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A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou, nesta terça-feira, adotar medidas contra infraestruturas energéticas que podem “privar os Estados Unidos e seus aliados do petróleo e do gás da região por anos”, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Alerta: Exército de Israel pede que iranianos evitem viajar de trem até o fim do dia por ‘segurança’
Entre os maiores polos industriais do mundo: Ataque atinge complexo petroquímico na Arábia Saudita
“Demonstramos até agora uma grande contenção com um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas ficam, a partir de agora, levantadas”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.
“Se o exército terrorista americano cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
‘Etapa crítica’
As negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos se aproximam de “uma etapa crítica”, afirmou nesta terça-feira o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam.
“Os esforços positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão (…) para encerrar a guerra estão se aproximando de uma etapa crítica e delicada”, escreveu o diplomata na rede social X.
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Enquanto as tratativas avançam, o cenário militar se agrava. O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques aéreos “com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã”. Explosões foram ouvidas “em algumas áreas de Teerã e Karaj”, segundo as agências Mehr e Fars.
Em resposta, Israel informou que “detectou mísseis lançados a partir do Irã” e que sua defesa aérea estava em operação. A Arábia Saudita declarou ter interceptado sete mísseis balísticos direcionados ao leste do país, com destroços caindo “perto de infraestruturas elétricas”, segundo o Ministério da Defesa.
Civis atingidos e temor regional
A escalada também atingiu civis e estruturas fora dos principais campos de batalha. Um drone “procedente do Irã” matou um casal ao atingir uma residência no Curdistão iraquiano, segundo autoridades locais.
Na Arábia Saudita, ataques noturnos atingiram um complexo petroquímico na cidade industrial de Jubail, de acordo com uma fonte local. Já em Teerã, uma sinagoga foi “totalmente destruída” por bombardeios israelenses e americanos, segundo a agência Mehr e o jornal Shargh. “Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (…) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã”, informou o jornal.
Diante do avanço das operações, Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem. “Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21h00, horário do Irã”, informaram as forças militares em mensagem em persa. “Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo”, acrescenta o comunicado.
Os efeitos da crise provocam medidas em países vizinhos. A ligação terrestre entre Arábia Saudita e Bahrein foi temporariamente fechada. “O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso como medida de precaução”, informou a autoridade responsável.
Ameaça de Trump
No plano diplomático, o Japão tenta ampliar a articulação. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou “preparativos” para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países”, declarou.
Na véspera, Trump elevou o tom ao afirmar que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, em referência a um ultimato ligado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também disse que Washington tem capacidade de destruir pontes e usinas de energia do país em “quatro horas”.
O Exército iraniano reagiu e afirmou que a “retórica arrogante” do presidente americano não altera seus planos.
Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (7), reunião para votar pareceres das representações 24/25 e 26/25, em desfavor do deputado Marcos Pollon (PL-MS). Ele é acusado de suposto procedimento incompatível com o decoro parlamentar durante ocupação do Plenário, em agosto do ano passado.

As representações foram apresentadas pela Mesa Diretora da Câmara.

A reunião será realizada às 14 horas, no plenário 11.

Na madrugada desta segunda-feira (6), a casa de um vereador de Indianápolis foi atingida por disparos, que causaram estilhaços de vidro e buracos na porta da frente. Um bilhete escrito à mão com os dizeres “NÃO A CENTROS DE DADOS” foi encontrado sob o capacho.
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O vereador Ron Gibson estava entre os líderes da cidade que votaram, por 6 a 2, na semana passada, para aprovar uma medida de rezoneamento que permitiria à Metrobloks construir um centro de dados na zona nordeste de Indianápolis. Moradores locais protestaram contra o projeto durante meses, citando preocupações com impactos ambientais e mudanças em um bairro histórico, de acordo com reportagem da WTHR-TV. Dezenas de pessoas lotaram a câmara do Conselho Municipal e do Condado antes da votação, exibindo cartazes e discursando contra o empreendimento, informou a emissora.
Pressão nacional contra centros de dados
Em todo o país, moradores têm se oposto a empresas de tecnologia que buscam terrenos para construir centros de dados voltados à inteligência artificial. Essas estruturas consomem grandes quantidades de eletricidade e água para resfriamento, o que, em algumas regiões, tem elevado contas de serviços públicos e pressionado o abastecimento local.
