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O cidadão francês Camilo Castro, de 41 anos, descreve como um “calvário” os cinco meses que passou detido em prisões venezuelanas, onde afirma ter sido acusado de espionagem e ameaçado de tortura por agentes do Estado. Em liberdade desde novembro, o professor de ioga relatou à agência AFP as experiências vividas no período em que esteve sob custódia das forças de segurança do país, descrevendo os momentos detido como de “nojo, ódio e rancor”, mas também de “amor, esperança e compaixão por um povo inteiro”. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado adiou, nesta quarta-feira (20), após pedido de vista coletivo, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que concede autonomia financeira e orçamentária ao Banco Central (BC). O tema deve voltar à pauta da CCJ na próxima semana.

Em 2021, foi concedida ao BC autonomia administrativa e operacional em relação ao governo, mas a instituição segue dependente do Orçamento da União para as atividades que desempenha.

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A PEC 65 de 2023 ampliaria essa autonomia ao permitir que o BC retenha recursos que obtém por meio da senhoriagem (fonte de receita do BC oriunda da emissão de moedas), estimada em bilhões de reais ao ano.

Inicialmente, o texto da PEC transformava o Banco Central em empresa pública, com natureza especial e personalidade jurídica de direito privado. Após críticas da base governista, o relator, senador Plínio Valério (PSDB-MA), modificou o texto, classificando a instituição como “entidade pública de natureza especial”.

O relator afirma que acolheu várias demandas do Poder Executivo, que ficará responsável por enviar ao Parlamento projeto de lei complementar para regulamentar a estrutura organizacional do BC.

“A lei complementar foi deixada para o governo apresentar. Tudo que o governo apontava a gente cedia. Só não na natureza porque, se a gente muda a natureza, acabou com a autonomia que a gente está querendo. E quando a AGU [Advocacia-Geral da União] sugere, aí a gente acata”, disse o senador amazonense.

O senador do PT de Sergipe Rogério Carvalho apresentou voto em separado pedindo a rejeição da PEC 65. Além de alegar que a proposta é inconstitucional porque o tema seria de iniciativa privativa do presidente da República, Carvalho critica a transformação do BC de autarquia em entidade pública de natureza especial.

“Sua natureza jurídica deve ser mantida como autarquia de natureza especial, a fim de reafirmar a segurança jurídica na execução de seus atos, que são típicos dos praticados pela Administração Pública”, escreveu o senador.

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Servidores do BC

Ainda segundo a PEC, os servidores do BC deixam de ser submetidos ao regime único da União e se tornam empregados públicos, regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A PEC é rejeitada pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal).

“Ela representa um salto no escuro para o Estado brasileiro e para a sociedade. Ao desvincular o BC do Estado, a proposta pode enfraquecer controles democráticos, fragilizar a supervisão do sistema financeiro e reduzir a transparência dos gastos, e também concentra poder na alta administração, inclusive para criar e extinguir cargos”, diz comunicado do sindicato.

A proposta vem sendo defendida pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, que reclama que a instituição não tem recursos suficientes para as atividades normais, acrescentando que  vai chegar o momento que vão ter que escolher o que fiscalizar no sistema financeiro.

“Nós temos, nos últimos dez anos, menos 1,2 mil, 1,3 mil servidores do que nós tínhamos antes. Neste ano, eu devo ter 100 servidores se aposentando na supervisão, de 600 vai cair para 500, com muito mais instituições que nós temos hoje no mercado para serem supervisionadas”, disse Galípolo nessa terça-feira (19) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Atualmente, o Banco Central tem o orçamento restrito pelas regras fiscais impostas a toda a administração pública. Como a autoridade monetária gera receita própria, esse recurso acaba sendo transferido para União para abater a dívida pública.
 


Brasília – DF – 19/05/2026 – Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ouvir o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

Brasília (19/5/2026) – Reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para ouvir o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Espécie de privatização

Para especialistas consultados pela Agência Brasil, a autonomia orçamentária do Banco Central promove uma espécie de “privatização” da autoridade monetária e pode causar custos fiscais ao país ao reter receitas que hoje são transferidas para o Orçamento da União.

Em nota técnica publicada nesta quarta-feira, o professor associado de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Pedro Paulo Zaluth Bastos sustenta que o novo texto do relator não altera “o coração da proposta”, que permaneceria intacto.

Bastos critica a transformação do servidor público em empregado regido pela CLT, o que reduz a estabilidade dos funcionários.

“Numa autoridade que regula, supervisiona e sanciona bancos privados, essa diferença não é meramente nominal. É o que protege, ou desprotege, o servidor que decide aplicar uma multa de R$ 1 bilhão a uma instituição financeira, ou que resiste às pressões de um Daniel Vorcaro ou seus políticos”, afirma.

Além disso, o professor da Unicamp avalia que a PEC abre espaço para conflitos entre a política monetária e cambial porque a sustentabilidade orçamentária do BC passaria a depender de juros nominais e de operações cambiais que ele mesmo executa.

“[São] R$ 2,19 trilhões em reservas internacionais e R$ 769 bilhões em posição passiva em swap cambial. Quem executa uma política não deve ser beneficiário direto do respectivo produto financeiro”, completou em nota técnica publicada no Transforma Economia Unicamp.

Os Estados Unidos indiciaram nesta quarta-feira o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, em meio à crescente pressão de Washington sobre o governo comunista da ilha. A acusação se concentra na queda, em 1996, de duas aeronaves civis pilotadas por pilotos anticastristas. Uma acusação formal contra Raúl representa uma reviravolta inesperada na crescente crise nas relações entre os Estados Unidos e Cuba, que tem sofrido com constantes cortes de energia causados ​​pelo bloqueio de combustível imposto por Donald Trump. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Dias após ataques israelenses matarem o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outras autoridades de alto escalão nas primeiras ofensivas da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir publicamente que seria melhor que “alguém de dentro” do país assumisse o poder. Na prática, porém, EUA e Israel entraram no conflito com um nome específico — e surpreendente — em mente: Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente iraniano conhecido por suas posições linha-dura, anti-Israel e antiamericanas. O plano ousado, desenvolvido por Israel e discutido com Ahmadinejad, rapidamente saiu do controle, segundo autoridades americanas.
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De acordo com um aliado do ex-presidente e autoridades dos EUA, Ahmadinejad ficou ferido no primeiro dia da guerra após um ataque israelense à sua casa, em Teerã, que teria sido planejado para libertá-lo da prisão domiciliar. Ele sobreviveu, mas, após o episódio, teria se desiludido com o plano de mudança de regime.
Desde então, não foi mais visto em público, e seu paradeiro e estado de saúde são desconhecidos.
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Dizer que Ahmadinejad era uma escolha incomum é pouco. Embora tenha se afastado do regime nos últimos anos e passado a ser monitorado de perto pelas autoridades iranianas, durante seu governo, de 2005 a 2013, ficou conhecido por defender que Israel fosse “varrido do mapa”, apoiar o programa nuclear iraniano, criticar duramente os EUA e reprimir violentamente opositores internos.
Não está claro como ele foi recrutado para participar do plano. A iniciativa — até então não revelada — fazia parte de uma estratégia em várias etapas elaborada por Israel para derrubar o governo teocrático iraniano. O episódio indica que Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entraram na guerra não apenas subestimando a rapidez com que atingiriam seus objetivos, mas também apostando em um plano arriscado de mudança de liderança no Irã — considerado pouco plausível até por integrantes do próprio governo americano.
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— Desde o início, o presidente Trump deixou claros seus objetivos na Operação Epic Fury: destruir os mísseis balísticos do Irã, desmontar suas instalações de produção, afundar sua marinha e enfraquecer seus aliados — diz Anna Kelly, porta-voz da Casa Branca. — As Forças Armadas dos EUA cumpriram ou superaram todos os objetivos, e agora nossos negociadores trabalham para um acordo que encerre definitivamente as capacidades nucleares do Irã.
Um porta-voz do Mossad, serviço de inteligência externa de Israel, se recusou a comentar.
Nos primeiros dias da guerra, autoridades americanas discutiam com Israel a possibilidade de identificar um líder “pragmático” que pudesse assumir o país. Havia a avaliação de que integrantes do regime iraniano poderiam estar dispostos a cooperar com os EUA, mesmo sem serem considerados moderados.
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Trump vinha de um momento de entusiasmo após uma operação americana que capturou o líder da Venezuela, Nicolás Maduro, e da cooperação de sua substituta interina, Delcy Rodríguez, com a Casa Branca — um modelo que ele acreditava poder ser replicado em outros países.
Nos últimos anos, Ahmadinejad entrou em conflito com líderes do regime, acusando-os de corrupção, e teve suas movimentações cada vez mais restritas à sua residência no bairro de Narmak, no leste de Teerã.
O fato de autoridades americanas e israelenses o considerarem como possível líder de um novo governo reforça a avaliação de que a guerra também foi iniciada com o objetivo de instalar uma liderança mais alinhada em Teerã — apesar de Trump e integrantes de seu governo afirmarem que os alvos eram estritamente militares e nucleares.
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Ainda há muitas dúvidas sobre como os EUA e Israel pretendiam colocá-lo no poder e sobre as circunstâncias do ataque que o feriu. Segundo autoridades americanas, o bombardeio — realizado pela força aérea israelense — tinha como alvo os agentes que o mantinham sob vigilância, como parte de um plano para libertá-lo da prisão domiciliar.
Em 28 de fevereiro, o primeiro dia da guerra, ataques israelenses também mataram Khamenei. O bombardeio ao complexo onde ele estava, no centro de Teerã, também atingiu uma reunião de autoridades iranianas, matando integrantes que, segundo a Casa Branca, eram considerados mais abertos a negociações.
Inicialmente, a imprensa iraniana chegou a noticiar que Ahmadinejad havia sido morto no ataque à sua residência. O bombardeio não destruiu significativamente a casa, mas atingiu um posto de segurança na entrada da rua, que foi completamente destruído, segundo imagens de satélite.
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Dias depois, agências oficiais confirmaram que ele havia sobrevivido, mas que seus “guarda-costas” — na verdade membros da Guarda Revolucionária responsáveis tanto por protegê-lo quanto por mantê-lo sob vigilância — morreram no ataque.
Uma reportagem da revista The Atlantic afirmou que Ahmadinejad teria sido libertado após o bombardeio, descrevendo a operação como uma espécie de “fuga assistida”.
Um aliado do ex-presidente confirmou posteriormente ao New York Times que ele interpretou o ataque como uma tentativa de resgatá-lo. Segundo essa fonte, autoridades americanas o viam como alguém capaz de liderar o Irã e administrar a situação política, social e militar do país.
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Durante seu governo, Ahmadinejad ficou conhecido tanto por suas políticas linha-dura quanto por declarações controversas, como negar o Holocausto e afirmar que não havia homossexuais no Irã.
Após deixar o cargo, passou a criticar o governo teocrático e entrou em rota de colisão com Khamenei. Ele tentou disputar novamente a presidência em 2017, 2021 e 2024, mas foi barrado pelo Conselho dos Guardiões. Embora não tenha se tornado um dissidente declarado, passou a ser visto como uma figura potencialmente desestabilizadora.
Suas relações com o Ocidente são menos claras. Em entrevista ao New York Times em 2019, chegou a elogiar Trump e defender uma aproximação entre Irã e EUA.
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Nos últimos anos, viagens ao exterior — incluindo Guatemala e Hungria — alimentaram especulações sobre seu posicionamento político. O ex-primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, mantém relação próxima com Netanyahu.
Ahmadinejad retornou de Budapeste poucos dias antes do início dos ataques israelenses ao Irã. Durante o conflito, manteve perfil discreto, com poucas manifestações públicas — silêncio que chamou atenção, dado seu histórico de hostilidade a Israel.
O Departamento de Justiça dos EUA indiciou, nesta quarta-feira, o ex-presidente de Cuba Raúl Castro, em um processo ligado à derrubada de dois aviões no espaço aéreo cubano nos anos 1990, e que resultou na morte de quatro pessoas. A decisão é mais uma etapa na crescente pressão de Washington sobre Havana: horas antes do indiciamento, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, prometeu aos cubanos um “novo caminho entre os EUA e uma nova Cuba”, e creditou os problemas da ilha ao Partido Comunista.
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A acusação remete a um indicidente ocorrido em 1996. Na ocasião, três aviões de um grupo chamado Irmãos ao Resgate decolaram da Flórida em busca de cubanos que tentavam fazer a travessia até os Estados Unidos em botes, em momento em que milhares de pessoas tentavam sua sorte no mar. Cuba acusava a organização de violar seu espaço aéreo e de lançar panfletos contra o então líder, Fidel Castro, apesar dos alertas do governo americano. No dia 24 de fevereiro, eles ignoraram os alertas do comando aéreo cubano e, instantes depois, um caça MiG-29 abateu duas das aeronaves. Um terceiro avião pousou em segurança na Florida.
O processo foi moldado inicialmente com base no processo contra o ex-ditador do Panamá, Manuel Noriega, capturado pelos EUA nos anos 1990 e processado por tráfico de drogas, mas ficou quase três décadas parado no Departamento de Justiça. Recentemente, um dos promotores originais do caso, Guy Fowler — cuja família emigrou de Cuba para os EUA — reapresentou as denúncias, e encontrou respaldo dentro do governo Trump.
— Venho tentando indiciar os Castros desde os 9 anos de idade — disse Fowler em entrevista à rede CNN, se referindo à idade que tinha quando deixou a ilha.
Horas antes, no discurso aos cubanos, Rubio afirma que problemas de infraestrutura em Cuba, como os blecautes recorrentes, não são um efeito do embargo econômico em vigor desde os anos 1960, ampliado por sanções e, mais recentemente, pelo bloqueio naval americano. Mas sim, argumenta, “daqueles que controlam o seu país e saquearam bilhões de dólares”.
Segundo o secretário de Estado, Raúl Castro fundou, há 30 anos, a Gaesa, o maior conglomerado industrial do país, administrado pelas Forças Armadas e que administra bens e investimentos de quase US$ 18 bilhões em praticamente todos os setores da economia local. Há anos, a dissidência cubana no exterior acusa a Gaesa de usar o domínio econômico para realizar investimentos que não são revertidos à população.
— Eles lucram com hotéis, construção civil, bancos, lojas e até mesmo com o dinheiro que seus parentes enviam dos Estados Unidos. Tudo, absolutamente tudo, passa pelas mãos deles. Dessas remessas, eles retêm uma porcentagem, mas dos lucros da Gaesa, nada chega até você — declarou.
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O secretário citou o corte no envio de petróleo da Venezuela, imposto depois da intervenção americana na Venezuela e da prisão de Nicolás Maduro, o presidente que hoje está em uma penitenciária em Nova York, e acusou a Gaesa de “comprar combustível para seus geradores e veículos, enquanto o povo é obrigado a fazer sacrifícios”. Desde o início do bloqueio naval, Cuba enfrenta blecautes cada vez mais frequentes, e a falta de combustível fez com que o país entrasse em modo de emergência, com atividades sociais, econômicas e políticas limitadas.
— Hoje, Cuba não é controlada por nenhuma “revolução”. Cuba é controlada pela Gaesa. Um “Estado dentro do Estado” que não presta contas a ninguém e acumula os lucros de suas empresas em benefício de uma pequena elite — continua o secretário. — E o único papel desempenhado pelo chamado “governo” é exigir que vocês continuem fazendo “sacrifícios” e reprimindo qualquer um que ouse reclamar.
O discurso é mais uma ferramenta da mudança brusca na política externa americana para Cuba. Ao invés do apaziguamento de Barack Obama na década passada, a diplomacia trumpista, especialmente em seu segundo mandato, estabeleceu a mudança de regime como objetivo. As sanções e o bloqueio naval convivem com ameaças de intervenção feitas pelo presidente — um processo que tem em Rubio um personagem central: ele é filho de cubanos que emigraram aos EUA dois anos antes da revolução que instituiu a república socialista a pouco mais de 100 km da Flórida, em 1959.
Pessoas caminham por uma rua em Matanzas, Cuba, em 31 de março de 2026
(Foto de YAMIL LAGE / AFP)
Na segunda-feira, em resposta às ameaças, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que qualquer ação militar contra seu país resultaria em um “banho de sangue”, e declarou que Havana “não representa uma ameaça”. As autoridades locais relatam um número acima do normal de drones sobrevoando a ilha, no que passou a ser interpretado como a etapa inicial de um plano de invasão.
— Eu sei que Cuba é um país forte. Os cubanos são muito corajosos e não vão nos pegar desprevenidos — disse Sandra Roseaux, moradora de Havana, à agência Reuters. — Se eles vierem, terão que lutar, porque Cuba vai reagir. Meu país, faminto ou como estiver, vai reagir. É melhor que eles não venham, porque haverá luta.
No vídeo, Rubio reiterou uma oferta de ajuda de US$ 100 milhões, distribuídos através da Igreja Católica (e que Havana diz não ter recebido oficialmente), mas afirmando que os cubanos “não querem uma caridade permanente”.
— Hoje, da mídia ao entretenimento, do setor privado à política e da música aos esportes, os cubanos chegaram ao topo de praticamente TODOS os setores, em todos os países, exceto um… Cuba — disse Rubio. — Hoje em Cuba, apenas aqueles próximos à elite da Gaesa ou que fazem parte dela podem ter negócios lucrativos. Mas o presidente Trump está oferecendo um novo caminho entre os EUA e uma nova Cuba.
Em publicação na rede social X, o chanceler cubano, Carlos de Cossio, disse que “a razão pela qual o Secretário de Estado dos EUA mente de forma tão reiterada e sem escrúpulos ao se referir a Cuba e tentar justificar a agressão à qual submete o povo cubano não é ignorância ou incompetência”.
“Ele sabe muito bem que não há desculpa para uma agressão tão cruel e implacável”, completou.
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Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
Sessão do Plenário da Câmara dos Deputados

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira (20) a Medida Provisória 1334/26, que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica.

O texto foi aprovado ontem em comissão mista. Os parlamentares mantiveram o aumento de 5,4% em 2026, na comparação com 2025 – com isso, o piso passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para os profissionais com carga de trabalho de 40 horas semanais, inclusive os temporários.

A MP está em vigor desde janeiro, mas precisa ser aprovada pelos plenários da Câmara e do Senado antes de 1º de junho para se transformar, de fato, em lei.

Outras propostas em pauta
Os deputados também podem analisar o Projeto de Lei 1625/26, do Poder Executivo, que tipifica como crime a elevação, sem justa causa, do preço de bens de utilidade pública. O relator da proposta é o deputado Merlong Solano (PT-PI).

Outro destaque da pauta é o Projeto de Lei 699/23, do Senado, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). O texto tem a relatoria do deputado Júnior Ferrari (PSD-PA).

Também pode ser votado o Projeto de Lei 2951/24, do Senado, que altera normas sobre seguro rural. O relator é o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR).

Na área ambiental, consta da pauta o Projeto de Lei 2486/26, que altera os limites da Floresta Nacional do Jamanxim e cria a Área de Proteção Ambiental do Jamanxim, no Pará. O texto é de autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr.(MDB-AL) e tem relatoria do deputado José Priante (MDB-PA).

Os parlamentares ainda podem votar projetos sobre acesso à informação, incentivos à economia criativa, medidas administrativas ambientais e reconhecimento da cidade de Jaguariúna (SP) como “Capital Country do Brasil”.

 

O presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo russo, Vladimir Putin, exaltaram nesta quarta-feira a força da parceria entre os dois países ao assinarem acordos para aprofundar a cooperação estratégica, em meio às tensões provocadas pelas guerras na Ucrânia e no Irã. Durante o encontro, Xi também fez uma crítica velada aos Estados Unidos ao alertar para o risco de o mundo “regredir à lei da selva”. O movimento ocorre em meio ao aumento da pressão de Washington no cenário internacional.
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Durante o encontro em Pequim, os líderes firmaram um pacto para ampliar a coordenação bilateral e acompanharam a assinatura de cerca de 40 acordos em áreas como comércio, tecnologia e infraestrutura ferroviária. Apesar do avanço, um projeto-chave de gasoduto não foi mencionado.
— Construímos um sistema estável de comércio mútuo que está protegido de influências externas e de tendências negativas dos mercados globais — disse Putin, ao lado de Xi, após as conversas entre as delegações.
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Xi afirmou anteriormente que os dois países trabalham para aprofundar a confiança política e a coordenação estratégica.
As discussões no Grande Salão do Povo incluíram o Oriente Médio, segundo a agência estatal Xinhua. O líder chinês afirmou que a crise no Golfo está em um “momento crítico” e reforçou o apelo por um cessar-fogo no conflito iniciado com o bombardeio do Irã por EUA e Israel e que se espalhou pela região. Horas antes, o presidente americano, Donald Trump — que esteve com Xi em Pequim na semana passada — ameaçou retomar ataques ao Irã nos próximos dias como parte de um esforço para alcançar um acordo que encerre a guerra.
— Um cessar-fogo abrangente é imperativo, retomar a guerra é ainda mais inaceitável, e aderir às negociações é particularmente importante — afirmou Xi.
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A reunião ocorre após Trump dizer que adiou um bombardeio planejado contra o Irã a pedido de aliados do Golfo, elevando as incertezas sobre um possível retorno às hostilidades. Teerã, por sua vez, resiste às pressões para abandonar remanescentes de seu programa nuclear após semanas de ataques.
Xi recebeu Putin na Praça da Paz Celestial com honras de Estado, repetindo o protocolo adotado dias antes com Trump. Houve salva de 21 tiros, execução dos hinos nacionais e recepção por crianças com bandeiras dos dois países.
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Putin afirmou que a relação bilateral atingiu um nível “sem precedentes” e a classificou como modelo de parceria. A visita marca os 25 anos do tratado de amizade e cooperação entre Rússia e China.
— Na atual situação tensa no cenário internacional, nossa estreita cooperação é especialmente necessária — disse o russo, ao chamar Xi de “querido amigo” e destacar o papel da Rússia como fornecedora confiável de energia. Putin também ressaltou a força dos laços econômicos entre os países, citando um volume de comércio bilateral de US$ 240 bilhões (cerca de R$ 1,2 trilhão) no último ano.
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Xi, por sua vez, defendeu que os dois países priorizem estratégias de longo prazo e contribuam para um sistema de governança global “mais justo e razoável”, em crítica velada à hegemonia dos EUA.
— O unilateralismo e o hegemonismo são profundamente prejudiciais, e o mundo corre o risco de voltar à lei da selva — afirmou.
Os líderes, que compartilham a defesa de uma ordem mundial multipolar, ainda participariam de um encontro informal durante um chá, considerado pelo Kremlin um dos momentos centrais da visita. Esta é a 25ª viagem de Putin à China.
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Entre os temas na agenda das conversas estava o gasoduto Power of Siberia 2. Segundo o Kremlin, os parâmetros principais do projeto já foram definidos, embora detalhes ainda estejam em negociação. O projeto, no entanto, não foi mencionado publicamente pelos líderes durante a assinatura dos acordos.
Putin também deve se reunir separadamente com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang.
A Rússia aposta que a instabilidade no mercado energético, agravada pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, aumente a margem de negociação com a China sobre os preços do gás.
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Autoridades e empresas russas dos setores de energia, tecnologia e defesa — como Gazprom, Rosatom e Roscosmos — integram a comitiva, enquanto a mídia estatal chinesa destaca cooperação em áreas que vão de agricultura a inteligência artificial.
Sob pressão econômica, Moscou depende cada vez mais do comércio com Pequim para mitigar os efeitos das sanções ocidentais impostas após a invasão da Ucrânia. Segundo a Bloomberg, mais de 90% da tecnologia sancionada importada pela Rússia passa pela China. Pequim nega fornecer armas para o conflito e afirma manter controle rigoroso sobre exportações de uso dual.
Analistas da Bloomberg Economics avaliam que a parceria é estratégica para ambos os países, sobretudo em comércio e segurança, e sustentada por uma visão comum de ordem mundial multipolar. Ainda assim, para Alex Kokcharov e Adam Farrar, especialistas em geoteainda existem limites na relação e uma crescente assimetria, com a Rússia atuando cada vez mais como parceira subordinada.
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Apesar de considerar Moscou um aliado importante para contrabalançar a influência dos EUA, a China evita se associar diretamente aos riscos da guerra na Ucrânia, em uma tentativa de preservar sua imagem internacional como fator de estabilidade.
Essa estratégia ajuda a explicar as ambiguidades da posição chinesa: o país não condena a invasão russa, mas mantém o discurso em defesa da soberania, da integridade territorial e da ordem internacional baseada na ONU — princípios que entram em tensão com as demandas de Moscou.
