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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão sendo “humilhados” pelo Irã e criticou a condução americana da guerra, apontando falta de estratégia e dificuldades nas negociações diplomáticas, segundo a rede CNN.
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De acordo com Merz, Washington entrou no conflito sem definir objetivos claros e agora enfrenta obstáculos para encerrar os combates. Durante visita a uma escola em Marsberg, no centro da Alemanha, ele disse que o Irã tem se mostrado mais eficiente no campo diplomático.
— Os iranianos são claramente muito habilidosos em negociar, ou melhor, em não negociar — afirmou. — Eles permitem que os americanos se desloquem para reuniões e retornem sem qualquer resultado.
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O chanceler comparou a situação atual às guerras no Iraque e no Afeganistão, citando os riscos de intervenções militares sem planejamento de longo prazo.
— Toda essa situação é, no mínimo, mal planejada. No momento, não consigo ver qual estratégia de saída os americanos estão adotando — disse.
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Merz reiterou que a Alemanha defende o fim rápido do conflito, diante dos impactos crescentes sobre a economia global.
Berlim integra uma coalizão liderada por Reino Unido e França para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz após a tentativa de estabelecimento de um cessar-fogo permanente. Segundo o chanceler, o governo alemão se ofereceu para enviar navios caça-minas para ajudar a desobstruir a rota.
— Podemos ajudar nisso, mas primeiro os combates precisam acabar. No momento, não vejo como isso pode acontecer no curto prazo — destacou.
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Ele também avaliou que o Irã demonstrou força maior do que o esperado, enquanto os EUA não apresentaram uma estratégia de negociação consistente.
As perspectivas de avanço diplomático diminuíram após o presidente americano, Donald Trump, cancelar, no sábado, a viagem de seus enviados, Steve Witkoff e Jared Kushner, a Islamabad, no Paquistão.
Em paralelo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viajou nesta segunda-feira para a Rússia, após o fracasso de negociações realizadas no Paquistão e em Omã.
Pelo menos 31 ataques de guerrilha foram registrados durante o fim de semana na Colômbia, em meio à campanha para as eleições presidenciais. Num deles, houve a explosão de uma bomba em uma rodovia no sábado que deixou dezenas de mortos, o pior ataque contra civis das últimas três décadas. Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, disse à rádio Caracol que o número de vítimas fatais subiu para 21, e outras 56 pessoas ficaram feridas.
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Os ataques são atribuídos a uma facção dissidente das extintas Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), comandada pelo insurgente conhecido como Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, que se recusou a assinar o histórico acordo de paz de 2016 e atualmente se financia principalmente com o tráfico de cocaína.
— Por favor, chega de mortes, chega de violência — declarou à AFP Joao Valencia, de 42 anos, familiar de uma das vítimas, em meio a centenas de manifestantes vestidos de branco em Cajibío, perto de onde a bomba explodiu.
Jornalistas da AFP viram no sábado vários corpos desmembrados e uma dezena de veículos destruídos ao lado de uma cratera gigantesca no meio da estrada, cenas que remetem à pior época do conflito armado de mais de 60 anos no país.
O governo atribui os ataques à uma represália dos rebeldes pela pressão militar após as negociações de paz fracassadas entre o presidente de esquerda, Gustavo Petro, e Mordisco.
— O terrorismo, quando empregado dessa maneira […], é porque a pressão é tão forte […] que a única opção é atacar os mais indefesos — afirmou Sánchez à Blu Radio.
Segundo especialistas consultados pela AFP, o atentado de sábado registrou o maior número de vítimas civis desde o ataque em 2003 ao clube social El Nogal, em Bogotá, que deixou 36 mortos e foi perpetrado pelas extintas Farc.
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‘Insegurança e desestabilização’
Desde a sexta-feira foram registradas 31 ações da guerrilha em três departamentos do sudoeste do país, disse à AFP uma porta-voz das forças militares. A ofensiva continuou nesta segunda. Em Jamundí, no departamento de Valle del Cauca, militares encontraram um caminhão carregado com frangos que foi incendiado, constatou um repórter da AFP. Durante a madrugada, em uma área de cultivos de coca em Cauca, uma caminhonete carregada com materiais detonantes explodiu sem deixar vítimas, segundo a imprensa local.
