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O Papa Leão XIV nomeou nesta segunda-feira o climatologista brasileiro Carlos Nobre para o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Igreja Católica. O órgão é uma espécie de conselho sobre temas como direitos humanos, justiça, paz, saúde, migrações, emergências humanitárias e obras de caridade da Igreja. Ao g1, o cientista, que é referência internacional em pesquisas sobre a Amazônia e mudanças climáticas, declarou que a nomeação é reflexo do agravamento da crise climática global e indica preocupação da Igreja com as consequências ambientais sobre a Humanidade.
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— A Igreja tem uma grande importância para a humanidade e, quando ela escolhe olhar para o meio ambiente, ela está olhando para as pessoas. Muitas vidas estão em risco. Estou honrado de ser parte desse grupo e poder ajudar — disse ao g1.
Pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Nobre é o único brasileiro nomeado para compor o conselho. Engenheiro eletrônico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e doutor em meteorologia pelo MIT (Massachussets Institute of Technology ), atualmente ele atua no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da Universidade de São Paulo (USP).
Nobre foi um dos primeiros cientistas a alertar para o risco de “savanização” da floresta amazônica, processo de degradação associado ao avanço do desmatamento e ao aquecimento global. O termo descreve um possível ponto de ruptura em que partes da floresta deixam de se comportar como um ecossistema úmido e denso e passam a assumir características de savana, mais secas, com vegetação baixa e menos biodiversidade.
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O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral foi criado pelo Papa Francisco em agosto de 2016. Ele é resultante da fusão de quatro Pontifícios Conselhos preexistentes: Pontifício Conselho para a Justiça e Paz, o Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, o Pontifício Conselho Cor Unum e o Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde para a Pastoral da Saúde.
Há uma semana, a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, alertou que a quantidade de calor acumulada pela Terra atingiu um nível recorde em 2025, com potenciais consequências por centenas ou mesmo milhares de anos.
— O clima global está em estado de emergência. Estamos levando o planeta Terra além de seus limites. Todos os principais indicadores climáticos ultrapassaram o limiar de alarme — alertou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na última segunda-feira. — O relatório apresentado hoje deve vir acompanhado de um alerta: o caos climático está se acelerando e qualquer atraso na tomada de medidas terá consequências mortais.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira que Israel alcançou mais da metade de seus objetivos na guerra contra o Irã, sem estabelecer um prazo para sua conclusão. Em entrevista à rede conservadora americana Newsmax, o premier deixou claro que o foco atual dos ataques contra Teerã é o estoque de urânio enriquecido da República Islâmica. O “objetivo mais crítico”, ressaltou Netanyahu, é impedir que Teerã adquira armas nucleares.
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— Definitivamente, alcançamos mais da metade. Mas não quero estabelecer um cronograma — declarou o premier. — Acredito que este regime entrará em colapso por dentro. Mas, neste momento, o que estamos fazendo é simplesmente degradar sua capacidade militar, degradar sua capacidade balística, degradar sua capacidade nuclear e também enfraquecê-lo por dentro.
De acordo com o líder israelense, as forças dos EUA e de Israel já atingiram elementos-chave da capacidade de guerra do Irã, incluindo sistemas de mísseis, fábricas de armas e os principais cientistas vinculados ao seu programa nuclear. Para o premier, esses esforços reduziram as ambições do Irã “significativamente”.
Netanyahu reiterou ainda o argumento de que o objetivo central da guerra no Oriente Médio é prevenir que Teerã consiga desenvolver armas nucleares e as use contra os Estados Unidos. A ofensiva militar contra o Irã é vista pelo líder israelense como um “esforço necessário e estratégico para neutralizar uma ameaça de longa data”, alinhando-se com uma visão conservadora mais ampla de que a ação militar decisiva é essencial para deter “regimes desonestos”.
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Recuo em planos de ataque
Israel suspendeu planos de atacar o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, após um pedido estratégico feito pelo Paquistão aos Estados Unidos. A articulação, revelada nesta quinta-feira por uma fonte paquistanesa à agência Reuters, ocorreu sob o argumento de que a eliminação das duas autoridades inviabilizaria qualquer diálogo diplomático para o fim da guerra.
Segundo o relato, o Exército israelense já tinha as coordenadas exatas para assassinar os líderes, que são considerados potenciais interlocutores em futuras negociações. No entanto, Islamabad alertou Washington de que “não haveria mais ninguém com quem conversar” se eles fossem mortos, levando o governo americano a pressionar Israel pelo recuo. Veículos como a rede CNN ressaltam que não foi possível verificar as informações de forma independente com fontes do Pentágono ou do governo israelense.
O Exército de Israel afirmou que não comentaria alvos específicos ao ser perguntado sobre os relatos de que autoridades iranianas teriam sido removidas de uma lista de possíveis alvos. Indagado diretamente na quinta-feira, o porta-voz internacional das Forças Armadas de Israel, Nadav Shoshani, evitou confirmar nomes, mas detalhou a complexidade por trás das operações de alto escalão.
“Temos um processo rigoroso antes de cada operação que realizamos — especialistas jurídicos, de inteligência, de operações aéreas, comandantes de alta patente e, em casos de grande repercussão, também nossa cúpula política”, afirmou.
(Com AFP)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30), que o novo ministro da Educação será Leonardo Barchini, que ocupa atualmente o cargo de secretário-executivo da pasta. O atual ministro, Camilo Santana, deixará o cargo para participar da campanha eleitoral deste ano. 

