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O vice-presidente americano, JD Vance, foi às redes sociais para reforçar as ameaças contra o Irã, durante a escalada do conflito nesta terça-feira. O republicano ressaltou que as negociações estão quentes, ao publicar um vídeo da emissora Fox News, alinhada ao governo de Donald Trump. Vance, no entanto, mostrou que não sabe o que acontecerá com o país ao fim do prazo estabelecido por Trump para que o Irã faça um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passavam um quinto do petróleo comercializado no mundo, até o início do conflito.
Tempo real: Acompanhe as atualizações desta terça-feira sobre o conflito no Oriente Médio
Alternativa: Países da Ásia garantem acordos com o Irã para que seus navios atravessem o Estreito de Ormuz, enquanto Trump eleva ameaças por acordo
“O Irã está se mobilizando nos bastidores, tentando desesperadamente evitar as consequências de 47 anos de agressão. O tempo está se esgotando. Rezem pela paz, mas preparem-se para a força”, escreveu ele, em sua conta no X, referindo-se à Revolução Iraniana e à tomada do poder pelo regime dos aiatolás. “A poucas horas do prazo final das 20h (21h, no horário de Brasília), o presidente Trump acaba de confirmar que está em “negociações quentes” com o regime iraniano. Trump tem todas as cartas. Só ele sabe exatamente qual é a situação atual e o que acontecerá a seguir”.
Nesta terça-feira, o conflito no Oriente Médio teve uma escalada que ainda não havia sido vista, desde que Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques ao país persa. Durante a manhã, Trump escreveu que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’, em publicação nas redes sociais. O mandatário de Washington também disse que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de ameaçar “apagar o país do mapa”.
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Em resposta, o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, disse que as ameaças feitas por Trump “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
Após o novo ultimato, o Paquistão, mediador na guerra, pediu a Trump que aumentasse o prazo em duas semanas, para que os iranianos fechassem um acordo. O apelo foi feito diretamente pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que também pediu a reabertura da rota marítima ao regime iraniano. O Exército de Israel, por sua vez, alertou para um possível “aumento nos ataques de mísseis” do Irã contra o país e apelou à população para que ficasse vigilante.
O dia ainda foi marcado ainda pelo veto de Rússia e a China a uma resolução de autoria do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, que incentivava esforços defensivos e coordenados para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz.
Ataques à Ilha Kharg
Durante a manhã, o Irã foi atingido por ataques contra a Ilha Kharg, polo estratégico do setor petrolífero do país. Trump ainda prometeu bombardear instalações de eletricidade, pontes e outros alvos essenciais não militares, onde jovens iranianos fizeram correntes humanas horas depois.
As ameaças de Trump confirmam uma escalada retórica que se consolidou nos últimos dias de conflito com o ultimato do presidente americano ao Irã. Adotando um tom agressivo e com viés religioso em algumas de suas mensagens, o republicano afirmou que atacaria alvos civis em território iraniano, incluindo pontes, infraestrutura do setor elétrico, entre outros. No sábado, quando mudou o prazo final para um acordo ou reabertura unilateral do Estreito de Ormuz, afirmou que desataria “todo o inferno” sobre o país.
Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça “lançar o inferno” sobre o território iraniano caso a República Islâmica não chegue a um acordo com Washington pela liberação do Estreito de Ormuz, diversos países da Ásia já asseguraram a passagem de seus navios pelo canal marítimo por meio de acordos firmados diretamente com o Irã. Entre as nações que tiveram sucesso nas negociações com os iranianos estão alguns de seus principais aliados, como China e Rússia — também amplamente reconhecidos como rivais de Washington pela hegemonia do poder global — além de países que mantêm relações diplomáticas equilibradas com potências de ambos os hemisférios, como a Índia, e outros que chegaram a declarar estado de emergência energética por conta da queda brusca nos estoques de combustível, como as Filipinas, que dependem quase exclusivamente do petróleo que sai do Oriente Médio.