Os tiros disparados contra sua casa ultrapassam um limite, escreveu Gibson em comunicado enviado por e-mail: “Entendo que o serviço público pode gerar opiniões fortes e discordâncias, mas a violência nunca é a resposta, especialmente quando coloca famílias em risco.”
O vereador afirmou que ele e seu filho de 8 anos foram acordados pelos disparos entre 0h45 e 0h50 de segunda-feira. Segundo ele, correu para tranquilizar o filho, garantindo que estava seguro. Gibson disse que 13 tiros foram disparados contra a residência, com balas atingindo “a poucos passos” da mesa de jantar onde o menino havia brincado com Lego no dia anterior.
“Essa realidade é profundamente perturbadora”, escreveu. “Este não foi apenas um ataque à minha casa, mas colocou meu filho em perigo e comprometeu a segurança de toda a nossa vizinhança.”
Evidências e investigação
Fotos enviadas ao The New York Times mostram uma porta de vidro externa estilhaçada sobre o capacho e vários buracos de bala em uma porta interna de madeira. O bilhete com os dizeres “PROIBIDO DATA CENTERS” estava dentro de um saco plástico com fecho hermético, escondido sob o capacho.
Em seu terceiro mandato, Gibson tem sido um defensor do centro de dados proposto, que seria construído em seu distrito. Após a votação, ele afirmou em publicação no Facebook que o projeto “tem o potencial de trazer investimentos significativos, criar empregos e gerar receita tributária a longo prazo, apoiando infraestrutura, habitação e serviços essenciais”.
Em declaração anterior à WTHR, o vereador destacou que o terreno previsto para o projeto estava vazio há 40 anos, “contribuindo pouco para a economia local ou para a qualidade de vida da vizinhança”. A Metrobloks também mantém projetos em cidades como Detroit, Miami, Phoenix, Kansas City (Missouri) e McAllen (Texas), segundo o site da empresa.
Resposta das autoridades
Em comunicado, o Departamento de Polícia Metropolitana de Indianápolis informou que agentes responderam a relatos de disparos contra uma residência no quarteirão de Gibson pouco depois das 9h de segunda-feira. As autoridades encontraram evidências de tiros contra a casa, mas não houve registro de feridos. “Acreditamos que este foi um incidente isolado e direcionado”, diz a nota, acrescentando que uma investigação foi aberta com apoio do FBI.
Maggie A. Lewis, presidente do Conselho Municipal de Indianápolis, afirmou que o órgão está “profundamente perturbado e com o coração partido” com o ocorrido.
“Estamos profundamente gratos por não haver vítimas fatais ou feridos”, disse. “No entanto, esse ato de intimidação atinge o cerne dos nossos valores. Nenhum funcionário eleito — ou qualquer residente de Indianápolis — deveria temer por sua segurança devido ao seu serviço público ou às suas posições políticas.”
A missão Artemis II marcou um momento histórico ao realizar a maior aproximação da Lua por humanos desde a Apollo 17, em 1972, ao mesmo tempo em que trouxe novos detalhes sobre o enigmático lado oculto do satélite natural — região que não pode ser vista da Terra e que permanece central para os planos de exploração futura.
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“A Terra lá fora parece um pequeno crescente. É magnífico”, afirmou o comandante da missão, Reid Wiseman, durante o momento em que a cápsula Orion atingiu seu ponto máximo de aproximação, a cerca de 6,5 mil quilômetros da superfície lunar.
Imagem capturada da transmissão ao vivo da Missão Artemis II mostra a Terra, em formato crescente, vista da órbita lunar
Reprodução/Nasa
A jornada de 10 dias, considerada a mais longa já realizada por uma tripulação humana no espaço profundo, levou os astronautas a uma travessia pela face oculta da Lua — região marcada por um fenômeno crítico: o blecaute de comunicações. Durante 41 minutos, a nave ficou isolada da Terra, repetindo um dos maiores desafios históricos da exploração espacial.
— Continuaremos nossa jornada ainda mais longe no espaço antes que a Mãe Terra consiga nos trazer de volta a tudo o que nos é caro, mas, acima de tudo, escolhemos este momento para desafiar esta geração e a próxima a garantir que este recorde não dure muito tempo — afirmou Jeremy Hansen.
