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Um juiz federal de imigração negou o pedido de asilo da família de Liam Conejo Ramos, menino de 5 anos cuja detenção por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) provocou repercussão nacional no início deste ano. A decisão também determina a deportação da família, mas o caso ainda será analisado em instância superior após recurso apresentado pela defesa.
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De acordo com o Distrito Escolar Público de Columbia Heights, em Minnesota, onde Liam estuda, o encerramento do processo foi considerado “de partir o coração”. Em nota, a instituição afirmou que segue apoiando a criança e demonstrou esperança em uma reversão da decisão.
“Entendemos que esta decisão será alvo de recurso e continuamos esperançosos por um desfecho positivo”, declarou o distrito, segundo a rede americna CBS News.
O advogado da família, Paschal Nwokocha, informou que a decisão foi tomada há algumas semanas por um juiz de imigração em Nova York, mas só agora veio a público. Segundo ele, o recurso já foi encaminhado ao Conselho de Apelações de Imigração (BIA), o que permite que a família permaneça nos Estados Unidos até que haja uma decisão final.
— O problema é que eles não tiveram a oportunidade de contar sua história. O processo foi encerrado sem que pudessem apresentar os méritos do caso — afirmou.
O caso ganhou notoriedade em janeiro, quando Liam foi detido junto com o pai, Adrian Alexander Conejo Ramos, na porta de casa, logo após retornarem da pré-escola. Segundo relatos de funcionários da escola, agentes teriam usado a presença da criança para facilitar a abordagem e entrar na residência.
Pai e filho foram levados para um centro de processamento de imigração no Texas, mas acabaram liberados semanas depois por decisão do juiz distrital Fred Biery, que criticou duramente a condução do caso. Na ocasião, ele classificou a ação do governo como parte de uma política “mal concebida”, que poderia resultar em traumas a crianças.
As autoridades de imigração, por sua vez, apresentaram versões divergentes. O Departamento de Segurança Interna afirmou anteriormente que a criança teria sido abandonada pelo pai, versão contestada pela defesa.
A família, de origem equatoriana, entrou nos Estados Unidos em 2024 por meio de um sistema criado durante o governo Biden, que permitia o agendamento de pedidos de asilo por aplicativo. O governo, no entanto, afirma não ter registro do uso da ferramenta no caso específico.
A Inglaterra se prepara para inaugurar uma trilha contínua ao longo de toda a sua costa, em um projeto de grande escala com impacto no turismo, no acesso público e na gestão ambiental. Com 4.327 quilômetros de extensão, a rota é a mais longa trilha costeira gerida do mundo, desenvolvida pela Natural England.
Batizada de King Charles III England Coast Path, a trilha cria, pela primeira vez, um caminho ininterrupto ao redor do país, permitindo caminhar ao lado do mar por longas distâncias e sem grandes interrupções.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
O percurso atravessa uma variedade de paisagens, como pântanos salgados, praias, falésias, dunas e cidades costeiras históricas. Entre os destaques está a formação calcária de Seven Sisters, em East Sussex, agora integrada a uma nova reserva natural.
Embora parte da rota já existisse, o projeto exigiu a criação de mais de 1.609 quilômetros de novos trechos, além de melhorias em caminhos antigos. As intervenções incluíram recapeamento, remoção de porteiras, construção de passarelas e instalação de pontes.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A iniciativa foi iniciada durante o governo de Gordon Brown e levou 18 anos para avançar, atravessando sete primeiros-ministros. Atualmente, cerca de 80% do trajeto já está aberto, com conclusão prevista para o fim do ano.
Líder do projeto na Natural England, Neil Constable avalia a iniciativa como “brilhante”.
— A melhor coisa que farei na minha vida profissional — resume.
Ele ressalta que o diferencial não está apenas na extensão, mas na possibilidade de caminhar livremente ao longo da costa, em qualquer direção.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
A viabilização da trilha exigiu a criação da Lei de Acesso Marinho e Costeiro, de 2009, que ampliou o acesso público ao litoral e permitiu a continuidade da rota. Com isso, novas áreas foram abertas, como praias, dunas e topos de falésias, além de melhorias de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
O projeto também buscou aproximar o trajeto do mar e conectar trechos antes isolados, preenchendo lacunas históricas.