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Apesar dos anúncios públicos de liberação da passagem, os termos dos acordos entre empresas de navegação e o governo iraniano não foram divulgados. Portanto, ainda não está claro nem confirmado se esses países pagaram uma taxa para garantir a travessia de seus navios ou se o gesto das autoridades iranianas foi conquistado apenas por meio de negociações diplomáticas.
Especialistas e analistas internacionais avaliam que, independente de qual tenham sido os detalhes, o regime teocrático do país persa implementou uma espécie de “sistema de pedágio”, seja pago em dinheiro ou em acordo político, numa via que deveria ser regimentada pelas leis marítimas internacionais e no momento está sendo controlada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). Apesar deste cenário, a França e a Itália iniciaram conversas com o Irã no mês passado.
Alguns analistas consideram ainda que o controle rigoroso do estreito vai além de uma tática de guerra, mas expõe planos de longo prazo do regime iraniano. Para eles, o bloqueio da passagem marítima pode criar uma oportunidade para que Teerã se reintegre à economia global e à diplomacia internacional após anos de isolamento impostos por sanções globais.
Liu Jia, pesquisadora do Instituto do Oriente Médio da Universidade Nacional de Singapura, disse em entrevista à revista Time que “se o Irã adotar uma estratégia de fechamento seletivo — visando os Estados Unidos, Israel e seus aliados, enquanto permite a passagem de países amigos”, países do Golfo “podem buscar reparar as relações com o Irã ou desenvolver rotas de exportação alternativas, o que poderia aumentar os custos no curto e médio prazo”.
A especialista acrescentou que os países do Golfo que sofreram ataques retaliatórios do Irã também podem ser “compelidos a reavaliar suas estratégias de defesa”, incluindo se “hospedar bases militares americanas aumenta sua segurança ou, inversamente, aumenta sua exposição a ataques” por parte de adversários dos EUA.
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Suficientemente amigáveis
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, chegou a nomear publicamente há duas semanas os países considerados suficientemente amigáveis ​​para garantirem a liberação da passagem de seus navios no estreito. Eram eles China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.
“Muitos das empresas e dos países proprietários dessas embarcações, entraram em contato conosco e solicitaram que garantíssemos sua passagem segura pelo estreito. Para alguns desses países que consideramos amigáveis, ou em casos em que decidimos fazê-lo por outros motivos, nossas forças armadas garantiram a passagem segura”, afirmou Araghchi em entrevista à TV estatal iraniana.
Na ocasião, ele anunciou que o plano de restringir a passagem a embarcações aliadas “continuará no futuro, mesmo depois da guerra”.
“Estamos em estado de guerra. A região é uma zona de guerra e não há razão para permitir a passagem de navios de nossos inimigos e seus aliados. Mas ela permanece aberta a outros”, acrescentou o chanceler iraniano.
A Índia foi um dos primeiros países a garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz. O ministro das Relações Exteriores indiano, Subrahmanyam Jaishankar, disse ao Financial Times em março que a autorização para travessia de seus petroleiros foi resultado de diplomacia. Na semana passada, a embaixada do Irã em Nova Déli chegou a publicar nas redes sociais que “nossos amigos indianos” estavam “em boas mãos”.