Em evento de balanço do Ministério da Educação (MEC), em Brasília, Lula pediu ao futuro ministro que dê continuidade aos investimentos na área em todo o país. Na cerimônia, ocorreu a inauguração simultânea de 107 obras de educação. 

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Segundo o governo, o investimento federal nas construções soma R$ 413,49 milhões, provenientes do Novo PAC e de recursos próprios do Ministério da Educação (MEC). 

Conectividade

O governo ainda anunciou a marca de 99 mil escolas com conectividade adequada, o que representa mais de 71,7% das unidades de ensino. O governo informou que a meta é conectar 137,847 mil escolas de educação básica. 

Segundo Lula, o objetivo é que 100% das escolas estejam com internet. A ideia é beneficiar 24 milhões de estudantes. Em 2023, esse percentual era de 45,4%. 

O Ministério das Comunicações informa que a meta é conectar 137.847 mil escolas de educação básica. Atualmente, 99.005 escolas públicas brasileiras contam com conectividade adequada para uso pedagógico, o que representa 71,7% das unidades do país

Durante o evento, o Ministério das Comunicações anunciou a contratação de serviços de conectividade para mais 16,7 mil escolas em todo o país, medida que permitirá universalizar o acesso à internet nas unidades de ensino da educação básica ainda não conectadas até o fim de 2026. 

Segundo o governo, na Região Norte, o número de escolas com conectividade adequada passou de 4.803 em 2023 para 12.714, atualmente (62,5%). Nas escolas rurais, o total foi de 17.367 para 34.913 unidades (69,7%). Nas comunidades tradicionais, também houve elevação. São 1.815 escolas indígenas e 1.971 escolas quilombolas com conectividade

Obras

No balanço do Ministério da Educação, foi informado que há 9,7 mil obras, sendo 7,1 mil em andamento e 2,6 mil concluídas. 

As obras incluem 18 creches, 23 escolas e três novos campi de institutos federais. As demais 63 obras correspondem a ampliações e melhorias em unidades já existentes. Na educação profissional e tecnológica (EPT), são 43 obras em 12 institutos federais em 12 estados do país. 

Os campi são do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), localizados em Umarizal, Touros e São Miguel.

