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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou na noite desta quinta-feira (19) os cinco países que fazem parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). As declarações envolvem a preocupação do presidente com a guerra no Irã. 

Segundo Lula, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França deveriam zelar pela paz no mundo, mas estão fazendo guerra.

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“O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas”, disse.

“Quem paga o preço das guerras? Os pobres. O ano passado gastaram 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para acabar com as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?”, acrescentou.

As declarações de Lula ocorreram em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), onde anunciou que concorrerá à presidência da República em 2026 e Fernando Haddad será candidato ao governo paulista. O presidente disse ainda que gostaria de contar com o vice-presidente Geraldo Alckmin novamente na chapa, na mesma função. 

Banco Master

Lula destacou em seu discurso que as “falcatruas” do Banco Master ocorreram após a aprovação da instituição financeira no Banco Central na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Vira e mexe, eles tão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o [caso do] Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país. E, se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que fomos nós”.

De acordo com Lula, no começo de 2019, o ex-presidente do Banco Central Ilan Goldfajn negou o reconhecimento do Banco Master.

“Quem reconheceu, em setembro de 2019, foi o Roberto Campos [ex-presidente do BC na gestão Bolsonaro]. E todas as falcatruas foram feitas [nesse período]”.

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Um tribunal espanhol determinou neste sábado (20) que a esposa do primeiro-ministro Pedro Sánchez seja julgada por corrupção e a proibiu de sair do país.
A decisão aprofunda a sequência de escândalos judiciais na família e no entorno do chefe de governo, que ameaçam a sobrevivência de sua liderança minoritárias dependente de coalizão no parlamento.
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A decisão se soma à investigação por suposto tráfico de influência de seu antecessor, José Luis Rodríguez Zapatero, figura emblemática da esquerda espanhola e muito próxima de Sánchez.
A investigação sobre sua esposa, Begoña Gómez, é referente à criação de uma cátedra na Universidade Complutense de Madri que ela codirigiu. A suspeita no caso é sobre o uso de recursos públicos e contatos pessoais para promover interesses privados.
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O juiz responsável pela decisão, Juan Carlos Peinado, ordenou que Gómez entregue seu passaporte e se apresente às autoridades duas vezes por mês até que seja proferido o veredito, segundo a decisão divulgada neste sábado.
O tribunal indica que serão informados “todos os postos fronteiriços e aeroportos civis e militares” para evitar que Gómez descumpra essa determinação. A decisão judicial não estabelece uma data para a realização do julgamento.
O partido socialista (PSOE) reagiu rapidamente na rede social X, onde defendeu a inocência de Gómez.
“Begoña Gómez é inocente. Há dois anos vem sendo perseguida judicial e politicamente. O que aconteceu hoje é mais um passo, um escândalo democrático insustentável. Eles não vão parar”, publicou a legenda.
Em abril, o juiz aceitou formalmente a acusação da esposa de Sánchez por peculato, tráfico de influência, corrupção e apropriação indébita de fundos.
“A cátedra serviu como um meio de desenvolvimento profissional privado para a pessoa investigada”, escreveu o juiz naquela decisão.
A investigação começou em abril de 2024 após uma denúncia de um grupo anticorrupção com vínculos com a extrema direita.
Após o caso vir a público, Sánchez suspendeu suas obrigações oficiais por alguns dias para refletir se permaneceria ou não no cargo.
Tanto ele quanto Gómez, de 55 anos, rejeitam as acusações e negam qualquer irregularidade.
O chefe do governo socialista enquadra o caso em uma campanha da direita para minar seu governo minoritário, que se sustenta em acordos precários em um Parlamento altamente fragmentado.
O principal comando militar conjunto do Irã anunciou, neste sábado, o fechamento do Estreito de Ormuz ao tráfego de embarcações. A decisão foi divulgada pelo Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, que alegou violações do acordo de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel, informou a agência estatal iraniana Mehr.
