Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
A missão Artemis II, da NASA, avançou na madrugada deste domingo (4) em direção à Lua e já percorreu cerca de metade do trajeto previsto. A espaçonave Orion, que transporta quatro astronautas, segue dentro do cronograma de uma viagem de aproximadamente dez dias, marcada por testes técnicos e observações científicas.
Nasa divulga foto da Artemis II com Lua ao fundo: “Estamos na metade do caminho”
Irmãs no espaço? Separadas por 50 anos, Artemis herda prédio, engenharia e até a física das missões Apollo
Uma imagem divulgada pela agência mostra a cápsula em pleno espaço profundo, com a Lua ao fundo. O registro, feito por uma câmera acoplada a um dos painéis solares, revela o satélite como um corpo cinzento e distante, em contraste com a escuridão do espaço.
Roteiro da viagem até a Lua
Após um lançamento considerado perfeito na noite de quarta-feira (1), a Orion iniciou sua trajetória com uma etapa inicial em órbita terrestre alta, a cerca de 70,3 mil quilômetros da superfície. Durante aproximadamente 24 horas, a tripulação realizou testes essenciais, incluindo sistemas de suporte à vida, comunicações no espaço profundo e manobras de acoplamento previstas para futuras missões.
Ainda nessa fase inicial, a missão manteve margem de segurança: em caso de falha grave, seria possível retornar imediatamente à Terra. Superada essa etapa, os motores da nave foram acionados para impulsionar a cápsula para fora da órbita terrestre, dando início à viagem rumo à Lua.
A travessia até a chamada “esfera de influência lunar” — ponto em que a gravidade da Lua passa a predominar — deve levar cerca de três dias. Durante esse período, os astronautas também testam novos trajes espaciais, projetados para garantir sobrevivência por até seis dias em caso de despressurização.
A chegada às proximidades da Lua está prevista para a noite de segunda-feira (6), cerca de cinco dias após o lançamento. Nesse momento, a tripulação iniciará a fase de observação do satélite, incluindo regiões do lado oculto nunca vistas diretamente por humanos. Mesmo no ponto mais próximo, a Orion permanecerá a mais de 6,6 mil quilômetros da superfície lunar.
A missão segue uma trajetória chamada “retorno livre”, que utiliza a gravidade lunar para trazer a cápsula de volta à Terra sem necessidade de acionamento dos motores. O percurso em formato de “oito” garante não apenas eficiência, mas também segurança em caso de falhas no sistema de propulsão.
Se mantido o cronograma, a Artemis II deve atingir a maior distância já percorrida por seres humanos em relação à Terra, superando o recorde da missão Apollo 13, em 1970. Na ocasião, apesar de não conseguir pousar na Lua devido a problemas técnicos, a tripulação estabeleceu a marca que permanece até hoje.
O ex-toureiro espanhol Ricardo Ortiz morreu após ser chifrado por um touro enquanto manejava os animais que deveriam ser lidados neste sábado na praça de touros de Málaga, comunicaram os organizadores do evento.
Guerra no Oriente Médio: Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico para o mundo? Entenda
Sortudo não se apresentou: Apostador ganha mais de R$ 72 milhões em loteria no Reino Unidos, mas perde prêmio após fim do prazo de retirada
Ortiz, de 51 anos, conduzia os animais nos currais da praça da Malagueta quando, de repente, “um dos touros lhe deu uma forte investida que provocou sua morte”, na tarde de sexta-feira, informou a empresa organizadora Lances de Futuro.
Ortiz, que tomou a alternativa em Quito em 1994 e era filho de toureiro, havia se aposentado das arenas há mais de vinte anos, mas seguia trabalhando na equipe da praça de Málaga, que tem capacidade para cerca de 9 mil espectadores.
Os touros seriam utilizados na tradicional corrida picassiana do Sábado Santo, inspirada na estética de Pablo Picasso, natural de Málaga e admirador da tauromaquia.
