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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta quinta-feira o promotor federal de Nova York, Jay Clayton, como novo chefe da Inteligência Nacional, após receber críticas de integrantes de seu próprio partido por tentar colocar no cargo um aliado sem experiência na área. O líder americano havia designado interinamente para comandar os serviços de inteligência William “Bill” Pulte, um homem de sua confiança, mas sem experiência prévia em segurança nacional ou inteligência.
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Criado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o cargo de diretor de Inteligência Nacional está entre os mais poderosos do governo americano. O posto é responsável por coordenar o trabalho da Agência Central de Inteligência (CIA) e de diversas outras agências de inteligência dos EUA.
Pulte, que ocupava o cargo de diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação (FHFA, na sigla em inglês), havia sido nomeado para substituir Tulsi Gabbard, que renunciou ao cargo no fim de maio.
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“Tenho o prazer de anunciar a nomeação do altamente respeitado Jay Clayton (…) para ser o próximo diretor de Inteligência Nacional”, escreveu Trump nas redes sociais, ao mesmo tempo em que pediu ao Senado que confirme a indicação “o mais rápido possível”.
Ao anunciar a indicação, Trump afirmou que “poucas pessoas em toda a comunidade jurídica são tão respeitadas quanto Jay”.
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Antes de ser nomeado promotor federal do estado de Nova York, Clayton presidiu a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA durante o primeiro mandato de Trump.
A polêmica em torno de Pulte culminou nesta quinta-feira, quando a Câmara dos Representantes rejeitou uma prorrogação de três semanas de um importante programa de vigilância sem mandado judicial, em um gesto de protesto. A legislação expira à meia-noite de sexta-feira e, com o Congresso fora de sessão, será difícil aprovar uma nova extensão antes do prazo.
A votação fracassou em meio ao descontentamento com Pulte, acusado pelos democratas de utilizar bancos de dados governamentais para buscar informações prejudiciais sobre adversários políticos de Trump.
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Os democratas afirmaram que não apoiariam sequer uma renovação temporária do programa sem reformas que protegessem a privacidade dos americanos e sem que a promoção de Pulte fosse revertida.
Recentemente, Trump determinou que Pulte promovesse cortes de pessoal na comunidade de inteligência, argumentando que, por ocupar o cargo de forma interina e não depender da aprovação do Senado, ele estaria “menos limitado”.
A ex-diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard anunciou em maio que deixaria o cargo para cuidar do marido, que enfrenta um câncer. Inicialmente, sua saída estava prevista para 30 de junho, mas Trump antecipou a data para 19 de junho.
(Com AFP e New York Times)
Dezenas de manifestantes e policiais entraram em confronto nesta quinta-feira do lado de fora do Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto era disputada a primeira metade da partida de abertura da Copa do Mundo de 2026 no local, constataram jornalistas da AFP.
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Grupos de professores, familiares de desaparecidos e estudantes se concentraram desde cedo nos arredores do estádio, mas encontraram um forte esquema de segurança policial. No entanto, um grupo que exige justiça para pessoas desaparecidas removeu algumas barreiras que protegiam o perímetro do estádio e trocou agressões com os agentes que faziam a segurança do local durante o jogo entre México e África do Sul.
Armados com paus e bastões, alguns jovens quebraram os vidros de veículos da polícia, enquanto ao fundo era possível ver o Azteca, onde minutos antes o México havia marcado o primeiro gol da Copa do Mundo.
Em alguns momentos, os policiais lançaram gás para tentar dispersar os manifestantes, que corriam pelos arredores do estádio. Policiais montados também tentaram conter os protestos.
As manifestações lideradas desde a semana passada por uma ala dissidente do sindicato dos trabalhadores da educação chegaram a colocar em dúvida a abertura da Fan Fest da Fifa, instalada na emblemática Praça do Zócalo, onde também fica o Palácio Presidencial.
Apesar disso, milhares de torcedores conseguiram entrar na praça, em meio a empurrões e desorganização.