Segundo o comando militar central iraniano, a medida também foi tomada em resposta aos ataques de Israel no sul do Líbano, considerados por Teerã uma violação do acordo firmado com os Estados Unidos.
Em comunicado divulgado pela televisão estatal, a instituição anunciou que o estreito “será fechado à passagem de navios” e afirmou que este “primeiro passo é uma resposta ao descumprimento da promessa por parte do inimigo”.
A nota também advertiu que, “se a agressão continuar, novas medidas serão planejadas para forçar o inimigo a cumprir suas obrigações”.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e gás. O fechamento anunciado pelo Irã aumenta a tensão regional em meio às acusações cruzadas envolvendo Teerã, Washington e Tel Aviv.
Uma busca que atravessou décadas terminou com um novo capítulo para a americana Jennifer Skiles, de 46 anos. Adotada ainda na infância e determinada a descobrir suas origens, ela conseguiu localizar o pai biológico, Paul Lonardo, de 66 anos, que desconhecia sua existência. Após a confirmação do parentesco por meio de um teste de DNA, os dois reconstruíram a relação e, em janeiro deste ano, oficializaram uma nova adoção, segundo relato à revista People, divulgado nesta semana.
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Nascida prematuramente em uma base militar dos Estados Unidos, Jennifer nunca teve o nome do pai registrado em sua certidão de nascimento. Aos três anos, foi entregue para adoção pela mãe biológica, Cheryl Brown, que enfrentava um relacionamento abusivo. Criada na Virgínia, ela afirmou que sua vida mudou aos 12 anos, quando passou a sofrer abusos por parte do pai adotivo. Anos depois, com a morte dos pais adotivos, iniciou uma longa jornada para descobrir suas origens.
A procura pela família biológica
A busca ganhou força quando Jennifer descobriu o nome de sua mãe biológica e conseguiu localizar sua certidão de nascimento na Alemanha, em 2004. O documento permitiu que ela encontrasse Cheryl Brown, então morando no Texas. As duas estabeleceram contato rapidamente e desenvolveram uma relação próxima.
— Havia tantas perguntas, tentando encontrar minha identidade, quem eu era e de onde eu vinha. A busca por pertencimento e por uma família era muito importante para mim — disse Jennifer à People.
Foi por meio desse reencontro que ela obteve pistas sobre a identidade do pai biológico. No entanto, a investigação foi interrompida após a morte de Cheryl em um acidente de carro, em 2017. Anos depois, incentivada pelo marido, Patrick, Jennifer realizou um teste genético da plataforma Ancestry. O resultado indicou parentes ligados à família Lonardo, o que a levou a retomar as buscas.
O contato com familiares permitiu chegar até Paul Lonardo, que servia ao Exército na região onde Jennifer nasceu. A primeira conversa entre os dois aconteceu por telefone e, segundo ela, a conexão foi imediata.
— Assim que ouvi a voz dele, me senti em casa — relatou.
O exame de DNA confirmou oficialmente o parentesco há três anos. Desde então, Jennifer foi acolhida pela família do pai, que já tinha outros três filhos. Para Lonardo, a integração ocorreu de forma natural.
— Ela é minha filha, como as outras crianças. Aqui, ela é apenas mais uma de nós — afirmou.
Hoje, pai e filha mantêm contato frequente e se preparam para celebrar juntos, ainda que virtualmente, o Dia dos Pais. Jennifer também transformou sua trajetória em livro, intitulado “Vault of Treasures: A Journey of Adoption, Family, Faith and Forgiveness”, no qual relata sua experiência de adoção, reencontro familiar e reconstrução da própria identidade.
A mídia estatal libanesa informou neste sábado que cinco pessoas foram mortas após a retomada dos ataques israelenses no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo anunciado no dia anterior entre Israel e o grupo pró-Irã Hezbollah.
A Agência Nacional de Notícias (NNA) reportou ataques aéreos israelenses contra mais de uma dúzia de cidades no sul do Líbano entre a meia-noite e a manhã de sábado.
