Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Você já imaginou um dinossauro tentando chocar ovos como uma galinha, mas sem conseguir aquecer todos ao mesmo tempo? Foi essa a pergunta que guiou um grupo de cientistas ao revisitar os hábitos reprodutivos dos oviraptorídeos, dinossauros terópodes com aparência semelhante à de aves.
Entenda: Fóssil de pequeno dinossauro da Patagônia ajuda a reescrever 90 milhões de anos da história da evolução
Veja vídeo: Parque no Ceará recebe mais de 80 réplicas de dinossauros extintos há 65 milhões de anos
Esses animais viveram no período Cretáceo, entre 70 e 66 milhões de anos atrás, e apresentavam corpo leve, bico sem dentes, membros longos e, em algumas espécies, penas. Apesar de botarem ovos em ninhos, não eram capazes de voar. Fósseis encontrados principalmente na Ásia, em regiões como o Deserto de Gobi e a província chinesa de Guangdong, mostram que construíam estruturas semiabertas, diferentes das de aves e crocodilos atuais.
Segredos de um ninho ancestral
Para entender como esses dinossauros incubavam seus ovos, pesquisadores liderados por Chun-Yu Su, da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan, reconstruíram ninhos com ovos artificiais e criaram um modelo em tamanho real de um oviraptor. Sensores foram usados para medir a distribuição de calor, enquanto simulações computacionais testaram diferentes cenários, incluindo variações de postura do animal e condições ambientais.
Os resultados, publicados na revista Frontiers in Ecology & Evolution, nesta segunda-feira (16), indicam que o calor não era distribuído de forma uniforme. O adulto não conseguia manter contato com todos os ovos, e os que ficavam nas bordas do ninho atingiam temperaturas mais altas do que os do centro — com diferenças de até 6 graus em ambientes frios. Mesmo em condições mais quentes, a variação persistia, ainda que menor.
O modelo em tamanho real de oviraptor e os ninhos reconstruídos permitiram aos pesquisadores analisar a distribuição de calor nos ovos fossilizados
Divulgação/Chun-Yu Su
Na prática, isso significa que os ovos não se desenvolviam no mesmo ritmo. A eclosão ocorria de forma assíncrona, com filhotes nascendo em momentos diferentes, um padrão distinto do observado na maioria das aves modernas, que conseguem manter temperaturas mais estáveis durante a incubação.
O estudo também aponta que o calor corporal do oviraptorídeo era insuficiente para aquecer todos os ovos, tornando a energia do ambiente, como a radiação solar, um fator relevante. Esse modelo de incubação, segundo os autores, seria menos eficiente e representa um estágio intermediário entre o comportamento de crocodilos, que enterram seus ovos, e o das aves, que utilizam contato direto.
Os cientistas ressaltam que os resultados não devem ser generalizados para todos os dinossauros, já que o experimento se baseia em uma espécie específica. Ainda assim, a pesquisa ajuda a lançar luz sobre a evolução do cuidado parental, conectando comportamentos de répteis antigos às estratégias adotadas pelas aves atuais.

Veja outras postagens

Edith Eva Eger, psicóloga clínica e autora best-seller cujas experiências traumáticas como prisioneira em campos de concentração nazistas — incluindo ter sido forçada a dançar para Josef Mengele, o notório médico conhecido como o “Anjo da Morte” — permitiram que ela se identificasse com pacientes emocionalmente perturbados e os tratasse, morreu em em sua casa, em San Diego. Ela tinha 98 anos. Sua filha, Audrey Thompson, confirmou a morte.
Saiba mais: Líbano diz que ataque aéreo israelense no sul do país matou oito pessoas
Anitta: ‘Antigamente, eu não tinha dinheiro para nada, só investia no trabalho. Hoje, eu ganho dinheiro para poder ser feliz’
Eger tornou-se psicóloga já na casa dos 50 anos, depois de imigrar para Baltimore, trabalhar em uma fábrica de roupas, criar os filhos e voltar à faculdade. Sua recuperação emocional levou tempo: durante duas décadas após a guerra, ela não falou sobre as privações que sofreu nem sobre as atrocidades que testemunhou. As memórias enterradas assombravam seus pesadelos.
Ela aprendeu que precisava perdoar a si mesma por ter sobrevivido — algo que quase não aconteceu. Quando soldados americanos libertaram Gunskirchen, um subcampo de Mauthausen, na Áustria, em maio de 1945, ela estava quase imóvel em meio a uma pilha de cadáveres, pesando pouco mais de 30 quilos e sofrendo de pneumonia, febre tifoide e pleurisia.