Ainda assim, há pontos de interrupção. No rio Mersey, a travessia é feita por balsa. Já no rio Erme, em Devon, não há ponte ou embarcação, e a passagem precisa ser feita a pé em janelas limitadas pela maré. Sobre essas dificuldades, Constable afirma que “faz parte da experiência”.
Adaptação às mudanças climáticas
A trilha foi projetada com adaptações às mudanças climáticas, como o aumento das chuvas e a elevação do nível do mar. Há previsão legal para deslocar o trajeto para o interior, mecanismo conhecido como “recuada” pela Natural England.
Inglaterra inaugura trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução/Youtube
Um caso concreto ocorreu em Dorset, onde um deslizamento destruiu parte do caminho. Segundo Lorna Sherriff, responsável pelo South West Coast Path, “a trilha foi fechada e um desvio foi implementado”. O novo trecho aumentou o percurso em cerca de 2,4 quilômetros e passou a utilizar estradas. A solução definitiva incluiu o recuo de 15 metros, com acordo com um proprietário local, o que permitiu reabertura rápida.
— Sem essa previsão de recuo, isso teria levado meses — afirmou.
A iniciativa é vista como “transformadora” por Jack Cornish, diretor da organização Ramblers na Inglaterra. Ele destaca os ganhos de acesso.
— Ela cria uma faixa de acesso desde a trilha até a linha da maré alta, o que significa que você pode sair do caminho para explorar as praias — diz. E acrescenta: — Você pode fazer piqueniques e, em uma nação insular, realmente aproveitar nosso litoral pela primeira vez.
Inglaterra anuncia trilha costeira contínua de 4,3 mil quilômetros, a mais longa do mundo
Reprodução
A nova trilha também se conecta ao Wales Coast Path, de 1.400 quilômetros, o primeiro a contornar toda a costa de um país. Na Escócia, embora não exista uma rota única oficial, grande parte do litoral já é acessível por lei, com cerca de 8.851 quilômetros.
Somadas, as trilhas da Grã-Bretanha podem chegar a aproximadamente 14.484 quilômetros, percurso que levaria quase dois anos para ser concluído, considerando caminhadas de 24 quilômetros por dia, sem pausas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir os campos de gás iranianos se Teerã continuar seus ataques contra o Catar, o segundo maior exportador mundial de gás natural liquefeito, em uma escalada que voltou a elevar os preços do petróleo nesta quinta-feira.
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Se o Irã “decidir imprudentemente atacar” o Catar, então os Estados Unidos, “com ou sem a ajuda e o consentimento de Israel, destruirão massivamente todo o campo de gás de South Pars”, escreveu o presidente dos Estados Unidos em sua plataforma Truth Social.
Ele também confirmou que o ataque de quarta-feira a esse campo iraniano no Golfo foi responsabilidade de Israel e que os Estados Unidos “não tinham conhecimento” dessa ação.
Em represália, o Irã atacou na quarta-feira Ras Laffan, no Catar, o maior complexo industrial e porto de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, e voltou a fazê-lo na quinta-feira.
A empresa estatal de energia do Catar, QatarEnergy, relatou “danos consideráveis” na madrugada de quinta-feira, mas os incêndios provocados pelo ataque foram controlados, segundo o Ministério do Interior, que não registrou vítimas.
O Catar é o segundo maior exportador mundial de GNL, e o Ministério das Relações Exteriores lamentou que os ataques na região “ultrapassaram todas as linhas vermelhas ao ter como alvo civis, assim como instalações civis e vitais”.
Por sua vez, Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, também fechou um centro de processamento de gás natural após a queda de destroços de mísseis interceptados.
Esse novo episódio na guerra iniciada em 28 de fevereiro pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã impulsionou os preços do petróleo, levando o barril de Brent a mais de 112 dólares nesta quinta-feira.
Os temores de uma ampliação do conflito para todo o Oriente Médio se intensificaram, e a Arábia Saudita afirmou que “reserva-se o direito” de responder militarmente ao Irã, que ataca regularmente seu território com drones e mísseis.
Corredor seguro
O bloqueio por parte do Irã do estratégico estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo e do gás mundiais, permanece no centro das atenções.