A agência também relatou que houve disparos de artilharia israelense contra a cidade de Nabatieh e seus arredores, região onde os combates têm se concentrado nos últimos dias.
Segundo a NNA, três pessoas morreram em ataques à cidade de Arab Salim, enquanto uma morreu em Deir Zahrani e outra após um ataque de drone contra uma motocicleta na entrada da cidade de Dweir.
Na sexta-feira, um oficial americano disse à AFP que mediadores americanos e do Catar haviam intermediado um cessar-fogo imediato entre Israel e o Hezbollah após negociações com o Estado judeu e o Irã. Um diplomata do Golfo confirmou o cessar-fogo.
O embaixador de Israel nos Estados Unidos declarou que seu país estava comprometido em respeitar o cessar-fogo, caso o Hezbollah fizesse o mesmo.
Este anúncio ocorreu pouco depois de o Ministério da Saúde do Líbano ter relatado que ataques israelenses no sul e leste do país mataram 47 pessoas na sexta-feira, a pior escalada de violência desde que Washington e Teerã chegaram a um acordo esta semana para interromper a guerra no Oriente Médio.
Anúncios anteriores de cessar-fogo em território libanês tiveram pouco efeito em deter os ataques de ambos os lados.
O exército israelense relatou na sexta-feira que quatro de seus soldados foram mortos em mais de 150 ataques contra o país vizinho, nos quais “dezenas de terroristas do Hezbollah” foram mortos.
Também naquele dia, o presidente libanês, Josef Aoun, disse ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que um cessar-fogo abrangente era necessário para que as negociações com Israel avançassem.
Drones ucranianos atingiram diversos pontos de Moscou na quinta-feira no maior ataque aéreo de Kiev à capital russa desde o início da guerra entre os dois países. O bombardeio teve como principal alvo a refinaria de petróleo Gazprom Neft, localizada na capital russa. Os danos ao local, que acabou incendiado, podem ser vistos em imagens de satélite divulgadas neste sábado.
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Veja imagens do ataque
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Em uma das fotos, reveladas pela rádio Svoboda, serviço de língua russa financiado pelo congresso dos EUA, é possível ver um tanque de combustível totalmente destruído, como se estivesse ‘destampado’.
Entenda ataque
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu a ofensiva como uma resposta ao ataque russo contra um complexo histórico de mosteiro em Kiev, ocorrido no início da semana.
“Não queremos esta guerra e nunca quisemos”, disse o presidente ucraniano em uma mensagem de voz enviada a jornalistas. “Mas, se a Ucrânia vai arder, sua Moscou também vai arder… é hora de acabar com a agressão, hora de acabar com esta guerra.”
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Em reação, o ministro das Relações Exteriores da Rússia anunciou que o país lançaria grandes “ataques em grupo” contra a Ucrânia “regularmente” em resposta à ofensiva contra Moscou.
A escala do ataque ucraniano de longo alcance, aparentemente planejado para interromper as operações da refinaria de petróleo de Kapotnya, pegou de surpresa a maior parte dos moradores de uma cidade que normalmente não alerta a população com sirenes antiaéreas. A ofensiva provocou mensagens de pânico nas redes sociais.
Segundo relatos, muitos moradores dos subúrbios de Moscou só souberam do ataque ao ver drones sobrevoando a região.
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“Nenhum SMS, nenhuma sirene. Toda a informação está em chats locais — há muito mais ali do que na TV”, disse um morador de Moscou em mensagem ao site russo independente Meduza, sediado no exterior.
Imagens publicadas na internet mostraram três colunas de fumaça saindo da refinaria de Kapotnya. O ataque foi o segundo em dois dias contra a instalação, que, segundo autoridades locais, deixou pelo menos 17 feridos, incluindo duas crianças.
A refinaria, uma das instalações energéticas mais importantes de Moscou, fornece até 40% da gasolina da capital russa e cerca de 50% de seu óleo diesel.