— Eu os liberto — disse ela à Fundação Shoah da USC nos anos 1990, referindo-se a seus captores nazistas. — Não se trata de eu perdoá-los pelo que fizeram comigo. Acho que é principalmente libertar a mim mesma, para investir minha energia no futuro.
Um passo decisivo em sua capacidade de seguir em frente foi ler “Man’s Search for Meaning”, memórias de 1946 do psiquiatra austríaco e sobrevivente de campo de concentração Viktor Frankl. Ele escreveu sobre as escolhas feitas por alguns prisioneiros.
“Nós que vivemos em campos de concentração conseguimos nos lembrar dos homens que caminhavam pelos barracões confortando os outros, entregando seu último pedaço de pão”, escreveu ele. “Talvez fossem poucos, mas oferecem prova suficiente de que tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa: a última das liberdades humanas — escolher sua atitude diante de qualquer conjunto de circunstâncias, escolher seu próprio caminho.”
Edith Eva Eger nos anos 1950, em El Paso
Acervo da família Eger/via The New York Times
Edith Eva Eger
Acervo da família Eger/via The New York Times
‘A liberdade é uma escolha’
Eger descrevia seu próprio estilo de terapia — para pacientes que incluíam pessoas com câncer e militares com transtorno de estresse pós-traumático e lesões cerebrais traumáticas — como uma escolha de encontrar liberdade em relação ao sofrimento, uma jornada psicológica em que compaixão, humor, otimismo, curiosidade e autoexpressão eram fundamentais.
“Essas são as ferramentas que meus pacientes usam para se libertar das expectativas impostas pelos papéis sociais, para serem pais gentis e amorosos consigo mesmos, para parar de transmitir crenças e comportamentos aprisionadores, para descobrir que o amor surge como resposta no fim”, escreveu ela em sua autobiografia, “The Choice: Embrace the Possible” (2017, com Esmé Schwall Weigand), best-seller de bolso do New York Times sobre o qual ela foi entrevistada por Oprah Winfrey. No Brasil, o livro ganhou o título “A liberdade é uma escolha: Lições práticas e inspiradoras para ajudar você a se libertar de suas prisões mentais”.
No livro, ela descreveu o tratamento de um garoto de 14 anos que fazia comentários preconceituosos. “Eu lutava contra a inclinação de apontar o dedo, cerrar o punho, fazê-lo sentir-se responsável por seu ódio — sem assumir responsabilidade pelo meu próprio”, escreveu ela. “Esse garoto não matou meus pais. Negar meu amor a ele não venceria seu preconceito.”
Entenda: Irã confirma presença na Copa do Mundo, mas faz 10 exigências aos anfitriões
Gradualmente, ao longo da primeira sessão entre eles, “ele já não falava mais sobre matar”, escreveu. “Ele me mostrou seu sorriso gentil. E eu assumi a responsabilidade de não perpetuar hostilidade e culpa, de não me curvar ao ódio e dizer: ‘Você é demais para mim.’”
A história de Edith
Edith Eva Eger nasceu Edith Eva Elefánt em 29 de setembro de 1927, em Kosice, Tchecoslováquia — atualmente parte da Eslováquia e anteriormente integrante do Império Austro-Húngaro. Seu pai, Lajos, era alfaiate e estilista de alta-costura, e sua mãe, Ilona (Klein) Elefánt, cuidava da casa.
A jovem Edith era bailarina e ginasta. À medida que o antissemitismo crescia na Hungria, ela foi expulsa da equipe húngara de treinamento olímpico por ser judia. (Os Jogos Olímpicos de Verão de 1940 e 1944 já haviam sido cancelados por causa da Segunda Guerra Mundial, mas ainda havia esperança de competir nos Jogos de 1948.)
Mas seu treinador insistiu para que ela treinasse sua substituta, o que ela fez, determinada a tornar a outra garota o melhor possível.
Logo depois de a Alemanha invadir a Hungria em março de 1944, a casa da família Elefánt foi invadida. Edith, sua irmã Magda e seus pais foram enviados para Auschwitz; Lajos e Ilona foram para as câmaras de gás no mesmo dia em que chegaram. A irmã de Edith, Klara, uma violinista prodígio ainda criança, sobreviveu à guerra escondida na casa de sua professora em Budapeste.
