No último dia de sua viagem à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância da parceria estratégica do Brasil com o país asiático, afirmando que ela fortalece o Sul Global e contribui para afastar o espectro de “mais uma guerra fria”.
Ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a fala de Lula ocorre em meio a uma visita de Estado que, na visão da diplomacia brasileira, eleva a relação bilateral a um novo patamar.
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Ainda não está claro como isso se traduzirá em resultados práticos, mas os primeiros passos foram dados com a assinatura de oito atos entre os dois países, em várias áreas. O destaque, segundo deixaram transparecer membros da comitiva brasileira nos últimos dias, são a parceria digital e o memorando de entendimento sobre terras raras e minerais críticos.
Narendra Modi também ressaltou os dois em seu discurso, proferido em hindi com a adição de algumas palavras de cortesia em português.
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Ambos os países têm buscado meios de criar alternativas autossuficientes para o processamento desses minerais, fundamental para a fabricação de produtos tecnológicos e altamente concentrado pela China.
— O acordo firmado sobre minerais críticos e terras raras é um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes — disse Modi.
Diante do momento geopolítico instável vivido pelo mundo, Lula ecoou desde que chegou ao país a ênfase dada por Modi ao fortalecimento do multilateralismo e do Sul Global. O presidente brasileiro foi um dos convidados de honra da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, sediada esta semana na capital indiana, a primeira organizada por um país em desenvolvimento.
Um cenário global turbulento exige que os dois países “aprofundem o diálogo estratégico”, disse Lula, que também lembrou os esforços para ampliar o acordo de comércio preferencial Mercosul-Índia.
Vários de nossos problemas são similares, nossos conhecimentos científicos e tecnológicos estão próximos e, se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação Brasil-Índia, a gente vai fortalecer o Mercosul e a gente vai fortalecer o Sul Global, para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências — disse Lula.
O foco nas relações econômicas é um dos eixos da aproximação maior que o presidente buscou nesta visita. O fluxo bilateral de comércio atingiu US$ bilhões no ano passado, quando os dois países estabeleceram a meta de chegar a US$ 20 bilhões até 2030. Para Lula, porém, há motivos para confiar que o ritmo de crescimento irá superar essa cifra.
— Estamos avançando tão rápido que deveríamos revisitar nosso objetivo para chegar a US$ 30 bilhões de intercâmbio — disse o presidente brasileiro. — O encontro entre Índia e Brasil é uma reunião de superlativos. Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo.
* O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos)
Ao lado do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a fala de Lula ocorre em meio a uma visita de Estado que, na visão da diplomacia brasileira, eleva a relação bilateral a um novo patamar.
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Ainda não está claro como isso se traduzirá em resultados práticos, mas os primeiros passos foram dados com a assinatura de oito atos entre os dois países, em várias áreas. O destaque, segundo deixaram transparecer membros da comitiva brasileira nos últimos dias, são a parceria digital e o memorando de entendimento sobre terras raras e minerais críticos.
Narendra Modi também ressaltou os dois em seu discurso, proferido em hindi com a adição de algumas palavras de cortesia em português.
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Ambos os países têm buscado meios de criar alternativas autossuficientes para o processamento desses minerais, fundamental para a fabricação de produtos tecnológicos e altamente concentrado pela China.
— O acordo firmado sobre minerais críticos e terras raras é um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes — disse Modi.
Diante do momento geopolítico instável vivido pelo mundo, Lula ecoou desde que chegou ao país a ênfase dada por Modi ao fortalecimento do multilateralismo e do Sul Global. O presidente brasileiro foi um dos convidados de honra da Cúpula sobre Impacto da Inteligência Artificial, sediada esta semana na capital indiana, a primeira organizada por um país em desenvolvimento.
Um cenário global turbulento exige que os dois países “aprofundem o diálogo estratégico”, disse Lula, que também lembrou os esforços para ampliar o acordo de comércio preferencial Mercosul-Índia.
Vários de nossos problemas são similares, nossos conhecimentos científicos e tecnológicos estão próximos e, se nós trabalharmos juntos, a gente vai fortalecer a relação Brasil-Índia, a gente vai fortalecer o Mercosul e a gente vai fortalecer o Sul Global, para que a gente não entre nunca mais numa guerra fria entre duas potências — disse Lula.
O foco nas relações econômicas é um dos eixos da aproximação maior que o presidente buscou nesta visita. O fluxo bilateral de comércio atingiu US$ bilhões no ano passado, quando os dois países estabeleceram a meta de chegar a US$ 20 bilhões até 2030. Para Lula, porém, há motivos para confiar que o ritmo de crescimento irá superar essa cifra.
— Estamos avançando tão rápido que deveríamos revisitar nosso objetivo para chegar a US$ 30 bilhões de intercâmbio — disse o presidente brasileiro. — O encontro entre Índia e Brasil é uma reunião de superlativos. Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo.
* O repórter viajou a convite da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos)