A Rússia afirmou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram e destruíram 555 drones ucranianos em várias regiões durante a noite. O número de aparelhos efetivamente abatidos não pôde ser confirmado de forma independente.
O presidente russo, Vladimir Putin, estava em Kazan, a 700 quilômetros a leste de Moscou, onde recebeu líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático em meio aos esforços da Rússia para fortalecer relações comerciais e outros laços.
Kiev também foi atingida nesta semana por um grande ataque com mísseis balísticos e drones, em uma escalada significativa da guerra aérea. Putin havia alertado sobre iminentes “ataques sistêmicos” contra a Ucrânia.
A ofensiva contra Moscou ocorreu horas depois de Zelensky afirmar que havia realizado “uma importante ligação de coordenação” com os presidentes dos Estados Unidos e da França e obtido promessas vitais de mais apoio durante a cúpula do G7 desta semana.
Líderes europeus demonstraram otimismo em relação às perspectivas da Ucrânia. Antes de uma cúpula na noite de quinta-feira, em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a situação estava mudando.
“Vemos que a Ucrânia está mantendo a linha, até recuperando parcialmente território”, afirmou, acrescentando que a Rússia enfrenta dificuldades e impõe “uma cortina de ferro digital sobre seu povo” — referência à censura na internet.
Ao chegar a Bruxelas para conversas com líderes da União Europeia, Zelensky disse que era “realmente um grande momento para a Ucrânia”, saudando a decisão de iniciar negociações formais de adesão ao bloco no começo da semana. Ele afirmou esperar discutir mais apoio à Ucrânia para pressionar Putin a sentar-se à mesa de negociações.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, teria contatado o Kremlin em uma tentativa de envolver Putin em discussões sobre o fim da guerra, segundo a Bloomberg. Um porta-voz de Costa não comentou.
Um funcionário da União Europeia disse ao Guardian que, nas últimas semanas, “contatos breves em nível diplomático” foram feitos “para abrir canais de comunicação, mas nada foi discutido em substância”.
O funcionário afirmou que, em qualquer cenário futuro, “a UE tem interesses específicos que precisarão ser defendidos, portanto é importante ter canais diplomáticos estabelecidos com a Rússia”.
Zelensky deveria discutir com líderes europeus a possibilidade de um sistema de defesa contra mísseis balísticos. A Rússia tem atacado repetidamente a Ucrânia com esse tipo de armamento, que as defesas aéreas têm dificuldade de conter.
O secretário de Defesa britânico, Dan Jarvis, anunciou na quinta-feira, durante reunião de aliados ocidentais em Bruxelas, que o Reino Unido pagaria 750 milhões de libras para fornecer a Kiev mais 150 mil drones fabricados na Ucrânia e mais de 350 mísseis de defesa aérea.
O financiamento vem de um empréstimo de 2,26 bilhões de libras obtido com base nos juros gerados por ativos do Banco Central russo congelados desde o início da invasão em larga escala, em 2022.
Imagens dos ataques a Moscou pareciam mostrar o uso de mísseis híbridos drone-cruzeiro Bars, da Ucrânia, usados pela primeira vez no ano passado. Acreditava-se que eles tivessem alcance de cerca de 560 a 800 quilômetros, projetados para ataques de precisão, mas seu uso contra Moscou sugeriria um alcance maior.
A Ucrânia vem reduzindo rapidamente a distância em relação à Rússia na capacidade de produzir em massa armas de ataque de longo alcance. Kiev intensificou nos últimos meses seus ataques com drones contra a Rússia, atingindo refinarias de petróleo que financiam o caixa de guerra de Moscou, enquanto as negociações diplomáticas para encerrar o conflito seguem paralisadas.
Ao menos sete drones parecem ter superado as defesas aéreas russas, incluindo um que aparentemente atingiu um edifício alto no distrito de Zhukovsky. O tráfego foi interrompido no anel viário de Moscou perto da refinaria, informou a emissora RIA, citando o Ministério do Interior, enquanto o tráfego aéreo foi afetado nos aeroportos de Vnukovo, Sheremetyevo e Zhukovsky.