O último toureiro em atividade morto após ser chifrado na Espanha foi Víctor Barrio, em 2016, durante uma corrida em Teruel.
Enquanto a tripulação da Artemis II, que viaja rumo à Lua, dorme a milhares de quilômetros de distância, especialistas da missão acompanham sua jornada a partir da Terra. A tecnologia é de última geração, mas se baseia em lições herdadas das missões Apollo.
Nasa divulga foto da Artemis II com Lua ao fundo: “Estamos na metade do caminho”
Na manhã desta sexta-feira (3), teve início o terceiro dos dez dias da missão Artemis II. Uma equipe de engenheiros e técnicos monitora uma centena de telas no Centro Espacial Johnson, em Houston, no Texas, no sul dos Estados Unidos.
Dali, mantém-se a comunicação com a nave Orion, que deverá alcançar a órbita da Lua em 6 de abril e iniciar, em seguida, o retorno à Terra, completando um percurso total de até 800 mil quilômetros.
O centro nevrálgico da operação é a Sala de Controle de Voo White, onde ficam os escritórios dos diretores de voo Judd Frieling e Rick Henfling.
Perto deles, está o console da CapCom, ou comunicador da cápsula, de onde o experiente astronauta Stan Love transmite instruções, atualizações de voo e decisões do diretor aos astronautas a bordo: os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen.
“A equipe de controle da missão é altamente capacitada e formada por especialistas nos sistemas que supervisionam a nave espacial. Trabalhamos há anos para alcançar a qualificação necessária e assumir esse papel na linha de frente”, explicou à AFP Kylie Clem, integrante do escritório de comunicações da Nasa, posicionada atrás de uma vidraça de onde é possível observar a operação.
“Cada pessoa na sala conta com colegas que trabalham nos bastidores, oferecendo suporte. Portanto, são várias equipes supervisionando todos os dados e informações para sustentar a missão”, acrescentou.
História
Foi nesse mesmo centro espacial que, em 20 de julho de 1969, chegou uma mensagem que tranquilizou milhões de americanos: “Houston, aqui é a base da Tranquilidade. A Águia alunissou”.
Era Neil Armstrong, ao chegar à Lua na missão Apollo 11, pouco antes de pronunciar a frase que ficaria famosa: “Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”.
Ou ainda a mensagem que gerou apreensão em 13 de abril de 1970, durante a missão Apollo 13: “Houston, temos um problema”, dita por Jim Lovell após a explosão de um tanque de oxigênio, que obrigou o cancelamento do pouso lunar.
“Todas as nossas salas de controle de missão ficam no mesmo edifício. Embora tenham sido modificadas ao longo dos anos, estamos no mesmo prédio que abrigou a histórica sala das missões Apollo, a sala de controle da Estação Espacial Internacional e esta em que estamos agora”, explicou Clem.
Formas clássicas
A Artemis II é a primeira missão lunar desde a última Apollo, em 1972. Mais de meio século depois, a tecnologia trouxe avanços significativos.
“Sem dúvida, houve mudanças na capacidade de processamento e na quantidade de software; temos mais de 900 mil linhas de código. A capacidade da tripulação de interagir com os sistemas em um nível profundo por meio de telas é fundamental. Além disso, contamos com procedimentos eletrônicos que dispensam o uso de papel”, afirmou Howard Hu, diretor do programa Orion da Nasa.
Além disso, a capacidade dos sensores, o GPS e “a precisão para determinar nossa posição no espaço, bem como as soluções que permitem realizar manobras de encontro e proteção — inclusive com câmeras — representam um grande avanço tecnológico”, acrescentou.
A nave também foi ampliada para transportar não três, mas quatro ocupantes, com componentes mais compactos, mas mantendo a mesma funcionalidade.
Ainda assim, as missões Apollo se aproximaram da perfeição ao projetarem uma nave em forma de cone, que garante estabilidade durante a reentrada na atmosfera — conceito mantido na Artemis.
