Escavações realizadas no sul da Grécia levaram arqueólogos a identificar uma estrutura que pode corresponder ao antigo Santuário de Poseidon em Samikon, um templo descrito por autores da Antiguidade e cuja localização exata permaneceu desconhecida durante séculos. A descoberta, ainda em fase de investigação, ocorreu na região da Élida, no oeste do Peloponeso.
Mulher viveu com cadáver da mãe em casa por mais de um ano em Portugal, dizem autoridades
Pais de adolescente que matou dez pessoas em escola na Sérvia em 2023 são condenados por massacre cometido pelo filho
Segundo os pesquisadores, o edifício apresenta características compatíveis com as referências históricas ao santuário dedicado ao deus grego dos mares. A hipótese é baseada tanto na posição geográfica do complexo quanto em elementos arquitetônicos revelados pelas escavações e por levantamentos geofísicos realizados nos últimos anos.
Registros do geógrafo Estrabão indicam que o templo funcionava como um importante centro religioso compartilhado por antigas cidades da região, entre elas Lepreum, Macistus e Phrixa. Na época, a construção ficava próxima ao litoral e era cercada por oliveiras selvagens. Com as transformações naturais da paisagem ao longo dos séculos, o avanço de lagoas e áreas alagadas acabou dificultando sua localização.
As primeiras evidências relevantes surgiram ainda no início do século XX, quando o arqueólogo alemão Wilhelm Dörpfeld escavou parte do terreno em Kleidi-Samikon e identificou sinais de uma construção monumental. No entanto, as condições ambientais impediram uma investigação mais aprofundada.
Agora, com o auxílio de técnicas modernas de prospecção e novas campanhas arqueológicas, os especialistas conseguiram mapear uma estrutura retangular com cerca de 28 metros de comprimento e 9,5 metros de largura. O edifício possui paredes espessas, vestígios de colunas e indícios de um telhado no estilo lacônio.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção da equipe é a organização interna da construção. Em vez do formato tradicional encontrado em muitos templos gregos, o edifício parece ter sido dividido em duas grandes salas conectadas por uma área de entrada comum, configuração considerada incomum para esse tipo de santuário.
Os arqueólogos trabalham com a hipótese de que os espaços tenham desempenhado funções distintas, abrigando tanto cerimônias religiosas quanto reuniões entre representantes das cidades que compartilhavam o culto a Poseidon.
As escavações também revelaram objetos associados às atividades do local, como uma bacia ritual de mármore utilizada em práticas de purificação, fragmentos de um cálice conhecido como kantharos e uma placa de bronze que possivelmente integrava a ornamentação do edifício.
Análises preliminares sugerem ainda que o complexo passou por reformas entre os séculos IV e III antes de Cristo. Durante esse período, materiais do telhado original teriam sido reaproveitados para reforçar o piso e minimizar problemas causados pela infiltração de água subterrânea.
Apesar das evidências reunidas até o momento, os pesquisadores afirmam que ainda são necessários novos estudos para confirmar definitivamente que a estrutura corresponde ao Santuário de Poseidon mencionado nas fontes clássicas.
As escavações devem prosseguir ao longo de 2026 e poderão fornecer novos elementos sobre a função política e religiosa do complexo, considerado um dos enigmas arqueológicos mais antigos da região do Peloponeso.
Mulher viveu com cadáver da mãe em casa por mais de um ano em Portugal, dizem autoridades
Pais de adolescente que matou dez pessoas em escola na Sérvia em 2023 são condenados por massacre cometido pelo filho
Segundo os pesquisadores, o edifício apresenta características compatíveis com as referências históricas ao santuário dedicado ao deus grego dos mares. A hipótese é baseada tanto na posição geográfica do complexo quanto em elementos arquitetônicos revelados pelas escavações e por levantamentos geofísicos realizados nos últimos anos.
Registros do geógrafo Estrabão indicam que o templo funcionava como um importante centro religioso compartilhado por antigas cidades da região, entre elas Lepreum, Macistus e Phrixa. Na época, a construção ficava próxima ao litoral e era cercada por oliveiras selvagens. Com as transformações naturais da paisagem ao longo dos séculos, o avanço de lagoas e áreas alagadas acabou dificultando sua localização.
As primeiras evidências relevantes surgiram ainda no início do século XX, quando o arqueólogo alemão Wilhelm Dörpfeld escavou parte do terreno em Kleidi-Samikon e identificou sinais de uma construção monumental. No entanto, as condições ambientais impediram uma investigação mais aprofundada.
Agora, com o auxílio de técnicas modernas de prospecção e novas campanhas arqueológicas, os especialistas conseguiram mapear uma estrutura retangular com cerca de 28 metros de comprimento e 9,5 metros de largura. O edifício possui paredes espessas, vestígios de colunas e indícios de um telhado no estilo lacônio.
Um dos aspectos que mais chamou a atenção da equipe é a organização interna da construção. Em vez do formato tradicional encontrado em muitos templos gregos, o edifício parece ter sido dividido em duas grandes salas conectadas por uma área de entrada comum, configuração considerada incomum para esse tipo de santuário.
Os arqueólogos trabalham com a hipótese de que os espaços tenham desempenhado funções distintas, abrigando tanto cerimônias religiosas quanto reuniões entre representantes das cidades que compartilhavam o culto a Poseidon.
As escavações também revelaram objetos associados às atividades do local, como uma bacia ritual de mármore utilizada em práticas de purificação, fragmentos de um cálice conhecido como kantharos e uma placa de bronze que possivelmente integrava a ornamentação do edifício.
Análises preliminares sugerem ainda que o complexo passou por reformas entre os séculos IV e III antes de Cristo. Durante esse período, materiais do telhado original teriam sido reaproveitados para reforçar o piso e minimizar problemas causados pela infiltração de água subterrânea.
Apesar das evidências reunidas até o momento, os pesquisadores afirmam que ainda são necessários novos estudos para confirmar definitivamente que a estrutura corresponde ao Santuário de Poseidon mencionado nas fontes clássicas.
As escavações devem prosseguir ao longo de 2026 e poderão fornecer novos elementos sobre a função política e religiosa do complexo, considerado um dos enigmas arqueológicos mais antigos da região do Peloponeso.










