A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou, nesta terça-feira, adotar medidas contra infraestruturas energéticas que podem “privar os Estados Unidos e seus aliados do petróleo e do gás da região por anos”, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
Alerta: Exército de Israel pede que iranianos evitem viajar de trem até o fim do dia por ‘segurança’
Entre os maiores polos industriais do mundo: Ataque atinge complexo petroquímico na Arábia Saudita
“Demonstramos até agora uma grande contenção com um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas ficam, a partir de agora, levantadas”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.
“Se o exército terrorista americano cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
‘Etapa crítica’
As negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos se aproximam de “uma etapa crítica”, afirmou nesta terça-feira o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam.
“Os esforços positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão (…) para encerrar a guerra estão se aproximando de uma etapa crítica e delicada”, escreveu o diplomata na rede social X.
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Enquanto as tratativas avançam, o cenário militar se agrava. O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques aéreos “com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã”. Explosões foram ouvidas “em algumas áreas de Teerã e Karaj”, segundo as agências Mehr e Fars.
Em resposta, Israel informou que “detectou mísseis lançados a partir do Irã” e que sua defesa aérea estava em operação. A Arábia Saudita declarou ter interceptado sete mísseis balísticos direcionados ao leste do país, com destroços caindo “perto de infraestruturas elétricas”, segundo o Ministério da Defesa.
Civis atingidos e temor regional
A escalada também atingiu civis e estruturas fora dos principais campos de batalha. Um drone “procedente do Irã” matou um casal ao atingir uma residência no Curdistão iraquiano, segundo autoridades locais.
Na Arábia Saudita, ataques noturnos atingiram um complexo petroquímico na cidade industrial de Jubail, de acordo com uma fonte local. Já em Teerã, uma sinagoga foi “totalmente destruída” por bombardeios israelenses e americanos, segundo a agência Mehr e o jornal Shargh. “Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (…) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã”, informou o jornal.
Diante do avanço das operações, Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem. “Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21h00, horário do Irã”, informaram as forças militares em mensagem em persa. “Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo”, acrescenta o comunicado.
Os efeitos da crise provocam medidas em países vizinhos. A ligação terrestre entre Arábia Saudita e Bahrein foi temporariamente fechada. “O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso como medida de precaução”, informou a autoridade responsável.
Ameaça de Trump
No plano diplomático, o Japão tenta ampliar a articulação. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou “preparativos” para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países”, declarou.
Na véspera, Trump elevou o tom ao afirmar que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, em referência a um ultimato ligado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também disse que Washington tem capacidade de destruir pontes e usinas de energia do país em “quatro horas”.
O Exército iraniano reagiu e afirmou que a “retórica arrogante” do presidente americano não altera seus planos.
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“Demonstramos até agora uma grande contenção com um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas ficam, a partir de agora, levantadas”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana.
“Se o exército terrorista americano cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
‘Etapa crítica’
As negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos se aproximam de “uma etapa crítica”, afirmou nesta terça-feira o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam.
“Os esforços positivos e construtivos empreendidos pelo Paquistão (…) para encerrar a guerra estão se aproximando de uma etapa crítica e delicada”, escreveu o diplomata na rede social X.
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Enquanto as tratativas avançam, o cenário militar se agrava. O Exército israelense anunciou uma “onda” de ataques aéreos “com o objetivo de danificar a infraestrutura do regime terrorista iraniano em Teerã e outras áreas do Irã”. Explosões foram ouvidas “em algumas áreas de Teerã e Karaj”, segundo as agências Mehr e Fars.
Em resposta, Israel informou que “detectou mísseis lançados a partir do Irã” e que sua defesa aérea estava em operação. A Arábia Saudita declarou ter interceptado sete mísseis balísticos direcionados ao leste do país, com destroços caindo “perto de infraestruturas elétricas”, segundo o Ministério da Defesa.
Civis atingidos e temor regional
A escalada também atingiu civis e estruturas fora dos principais campos de batalha. Um drone “procedente do Irã” matou um casal ao atingir uma residência no Curdistão iraquiano, segundo autoridades locais.
Na Arábia Saudita, ataques noturnos atingiram um complexo petroquímico na cidade industrial de Jubail, de acordo com uma fonte local. Já em Teerã, uma sinagoga foi “totalmente destruída” por bombardeios israelenses e americanos, segundo a agência Mehr e o jornal Shargh. “Segundo informações preliminares, a sinagoga Rafi-Nia (…) foi totalmente destruída nos ataques desta manhã”, informou o jornal.
Diante do avanço das operações, Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem. “Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de utilizar os trens ou de viajar de trem em todo o país até 21h00, horário do Irã”, informaram as forças militares em mensagem em persa. “Sua presença nos trens e perto dos trilhos coloca sua vida em perigo”, acrescenta o comunicado.
Os efeitos da crise provocam medidas em países vizinhos. A ligação terrestre entre Arábia Saudita e Bahrein foi temporariamente fechada. “O tráfego de veículos na ponte Rei Fahd foi suspenso como medida de precaução”, informou a autoridade responsável.
Ameaça de Trump
No plano diplomático, o Japão tenta ampliar a articulação. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou “preparativos” para uma conversa telefônica com o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e também com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Precisamos nos comunicar tanto com os Estados Unidos como com o Irã, por isso estamos tentando organizar ligações telefônicas com os presidentes dos dois países”, declarou.
Na véspera, Trump elevou o tom ao afirmar que o Irã “poderia ser eliminado em uma única noite, e essa noite poderia muito bem ser a de amanhã (terça-feira)”, em referência a um ultimato ligado à reabertura do Estreito de Ormuz. Ele também disse que Washington tem capacidade de destruir pontes e usinas de energia do país em “quatro horas”.
O Exército iraniano reagiu e afirmou que a “retórica arrogante” do presidente americano não altera seus planos.