“A física não muda. A forma de lágrima [da nave] é muito eficiente do ponto de vista aerodinâmico. Os engenheiros do programa Apollo eram brilhantes, e como a engenharia e a física permanecem as mesmas, aprendemos muito com eles e aproveitamos esse conhecimento”, concluiu Hu.
O príncipe Edward foi o primeiro membro da família real britânica a visitar o irmão, Andrew Mountbatten-Windsor, em meio ao isolamento enfrentado pelo duque após sua saída forçada da residência oficial em Windsor. Segundo informações exclusivas do tabloide The Sun, o encontro ocorreu esta semana, em Norfolk, e incluiu uma conversa reservada sobre a mudança definitiva de Andrew para uma nova propriedade.
Ex-príncipe Andrew chega com um de seus cães à nova residência em Sandringham após prisão e perda de títulos
Caso Epstein: ex-príncipe Andrew devolve imóvel histórico arrendado da Coroa; entenda
Aos 66 anos, Andrew tem sido evitado por parentes próximos desde que deixou o Royal Lodge, em fevereiro, após o agravamento das repercussões de suas ligações com o financista americano Jeffrey Epstein. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, Edward, também conhecido como Duque de Edimburgo, foi o único integrante da família a procurá-lo desde então.
Resistência à mudança
Andrew deveria se estabelecer em Marsh Farm, na propriedade de Sandringham, mas vem adiando a transferência. Ele está atualmente hospedado em Wood Farm, residência onde Edward costumava passar o feriado de Páscoa. Diante da permanência do irmão, Edward teve de se acomodar na casa principal da propriedade durante a visita.
Ainda segundo relatos, caixas de mudança já desmontadas indicam que a transferência está em estágio avançado, embora o duque resista em concluir o processo. Assessores do palácio têm indicado que a mudança precisa ser finalizada até o fim de semana da Páscoa.
Nos últimos dias, Andrew foi visto reunindo-se com o gerente da propriedade de Sandringham após uma breve viagem até Marsh Farm, o que sugere movimentações práticas para a mudança.
Isolamento familiar
O afastamento de Andrew dentro da família real tem sido amplo. O rei Charles III recusou-se a recebê-lo durante uma recente estadia do irmão nas proximidades de Sandringham. Já o príncipe William e sua esposa, Catherine, Princesa de Gales, que passam um período em Anmer Hall, também evitaram contato.
As filhas do duque, Beatrice e Eugenie, não o visitam desde sua saída discreta de Windsor. A ex-esposa, Sarah Ferguson, também teria deixado o país após ser obrigada a deixar a residência oficial.
Edward, por sua vez, já havia se manifestado publicamente sobre o caso ao comentar, durante uma conferência em Dubai, a importância de manter o foco nas vítimas das denúncias associadas a Epstein.
A missão Artemis II, da Nasa, segue em direção à Lua e, no momento da publicação desta reportagem, encontra-se aproximadamente na metade do trajeto. A espaçonave Orion transporta astronautas que devem realizar um sobrevoo lunar, além de coletar observações científicas da superfície do satélite natural da Terra.
Uma imagem divulgada pela agência espacial mostra a cápsula em pleno espaço profundo, tendo a Lua ao fundo. O registro foi capturado por uma câmera instalada na extremidade de um dos painéis solares da nave, oferecendo um ângulo incomum da missão em andamento.
Na fotografia, a Lua aparece como um corpo cinzento e distante, destacando-se contra a escuridão do espaço. À esquerda da imagem, é possível observar parte da Orion, enquanto um de seus painéis solares se projeta em direção ao centro, compondo a cena.
A missão tem duração estimada de dez dias e seguirá uma trajetória em formato de oito. Durante o percurso, a nave deve contornar o lado oculto da Lua, ampliando o alcance das observações e dos testes realizados pela tripulação.