O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (30) que expressou seu pesar ao embaixador de Israel junto à Santa Sé, Yaron Sideman, após a polícia israelense impedir a realização da missa de Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A data é importante no calendário católico e marca o início da Semana Santa. Israel disse que seria por segurança, versão confrontada pelo Patriarcado Latino de Jerusalém e pela Custódia da Terra Santa, que celebrariam o rito, uma vez que cumpriam o protocolo imposto pelas forças de controle.
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O Secretário de Estado da Santa Sé, Cardeal Pietro Parolin, e o Secretário de Estado do Vaticano, Arcebispo Paul R. Gallagher, reuniram-se com Sideman, informou o Vaticano em um comunicado nesta noite.
“Durante a reunião, foi expressa a lamentação pelo incidente e foram prestados esclarecimentos”, acrescentou o comunicado.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações, incluindo as realizadas em sinagogas, igrejas e mesquitas. Eventos públicos estão limitados a cerca de 50 pessoas.
A cidade de Jerusalém é sagrada para as três principais religiões abraâmicas — cristianismo, islamismo e judaísmo — e teve a sua parte oriental de maioria árabe, onde fica a Cidade Velha, que abriga a Igreja do Santo Sepulcro, ocupada e anexada ilegalmente por Israel na Guerra dos Sesi Dias em 1967. Estado judeu ocupa irregularmente a cidade, afirmando que é sua capital. Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental como capital de um futuro Estado independente.
O Patriarcado Latino, diocese católica com fiéis em Israel, nos territórios palestinos, na Jordânia e no Chipre, informou que a polícia impediu o patriarca Cardeal Pierbattista Pizzaballa e o custódio Padre Francesco Ielpo de entrarem na Igreja do Santo Sepulcro quando se dirigiam para a celebração da Missa do Domingo de Ramos. Segundo a diocese, os sacerdotes viajavam sozinhos, sem procissão, quando foram bloqueados e obrigados a retornar.
“Este incidente cria um precedente perigoso e demonstra falta de consideração pela sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam seus olhares para Jerusalém”, enfatizou o Patriarcado Latino.
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Washington, Paris, Madri e a União Europeia protestaram contra a decisão da polícia israelense, e o próprio Papa Leão XIV pareceu fazer alusão ao incidente.
“Estamos mais próximos do que nunca, pela oração, dos cristãos do Oriente Médio, que sofrem as consequências de um conflito terrível e que, em muitos casos, não podem vivenciar plenamente os ritos destes dias santos”, declarou o Papa no domingo, em Roma, após a oração do Angelus.
Para justificar a proibição, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse se tratar de questões de segurança no contexto da guerra no Oriente Médio. A região tem visto a escalada de confrontos desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos atacaram o Irã, que tem reagido desde então; em resposta; o país persa tem atacado bases militares e estruturas nos países vizinhos ligadas às duas nações.
A Polícia de Israel justificou sua decisão citando a configuração da Cidade Velha e dos locais sagrados, “uma área complexa” que não permite o acesso rápido dos serviços de emergência em caso de ataque, o que “representa um risco real à vida humana”.
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Desde a escalada de violência na região nos últimos anos, templos religiosos têm sido alvos de bombardeios e de ofensivas militares. Em julho do ano passado, a Igreja da Sagrada Família, na cidade de Gaza, na Palestina, foi atingida, resultando graves danos à estrutura, além de deixar mortos e feridos. Único santuário católico de Gaza, a igreja servia de abrigo para famílias cristãs e muçulmanas deeslocadas pelo genocídio. Os bombardeios ao templo foram realizados por Israel.
Patriarcado de Jerusalém confirma realização da Semana Santa no Santo Sepulcro
Nesta segunda-feira, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa emitiram um comunicado confirmando a realização das liturgias e cerimônias relativas às celebrações da Semana Santa e da Páscoa na Igreja do Santo Sepulcro. O acesso aos representantes das Igrejas foi assegurado junto à Polícia de Israel, informou o Vaticano através do Vatican News.
“Naturalmente, e à luz do atual estado de guerra, as restrições existentes aos encontros públicos permanecem em vigor por enquanto. Assim, as Igrejas garantirão que as liturgias e orações sejam transmitidas ao vivo aos fiéis na Terra Santa e em todo o mundo”, informa o comunicado, que destaca: “fé religiosa constitui um valor humano supremo, compartilhado por todas as religiões: judeus, cristãos, muçulmanos, drusos e outros. Especialmente em tempos de dificuldade e conflito, como os atualmente vividos, salvaguardar a liberdade de culto permanece um dever fundamental e comum”.