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A China, que é a maior compradora de petróleo do Irã, confirmou também na semana passada que alguns de seus navios navegaram pelo estreito, mas não forneceu detalhes. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores declarou apenas que “após coordenação com as partes relevantes, três embarcações chinesas transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz”. O conselheiro de política externa do Kremlin, Yury Ushakov, declarou que “para nós, o Estreito de Ormuz está aberto”, considerando que a Rússia é uma das maiores aliadas de Teerã.
Na mesma linha, sem se aprofundar nos termos do acordo, o ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke, disse que seu país obteve garantias de passagem segura através de uma “boa relação diplomática com o governo iraniano”. Aproximadamente dois terços das importações de petróleo da Malásia provêm do Golfo. A embaixada iraniana no país do Sudeste Asiático adotou o mesmo tom do escritório na capital indiana e afirmou na segunda-feira que, após o primeiro navio malaio atravessar o estreito desde o início da guerra, que “o Irã não se esquece de seus amigos”.
As Filipinas, que importam 98% de seu petróleo do Oriente Médio, foram o primeiro país a declarar estado de emergência energética por conta do bloqueio de Ormuz. Apesar de seus laços estreitos com os EUA, o país se tornou na quinta-feira a mais recente nação asiática a garantir um acordo com o Irã, que a secretária de Relações Exteriores, Theresa Lazaro, descreveu como “uma conversa telefônica muito produtiva” com Teerã.
O Paquistão, que tem feito a intermediação de mensagens entre Washington e Teerã, anunciou em 28 de março que o Irã concordou em permitir a passagem de 20 de seus navios pelo estreito. Diante disso, Islamabad passou a abordar empresas internacionais de comércio de commodities para que registrassem temporariamente seus navios sob a bandeira paquistanesa, a fim de aproveitar a liberação da passagem, segundo publicou a Bloomberg.
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“Este é um gesto bem-vindo e construtivo por parte do Irã e merece reconhecimento”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar. “Diálogo, diplomacia e medidas como essa, que visam a construção de confiança, são o único caminho a seguir”.
A Tailândia, que chegou a ter um navio graneleiro atacado por projéteis iranianos em março, também estabeleceu um pacto com o regime iraniano. O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, anunciou o acordo em 25 de março, e um petroleiro tailandês cruzou a fronteira posteriormente sem pagar taxas, de acordo com o jornal britânico The Independent.
O Iraque, rico em petróleo, que faz fronteira com o Irã, também foi isento do bloqueio. No fim de semana, o Comando Militar Conjunto Khatam al-Anbiya, do Irã, anunciou a liberação, e Bagdá agradeceu pelo gesto. A lista de nações autorizadas a atravessar o estreito em segurança conta ainda com Japão, Indonésia e Turquia.
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Pedra no sapato de Trump
O bloqueio do importante canal, por onde normalmente saem do Golfo Pérsico cerca de 20% das exportações de petróleo e gás do mundo, tem sido uma pedra no sapato do líder americano desde o início da guerra. Dias após os primeiros bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã fechou a passagem com ameaças de atacar embarcações que tentassem cruzá-la, e chegou a bombardear algumas delas.
Apesar de declarar publicamente que os EUA não precisam importar combustível da região, Trump sabe que a ameaça iraniana sobre o estreito e a queda brusca na circulação de navios pela rota tem efeitos graves em todo o comércio mundial, não apenas no setor petrolífero.
Mesmo após ter tentado dividir a responsabilidade pela liberação do estreito ao sugerir que aliados enviassem navios de guerra à região e não ter seu pedido atendido por nenhum deles, Trump segue adiando e ampliando o prazo dos ultimatos contra o Irã e chegou a declarar na segunda-feira que “uma civilização inteira” morreria na noite desta terça-feira caso Teerã siga sem fechar um acordo com seu governo.
Neste momento, o presidente americano tenta elevar as ameaças contra o regime dos aiatolás para garantir a passagem livre de todo e qualquer navio pela via marítima, principalmente de seus aliados ocidentais, que não fazem parte da lista de beneficiados por acordos com Teerã.