A expectativa é que a Artemis II supere o recorde de maior distância da Terra já alcançada por humanos, atualmente pertencente à Apollo 13. Em 1970, a missão enfrentou problemas técnicos que impediram o pouso lunar, mas ainda assim estabeleceu a marca que permanece até hoje.
Initial plugin text
Pelo menos uma pessoa morreu e 47 ficaram feridas, entre elas três menores, após um “incidente” ocorrido nesta sexta-feira (3) no estádio do Alianza Lima, no Peru. O caso aconteceu durante um “bandeiraço” de apoio ao time, na véspera do clássico do futebol peruano, segundo informou o Ministério da Saúde.
Inicialmente, o episódio foi atribuído ao possível desabamento de parte do estádio Alejandro Villanueva, mas essa versão foi posteriormente negada pelo clube e pelo Corpo de Bombeiros. “Houve um lamentável incidente no estádio, com 47 pessoas feridas e, infelizmente, uma vítima fatal”, declarou à imprensa o ministro Juan Carlos Velasco, sem detalhar as causas da tragédia.
Do total de feridos, 39 seguem internados em hospitais de Lima, sendo três em estado crítico, acrescentou. Em nota publicada na rede X, o Alianza Lima lamentou a morte do torcedor, mas afirmou que ela não foi causada por “queda de muros nem falhas estruturais do estádio”.
O brigadeiro dos bombeiros, Marcos Pajuelo, informou que “a estrutura da arquibancada sul aparentemente está em boas condições. Não há indícios de colapso de paredes nem de queda em direção ao fosso”.
A partida contra o Universitario está mantida e será disputada neste sábado (4), às 20h, no Estádio Monumental, conforme confirmou a liga peruana em comunicado.
Poucas parte do Líbano permanecem intocados pela guerra. Vilarejos inteiros foram esvaziados depois que Israel emitiu alertas de evacuação em larga escala para quase todo o sul do país. Ataques aéreos israelenses destruíram casas, romperam pontes e arrasaram partes de cidades. As forças terrestres israelenses avançaram cada vez mais, entrando em confronto com militantes do Hezbollah em terrenos acidentados e montanhosos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O Irã derrubou duas aeronaves militares americanas em diferentes ocasiões nesta sexta-feira (3), revelaram militares americanos ao jornal Washington Post. Uma delas é um caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos, atingido sobre o território iraniano. A bordo estavam dois militares norte-americanos. Um deles foi resgatado com ferimentos e outro é procurado pelos dois lados do conflito. As infomrações foram confirmadas por autoridades americanas e meios de comunicação estatais iranianos, segundo o New York Times.
Reação: Irã derruba duas aeronaves militares dos EUA; dois tripulantes foram resgatados e outro segue desaparecido
Baixa: Exército do Irã tenta localizar tripulante de caça americano derrubado; EUA mobilizam operação de resgate
Essa derrubada marca o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram a república islâmica. O F-15E é um dos principais caças de ataque da Força Aérea americana, usado em missões de bombardeio e apoio aéreo. O modelo costuma ser operado por dois militares: um piloto e um oficial de sistemas de armas.
Há menos de duas semanas, a Guarda Revolucionária do Irã informou que atingiu um caça F-15 Eagle enquanto sobrevoava a costa sul do país, nas proximidades da Ilha de Ormuz, no Estreito de Ormuz. Na ocasiaão, a aeronave não foi abatida, mas precisou interromper a missão. Em mar, a região segue bloqueada para passagem de embarcações.
Caça versátil e papel no conflito
O F-15E Strike Eagle é uma das versões mais avançadas do tradicional F-15, projetado originalmente para superioridade aérea. Diferentemente do modelo clássico, o F-15E combina capacidade de combate ar-ar com ataques de precisão contra alvos terrestres, podendo operar em missões de longo alcance e em condições adversas. A aeronave integra o núcleo das operações táticas dos Estados Unidos e costuma ser empregada em cenários de alta intensidade.
