomática ocorre em meio a uma campanha de retaliação que os militares da nação persa dizem ter alcançado instalações americanas em Bahrein, Jordânia e Kuwait — enquanto, internamente, autoridades tentam conter os danos provocados pela ofensiva americana.
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— Infelizmente, os EUA estão prejudicando o processo diplomático com as mensagens contraditórias que estão enviando, com suas reiteradas mudanças de posição e de demandas e, o pior de tudo, com suas repetidas violações do cessar-fogo — afirmou em vídeo o principal porta-voz da chancelaria do Irã, Esmaeil Baghaei. — Qualquer processo diplomático é prejudicado pelo uso da força e pelo recurso a ações ilegais no terreno.
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A condenação no campo diplomático ocorre em meio a uma campanha retaliatória que voltou a afetar toda a região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter “atingido e destruído quatro grandes alvos” na Jordânia, segundo um comunicado transmitido pela na rede estatal IRNA. Um vídeo obtido pela rede americana CNN mostrou o que parece ser uma explosão nos arredores de uma base americana em Manama, capital do Bahrein.
Ao todo, o Corpo da Guarda Revolucionária disse ter lançado 21 ataques contra bases dos EUA na região, além de ter abatido um drone MQ-9 sobre a região iraniana de Jam. Uma fonte americana ouvida pelo New York Times afirmou que o relato iraniano é falso.
O Exército jordaniano informou que derrubou cinco mísseis iranianos, sem relatar vítimas ou danos materiais, enquanto as Forças Armadas do Kuwait afirmaram que suas defesas aéreas repeliram “alvos aéreos hostis”, sem mencionar inicialmente a origem do ataque. Militares do Bahrein afirmaram ter interceptado projéteis iranianos nesta quarta e acusaram Teerã de violar o direito internacional humanitário com os ataques.
A diplomacia iraniana afirmou nesta quarta-feira que países vizinhos do Golfo têm a “responsabilidade legal e moral” de impedir os ataques americanos e israelenses a partir de seus territórios. O regime dos aiatolás já afirmaram que qualquer meio militar americano na região será visto como alvo lícito.
20 mil pessoas sem água
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na terça-feira que os ataques contra o Irã eram uma “resposta proporcional” ao abate de um helicóptero americano no litoral de Omã. O presidente Donald Trump afirmou que os ataques foram “muito fortes”, em meio aos relatos de alvos atingidos em Sirik, Minab e na ilha de Qeshm, segundo fontes iranianas, que confirmaram danos a infraestrutura civil.
Quase 20 mil pessoas ficaram sem acesso a água potável na cidade portuária de Sirik, no sul do Irã, em consequência dos ataques americanos, que atingiram dois reservatórios. Em entrevista à rede de TV estatal do país, o diretor de uma empresa local de abastecimento afirmou que as temperaturas na região “variam entre 45 e 50°C”, e que as condições são “extremamente difíceis”.
— Os recursos de água subterrânea são insuficientes para substituir os reservatórios danificados — afirmou. (Com AFP e NYT)
Uma americana que estava desaparecida desde fevereiro foi encontrada morta no sul do México, e as autoridades investigam o caso como possível feminicídio. Makala Pendley, de 30 anos, foi localizada nesta segunda-feira (8) perto da cidade de Zinacantán, no estado de Chiapas, com ferimentos na cabeça. Segundo o promotor Jorge Luis Llaven Abarca, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico. A identificação foi confirmada pela família na terça-feira, que informou ainda que a vítima estava grávida.
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De acordo com o promotor de Chiapas, Jorge Luis Llaven Abarca, o corpo apresentava ferimentos contundentes na cabeça, e a causa da morte foi determinada como traumatismo cranioencefálico. Em entrevista coletiva transmitida ao vivo, o promotor afirmou que os investigadores acreditam que a vítima já estava morta entre oito e 12 horas antes de ser encontrada. A família informou à emissora FOX59 que Pendley foi localizada nua em uma vala. As autoridades mexicanas buscam um ou mais suspeitos e, segundo Abarca, trabalham sob uma política de “tolerância zero à violência feminicida”.