Ao sul do estreito, no Golfo de Omã, um navio foi atingido nesta quinta-feira por um “projétil desconhecido” e um incêndio foi declarado a bordo, segundo a agência marítima britânica UKMTO. Outro navio foi atingido em frente à costa catariana de Ras Laffan, segundo a mesma fonte.
A Organização Marítima Internacional (OMI) reúne-se de forma urgente nesta quinta-feira em Londres para exigir a criação de um corredor marítimo seguro para evacuar os navios bloqueados no Golfo.
O órgão da ONU responsável pela segurança no mar estima que 20 mil marinheiros aguardam atualmente a bordo de 3.200 navios perto do estreito de Ormuz.
Assim como no Federal Reserve dos Estados Unidos, o forte aumento dos preços da energia devido à guerra dominará nesta quinta-feira a reunião do Banco Central Europeu, que teme consequências para a inflação e o crescimento.
O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu nesta quinta-feira uma moratória nos ataques à infraestrutura energética, após uma conversa com Trump e o emir do Catar, Tamim bin Hamad al Thani.
— As populações civis e suas necessidades essenciais, assim como a segurança do abastecimento energético, devem ser preservadas da escalada militar — afirmou Macron.
Em quase três semanas, a guerra deixou mais de 2.200 mortos, segundo as autoridades, principalmente no Irã e no Líbano, o segundo front de guerra, onde se enfrentam Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
A China condenou nesta quinta-feira como “inaceitável” o assassinato do chefe de segurança e dirigente histórico da República Islâmica do Irã, Ali Larijani, em um bombardeio aéreo israelense.
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“Sempre nos opusemos ao uso da força nas relações internacionais. As ações destinadas a assassinar dirigentes iranianos e atacar alvos civis são ainda mais inaceitáveis”, declarou em coletiva de imprensa o porta-voz diplomático chinês Lin Jian.
Larijani é a figura de mais alto perfil a morrer nos ataques israelenses e americanos depois do líder supremo Ali Khamenei, assassinado no dia em que começaram os bombardeios contra o Irã, em 28 de fevereiro.
“A China insta as partes envolvidas a cessar imediatamente as operações militares e evitar que a situação regional saia do controle”, acrescentou Lin.
A China é aliada do Irã e tem pedido aos Estados Unidos e a Israel que interrompam seus ataques contra o país, ao mesmo tempo em que critica os bombardeios iranianos contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas.
Declaração de vingança
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, em comunicado, que lançou mísseis contra o centro de Israel “em vingança pelo sangue do mártir Ali Larijani e de seus companheiros”. Um dia antes, o Estado judeu afirmou ter matado o chefe de segurança do país, além do comandante da força paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani. Nesta quarta, Israel também disse ter matado o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib, embora autoridades iranianas ainda não tenham confirmado o ocorrido — algo que tem sido comum ao longo da guerra.
— Surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes — disse nesta quarta o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, sem dar mais detalhes.
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Os nomes de Larijani e Soleimani — e, se confirmado, também de Khatib — se somam à lista de líderes iranianos assassinados pelos EUA e por Israel, que inclui o líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia de guerra. Agora, o Exército israelense afirmou estar determinado a “localizar, encontrar e neutralizar” o sucessor de Khamenei, Mojtaba, que não aparece em público desde que foi nomeado, há mais de uma semana. À imprensa, o porta-voz da polícia de Israel declarou:
— Não sabemos nada sobre Mojtaba Khamenei. Não o ouvimos, não o vemos, mas podemos dizer uma coisa: vamos rastreá-lo, encontrá-lo e neutralizá-lo.
Enquanto isso, o Irã realizou nesta quarta-feira os funerais de Larijani e de seu filho, também morto em um ataque israelense, além de Soleimani e dos mais de 80 marinheiros da fragata afundada por um submarino americano nas costas do Sri Lanka. Imagens exibidas pela televisão estatal mostraram milhares de pessoas acompanhando o cortejo em Teerã, com bandeiras iranianas e retratos dos mortos. As autoridades anunciaram o funeral de Khamenei há duas semanas, mas depois adiaram a cerimônia por tempo indeterminado.