Imagens publicadas nas redes sociais pareciam mostrar um operador russo de sistema portátil de defesa aérea tentando derrubar um drone de ataque ucraniano momentos antes de ele atingir a refinaria.
Um ataque na terça-feira já teria interrompido as operações da refinaria de Kapotnya, ampliando os danos generalizados às instalações energéticas russas e levando a crise de combustíveis a avançar pelo país.
A Rússia, terceiro maior produtor de petróleo do mundo e grande exportadora de petróleo e combustíveis, deverá importar combustível por via marítima neste mês enquanto tenta administrar uma escassez provocada por extensos ataques ucranianos com drones contra suas refinarias.
Setores linha-dura russos pediram retaliação de Moscou, com alguns defendendo que o Kremlin considere o uso de armas nucleares contra a Ucrânia.
“O que mais precisa acontecer antes de começarmos a lutar de verdade?”, escreveu no Telegram o bilionário ultraconservador Konstantin Malofeev. “Por que não estamos usando as armas nucleares que nossos antepassados criaram e armazenaram com os esforços de todo o país precisamente para momentos como este?”
Andrey Gurulyov, tenente-general reformado e deputado da Duma, pediu que a Rússia “ataque o inimigo sem piedade” em resposta à ofensiva.
“Precisamos fortalecer nosso sistema de defesa aérea, mas, acima de tudo, precisamos atingir o inimigo”, disse ele à RTVI. “Atingir o inimigo sem piedade, sem pensar demais.”
Entre o fim da noite de quarta-feira e o início da manhã de quinta, a Rússia lançou mais de 200 drones e vários mísseis balísticos contra a Ucrânia, segundo a Força Aérea ucraniana.
O presidente Donald Trump enviou dois representantes à Suíça para participar de negociações de paz com o Irã após o adiamento das conversas, informa a imprensa americana.
Segundo o site Axios, citando uma fonte oficial,Steve Witkoff partiu em direção ao país europeu ainda na sexta-feira.
Washington e Teerã estão trabalhando para “retomar” as conversas técnicas de acompanhamento do acordo inicial assinado esta semana, de acordo com a CNN.
A mesma fonte indica que outro enviado de Trump, Jared Kushner, também estará na Suíça para as negociações.
Após a assinatura de um acordo inicial para encerrar o conflito no Oriente Médio, os Estados Unidos e o Irã pretendiam já ter iniciado negociações dos termos do fim da guerra em um encontro na Suíça.
Os trabalhos foram adiados no último minuto, porém, devido à continuidade da ofensiva de Israel contra o Hezbollah no Líbano.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou neste sábado o estado de emergência em todo o país e ordenou a mobilização de policiais e militares após mais de seis semanas de protestos e bloqueios realizados por indígenas aimarás e camponeses ligados ao ex-presidente Evo Morales, que pedem sua renúncia.
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O dirigente de centro-direita havia fechado na sexta-feira um acordo com a central sindical COB para pacificar o país. No entanto, indígenas da Federação Túpac Katari e cocaleiros ligados a Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, decidiram manter os bloqueios de estradas.
Manifestante ergue placa pedindo a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz
Marvin Recinos/AFP
Trabalhadores, camponeses e indígenas iniciaram no começo de maio uma greve e cortes de vias para exigir do governo uma solução para a crise econômica, a mais grave do país em quatro décadas, e para rejeitar a venda de gasolina de baixa qualidade, que provocou mal-estar generalizado.
Com a falta de acordos, esses setores passaram a defender a renúncia presidencial, e a interrupção de estradas se espalhou por todo o país. Também foram registrados, durante vários dias, confrontos com a polícia em La Paz, que, junto com a vizinha El Alto, enfrenta forte escassez de alimentos, remédios e combustíveis.
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“Tomamos a decisão de declarar o estado de exceção em todo o território nacional”, afirmou o chefe de Estado, em mensagem transmitida pelo canal estatal a partir do Palácio de Governo.