Com uma extensa superfície de cultivos de entorpecentes, o departamento de Cauca é um dos mais assolados pela violência das guerrilhas antes das eleições gerais de 31 de maio.
Para Laura Bonilla, vice-diretora da Fundação Paz e Reconciliação, os ataques fazem parte de uma estratégia de “insegurança e desestabilização” que busca manter o “controle sobre a população civil” na região. As fileiras de Mordisco buscam “negociar o fim dessa insegurança” com as autoridades locais “em troca de uma redução das ações” das forças de segurança, disse a pesquisadora à AFP.
Petro chamou os rebeldes de “terroristas” e ordenou que as forças de segurança redobrassem a perseguição. Desde que chegou ao poder em 2022, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia tentou, sem sucesso, negociar a paz com as maiores organizações armadas, que se fortaleceram nos últimos anos.
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A expansão desses grupos “fugiu ao controle do governo” e seus efetivos duplicaram em dez anos, chegando a 27.000 combatentes, assinalou o pesquisador da Fundação Ideas para la Paz, Gerson Arias.
Os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. O herdeiro político de Petro e favorito nas pesquisas de intenção de voto, o senador Iván Cepeda, advertiu sobre o impacto eleitoral na região onde a esquerda tem “um amplo apoio”:
— Surge uma inquietação legítima sobre se […] estes fatos buscam gerar um clima de medo que favorece os interesses de setores de extrema direita — pontuou Cepeda.
O candidato de direita e advogado Abelardo de la Espriella, segundo colocado nas pesquisas, disse, por sua vez, que não se tratam de atos isolados, mas que os episódios “são parte de um plano de desestabilização do desgoverno de Petro”,
— Este governo permitiu que a violência cresça — afirmou a senadora conservadora Paloma Valencia, candidata do partido do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010).
A captura do líder de uma organização criminosa na cidade mexicana de Reynosa, na fronteira com os Estados Unidos, provocou bloqueios de estradas e vandalismo, informaram as autoridades nesta segunda-feira. O líder é Alexander “N” (os sobrenomes são omitidos por lei), identificado como um “alvo prioritário” e membro de uma quadrilha criminosa que opera no estado de Tamaulipas, no noroeste do país, informou o porta-voz de segurança do distrito na rede social X.
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A prisão provocou uma reação dos criminosos, que montaram oito bloqueios nas rodovias que ligam Reynosa a três cidades vizinhas no México.
Segundo o porta-voz de segurança de Tamaulipas, as autoridades restabeleceram a ordem e não relataram vítimas decorrentes dessas ações.
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Desde o amanhecer, usuários das redes sociais têm alertado os moradores de Reynosa para que permaneçam em suas casas, após relatos de pneus em chamas nas ruas e tiroteios.
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Segundo a imprensa mexicana, Alexander Benavides Flores, vulgo “R9”, seria o chefe de Los Metros. Este grupo é uma das facções que emergiram do Cartel do Golfo, que se encontra enfraquecido há mais de uma década após a captura de seus líderes.
Reynosa, com cerca de 690 mil habitantes, faz fronteira com McAllen, no Texas, e foi um dos redutos do Cartel do Golfo, que se tornou uma das gangues mais poderosas do México.
Um homem morreu após ser atingido por um touro durante um festival tradicional no sul da Espanha. O caso aconteceu na última sexta-feira (24), durante as celebrações de San Marcos, na cidade de Beas de Segura. Santiago Barrero San Román, de 33 anos, participava do evento e foi perseguido pelo animal, sendo atingido várias vezes, além de ser imprensado contra uma parede e jogado ao chão.
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O ataque ocorreu por volta das 19h, horário local. O touro atingiu Román com gravidade, causando ferimentos severos na virilha, no tórax e no abdômen. Mesmo após receber atendimento inicial em um posto de primeiros socorros, ele morreu cerca de uma hora depois, enquanto era transferido para um hospital.