Uma das autoridades mais relevantes da República Islâmica a morrer desde o início do conflito, Larijani teve uma trajetória marcada por posições-chave. Ele já foi ministro, presidente do Parlamento e candidato à Presidência em diversas ocasiões. Oriundo de uma tradicional família iraniana, construiu uma carreira que o colocou entre os principais articuladores políticos do regime. Nos bastidores, seu nome era associado a possíveis negociações delicadas, incluindo cenários de transição política e interlocução com potências estrangeiras, como os EUA — hipótese que ganhou peso após a morte do aiatolá.
Khatib, por sua vez, havia sido alvo de sanções pelo Departamento do Tesouro americano em 2022 por “envolver-se em atividades cibernéticas contra os Estados Unidos e seus aliados”. O Tesouro também classificou o Ministério da Inteligência iraniano, em outra rodada de sanções, como “um dos principais serviços de segurança do governo iraniano, responsável por graves violações de direitos humanos”: “Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores de direitos humanos, ativistas pelos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de minorias religiosas”, afirmou.
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Escalada militar
A escalada militar tem ampliado o impacto regional do conflito. O Irã passou a atacar interesses dos Estados Unidos e a atingir infraestruturas estratégicas no Golfo, além de manter pressão sobre o Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global de petróleo e gás. Autoridades iranianas alertaram que as repercussões econômicas da guerra tendem a se intensificar.
Em resposta, forças americanas realizaram bombardeios contra instalações militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis, incluindo alvos associados à ameaça ao tráfego marítimo no estreito. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou aliados que resistem a se envolver diretamente no conflito, mas afirmou que Washington não depende de apoio externo para suas operações.
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Enquanto isso, o conflito se estende para outras frentes. No Líbano, ataques israelenses atingiram áreas fora dos subúrbios ao sul de Beirute — reduto do grupo xiita Hezbollah — e deixaram ao menos 12 mortos e dezenas de feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês. Outras vítimas foram registradas no Vale do Bekaa e em Sidon.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã, mantém ataques contra Israel desde o início da guerra, ampliando a instabilidade na região. O número de mortos no Líbano continua a crescer, enquanto milhares de deslocados buscam abrigo em cidades do sul do país, muitas vezes em condições precárias.
(Com AFP)
A passagem de fronteira de Rafah entre Gaza e o Egito foi reaberta nesta quinta-feira, pela primeira vez desde que Israel a fechou em 28 de fevereiro, quando lançou ataques conjuntos com os Estados Unidos contra o Irã, segundo um veículo de comunicação próximo ao governo egípcio.
A Al-Qahera News, que tem ligações com os serviços de inteligência egípcios, informou que a passagem foi reaberta “em ambos os sentidos” e divulgou vídeos mostrando um pequeno número de palestinos se preparando para cruzar do Egito para Gaza.
As imagens também mostram várias ambulâncias aguardando para receber pacientes que deixam a Faixa de Gaza.
Você já imaginou um dinossauro tentando chocar ovos como uma galinha, mas sem conseguir aquecer todos ao mesmo tempo? Foi essa a pergunta que guiou um grupo de cientistas ao revisitar os hábitos reprodutivos dos oviraptorídeos, dinossauros terópodes com aparência semelhante à de aves.
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Esses animais viveram no período Cretáceo, entre 70 e 66 milhões de anos atrás, e apresentavam corpo leve, bico sem dentes, membros longos e, em algumas espécies, penas. Apesar de botarem ovos em ninhos, não eram capazes de voar. Fósseis encontrados principalmente na Ásia, em regiões como o Deserto de Gobi e a província chinesa de Guangdong, mostram que construíam estruturas semiabertas, diferentes das de aves e crocodilos atuais.
Segredos de um ninho ancestral
Para entender como esses dinossauros incubavam seus ovos, pesquisadores liderados por Chun-Yu Su, da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan, reconstruíram ninhos com ovos artificiais e criaram um modelo em tamanho real de um oviraptor. Sensores foram usados para medir a distribuição de calor, enquanto simulações computacionais testaram diferentes cenários, incluindo variações de postura do animal e condições ambientais.