“Rezamos e esperamos pelo fim da trágica guerra que afeta a região, conscientes das graves consequências que ela impõe a todos. O Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa reafirmam seu compromisso com o diálogo, o respeito mútuo e a preservação do Status Quo”, conclui a mensagem.
O FBI classificou como um ato de terrorismo inspirado no Hezbollah o ataque contra uma sinagoga em West Bloomfield, no estado de Michigan, ocorrido no início de março. Segundo a rede CNN, a agência afirma que o alvo foi deliberadamente a comunidade judaica e o maior templo do tipo na região.
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O atentado aconteceu no dia 12, quando o autor, Ayman Ghazali, cidadão americano naturalizado nascido no Líbano, lançou uma caminhonete contra uma das entradas do prédio, localizado na Walnut Lake Road, enquanto mais de 100 crianças participavam de atividades escolares no local, que abriga também uma creche e um centro comunitário judaico. Em seguida, ele se matou a tiros. Não houve outras vítimas fatais.
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Emily Elconin/Getty Images/AFP
De acordo com autoridades americanas, Ghazali já constava em bases de dados federais por possíveis conexões com “terroristas conhecidos ou suspeitos” ligados ao Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã.
As investigações apontam que o ataque foi planejado com antecedência. Segundo o FBI, a preparação começou dias antes e se intensificou a partir de 9 de março. Uma análise da atividade online do suspeito desde janeiro revelou buscas frequentes por veículos de mídia pró-Hezbollah e iranianos, além de conteúdos relacionados ao uso de armas de fogo e munições.
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A partir dessa mesma data, ele também passou a acompanhar de perto discursos e transmissões do secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem. As autoridades identificaram ainda o consumo de conteúdos sobre uma fatwa iraniana, decisão religiosa baseada na lei islâmica, que convocava uma jihad total contra as forças armadas dos Estados Unidos.
O contexto familiar e geopolítico também entrou na linha de investigação. Uma semana antes do ataque, dois irmãos de Ghazali morreram em um bombardeio israelense no Líbano, em meio à escalada do conflito envolvendo Israel, EUA e Irã.
Segundo as Forças Armadas israelenses, um deles, Ibrahim Muhammad Ghazali, atuava como comandante do Hezbollah responsável por operações de armamento na unidade Badr do grupo.
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Para o FBI, a combinação entre vínculos prévios, radicalização online e o impacto direto do conflito no Oriente Médio ajudam a explicar a motivação do ataque, que ocorre em um momento de aumento das tensões internacionais e de alertas para possíveis ações inspiradas por grupos alinhados ao Irã.
O Parlamento israelense aprovou nesta segunda-feira uma lei que impõe pena de morte para palestinos condenados por ataques letais. A medida, criticada por nações europeias e grupos de direitos humanos, representa uma vitória para a coalizão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. A ONU, após a aprovação, afirmou que o governo deve revogar essa lei “discriminatória”, pois “contraria as obrigações de Israel perante o direito internacional”.
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De acordo com o projeto de lei, os condenados à morte serão mantidos em uma instalação separada, sem visitas e as consultas jurídicas serão realizadas apenas por videoconferência. As execuções serão realizadas em até 90 dias após a sentença. A lei, que não é retroativa e se aplicará apenas a casos futuros, deve entrar em vigor em 30 dias, mas ainda pode ser revista – e potencialmente anulada – pela Suprema Corte de Israel.
A lei, portanto, torna a pena de morte por enforcamento a sentença padrão em tribunais militares israelenses que julgam palestinos acusados ​​de matar pessoas em ataques terroristas. Cidadãos israelenses — tanto judeus quanto palestino-árabes — também podem enfrentar a pena de morte por ataques que visam “negar a existência do Estado de Israel”. A pena de morte é legal em Israel há muito tempo, mas apenas duas pessoas foram executadas nos 78 anos de história do país.
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A medida permitirá que os tribunais imponham a pena de morte sem um pedido do Ministério Público e sem exigir unanimidade, permitindo, em vez disso, uma decisão por maioria simples. Os tribunais militares na Cisjordânia ocupada também serão autorizados a proferir sentenças de morte.