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Um lado oculto — e diferente
Apesar do nome popular, não existe um “lado escuro” permanente da Lua. Metade do satélite está sempre iluminada pelo Sol, mas devido à rotação sincronizada com a Terra, apenas um lado é visível daqui. O chamado lado oculto é, na verdade, o hemisfério voltado para longe do nosso planeta.
Diagrama que mostra fases da Lua
Nasa
Irregular e repleta de crateras
O lado oculto da lua possui crosta mais espessa, o que impediu a formação de grandes “mares” de lava, comuns no lado visível. A porção também abriga estruturas gigantes como a Bacia Polo Sul-Aitken, uma das maiores crateras do Sistema Solar
— A Lua que estamos vendo não é a mesma Lua que você vê da Terra — disse Christina Koch. — A Lua é realmente um corpo celeste com seu próprio propósito no Universo. Não é apenas um cartaz no céu que passa despercebido.
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Mais seco do que se imaginava
Uma das descobertas mais relevantes recentes, baseada em análises de amostras coletadas por missões robóticas chinesas, indica que o lado oculto da Lua é significativamente mais seco do que o lado voltado para a Terra.
Enquanto o solo lunar próximo contém cerca de 350 mililitros de água por metro cúbico, na face oculta esse volume pode ser de 10 a 100 vezes menor. A diferença pode estar relacionada à formação do satélite: enquanto o lado visível teria sido aquecido pela Terra ainda incandescente, o lado oposto esfriou mais rapidamente.
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Essa distribuição desigual de água tem implicações diretas para futuras bases lunares e para a produção de combustível e oxigênio no espaço.
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Imagens inéditas e fenômenos raros
Durante o sobrevoo, os astronautas registraram imagens detalhadas de regiões como o Mare Orientale e observaram fenômenos raros, como um eclipse solar visível apenas do espaço.
— A Terra é tão brilhante lá fora, e a Lua está ali, pairando diante de nós, esse orbe negro bem à nossa frente — descreveu Victor Glover. — O brilho da Terra é muito nítido e cria uma ilusão visual impressionante.
Lua vista por uma das janelas da cápsula Orion, durante a Missão Artemis II
Nasa
Os tripulantes também destacaram o “terminador” — a linha que separa luz e sombra na superfície lunar — onde contrastes extremos revelam detalhes do relevo.
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— Existem ilhas de terreno lá fora que estão completamente cercadas pela escuridão — disse Glover. — Esse terminador é a coisa mais impressionante que já vi.
Recordes e legado
A missão também quebrou recordes históricos. A nave ultrapassou a distância da Apollo 13, atingindo mais de 406 mil quilômetros da Terra.
— Ao ultrapassarmos a maior distância já percorrida por humanos a partir do planeta Terra, fazemos isso honrando os esforços e feitos extraordinários de nossos antecessores — declarou Hansen.
A tripulação ainda prestou homenagem ao astronauta Jim Lovell, que participou das missões Apollo 8 e 13, e morreu em 2025.
— Tenho orgulho de passar esse bastão para vocês enquanto orbitam a Lua e lançam as bases para missões a Marte — disse Lovell em mensagem gravada.
Corrida espacial e futuro
A Artemis II é vista como etapa fundamental para o retorno de humanos à superfície lunar até o fim da década — em meio à crescente competição com a China, que pretende enviar astronautas ao satélite até 2030 e já opera a estação espacial Tiangong.
— O tempo está correndo nesta competição entre grandes potências, e o sucesso ou o fracasso serão medidos em meses, não em anos — afirmou Jared Isaacman.
Além da disputa geopolítica, o lado oculto da Lua surge como peça-chave para o futuro da ciência: sua posição protegida das interferências da Terra o torna ideal para observações astronômicas profundas — e potencial local para bases permanentes.
A missão, que retorna à Terra no dia 10, não apenas reaproxima a humanidade da Lua, mas também revela que, mesmo após décadas de exploração, seu lado mais distante ainda guarda mistérios fundamentais sobre a origem e o futuro da presença humana no espaço.