Naquela noite, depois que Josef Mengele soube que Edith era bailarina, exigiu que ela dançasse para ele. Enquanto se apresentava nos barracões ao som da valsa “Blue Danube”, tocada por uma orquestra de prisioneiros, ela imaginava estar se apresentando na casa de ópera de Budapeste, embora, como escreveu mais tarde, soubesse que estava “dançando no inferno”.
Como recompensa, Mengele jogou para ela um pão, que dividiu com a irmã e os outros prisioneiros. Ao longo do ano seguinte, ela, a irmã e outros prisioneiros deixaram Auschwitz foram forçados a viajar sobre vagões de trem usando vestidos listrados para desencorajar bombardeios aliados e trabalharam em fábricas. Depois de algum tempo em Mauthausen, foram obrigados a marchar 27 milhas até Gunskirchen, libertado pelo Exército dos EUA no início de maio de 1945.
Durante sua recuperação, Eger conheceu Albert Bela Eger, combatente da resistência cuja família possuía um negócio atacadista de alimentos em um hospital para tuberculose. (Ele tinha a infecção; ela sofria com líquido nos pulmões.)
Eles se casaram em novembro de 1946; a primeira filha do casal, Marianne, nasceu no ano seguinte. A família imigrou para os Estados Unidos em 1949, vivendo primeiro em Baltimore e depois em El Paso, onde morava um primo dele.
A psicologia
Albert tornou-se contador público certificado. Edith acabou retornando à faculdade, obtendo um diploma de bacharel em 1969 e um mestrado em 1974, ambos em psicologia, pela University of Texas at El Paso, além de ter lecionado psicologia no ensino médio por alguns anos.
Saiba mais: Chefe da OMS desembarca na Espanha para acompanhar chegada de cruzeiro com hantavírus às Ilhas Canárias, que se preparam para operação inédita
Ela treinou no departamento de psiquiatria do William Beaumont Army Medical Center, em El Paso, localizado nas instalações de Fort Bliss, e obteve seu doutorado em psicologia clínica pela Saybrook University, em Oakland, Califórnia, em 1978. Atendeu pacientes em consultório particular em El Paso antes de se mudar para San Diego em 1987.
Ela estudou psicologia porque “gostava de conversar com as pessoas sobre suas vidas emocionais”, disse sua filha Marianne Engle, psicóloga clínica e esportiva, em entrevista:
— Ela queria que você conversasse com ela para poder descobrir algo em si mesmo que ainda não tinha percebido.
Edith e Esmé Schwall Weigand também escreveram “The Gift: 14 Lessons to Save Your Life” (2020) e “The Ballerina of Auschwitz” (2024), uma versão para jovens adultos de “The Choice: Embrace the Possible”.
Além das filhas, Engle e Audrey Thompson, Eger também deixa um filho, John; cinco netos; e 12 bisnetos. Albert, de quem Edith se divorciou em 1969 e com quem voltou a se casar em 1971, morreu em 1993. Um breve casamento com Mort Winski terminou com a morte dele, em 2003.
O retorno à Auschwitz
Em 1981, Edith foi convidada para falar a um grupo de 600 capelães do Exército em um local que havia sido ponto de encontro de oficiais da SS em Berchtesgaden, refúgio de Hitler nos Alpes da Baviera.
Ela já havia falado para públicos militares antes, mas aquilo era diferente. Perguntava-se se a viagem desencadearia flashbacks. Depois de inicialmente decidir que não queria ir, seu então marido lhe disse:
— Se você não for para a Alemanha, então Hitler venceu a guerra.
Ela fez a viagem — durante a qual ela e o marido dormiram em um quarto que havia sido destinado a Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler — e depois seguiu para Auschwitz.
— Ela estava caminhando por lá e viu um homem de uniforme, então começou a entrar em pânico — disse a filha Engle. — Então percebeu que estava com uma bolsa Prada e um passaporte americano, e que era livre para ir embora, enquanto o homem que trabalhava ali não podia. Meu pai dizia que o mais incrível é que ela saiu de Auschwitz chutando e dançando. Ela estava feliz.
Ela acrescentou:
— Minha mãe era linda, mas sempre havia tristeza em seus olhos. Quando voltou dessa viagem, toda a tristeza tinha desaparecido.
O cruzeiro Hondius chegou neste domingo (10) escoltado por um barco da Guarda Civil às imediações do porto de Granadilha, no sul da ilha espanhola de Tenerife, informaram a jornalistas da AFP.