Antes do início da votação desta segunda, o ministro da Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir, fez um discurso inflamado do palanque, descrevendo a lei como algo que já deveria ter sido aprovado há muito tempo e como um sinal de força e orgulho nacional.
— A partir de hoje, todo terrorista saberá, e o mundo inteiro saberá, que quem tirar uma vida, o Estado de Israel tirará a vida dele — disse o ministro, que usava um broche na lapela, simbolizando as execuções previstas na proposta.
Quando a medida foi aprovada, segundo a agência Associated Press, a Câmara irrompeu em aplausos. Ben-Gvir brandiu uma garrafa em comemoração, enquanto Netanyahu permaneceu imóvel.
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As pesquisas de opinião mostraram apoio majoritário à legislação entre os judeus israelenses. Críticos em Israel e no exterior afirmaram que a medida permitiria a execução de agressores palestinos, ao mesmo tempo que isentaria extremistas judeus israelenses.
Os defensores da legislação argumentam que, ao executar alguns militantes palestinos, Israel reduziria o incentivo para que grupos armados como o Hamas sequestrassem reféns israelenses para usá-los como moeda de troca por prisioneiros palestinos.
‘Discriminatória por natureza’
Poucos minutos após a aprovação, a Associação de Direitos Civis em Israel afirmou ter apresentado uma petição ao mais alto tribunal israelense contestando a lei, classificando-a como “discriminatória por natureza” e “promulgada sem autoridade legal” contra os palestinos da Cisjordânia.
Em comunicado, o Escritório de Direitos Humanos da ONU declarou que “se opõe à pena de morte em todas as circunstâncias e que a implementação desta nova lei violaria a proibição do direito internacional contra punições cruéis, desumanas ou degradantes”.
“Esta lei consolida ainda mais a violação por Israel da proibição da segregação racial e do apartheid, uma vez que se aplicará exclusivamente aos palestinos na Cisjordânia ocupada e em Israel, que frequentemente são condenados após julgamentos injustos”, acrescentou a ONU.
No domingo, Reino Unido, França, Alemanha e a Itália expressaram “profunda preocupação” com a legislação, que, segundo elas, corria o risco de “minar os compromissos de Israel em relação aos princípios democráticos”.
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No mês passado, especialistas da ONU pediram a Israel que retirasse o projeto de lei, alertando que ele violaria o direito à vida e discriminaria os palestinos nos territórios ocupados. Eles afirmaram que a medida eliminava a discricionariedade judicial, impedindo os tribunais de avaliarem as circunstâncias individuais ou de imporem penas proporcionais. Alegaram ainda que a pena de morte por enforcamento constitui tortura ou punição cruel, desumana ou degradante, de acordo com o direito internacional.
Também em fevereiro, a Anistia Internacional instou os políticos israelenses a rejeitarem a legislação, que, segundo a organização, “permitiria que os tribunais israelenses ampliassem o uso da pena de morte com aplicação discriminatória contra os palestinos”.
O serviço diplomático da União Europeia também condenou a proposta, afirmando que a pena de morte viola o direito à vida.
(Com New York Times)
Dois veleiros franceses e outras dez embarcações partirão em 4 de abril do sul da França para formar uma nova flotilha internacional com o objetivo de “romper” o bloqueio israelense e chegar à Faixa de Gaza, anunciaram os organizadores nesta segunda-feira (30).
— Nossa mensagem é essencialmente política — declarou Claude Léostic, da associação France Palestine Solidarité (AFPS), em entrevista coletiva.
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Trata-se de uma iniciativa de “solidariedade com o povo palestino, que sofre um genocídio e um bloqueio em Gaza”, afirmou.
No fim de 2025, uma flotilha com cerca de cinquenta embarcações, com personalidades políticas e ativistas a bordo, entre eles a ambientalista sueca Greta Thunberg, foi interceptada pela Marinha israelense de forma ilegal, segundo os organizadores e a Anistia Internacional.
Todos foram detidos e expulsos por Israel.
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Os dois barcos franceses partirão no sábado de Marselha, no sul da França, e se juntarão a outra flotilha chamada Thousand Madleens, composta por dezoito embarcações. Em seguida, em alto-mar, se reunirão com a chamada Global Sumud Flotilla.
— Com [uma coalizão de] cem barcos, há chances de que alguns passem — afirmou Léostic. — E se alguns passarem e chegarem até Gaza, simbolicamente será algo muito forte, o bloqueio terá sido rompido.