Um atirador morreu e outros dois foram detidos pela polícia da Turquia após uma troca de tiros em frente ao Consulado de Israel em Istambul nesta terça-feira, anunciaram autoridades do governo turco, afirmando que uma investigação foi aberta para apurar o caso. O Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou que nenhum funcionário estava no posto diplomático no momento do incidente e anunciou uma revisão própria sobre os fatos para esclarecer se houve uma tentativa de ataque contra a instalação.
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O ministro do Interior turco, Mustafá Ciftçi, afirmou que três homens armados e vestidos com roupas camufladas chegaram até o local em um carro alugado na província vizinha de Izmit, no noroeste do país. As identidades dos atiradores já teria sido confirmada, ainda de acordo com o ministro, que confirmou que os homens teriam histórico criminal.
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“Um deles possui ligações com uma organização que explora a religião; e também foi apurado que um dos dois terroristas [detidos], que são irmãos, tem antecedentes criminais por drogas”, escreveu Ciftçi em um comunicado.
A mídia turca informou que os três homens chegaram ao prédio no distrito comercial de Levent, em Istambul, por volta das 12h15 (06h15 em Brasília). O Consulado de Israel fica no 7º andar do prédio. Vídeos gravados no local do confronto mostram vários tiros sendo disparados. Dois policiais turcos ficaram feridos, mas autoridades confirmaram que eles não estão em estado grave.
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Uma fonte consultada pela agência de notícias AFP afirmou que nenhum diplomata israelense está em solo turco desde o atentado terrorista lançado pelo Hamas, em 7 de outubro de 2023, por razões de segurança. Missões diplomáticas israelenses foram esvaziadas “não apenas na Turquia”, mas em toda a região por razões de segurança, segundo a fonte.
O Ministro da Justiça turco, Akin Gürlek, anunciou que uma investigação foi aberta para identificar a real intenção dos autores. O país convive com suas próprias tensões internas, incluindo ações de grupos terroristas.
Em dezembro, um confronto na província de Yalova, ao sul de Istambul, deixou nove mortos, incluindo três policiais e seis suspeitos fortemente armados, acusados ​​de pertencerem ao Estado Islâmico (ISIS). As autoridades anunciaram pouco depois a prisão de 125 pessoas suspeitas de ligação com jihadistas do ISIS. (Com AFP)
A guerra no Irã elevou os preços do petróleo após afetar o fluxo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global. Com isso, o barril disparou, encarecendo os combustíveis no mundo. No Brasil, que depende parcialmente de importações, os preços subiram nos postos e surgiram faltas pontuais de diesel, levando o governo a anunciar nesta segunda-feira, dia 6 de abril, um pacote de medidas para o setor .
Convidamos nossos leitores a enviar perguntas sobre o tema. As questões selecionadas pela Redação foram respondidas pelo repórter Bruno Rosa, que ouviu especialistas para explicar o que esperar na hora de abastecer.
Veja abaixo as perguntas dos leitores e as respostas:
O brasileiro deve se preparar para uma nova disparada no preço da gasolina e do diesel — e existe risco real de faltar combustível no país — diante da crise no Oriente Médio e da alta do petróleo? (Por Patricya Reis Oliveira)
O Brasil sente os efeitos de uma nova escalada nos preços dos combustíveis desde o início da guerra no Irã, e o cenário pode piorar. Há risco real de novos aumentos na gasolina e no diesel, além de preocupação com o abastecimento diante da pressão internacional sobre o petróleo. Os reajustes já começaram a aparecer nas bombas em todo o país. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que os preços acumulam altas. O diesel subiu mais de 23%, enquanto a gasolina avançou quase 8% em apenas um mês.
Esse movimento ocorre apesar das medidas adotadas pelo governo, como a zeragem de tributos federais (PIS/Cofins). Foi criada uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado, valor equivalente ao ICMS. Pela proposta, R$ 0,60 serão bancados pela União e os outros R$ 0,60 pelos estados. Nesta segunda-feira, dia 6 de abril, o governo anunciou uma subvenção de R$ 0,80 por litro ao diesel. Além disso, o governo vai publicar um decreto que zera o PIS/Cofins que incide sobre o biodiesel. Segundo o Palácio do Planalto, a medida vai gerar uma economia de R$ 0,02 por litro do combustível.
