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O CMCC é composto por militares e diplomatas de diversos outros países, incluindo França, Reino Unido e Emirados Árabes Unidos, que participam de reuniões sobre questões de segurança e humanitárias em Gaza, devastada por mais de dois anos de guerra.
Até então, representantes da Espanha também participavam dos trabalhos do CMCC. No entanto, nesta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou sua decisão de impedir a participação da Espanha nas reuniões do CMCC.
— O viés anti-Israel do governo de [Pedro] Sánchez é tão extremo que perdeu toda a capacidade de agir construtivamente na implementação do plano de paz do presidente [Donald] Trump no CMCC — disse o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, em um comunicado, e concluiu: — a Espanha não terá permissão para participar do CMCC em Kiryat Gat.
As relações entre Israel e Espanha deterioraram-se desde que Madri reconheceu o Estado palestino em 2024.
Ambos os países retiraram seus embaixadores
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, tem sido um dos críticos mais contundentes da guerra de Israel em Gaza, que eclodiu após o ataque do movimento islamista palestino Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. Sánchez também se opôs aos bombardeios militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que começaram em 28 de fevereiro.
Saar já havia acusado o governo espanhol de “se aliar a tiranos” por se opor aos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Também acusou a Espanha de ser “cúmplice na incitação ao genocídio contra judeus e de crimes de guerra” após reconhecer o Estado palestino.