De acordo com relatos, o incidente aconteceu na Calle Palomeras, uma rua conhecida como “rua do inferno”, famosa pelo risco durante as corridas de touros. Imagens registraram o momento em que o animal levantou Román e o atacou várias vezes. O homem não conseguia se desvencilhar do touro.
Enquanto o ataque acontecia, as pessoas ao redor que também participavam do festival tentavam afastar o animal puxando-o com cordas. Alguns homens se aproximaram para tentar distraí-lo e desviar as investidas contra Román.
Um vídeo publicado na rede social X mostra o ocorrido. Román tentou entrar em uma das áreas de proteção, formada por uma espécie de estrutura de madeira com gretas largas o bastante para os participantes passarem, mas de forma que o animal não tenha acesso.
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Román era pai de uma criança e sua esposa está grávida do segundo filho. Após a morte, ela o homenageou nas redes sociais. Ela era criador de gado.
O festival de San Marcos é uma tradição que remonta ao século XVI e inclui eventos de corrida de touros pelas ruas. Após a morte de Román, parte da programação foi interrompida, com suspensão do calendário na sexta-feira, dia do ocorrido. Ainda foram feitas homenagens, como um minuto de silêncio, antes da retomada das atividades.
A morte gerou comoção entre moradores, autoridades e associações ligadas à criação de touros. O caso trouxe de volta discussões sobre a segurança desse tipo de evento, conhecido pelos riscos aos participantes, e das condições a que os animais são submetidos.
Um operário de 32 anos morreu após um desabamento de terra sobre ele em uma vala onde fazia reparos em uma tubulação de água na cidade de Aligarh, no estado de Uttar Pradesh, norte da Índia. O acidente ocorreu no último sábado e foi registrado por câmeras de segurança. O trabalhador chegou a ser retirado com vida por colegas e levado ao hospital, mas não resistiu.
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Segundo autoridades locais, a vítima, identificada como Mahendra, trabalhava em um buraco escavado para consertar um vazamento na região de Railway Road, uma das vias da cidade. Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que uma grande quantidade de terra desliza sobre o operário, que fica completamente encoberto.
Colegas tentaram remover a terra manualmente e acionaram uma escavadeira próxima ao local para auxiliar no resgate. Após ser retirado, Mahendra foi encaminhado a uma unidade de saúde, onde a morte foi confirmada. As imagens são fortes.
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Familiares afirmaram à imprensa local que havia sinais de rachaduras no solo antes do desabamento e que trabalhadores teriam alertado responsáveis pela obra sobre o risco. As denúncias deverão ser analisadas na investigação oficial.
O governo estadual informou o pagamento de compensação equivalente a 500 mil rúpias (cerca de R$ 26,5 mil) à família da vítima. O ministro-chefe de Uttar Pradesh, Yogi Adityanath, determinou a criação de uma comissão de três membros para apurar as circunstâncias do acidente e apresentar relatório em até três dias.
Autoridades municipais declararam que medidas de segurança haviam sido adotadas no canteiro, incluindo barreiras e sinalização, e disseram que os protocolos serão reforçados para evitar novos casos.
O Rei Charles III desembarca em Washington nesta segunda-feira em um momento de forte tensão entre Estados Unidos e Reino Unido, provocado pela guerra contra o Irã e pela recusa britânica em participar da ofensiva liderada pelo presidente Donald Trump. A visita oficial, que também inclui a rainha Camilla, ocorre na oitava semana do conflito e em meio ao desgaste diplomático com o governo do primeiro-ministro Keir Starmer. O britânico classificou a ação americana como uma “guerra de escolha”, o que irritou Trump.
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O rei Charles III e a rainha Camilla do Reino Unido são recebidos pela chefe de protocolo dos EUA, Monica Crowley, à chegada à Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
KENT NISHIMURA / AFP
Apesar do contexto, autoridades afirmam que a viagem de quatro dias não tem relação direta com a crise. Como chefe de Estado, o monarca não atua em decisões políticas nem comenta assuntos de governo.
Ainda assim, a visita é vista em Londres como uma tentativa indireta de amenizar o clima. A expectativa é que a agenda simbólica, com cerimônias, encontros públicos e celebrações, reforce os laços históricos entre os dois países, que completam 250 anos de relação diplomática neste ano.