O Senado aprovou nesta terça-feira (7) o Projeto de Lei (PL) 2762/2019 que determina que o estágio realizado pelo estudante será contado como experiência profissional. 

A proposta, que altera a Lei de Estágio, de 2008, segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Caberá ao poder público regulamentar as hipóteses em que o período de experiência profissional de estágio valerá para provas de concursos públicos.

O autor da proposta, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), argumenta que a dificuldade de obtenção de emprego, especialmente dos jovens de 18 a 24 anos, é devido à falta de experiência profissional, e que o projeto vai preencher essa lacuna.

“O jovem não consegue trabalhar porque não teve um emprego anterior e não adquire experiência pelo fato de antes não ter trabalhado”, diz o deputado ao justificar a iniciativa.

A relatora da matéria, senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também ressaltou o desafio da comprovação de experiência profissional para conseguir um emprego.

“O estágio, embora seja uma atividade educacional supervisionada, já ocorre no ambiente de trabalho, onde o estudante desempenha atividades profissionais, com vistas à sua preparação para o mercado de trabalho”, avalia.

Repouso

Ainda na sessão desta terça-feira, os senadores aprovaram o PL 1.732/2022, que permite dividir o repouso anual de 30 dias de médicos residentes e outros profissionais da saúde em partes menores, com um mínimo de 10 dias cada. O texto também segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, médicos residentes e outros profissionais em programas de residência na área de saúde poderão dividir os 30 dias de repouso anual em períodos menores de, no mínimo, 10 dias, desde que o pedido seja feito pelo próprio residente e conforme regulamento.

A nova regra entra em vigor após 180 dias da publicação da lei.

Os senadores aprovaram ainda o projeto de resolução do Senado que cria a Frente Parlamentar Mista de Defesa dos Feirantes, com foco na articulação de políticas públicas e iniciativas voltadas ao setor. 

O projeto vai à promulgação. 

Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’; acompanhe Guerra no Oriente Médio vive momento de escalada após declarações do presidente e novos ataques na região

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (7) que o governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Segundo ele, o debate ocorrerá por meio de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

“O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que nos iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, disse Motta após reunião de líderes na residência oficial.

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Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado análise a admissibilidade da matéria na próxima semana.

O primeiro acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. O texto ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

O segundo projeto também reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

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Urgência

O governo avaliava enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho considerados como prioritários não caminhassem com a “velocidade desejada”. 

A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

Motta disse que após a aprovação na CCJ, encaminhará a criação de uma comissão especial para debater e deliberar sobre a matéria. Segundo o presidente da Câmara, a intenção é que o texto seja votado nessa comissão especial ainda em maio para posteriormente ser levado para ao plenário.

“Imediatamente [após a aprovação na CCJ] criaremos a Comissão Especial para trabalharmos a votação em plenário até o final do mês de maio, dando a oportunidade de que todos os setores possam se manifestar acerca dessa proposta que é importante para a classe trabalhadora do país, pois nós estamos tratando da redução da jornada de trabalho sem prejuízo salarial”, afirmou.

Votações

Motta disse ainda que a Câmara deve votar esta semana o projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo.

“Esse projeto de lei é importante. Ele atende mais de 2 milhões de trabalhadores no país, que trabalham para essas plataformas. Com essa aprovação, esses trabalhadores passarão a ter previdência, seguro saúde, seguro de vida e garantias que hoje eles não têm”, apontou.

Também estará na pauta dessa semana a votação da PEC 383/2017 que vincula o repasse de 1% da Receita Corrente Líquida da União para financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

O objetivo é garantir recursos contínuos para os Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializada da Assistência Social (CREAS) e programas de proteção social.