Em meio à guerra contra o Irã, Pentágono confirma saída do chefe do Estado-Maior do Exército
Esse modelo não possui as capacidades furtivas das gerações mais recentes de caças, como o F-35, também usado nos ataques ao Irã. Introduzido em 1986, o avião de guerra é considerado uma aeronave de “dupla função”, o que significa que pode ser usado em missões ar-solo e ar-ar.
Segundo a Força Aérea dos EUA, a aeronave transporta uma tripulação de dois homens: o piloto e um oficial de sistemas de armas. Ambos conseguiram se ejetar, segundo autoridades norte-americanas disseram ao The New York Times, mas apenas um deles foi localizado e resgatado; o outro segue procurado, inclusive pelo governo iraniano, que ofereceu recompensa em dinheiro à população para quem o encontrar.
Pilotos americanos são treinados para esse tipo de situação em protocolos conhecidos como SERE — sigla em inglês para sobrevivência, evasão, resistência e fuga — que orientam como agir após a queda em território hostil. Após a ejeção, a instrução é buscar abrigo, evitar contato com forças inimigas e usar rádios para transmitir a localização às equipes de resgate.
O F-15E Strike Eagle pode atingir velocidades de 3.017 quilômetros por hora, ou Mach 2,5, e transportar uma carga útil de mais de 9 toneladas. O caça foi utilizado pelas forças armadas dos EUA no Iraque, na Líbia e na Síria.
A emissora estatal iraniana divulgou imagens que, segundo ela, mostravam os destroços do avião de guerra.
As imagens mostram a ponta da asa e a seção superior de um estabilizador vertical de um F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos EUA, de acordo com Justin Bronk, pesquisador sênior que estuda poder aéreo e tecnologia no Royal United Services Institute, uma instituição de pesquisa voltada para a defesa, em Londres.
Ele afirmou que as marcações na seção do estabilizador vertical eram compatíveis com o 494º Esquadrão de Caça, sediado na RAF Lakenheath, na Grã-Bretanha.
(Com The New York Times)
Dois dias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar em pronunciamento que estava “perto de concluir a guerra” e dizer que o poderio aéreo e naval do Irã foram “dizimados”, Teerã voltou a lançar ataques contra a região e derrubou dois aviões de combate, um deles em seu próprio território. Segundo fontes da inteligência americana, os iranianos mantêm cerca de metade dos lançadores de mísseis, além de estoques de armamentos abastecidos, ao contrário do que diz Trump.
Votação de resolução foi suspensa: Irã adverte Conselho de Segurança da ONU contra “ação provocadora” envolvendo o Estreito de Ormuz
Irã derruba caça dos EUA: Um tripulante é resgatado e outro segue desaparecido
De acordo com dos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu e outras quatro foram feridas por destroços de mísseis iranianos interceptados pelos sistemas de defesa local em Abu Dhabi. As operações em um complexo de produção de gás foram suspensas por algumas horas devido a um incêndio, que não deixou vítimas. Os destroços de um drone abatido no ar também deixaram quatro feridos no Bahrein.
No Kuwait, o governo afirma que uma refinaria de petróleo e uma usina de dessalinização de água — essencial para o país — foram danificadas por mísseis. O Irã nega qualquer participação no bombardeio e acusou Israel.
“O ataque não convencional e ilegítimo” de Israel aos centros de dessalinização de água do Kuwait é um sinal da vileza e da baixeza dos ocupantes sionistas”, disse, em comunicado, a Guarda Revolucionária do Irã. “Teerã condena este ato desumano e declara que as bases e militares americanos na região, bem como os centros militares e de segurança do regime sionista nos territórios palestinos ocupados, são nossos alvos prioritários.”
Ainda houve registros de ataques contra Israel, onde mísseis causaram danos no norte do país. A Guarda Revolucionária afirma que atingiu “centros de apoio de combate” na região da Galileia e nos arredores das cidades de Haifa e Kafr Kanna. Segundo a imprensa local, foram usadas bombas de fragmentação, que deixaram um ferido.