A expectativa é de que a embarcação, onde foi causada a morte de três pessoas e que tem mantido em alerta as autoridades sanitárias, irá ancorar nas próximas horas no porto para evacuar os passageiros e parte da tripulação— sem informação de novos casos— antes de prosseguir para sua base na Holanda.
O último balanço da OMS registra um total de seis casos confirmados entre oito suspeitos, que incluem um casal de passageiros holandeses e uma alemã que morreram em função do vírus – conhecido, mas pouco frequente e para o qual não há vacina ou tratamento.
Militantes detonaram um carro-bomba em um posto de controle no noroeste do Paquistão e abriram fogo contra a polícia, matando pelo menos 12 pessoas e ferindo cinco, disseram autoridades neste domingo (10).
“Na noite passada, na área de Fateh Khel, em Bannu, um homem-bomba lançou um veículo carregado de explosivos contra um posto de controle policial, após o que vários militantes entrarem no local”, disse à AFP o policial de Bannu, Muhammad Sajjad Khan, acrescentando que 12 policiais foram confirmados mortos e um está desaparecido.
A Rússia vem transferindo ao Irã componentes para drones através do Mar Cáspio, e assim tem ajudado Teerã a reconstruir suas capacidades ofensivas após perder cerca de 60% desses equipamentos desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Segundo fontes, que falaram de forma reservada, Moscou também tem enviado ao aliado mercadorias, que normalmente passariam pelo Estreito de Ormuz, a fim de contornar o bloqueio naval dos EUA.
‘Planejamento rigoroso’: Reino Unido anuncia envio de destróier ao Oriente Médio e diz se preparar para missão no Estreito de Ormuz
Mesmo ferido e isolado: líder supremo do Irã influencia estratégia da guerra e negociações com EUA, diz CNN
O Mar Cáspio, antes negligenciado, assumiu nova importância como rota comercial que liga a Rússia ao Irã. Para os dois países, que estiveram envolvidos em diversas guerras e são os que mais enfrentam sanções ocidentais, a hidrovia oferece uma passagem tanto para o comércio aberto quanto para o clandestino — remessas que ajudaram Teerã a persistir como um adversário real dos EUA, apesar da esmagadora superioridade militar americana.
Autoridades iranianas afirmaram que os esforços para abrir rotas comerciais alternativas estão “progredindo rapidamente”, com quatro portos iranianos ao longo do Mar Cáspio “operando ininterruptamente” para importar trigo, milho, ração animal, óleo de girassol e outros suprimentos.
Em entrevista à emissora estatal iraniana IRIB, Mohammad Reza Mortazavi, presidente da Associação das Indústrias Alimentícias do país, afirmou que o Irã está ativamente redirecionando as importações de alimentos essenciais através do Mar Cáspio.
Tanto as declarações de toridades comerciais russas quanto as estatísticas portuárias indicam um rápido aumento no transporte marítimo pelo Mar Cáspio nos últimos meses. Vitaly Chernov, chefe de análise do PortNews Media Group, que monitora o setor marítimo russo, registrou 2 milhões de toneladas de trigo russo transportadas pelo Mar Cáspio este ano. Ates, elas eram enviadas ao Irã pelo Mar Negro, agora sob ameaça de ataques ucranianos.
— Diante da instabilidade no Oriente Médio, as rotas pelo Mar Cáspio para o Irã parecem muito mais atraentes — afirmou Chernov.
Com uma ‘conta’ de US$ 270 bilhões: demandas do Irã por reparações de guerra são impasse em negociações com os EUA
Alexander Sharov, diretor da RusIranExpo, organização que auxilia exportadores russos a encontrar compradores iranianos, estima que o volume de carga transportada pelo Cáspio poderá dobrar este ano. Para ele, embora as sanções ocidentais tenham deixado algumas grandes empresas relutantes em enviar mercadorias pelo Mar Cáspio, a crise de Ormuz poderá ajudar a superar esse obstáculo.
Embarcações ancoradas no Estreito de Ormuz, próximo a Bandar Abbas, no sul do Irã
Amirhossein Khorgooei/ISNA/AFP
Maior que o Japão, o Mar Cáspio é considerado o maior lago do mundo. Grande parte do comércio que passa por ele é opaco. Monitorá-lo à distância tem se mostrado difícil, pois os navios que navegam na rota entre portos russos e iranianos costumam desligar os transponders que permitem rastreamento por satélite, revelam grupos de monitoramento marítimo. Diferentemente do Golfo Pérsico, os EUA não conseguem interceptar facilmente navios no Mar Cáspio, pois apenas os cinco países que o margeiam (além de Rússia e Irã, Azerbaijão, Turcomenistão e Cazaquistão) têm acesso a ele.