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Trump, que nos últimos meses atacou Starmer e criticou o poder militar britânico, sinalizou disposição para reduzir o tom. Em entrevista à BBC, ele afirmou que a presença do rei pode ajudar.
— Ele é fantástico. Um homem fantástico. Com certeza — disse.
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A recepção começa sob forte esquema de segurança, após um ataque a tiros no jantar de correspondentes da Casa Branca no sábado, evento do qual Trump precisou sair às pressas.
O avião do rei Charles III e da rainha Camilla do Reino Unido é visto após a aterrisagem na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
O casal real será recebido com cerimônia oficial e um evento nos jardins, organizado pela embaixada britânica. Na terça-feira, Charles terá um encontro reservado com Trump no Salão Oval, considerado o momento mais sensível da visita.
Autoridades britânicas dizem que não está prevista uma sessão de perguntas à imprensa, comum em visitas de chefes de governo. Ainda assim, há preocupação com a possibilidade de declarações imprevisíveis do presidente.
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Nos bastidores, teme-se que Trump use o encontro para criticar Starmer ou pressionar o rei a se posicionar sobre a guerra. Em entrevista recente ao jornal britânico Telegraph, o presidente afirmou que Charles “teria adotado uma postura diferente” em comparação com a do premier britânico.
Uma guarda de honra aproxima-se após o rei Charles III e a rainha Camilla do Reino Unido terem aterrisado na Base Conjunta Andrews, em Maryland, em 27 de abril de 2026
HENRY NICHOLLS / POOL / AFP
Outro ponto de tensão envolve as Ilhas Malvinas. Um relatório do Pentágono sugeriu que os EUA poderiam rever o apoio à soberania britânica sobre o território como resposta à postura de Londres no conflito com o Irã.
A Argentina reivindica as ilhas, enquanto o governo britânico destaca que a população local já votou majoritariamente por permanecer sob domínio do Reino Unido.
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A imprensa britânica trata a viagem como um teste para o reinado. Manchetes recentes classificaram a visita como “de alto risco” e alertaram para possíveis constrangimentos diplomáticos.
O líder liberal-democrata Ed Davey chegou a pedir o cancelamento da viagem.
— Temo pelo que Trump possa dizer ou fazer enquanto nosso rei é obrigado a ficar ao lado dele — afirmou no Parlamento.
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Starmer rejeitou a sugestão e disse que o papel da monarquia é justamente manter laços de longo prazo.
— O objetivo da visita é marcar os 250 anos da relação entre nossos países — ressaltou.
Além do encontro com Trump, Charles deve discursar em sessão conjunta do Congresso, repetindo o gesto feito por sua mãe, a rainha Elizabeth II, em 1991. Assessores dizem que ele evitará temas do noticiário e focará na cooperação histórica entre os dois países.
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O rei deve destacar parcerias em ciência, inovação, economia e defesa, reforçando a ideia de continuidade da aliança.
Apesar do esforço para manter o foco institucional, a visita ocorre em meio a questões delicadas envolvendo a família real. O rei ainda não se reconciliou totalmente com o filho Harry, que vive nos EUA, enquanto seu irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, enfrenta desgaste após denúncias ligadas ao empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Embora Andrew não tenha sido formalmente acusado e negue irregularidades, sua relação com Epstein e com Ghislaine Maxwell afetou a imagem da monarquia. Assessores indicam que Charles evitará o tema durante a viagem, priorizando uma agenda voltada à educação, meio ambiente e apoio a jovens.
A visita inclui ainda compromissos em Nova York, como ida ao memorial do 11 de Setembro ao lado do prefeito Zohran Mamdani e do ex-prefeito Michael Bloomberg, além de projetos sociais no Harlem.
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Na reta final da viagem, o casal irá à Virgínia, onde visitará o Cemitério Nacional de Arlington e participará de eventos ligados ao aniversário americano.
A rainha também participará de ações voltadas à alfabetização, incluindo uma celebração dos 100 anos do personagem Ursinho Pooh.
