Reação: Irã derruba duas aeronaves militares dos EUA; dois tripulantes foram resgatados e outro segue desaparecido
Baixa: Exército do Irã tenta localizar tripulante de caça americano derrubado; EUA mobilizam operação de resgate
Essa derrubada marca o primeiro caso conhecido de uma aeronave de combate americana abatida em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram a república islâmica. O F-15E é um dos principais caças de ataque da Força Aérea americana, usado em missões de bombardeio e apoio aéreo. O modelo costuma ser operado por dois militares: um piloto e um oficial de sistemas de armas.
Há menos de duas semanas, a Guarda Revolucionária do Irã informou que atingiu um caça F-15 Eagle enquanto sobrevoava a costa sul do país, nas proximidades da Ilha de Ormuz, no Estreito de Ormuz. Na ocasiaão, a aeronave não foi abatida, mas precisou interromper a missão. Em mar, a região segue bloqueada para passagem de embarcações.
Caça versátil e papel no conflito
O F-15E Strike Eagle é uma das versões mais avançadas do tradicional F-15, projetado originalmente para superioridade aérea. Diferentemente do modelo clássico, o F-15E combina capacidade de combate ar-ar com ataques de precisão contra alvos terrestres, podendo operar em missões de longo alcance e em condições adversas. A aeronave integra o núcleo das operações táticas dos Estados Unidos e costuma ser empregada em cenários de alta intensidade.
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Esse modelo não possui as capacidades furtivas das gerações mais recentes de caças, como o F-35, também usado nos ataques ao Irã. Introduzido em 1986, o avião de guerra é considerado uma aeronave de “dupla função”, o que significa que pode ser usado em missões ar-solo e ar-ar.
Segundo a Força Aérea dos EUA, a aeronave transporta uma tripulação de dois homens: o piloto e um oficial de sistemas de armas. Ambos conseguiram se ejetar, segundo autoridades norte-americanas disseram ao The New York Times, mas apenas um deles foi localizado e resgatado; o outro segue procurado, inclusive pelo governo iraniano, que ofereceu recompensa em dinheiro à população para quem o encontrar.
Pilotos americanos são treinados para esse tipo de situação em protocolos conhecidos como SERE — sigla em inglês para sobrevivência, evasão, resistência e fuga — que orientam como agir após a queda em território hostil. Após a ejeção, a instrução é buscar abrigo, evitar contato com forças inimigas e usar rádios para transmitir a localização às equipes de resgate.
O F-15E Strike Eagle pode atingir velocidades de 3.017 quilômetros por hora, ou Mach 2,5, e transportar uma carga útil de mais de 9 toneladas. O caça foi utilizado pelas forças armadas dos EUA no Iraque, na Líbia e na Síria.
A emissora estatal iraniana divulgou imagens que, segundo ela, mostravam os destroços do avião de guerra.
As imagens mostram a ponta da asa e a seção superior de um estabilizador vertical de um F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos EUA, de acordo com Justin Bronk, pesquisador sênior que estuda poder aéreo e tecnologia no Royal United Services Institute, uma instituição de pesquisa voltada para a defesa, em Londres.
Ele afirmou que as marcações na seção do estabilizador vertical eram compatíveis com o 494º Esquadrão de Caça, sediado na RAF Lakenheath, na Grã-Bretanha.
(Com The New York Times)