A Faixa de Gaza, governada pelo movimento palestino Hamas, é submetida a um bloqueio israelense desde 2007.
Israel e o movimento islamista palestino acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra.
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O governo do presidente José Antonio Kast anunciou nesta segunda-feira a suspensão de um processo de regularização que poderia beneficiar cerca de 182 mil migrantes em situação irregular no país. A medida, confirmada em comunicado enviado à AFP, reverte uma iniciativa preparada pela gestão anterior de Gabriel Boric e integra um pacote mais amplo de ações voltadas ao endurecimento do controle migratório, incluindo novos projetos de lei e reforço na vigilância de fronteiras.
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Segundo o governo, a decisão ocorre em meio à estratégia de associar o combate à imigração irregular à redução da criminalidade — uma das principais promessas de campanha de Kast, que tomou posse em 11 de março.
De acordo com a AFP, a administração Boric havia deixado pronto um decreto para regularizar migrantes que participaram de um cadastro voluntário, criado para identificar pessoas que entraram no país por rotas não autorizadas.
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AFP
O diretor do Serviço Nacional de Migrações, Frank Sauerbaum, afirmou que a atual gestão não dará continuidade à medida.
“Não vamos promover uma regularização em massa como foi proposta no governo de Boric”, declarou.
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Ele acrescentou que o decreto não chegou a ser implementado e justificou a decisão citando dados internos: “Hoje soubemos que 6.000 pessoas das 182.000 já cometeram um delito”.
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Atualmente, o Chile concentra cerca de 337 mil migrantes em situação irregular, a maioria de origem venezuelana, segundo números oficiais. O governo também prometeu avançar com políticas de expulsão desses estrangeiros.
Intensificação do controle nas fronteiras
A mudança tem gerado apreensão entre migrantes que aguardavam regularização. Em entrevista à AFP, a venezuelana Freymar Márquez, de 30 anos, relatou insegurança diante do novo cenário.
“Se estão negando a regularização a essas pessoas que se registraram, o que restará para quem não tem registro?”, questionou.
Paralelamente, Kast tem reforçado o discurso de controle rigoroso das fronteiras. Em declarações à imprensa, afirmou que o país foi “invadido pela imigração ilegal, pelo narcotráfico e pelo crime organizado” nos últimos anos.
Apesar disso, dados indicam que o Chile segue entre os países mais seguros da América Latina, com taxa de 5,4 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, ainda que crimes como sequestros tenham registrado aumento e gangues estrangeiras, como o Tren de Aragua, tenham ampliado sua atuação.
Projetos de lei e reforço militar
Como parte da nova política, o governo pretende enviar ao Congresso dois projetos de lei: um para punir quem auxilie a entrada irregular de migrantes e outro que criminaliza a própria entrada ilegal no país.
Além disso, Kast anunciou o aumento da presença militar nas regiões do norte e o uso de tecnologias de vigilância, como drones, câmeras e sensores.
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Cinco dias após assumir, o presidente esteve em Arica, na fronteira com o Peru, onde supervisionou a construção de barreiras físicas para conter a entrada irregular. O prazo para conclusão das estruturas é de 90 dias.
Em entrevista ao Canal 13, Kast indicou que não pretende realizar operações massivas de captura, mas sinalizou maior controle estatal sobre a população migrante:
“Não queremos fazer uma perseguição lugar por lugar. Mas cada uma das pessoas sabe que terá que se encontrar com o Estado em algum momento”, afirmou.
Um homem de 78 anos percorreu de carro cerca de dois quilômetros pela linha do metrô do Porto, cidade do norte de Portugal, até ser parado por seguranças, informou fonte da empresa à agência portuguesa de notícias Lusa.
De acordo com a fonte, o veículo circulou pela via ferroviária, passando por um total de quatro estações. O alerta foi registrado por volta das 13h50 e, após a abordagem, foi constatado que o condutor “mostrava estar desorientado”.
O idoso recebeu atendimento de uma equipe do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) de Portugal e foi posteriormente encaminhado a um hospital.
O incidente provocou atrasos de cerca de 15 minutos na circulação dos trens. O carro foi removido para a plataforma da estação de Ramalde, na parte leste da cidade, onde permanecerá até a 1h de terça-feira, horário em que será retirado por um trem reboque, aproveitando a interrupção das operações do metrô.