O Palácio de Buckingham espera que a visita ajude a conter o desgaste recente. Situação semelhante ocorreu em 1957, quando Elizabeth II visitou Washington após a crise do Canal de Suez. Na ocasião, o então presidente Dwight D. Eisenhower exaltou a parceria entre os países e declarou confiança no futuro da relação.
Preocupações com o acesso ao território americano, a liberdade de manifestação ou de imprensa: a ONG Human Rights Watch (HRW) alertou, nesta segunda-feira (27), para os riscos de uma Copa do Mundo de futebol 2026 marcada por “exclusão e medo” nos Estados Unidos.
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Em um documento destinado aos jornalistas que vão cobrir o evento principalmente nos Estados Unidos, mas também no Canadá e no México, a HRW avaliou que a política anti-migratória do presidente americano, Donald Trump, ameaça azedar a festa para migrantes e visitantes.
De suas instalações em Berlim, a HRW convidou outras ONGs para uma coletiva de imprensa sobre o evento máximo do futebol, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos três países da América do Norte.
— Os torcedores, os jornalistas e as demais pessoas que viajarem aos Estados Unidos (…) correm o risco de ter que enfrentar a prisão, a expulsão ou a discriminação em um panorama de direitos prejudicado pelas políticas da administração Trump — alertou Maja Liebing, da equipe encarregada das Américas na Anistia Internacional.
Em sua síntese, a Human Rights Watch acusa a Fifa de ter dado até agora uma “resposta tímida” e não ter “usado sua influência” com Washington.
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, único dirigente esportivo presente na posse de Trump, não esconde sua proximidade pessoal com o presidente americano, a ponto de ter entregue a ele em dezembro um “Prêmio Fifa da Paz”, criado para a ocasião e cujos critérios nunca foram explicados.
Andrea Florence, diretora da Sport & Rights Alliance, pediu à Federação Internacional de Futebol que “zele para que este Mundial respeite e faça os Direitos Humanos progredirem”.
A HRW destaca que, com base em dados do governo americano, foram registradas 167.000 detenções nas onze cidades-sede do torneio de futebol entre a volta de Trump ao poder no início de 2025 e o começo de 2026.
A organização destacou, ainda, a detenção em um centro para migrantes e posterior expulsão por agentes do ICE (encarregados da detenção e expulsão de estrangeiros em situação irregular) de um solicitante de asilo que tinha viajado para assistir à final do Mundial de Clubes 2025 em Nova Jersey, na companhia de seus filhos.
Quatro países classificados para a Copa do Mundo (Irã, Haiti, Senegal e Costa do Marfim) poderiam jogar sem torcedores devido às proibições de viagem impostas pelo governo americano a cidadãos destes países.
Cole Tomas Allen, acusado de tentar invadir um jantar onde estava o alto escalão do governo dos EUA, incluindo o presidente, Donald Trump, no sábado, compareceu pela primeira vez diante de um juiz federal, foi formalmente acusado por três crimes, incluindo a tentativa de assassinato do chefe de Estado americano, e pode ser condenado à prisão perpétua se for considerado culpado. O incidente pôs em xeque o aparato de segurança presidencial e já provoca movimentos políticos dentro do governo e entre aliados em Washington.
Na audiência, o magistrado disse que Allen, de 31 anos, se tornou réu em três acusações: transportar uma arma de fogo e munição com a intenção de cometer um delito; disparar uma arma de fogo durante um crime violento; e o mais grave, a tentativa de assassinar o presidente dos Estados Unidos.
Segundo a promotora designada para o processo, Jocelyn Valentine, Allen, que mora na Califórnia, viajou à capital americana munido de uma escopeta, uma pistola e três facas, “com a intenção de realizar um assassinato polítco”.
— O sr. Allen viajou através das fronteiras estaduais, armado com uma arma de fogo, e chegou a Washington, D.C. […] e tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump — disse a promotora.