Paz disse ainda que adotou a medida diante de “uma tentativa de golpe de Estado a partir do narcoterrorismo”.
O governo de centro-direita de Paz, que assumiu em novembro após 20 anos de governos de esquerda, acusa Morales de impulsionar as manifestações e de usar dinheiro proveniente do tráfico de drogas, embora não tenha apresentado provas.
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Morales está escondido na região cocaleira de Chapare, no centro do país, para evitar uma ordem de prisão em um caso de tráfico de menor, que ele nega. O ex-presidente também rejeitou as acusações de vínculos com o narcotráfico.
Em seu pronunciamento, Paz declarou ter “instruído a Polícia Boliviana e as Forças Armadas a executar as ações necessárias para restabelecer o livre trânsito, recuperar as estradas e garantir a segurança da população”.
O decreto, divulgado horas depois pela Gazeta da Bolívia, terá vigência máxima de 90 dias. Os ministérios de Governo e Defesa deverão emitir resoluções conjuntas para restringir os direitos de circulação, locomoção e reunião quando considerarem necessário.
De acordo com a lei, o decreto deverá ser ratificado pelo Congresso, que deve convocar reuniões nas próximas horas.
A medida foi anunciada após o acordo firmado na sexta-feira entre o governo e a COB. Mario Argollo, principal líder da organização, declarou que “a partir deste momento estão sendo suspensas as medidas de pressão em nível nacional”.
Há “compromisso do governo de cumprir de maneira imediata tudo o que foi assinado”, acrescentou.
Paz saudou o acordo e afirmou que “o diálogo é mais forte do que a própria força, não sobrevivem os mais fortes, sobrevivem os que sabem se adaptar”.
O governo de Paz havia aberto na semana passada um diálogo com Argollo. Mesas de trabalho reuniram sindicalistas e ministros para tentar alcançar o acordo fechado na sexta-feira.
Os entendimentos preveem estudar a libertação dos detidos tanto em marchas em La Paz quanto nos bloqueios de estradas. A Defensoria do Povo informou que há mais de uma centena de presos.
A administração Paz também se comprometeu a não privatizar empresas estatais, como reivindicam os sindicatos.
Mas, após a divulgação do acordo, sindicatos de camponeses e cocaleiros se manifestaram para expressar rejeição ao entendimento e anunciar que os bloqueios, cerca de 50 em todo o país, continuariam.
“Foi determinado radicalizar os piquetes de greves nas estradas”, afirmou o dirigente camponês Antonio Mallku, em entrevista ao canal Unitel.
Os cocaleiros, em comunicado divulgado por uma rádio de sua propriedade, decidiram “manter a mobilização e os bloqueios de caminhos” e classificaram como “uma traição a assinatura do acordo”.
O rei Charles III manifestou pesar pelo acidente ferroviário ocorrido na tarde de sexta-feira nas proximidades de Bedford, no sudeste da Inglaterra, e está sendo mantido informado regularmente sobre os desdobramentos da ocorrência, segundo informou um porta-voz do Palácio de Buckingham.
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— Seus pensamentos e condolências estão com a família do falecido e com todos os feridos ou afetados por um incidente tão trágico — afirmou o representante da Casa Real.
A declaração do rei ocorre após a colisão entre dois trens da operadora East Midlands Railway, que resultou na morte de um maquinista e deixou dezenas de feridos. Segundo o Serviço de Ambulâncias do Leste da Inglaterra, 11 pessoas sofreram ferimentos considerados muito graves, outras 22 ficaram gravemente feridas e 56 tiveram lesões leves. O acidente aconteceu por volta das 17h15 no horário local, próximo à estação de Bedford. De acordo com informações divulgadas pela imprensa britânica, uma das composições teria atingido a traseira de outro trem que seguia no mesmo trecho.