O cenário externo segue como principal fator de pressão. A continuidade da guerra envolvendo o Irã mantém o preço do petróleo acima de US$ 100 por barril, elevando os custos globais. No Brasil, a dependência de importações agrava o problema. A Petrobras consegue suprir cerca de 70% da demanda de diesel e aproximadamente 90% da gasolina consumida no país. O restante precisa ser importado, o que deixa os preços domésticos fortemente expostos às oscilações do mercado internacional. E como a Petrobras não segue os preços internacionais para gasolina e diesel, essa defasagem tem gerado distorções relevantes. Segundo a Abicom, que reúne os importadores, na primeira semana de abril, a gasolina vendida pela Petrobras estava cerca de 59% abaixo do preço internacional. No caso do diesel, a diferença chegava a 70%.
Esse cenário pressiona os importadores, que enfrentam dificuldades para competir. Com preços internos muito inferiores aos praticados no exterior, muitas empresas evitam importar combustíveis, temendo prejuízos na revenda no mercado brasileiro. O resultado é um ambiente de incerteza. Enquanto a política da Petrobras ajuda a conter repasses imediatos ao consumidor, ela também pode reduzir a atratividade das importações. Com isso, há hoje um cenário de restrição de abastecimento em diversas partes do país, sobretudo, em estados ligados ao agronegócio, já que estamos em período de safra, quando há demanda maior por diesel.
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Domingos Peixoto / Agência O Globo
Qual será o impacto da guerra no preço do combustível da aviação? Poderemos ter rotas aéreas internacionais sem tráfego? Que rotas poderiam ser afetadas? (Por Luis Correia)
A guerra e a disparada do petróleo também acendem um alerta no setor aéreo. Diferentemente da gasolina e do diesel, o QAV segue uma dinâmica própria de reajuste. Por contrato, a Petrobras é obrigada a repassar mensalmente às companhias aéreas as oscilações do dólar e do petróleo. Com o barril saltando da faixa de US$ 60 para mais de US$ 100, o impacto foi imediato. A estatal anunciou um reajuste próximo de 55% nos contratos de abril, uma alta que pressiona ainda mais os custos das empresas aéreas. Para amenizar o efeito, a Petrobras passou a oferecer, a partir de 6 de abril, um termo de adesão que permite diluir esse aumento.
Na prática, as companhias que aderirem poderão pagar cerca de 18% de reajuste imediato, enquanto o restante será parcelado em seis vezes, com início em julho de 2026. A medida busca preservar a demanda e reduzir o impacto no setor, altamente sensível a variações de custo. Ainda assim, o ambiente é de cautela. Segundo especialistas, o encarecimento do QAV tende a pressionar o preço das passagens, o que pode reduzir a demanda — especialmente em rotas menos rentáveis.
Por enquanto, nenhuma companhia anunciou cortes na malha aérea. No entanto, o risco já está no radar do setor. Em um cenário de custos elevados e incertezas prolongadas, voos com menor ocupação podem ser os primeiros a sofrer ajustes, caso a pressão sobre os combustíveis persista. O desdobramento desse cenário dependerá, sobretudo, da duração do conflito e da trajetória do petróleo no mercado global, fatores que seguem ditando o ritmo da aviação mundial.
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Como a política de preços da Petrobras impacta o valor da gasolina e do diesel no Brasil em momentos de alta volatilidade externa? (Por Leia Santana)
A política de preços da Petrobras voltou ao centro do debate em meio à forte volatilidade do mercado internacional. Desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a estatal abandonou a política de paridade de importação (PPI) e passou a adotar critérios próprios para definir os reajustes de gasolina e diesel. Na prática, isso significa que os preços domésticos deixaram de seguir automaticamente as cotações internacionais do petróleo e do câmbio. A Petrobras afirma que leva em conta fatores como custos internos, capacidade de produção, nível de refino no país e condições de mercado.
Esse novo modelo ajuda a explicar a defasagem recente. No caso da gasolina, o último reajuste ocorreu em janeiro, quando houve uma redução do preço nas refinarias, de R$ 2,71 para R$ 2,57 por litro. Desde então, não houve novos ajustes. Já o diesel foi reajustado mais recentemente: em 13 de março de 2026, a estatal elevou o preço em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras, passando de R$ 3,27 para R$ 3,65.