Um professor de 27 anos foi esfaqueado no pescoço ao tentar proteger alunos durante um ataque com faca em uma escola de Manchester, no norte da Inglaterra. O caso ocorreu nesta terça-feira na Co-op Academy, no bairro de Blackley, e deixou também dois estudantes de 14 anos feridos. A suspeita é uma adolescente da mesma idade, que foi detida no local.
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Segundo a polícia da Grande Manchester, agentes foram acionados após relatos de um esfaqueamento na unidade de ensino. Funcionários conseguiram conter a adolescente antes da chegada das autoridades, evitando que mais pessoas fossem feridas. A jovem foi inicialmente presa sob suspeita de agressão grave e posteriormente mantida sob custódia com base na Lei de Saúde Mental do Reino Unido.
As três vítimas — o professor e dois estudantes, um menino e uma menina de 14 anos — sofreram ferimentos compatíveis com golpes de faca. As autoridades informaram que os machucados não foram considerados graves e que todos já receberam alta hospitalar.
Veículos britânicos identificaram o professor ferido como Maysum Abdullah, docente de ciências e pai de uma criança. De acordo com relatos divulgados pela imprensa local, ele teria sido atingido ao tentar proteger estudantes e desarmar a adolescente. Sua esposa afirmou que recebeu uma ligação informando que o marido havia sido esfaqueado e agradeceu o apoio recebido pela família.
Professor de ciências Maysum ao lado da esposa, Samia, que foi às redes sociais para agradecer às pessoas que ofereceram apoio à família
Reprodução | Redes Sociais
O ataque provocou um bloqueio de segurança na escola e mobilizou equipes de emergência. Pais relataram momentos de apreensão enquanto aguardavam informações sobre os filhos. A direção informou que o incidente foi isolado e que não há risco adicional para alunos e funcionários.
Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, a polícia informou que a investigação segue em andamento e pediu que a população não compartilhe especulações ou informações não confirmadas nas redes sociais.
— Sabemos que o impacto sobre aqueles que estiveram envolvidos ou testemunharam o incidente será significativo, e queremos assegurar à comunidade que estamos tratando o caso com toda a seriedade — afirmou o inspetor Jon Shilvock.
Agentes permanecerão na região para prestar apoio à comunidade escolar enquanto as investigações prosseguem.
Israel libertou um dos fundadores e principais líderes do grupo islamista palestino Hamas na Cisjordânia, Hasan Yusef, de 71 anos, que estava detido sem julgamento desde outubro de 2023, anunciou nesta quinta-feira um de seus filhos.
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Yusef foi “libertado perto da cidade de Hebron, no sul da Cisjordânia”, declarou seu filho, Owais Yusef. Ele acrescentou que seu pai foi transferido para um hospital em Ramallah, onde reside.
Cofundador do Hamas na década de 1980 ao lado do xeque Ahmed Yassin e de outros integrantes palestinos da Irmandade Muçulmana, Yusef é um dos líderes do movimento na Cisjordânia.
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A polícia israelense não respondeu aos questionamentos da AFP para confirmar a informação.
Yusef foi preso em outubro de 2023 e encarcerado em uma prisão israelense sob o regime de detenção administrativa, pouco depois do ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.
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Israel ampliou o uso da detenção administrativa contra palestinos após o início da guerra, o que permite prender indivíduos sem acusação formal por períodos de até seis meses, renováveis sucessivamente.
As autoridades israelenses afirmam que esse procedimento permite manter suspeitos sob custódia e prevenir possíveis ataques enquanto continuam reunindo provas.
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Organizações de defesa dos direitos humanos, por sua vez, afirmam que o sistema favorece abusos.
Yusef já foi preso diversas vezes. Sua última libertação havia ocorrido em julho de 2020, após 16 meses em detenção administrativa.
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Ex-membro do Parlamento Palestino, atualmente dissolvido, Yusef mantém uma relação conturbada com seu filho mais velho, Mosab Hasan Yusef, que espionou durante dez anos o movimento de seu pai para Israel.
Entre 1997 e 2007, Mosab trabalhou para o Shin Bet, a agência de segurança interna israelense, antes de se mudar para os Estados Unidos, onde vive sob uma nova identidade. Em 2010, publicou o livro Son of Hamas (“Filho do Hamas”).
O chefe de gabinete da Argentina, Manuel Adorni, admitiu ter ocultado pelo menos US$ 500 mil (cerca de R$ 2,5 milhões) de suas declarações patrimoniais, argumentando que poupava dinheiro “por fora, como todos” os seus compatriotas, em meio a questionamentos sobre seu patrimônio.
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O principal ministro do presidente argentino, Javier Milei, envolvido em controvérsia há mais de três meses devido a revelações sobre compras de imóveis e viagens luxuosas em família, afirmou ao canal de notícias LN+ que apresentou uma declaração revisada com correções ao Escritório Anticorrupção na quarta-feira.
— Claro que cometi um erro. Vou pagar até o último imposto que me corresponder, até a última multa, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro — afirmou.
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As informações também serão incorporadas à investigação conduzida pela Justiça sobre supostas inconsistências em seu patrimônio.
Segundo o relato do ministro, todo o dinheiro teve origem em sua atividade privada e em investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, antes de assumir o cargo de porta-voz presidencial em dezembro de 2023.
— Reconstituindo a história, investimos cerca de US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1 milhão) e ganhamos aproximadamente US$ 300 mil (R$ 1,5 milhão) — disse.
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Adorni reconheceu que ele e sua esposa optaram por manter esses recursos sem declarar porque “a maneira de escapar da velha política era ter uma poupança por fora”.
Muitos argentinos historicamente desconfiam do sistema bancário, marcado por sucessivas crises econômicas e fortes picos inflacionários.
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O reconhecimento desses fundos não declarados representa uma mudança no discurso do chefe de Gabinete, que declarou ao Congresso em 29 de abril que “nunca houve ocultação” de seu patrimônio.
Adorni, de 46 anos, tornou-se um dos colaboradores mais importantes de Milei durante sua atuação como porta-voz presidencial, cargo que deixou em novembro para assumir a Chefia de Gabinete.
O presidente ultraliberal mantém apoio irrestrito a Adorni. Em diferentes ocasiões, afirmou saber que o ministro “tem tudo em ordem”.
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A polêmica começou em março, quando a imprensa voltou sua atenção para uma viagem oficial a Nova York na qual Adorni levou a esposa, além de viagens de férias em jato particular com a família.
Outros vazamentos desencadearam uma investigação judicial sobre a compra, nos últimos dois anos, de imóveis que não teriam sido declarados.
O ministro ainda não foi convocado a prestar depoimento no âmbito dessa investigação.
Dez anos após a morte do menino Lane Thomas Graves, de 2 anos, atacado por um jacaré em um resort da Disney na Flórida, registros estaduais mostram que ao menos 414 jacarés considerados “problemáticos” foram capturados e removidos das propriedades da empresa desde a tragédia ocorrida em 2016. Os documentos foram obtidos pela emissora americana News 6.
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Lane morreu em 14 de junho daquele ano enquanto passava férias com a família vinda de Elkhorn, no estado de Nebraska. O menino brincava de construir castelos de areia na praia em frente ao Disney’s Grand Floridian Resort quando foi atacado por um jacaré que saiu da Lagoa Seven Seas. Segundo os registros, a criança estava em uma área com água na altura dos tornozelos.
Após o caso, a Disney instalou cercas, placas de advertência e barreiras de pedras nas margens de seus lagos para dificultar o acesso dos visitantes à água, segundo o jornal britânico The Independent. A família de Lane informou na época que não processaria a empresa pela morte do filho.
De acordo com os registros mais recentes, os jacarés retirados das propriedades da Walt Disney World têm sido encaminhados para fazendas licenciadas e reservas privadas de caça.
Documentos da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida obtidos pela emissora News 6 revelam que, nos oito anos anteriores à morte de Lane, uma média de 23 jacarés por ano era removida das propriedades da Disney por caçadores contratados pelo estado. Em 2016, ano do ataque, o número saltou para 83 animais. Em 2017, outros 57 jacarés foram capturados.
O castelo da Cinderella, visto a partir da Main Street, no Magic Kingdom, um dos parques temáticos do Walt Disney World, em Orlando
Todd Anderson/The New York Times
Os registros indicam ainda que, entre 2018 e 2025, a média anual de remoções foi de 36 jacarés. Apenas nos quatro primeiros meses de 2026, pelo menos 12 animais já haviam sido retirados das áreas da Disney World.
Em 2021, um porta-voz da Disney afirmou que a companhia mantinha compromisso com a segurança dos visitantes e trabalhava em conjunto com as autoridades da Flórida para remover e realocar animais selvagens encontrados na propriedade.
A captura dos répteis faz parte do Programa Estadual de Controle de Jacarés Problemáticos, administrado pela Comissão de Vida Selvagem da Flórida. Segundo a agência, a iniciativa busca reduzir riscos em áreas urbanizadas sem comprometer a conservação da espécie em habitats naturais.
Em todo o estado, mais de 8.700 jacarés considerados ameaças para pessoas, animais domésticos ou propriedades foram capturados em 2024. Os caçadores credenciados recebem US$ 50 por animal removido e, em muitos casos, podem comercializar a carne e o couro dos répteis.
Relembro o caso
Lane foi morto enquanto visitava o resort vindo de Elkhorn, Nebraska, com seus pais, Matt e Melissa. Ele foi atacado enquanto brincava na areia.
Durante o ataque, o pai de Lane, Matt Graves, tentou salvar o filho e ficou ferido. O menino e o jacaré desapareceram na água e o corpo da criança foi encontrado no dia seguinte. O médico legista apontou traumatismo cranioencefálico e afogamento como causas da morte. Em uma declaração dada à KETV em 2016, a família do menino de 2 anos confirmou que não processaria a Disney após a morte do filho.
Os pais da criança também criaram posteriormente a Fundação Lane Thomas, organização sem fins lucrativos voltada ao apoio de famílias de crianças que necessitam de transplantes de órgãos.
A Justiça francesa condenou, nesta quinta-feira (11), Christophe Ellul, de 51 anos, por homicídio culposo após o pitbull dele atacar e matar sua namorada grávida a mordidas durante um passeio. O tribunal de Soissons, no norte da França, o condenou a quatro anos de prisão com suspensão da pena e ordenou que o cão, chamado Curtis, fosse sacrificado.
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Em novembro de 2019, Ellul encontrou o corpo de sua noiva, Elisa Pilarski, em uma floresta nos arredores da cidade, lacerado por 50 mordidas. A mulher, de 29 anos e grávida de seis meses, estava passeando com o cachorro.
De acordo com a investigação, Ellul havia importado ilegalmente o cão, a partir dos Países Bascos, e o treinado para atacar. Na França, é ilegal importar pitbulls, classificados como perigosos. Durante muito tempo, ele afirmou que o cachorro não era agressivo e que os responsáveis deviam ter sido cães de caça, mas os testes de DNA demonstraram que se tratava de Curtis.
O cão é da raça pitbull terrier americano. Durante o passeio, Elisa ligou para o namorado, que estava trabalhando em um aeroporto nos arredores de Paris, a cerca de 50 quilômetros de distância, para pedir ajuda, segundo a investigação. O contato foi para pedir ajuda. O corpo da mulher foi localizado na floresta pelo companheiro.
O DNA de Elisa foi encontrado no lábio superior do cão, enfatizou o juiz responsável pelo caso, destacou o site France Antilles em matéria sobre o julgamento. A associação de caçadores local foi representada no tribunal por um advogado.
O cão, que agora tem oito anos e meio, está preso em um canil desde o incidente, há mais de seis anos. Segundo o tribunal, o animal estaria “fora de controle”, tendo mordido seu próprio dono, Ellul, e um voluntário, salientou o France Antilles.
Em março, quando o caso foi levado a julgamento, a promotoria solicitou a eutanásia de Curtis. Ativistas pelos direitos dos animais têm pedido seu indulto desde então. Um dos abaixo-assinados, com mais de 80 mil assinaturas, pede que este american pitbull terrier seja levado para um abrigo de animais.
Desde o ataque, o animal vive isolado em um canil em Haute-Garonne devido à sua periculosidade. Ao menos duas associações ofereceram-se para acolhê-lo, evitando que fosse sacrificado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), travou a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 no Brasil ao manter o texto na Mesa Diretora da Casa, sem despachar para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), disse que não recebeu informação sobre a data de envio da PEC à Comissão. Uma reunião entre Otto e Alcolumbre, prevista para esta semana, foi desmarcada pelo presidente do Senado. Procurada, a assessoria de Alcolumbre não comentou o tema da reportagem.

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O presidente do Senado também não marcou a reunião de líderes para discutir a pauta. O encontro costuma ocorrer semanalmente. Na semana passada, Alcolumbre afirmou, no plenário, que discutiria a tramitação da PEC do fim da 6×1 na reunião de líderes.

Além de instituir a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores por semana, a PEC 221 de 2019 reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 horas para 40 horas semanais.

Estratégia de adiar 

A cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Luciana Santana avalia que o adiamento dessa definição reflete preocupações sobre os impactos econômicos e sobre a resistência, principalmente nos setores empresariais, em relação à redução da jornada de trabalho no Brasil.

“É o ano eleitoral. Sobre um tema com essa repercussão social, as lideranças preferem administrar esse tempo da discussão evitando assumir cursos políticos imediatos.”

Pesquisas sobre os impactos da PEC na economia têm divergido em relação às consequências para inflação, o Produto Interno Bruto (PIB) e o nível de emprego.

De acordo com especialista, a postergação da discussão da PEC sugere que Alcolumbre ainda não tomou decisão política sobre a tramitação, mas pondera que isso não significa rejeição definitiva ao mérito da proposta.

“A simples existência de apoio social não garante a tramitação. O presidente da Casa possui os instrumentos para poder definir a prioridade e o ritmo da agenda. Ele está mantendo esse tema sob o controle dele, como presidente do Senado, enquanto as negociações mais amplas continuam nos bastidores.”

PEC da oposição é despachada

Enquanto não despacha a PEC do fim da escala 6×1, Alcolumbre enviou à CCJ a PEC alternativa ao fim da 6×1, apresentada pela oposição, que mantém a atual escala de trabalho no Brasil e permite a contratação por hora trabalhada. 

Lideranças governistas esperam votar a PEC do fim da 6×1 que veio da Câmara, sem alterações, ainda neste semestre, antes do recesso Legislativo, que começa no dia 18 de julho, intercalado com São João e Copa do Mundo.

Durante as sessões do plenário do Senado desta semana, senadores governistas cobraram a tramitação da PEC.

“É exigível que nós assim o façamos o mais breve possível, quiçá bem antes, até o final deste mês, das conclusões do nosso primeiro semestre, no dia 17 de julho”, destacou o senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB).

A líder do PT no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), também pediu prioridade à PEC que institui a escala 5×2 no Brasil.

“O Senado precisa priorizar esse tema, que é, sim, uma prioridade do país, que se pretende grande, civilizado e desenvolvido, por trabalho digno e valorização dos trabalhadores e trabalhadoras assalariados.”

Por outro lado, o senador da oposição Hermes Klann (PL-SC) criticou a PEC. “[A proposta] reduz a jornada de trabalho sem apresentar solução para compensar os custos dessa mudança. A conta não desaparece, alguém vai pagar. E, como sempre, quem paga é a própria população.”

O senador Romário (PL-RJ), mesmo da oposição, defendeu a medida. “Serei sempre favorável a qualquer medida que vise a garantir mais direitos aos nossos trabalhadores”, discursou na tribuna.

Piso salarial dos garis

Apesar de não comentar o tema nesta semana, Alcolumbre reagiu quando cobrado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) para incluir na pauta o projeto que estabelece piso salarial de R$ 3 mil para garis.

“Tenho 31 projetos que tratam de jornada de trabalho, que tratam de piso de remuneração de muitas categorias. Não posso ser seletivo”, respondeu o presidente do Senado, ao alegar que, se pautasse o projeto do piso dos garis, teria que pautar de outras categorias profissionais.

Segundo Alcolumbre, seria complexo votar projetos que aumentem gastos em ano de eleição.

“O que eu botar para votar, todo mundo vai votar ‘sim’ por conta da eleição, e vai ter que arrumar dez brasis para pagar.”

Refil do agro

Por outro lado, Acolumbre pautou, e o Senado aprovou, nessa quarta-feira (10), o projeto de lei (PL) que prevê o uso do Fundo Social do Pré-sal para financiar dívidas do agronegócio que o governo calcula ter um custo fiscal de R$ 140 bilhões, em 10 anos.

O Ministério da Fazenda pedia mais tempo e alterações no PL 5.122/2023, sob a relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), devido ao impacto sobre os cofres públicos.

Segundo Alcolumbre, a medida foi colocada em votação por causa de um acordo com os senadores. “Respeito integralmente a posição do governo, que têm apelado reiteradas vezes para que o Senado tenha cautela na deliberação das matérias relevantes e que podem impactar o orçamento do Brasil, mas eu fiz um acordo com os senadores e senadoras, com os deputados em várias ocasiões.”

O ministro da Fazenda Dario Durigan informou que o governo vai tentar alterar o texto do PL 5.122/2023 na Câmara e, caso não haja sucesso, poderia recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Nosso objetivo é, sim, ajudar aqueles agricultores que mais precisam, que comprovem as perdas, que tenham problemas com as dívidas. Não [queremos] fazer uma espécie de nova linha que atenda quem não precisa”, disse a jornalistas na saída do Ministério da Fazenda, após aprovação do PL no Senado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que estava cancelando os ataques planejados contra o Irã naquele mesmo dia e levantou a possibilidade de um acordo com “os mais altos escalões” em Teerã.
“Considerando que as conversas com a República Islâmica do Irã foram vistas e aprovadas pelas mais altas autoridades iranianas, eu (…) cancelei os ataques e bombardeios planejados contra o Irã esta noite”, escreveu Trump em sua rede social Truth Social. “As negociações e os pontos mais recentes foram, em princípio e em detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas”, continuou ele, mencionando os países do Golfo, a Turquia e Israel, entre outros.
Em atualização.
Com cerca de um terço do tamanho de Manhattan, a Ilha de Kharg, no norte do Golfo Pérsico, voltou ao centro da disputa entre Irã e Estados Unidos nesta quinta-feira, após o presidente americano, Donald Trump, ameaçar tomar o controle da instalação estratégica, bem como outras infraestruturas do setor petrolífero iraniano. O republicano prometeu ataques “fortes” contra o regime iraniano nesta quinta, e falou em controlar os “mercados de petróleo e gás do país, citando o que foi feito com a Venezuela.
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Desde a década de 1960, Teerã depende de Kharg para escoar sua produção de por via marítima. Por causa da profundidade das águas ao redor da ilha, grandes navios-petroleiros conseguem atracar em suas proximidades — algo raro no restante da costa iraniana no Golfo Pérsico, onde as águas são mais rasas. Nos últimos anos, o terminal passou a ter capacidade para carregar até dez superpetroleiros simultaneamente.
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A infraestrutura desenvolvida no local também acentua o papel estratégico. Kharg abriga grandes áreas de armazenamento e uma rede de oleodutos conectada aos principais campos de petróleo e gás iranianos. Antes do começo da guerra, as instalações eram responsáveis por aproximadamente 90% das exportações de petróleo bruto do país.
O principal destino do petróleo escoado pela ilha era a China, que comprava o combustível antes da guerra por meio da chamada “frota fantasma” de petroleiros, usada para contornar sanções ocidentais. As exportações para a China equivaliam a aproximadamente metade de todos os gastos do governo iraniano, enquanto o país respondia por cerca de 13% das importações de petróleo chinesas.
Uma interrupção nessas estruturas poderia atingir diretamente a economia do Irã e provocar efeitos ainda mais profundos no já abalado mercado de energia global. Três grandes complexos energéticos operam na ilha, incluindo a Falat Iran Oil Company, considerada a maior do país.
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O regime dos aiatolás estabeleceu as instalações da ilha como uma linha vermelha em meio à guerra com EUA e Israel. A última vez que a Ilha de Kharg sofreu bombardeios significativos foi durante a Guerra Irã‑Iraque, nos anos 1980, quando forças iraquianas sob o comando de Saddam Hussein realizaram ataques intensos contra a infraestrutura petrolífera da ilha, causando grandes danos.
Apesar disso, ataques aéreos foram direcionados ao local. As forças americanas disseram ter mirado, até aqui, somente depósitos de mísseis e minas navais, evitando o aparato do setor econômico. Em contrapartida, fontes iranianas mencionaram impactos a instalações petrolíferas, e ao menos em uma ocasião foi detectado um vazamento de óleo perto da ilha, levantando a suspeita de que o local pode ter sofrido dano.
Não está claro se a nova estratégia antecipada por Trump envolveria qualquer tipo de ataque direto a infraestruturas. (Com AFP)

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