Os resultados, publicados na revista Frontiers in Ecology & Evolution, nesta segunda-feira (16), indicam que o calor não era distribuído de forma uniforme. O adulto não conseguia manter contato com todos os ovos, e os que ficavam nas bordas do ninho atingiam temperaturas mais altas do que os do centro — com diferenças de até 6 graus em ambientes frios. Mesmo em condições mais quentes, a variação persistia, ainda que menor.
O modelo em tamanho real de oviraptor e os ninhos reconstruídos permitiram aos pesquisadores analisar a distribuição de calor nos ovos fossilizados
Divulgação/Chun-Yu Su
Na prática, isso significa que os ovos não se desenvolviam no mesmo ritmo. A eclosão ocorria de forma assíncrona, com filhotes nascendo em momentos diferentes, um padrão distinto do observado na maioria das aves modernas, que conseguem manter temperaturas mais estáveis durante a incubação.
O estudo também aponta que o calor corporal do oviraptorídeo era insuficiente para aquecer todos os ovos, tornando a energia do ambiente, como a radiação solar, um fator relevante. Esse modelo de incubação, segundo os autores, seria menos eficiente e representa um estágio intermediário entre o comportamento de crocodilos, que enterram seus ovos, e o das aves, que utilizam contato direto.
Os cientistas ressaltam que os resultados não devem ser generalizados para todos os dinossauros, já que o experimento se baseia em uma espécie específica. Ainda assim, a pesquisa ajuda a lançar luz sobre a evolução do cuidado parental, conectando comportamentos de répteis antigos às estratégias adotadas pelas aves atuais.
O que as marcas deixadas por colisões violentas podem contar sobre a origem de um mundo inteiro? No caso do asteroide 16 Psyche, a resposta pode estar nas crateras que recobrem sua superfície.
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Pesquisadores do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona indicam que essas formações são pistas decisivas para entender a natureza do corpo celeste, considerado o maior asteroide metálico conhecido, com cerca de 225 quilômetros de diâmetro. A expectativa é que a chegada da sonda Psyche, prevista para 2029, ajude a confirmar se ele é o núcleo exposto de um antigo planeta ou uma mistura complexa de rocha e metal.
Simulações indicam papel decisivo da porosidade
O estudo, publicado na revista JGR Planets, aponta que a porosidade interna — ou seja, a quantidade de espaços vazios na estrutura do asteroide — pode alterar significativamente a forma das crateras. Segundo o pesquisador Kylianne Chadwick e sua equipe, esse fator influencia tanto a profundidade quanto a distribuição dos materiais ejetados após impactos.
Simulações conduzidas pelo grupo reproduziram uma cratera com cerca de 48 quilômetros de diâmetro e cinco de profundidade, formada após a colisão de um objeto de aproximadamente cinco quilômetros, viajando a cerca de 5 km/s. Os resultados mostram que diferentes estruturas internas produzem padrões distintos de impacto.
Em cenários com camadas bem definidas — núcleo metálico e manto rochoso —, há maior probabilidade de fragmentos metálicos serem lançados à superfície. Já em modelos com mistura homogênea, os detritos tendem a se distribuir de forma mais irregular.
A porosidade também se mostrou crucial: quanto mais poroso o asteroide, maior a absorção de energia do impacto, o que resulta em crateras mais profundas e menos material ejetado.
Núcleo exposto ou mistura de materiais?
Desde sua descoberta, há quase dois séculos, 16 Psyche intriga cientistas. Uma das hipóteses é que ele seja o remanescente de um protoplaneta que perdeu suas camadas externas após colisões. Outra sugere que se trata de um corpo formado pela recombinação de materiais após impactos catastróficos.
Para o pesquisador Erik Asphaug, estudar o asteroide equivale a investigar os bastidores da formação planetária. Segundo ele, como não é possível acessar diretamente os núcleos da Terra ou de outros planetas, corpos como Psyche funcionam como registros preservados desse processo.
Missão pode resolver um dos maiores enigmas
A sonda Psyche levará instrumentos capazes de medir composição, campo gravitacional e propriedades magnéticas do asteroide. Esses dados permitirão comparar as previsões teóricas com observações diretas.