Apesar da forte alta do petróleo no mercado internacional, a Petrobras tem evitado novos reajustes. A estratégia reflete, em parte, a tentativa de suavizar a volatilidade externa no mercado doméstico. E também há a influência do governo, principal acionista da companhia, em um cenário de grande instabilidade.
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Giuseppe CACACE / AFP
Abasteço toda semana. O Brasil está preparado para lidar com eventuais interrupções no fornecimento global de diesel, considerando sua dependência de importações? (Por Luana Madureira)
A resposta, segundo especialistas, é direta: não. O Brasil, assim como outros países, não está plenamente preparado para enfrentar uma eventual ruptura no abastecimento global. Hoje, cerca de 30% do diesel consumido no país é importado, o que torna o mercado doméstico dependente das condições internacionais. Essa dependência ganha ainda mais relevância em um momento de forte demanda global por diesel, o que eleva preços e aumenta a competição entre países compradores.
Um dos principais pontos de vulnerabilidade está na ausência de uma política robusta de estoques estratégicos. Diferentemente de regiões como Europa e Estados Unidos, que mantêm reservas relevantes para enfrentar crises de abastecimento, o Brasil não possui uma política pública estruturada nesse sentido. Atualmente, o país conta apenas com estoques operacionais mínimos, suficientes para cerca de um mês em caso de interrupções, o que limita a capacidade de resposta diante de choques mais prolongados.
Para especialistas, esse cenário reforça a necessidade de revisão da estratégia energética nacional. A própria Petrobras já indicou que pretende ampliar sua capacidade de produção de diesel, hoje em torno de 70% da demanda interna. No entanto, avançar nessa direção não é simples. A expansão do parque de refino, incluindo a construção de novas refinarias — exige investimentos elevados e prazos longos de execução. Enquanto isso, o Brasil seguirá dependente das importações. E, em momentos de escassez ou preços elevados no mercado internacional, isso significa pagar mais caro para garantir o abastecimento interno.
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Um ataque conduzido por drones ucranianos destruiu uma ponte estratégica sob controle russo na região de Kherson, em uma operação considerada inédita pelo uso decisivo de veículos não tripulados para derrubar uma estrutura desse porte. A ação, realizada ao longo de dois meses, teve como alvo uma travessia sobre o rio Dnipro, em um ponto que liga áreas ocupadas por forças de Moscou.
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A ofensiva foi atribuída ao 426º Regimento de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, unidade especializada em operações com drones. Segundo informações divulgadas por militares ucranianos, foram realizadas cerca de 30 missões com o equipamento Malloy T-150, um drone de carga pesada adaptado para fins militares, capaz de transportar explosivos até pontos vulneráveis da estrutura.
O equipamento, originalmente desenvolvido para transporte logístico, foi modificado para levar cargas de até 50 quilos de explosivos, posicionadas na parte inferior da ponte — região considerada mais sensível do ponto de vista estrutural. Ao longo das semanas, os ataques sucessivos fragilizaram a construção até o colapso final, provocado por uma explosão de maior escala.
Imagens divulgadas pelas forças ucranianas mostram o momento da detonação, com uma grande bola de fogo seguida por uma coluna de fumaça que se espalha pela área. A ponte cruzava um braço do Dnipro conhecido como rio Konka e era usada pelas tropas russas para abastecimento e deslocamento na região.
A destruição da estrutura afeta a logística militar russa nas ilhas do rio, obrigando o transporte de suprimentos por embarcações, o que tende a aumentar a vulnerabilidade das posições ocupadas.
De acordo com militares ucranianos, tentativas anteriores de destruir a ponte com sistemas de artilharia, incluindo foguetes HIMARS fornecidos pelos Estados Unidos, não tiveram sucesso. A estratégia com drones foi adotada após a identificação de pontos frágeis da estrutura, a partir de imagens divulgadas por um soldado russo nas redes sociais.
O Malloy T-150 possui características que dificultam sua detecção, como motor elétrico com baixa emissão térmica e sistemas de resistência a interferências de GPS. Essas capacidades permitiram a realização das missões em ambiente de combate com menor risco de interceptação.
A operação ocorre em meio à continuidade dos ataques russos contra cidades ucranianas. Na segunda-feira, um bombardeio com drones atingiu a cidade portuária de Odessa, no sul do país, deixando mortos e feridos após atingir um prédio residencial.