Mediador na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, o Paquistão pediu a Donald Trump que aumente o prazo estabelecido pelo presidente americano para que os iranianos fechem um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passavam um quinto do petróleo comercializado no Mundo. O apelo foi feito diretamente pelo primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif. Na manhã desta terça-feira (7), Trump foi às redes sociais e fez graves ameaças contra o país persa, afirmando que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’. O presidente havia afirmado que aguardaria até a noite deste dia 7 de abril como ultimato, depois de já ter postergado a data em 48 horas.
Em resposta, o embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, disse que as ameaças “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
A reunião do Conselho de Segurança trouxe ainda uma proposta do Bahrein, outro mediador do conflito, para reabrir o Estreito de Ormuz que encorajava os países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação”. No entanto, ela foi rejeitada, depois de China e Rússia vetarem a proposta. Ambos os países são membros permanentes do Conselho, o que lhes confere o poder de veto. 11 países foram a favor da proposta, Paquistão e Colômbia se abstiveram.
Trump também havia dito que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de “ameaçar apagar o país do mapa”. Também nesta terça (7), jovens começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais dos Estados Unidos, como pontes e outros alvos essenciais não militares.
Durante a escalada do conflito entre os países, a oposição também tem se posicionado internamente nos Estados Unidos, com um discurso que alarmou tantos os americanos como a população mundial. Representantes do Partido Democrata usaram falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para afirmar que há indício de uso de armas nucleares na guerra no Oriente Médio.
*Matéria em atualização
O Papa Leão XIV, que tem se posicionado contra a guerra no Oriente Médio, que tem escalado, criticou as ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso o Irã não chegue a um acordo. A República Islâmica foi atacada pela primeira vez em 28 de fevereiro pelos EUA e por Israel. Desde então, os três países estão em confronto, que tem se expandido para os países vizinhos do Oriente Médio.
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— Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã. Isso é verdadeiramente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional envolvidas, mas, muito além disso, trata-se de uma questão moral — disse o Papa Leão XIV, à imprensa internacional.
O Pontífice acrescentou que quaisquer ataques à infraestrutura civil violam o direito internacional. Trump ameaçou o país persa de que atacaria alvos civis em seu território, incluindo pontes, infraestrutura do setor elétrico, entre outros.
O Papa Leão XIV pediu que norte-americanos e outras pessoas de boa vontade a contatarem seus líderes políticos e representantes no Congresso para exigir que rejeitem a guerra e trabalhem pela paz.
As declarações foram dadas à imprensa nesta terça-feira (7) foram dadas quando ele deixava sua casa de campo em Castel Gandolfo, ao sul de Roma, poucas horas antes do prazo final de Trump para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.
A escalada da ameaça de Donald Trump foi feita nesta terça-feira (7) horas antes do fim do ultimato dado ao Irã, que se encerra às 21h (em Brasília). Além de exigir a reabertura do Estreito de Ormuz, o governo dos EUA quer o acordo de cessar-fogo imediato na região, negado pelo Irã. O país persa fez sua proposta, elencando suas exigências, entre elas, o fim da guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel há pouco mais de um mês, e não apenas um cessar-fogo.
Essa nova ameaça ocorre em um momento em que autoridades políticas, incluindo aliadas dos EUA, e especialistas em direito internacional expressam temores de que as ações americanas configurem crimes de guerra, e enquanto novos ataques atingem o território iraniano.