De acordo com a pesquisadora Adeene Denton, o estudo representa um avanço na capacidade de simular impactos em corpos ricos em metal, um tipo raro no cinturão principal de asteroides.
Ao analisar a morfologia das crateras e a densidade interna, os cientistas esperam finalmente responder se 16 Psyche guarda o núcleo de um planeta primitivo ou se é fruto de uma história mais caótica.
Se confirmada, qualquer uma das hipóteses pode abrir uma nova janela para compreender os estágios iniciais da formação do sistema solar — um período marcado por colisões intensas e pela distribuição de metais que deram origem aos planetas.
Já imaginou que tubarões podem escolher com quem nadar? Um estudo publicado nesta terça-feira (17) na revista científica Animal Behaviour sugere que esses predadores, frequentemente retratados como solitários, mantêm relações sociais consistentes, algo comparável, em certa medida, a “amizades”.
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A pesquisa foi conduzida na Reserva Marinha de Shark Reef, em Fiji, e analisou o comportamento de 184 tubarões-touro ao longo de seis anos. Os dados mostram que esses animais não se agrupam de forma aleatória: eles tendem a formar pares recorrentes, nadando lado a lado ou seguindo uns aos outros em movimentos coordenados.
Relações seletivas no fundo do mar
Os cientistas observaram dois tipos principais de interação: a proximidade física, quando os tubarões permaneciam a uma distância de até um corpo entre si, e comportamentos mais deliberados, como o padrão de “liderar e seguir”. Esses registros indicaram que os encontros eram repetidos entre os mesmos indivíduos, sugerindo preferência por determinados companheiros e até a evitação de outros.
A autora principal do estudo, Natasha Marosi, fundadora do Fiji Shark Lab, comparou o comportamento à dinâmica social humana. “Assim como nós, eles parecem cultivar diferentes tipos de relações e evitar certos indivíduos”, afirmou em entrevista ao Times.
Os tubarões-touro estão entre as maiores espécies do grupo, podendo atingir até 3,5 metros de comprimento e pesar cerca de 230 quilos. Adaptáveis, vivem em águas quentes ao redor do mundo e se destacam por tolerar água doce, sendo encontrados também em rios e estuários. Apesar de figurarem entre os três tipos mais associados a ataques a humanos, ao lado do tubarão-branco e do tubarão-tigre —, incidentes desse tipo são considerados raros.
Segundo o estudo, fatores como idade e tamanho influenciam a formação dessas redes sociais. Indivíduos adultos em fase reprodutiva ocupam posições centrais, mantendo laços mais estáveis. Já os machos, geralmente menores que as fêmeas, apresentam maior número de conexões, possivelmente como estratégia para reduzir conflitos com animais maiores.
Para o pesquisador Darren Croft, do Centro de Pesquisa em Comportamento Animal da Universidade de Exeter, os resultados ajudam a rever percepções consolidadas. “Ao contrário da visão comum, os tubarões têm vidas sociais relativamente ricas e complexas”, afirmou. “Ainda estamos começando a entender como essas interações funcionam.”
A descoberta reforça a ideia de que, mesmo entre predadores temidos, a vida no oceano pode ser mais social, e sofisticada, do que se imaginava.
No fundo de tumbas circulares, esqueletos de gauleses enterrados sentados. Por que foram colocados ali? Estariam mesmo mortos? Novas sepulturas descobertas em Dijon lembram o quanto os costumes dos antepassados ainda permanecem envoltos em mistério.
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No coração da cidade borgonhesa, os alunos da escola primária do grupo Joséphine Baker ganharam uma nova atração nos últimos dias: um esqueleto, particularmente bem preservado, que repousa no fundo de uma fossa circular, em uma área de escavações ao lado do pátio.
Confira:
Esqueletos sentados em fossas circulares: mistério de 2 mil anos em Dijon
Esse esqueleto, como outros quatro encontrados no início de março, está sentado no fundo de uma cavidade de cerca de um metro de diâmetro e aproximadamente quarenta centímetros de profundidade. Os braços descem ao longo do corpo, as mãos repousam próximas à bacia, as costas se apoiam na parede oriental e o olhar se dirige para o oeste.
Exatamente como os treze esqueletos gauleses já descobertos no ano passado no mesmo local, a cerca de vinte metros de distância.
