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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira (26), em Niterói, na região metropolitana da capital fluminense, da abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro. No evento, ele defendeu que o governo federal esteja ao lado dos gestores municipais na resolução dos problemas que afetam a população.

“Não é possível o país dar certo se a cidade estiver errada”, disse.

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“É preciso que todos os entes estejam mais ou menos combinados e concomitantemente trabalhando juntos para as coisas darem certo. É na cidade que o povo quer escola, que o povo quer o médico”, afirmou o presidente.

A Caravana Federativa, que chegou à 18ª edição, é uma ação do governo federal que reúne representantes de diversos órgãos federais e oferece suporte direto a prefeitos, prefeitas e equipes técnicas, com orientações sobre políticas públicas, acesso a recursos e iniciativas em andamento.

 


Niterói (RJ), 26/03/2026 – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da cerimônia de abertura da Caravana Federativa do Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Lula participa da Caravana Federativa no Rio de Janeiro, por Fernando Frazão/Agência Brasil

Realizado no Caminho Niemeyer, na orla da Baía de Guanabara, o evento inclui oficinas, estandes de atendimento e uma série de diálogos com gestores do estado e dos municípios fluminenses.

“Essa caravana é para que vocês possam, prefeitos, prefeitas e secretários, procurar as barracas dos ministérios e tentar resolver os problemas agora. Resolver o problema de empréstimo que não saiu, da obra que não saiu”, exemplificou Lula, durante o discurso.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, elogiou a postura do governo federal nas parcerias institucionais com os municípios.

“O que nós estamos observando com governos autoritários, na América Latina, é uma forte perseguição, em alguns países, às autoridades locais. O senhor [Lula], como governante democrata, não só não persegue como oferece a mão e faz parceria com os prefeitos independentemente de partidos políticos”, disse Neves.

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Durante a abertura da Caravana Federativa, na área da saúde, foram anunciadas as entregas de 12 Unidades Odontológicas do programa Brasil Sorridente, para 12 municípios do estado do Rio de Janeiro, e de 15 kits de Equipamentos Odontológicos.

Também foi divulgado o envio de 56 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que vão contemplar 30 prefeituras.

Além disso, foram anunciados cinco termos de execução no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, totalizando R$ 31 milhões, segundo o governo federal.

Outro anúncio envolve um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 1 bilhão, para a companhia Águas do Rio.

Os recursos serão investidos em obras de redução de perda de água e ampliação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto em nove municípios do estado, incluindo 16 comunidades e 200 mil moradores que vivem no Complexo da Maré, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.