O episódio reforça o uso crescente de tecnologias não tripuladas no conflito, tanto por Ucrânia quanto por Rússia, em uma guerra que tem incorporado novos métodos e equipamentos ao campo de batalha.
Um paraquedista morreu após saltar sozinho de um avião no aeródromo de Headcorn, próximo a Maidstone, no condado de Kent, na Inglaterra, na manhã desta segunda-feira (6). Testemunhas relataram ter visto “um objeto cair do céu” momentos antes da confirmação da tragédia.
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Equipes de emergência foram acionadas por volta das 10h e, posteriormente, policiais realizaram buscas nos campos ao redor do local. Em comunicado, a polícia de Kent informou que a vítima, um homem na faixa dos 50 anos, teve a morte confirmada no local e que os familiares já foram notificados. Segundo as autoridades, o caso é tratado como inexplicável e segue sob investigação em conjunto com a British Skydiving. Um relatório também foi encaminhado ao legista.
Testemunhas relatam cena traumática
A britânica Lucy Barrett, de 53 anos, afirmou que presenciou a queda enquanto aguardava para realizar um salto beneficente. Segundo ela, o momento causou choque entre os presentes. Ao jornal The Sun, contou que seu filho viu o instante em que a pessoa atingiu o solo e que o paraquedas teria se aberto apenas com o impacto.
De acordo com o relato, integrantes da equipe perceberam a ausência de um dos paraquedas após a contagem na base de pouso, o que levou ao envio de uma aeronave para buscas. Cerca de uma hora depois, a vítima foi localizada e teve a morte confirmada.
A empresa responsável pela operação, Go Skydive, informou que o caso será analisado por um conselho de inquérito especializado. Em nota, a companhia declarou que está ciente do incidente envolvendo um paraquedista solo e manifestou solidariedade às pessoas afetadas.
Segundo a empresa, a investigação será conduzida por um conselho da British Skydiving, com envio de relatórios às autoridades competentes, incluindo a Autoridade de Aviação Civil britânica. O documento deverá apresentar conclusões e eventuais recomendações. Até o momento, não há informações adicionais sobre as circunstâncias da queda.
O maquinista de um trem de alta velocidade morreu nesta terça-feira (7) após a colisão com um caminhão que transportava material militar em uma passagem de nível no norte da França, segundo autoridades locais.
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O acidente ocorreu entre as cidades de Béthune e Lens, informou a companhia ferroviária SNCF.
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AFP
De acordo com a prefeitura de Pas-de-Calais, duas pessoas ficaram em estado crítico e outras 11 sofreram ferimentos leves.
O trem transportava 243 passageiros e fazia o trajeto entre Dunkerque e Paris quando colidiu com o caminhão na altura do município de Bully-les-Mines, segundo comunicado oficial.
O motorista do caminhão, que levava material militar, foi detido. As autoridades não informaram se ele é civil ou integrante das Forças Armadas.
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Civis atingidos e temor regional
A escalada também atingiu civis e estruturas fora dos principais campos de batalha. Um drone “procedente do Irã” matou um casal ao atingir uma residência no Curdistão iraquiano, segundo autoridades locais.
Na Arábia Saudita, ataques noturnos atingiram um complexo petroquímico na cidade industrial de Jubail, de acordo com uma fonte local. Já em Teerã, uma sinagoga foi “totalmente destruída” por bombardeios israelenses e americanos, segundo a agência Mehr e o jornal Shargh. “Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (…) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã”, informou o jornal.
Diante do avanço das operações, Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem. “Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21h00, horário do Irã”, informaram as forças militares em mensagem em persa. “Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo”, acrescenta o comunicado.
Os efeitos da crise provocam medidas em países vizinhos. A ligação terrestre entre Arábia Saudita e Bahrein foi temporariamente fechada. “O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso como medida de precaução”, informou a autoridade responsável.
Ameaça de Trump
No plano diplomático, o Japão tenta ampliar a articulação. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou “preparativos” para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países”, declarou.
Na véspera, Trump elevou o tom ao afirmar que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, em referência a um ultimato ligado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também disse que Washington tem capacidade de destruir pontes e usinas de energia do país em “quatro horas”.
O Exército iraniano reagiu e afirmou que a “retórica arrogante” do presidente americano não altera seus planos.

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