Ameaça crescente: Irã mobiliza população, reforça defesas e recruta menores de idade diante de risco de invasão dos EUA
Desde o início da guerra, autoridades israelenses e americanas alegam ter debilitado as defesas iranianas e as capacidades de lançar ataques com mísseis e drones. Em briefings à imprensa, o Pentágono apontava para uma queda de 90% nos ataques, e o premier de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou no mês passado que o Irã não era mais capaz de produzir mísseis balísticos, os mesmos que seguem atingindo seu país sem cessar.
— Sim, eles ainda vão lançar alguns mísseis, mas nós os abateremos — disse o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, em entrevista coletiva esta semana. — Vale ressaltar que, nas últimas 24 horas, o Irã registrou o menor número de mísseis e drones inimigos disparados. Eles vão se esconder, mas nós os encontraremos.”
Trump, em seu pronunciamento na quarta-feira, declarou que “está prestes a pôr fim à sinistra ameaça do Irã para os Estados Unidos e para o mundo”.
— Estamos desmantelando sistematicamente a capacidade do regime de ameaçar os Estados Unidos ou projetar poder além de suas fronteiras — disse o presidente. — Sua Força Aérea acabou. Seus mísseis estão praticamente esgotados ou destruídos.
Aliança rachada: Isolamento em guerra contra o Irã impulsiona ameaça de Trump de deixar a Otan; ideia tem obstáculos políticos e legais
A fala não poderia ter envelhecido pior. Na quarta-feira, a rede americana CNN, citando fontes da inteligência, afirmou que cerca de metade dos lançadores de mísseis iranianos estão intactos, embora alguns estejam inacessíveis no momento sob escombros ou em instalações subterrâneas cujas entradas foram bloqueadas. Autoridades militares israelenses estimam um número menor de lançadores operacionais, entre 20% e 25%.
Os arsenais de mísseis e drones, embora sob intenso bombardeio, seguem volumosos, permitindo manter um ritmo de ataques que vem surpreendendo militares e políticos. Segundo o Pentágono, mais de 12,3 mil alvos foram atingidos no Irã desde o dia 28 de fevereiro, e foram registrados violentos bombardeios no país, especialmente em Teerã, nesta sexta-feira.
— Eles ainda estão muito bem preparados para causar estragos absolutos em toda a região — disse uma das fontes ouvidas pela CNN.
Um dos entrevistados pela rede americana pôs em xeque o prazo de duas a três semanas para encerrar a guerra, apresentado por Trump no pronunciamento.
— Podemos continuar ferrando com eles, não tenho dúvidas, mas você está louco se acha que isso vai acabar em duas semanas — declarou, em condição de anonimato.
‘Não era isso que queríamos’: Iranianos na diáspora se dividem sobre a guerra no Oriente Médio
A Casa Branca preferiu atacar a CNN, alegando que “fontes anônimas desejam desesperadamente atacar o presidente Trump e menosprezar o trabalho incrível das Forças Armadas dos Estados Unidos” e rebatendo as constatações da matéria.
“Eis os fatos: os ataques iranianos com mísseis balísticos e drones diminuíram 90%, sua Marinha foi dizimada, dois terços de suas instalações de produção foram danificadas ou destruídas, e os Estados Unidos e Israel têm uma supremacia aérea esmagadora sobre o Irã” afirmou, em comunicado, uma porta-voz da Casa Branca. “O regime está sendo dizimado militarmente, e sua única esperança é fazer um acordo e abandonar suas ambições nucleares.”
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, também contestou a avaliação.
“As Forças Armadas dos Estados Unidos desferiram uma série de golpes devastadores contra o regime iraniano. Estamos à frente do cronograma para atingir nossos objetivos militares”, disse Parnell.