Assista:
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Mobilização de emergência e investigação
O acidente mobilizou uma ampla operação de resgate. O Serviço de Ambulâncias do Leste da Inglaterra informou ter enviado diversos recursos para a área, incluindo um helicóptero aeromédico e equipes especializadas em resposta a situações de risco. Segundo a emissora LBC, cerca de 30 ambulâncias participaram do atendimento. As autoridades ainda não divulgaram um balanço definitivo sobre o número de feridos nem a gravidade das lesões.
A secretária de Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, também comentou o episódio.
— Estou profundamente preocupada ao saber dos relatos da colisão envolvendo dois trens de passageiros da East Midlands Railway. Sou grata aos serviços de emergência que estão no local, atendendo os afetados. Estamos trabalhando rapidamente com o setor ferroviário e parceiros locais para dar suporte aos passageiros — declarou.
Em consequência da colisão, importantes serviços ferroviários foram interrompidos, incluindo a rota entre Londres St Pancras e Leicester. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas. Investigadores ferroviários e autoridades de transporte deverão conduzir uma apuração para determinar o que provocou a batida.
Um incêndio de grandes proporções atingiu um resort na região de Bayahibe, na província de La Altagracia, na República Dominicana, nesta sexta-feira (19), deixando uma pessoa morta, nove feridas e provocando a evacuação de cerca de 1.700 pessoas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram uma intensa coluna de fumaça e chamas consumindo parte da estrutura do Viva Dominicus Bayahibe, um dos empreendimentos turísticos mais conhecidos do país.
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Trens se chocam na Inglaterra, e acidente mobiliza cerca de 30 ambulâncias para socorrer feridos; uma pessoa morreu
Segundo o serviço de emergência dominicano DAEH, a vítima foi identificada como a italiana Francesca Valentino, de 46 anos. Três pessoas precisaram ser levadas para hospitais, enquanto outras seis receberam atendimento no local. Entre os afetados estavam hóspedes, visitantes e integrantes das equipes de resgate.
Confira:
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Fogo se espalhou rapidamente
De acordo com o Centro de Operações de Emergência (COE) da República Dominicana, as primeiras análises indicam que o incêndio avançou rapidamente devido à presença de materiais inflamáveis na cobertura de palha de parte do resort, além das condições de vento registradas no momento. O fogo foi controlado após a mobilização de equipes de bombeiros, mas as causas do incidente seguem sob investigação.
Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram bombeiros combatendo as chamas enquanto o fogo consumia o que parecia ser uma área coberta por telhado de palha. Em uma publicação, uma testemunha relatou dificuldades no combate ao incêndio. “Embora os caminhões dos bombeiros já estejam no local, a magnitude do incêndio excede o equipamento disponível e é necessário maior apoio com unidades de maior impacto para extingui-lo completamente”, afirmou.
Entre os afetados estavam hóspedes, visitantes e integrantes das equipes de resgate
Redes sociais
Os hóspedes foram transferidos para hotéis próximos. O COE informou que o Viva Wyndham Dominicus Palace, empreendimento da mesma rede, não sofreu danos. Em nota, o órgão destacou que as atividades turísticas em Bayahibe e nas regiões vizinhas continuam ocorrendo normalmente e com segurança.
Administrado pela Wyndham Resorts, o complexo é um destino popular entre turistas estrangeiros, especialmente americanos. Conhecida por suas águas cristalinas e praias de areia branca, a República Dominicana lidera o turismo no Caribe e recebeu cerca de 5,6 milhões de visitantes nos primeiros cinco meses deste ano, segundo dados oficiais citados pela imprensa local.
O exército libanês confirmou a morte de um de seus soldados em um ataque israelense no sul do país, apesar do novo cessar-fogo anunciado no dia anterior entre Israel e o movimento pró-Irã Hezbollah.
A morte foi causada por “um bombardeio inimigo israelense” perto da cidade de Nabatieh, no sul do país, informou o exército, acrescentando que “a continuidade dos brutais ataques israelenses visa obstruir qualquer solução que restaure a estabilidade no Líbano”.

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