A circulação dos trens subterrâneos já foi restabelecida, segundo a empresa.
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas operações nesta segunda-feira, após sete anos de relações diplomáticas interrompidas. No dia 5 de março, os EUA e a Venezuela anunciaram que restabeleceriam suas relações, mas, desde então, as atividades diplomáticas eram realizadas à distância, da embaixada em Bogotá.
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A reabertura “fortalecerá nossa capacidade de interagir diretamente com o governo interino da Venezuela, a sociedade civil e o setor privado”, informou o Departamento de Estado americano em comunicado, classificando-a como um “marco fundamental” na implementação do plano do presidente Donald Trump para a Venezuela desde que os militares dos EUA capturaram, nos primeiros dias de janeiro, o então líder venezuelano Nicolás Maduro. “Um novo capítulo em nossa presença diplomática na Venezuela”, acrescentou o comunicado.
A embaixadora Laura Dogu, principal diplomata dos EUA na Venezuela, que chegou a Caracas ainda em janeiro, vai liderar os esforços para restabelecer a presença diplomática do país no terreno. Sua equipe está trabalhando para restaurar o prédio e preparar o retorno do pessoal e a retomada dos serviços consulares. No último dia 14, a bandeira dos EUA foi içada na embaixada.
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Dogu foi embaixadora dos Estados Unidos na Nicarágua, cujo presidente Daniel Ortega é um dos poucos aliados da Venezuela na região. A diplomata chefiou essa delegação desde 2015. Entre 2012 e 2015, ela atuou como vice-chefe de missão na embaixada dos EUA na Cidade do México.
Laura Dogu, nova chefe de missão diplomática dos EUA na Venezuela
Foto por STRINGER / AFP
Em paralelo, segundo o jornal venezuelano El Nacional, a Venezuela também retomou o controle de sua embaixada em Washington. O vice-ministro para a América do Norte, Oliver Blanco, publicou um vídeo no X na semana passada, na sede da embaixada, ao lado do encarregado de negócios, no qual relatou reuniões no Departamento de Estado para “explorar oportunidades de fortalecer a relação bilateral”.
Os EUA já haviam retirado todos os seus diplomatas da Venezuela e fechado sua embaixada em 2019 por questões de segurança depois de reconhecer o então chefe do Legislativo, o líder opositor Juan Guaidó, como presidente interino de um governo que, na prática, foi simbólico. Na ocasião, Maduro foi declarado “usurpador” do cargo de presidente pela Assembleia Nacional. Os EUA denunciaram a primeira reeleição do líde chavista, em 2018, como fraudulenta.
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Desde a captura de Maduro, o governo Trump afirma que seu objetivo final na Venezuela é restaurar a democracia e realizar eleições livres e justas. Trump elogia a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, que assumiu após a deposição de Maduro, por sua cooperação em relação às reservas de petróleo do país. Trump e Delcy assinaram acordos energéticos e de mineração que abrem a porta para o investimento privado e modificam o modelo estatista aplicado pelo chavismo.
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A Espanha vai conceder nacionalidade ao líder da oposição venezuelana Leopoldo López, exilado em Madri e a quem o governo de seu país queria destituir de sua cidadania, anunciou nesta segunda-feira o chanceler espanhol, José Manuel Albares.
— Confirmo que Leopoldo López fez esse pedido e que amanhã (terça-feira) ele será submetido ao Conselho de Ministros — explicou Albares em entrevista à rádio RAC1, esclarecendo que “normalmente as coisas que vão ao Conselho de Ministros são aprovadas”.
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Segundo ele, a concessão será feita pela via rápida e não pela convencional, porque há “alguns documentos que, pela situação tão especial em que se encontra Leopoldo López, eram impossíveis serem apresentados e, portanto, decidimos utilizar essa norma que está no Código Civil espanhol”.
Em outubro de 2025, Maduro pediu ao Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela que retirasse a nacionalidade venezuelana de López por seus comentários favoráveis ao desdobramento militar dos Estados Unidos no Caribe em uma operação antidrogas.
López foi condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar à violência nos protestos contra Maduro. Em 2017 passou a prisão domiciliar e, dois anos depois, participou de um levante militar fracassado. Terminou na residência do embaixador espanhol em Caracas, de onde fugiu em 2020 rumo a Madri.
(Com AFP)

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