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O exército libanês confirmou a morte de um de seus soldados em um ataque israelense no sul do país, apesar do novo cessar-fogo anunciado no dia anterior entre Israel e o movimento pró-Irã Hezbollah.
A morte foi causada por “um bombardeio inimigo israelense” perto da cidade de Nabatieh, no sul do país, informou o exército, acrescentando que “a continuidade dos brutais ataques israelenses visa obstruir qualquer solução que restaure a estabilidade no Líbano”.
Um dente de mamute preservado por milhares de anos foi encontrado no interior da caverna Griozy (“Sonhos”), localizada no Parque Nacional Bashkiria, na República do Bashkortostão, na Rússia. A descoberta foi anunciada pelo explorador e escritor Oleg Chegodaev, que participou de uma expedição espeleológica ao local e classificou o achado como um dos mais marcantes de sua trajetória.
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Segundo a equipe, o fóssil estava em uma das áreas mais profundas da caverna, acessível apenas após a travessia de passagens estreitas, poços verticais e sifões inundados. A remoção exigiu mergulhos em trechos submersos e o transporte da peça por todo o percurso até a saída
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A autenticidade do objeto foi confirmada pelo geólogo Faniz Ardislamov. Pelas características preservadas, como a raiz e a superfície mastigatória, trata-se de um dente de mamute-lanoso que, apesar do desgaste causado pela água, permanece em bom estado de conservação.
Como o fóssil foi parar na caverna?
A descoberta chamou atenção pelo local onde ocorreu. Restos de mamutes costumam ser encontrados em depósitos sedimentares ou margens de rios, e não no interior de cavernas. A principal hipótese é que o dente tenha sido carregado por antigos fluxos subterrâneos de água até a galeria onde foi localizado.
O objeto havia sido visto anos antes pelo espeleólogo Piotr Grigoriev, que o confundiu com uma pedra incomum e o deixou no local. Em uma nova visita à caverna, mostrou a peça a Chegodaev, que a identificou como um possível fóssil.
Agora, o dente passará por restauração para evitar sua deterioração fora do ambiente subterrâneo e deverá integrar a coleção da “Embaixada dos Montes Urais”, em Ufa.
Com cerca de cinco quilômetros de extensão, a caverna Griozy é considerada uma das mais desafiadoras da região, com galerias inundadas, passagens estreitas e poços verticais que limitam o acesso a exploradores experientes.
A descoberta reforça o potencial científico das cavernas dos Urais, onde já foram encontrados outros vestígios da megafauna da Era do Gelo. No mesmo estado russo fica a caverna Shulgan-Tash, famosa pelas pinturas rupestres do Paleolítico que retratam animais como mamutes e cavalos selvagens.
Escavações realizadas no sul da Grécia levaram arqueólogos a identificar uma estrutura que pode corresponder ao antigo Santuário de Poseidon em Samikon, um templo descrito por autores da Antiguidade e cuja localização exata permaneceu desconhecida durante séculos. A descoberta, ainda em fase de investigação, ocorreu na região da Élida, no oeste do Peloponeso.
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Segundo os pesquisadores, o edifício apresenta características compatíveis com as referências históricas ao santuário dedicado ao deus grego dos mares. A hipótese é baseada tanto na posição geográfica do complexo quanto em elementos arquitetônicos revelados pelas escavações e por levantamentos geofísicos realizados nos últimos anos.
Registros do geógrafo Estrabão indicam que o templo funcionava como um importante centro religioso compartilhado por antigas cidades da região, entre elas Lepreum, Macistus e Phrixa. Na época, a construção ficava próxima ao litoral e era cercada por oliveiras selvagens. Com as transformações naturais da paisagem ao longo dos séculos, o avanço de lagoas e áreas alagadas acabou dificultando sua localização.
As primeiras evidências relevantes surgiram ainda no início do século XX, quando o arqueólogo alemão Wilhelm Dörpfeld escavou parte do terreno em Kleidi-Samikon e identificou sinais de uma construção monumental. No entanto, as condições ambientais impediram uma investigação mais aprofundada.
Agora, com o auxílio de técnicas modernas de prospecção e novas campanhas arqueológicas, os especialistas conseguiram mapear uma estrutura retangular com cerca de 28 metros de comprimento e 9,5 metros de largura. O edifício possui paredes espessas, vestígios de colunas e indícios de um telhado no estilo lacônio.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção da equipe é a organização interna da construção. Em vez do formato tradicional encontrado em muitos templos gregos, o edifício parece ter sido dividido em duas grandes salas conectadas por uma área de entrada comum, configuração considerada incomum para esse tipo de santuário.
Os arqueólogos trabalham com a hipótese de que os espaços tenham desempenhado funções distintas, abrigando tanto cerimônias religiosas quanto reuniões entre representantes das cidades que compartilhavam o culto a Poseidon.
As escavações também revelaram objetos associados às atividades do local, como uma bacia ritual de mármore utilizada em práticas de purificação, fragmentos de um cálice conhecido como kantharos e uma placa de bronze que possivelmente integrava a ornamentação do edifício.
Análises preliminares sugerem ainda que o complexo passou por reformas entre os séculos IV e III antes de Cristo. Durante esse período, materiais do telhado original teriam sido reaproveitados para reforçar o piso e minimizar problemas causados pela infiltração de água subterrânea.