Dijon, um ponto-chave para entender os gauleses
Há mais de 30 anos, escavações arqueológicas realizadas na cidade, antes de projetos de construção, revelam uma ligação particular com os gauleses — povo celta que Astérix e Obélix tornaram célebre, mas que ainda é pouco conhecido pelos arqueólogos.
Os gauleses pertencem à proto-história, período situado entre a pré-história e a história, no qual esses povos são conhecidos apenas por meio dos relatos de outros.
Eles também são mencionados nos escritos de Júlio César sobre a conquista da Gália — registros considerados parcialmente enviesados.
Esta fotografia, tirada em 17 de março de 2026, mostra um sítio arqueológico que revela sepulturas gaulesas no centro de Dijon, no centro-leste da França
FREDERIC BOURIGAULT / AFP
Para os arqueólogos, Dijon se tornou uma cidade essencial para aprofundar esse conhecimento. Com duas outras tumbas do mesmo tipo descobertas em 1992, uma pequena área do centro concentra cerca de vinte sepulturas de gauleses enterrados sentados, de um total de 75 identificadas no mundo (na França, Suíça e Grã-Bretanha).
“São descobertas particularmente impressionantes. Pode-se falar em Dijon de uma aglomeração gaulesa significativa, diante do número e da qualidade dos achados”, destaca Régis Labeaune, arqueólogo do Inrap, responsável pelas novas descobertas.
Mistérios que permanecem sem resposta
Para o futuro, as perguntas se multiplicam: por que foram enterrados dessa forma? Seria um sinal de exclusão ou, ao contrário, indicaria personagens importantes?
Estariam realmente mortos antes de serem enterrados? Cinco ou seis apresentam marcas de violência, sendo que um deles possui uma lesão fatal no crânio. Teriam sido sacrifícios para tornar a terra mais fértil ou inimigos mortos colocados ali para desencorajar adversários.
Com exceção de um bracelete que permitiu datar a ocupação do período gaulês, nenhum objeto pessoal ou ornamento foi encontrado junto aos corpos.
Todos são homens, com altura entre 1,62 m e 1,82 m, com exceção de uma criança descoberta em 1992.
A dentição é surpreendentemente bem preservada, “provavelmente porque não conheciam o açúcar”, observa Annamaria Latron, arqueoantropóloga do Inrap.
“O desgaste é clássico para dez deles, com algumas marcas de polimento. Os ossos apresentam sinais de artrose, indicando atividade física intensa. Também se observa forte solicitação dos membros inferiores”, detalha a pesquisadora.
“Não temos uma hipótese privilegiada” para explicar esse tipo de sepultamento, acrescenta.
“Falta a parte da superfície, o que existia acima dessas tumbas. Ser arqueólogo pode ser bastante frustrante”, afirma, sorrindo.
Vestígios e herança gaulesa
No final dos anos 1990, também foram encontrados cadáveres de animais (28 cães, cinco ovelhas e duas porcas), que parecem datar do fim do período gaulês e podem estar associados a práticas de sacrifício, segundo o Inrap.
O instituto dedicará a temporada de 2026 ao período gaulês.
“O que nos resta dos gauleses em nossa língua é também o ‘pagus’, a menor divisão territorial, que deu origem a palavras como país, paisagem, camponês, paganismo e até… página”, lembra Dominique Garcia, presidente do Inrap.
Com os gauleses, ainda há muito a ser escrito. Afinal, “dois terços das nossas prefeituras têm origens gaulesas do ponto de vista arqueológico”, conclui.
A polícia da Bolívia prendeu nesta quarta-feira um dos filhos do ex-presidente Luis Arce por um caso de suspeita de lavagem de dinheiro, após uma “perseguição” quando ele tentava fugir de carro, informou o Ministério do Interior.
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Marcelo Arce Mosqueira, de 33 anos, foi preso na cidade de Santa Cruz. Ele é investigado pelo Ministério Público juntamente com seu pai e seus dois irmãos mais novos. Autoridades não informaram os detalhes o caso.
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Segundo o ministro do Interior, Marco Antonio Oviedo, a investigação inclui o suposto crime de “dano econômico ao Estado”.

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