Os sete filhos de Pendley também foram encontrados no México e estão em segurança. Eles foram colocados sob custódia das autoridades mexicanas. O desaparecimento da mulher havia sido comunicado em fevereiro por uma assistente social do Departamento de Serviços Infantis de Indiana. Posteriormente, a polícia de Indianápolis informou ao jornal Indianapolis Star que Pendley e as crianças haviam sido localizados no México no mês passado, encerrando formalmente o status de desaparecimento.
Disputa pela guarda e investigação
Um familiar afirmou ao Indianapolis Star que Joseph Jude Butler Jr., pai das crianças, foi detido pela polícia mexicana. A irmã da vítima, Maurica Lambert, relatou ao jornal que o casal mantinha um relacionamento “tóxico e intermitente” desde a adolescência. Registros judiciais consultados pelo veículo mostram que os dois estavam envolvidos em disputas relacionadas ao reconhecimento de paternidade e à guarda dos filhos.
O pai dos filhos de Pendley, Joseph Jude Butler Jr., foi detido pela polícia mexicana
Facebook/Maurica Michelle Lambert
Apesar da detenção, Lambert demonstrou surpresa com a informação. À FOX59, ela declarou:
— Pensei que fosse outra pessoa. Ainda acho que é outra pessoa. Jamais me passaria pela cabeça que pudesse ser ele. Nunca tive esse tipo de sensação vinda dele.
A prima da vítima, Jami Dowdy, afirmou à emissora News13 que a família não sabe como Pendley chegou ao México e que vinha procurando por ela havia meses. Já Lambert descreveu a irmã como uma mãe dedicada.
— Como mães, todas nós temos nossos dias ruins, sabe o que quero dizer? E ela era uma boa mãe, no entanto. Ela colocava os filhos acima de tudo.
Abalada, a irmã também comentou a descoberta do corpo:
— É o pior dia da minha vida. Sinto como se uma parte de mim tivesse morrido.
Segundo a família, as crianças deverão retornar em breve a Indianápolis, juntamente com o corpo da mãe. O gabinete do senador americano Todd Young informou ao Indianapolis Star que poderá auxiliar nos procedimentos de repatriação.
Um turista búlgaro de 46 anos ficou gravemente ferido após ser atacado por uma ursa enquanto percorria uma estrada montanhosa na Romênia. O caso ocorreu na rodovia Transfăgărășan, nos Cárpatos Meridionais — também conhecidos como Alpes da Transilvânia —, uma das rotas turísticas mais famosas do país. O momento do ataque foi registrado em vídeo pelo próprio homem.
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Georgi Bizhev, ex-presidente do clube de futebol Lokomotiv Gorna Oryahovitsa, estava dentro de um carro acompanhado por outras pessoas quando se aproximou de uma ursa e seu filhote. Imagens feitas por testemunhas mostram integrantes do grupo rindo e oferecendo comida aos animais à beira da estrada. Pouco depois, o urso avançou contra o veículo.
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Nas imagens gravadas por Bizhev, o animal aparece erguido sobre as patas traseiras e alcança a janela do carro. Enquanto os ocupantes gritam, a ursa tenta agarrar o turista, que estava próximo à abertura do veículo.
Segundo a rádio búlgara BNR News, Bizhev sofreu ferimentos graves no braço esquerdo ao tentar proteger o rosto das mordidas e arranhões. O cinto de segurança impediu que ele fosse puxado para fora do carro durante o ataque. Motoristas que passavam pelo local também teriam buzinado e gritado para distrair o animal.
— Eu vi as orelhas do urso se levantarem e ele pulou em minha direção. Ele tentou me agarrar e me puxar para fora do carro. Entrei no ambiente dele, foi um erro pelo qual paguei — disse Bizhev.
O turista foi levado a um hospital e submetido a uma cirurgia de emergência. De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, o período de recuperação deve durar entre três e quatro meses.
Alimentar ursos selvagens é proibido na Romênia. O Ministério do Meio Ambiente do país afirma que a região onde ocorreu o ataque registra frequentemente a presença desses animais nas margens da estrada porque muitos turistas ignoram os alertas e oferecem comida a eles.
A Transfăgărășan, próxima à barragem de Vidraru, é conhecida pela grande concentração de ursos-pardos. Autoridades romenas alertam há anos que a prática de alimentar os animais faz com que eles associem veículos e pessoas à obtenção de alimento, aumentando o risco de ataques.
A Romênia abriga a maior população de ursos-pardos da União Europeia, e episódios envolvendo turistas que tentam fotografar ou alimentar os animais são recorrentes nas áreas montanhosas do país.
Manifestantes antimigração bloquearam ruas e incendiaram edifícios e veículos em Belfast, capital da Irlanda do Norte, na noite desta terça-feira (9), um dia após um ataque a faca atribuído a um refugiado sudanês, cuja prisão foi registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais.
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A gravação, que viralizou na internet, mostra um homem sobre a vítima enquanto a golpeia repetidamente na cabeça e no pescoço. Figuras ligadas à extrema direita afirmaram, sem apresentar provas, que o agressor teria tentado decapitá-la.
Assista:
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O suspeito do ataque foi acusado na terça-feira de tentativa de homicídio, porte de objeto cortante em local público e ameaças de morte. Trata-se de um refugiado sudanês que possui autorização de residência válida até 2028.
Centenas de pessoas, muitas delas encapuzadas, se concentraram em diferentes pontos de Belfast, segundo jornalistas da AFP que estavam no local.
Veículos incendiados e moradores evacuados
Um ônibus e vários carros foram destruídos pelas chamas, enquanto um edifício nos arredores do centro da cidade foi incendiado, levando à evacuação de seus moradores.
Moradores e membros da imprensa observam carros e casas incendiados após manifestações que se tornaram violentas na noite anterior
PAUL FAITH / AFP
“Por volta das 19h30 (18h30 GMT), colocaram fogo em contêineres (…), ouvimos carros da polícia e sirenes”, relatou Eemran, engenheiro de origem indiana que vive em Belfast há pouco mais de um ano.
Camila, uma chilena de 36 anos que se mudou para Belfast há apenas um mês, disse ter ficado “aterrorizada”
“Claro que não estou acostumada com isso”, afirmou. “Entendo a raiva das pessoas, mas também existem formas mais adequadas de discutir essas questões.”
A emissora local Sky Television exibiu imagens de outros edifícios em chamas, enquanto viaturas policiais patrulhavam a cidade e lojas fecharam as portas mais cedo.
Convocações nas redes sociais
Michelle O’Neill, primeira-ministra da Irlanda do Norte, condenou os protestos e pediu calma.
“Grupos de homens mascarados atacando casas de famílias não são nada além de uma covardia repugnante”, escreveu ela na rede social X.
Também foram registradas aglomerações em Antrim, cidade localizada a cerca de 25 quilômetros a oeste de Belfast.
Líderes da extrema direita britânica, entre eles o ativista Tommy Robinson — nome adotado por Stephen Yaxley-Lennon —, convocaram manifestantes por meio das redes sociais.
O bilionário sul-africano Elon Musk, proprietário da plataforma X, também incentivou as manifestações, afirmando que as pessoas deveriam “protestar (…) com força”.
Investigação
O suspeito do ataque, de 30 anos e cujas motivações ainda são desconhecidas, deveria comparecer à Justiça nesta quarta-feira.
Segundo o chefe da polícia da Irlanda do Norte, Jon Boutcher, o homem chegou ao Reino Unido em 2023, após passar por Paris e Dublin.
A vítima, um homem na faixa dos 40 anos, permanece hospitalizada em estado grave, com “lesões significativas nos olhos e graves lacerações nas costas e no rosto”, de acordo com o vice-comissário Ryan Henderson.
Homens armados invadiram um assentamento informal próximo a Joanesburgo e mataram 12 pessoas durante a noite, informou a polícia da África do Sul nesta quarta-feira (10).
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O massacre ocorreu em uma área carente situada perto de uma mina de ouro abandonada e, embora até o momento ninguém tenha sido detido, a polícia suspeita que o ataque esteja relacionado a uma disputa entre grupos envolvidos na mineração ilegal.
Este foi o mais recente tiroteio em massa registrado no país africano, que enfrenta altos índices de criminalidade e contabiliza, em média, mais de 60 homicídios por dia.
Ataque durante a noite
O ataque aconteceu pouco antes da meia-noite de terça-feira, quando mais de dez suspeitos chegaram ao local em um veículo, segundo uma porta-voz da polícia.
“Supostamente, eles entraram no assentamento informal pelas duas entradas e percorreram a área, abrindo fogo contra moradores e membros da comunidade em vários pontos, antes de fugir do local no mesmo veículo”, afirmou a porta-voz.
“As investigações preliminares revelam que 12 pessoas morreram em consequência do ataque. Oito homens adultos e três mulheres adultas foram declarados mortos no local”, disse o coronel Dimakatso Nevhuhulwi. Uma quarta vítima morreu posteriormente no hospital.
Nevhuhulwi afirmou que a motivação do crime ainda não foi determinada e que, até o momento, nenhuma prisão foi efetuada.
O ataque ocorreu no assentamento Cleveland, localizado a cerca de seis quilômetros a leste do centro de Joanesburgo, capital econômica da África do Sul.
Suspeita de ligação com mineração ilegal
“Como vocês sabem, o local fica perto da área de mineração ilegal. Temos suspeitas a respeito”, acrescentou o comissário provincial, tenente-general Tommy Mthombeni.
Os garimpeiros clandestinos consolidaram sua presença em assentamentos ao redor de Joanesburgo. Impulsionados pela pobreza e pelo desemprego, os chamados “zama-zamas” — expressão em zulu que significa “os que tentam” — descem aos poços abandonados pelas empresas de mineração em busca de ouro.
A África do Sul possui um grande número de armas de fogo legais e ilegais, e os tiroteios são frequentes, muitas vezes motivados por rivalidades entre gangues e disputas ligadas a atividades econômicas informais.
Em dezembro, em um incidente relacionado à rivalidade entre grupos envolvidos na mineração ilegal, nove pessoas foram mortas a tiros em um bar no bairro de Bekkersdal, localizado a cerca de 40 quilômetros de Joanesburgo.
Um jacaré virou protagonista de uma história inusitada na Louisiana, nos Estados Unidos, após atacar um homem suspeito de dirigir sob efeito de álcool que tentava escapar da polícia atravessando um pântano. Em tom de brincadeira, o Gabinete do Xerife da Paróquia de St. Charles anunciou nesta terça-feira (9), em uma publicação no Facebook, que o réptil recebeu o título simbólico de “delegado do ano”. A corporação chegou a divulgar uma imagem gerada por inteligência artificial mostrando o animal, apelidado de “Al E. Gator”, vestido com uniforme policial e recebendo uma homenagem do xerife Greg Champagne.
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Segundo comunicado das autoridades, o caso ocorreu neste domingo (7) quando policiais rodoviários da Louisiana receberam denúncias sobre um Toyota sendo conduzido de forma imprudente na Interestadual 10. O veículo teria atingido uma barreira de concreto e sofrido um estouro de pneu. Pouco depois, os agentes localizaram o carro na Interestadual 310 e iniciaram uma abordagem.
De acordo com a polícia, o motorista, identificado como Victor Rivas, de 40 anos, apresentava sinais de embriaguez. Durante a investigação, ele abandonou o local e saltou da parte elevada da rodovia para um pântano próximo. Equipes do gabinete do xerife foram acionadas para auxiliar nas buscas e, em um segundo momento, localizaram o suspeito caminhando nas proximidades. Quando os agentes tentaram prendê-lo, Rivas voltou a fugir para outra área alagada.
Ataque durante a fuga
Foi nesse momento que o jacaré entrou na história. Segundo as autoridades, o animal atacou Rivas e provocou ferimentos nos dois braços. Mesmo machucado, o suspeito continuou fugindo e só foi localizado posteriormente por uma equipe de drones, que orientou os agentes em solo até a captura.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o gabinete do xerife fez referência bem-humorada ao episódio:
“O jacaré tentou convencer Rivas de que se render era a melhor opção, mas ele pensou diferente”.
As autoridades também afirmaram que o animal não sofreu ferimentos.
“O jacaré não ficou ferido e já retornou ao seu patrulhamento normal do pântano”.
Rivas foi levado a um hospital, onde recebeu atendimento para ferimentos sem risco de morte. Após receber alta, foi encaminhado ao Centro Correcional Nelson Coleman, acusado de dirigir sob efeito de álcool ou drogas e de resistir à prisão. Registros do sistema prisional indicam que ele permanece detido sob fiança de US$ 17,5 mil.
A Louisiana abriga uma das maiores populações de jacarés do mundo. Segundo o Departamento de Vida Selvagem e Pesca do estado, mais de três milhões desses animais vivem na região.
Um tribunal da Suécia deverá anunciar nesta quarta-feira a sentença de um homem de 62 anos acusado de obrigar a esposa a manter relações sexuais remuneradas com cerca de 120 homens ao longo de mais de três anos.
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O julgamento ocorreu entre 10 de abril e 26 de maio perante um tribunal de Härnösand, no norte do país, e foi realizado em grande parte a portas fechadas devido à natureza das acusações.
A promotora Ida Annerstedt pediu a condenação do réu a dez anos de prisão. A decisão é esperada para as 11h no horário local (9h GMT).
Segundo a acusação, o homem publicava anúncios na internet, organizava os encontros com clientes e supervisionava a esposa durante os atos sexuais, que incluíam também conteúdos online usados para atrair mais interessados.
Além da acusação de exploração sexual, ele responde por lenocínio qualificado e por oito casos de estupro.
Mulher denunciou o marido após anos de supostos abusos
O acusado foi preso em outubro, depois que a esposa procurou a polícia para relatar os abusos.
De acordo com os promotores, a vítima vivia em uma “situação de vulnerabilidade”, marcada pelo medo e pela dependência em relação ao marido.
A mulher reivindica uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas — o equivalente a cerca de 100 mil euros ou 105 mil dólares.
A promotora descreveu os fatos como uma “exploração impiedosa”.
— Sustento que ele se aproveitou da situação dela quando estava sob efeito de drogas e álcool e sentia um medo profundo dele — afirmou à AFP no início do julgamento.
Segundo a acusação, o homem também é julgado por agressões físicas e ameaças relacionadas ao caso.
Durante as audiências, a promotora afirmou que o réu advertia a esposa para que não o contrariasse, caso contrário “o monstro seria libertado”.
A advogada da denunciante, Silvia Ingolfsdottir, fez uma comparação contundente ao descrever a relação.
— Ele a tratava como um cartão de crédito e a vendia como uma mercadoria — declarou à emissora pública sueca SVT.
Defesa nega todas as acusações
Os fatos investigados teriam ocorrido entre 11 de agosto de 2022 e 21 de outubro de 2025.
A legislação sueca proíbe a compra de serviços sexuais, embora não criminalize a venda desses serviços. Também é ilegal facilitar ou lucrar com a prostituição de terceiros.
Desde o início do processo, a defesa sustenta que o acusado é inocente.
Martina Michaelsdotter, advogada do réu, afirmou à AFP que seu cliente nega todas as acusações apresentadas pela Promotoria.
A sentença do caso é aguardada em meio ao forte impacto provocado pelas denúncias, que expuseram detalhes de uma suposta rede de exploração sexual mantida dentro do próprio casamento.

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