‘Pensei que seria o meu fim’: Palestinos relatam violência sexual cometida por guardas prisionais, soldados e colonos israelenses
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O texto afirma que o processo foi instaurado “após a publicação, por Nicholas Kristof, de uma das mentiras mais horríveis e distorcidas já publicadas contra o Estado de Israel na imprensa moderna, a qual também foi endossada pelo jornal”.
“Eles difamaram os soldados de Israel e perpetuaram uma calúnia de sangue sobre estupro, tentando criar uma falsa simetria entre os terroristas genocidas do Hamas e os valentes soldados de Israel”, disse Netanyahu em um comunicado. “Vamos combater essas mentiras na opinião pública e nos tribunais. A verdade prevalecerá.”
O premier israelense não deixou claro onde ou quando esse processo será aberto.
A investigação, publicada na segunda-feira como um artigo de opinião do colunista Kristof, baseia-se em depoimentos recolhidos na Cisjordânia ocupada por Israel, de 14 homens e mulheres que alegaram ter sofrido agressão sexual por parte de colonos israelenses ou membros das forças de segurança.
O texto descreve “um padrão de violência sexual generalizada por parte de Israel contra homens, mulheres e até crianças, perpetrada por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança interna Shin Bet e, sobretudo, por guardas prisionais”.
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Segundo o texto, “não há provas de que os líderes israelenses ordenem estupros”. “Mas, nos últimos anos, eles construíram um aparato de segurança no qual a violência sexual se tornou, como afirmou um relatório da ONU no ano passado, um dos ‘procedimentos operacionais padrão’ de Israel e ‘um elemento importante no tratamento cruel dado aos palestinos'”, pontua o autor do artigo.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou a reportagem, afirmando que Kristof se baseou “em fontes não verificadas ligadas a redes relacionadas ao Hamas”. Também acusou o jornal de escolher deliberadamente a data de publicação para “minar” um relatório israelense independente sobre a violência sexual perpetrada pelo Hamas durante o ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, publicado no mesmo dia.
O NYT ainda não se manifestou sobre a ameaça de Netanyahu. Mas em um comunicado divulgado na quarta-feira, o jornal defendeu o artigo.
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“Os relatos dos 14 homens e mulheres entrevistados por Kristof foram corroborados com outras testemunhas, quando possível, e com pessoas em quem as vítimas confiaram, incluindo familiares e advogados”, escreveu o porta-voz do jornal, Charlie Stadtlander, acrescentando que “os detalhes foram extensivamente verificados”.
Tanto a ONU quanto grupos de direitos humanos já afirmaram ter documentado o uso de violência sexual por ambos os lados desde o ataque do grupo militante palestino contra Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza.
Com agências internacionais.