Embora o prazo anunciado pelo presidente não tenha se esgotado, parte dos ataques lançados contra o Irã nesta terça-feira parecem cumprir parte do que havia sido antecipado. O Exército de Israel, que atua em coordenação com os militares americanos, anunciou ter destruído oito pontes em diferentes partes do território iraniano — confirmando relatos que já vinham sendo veiculados pela imprensa da nação persa. Horas antes, os militares israelenses haviam emitido um alerta para que a população do país inimigo não utilizasse a rede ferroviária, antecipando possíveis ataques à infraestrutura civil. Os EUA, por sua vez, atacaram a Ilha Kharg, infraestrutura vital para o escoamento de petróleo da indústria iraniana. Autoridades disseram que os alvos eram militares.
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, falou que as ameaças feitas por pelo presidente Donald Trump na manhã desta terça-feira “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
Apelo em Domingo de Páscoa
Em sua primeira missa de Páscoa, o Papa Leão XIV fez um apelo direto “àqueles que têm o poder” de desencadear guerras para que “escolham a paz”, ao mesmo tempo em que denunciou a “indiferença” diante dos conflitos, disse no último domingo.
Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice conduziu a celebração sob clima festivo, com flores, cantos litúrgicos e sinos, mas com o pano de fundo da guerra no Oriente Médio, que marcou toda a Semana Santa.
Durante a tradicional bênção “urbi et orbi”, Leão XIV criticou a naturalização da violência.
— Estamos nos acostumando à violência, nos resignando a ela e nos tornando indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às sequelas do ódio e divisão que semeiam os conflitos — afirmou, mencionando também os impactos econômicos e sociais das guerras.
Sem citar diretamente países ou regiões — rompendo com uma prática comum de seus antecessores —, o Papa reforçou o apelo por responsabilidade das lideranças globais.
Comboio de ajuda do Vaticano é alvo de disparos no Líbano
Um comboio de ajuda do núncio apostólico no Líbano destinado a aldeias cristãs teve que interromper viagem e recuar ao ser alvo de disparos nesta terça-feira, informou uma fonte de segurança à AFP. O comboio era escoltado pelo batalhão francês da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) e se dirigia ao povoado de Debl, perto da fronteira com Israel, de acordo com a fonte. No fim de semana, o Papa Leão XIV havia enviado uma mensagem aos moradores da região: “Não percam o ânimo”.
Ao se aproximar da área, o comboio foi atingido por disparos que causaram danos aos veículos, acrescentou a fonte, mas sem registrar feridos. Várias aldeias cristãs na fronteira estão encurraladas por combates entre Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, comparou na segunda-feira o resgate, confirmado no domingo de Páscoa, de um oficial da Força Aérea americana desaparecido após ter se ejetado de um caça abatido sobre no Irã, à ressurreição de Jesus Cristo. Minutos depois, falando na mesma coletiva de imprensa em que descrevia a operação militar, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Deus apoia a guerra entre Israel e os EUA contra o Irã, que já matou milhares de pessoas, incluindo centenas de civis. “Porque Deus é bom”, justificou ele, “e Deus quer ver as pessoas bem cuidadas”.
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— Deus não gosta do que está acontecendo. Eu não gosto do que está acontecendo. Todo mundo diz que eu gosto disso. Eu não gosto disso. Eu não gosto de ver pessoas sendo mortas — afirmou o líder americano.
Em seu relato da operação de resgate, Hegseth traçou paralelos entre o sofrimento do militar americano e o relato da morte e ressurreição de Cristo na Bíblia. O caça F-15E, observou ele, foi “abatido em uma sexta-feira — Sexta-feira Santa”. Esse é o dia em que Jesus foi crucificado. Após o piloto saltar de paraquedas sobre o Irã, ele se escondeu, segundo Hegseth, “em uma caverna, uma fenda, durante todo o sábado”, numa alusão ao túmulo escavado na rocha onde Jesus foi sepultado. Então, ele disse, o piloto foi resgatado no dia em que os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus — “retirado do Irã ao nascer do sol no Domingo de Páscoa”.
— Um piloto renascido, em casa e a salvo, uma nação em festa — declarou o secretário de Defesa. — Deus é bom.
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Hegseth também disse que, após o avião ser abatido, o piloto, o oficial de sistemas de armas do F-15E derrubado por forças iranianas, entrou em contato com a equipe de resgate dos EUA com uma mensagem religiosa: “Deus é bom”.
— Naquele momento de isolamento e perigo sua fé e espírito de luta brilharam — destacou o secretário.
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Este foi o exemplo mais recente do secretário de Defesa invocando a teologia cristã em declarações públicas sobre a guerra com o Irã. No início da guerra, Hegseth pediu aos americanos que orassem pela vitória no Oriente Médio “em nome de Jesus Cristo”.
Líderes cristãos, incluindo o Papa Leão XIV, o primeiro pontífice nascido nos EUA, discordaram veementemente das sugestões do governo Trump de que a guerra tem sanção divina. O Papa tem repetidamente pedido o fim do conflito e criticado o uso do cristianismo para justificar a guerra. Em uma homilia recente, o líder da Igreja Católica disse que a missão cristã muitas vezes foi “distorcida por um desejo de dominação, totalmente alheio ao caminho de Jesus Cristo”.
Hegseth, que está dirigindo uma implacável campanha de bombardeio contra o Irã, uma nação de maioria muçulmana xiita com um governo teocrático, frequentemente idolatra as Cruzadas, as sangrentas guerras medievais nas quais guerreiros cristãos lutaram contra muçulmanos pelo controle de importantes locais religiosos e territórios no Oriente Médio.
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Tatuada no bíceps direito do secretário americano está a frase em latim “Deus vult” — “Deus o quer” —, que ele descreve como um grito de guerra dessas batalhas. Em seu livro “American Crusade” (Cruzada americana, em tradução livre) publicado em 2020, Hegseth descreve as Cruzadas como “sangrentas” e “repletas de tragédias indizíveis”, mas argumenta que elas foram justificadas porque salvaram a Europa cristã do ataque do Islã.
Sua linguagem também ecoa princípios do cristianismo conservador americano, que frequentemente associa o nacionalismo estadunidense à virtude religiosa. Muitos dos apoiadores cristãos de Trump se descreveram como combatentes em uma guerra santa que busca reverter valores seculares e pluralistas e estabelecer os EUA como uma nação fundamentalmente cristã.
O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir-Saeid Iravani, falou que as ameaças feitas por pelo presidente Donald Trump na manhã desta terça-feira (7) “constituem incitação a crimes de guerra e potencial genocídio” e que Teerã irá tomar “medidas recíprocas imediatas e proporcionais” se os Estados Unidos lançarem os ataques devastadores prometidos.
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Com a proximidade do prazo estabelecido por Donald Trump para que os iranianos fechassem um acordo que abrisse o Estreito do Ormuz, marcado para às 21h da noite desta terça-feira (horário de Brasília), o presidente escreveu que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’, em publicações nas redes sociais. O mandatário de Washington também disse que poderia destruir todas as pontes do Irã em questão de horas e reduzir todas as usinas de energia a escombros, além de “ameaçar apagar o país do mapa”.
Durante a mesma reunião, o Conselho de Segurança da ONU rejeitou proposta sobre coordenação para reabrir o Estreito de Ormuz, com vetos de China e Rússia, membros permanentes do Conselho, à proposta feita pelo Bahrein, mediador do conflito. Ela encorajava os países “interessados ​​na utilização do Estreito de Ormuz a coordenarem esforços, de natureza defensiva e compatíveis com as circunstâncias, para contribuir na segurança da navegação”.
Também nesta terça (7), o Irã voltou a ser intensamente bombardeado, com ataques americanos direcionados contra a Ilha de Kharg, polo estratégico do setor petrolífero. Ele também prometeu atacar instalações de eletricidade, pontes e outros alvos essenciais não militares. No país do Oriente Médio, jovens começaram a formar correntes humanas em torno de usinas de energia e outros alvos potenciais.
Durante a escalada do conflito entre os países, a oposição também tem se posicionado internamente nos Estados Unidos, com um discurso que alarmou tantos os americanos como a população mundial. Representantes do Partido Democrata usaram falas de Trump e do vice-presidente JD Vance para afirmar que há indício de uso de armas nucleares na guerra no Oriente Médio.
A horas do fim do prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz ser finalizado antes de um prometido ataque contra infraestruturas civis na nação persa, a Casa Branca se envolveu em um esforço para desmentir especulações de que o uso de armas nucleares estaria sendo considerado para as possíveis operações na noite desta terça-feira. A suposta articulação foi apontada por ativistas e políticos democratas após falas de Trump e de seu vice, JD Vance, sobre as ações militares contra Teerã — com alguns parlamentares sugerindo que as ameaças sejam usadas como argumento para afastar o presidente do cargo.
Entenda o caso: Trump ameaça Irã e diz que ‘uma civilização inteira vai morrer esta noite’ caso República Islâmica não chegue a acordo com os EUA
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As falas de Trump e Vance aconteceram em contextos diversos. O presidente fez uma publicação na Truth Social, em que escreveu que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, referindo-se à falta de acordo com o Irã. Em viagem à Hungria para apoiar a nova candidatura do líder de extrema direita Viktor Orbán, Vance se referiu à proximidade do encerramento do prazo do ultimato e às dificuldades na negociação, e citou possíveis desdobramentos militares.
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— Temos ferramentas em nosso conjunto que, até agora, não decidimos usar. O presidente dos EUA pode decidir usá-las. E ele decidirá usá-las se os iranianos não mudarem seu curso de conduta — disse Vance a repórteres.
O trecho da fala do vice-presidente foi recortado e repercutido nas redes sociais após a publicação de Trump na Truth Social. Uma conta ligada a ex-vice-presidente Kamala Harris afirmou que a fala de Vance “reforça a nova publicação de Trump que ameaça ‘toda uma civilização morrerá esta noite’ e insinua que Trump pode usar armas nucleares”. A acusação foi rejeitada pela conta de Resposta Rápida da Casa Branca.
“Literalmente, nada do que o @VP disse ‘dá a entender’ isso, seus palhaços absolutos”, reagiu à publicação.
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A suspeita não ficou restrita à militância. Deputados e senadores do Partido Democrata exigiram explicações adicionais sobre a pretensão de usar o arsenal nuclear do país, e ameaçaram iniciar um movimento para tirar o presidente do cargo.
“A ameaça do presidente de destruir a civilização iraniana sugere que ele está considerando usar uma arma nuclear ou quer que o Irã acredite que ele o faria. Israel e Irã já atacaram instalações nucleares próximas uma da outra”, escreveu o deputado democrata Joaquin Castro (Texas) no X, exigindo explicações.
Aliados históricos dos EUA na Europa e especialistas em direito internacional expressaram nos últimos dias preocupação de que as ameaças públicas de Trump ao Irã indicassem uma predisposição ao cometimento de crimes de guerra. Em meio às críticas, o republicano afirmou na segunda-feira, na Casa Branca, que “não se importava” com as repercussões das ações militares, e que crime de guerra seria permitir que o Irã desenvolvesse armas nucleares.
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Apelos pelo afastamento
Vários democratas citados pelo jornal The Hill, especializado na cobertura política em Washington, pediram que parlamentares republicanos se opusessem a Trump ou que ele fosse destituído do cargo, seja por meio de impeachment ou pela invocação da 25ª Emenda — que permite que um presidente seja destituído do cargo por diversos motivos, inclusive em caso de incapacidade.
“A ameaça genocida do presidente dos Estados Unidos de cometer crimes de guerra é ilegal sob as leis federais e internacionais”, escreveu o deputado democrata Jim McGovern, chamando a ameaça de Trump de “pura maldade”. “As Forças Armadas dos EUA juram fidelidade à Constituição, não ao presidente. [O Estado-Maior Conjunto] é obrigado a desobedecer a todas as ordens ilegais. O presidente da Câmara, Mike Johnson, deve convocar imediatamente o Congresso de volta a Washington e conter este presidente insano.
O deputado Hakeem Jeffries, líder da minoria na Câmara, disse em entrevista na manhã de terça-feira que os democratas pretendem forçar uma nova votação sobre uma resolução para conter o uso da força militar no Irã.
— Precisamos apenas de mais um ou dois republicanos, e acho que estamos no caminho certo para conseguir isso — disse o deputado por Nova York. — O Congresso deve votar imediatamente para pôr fim à guerra irresponsável escolhida por Donald Trump e impedi-lo de nos arrastar para a Terceira Guerra Mundial. (Com NYT e AFP)

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