Trump publica vídeo de atirador durante ataque em evento com a imprensa
Ele não se declarou culpado ou inocente, e na quinta-feira o tribunal federal decidirá se ele continuará preso. Sua advogada, a defensora pública Tezira Abe, relatou que o suspeito não tem antecedentes criminais. Na audiência, Allen se limitou a responder de forma sucinta, na maior parte das vezes com “sim” ou “não”, quando indagado pelo juiz.
Na noite de sábado, Trump, o vice-presidente, JD Vance, e vários membros do Gabinete, além da primeira-dama, Melania, participavam do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, que reúne jornalistas que cobrem o cotidiano presidencial e que é marcado pelo tom relativamente descontraído, em comparação a outros eventos na capital americana. Mas o salão do hotel Washington Hilton, onde ocorria o jantar, ganhou tons de caos quando tiros foram ouvidos do lado de fora: Trump, Vance e seus secretários foram arrastados pelos agentes do Serviço Secreto, enquanto os convidados ouviam ordens para que se jogassem para baixo das mesas.
Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso
Reprodução/Redes sociais
Imagens do sistema de segurança do hotel — o mesmo onde, em 1981, o então presidente Ronald Reagan foi vítima de um atentado que quase lhe custou a vida — mostram um homem identificado como Allen correndo em direção ao bloqueio montado pelo Serviço Secreto, quando os tiros foram efetuados. Um agente federal foi baleado, mas o projétil parou em seu colete balístico, sem deixar ferimentos sérios. O atirador, que estava hospedado no hotel, foi jogado no chão e algemado, e as armas citadas por Valentine apreendidas.
Allen, que pode ser condenado à prisão perpétua, é um engenheiro mecânico residente na Califórnia e conhecido mais pelas invenções, como o protótipo de um freio de emergência para cadeiras de rodas, por seu histórico como professor, quando chegou a receber um prêmio em 2024, do que por sua atuação política. Ouvidos pela imprensa americana, seus colegas demonstraram espanto com as notícias de Washington, e o classificaram como uma pessoas gentil e inteligente. Também trabalhava como desenvolvedor de jogos, de acordo com seu perfil em uma rede social, e tinha um mestrado.
Mas as investigações mostraram que o suspeito de tentar matar Trump e boa parte de seu Gabinete comprou as armas levadas no sábado sem que sua família, com quem vivia na Califórnia, soubesse. Sua irmã declarou aos agentes que ele frequentava um clube de tiro regularmente. Em 2024, fez uma pequena doação à campanha da candidata democrata à Presidência, Kamala Harris, e fazia parte de uma organização progressista que atuava na Califórnia.
Jornalistas que participavam de jantar na Casa Branca, após disparos serem ouvidos e Trump ser retirado da sala
Mandel NGAN / AFP
Um ponto focal do inquérito é um manifesto de cerca de mil palavras no qual Allen expressa suas críticas ao meio político americano, especialmente ao presidente, e sugere que membros do alto escalão do governo seriam seus alvos, com exceção do chefe do FBI, Kash Patel — em determinado trecho, quando elenca feitos questionáveis de Trump, como a política migratória, chama o presidente de “traidor”. Por fim, pediu desculpas a parentes e amigos por sua decisão.
Além do processo em um tribunal federal, a tentativa de ataque produz efeitos na capital americana. Trump e aliados usam o incidente para tentar enquadrar o Partido Democrata e a imprensa não alinhada ao trumpismo como os responsáveis por uma “onda de violência política” no país, a poucos meses de uma eleição legislativa na qual o presidente está em desvantagem. Em entrevista coletiva na Casa Branca, nesta segunda-feira, a porta-voz da Presidência, Karoline Leavitt, disse que “á um culto de ódio de esquerda contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele”, citando nominalmente alguns parlamentares de oposição.
— Quando você tem pessoas em posições de poder dizendo coisas assim todos os dias, durante anos, você está incitando a violência por parte de pessoas que já têm problemas mentais, e é isso que temos visto contra este presidente por tempo demais — declarou Leavitt.