— Se você pensar no lugar ideal para burlar sanções e realizar entregas militares [sem alarde], esse lugar é o Mar Cáspio — afirma Nicole Grajewski, professora especializada em Irã e Rússia no Sciences Po, em Paris.
Os envios de drones demonstram a estreita parceria de defesa entre Moscou e Teerã. Embora seja improvável que as peças russas desempenhem um papel decisivo na guerra, elas ajudam a reforçar o arsenal de drones de Teerã. Se os envios continuarem, de acordo com autoridades americanas, ajudarão o Irã a reconstruir rapidamente esse arsenal.
Importância estratégica
Para a Rússia e o Irã, a importância estratégica do Mar Cáspio é evidente há muito tempo. Há duas décadas, eles vêm desenvolvendo planos para construir um corredor comercial ligando o Mar Báltico ao Oceano Índico, com 7.200 quilômetros de extensão, atravessando o oeste da Rússia e, em seguida, a bacia do Cáspio, a fim de evitar as rotas comerciais ocidentais. Essas ambições existem principalmente no papel, mas incluem a substituição da frota mercante obsoleta e a construção de novas instalações portuárias e uma nova linha férrea.
Especialistas questionam se os conflitos que envolvem ambas as nações não teriam consumido os consideráveis ​​recursos necessários para construir a infraestrutura desses projetos. Entre outros problemas, trechos rasos do Mar Cáspio podem limitar a navegação.
O comércio no Mar Cáspio representa um delicado equilíbrio para o presidente russo, Vladimir Putin. Com um número cada vez menor de aliados no Oriente Médio, Putin deseja apoiar o Irã, mas a ajuda militar escancarada corre o risco de antagonizar o presidente americano, Donald Trump, bem como países árabes importantes para o comércio energético da Rússia.
Aliança em desgaste: Arábia Saudita barra operação de Trump no Estreito de Ormuz ao negar uso de bases e espaço aéreo
O Mar Cáspio continua sendo um desafio significativo também para os EUA, em parte por representar algo como um “ponto cego diplomático”.
— Para os formuladores de políticas americanas, o Mar Cáspio é um buraco negro geopolítico; é quase como se não existisse — afirma Luke Coffey, pesquisador sênior do Hudson Institute.
A importância potencial do Mar Cáspio tornou-se mais evidente para os planejadores nos EUA e na Europa Ocidental após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Moscou voltou a usar navios no Mar Cáspio para disparar mísseis contra alvos na Ucrânia, como já havia feito na Síria.
Em janeiro de 2025, a Rússia e o Irã assinaram um amplo tratado de cooperação. Autoridades europeias afirmaram que, desde então, os dois países continuaram compartilhando tecnologia e táticas militares. Ao longo da guerra, a Rússia aprimorou o projeto e o desempenho de seus drones e começou a produzi-los internamente. Avanços que, segundo especialistas, foram compartilhados com o Irã.
— A Rússia e o Irã encontraram maneiras de contornar o regime de sanções — sintetizou Anna Borshchevskaya, especialista em política russa para o Oriente Médio no Instituto de Washington. — Por meio dessa pequena, porém importantíssima rota comercial, a Rússia pode fornecer muita ajuda ao Irã.