A-10 Thunderbolt II
Vincent De Groot / Força Aérea dos EUA / AFP
Em outro golpe no discurso de que o Irã está de joelhos, duas aeronaves de combate dos EUA foram abatidas pelas defesas iranianas nesta sexta-feira. Um A-10 Thunderbolt II foi atingido perto do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã desde o início do conflito, mas o piloto conseguiu retirar a aeronave do espaço aéreo do Irã antes de se ejetar e ser resgatado. Segundo um representante da Guarda Revolucionária, o avião foi abatido por um “novo e avançado sistema de defesa”.
Caça F-15
Divulgação
A segunda aeronave, um caça F-15, foi abatido dentro do território iraniano — segundo o Pentágono, um dos tripulantes foi resgatado, em uma operação na qual um helicóptero foi atingido por foguetes, mas não há informações sobre o paradeiro do segundo militar. Teerã está à sua procura, e ofereceu uma recompensa por informações.
“Depois de derrotar o Irã 37 vezes seguidas, esta brilhante guerra sem estratégia que eles começaram agora foi rebaixada de ‘mudança de regime’ para ‘Ei! Alguém consegue encontrar nossos pilotos? Por favor’”, ironizou na rede social X o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf. “Uau. Que progresso incrível. Gênios absolutos.”
O transporte público estatal na capital do Paquistão e nas províncias mais populosas do país será gratuito durante o mês de baril, anunciaram autoridades governamentais nesta sexta-feira (3), após um aumento acentuado nos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
Reflexo: Estados australianos liberam transporte público gratuito para conter impacto da crise dos combustíveis causada por guerra no Oriente Médio
Guerra no Oriente Médio: Por que o Estreito de Ormuz é tão estratégico para o mundo? Entenda
“Todo o transporte público em Islamabad será gratuito para o público em geral pelos próximos 30 dias, a partir de amanhã (sábado)”, escreveu o Ministro do Interior, Mohsin Naqvi, em comunicado.
O anúncio ocorre após protestos de rua e longas filas em postos de gasolina, provocados por um aumento de 42,7% nos preços dos combustíveis, para US$ 1,74 por litro.
O primeiro-ministro Shehbaz Sharif reverteu a decisão na noite de sexta-feira, anunciando uma redução no imposto e fixando o preço da gasolina em 378 rúpias por litro (US$ 1,36, cerca de R$ 7,01 na cotação atual).
“Essa redução estará em vigor por pelo menos um mês”, disse ele em um pronunciamento televisionado.
Sharif não reduziu o preço do diesel, que permanecerá em 520 rúpias por litro (US$ 1,87, cerca de R$ 9,64 na cotação atual) após um aumento de 54,9%.
Entenda em 5 pontos: Por que é tão difícil reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de 20% do petróleo?
A guerra comercial entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, paralisou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial.
Reflexo mundial
Outros países também têm adotados medidas para reduzir o consumo de combustíveis. Na Austrália, ou menos dois estados decidiram liberar o transporte público gratuitamente por períodos determinados.
Em Victoria, estado onde fica Melbourne, trens, bondes e ônibus serão gratuitos durante todo o mês de abril. A primeira-ministra estadual, Jacinta Allan, afirmou que a medida busca aliviar o impacto imediato sobre a população.
Na Tasmânia, a gratuidade começou na última segunda-feira e segue até o fim de junho, abrangendo ônibus, transporte rodoviário e balsas. O pacote inclui ainda a liberação de ônibus escolares pagos, com economia estimada em cerca de 20 dólares australianos por semana para famílias.
No Egito, houve redução de horários de funcionamento de comércios e incentivo ao trabalho remoto. Na Etiópia, funcionários não essenciais receberam licença para diminuir deslocamentos. Já as Filipinas declararam emergência nacional, com subsídios a motoristas, redução de serviços de balsa e adoção de semana de trabalho de quatro dias para servidores públicos.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress