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A ação militar realizada pelos EUA na Venezuela neste sábado, que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro, provocou um misto de sensações entre venezuelanos pelo mundo. Enquanto cidadãos que vivem no país sul-americano são tomados pelo medo e a incerteza sobre o futuro da Venezuela, venezuelanos refugiados em outros países comemoraram a captura do presidente Nicolás Maduro e atribuem a ação americana a um avanço da “liberdade” no país. Segundo o presidente americano, Donald Trump, tanto Maduro quanto sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para os EUA.
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Um silêncio quase sepulcral e um forte cheiro de pólvora tomaram conta de Caracas no sábado, após os bombardeios americanos na madrugada, um “ataque em larga escala”, segundo anunciado pelo presidente americano, Donald Trump. As persianas cinzentas e fechadas das lojas pintam um quadro da paisagem deserta que se estende pela capital. Alguns carros trafegam pelas ruas vazias, e filas de compradores nervosos dão uma aparência de atividade à cidade de seis milhões de habitantes.
Agentes vestidos inteiramente de preto, portando fuzis e usando óculos escuros, patrulham o centro de Caracas, onde estão localizadas sedes ministeriais como o Ministério do Interior e o Ministério Público, bem como os escritórios do Corpo de Investigações Científicas, Criminais e Forenses (CICPC). Eles também patrulham o Palácio de Miraflores, onde, poucos dias antes, o presidente Maduro havia realizado seus comícios musicais repletos de insultos contra o imperialismo.
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Quando as primeiras explosões foram ouvidas na capital venezuelana, por volta das 2h da manhã, os moradores se debruçaram em seus terraços e varandas para ver de onde vinham os sons dos aviões rasgando o céu. As janelas tremiam com as ondas de choque sentidas em várias partes da capital.
— Foi horrível, sentimos os aviões sobrevoando nossa casa — disse um morador do bairro de Coche, perto de Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da cidade atingido, falando sob condição de anonimato.
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Jairo Chacin, 39 anos, que é mecânico e proprietário de oficina no centro de petróleo de Maracaibo, no noroeste do país, foi entrevistado pela Reuters enquanto esperava em uma longa fila para estocar mantimentos. Ele contou que saiu de casa para checar as condições de seu negócio porque tinha medo de saques e decidiu encher o tanque de gasolina e comprar comida por “não saber o que está por vir”.
— Honestamente, eu tenho uma mistura de medo e alegria — relatou Chacin, que tem uma irmã morando nos EUA, por quem foi acordado esta manhã com a notícia dos ataques e com quem “chorou junto de felicidade”.
Assim como ele, outros moradores relataram apreensão com o futuro do país. Noris Prada, que também mora na capital, disse à AP que muitos venezuelanos “acordaram assustados” e que “muitas famílias não conseguiram dormir”. Um dos apoiadores de Maduro, o eletricista Alfonso Valdez, rechaçou a ação americana, a quem classificou como “polícia do mundo”.
— [Os Estados Unidos] são os que impõem a lei. A polícia do mundo. Polícia assassina, porque são assassinos — afirmou.
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Cerca de 500 apoiadores estão reunidos nas ruas centrais de Caracas, onde um palco foi montado com alto-falantes tocando músicas típicas de comícios chavistas.
— Viva Nicolás Maduro! — gritam do palco. — Viva! — responde a multidão.
Katia Briceño, uma professora universitária de 54 anos, contou que está no local para “defender” seu país contra o que considera um “ultraje”. Para Franklin Jiménez, também morador de Caracas, a captura de maduro não deveria ter acontecido e “vai criar um conflito pior do que o que está acontecendo agora”.
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Outra militante, Pastora Vivas, de 65 anos, relatou que o ataque americano “não foi uma surpresa”, visto que a expectativa de que uma ação militar dos EUA fosse acontecer já havia sido criada por conta da mobilização militar de Washington no Caribe desde agosto.
— Como um governo estrangeiro pode vir e interferir no país e depor o presidente? É um absurdo — reclama.
Na zona leste abastada de Caracas, longas filas se formaram em frente a lojas de alimentos, que vendiam seus produtos a portas fechadas. Pessoas de todas as idades entravam e saíam nervosamente. A ardência da pólvora ainda irritava seus olhos. O gás lacrimogêneo criou uma névoa antes do amanhecer, e poucos carros e motocicletas trafegavam pela principal rodovia de Caracas, que liga a cidade de leste a oeste.
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Reprodução | Truth Social
Venezuelanos em diáspora
Enquanto a incerteza toma conta do país sul-americano, venezuelanos que vivem no exterior expressam alegria e euforia pelas ruas diante dos acontecimentos desta madrugada. Refugiados e migrantes no exterior somam cerca de 28% da população do país.
— Finalmente, teremos um país livre e vamos poder voltar para casa — disse Yurimar Rojas, uma vendedora ambulante, à AFP. Ela é uma das milhares de venezuelanas que foram às ruas de Santiago neste sábado para comemorar a captura de Maduro pelos Estados Unidos.
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Os venezuelanos chegaram vestindo camisetas de seu país, agitando bandeiras e tocando trombetas. Daymar Cuicas, que mora no Chile há oito anos, admite que, ao ouvir a notícia, foi tomada por “uma emoção tão grande” que ficou sem palavras.
— Isso é maravilhoso para nós — celebrou Yasmery Gallardo, de 61 anos, que está prestes a completar oito anos no Chile. — Já estou planejando minha viagem. Já avisei meus filhos que vou embora em março. Mal posso esperar para voltar ao meu país.
Milhares de venezuelanos também se reuniram na Estação Central, área onde milhares de migrantes se estabeleceram no Chile, que se tornou um importante destino para migrantes, principalmente da Venezuela. A população migrante dobrou em sete anos, atingindo 8,8% do total em 2024 neste país de 20 milhões de habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). A Venezuela é o principal país de origem dos imigrantes no Chile (41,6%), seguida pelo Peru (14,5%) e pela Colômbia (12,3%).
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O Chile é o quinto país que mais recebeu imigrantes da Venezuela desde que o chavismo assumiu o poder. Atualmente, cerca de 669,4 mil venezuelanos vivem no país. A maioria dos migrantes que deixaram o país fugindo da fome, da escassez de recursos e da repressão do regime, cerca de 2,8 milhões de pessoas, vive na Colômbia, seguidos por 1,6 milhão no Peru, 1,1 milhão nos EUA e 732,2 mil no Brasil.
Assim como em Santiago, venezuelanos se reuniram na Flórida entoando “este governo já caiu”, com bandeiras e símbolos nacionais em clima de Copa do Mundo, com destaque para agradecimentos a Trump e menção a uma parceria com María Corina Machado, líder oposicionista de Maduro, para “alcançar a liberdade” no país.
Uma delas, Kirvin Suarez, contou à Reuters que vive há 10 anos nos Estados Unidos e deixou a Venezuela porque tinha um irmão “que foi morto pela tirania do governo venezuelano” aos 22 anos.
— Arrancaram de nós um irmão, um filho, um tio. E assim como o sangue dele e a quantidade de sangue derramado por muitos compatriotas, hoje está sendo feita justiça pela quantidade de venezuelanos que deixamos o país para demonstrar quem somos — relatou Suarez, que agradeceu aos EUA por “ter lhe aberto as portas”. — Somos lutadores, empreendedores, pessoas boas, mas queremos voltar ao nosso país para reconstruí-lo, para seguir em frente e continuar sendo essa potência que a Venezuela sempre foi.
Na Espanha, onde vivem mais de 400 mil venezuelanos, Carmela Osorio relatou emocionada que sua família “está muito feliz” e que o sentimento é de que “finalmente escaparam da ditadura”.
(Com AFP)

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No encontro que teve com Flávio Bolsonaro na terça-feira (26), Donald Trump citou que recebeu o presidente Lula há poucas semanas e voltou a chamar o brasileiro de “dinâmico”. O elogio já tinha sido feito por Trump a Lula em uma rede social, após os dois chefes de Estado se reunirem em Washington. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
A vitória do procurador-geral do Texas, Ken Paxton, nas primárias republicanas para o Senado transformou o estado — tradicional reduto conservador — em um novo campo de batalha político nos Estados Unidos. O resultado amplia o mapa eleitoral da disputa pelo controle do Senado, antecipa as linhas de ataque de democratas e republicanos e servirá como um teste da influência do presidente Donald Trump na eleição geral de novembro.
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Os democratas ainda enfrentam um cenário difícil para tentar transformar o Texas em um estado competitivo. Ainda assim, o partido vê uma oportunidade com a candidatura de James Talarico, deputado estadual e estudante de seminário que tem defendido uma plataforma política inclusiva. Ao mesmo tempo, a ascensão de Paxton — um procurador-geral cercado de escândalos — após derrotar o senador John Cornyn com o apoio “completo e total” de Trump promete uma disputa de grandes proporções no estado.
Ampliando o mapa eleitoral
Democratas e até parte dos republicanos avaliam que a indicação de Paxton pode colocar o Texas entre os estados decisivos para definir o controle do Senado. Hoje, os republicanos ocupam 53 cadeiras na Casa. Para retomar a maioria, os democratas precisam manter todos os assentos que já controlam e conquistar mais quatro em novembro. Até então, o foco do partido estava em estados como Alaska, Maine, Carolina do Norte e Ohio. A queda na popularidade de Trump, porém, levou estrategistas a enxergar no Texas um novo caminho possível.
Ao mesmo tempo, aliados republicanos já demonstram preocupação com o impacto da atuação de Trump nas primárias. O presidente também apoiou candidatos que derrotaram senadores republicanos considerados pouco leais, como Bill Cassidy, na Louisiana, levantando dúvidas sobre possíveis dificuldades para a agenda do partido no Congresso.
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Abrindo a disputa com ataques
Na noite da vitória, Paxton e Talarico adotaram discursos duros e trataram a disputa como decisiva para o futuro político do estado. Enquanto Paxton classificou Talarico como um liberal “esquisito”, o democrata afirmou que o rival representa interesses de doadores bilionários que roubam recursos públicos das pessoas trabalhadoras comuns.
— Sem sombra de dúvida, serei o alvo número 1 dos democratas em novembro — declarou Paxton diante de apoiadores.
Pouco antes de o republicano subir ao palco em Plano, no Texas, a campanha de Talarico divulgou um vídeo chamando Paxton de “o político mais corrupto da América”.
— Por 50 anos, megadoadores e seus políticos fantoches, como Ken Paxton, roubaram de nós com subornos, resgates financeiros e cortes de impostos para bilionários — disse Talarico. — Isso acaba este ano. Neste estado. Nesta disputa.
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Os democratas finalmente podem colocar o Texas em jogo?
Nenhum democrata vence uma eleição estadual no Texas desde 1994. Ainda assim, integrantes do partido acreditam que a candidatura de Paxton — marcada por controvérsias — oferece a melhor chance de vitória em anos. O apoio tardio de Trump ajudou Paxton a vencer com folga uma primária republicana de baixa participação. Mas ainda há dúvidas sobre o impacto desse respaldo em uma eleição geral, em meio à queda de popularidade do presidente, à impopularidade da guerra contra o Irã e à alta no preço dos combustíveis.
— Paxton não sabe ampliar seu apelo — afirmou Matt Mackowiak, assessor sênior de Cornyn. — Ele disputa eleições gerais como se fossem primárias.
O ex-deputado Beto O’Rourke, que quase derrotou o senador Ted Cruz em 2018, avalia que a força de Paxton entre republicanos mais ideológicos pode não se repetir em novembro, já que o procurador é “extremo demais e ligado demais a Trump, cuja popularidade continua caindo”. A avaliação é semelhante a do cantor texano Bobby Pulido, vencedor do Grammy Latino e candidato democrata ao Congresso, que também vê uma disputa competitiva.
— O Vale do Rio Grande tem eleitores conservadores que não são necessariamente MAGA — afirmou. — E Paxton é claramente um candidato MAGA.
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Na noite da eleição, Talarico tentou se aproximar dos eleitores moderados de Cornyn. Em uma publicação nas redes sociais, agradeceu ao senador pelo serviço prestado ao estado e afirmou que seus apoiadores “têm lugar” em sua campanha.
Disputa promete bater recordes de gastos
Depois da primária para o Senado mais cara da história recente dos EUA — com US$ 128 milhões em anúncios apenas na disputa republicana — os dois lados já se preparam para uma campanha que, segundo estrategistas, pode custar milhões de dólares adicionais.
Talarico arrecadou cerca de US$ 40,2 milhões entre setembro e março. Paxton, por outro lado, enfrentou dificuldades para atingir suas metas financeiras e ficou bem abaixo dos US$ 20 milhões que dizia precisar para derrotar Cornyn. Mesmo assim, venceu com facilidade.
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Republicanos aliados de Cornyn alertaram que a candidatura de Paxton obrigará o partido a investir milhões extras para defender uma cadeira antes considerada segura — desviando recursos de outras disputas competitivas pelo país.
Talarico tenta ampliar apoio entre eleitores negros
Os eleitores negros, base historicamente fiel aos democratas, apoiaram majoritariamente a deputada Jasmine Crockett nas primárias de março. Desde então, Talarico intensificou esforços para se aproximar desse eleitorado. Participou do funeral do reverendo Jesse Jackson em Chicago, encontrou-se com o ex-presidente Barack Obama em Austin, discursou na formatura da Paul Quinn College — faculdade historicamente negra em Dallas — e se reuniu com Opal Lee, ativista que liderou a campanha para tornar o Juneteenth um feriado federal.
Mesmo assim, Crockett avalia que Talarico tem priorizado republicanos moderados decepcionados com Trump e Paxton em detrimento de parte do eleitorado negro democrata.
— Ele está enfrentando dificuldades com alguns de nossos eleitores negros mais consistentes — afirmou. — Tenho muitas dúvidas de que eleitores negros que votam esporadicamente se sintam motivados, porque não estou convencida de que sejam um alvo. O alvo aparentemente tem sido os MAGA desiludidos.
Talarico também tem bagagem…
Nas últimas semanas, republicanos passaram a atacar Talarico como alguém culturalmente desconectado dos valores tradicionais do Texas. Vídeos divulgados em podcasts, redes sociais e veículos conservadores mostram declarações do democrata usando a história da concepção de Jesus Cristo para defender o direito ao aborto, dizendo que “Deus é não binário”, apoiando direitos transgênero e alertando sobre “homens brancos radicalizados”.
Um grupo ligado ao conservador Club for Growth lançou um anúncio classificando Talarico como um “esquisitão woke para o Senado”. Em seu discurso de vitória, Paxton também tentou criar apelidos para o rival, em um estilo semelhante ao de Trump, chamando Talarico de “Tofu Talarico” e “Jimmy James dos seis gêneros”.
A estratégia busca apresentar Talarico — que fez da fé um dos pilares da campanha — como liberal demais para um estado onde o eleitorado evangélico tem peso relevante. Assessores do democrata, por outro lado, afirmam que algumas falas estão sendo retiradas de contexto. O próprio Talarico disse continuar defendendo os princípios por trás das declarações, embora reconheça que hoje se expressaria de forma diferente.
… mas Paxton também
O histórico de Paxton já é amplamente conhecido no Texas. Ele foi indiciado por fraude financeira, sofreu impeachment, foi acusado de roubar uma caneta de US$ 1 mil e enfrenta um processo de divórcio movido pela esposa, que cita “motivos bíblicos”. Além disso, teve papel ativo na tentativa de reverter o resultado da eleição presidencial de 2020 vencida por Trump e discursou no ato de 6 de janeiro de 2021, antes da invasão do Capitólio.
Paxton e sua esposa, a senadora estadual Angela Paxton, iniciaram um processo de mediação para dissolver o casamento. O casal tentou manter o caso sob sigilo, mas voltou atrás após questionamentos de veículos de imprensa. Caso não haja acordo, o julgamento está marcado para o fim de junho. Uma exposição pública do fim do casamento durante a campanha eleitoral seria vista como um problema adicional para Paxton diante de Talarico, que construiu sua candidatura em torno de uma imagem de integridade e religiosidade.
Horas antes da vitória de Paxton nas primárias, Angela Paxton divulgou sua lista de apoios políticos. O marido, de quem está separada, não foi mencionado.
Enquanto equipes de negociadores de EUA e Irã seguem imersas em diálogos indiretos em busca de um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio, o presidente americano, Donald Trump, convocou uma reunião de gabinete para esta quarta-feira, aumentando a expectativa de uma possível definição. A tensão entre os países escalou nos últimos dias, após novas ações militares americanas serem acusadas de violações ao cessar-fogo por parte de Teerã — cujas autoridades mantêm certo ceticismo sobre as negociações.
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A reunião de gabinete ocorre dias depois de Trump enviar sinais trocados sobre as negociações. Ainda no sábado, o presidente afirmou que “grande parte” de um acordo havia sido fechado com o Irã — com fontes citadas pela imprensa internacional se referindo a um memorando de 14 pontos que serviria de ponto de partida para outras fases de implementação, incluindo definições sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. A declaração do presidente atraiu críticas de republicanos e democratas, e forçou um recuo à maneira de Trump: que disse que os termos ainda não tinham sido finalizados e alertou que não iria “precipitar” um acordo, chamando os críticos de “perdedores”.
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Os sinais sobre as negociações não dissiparam as tensões bélicas. Os EUA atacaram entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça instalações iranianas, incluindo bases de lançamento de míssil e embarcações que acusaram como suspeitas de instalar minas navais. O Comando Central dos EUA (Centcom) classificou as medidas como “autodefesa”. A Guarda Revolucionária do Irã prometeu retaliar ações ofensivas.
— A possibilidade de guerra é baixa devido à fraqueza do inimigo. As Forças Armadas estão em alerta, com os carregadores cheios — declarou Mohamad Akbarzadeh, vice-chefe político da Marinha iraniana nesta quarta-feira, citado pela agência de notícias Tasnim. — Não duvidem de que transformaremos a área de Chabahar até Mahshahr em um cemitério para os agressores.
Em declarações à imprensa à margem de uma cúpula de segurança em Moscou, o vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Bagheri, afirmou que o governo em Teerã ainda não considera ter obtido qualquer acordo, citando particularmente o gargalo representado pelas divergências sobre Ormuz.
— Até que cheguemos a um acordo sobre todas as questões, consideramos que não chegamos a um acordo sobre nada — disse Bagheri, citado pela agência russa Ria Novosti.
Embora os EUA tenham anunciado que manteriam o bloqueio naval a portos iranianos até um acerto final entre as partes, Teerã afirma ter o controle da passagem vital para o mercado mundial de petróleo e gás. Autoridades da nação persa afirmaram que 25 navios cruzaram o estreito nas últimas 24 horas, citando petroleiros e navios-cargueiros, que supostamente teriam aceitado coordenar a passagem com as forças iranianas. O país negocia diretamente com Omã uma nova estrutura para regular o trânsito de embarcações pela passagem.
A Guarda Revolucionária, porém, afirmou que embarcações de “países hostis” continuam proibidas de passar por Ormuz.
Em meio às trocas de ameaça entre EUA e Irã, não está claro como pontos centrais serão negociados. Em uma das disputas que excede a capacidade de decisão das duas partes, Teerã exige que a trégua entre ambos se estenda ao Líbano, onde Israel e Hezbollah travam combates no terreno — os aliados de Washington pressionam para que, em sentido contrário, seja garantida liberdade operacional contra o movimento aliado ao Irã.
Em uma nota divulgada nesta quarta-feira, o Ministério da Inteligência do Irã indicou que o objetivo dos EUA e de Israel continuava sendo derrubar a República Islâmica e desmembrar o país, em um sinal da extensão da desconfiança. A nota diz que “o inimigo agora persegue, por outros meios, o objetivo de derrubar e fragmentar o país. (Com AFP e NYT)
O chamado Conselho da Paz criado por Donald Trump para reconstruir Gaza e resolver conflitos está mergulhado em uma série de problemas legais e sua conta bancária tem saldo zero, apesar das promessas bilionárias de financiamento, segundo o jornal Financial Times (FT).
Criado em janeiro por Trump, que supostamente deverá dirigi-lo pessoalmente mesmo após deixar a Casa Branca, o Conselho não recebeu um único dólar, segundo o jornal britânico, que cita quatro fontes próximas ao processo.
Em vez de utilizar um fundo administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela ONU, o Conselho recebeu doações diretamente em uma conta do banco JPMorgan, declarou um porta-voz da iniciativa.
De acordo com o FT, “não existe nenhum mecanismo independente de transparência”.
Trump concebeu de forma discricionária o mecanismo para reconstruir Gaza, onde Israel e o Hamas concluíram em outubro um cessar-fogo sob pressão dos Estados Unidos.
Os países da União Europeia se distanciaram do fórum, que concede amplo espaço a parceiros históricos dos Estados Unidos no Oriente Médio, a aliados ideológicos de Donald Trump e a pequenos países interessados em atrair sua atenção.
Dois presidentes sul-americanos, o argentino Javier Milei e o paraguaio Santiago Peña, apoiaram com entusiasmo a iniciativa de Trump.
No entanto, o entusiasmo diminuiu quando veio à tona que um assento permanente no Conselho custava US$ 1 bilhão (R$ 5,63 bilhões), a serem administrados exclusivamente por Trump.
O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, por exemplo, descartou que seu país pagasse o valor exigido.
Até agora, há depósitos no valor de “zero dólar” na conta, afirmou uma fonte ao FT.
O jornal informou que pequenos desembolsos na conta do JPMorgan permitiram pagar o escritório do “Alto Representante” do Conselho, Nikolai Mladenov.
O Conselho da Paz “prestará contas sobre suas finanças” ao próprio conselho diretor, integrado por integrantes do governo Trump e outros assessores, “quando for considerado oportuno”, acrescentou a fonte da iniciativa.
Os Emirados Árabes Unidos destinaram US$ 100 milhões (R$ 563 milhões) para formar uma nova força policial em Gaza, mas os recursos permanecem congelados.
Em abril, as Nações Unidas e a União Europeia estimaram em US$ 71,4 bilhões (R$ 402 bilhões) os recursos necessários para a reconstrução de Gaza nos próximos dez anos, segundo um estudo realizado em conjunto com o Banco Mundial.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou, nessa terça-feira (26), projeto de lei da deputada Índia Armelau (PL) que prevê o uso, em ambientes públicos e privados, de banheiros e vestiários neutros para uso de pessoas trans, não binárias ou que não realizaram cirurgia de afirmação de gênero. A medida vale para hospitais, universidades, centros de convenções, terminais de transporte, espaços culturais, centros esportivos e shoppings do estado. 

O projeto segue agora para o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, que terá até 15 dias úteis para sancionar ou vetar a medida.

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Durante a votação, a líder da bancada do PCdoB e primeira deputada trans da Casa, Dani Balbi, solicitou que a manifestação de cada parlamentar fosse nominal. A proposta foi aprovada por 29 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção. Logo após a aprovação, Balbi encaminhou ofício ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, pedindo veto total à decisão.

Para a autora da proposta, deputada Índia Armelau, a criação de um terceiro banheiro busca proteger mulheres e crianças. A parlamentar afirma que pessoas trans devem ser respeitadas, mas argumenta que a proposta visa a garantir a segurança e o conforto nos banheiros femininos. “Eu aceito as pessoas trans, mas também preciso ser respeitada como mulher”, explicou.

De acordo com a iniciativa, os ambientes deverão contar com fraldário para crianças de até três anos, vaso sanitário infantil, lavatório adequado e acessibilidade para pessoas com deficiência (PCDs) ou com mobilidade reduzida. O texto também proíbe o acesso de crianças desacompanhadas e de pessoas cisgênero aos banheiros neutros. No entanto, instituições religiosas, como igrejas, seminários teológicos e unidades confessionais, ficam dispensadas da obrigação.

A medida determina ainda que os espaços tenham sinalização específica, inclusive em braille. O projeto define como banheiros e vestiários neutros aqueles destinados a pessoas cuja identidade de gênero não se enquadra nos espectros masculino e feminino ou que não tenham se submetido a procedimento cirúrgico de redesignação de gênero.

Multa

De acordo com o texto, a instalação e adequação dos banheiros deverão seguir requisitos técnicos, especialmente normas de acessibilidade e vigilância sanitária. Os estabelecimentos já em funcionamento terão prazo de 12 meses, após a publicação da lei, para fazer as adaptações necessárias.

O descumprimento poderá acarretar advertências, multas e até interdição do estabelecimento em caso de reincidência. As multas poderão começar em 1.100 UFIRs-RJ — cerca de R$ 5.456 — e dobrar em caso de nova infração.

Os recursos arrecadados serão destinados ao Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), com aplicação em programas de conscientização sobre os direitos das pessoas trans não redesignadas e não binárias, além do atendimento a vítimas de violência motivada por identidade de gênero ou orientação sexual.

O texto também prevê a criação de um canal específico para recebimento de denúncias relacionadas ao descumprimento da norma e para prevenção de atos discriminatórios. Além disso, determina que o Poder Público promova campanhas educativas de combate à transfobia em espaços coletivos, incentivando a convivência respeitosa e inclusiva.

Na justificativa, Índia Armelau declara que o Brasil é um país conservador e sugeriu que o Estado possa auxiliar financeiramente na implementação da medida em grandes espaços públicos. Segundo ela, o estado do Rio estaria sendo pioneiro ao discutir o tema.

Contraponto

A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB) criticou a aprovação do projeto que institui banheiros e vestiários “neutros” no estado, o que pode criar restrições relacionadas ao uso por pessoas trans. A parlamentar já encaminhou ofício ao governador Ricardo Couto pedindo veto integral à proposta.

Para Dani Balbi, a proposta é “claramente inconstitucional” e representa mais um capítulo na tentativa de institucionalizar a segregação e a transfobia no espaço público. A deputada propôs uma emenda que veta os estabelecimentos que têm banheiros e vestiários neutros de proibir que pessoas trans e não binárias se utilizem dos locais correspondentes à sua identidade de gênero.

Caso essa e outras adequações não sejam aceitas, ela afirmou que vai adotar todas as medidas jurídicas cabíveis para derrubar a lei. A parlamentar lembrou que já atua judicialmente contra legislações semelhantes aprovadas em municípios fluminenses, como Petrópolis e Campos dos Goytacazes.

No caso de Petrópolis, a norma municipal que restringia o uso de banheiros conforme o chamado “sexo biológico” teve seus efeitos suspensos por medida cautelar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, após ação apresentada pela parlamentar em conjunto com lideranças políticas locais.

Segundo Balbi, o projeto aprovado na Alerj viola princípios constitucionais básicos, como a dignidade da pessoa humana, a igualdade, a privacidade e o direito à identidade de gênero.

“A possibilidade de transformar banheiros e vestiários em instrumentos de segregação é cruel, inconstitucional e incompatível com a realidade. Pessoas trans existem, trabalham, estudam e circulam pela cidade todos os dias. O espaço público não pode ser organizado pelo ódio e pela exclusão”, afirmou.

Para a parlamentar, propostas desse tipo podem expor pessoas trans a situações de constrangimento, violência e adoecimento físico e psicológico, além de confrontarem entendimentos já consolidados pelo STF sobre identidade de gênero e combate à discriminação.

“Vamos reagir no campo político e jurídico. O Rio de Janeiro não pode retroceder para uma lógica de segregação que nega direitos fundamentais e coloca vidas em risco”, acrescentou Dani Balbi.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consolidou seu poder sobre o Partido Republicano com a vitória de seu candidato, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, no segundo turno das primárias partidárias para o Senado. Paxton derrotou o senador John Cornyn com mais de 60% dos votos, informaram veículos americanos na noite de terça-feira.
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A vitória de Paxton, anunciada pela Fox News e pela CNN após o fechamento das urnas, evidenciou o poder de Trump de impulsionar e destruir carreiras de republicanos — mesmo em meio a sinais de rebelião de congressistas por causa da guerra contra o Irã, do projeto do salão de baile da Casa Branca e do fundo para recompensar seus aliados.
Cornyn, de 74 anos e senador desde 2002, era inicialmente o favorito, mas o apoio tardio de Trump a Paxton transformou a disputa. O resultado expôs mais uma vez a tensão entre os republicanos antes das eleições de meio de mandato de novembro: o apoio de Trump pode ser decisivo em uma primária, mas também pode deixar candidatos mais vulneráveis depois.
Paxton, de 63, enfrentou escândalos legais, éticos e pessoais, incluindo um processo de impeachment em 2023 na Câmara dos Representantes do Texas, acusações de suborno e um divórcio conturbado. O Senado estadual concluiu que ele era inocente no julgamento político. Durante uma festa após a eleição na noite de terça-feira, Paxton agradeceu a Trump:
— Quando todos em Washington disseram para ele me abandonar e abandonar o povo do Texas, ele não deu ouvidos — afirmou, classificando o apoio de Trump como “a força mais poderosa da política”.
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Cornyn representava a ala institucional do partido, mantendo vínculos com doadores e dirigentes republicanos em Washington. Trump, no entanto, elogiou Paxton na Truth Social e classificou Cornyn como desleal por não defender suas prioridades. Cornyn respondeu que o rival facilitaria ataques democratas na eleição geral.
O vencedor enfrentará o democrata James Talarico, deputado estadual e figura emergente em nível nacional, que afirma que ambos os republicanos representam um sistema político falido. A derrota de Cornyn amplia a lista de republicanos punidos após se afastarem de Trump, segundo precedentes recentes, incluindo legisladores federais e estaduais.
Em seu discurso de concessão da derrota, Cornyn citou as escrituras ao dizer que “combati o bom combate, terminei a corrida e mantive a fé”.
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Em uma publicação no X, Talarico agradeceu a Cornyn: “Não concordamos em tudo, mas ambos ainda acreditamos no serviço público”, disse. “Aos apoiadores do senador Cornyn: há lugar para vocês em nossa campanha.”
Embora os republicanos partam como favoritos no Texas — onde Trump venceu por quase 14 pontos em 2024 —, os democratas acreditam ter chances contra Paxton.
O movimento libanês Hezbollah afirmou nesta quarta-feira que combatentes entraram em confronto com soldados de Israel a norte do rio Litani, em uma zona além do limite estabelecido pelos próprios militares do Estado judeu como área operacional. O Exército israelense intensificou os ataques contra o Líbano em um momento em que negociadores de EUA e Irã discutem se a frente de guerra deve ser incluída em um acordo para encerrar o conflito regional que bloqueia o Estreito de Ormuz — algo que a liderança israelense rejeita, tentando desvincular as duas questões.
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, instruiu na terça-feira que os militares expandissem as operações para além da zona-tampão estabelecida no sul do Líbano. Inicialmente, o Estado judeu anunciou como objetivo tornar toda a área entre a fronteira e o rio Litani (a cerca de 30 Km, em média) em zona livre do Hezbollah. O corpo d’água é um marco tradicional nos acordos envolvendo Líbano, Israel e Hezbollah, tendo sido usado, em acordos anteriores, para estabelecer zonas de atuação da ONU, áreas sem atividade militar e etc.
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A al-Manar TV, emissora pertencente ao movimento libanês, transmitiu um comunicado do grupo sobre confrontos “à queima-roupa” com as tropas israelenses na cidade de Zawtar al-Sharqiyah, a cerca de um quilômetro e meio ao norte do rio.
As Forças Armadas do Estado judeu também promoveram novos bombardeios contra o sul de Israel, com um novo alerta de retirada sendo emitido para a população civil em Nabatieh, uma das maiores zonas urbanas do sul do país. A instrução foi para que os civis se deslocassem para norte do rio Zahrani. Um dia antes, os militares afirmaram ter atacado mais de 100 alvos do Hezbollah, incluindo centros de comando e depósitos de armas. O Ministério da Saúde libanês indicou que 31 pessoas morreram, incluindo quatro menores de idade.
Fontes militares israelenses ouvidas em condição de anonimato pelo New York Times afirmaram que as tropas estavam operando à frente da “linha de defesa avançada”, referindo-se a área ocupada por Israel desde a retomada do conflito neste ano. Ainda na terça, Netanyahu havia dito que um grande contingente havia sido mobilizado para capturar território adicional no país.
Questão iraniana
A frente de guerra no Líbano é encarada por Israel como uma extensão dos combates iniciados em 7 de outubro de 2023, quando o grupo terrorista Hamas atacou a partir da Faixa de Gaza. Em meio à resposta no enclave, que estimativas apontam ter matado cerca de 75 mil pessoas, deslocado quase toda a população e dizimado a infraestrutura do território, o governo Netanyahu prometeu acabar com a ameaça do “Eixo da Resistência”, uma aliança de movimentos armados sob influência do Irã, do qual o Hezbollah faz parte.
No atual momento do conflito, porém, o governo israelense tem atuado para desvincular as questões que envolvem as diferentes frentes de guerra. Em meio às negociações entre EUA e Irã para firmar um acordo decisivo de paz, que reabra o Estreito de Ormuz e encerre as hostilidades, o Estado judeu pediu a Washington que não aceitasse a exigência de Teerã de incluir o Líbano no cessar-fogo.
Fontes informadas sobre as negociações, ouvidas pelo jornal americano Wall Street Journal afirmaram que o governo israelense pressiona para que os EUA incluam no acordo a liberdade de operação no Líbano — o oposto da demanda iraniana, que pleiteia um cessar-fogo regional. (Com NYT e AFP)
O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo em que aparece segurando duas cobras com as mãos nuas na Flórida. As imagens mostram Kennedy recolhendo os animais no quintal da casa de praia do médico Mehmet Oz, atualmente responsável pelos Centros de Serviços de Medicare e Medicaid, ligados ao departamento comandado por ele.
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Na gravação, publicada na terça-feira, Kennedy aparece descalço enquanto se aproxima dos répteis rastejando pelo chão. Em seguida, ele se agacha e segura as cobras diante da câmera, sorrindo, mesmo quando os animais parecem mordê-lo. Na legenda, o secretário escreveu: “Cheryl incentiva a remoção de um par de Black Racers do pátio do Dr. Oz”, em referência à esposa, a atriz Cheryl Hines. Durante o vídeo, é possível ouvir uma mulher dizendo: “Bobby, por favor”.
Assista:
Secretário de Saúde dos EUA, Kennedy Jr., publica vídeo capturando cobras
Autoridades fazem alerta após repercussão
Após a repercussão do caso, a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida reforçou orientações para que moradores mantenham distância de serpentes, especialmente durante a primavera, período em que elas ficam mais ativas.
“Mantenha distância das cobras e admire-as de longe”, publicou a agência em uma rede social.
“Resista à tentação de pegá-la. Mesmo nossas cobras não venenosas podem dar uma mordida dolorosa”, acrescentou o órgão.
Segundo o Serviço Nacional de Parques dos EUA, as chamadas “black racers” não são venenosas e costumam ser inofensivas para humanos quando não são perturbadas.
O episódio soma-se a outros relatos envolvendo Kennedy e animais. Em abril, durante uma audiência no Capitólio, a deputada democrata Adelita Grijalva questionou o secretário sobre reportagens que afirmavam que ele teria mutilado um guaxinim atropelado para estudá-lo posteriormente.
— Eu estava lendo um artigo esta manhã que falava sobre sua inclinação para realizar suas próprias pesquisas médicas — afirmou a parlamentar durante a sessão.
Kennedy também já enfrentou críticas de ambientalistas após alegações de que teria decapitado uma baleia morta encontrada em uma praia usando uma motosserra, para transportar parte do animal no teto de seu veículo.
Cinco das sete pessoas que estavam presas há uma semana em uma caverna na província de Xaysomboun, na região central do Laos, foram encontradas com vida. Ainda há dois desaparecidos. Até agora, não se sabia se o grupo havia sobrevivido à inundação repentina que bloqueou a saída da gruta.
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O momento em que os sobreviventes foram localizados foi registrado em vídeo e compartilhado nas redes sociais por um dos mergulhadores envolvidos nas buscas. O grupo havia entrado na caverna na quarta-feira da semana passada para procurar ouro e caçar animais selvagens, segundo relatos, mas acabou encurralado depois que fortes chuvas provocaram inundações e deslizamentos de terra na região.
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A operação de resgate mobilizou equipes locais, mergulhadores e especialistas estrangeiros. Entre eles, estavam 15 profissionais que participaram do resgate da equipe juvenil de futebol que ficou presa por 17 dias em uma caverna na Tailândia, em 2018. Moradores também se juntaram aos trabalhos: mais de cem pessoas atuaram na retirada de água da gruta.
A caverna fica em uma área remota e se estende por passagens profundas e estreitas. Imagens divulgadas por grupos de resgate voluntários tailandeses mostraram equipes rastejando e escalando por túneis escuros, em trechos quase totalmente tomados por água barrenta. Socorristas afirmaram que uma das passagens tinha apenas 60 centímetros de altura.
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Antes de os cinco sobreviventes serem encontrados, as autoridades trabalhavam com a possibilidade de que o grupo estivesse vivo em uma área mais profunda da caverna, acima do nível da água. A informação havia sido dada por uma pessoa que conseguiu escapar com vida.
Imagens mostram operações de resgate dentro de caverna no Laos
Reprodução/Thailand Rescue Diver
— Ainda não sabemos se continuam vivos — declarou à AFP Bounkham Luanglat, responsável por uma associação local de resgate, enquanto cerca de 100 pessoas participavam das operações.
Do lado de fora, especialistas se concentraram em bombear a água das passagens. Dentro da caverna, equipes instalaram cordas para orientar os socorristas no deslocamento. Segundo Kengkard Bongkawong, chefe de operações da Metta Tham Rescue, um grupo tailandês de resgate, o principal obstáculo era o espaço reduzido.
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— O percurso não é complicado, mas o problema é o espaço. É tão estreito que temos de rastejar e inclinar-nos para passar; além disso, as rochas são muito afiadas — disse Kengkard.
Ele também havia afirmado, antes da localização dos sobreviventes, que acreditava que o grupo ainda estivesse vivo por causa da existência de ar na caverna.
— Estou confiante de que eles ainda estão vivos porque ainda há ar na caverna — disse Kengkard, que integrou a equipe de mergulho no resgate de Tham Luang, na Tailândia, quando 12 jovens jogadores de futebol e seu treinador foram retirados após mais de duas semanas presos em uma caverna inundada na província de Chiang Rai.
As equipes chegaram a avançar até um ponto a 40 metros da área onde acreditavam que o grupo pudesse estar abrigado, mas precisaram interromper a operação na noite de domingo por causa das chuvas persistentes, que levaram sedimentos para dentro das passagens e bloquearam o acesso. De acordo com Kengkard, uma das aberturas tinha apenas 50 centímetros de largura.
Mikko Paasi, mergulhador finlandês que também participou do resgate em Tham Luang, e Norrased Palasing, mergulhador tailandês, juntaram-se às equipes no Laos na segunda-feira. Socorristas passaram a noite no local, já que o acesso ao complexo de cavernas exigia uma caminhada de cinco quilômetros por terreno montanhoso.
— A dificuldade desta operação depende da chuva… Tivemos que recuar mais cedo porque o nível da água subiu na caverna — disse Jakkrit Taengtang, técnico de resgate tailandês da Fundação Saithan Saphanboon, em uma atualização no Facebook.
Ainda não está claro se o grupo buscava minério de ouro em uma atividade artesanal de pequena escala ou se trabalhava para uma empresa de mineração. As buscas continuam pelos dois desaparecidos.
Um homem de 79 anos foi preso na Flórida, nos Estados Unidos, acusado de se expor repetidamente e fazer gestos obscenos em um condomínio residencial. Tyrone James Causey, morador de Hollywood, foi detido em 22 de maio e indiciado por cinco acusações de exposição indecente, depois que vizinhos acionaram a polícia dizendo estar “cada vez mais preocupados e frustrados com seu comportamento contínuo”, segundo a emissora Local 10 News.
De acordo com o relato policial, Causey abriu a porta para os agentes vestindo apenas um “fio-dental tipo G-string” e afirmou que tinha “direito de andar nu” com base no Estatuto 800.001 da Flórida, desde que não estivesse em um “parque”. A policial Savannah Hutcheson, do Departamento de Polícia de Hollywood, explicou ao idoso que “andar em público se expondo” era ilegal. Ele, porém, insistiu que era “permitido” e disse que não sabia que estava sendo filmado, informou a emissora.
A abordagem ficou ainda mais incomum quando, segundo Hutcheson, o idoso passou batom diante dela, “começou a tocar o próprio pênis” e pediu à policial: “Pule corda para mim, boneca”. Ele foi preso e levado para a cadeia do condado de Broward, mas acabou liberado ainda em 22 de maio.
Ao menos cinco vizinhos disseram à polícia que Causey havia se exposto pelo prédio e costumava circular por áreas comuns fazendo “gestos obscenos”. Ele também foi acusado de “empurrar o pênis” em direção à câmera da campainha de uma mulher.
As cinco acusações foram inicialmente registradas como crimes graves por causa de uma prisão anterior por exposição indecente, em 1987, o que caracterizaria reincidência. A medida veio após uma citação emitida em relação a outro chamado policial, em 14 de maio. No entanto, um juiz do condado de Broward considerou haver causa provável apenas para acusações padrão de contravenção, e os crimes graves foram rebaixados.
Além do caso de exposição indecente, Causey também havia sido detido após uma perseguição em alta velocidade em Florida Keys, em março de 2026, de acordo com o gabinete do xerife do condado de Monroe. Segundo as autoridades, o idoso dirigia um Toyota em alta velocidade por uma zona de obras e, ao receber ordem de parada, continuou de forma errática, ultrapassando 160 km/h, colando em outros veículos e “cometendo outras infrações de trânsito”. Ele acabou parando, foi preso e acusado de direção imprudente e excesso de velocidade.
O caso ocorre em meio a outro episódio de comportamento vulgar atribuído a um morador em um prédio residencial nos EUA. No início deste mês, residentes de um edifício no Bronx, em Nova York, disseram que um “inquilino do inferno” os vinha assediando ao exibir armas, se masturbar em um corredor e quase causar uma tragédia ao ligar todos os queimadores de gás do apartamento.
Um vídeo obtido pelo “New York Post”, gravado pelo olho mágico de uma porta, mostra Anthony Orozco batendo em uma porta com uma machadinha enquanto usava um vestido preto justo. Outras imagens, segundo o jornal, mostram o homem se tocando no corredor e circulando por áreas comuns apenas de cueca. Orozco, de 28 anos, foi preso posteriormente e acusado de ameaça.

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