Apesar das evidências reunidas até o momento, os pesquisadores afirmam que ainda são necessários novos estudos para confirmar definitivamente que a estrutura corresponde ao Santuário de Poseidon mencionado nas fontes clássicas.
As escavações devem prosseguir ao longo de 2026 e poderão fornecer novos elementos sobre a função política e religiosa do complexo, considerado um dos enigmas arqueológicos mais antigos da região do Peloponeso.
O presidente Rodrigo Paz declarou estado de emergência na Bolívia após mais de seis semanas de protestos contra ele, nos quais indígenas e produtores de coca leais ao ex-líder da oposição, Evo Morales, bloquearam rodovias, segundo um pronunciamento televisionado na manhã de sábado.
“Tomamos a decisão de declarar estado de emergência em todo o território nacional”, afirmou o chefe de Estado, que, cercado por seus ministros, denunciou o que chamou de “uma tentativa de golpe de Estado orquestrada pelo narcoterrorismo”.
O presidente de centro-direita declarou o estado de emergência após um acordo para pacificar o país, assinado na sexta-feira com líderes da Central Operária Boliviana (COB), a maior central sindical do país, e a decisão da Federação Camponesa Túpac Katari e de agricultores de Chapare de continuarem os protestos exigindo sua renúncia.
O astronauta italiano Luca Parmitano foi anunciado pela Nasa como piloto da missão Artemis III, tornando-se o primeiro europeu a integrar uma missão do programa que pretende levar humanos novamente ao entorno da Lua. Durante a apresentação da tripulação, o veterano da Agência Espacial Europeia (ESA) fez uma brincadeira sobre a futura jornada espacial: “espero que tenha alguma coisa italiana para comer”.
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A Artemis III está prevista para 2027 e representa mais uma etapa do programa Artemis, iniciativa liderada pela Nasa para ampliar a presença humana no espaço profundo e preparar futuras missões de longa duração. A escolha de Parmitano foi celebrada na Itália e na Europa por representar a primeira participação europeia em uma missão lunar do programa americano.
Nascido em Paternò, na Sicília, em 1976, Parmitano construiu carreira como piloto militar antes de ingressar na ESA. Ele acumulou mais de 2 mil horas de voo e possui certificação em mais de 20 tipos de aeronaves militares e helicópteros. Foi selecionado como astronauta em 2009 e, desde então, participou de missões na Estação Espacial Internacional (ISS), incluindo caminhadas espaciais.
Luca Parmitano aguarda um alvo na Terra para fotografar a partir da Cúpula, observatório da Estação Espacial Internacional (ISS)
Divulgação | ESA/Nasa
O italiano já protagonizou um dos episódios mais dramáticos da exploração espacial recente. Em 2013, durante uma atividade extraveicular, seu capacete começou a se encher de água devido a uma falha técnica, obrigando-o a interromper a operação e retornar rapidamente à ISS. O incidente levou à suspensão temporária das caminhadas espaciais enquanto a causa era investigada.
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Além de ter sido o primeiro italiano a realizar uma caminhada espacial, Parmitano também se tornou o primeiro comandante italiano da Estação Espacial Internacional, durante a missão Beyond, em 2019.
Na Artemis III, ele atuará como piloto da nave Orion. A missão terá papel estratégico na validação de sistemas e procedimentos para futuras operações lunares, incluindo manobras de acoplamento e integração com novos veículos espaciais.
O comandante astronauta da Nasa, Randy Bresnik, o piloto astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Luca Parmitano, o especialista em missões, Frank Rubio, e o especialista em missões, Andre Douglas, em coletiva de imprensa anunciando a tripulação da missão Artemis III
RONALDO SCHEMIDT / AFP
O programa Artemis é considerado o principal esforço internacional de retorno à Lua desde as missões Apollo. Além dos Estados Unidos, envolve parceiros como a ESA, que participa do desenvolvimento de componentes essenciais da nave Orion e de futuras estruturas de apoio à exploração lunar.
Ao comentar sua escolha para a missão, Parmitano afirmou ter recebido a notícia com emoção e senso de responsabilidade. Para a Europa, sua presença na tripulação simboliza um novo capítulo na participação do continente na exploração espacial tripulada.
Tanto republicanos quanto democratas no Congresso americano resistem aos apelos do presidente Donald Trump para elevar o orçamento do Pentágono ao seu nível mais alto na história moderna, sinalizando uma iminente batalha sobre gastos militares, enquanto o governo se recusa a detalhar o custo da guerra com o Irã. Mesmo enquanto Trump tenta encerrar o conflito, ele e seu governo pressionam os republicanos a contornar a oposição democrata e aprovar US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) em gastos militares por meio de um projeto de lei orçamentária especial que não poderia ser obstruído por filibuster, uma tática de obstrução parlamentarutilizada no Senado americano. Isso cobriria apenas uma fração do orçamento militar de US$ 1,5 trilhão (R$ 7,7 trilhões) que ele solicitou para o próximo ano. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Atualmente, cientistas do mundo todo estão travando um intenso debate, com implicações de longo alcance para eventos climáticos extremos e desastres dispendiosos: as mudanças climáticas estão tornando o El Niño mais intenso? O El Niño, fenômeno natural que ocorre a cada poucos anos e eleva as temperaturas globais, acaba de começar e deve continuar até 2027. Cientistas afirmam que esta última versão provavelmente será especialmente potente e poderá quebrar recordes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Três anos e meio após voltar ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará seu atual mandato sem conseguir cumprir uma das principais promessas na política externa: promover uma integração regional que recolocasse o país como protagonista. Além da ascensão de governos de direita na América do Sul, obstáculos internos, como a polarização política e restrições orçamentárias são apontados como fatores que impediram o avanço dessa agenda. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
O presidente boliviano, Rodrigo Paz, chegou a um acordo nesta sexta-feira com a principal federação sindical do país, pondo fim a mais de seis semanas de bloqueios de estradas e protestos que exigiam a renúncia do presidente. A onda de protestos que tomou conta da Bolívia foi motivada pela pior crise econômica do país em quatro décadas.
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— A partir de agora, as medidas de pressão estão suspensas em todo o país — anunciou Mario Argollo, líder da Central Operária Boliviana, que destacou o “compromisso do governo de cumprir imediatamente tudo o que foi assinado”.
Os bloqueios de estradas que causaram escassez de alimentos e medicamentos em toda a Bolívia começaram a diminuir após quase 50 dias de conflito que testaram a resiliência do presidente. O número de bloqueios de estradas caiu para cerca de 50 na manhã de segunda-feira, ante mais de 100 nos dias anteriores, segundo a Administração Rodoviária Boliviana.
— O diálogo é mais forte que a força — afirmou Paz após a assinatura do acordo, que, no entanto, não abrange todos os setores do movimento de protesto. — Não sobrevivem os mais fortes, e sim os que sabem se adaptar.
Os agricultores, indígenas e trabalhadores de fábricas e minas que aderiram aos protestos exigiam a renúncia do presidente. O governo Paz iniciou um diálogo com Argollo na semana passada. Grupos de trabalho reuniram-se entre líderes sindicais e ministros do governo para chegar ao acordo alcançado nesta sexta-feira.
Os bloqueios de estradas chegaram a mais de cem em determinado momento. Agora, foram reduzidos à metade, e o governo espera que diminuam ainda mais nas próximas horas. No entanto, os povos indígenas e os agricultores do sindicato Túpac Katari, nos Andes bolivianos, e os produtores de coca de Chapare, reduto do ex-presidente Evo Morales (2006-2019), decidiram manter a pressão.
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O ímpeto dos protestos começou a diminuir à medida que surgiram divisões entre os manifestantes e as consequências econômicas se fizeram sentir. As perdas ascendem a US$ 2,8 bilhões (R$ 14,29 bilhões), o equivalente a cerca de 5,5% do PIB da Bolívia, segundo a Câmara Nacional das Indústrias.
O cientista belga François Englert, especialista em física de partículas que ganhou o Prêmio Nobel em 2013 por seus trabalhos sobre o bóson de Higgs, morreu aos 93 anos, anunciou nesta sexta-feira (19) a Universidade Livre de Bruxelas.
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O bóson de Higgs é considerado pelos físicos a pedra fundamental da estrutura básica da matéria, a partícula elementar que confere massa a muitas outras, de acordo com a teoria conhecida como Modelo Padrão.
Englert, que morreu na quinta-feira na Bélgica, recebeu o Nobel de Física juntamente com Peter Higgs, falecido em 2024. Ambos estabeleceram, já em 1964, as bases teóricas que levariam à descoberta do bóson em 2012 no CERN, laboratório sediado na Suíça.
“Com profunda tristeza, a ULB recebeu a notícia do falecimento de François Englert, ocorrido em 18 de junho de 2026, em Uccle”, anunciou a universidade em seu site.
“Figura-chave da física teórica contemporânea, ele deixa um legado científico excepcional e uma marca indelével na história de nossa universidade”, destacou a instituição.
Nascido em 6 de novembro de 1932 no município de Etterbeek, próximo a Bruxelas, Englert dedicou mais de sete décadas à pesquisa em física teórica, área na qual obteve doutorado após sua formação em engenharia civil.
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Ao concluir os estudos, ingressou na Universidade Cornell, onde conheceu o professor americano Robert Brout, seu futuro “cúmplice” em um dos maiores avanços da física do século XX.
Brout o acompanharia mais tarde para a Bélgica, onde ambos dirigiram o Serviço de Física Teórica da ULB e desenvolveram a proposta do “mecanismo Brout-Englert-Higgs”, que lançou as bases para a descoberta realizada em 2012.
Ao receber o Prêmio Nobel em 2013, Englert explicou à imprensa que seu trabalho sempre consistiu em “buscar uma compreensão, uma inteligibilidade racional do mundo”.
“As ideias não racionais já causaram danos suficientes à Europa. A ciência é essencial para construir uma civilização digna desse nome”, acrescentou aquele que se definia como inconformista e não religioso.
Englert era filho de comerciantes judeus de Bruxelas. Ele e sua família foram obrigados a viver na clandestinidade durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Bélgica foi ocupada pela Alemanha nazista.
Em 2013, o rei Albert II concedeu-lhe o título de barão.

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