Em um dos eventos mais aguardados do calendário do Kremlin, a parada do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial na Europa, o presidente russo, Vladimir Putin, fez mais um de seus aguerridos discursos contra o Ocidente e em defesa da guerra na Ucrânia, no qual chamou as tropas de Kiev de “força agressiva” apoiada pela Otan. Mas o desfile foi marcado pela ameaça de um ataque ucraniano e pela redução de seu tamanho, um movimento interpretado por alguns como sinal de fraqueza. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Prestes a ser aposentado após mais de meio século de serviço, o porta-aviões movido a energia nuclear USS Nimitz (CVN-68) iniciou há dois meses o que deve ser sua viagem final: uma circunavegação pela América do Sul, com escalas e exercícios conjuntos no âmbito da Operação Southern Seas 2026, conduzida pelas Forças Navais do Comando Sul dos Estados Unidos (4ª Frota). Mas essa não é, exatamente, sua despedida. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Com 112 páginas, “O livreiro de Gaza” é tão curto quanto ambicioso. Em seu veloz romance, Rachid Benzine defende o direito de permanência e investiga os significados de uma cultura ameaçada pelo desaparecimento. O livro parte do encontro fortuito entre o jovem fotógrafo francês Julien e o personagem que nomeia a obra, Nabil, cuja trajetória se confunde com a do próprio enclave. Na primeira obra do franco-marroquino lançada no Brasil, pela Intrínseca, o fotojornalista traduz a Faixa de Gaza como um “teatro de miséria e loucura”, “um baile grotesco, em que os vivos não estão completamente vivos, embora não cheguem a estar de fato mortos”, “um cemitério, onde até as sombras parecem perdidas, as vidas o são em parênteses, e todos temem o ponto final”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Um avião da Frontier Airlines atingiu e matou uma pessoa na pista enquanto decolava do Aeroporto Internacional de Denver, nos Estados Unidos, na noite desta sexta-feira, informaram as autoridades locais. Os pilotos abortaram a decolagem, e a aeronave foi evacuada após o relato de um incêndio no motor.
Com uma ‘conta’ de US$ 270 bilhões, demandas do Irã por reparações de guerra são impasse em negociações com os EUA
Aliança em desgaste: Arábia Saudita barra operação de Trump no Estreito de Ormuz ao negar uso de bases e espaço aéreo
O jato Airbus A321, com 224 passageiros e sete tripulantes, partia no voo 4345 para o Aeroporto Internacional de Los Angeles quando colidiu com o indivíduo, segundo comunicados da Frontier e da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA).
Foi relatada a presença de fumaça dentro da aeronave, e os passageiros foram evacuados em segurança por escorregadores de emergência como medida de precaução, disse a companhia aérea.
Em nota na manhã deste sábado, a FAA disse que investiga o caso. Já o aeroporto de Denver informou que a vítima havia pulado a cerca perimetral e foi atingida minutos depois enquanto atravessava a pista. A pessoa, que ainda não foi identificada, não seria funcionária do aeroporto, acrescentou a nota.
Avaliação de especialistas: Expectativa por eleições na Venezuela aumenta enquanto viabilidade de realização em 2026 diminui
O aeroporto examinou a linha de cercas após o incidente e afirmou que ela estava intacta. Sean Duffy, secretário de Transportes dos EUA, descreveu a vítima como um invasor que “violou a segurança do aeroporto internacional de Denver, escalou deliberadamente uma cerca perimetral e correu até uma pista”.
Uma gravação publicada pelo aplicativo ATC.com, que retransmite comunicações de rádio do tráfego aéreo, captou os pilotos descrevendo o incidente. “Estamos parando na pista”, disse um deles à torre de controle de tráfego aéreo. “Acabamos de atingir alguém. Temos um incêndio no motor”, continuou. Mais tarde, um piloto informou à torre que “um indivíduo estava caminhando pela pista”.
Depois, a tripulação informou ao controle de tráfego aéreo que estava evacuando o avião na pista por causa da fumaça no interior da aeronave. Segundo o aeroporto, o episódio aconteceu por volta das 23h20 no horário local, e os bombeiros apagaram um incêndio no motor do avião.
De acordo com uma reprodução de dados do site de rastreamento de voos Flightradar24, o avião parou bruscamente na pista logo após começar a acelerar para a decolagem. Os passageiros foram levados de volta ao terminal dentro de um ônibus. Ao todo, 12 pessoas tiveram ferimentos leves, e cinco foram encaminhadas a hospitais próximos.
Assim como a FAA, a Frontier Airlines e o aeroporto afirmaram que as investigações estão em andamento. O aeroporto informou ainda que o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) foi notificado. Em nota, o NTSB disse que trabalha para reunir informações em conjunto com a FAA e agências locais.
Apesar do ocorrido, o aeroporto de Denver não relatou grandes interrupções nas operações aéreas. A pista 17L, que foi fechada após a colisão, é uma das seis do aeroporto.
A Rússia e a Ucrânia se acusaram mutuamente, neste sábado, de violar um cessar-fogo de três dias mediado pelos Estados Unidos e anunciado pelo presidente americano, Donald Trump. O mandatário russo, Vladimir Putin, disse ainda que não recebeu uma proposta da Ucrânia sobre troca de prisioneiros.