— Putin não poderia continuar a travar a guerra na Ucrânia sem o apoio sistemático que a China vem fornecendo à máquina de guerra russa — afirma Henrietta Levin, pesquisadora do Center for Strategic and International Studies. — Em Pequim, a expectativa é que o líder russo busque mais apoio material e financeiro para contornar sanções ocidentais.
O desaparecimento de um ganso conhecido pelos moradores de uma vila no interior da Inglaterra mobilizou a comunidade local e levou à prisão de duas pessoas suspeitas de envolvimento no caso. O animal, chamado Gandalf, vivia havia cerca de dois anos em Basted Millpond, área próxima à aldeia de Borough Green, no condado de Kent, ao lado de outro ganso apelidado de Ryan Gosling.
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Segundo relatos de testemunhas, Gandalf teria sido colocado à força no porta-malas de uma perua preta na noite de 12 de maio, por volta das 19h. O caso gerou comoção entre moradores da região, que passaram a fazer campanhas nas redes sociais e até oferecer recompensas por informações que levassem ao paradeiro do animal.
Nesta segunda-feira (18), a polícia de Kent informou ter prendido um homem e uma mulher, ambos na faixa dos 20 anos, sob suspeita de crueldade contra animais. Os dois foram liberados sob fiança enquanto as investigações continuam. Até o momento, Gandalf não foi encontrado.
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Os dois gansos eram figuras conhecidas em Borough Green e em vilas vizinhas, atraindo famílias e visitantes à área do lago. Moradores afirmam que os animais se tornaram parte da rotina da comunidade.
Em entrevista à ITV, a moradora Jane Sewell-Watts disse que o desaparecimento causou forte impacto emocional na região.
— É uma área comunitária, as pessoas gostam da vida selvagem local. Eles trouxeram muita felicidade para as pessoas e agora isso. É devastador — afirmou.
O dono de um pub local, Benjamin McConnachie, chegou a oferecer 400 libras — cerca de R$ 3 mil — por informações que ajudassem a encontrar o responsável pelo desaparecimento.
— Todo mundo adora esses gansos. Pessoas de várias vilas vêm visitá-los com os filhos. Nunca aconteceu nada parecido aqui — disse ele.
A polícia segue pedindo que qualquer pessoa com informações sobre o caso entre em contato com as autoridades.
As autoridades da Áustria abriram uma investigação formal contra dois suspeitos ligados às denúncias dos chamados “safáris humanos” durante o cerco de Sarajevo, um dos episódios mais brutais da Guerra da Bósnia nos anos 1990.
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Segundo o Ministério da Justiça austríaco, um cidadão austríaco e um segundo indivíduo ainda não identificado passaram oficialmente a ser investigados por possível participação nos supostos “tours de franco-atiradores” realizados durante o conflito.
Segundo o jornal inglês The Sun, as acusações envolvem alegações de que turistas ricos estrangeiros teriam pago combatentes sérvios para atirar deliberadamente contra civis nas ruas de Sarajevo durante o longo cerco imposto à cidade entre 1992 e 1996.
O Ministério da Justiça confirmou que a investigação foi aberta em 25 de abril e classificou o caso como relacionado a possíveis crimes de guerra extremamente graves. A iniciativa foi impulsionada pela ex-ministra da Justiça austríaca Alma Zadic, do Partido Verde, que vem pressionando por aprofundamento das apurações.
— Essas alegações dizem respeito aos mais graves crimes de guerra e devem ser investigadas minuciosamente. Não pode haver espaço para impunidade — afirmou Zadic ao Parlamento austríaco.
Segundo ela, a ideia de estrangeiros pagando para matar civis — incluindo mulheres grávidas e crianças — representa “uma crueldade quase inimaginável”.
Acusações ganharam força após documentário
As denúncias sobre os chamados “safáris humanos” ganharam projeção internacional em 2022, após o lançamento do documentário “Sarajevo Safari”, do cineasta esloveno Miran Zupanic.
O filme reuniu depoimentos de testemunhas e ex-integrantes de serviços de inteligência que alegam ter visto estrangeiros ricos participando de operações de tiros contra civis durante o conflito nos Bálcãs.
Segundo relatos, os participantes seriam oriundos de países como Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Rússia, Canadá e Estados Unidos.
Listas de preços para matar civis
As acusações mais chocantes envolvem supostas “listas de preços” utilizadas pelos grupos armados. Segundo documentos e relatos citados pelo jornal The Times e pelo livro “Pay and Shoot”, do jornalista croata Domagoj Margetic, diferentes valores eram cobrados conforme o perfil das vítimas.
Homens e mulheres adultos teriam custado cerca de 80 mil marcos alemães da época. Mulheres jovens valeriam mais. Já mulheres grávidas seriam consideradas “alvos premium”, chegando a 110 mil marcos. Há ainda testemunhos afirmando que crianças também eram deliberadamente escolhidas como alvos.
A Itália já havia aberto investigação semelhante no ano passado. Promotores italianos chegaram a interrogar um ex-caminhoneiro de 80 anos e outro suspeito em fevereiro.
O caso também voltou aos holofotes após a divulgação de imagens antigas que supostamente mostrariam o presidente sérvio Aleksandar Vucic segurando um rifle em posições estratégicas durante o cerco.
Vučić enfrenta acusações recorrentes sobre possível envolvimento em atos de violência durante a guerra, embora negue participação em crimes.
O cerco de Sarajevo durou quase quatro anos e é considerado o mais longo da guerra moderna. Durante o conflito, mais de 10 mil pessoas morreram em consequência de bombardeios e ataques de franco-atiradores realizados contra civis na capital da Bósnia e Herzegovina.A principal avenida da cidade ficou conhecida mundialmente como “Sniper Alley” (“Alameda dos Atiradores”), devido à frequência dos ataques.

A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais e do fim da escala 6×1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).

O adiamento ocorre em meio à pressão de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado centrão, que reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de 10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.

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O relator Leo Prates informou que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de maio na Comissão, está mantida.

“Se tivesse a definição, o relatório seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos sobre, sem dúvida alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é pensando em você”, afirmou Prates.

 


Brasília -DF- 28/04/2026 – PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, DEPUTADO HUGO MOTTA APRESENTA O PRESIDENTE DA COMISSÃO ESPECIAL DA PEC 6X1. DEPUTADO ALENCAR SANTANADA E O RELATOR, DEPUTADO, LEO PRATES. DA PEC 6X1. Lula Marques/Agência Brasil.

Brasília -DF- 28/04/2026 – Relator deputado Leo Prates diz que precisa de mais tempo para negociar a regra de transição. Foto-arquivo Lula Marques/Agência Brasil. – Lula Marques/Agência Brasil.

O adiamento foi definido após reunião do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Emendas ao projeto

Uma das emendas apresentadas pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS), que conta com assinatura de 176 deputados, afirma que o fim da escala 6×1 só entraria em vigor dez anos após a promulgação da emenda constitucional. A sugestão ainda exclui da redução da jornada trabalhadores considerados “essenciais”. 

“Sendo consideradas [essenciais] aquelas cuja interrupção possa comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas, serão definidas por lei complementar e terão jornada máxima de quarenta e quatro horas semanais”, diz o texto da emenda.

Além disso, a emenda reduz de 8% para 4% a contribuição patronal ao FGTS e isenta temporariamente a contribuição das empresas à Previdência Social, que atualmente é de 20% sobre o salário.

Confirma aqui a lista de deputados que apoiam a emenda, o que inclui, principalmente, parlamentares do PL (61), PP (32), União (23), Republicanos (17) e MDB (13)

O governo tem defendido uma proposta sem regra de transição e sem redução de salário. O relator, Prates, tem defendido uma posição intermediária com uma transição entre 2 a 4 anos de duração, segundo revelou para o jornal Folha de São Paulo.

A outra emenda apresentada à PEC 221 de 2019, de autoria Tião Medeiros (PP-PR), com apoio de 171 deputados, também prevê uma transição de 10 anos, além de excluir da redução da jornada de 44 para 40 horas trabalhadores de setores considerados “essenciais”. 

Um jardineiro morreu asfixiado após ficar preso sob o tronco de uma árvore que caiu sobre seu trailer durante uma forte tempestade na região da Cornualha, no sudoeste da Inglaterra. O caso aconteceu na noite de 8 de janeiro, durante a passagem da tempestade Goretti, que provocou ventos de até 145 km/h e deixou milhares de imóveis sem energia elétrica.
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James Southey, de 50 anos, estava dentro do trailer onde morava, em uma fazenda desativada em Mawgan, perto de Helston, quando a árvore foi arrancada pela raiz e desabou sobre a estrutura. Segundo o inquérito conduzido pelas autoridades locais, o homem permaneceu preso sob o tronco durante toda a noite. O corpo dele foi encontrado apenas na manhã seguinte.
A autópsia concluiu nesta semana que Southey morreu por asfixia causada pela compressão do peito provocada pelo peso da árvore. Pai de dois filhos, ele não conseguiu escapar após o impacto.
Tentativa de resgate foi dificultada pela tempestade
O agricultor Martin Williams, proprietário da fazenda onde Southey vivia, afirmou em depoimento lido no tribunal que ouviu um estrondo semelhante a um trovão pouco depois de faltar energia na propriedade.
“Minha esposa olhou pela janela e percebeu que não conseguia mais ver a luz da lareira nem o contorno da árvore. Foi quando pensamos que ela tivesse caído”,relatou.
Williams disse que correu até o trailer, mas encontrou o acesso bloqueado pelo tronco.
“Eu gritava por James, mas não havia resposta. Quebrei a janela do quarto e entrei, mas a estrutura estava completamente destruída”, afirmou.
Os serviços de emergência foram acionados, mas não conseguiram chegar até a vítima naquela noite devido às condições climáticas severas, além da presença de fios elétricos e botijões de gás próximos ao local.
Segundo o arborista Robert Blythman, ouvido durante o inquérito, a árvore aparentava estar saudável, mas tinha raízes rasas por não ser uma espécie nativa da região. O solo encharcado pelas chuvas também teria contribuído para que ela fosse arrancada.
A tempestade Goretti provocou danos generalizados em toda a Cornualha, deixando cerca de 50 mil residências sem energia e bloqueando estradas após a queda de milhares de árvores.
A assistente do legista de Cornwall, Emma Hillson, registrou a morte como acidental. Segundo ela, não houve indícios de responsabilidade de terceiros no caso.

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