Em outra linha, Trump vê o ataque como uma chance imperdível para avançar com uma de suas prioridades mais questionadas internamente: a construção de um salão de bailes anexo à Casa Branca, com custo estimado em US$ 400 milhões e cujo projeto está sendo questionado na Justiça por grupos de defesa do patrimônio arquitetônico
“O que aconteceu ontem à noite (sábado) é exatamente o motivo pelo qual nossas grandes Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças da Lei e, por diferentes razões, todos os presidentes dos últimos 150 anos, vêm EXIGINDO que um grande salão de baile seguro seja construído NOS TERRENOS DA CASA BRANCA”, escreveu o presidente em sua rede social, o Truth Social, na manhã de domingo.
De acordo com Leavitt, representantes dos órgãos responsáveis pela segurança presidencial se reunirão nos próximos dias para discutir possíveis mudanças nos protocolos, mas ela garantiu que a confiança de Trump no Serviço Secreto segue inabalada.
— São homens e mulheres excelentes que estão fazendo seu trabalho e desempenhando suas funções com honra — disse a porta-voz.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, engrossou nesta segunda-feira o coro iniciado por Melania Trump e pediu que a rede ABC demita o apresentador Jimmy Kimmel após um comentário sobre a primeira-dama feito pelo apresentador em seu programa.
Trump publicou em sua própria rede social, a Truth Social, que a emissora deveria dispensar Kimmel, repetindo críticas feitas horas antes por Melania. A primeira-dama acusou o apresentador de promover retórica “odiosa e violenta”, em referência a comentários feitos recentemente no ar.
A reação do casal foi motivada por uma fala de Kimmel em que ele se referiu a Melania como uma “futura viúva” durante um monólogo humorístico — dois dias antes do jantar na Casa Branca que terminou com disparos após uma invasão. A declaração gerou forte repercussão entre apoiadores do presidente.
O ex-presidente dos EUA Donald Trump e a ex-primeira-dama Melania Trump
AFP
Em publicação nas redes sociais, Melania afirmou que o humorista usa a televisão para espalhar divisão política e cobrou uma resposta da ABC:
— Já passou da hora de a ABC tomar uma posição.
Até o momento, a emissora não havia se pronunciado oficialmente sobre o episódio. Trump e Kimmel possuem uma relação conhecida pelos espectadores da TV americana. O apresentador é crítico frequente do republicano em seu programa noturno, enquanto o presidente costuma reagir publicamente a ataques de humoristas e veículos de imprensa.
Um caso misterioso no interior da Inglaterra foi encerrado sem solução. Em 2024, um pedreiro que trabalhava em uma casa na cidade de Bishop Auckland, no condado de Durham, encontrou os restos mortais de um bebê sob o assoalho de uma casa em que trabalhava. Ele tinha um barbante amarrado no pescoço e estava envolto em um jornal de 1910, ano em que a investigação acredita que ele viveu. Nesta segunda (27), seus restos mortais foram finalmente sepultados no cemitério da cidade, segundo o jornal britânico The Guardian.
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Pela falta de identificação, ele ficou conhecido como Bebê de Auckland. O detetive-chefe, Mel Sutherland, que conduziu as investigações prestou homenagens ao bebê, que deve ter vivido apenas 40 semanas, segundo a autópsia.
“É um dia emocionante. Foi um processo bastante longo. Foi uma cerimônia realmente linda. Estarmos juntos hoje nos permitiu reconhecer adequadamente a vida deste menino e garantir que ele fosse sepultado com a dignidade e o respeito que merecia. Esperamos que ele agora descanse em paz”, disse Sutherland ao The Guardian, que completou.
Assoalho onde restos mortais do bebê foi encontrado
Divulgação/Polícia de Durham
Ele explicou ainda que a investigação contou com um antropólogo forense, que escavou o assoalho, para conseguir o máximo de restos mortais possível. Segundo ele, apenas um pequeno osso do dedinho do pé não foi achado. A autópsia também não conseguiu confirmar a causa da morte.
Os ossos estavam enrolados em um exemplar de 10 de junho de 1910 do The Umpire, um popular jornal dominical da época. Para ele, todas as linhas de investigação foram esgotadas. Durante o processo, houve até pessoas que surgiram para dizer que teriam algum parentesco ou ligação com o bebê. Mas após exames de DNA, nenhuma correspondências de genes foi encontrada.

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