Discurso do Dia da Vitória: Putin diz que Rússia enfrenta ‘força agressiva’ apoiada pela Otan
Entenda: Trump anuncia cessar-fogo de três dias entre Rússia e Ucrânia
Segundo o Exército ucraniano, desde o começo do dia, o número de ataques russos ao país chegou a 51. Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia afirma que, “apesar da declaração de cessar-fogo, os grupos armados ucranianos lançaram ataques com drones e artilharia contra as posições de nossas tropas”.
Neste sábado, Putin também sinalizou para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a comemoração da vitória soviética contra os nazistas. Neste ano, a celebração na Praça Vermelha de Moscou foi realizada em formato reduzido, com duração de apenas 45 minutos, incluindo o discurso presidencial. Não foram exibidos armamentos devido ao temor de ataques ucranianos.
De modo diferente do ano passado, quando compareceram cerca de vinte dirigentes internacionais de países como China e Brasil, desta vez participaram apenas alguns líderes aliados, de nações como Belarus, Cazaquistão, Malásia e Eslováquia.
Em seu discurso, Putin afirmou que “o grande sucesso da geração vencedora (da Segunda Guerra Mundial) inspira hoje os soldados que realizam a operação militar especial (na Ucrânia)”.
— Eles enfrentam uma força agressiva, armada e apoiada pelo conjunto do bloco da Otan. Estou firmemente convencido de que nossa causa é justa. Estamos juntos. A vitória foi nossa e será para sempre — continuou.
Após mais de quatro anos de conflito, a Rússia controla cerca de 20% da Ucrânia, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.
Nas comemorações, exibidas na televisão russa, participaram soldados da Coreia do Norte, que em 2025 ajudaram Moscou a expulsar as tropas ucranianas da região russa de Kursk.
A celebração, que teve início às 10h do horário local, é um evento-chave que permite a Putin exaltar a memória do triunfo soviético em 1945 e unir a população russa em apoio à campanha militar na Ucrânia.
Neste ano, porém, as comemorações estavam ameaçadas pelos incessantes ataques com drones de Kiev e, apesar do cessar-fogo, os moradores de Moscou não pareciam esperançosos de que a paz retornaria em breve.
O fim do conflito “não será tão cedo, por mais que todos queiramos a paz”, disse à AFP Elena, uma economista de 36 anos que preferiu não informar o sobrenome e que estava principalmente contrariada com o corte da internet.
A conexão móvel foi cortada no centro de Moscou durante o ato, e muitas ruas da capital estavam quase vazias, constataram jornalistas da AFP.
O 9 de maio é “um dia como qualquer outro”, acrescentou Daniil, de 26 anos, a caminho da academia. Questionado se esta breve trégua é o prelúdio para a paz, o russo respondeu com um breve “não”.
Após duas tentativas de trégua, primeiro ucraniana e depois russa, que não foram respeitadas nesta semana, Trump anunciou na sexta-feira um cessar-fogo de três dias entre as partes a partir deste sábado.
“Esperemos que seja o princípio do fim de uma guerra muito longa, mortal e difícil”, escreveu o mandatário americano em sua plataforma Truth Social, ao especificar que a medida seria acompanhada de uma “troca” de mil prisioneiros de cada país.
Trump considerou que o fim da guerra está “cada vez mais próximo”, enquanto nesta semana foram retomadas as conversas entre negociadores ucranianos e americanos na Flórida.
Essas conversas haviam ficado em segundo plano desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Na sexta-feira, Volodymyr Zelensky disse que espera a chegada à Ucrânia, nas próximas semanas, dos enviados de Washington.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que um ataque israelense à cidade de Saksakiyeh, no sul do país, matou pelo menos sete pessoas, incluindo uma menina, no mais recente ataque durante o cessar-fogo da guerra entre Israel e Hezbollah.
Operação inédita: Chefe da OMS desembarca na Espanha para acompanhar chegada de cruzeiro com hantavírus às Ilhas Canárias
Veja: Reino Unido anuncia envio de destróier ao Oriente Médio e diz se preparar para missão no Estreito de Ormuz
Em comunicado, o ministério afirmou que “o bombardeio do inimigo israelense à cidade de Saksakiyeh, no distrito de Sidon, resultou em um balanço preliminar de sete mártires, incluindo uma menina, e 15 feridos, entre eles três crianças”.
Matéria em atualização.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress