Um passageiro inesperado chamou atenção a bordo da missão Artemis II: um pequeno boneco de pelúcia chamado Rise, que flutuou na cabine da cápsula Orion e se tornou símbolo do momento em que a nave entrou em gravidade zero.
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Quando os motores do foguete foram desligados, cerca de oito minutos após o lançamento, o brinquedo começou a flutuar, indicando aos astronautas que a fase de ausência de peso havia começado. O objeto é conhecido entre entusiastas como “indicador de gravidade zero”.
O mascote não é um item comercial. Ele foi criado por Lucas Ye, de 8 anos, morador da Califórnia, vencedor de um concurso promovido pela NASA que reuniu milhares de participantes de mais de 50 países.
Lucas Ye, de 8 anos, criador do mascote Rise, da missão Artemis II
The New York Times
Sua criação, Rise, é uma lua sorridente com boné que exibe metade da Terra — uma referência à icônica foto “Earthrise”, registrada em 1968 durante a missão Apollo 8.
Comparação de uma imagem mostrando o nascer da Terra sobre a Lua, tirada em 1968, durante o Apollo 8; e uma imagem vista da espaçonave Orion em 6 de abril de 2026
NASA / AFP
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“Esse carinha, o Rise, realmente nos conquistou”, disse a astronauta Christina Koch ao revelar publicamente o vencedor.
O boneco reúne ainda diversos símbolos da exploração espacial: dois veículos — representando os programas Apollo e Artemis —, estrelas formando a constelação de Órion e, na parte traseira, uma pegada que remete à marca deixada por Neil Armstrong na superfície lunar durante a missão Apollo 11.
A escolha do projeto surpreendeu o jovem criador. Antes do anúncio oficial, a NASA enviou um e-mail aos pais de Lucas, Fan Ye e Clara Zhao, que planejavam surpreendê-lo. No entanto, a mensagem apareceu em um iPad da família e foi vista pelo irmão mais velho, que contou a novidade.
A reação do garoto foi imediata: “Muito, muito, muito, muito, muito, muito surpreso”, disse.
Apaixonado por espaço, Lucas demonstra conhecimento avançado para a idade e lista rapidamente planetas anões como “Eris, Plutão — claro— e Makemake, e também Sedna e Haumea”.
A ideia do boneco surgiu após sua mãe buscar atividades para estimular esse interesse e encontrar o concurso da NASA. Inicialmente, Lucas pensou em um conceito inspirado em “Guerra nas Estrelas”, mas precisou abandoná-lo por questões de direitos autorais. Foi então que, ao conhecer a foto “Earthrise”, desenvolveu o conceito final de Rise.
Embora o concurso exigisse apenas um desenho, Lucas e sua família criaram um protótipo usando materiais simples, como uma bola de secadora.
A tradição de levar pequenos objetos para indicar gravidade zero remonta à primeira viagem espacial da história, em 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin levou uma pequena boneca. Nos Estados Unidos, a prática se popularizou mais recentemente, inclusive em voos da SpaceX, que transportaram brinquedos como parte das missões.
Na Artemis II, Rise também carrega um microchip com os nomes de mais de 5,6 milhões de pessoas que se inscreveram para participar simbolicamente da missão.
Convidada pela NASA, a família de Lucas esteve na Flórida para acompanhar o lançamento de perto. O menino, que já sonha alto, projeta seu futuro na exploração espacial: “Eu provavelmente gostaria de me tornar engenheiro da NASA. Quando eu crescer, provavelmente estarei projetando uma estação espacial em Marte ou algo assim.”
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O mascote não é um item comercial. Ele foi criado por Lucas Ye, de 8 anos, morador da Califórnia, vencedor de um concurso promovido pela NASA que reuniu milhares de participantes de mais de 50 países.
Lucas Ye, de 8 anos, criador do mascote Rise, da missão Artemis II
The New York Times
Sua criação, Rise, é uma lua sorridente com boné que exibe metade da Terra — uma referência à icônica foto “Earthrise”, registrada em 1968 durante a missão Apollo 8.
Comparação de uma imagem mostrando o nascer da Terra sobre a Lua, tirada em 1968, durante o Apollo 8; e uma imagem vista da espaçonave Orion em 6 de abril de 2026
NASA / AFP
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Embora o concurso exigisse apenas um desenho, Lucas e sua família criaram um protótipo usando materiais simples, como uma bola de secadora.
A tradição de levar pequenos objetos para indicar gravidade zero remonta à primeira viagem espacial da história, em 1961, quando o cosmonauta Yuri Gagarin levou uma pequena boneca. Nos Estados Unidos, a prática se popularizou mais recentemente, inclusive em voos da SpaceX, que transportaram brinquedos como parte das missões.
Na Artemis II, Rise também carrega um microchip com os nomes de mais de 5,6 milhões de pessoas que se inscreveram para participar simbolicamente da missão.
Convidada pela NASA, a família de Lucas esteve na Flórida para acompanhar o lançamento de perto. O menino, que já sonha alto, projeta seu futuro na exploração espacial: “Eu provavelmente gostaria de me tornar engenheiro da NASA. Quando eu crescer, provavelmente estarei projetando uma estação espacial em Marte ou algo assim.”










