Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Israel ataca alvos no Irã e Líbano, e EUA pedem que americanos deixem 14 países da região Ministro da Defesa israelense afirmou que avanço busca conter ataques do Hezbollah na fronteira, em meio à escalada regional após ofensiva Quarto dia de guerra: Exército de Israel avança por terra contra o sul do Líbano em nova escalada contra o Hezbollah, dizem fontes militares. Estoques limitados: entenda como problema de munição pode afetar opções de EUA, Israel e Irã. Israel bombardeia Presidência do Irã: com nova onda de ataques, número de mortos no país chega a 787. Impactos no Estreito de Ormuz e cerco a Khamenei: infográficos mostram raio-x da guerra no Oriente Médio. Ataques às monarquias do Golfo: Irã eleva custo da guerra à região e impõe escolhas difíceis aos vizinhos

Veja outras postagens

Um homem de 38 anos morreu na manhã deste sábado (horário local) após ser atacado por um tubarão enquanto praticava pesca submarina na costa da Ilha Rottnest, na Austrália Ocidental. Segundo a ABC News, o incidente ocorreu pouco antes das 10h no recife de Horseshoe, uma área popular entre mergulhadores.
Segundo o sargento da polícia Michael Wear, que classificou o episódio como “terrível”, a vítima estava na superfície da água, a cerca de 20 metros de sua embarcação, quando foi mordida na região inferior das pernas. O homem estava acompanhado por três amigos, moradores dos subúrbios ao norte de Perth, que haviam viajado à ilha para passar o dia.
— Os amigos retiraram a vítima da água, iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) no trajeto de volta e seguiram direto para o píer de Geordie Bay — relatou o sargento Wear à emissora australiana. — Eles testemunharam todo esse evento horrível.
Ao chegarem em terra firme, paramédicos e policiais assumiram os procedimentos de reanimação de emergência diante de populares que se aglomeravam no local. Em nota, a polícia confirmou que “infelizmente, não foi possível reanimar o homem”. Por volta das 11h20, o corpo foi levado a uma ambulância.
Testemunhas que estavam em Geordie Bay descreveram um cenário de desespero. Jarrad Young, que visitava a ilha para um casamento, disse à ABC que notou a chegada de helicópteros e equipes de resgate e relatou que os amigos da vítima estavam visivelmente em estado de choque.
— Todos observavam enquanto faziam a RCP. Foi uma cena muito chocante, acho que todos torciam para que ele ficasse bem, mas no fim a situação não parecia nada boa — lamentou Young. — É um dia triste. Ninguém quer ver isso na ilha, as pessoas vêm para cá apenas para curtir as praias e o mar.
Alerta e investigação
O Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional (DPIRD) informou ter recebido relatos de que o tubarão responsável pelo ataque mediria cerca de quatro metros. O órgão emitiu um alerta pedindo cautela redobrada na região e destacou embarcações de patrulha para monitorar as águas próximas ao recife.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro da Austrália Ocidental, Roger Cook, prestou solidariedade à família e aos amigos da vítima, descrevendo o ataque como “profundamente angustiante”.
— É um momento devastador para todos os envolvidos. Esta é uma tragédia que será sentida por todos nós — declarou Cook. A polícia estadual informou que preparará um relatório para o médico legista.
Localizada na costa de Perth, a Ilha Rottnest é um destino turístico internacionalmente famoso por suas praias de areia branca, águas cristalinas e pela presença dos quokkas, pequenos marsupiais nativos da região. O recife de Horseshoe fica a cerca de um quilômetro da costa e é um ponto muito procurado para pesca e mergulho em naufrágios.
Em um avanço que pode ajudar a compreender melhor por que algumas falhas geológicas provocam menos terremotos destrutivos, pesquisadores da Universidade de Tohoku, no Japão, identificaram pela primeira vez a presença natural de óxido de grafeno em uma zona sísmica ativa. O estudo, publicado nesta terça-feira (12) na revista Nature Communications, aponta que o material funciona como um “nanolubrificante” capaz de reduzir o atrito entre blocos rochosos e favorecer movimentos lentos e contínuos da crosta terrestre, sem a liberação brusca de energia típica dos grandes terremotos.
A descoberta foi feita no Sistema de Falhas de Atotsugawa, no centro do Japão, uma fratura geológica conhecida por apresentar poucos tremores de grande magnitude, apesar de estar em uma região tectonicamente ativa. Diferentemente de outras falhas, ela exibe um deslizamento gradual, chamado de deslizamento assimísmico, fenômeno que intriga cientistas há anos. Segundo os pesquisadores, o óxido de grafeno encontrado se acumula em fissuras microscópicas e forma lâminas ultrafinas, de apenas 3 a 10 nanômetros, reduzindo significativamente a resistência entre as superfícies rochosas.
Como o material age dentro da falha
Conhecido principalmente pela aplicação na indústria tecnológica, o óxido de grafeno nunca havia sido documentado na natureza com essa estrutura geológica. Sua composição química, rica em grupos hidroxila e com alto grau de oxidação, faz com que ele tenha um coeficiente de atrito extremamente baixo — inferior ao de materiais comuns na crosta terrestre, como argilas e grafite. A interação com a água potencializa ainda mais esse efeito, permitindo que as camadas do material deslizem entre os minerais como uma espécie de lubrificante natural.
— Acreditamos que, quando a falha se move, ela desencadeia reações químicas que geram óxido de grafeno. Em outras palavras, quanto mais a falha se move, mais ela produz seu próprio “nanolubrificante”, o que facilita ainda mais o movimento — explicou o professor Hiroyuki Nagahama, integrante da equipe de pesquisa.
Para confirmar a presença da substância, os cientistas utilizaram técnicas como espectroscopia Raman, espectroscopia de fotoelétrons de raios X e microscopia eletrônica de transmissão. A análise mostrou que o material permanece estável em temperaturas de até 200 °C, comuns entre 7 e 8 quilômetros de profundidade, exatamente onde o deslocamento lento da falha ocorre. Para o pesquisador Tomoya Shimada, o achado abre novas possibilidades para entender tanto a origem dos terremotos quanto a evolução das próprias falhas geológicas ao longo do tempo.
Uma cadela da raça husky desaparecida há 12 anos reencontrou o tutor nos Estados Unidos após ser encontrada a cerca de 2,2 mil quilômetros da distância de onde foi vista pela última vez. O animal de nome Sierra, hoje com 13 anos, foi localizado vagando pelas ruas de Brooksville, na Flórida, em estado debilitado. O reencontro só foi possível graças ao microchip implantado no animal.
Vídeo: Carro ‘voa’ durante perseguição policial nos EUA em cena digna de cinema
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Sierra havia desaparecido em 2014, quando o tutor, identificado apenas como Bryce, se mudava do Novo México para o Texas. Segundo o escritório do xerife do condado de Hernando, a cadela estava temporariamente sob os cuidados de um amigo quando sumiu. Desde então, Bryce nunca mais teve notícias dela.
A husky foi levada ao serviço de controle animal do condado no dia 8 de abril. Funcionários descreveram que ela estava magra, com falhas no pelo e dificuldades para caminhar. Durante o atendimento, veterinários identificaram problemas como dermatite, infecções nos ouvidos e na boca, artrite e perda severa de peso.
Sierra foi encontrada debilitada na Flórida
Reprodução | Facebook | Hernando County Sheriff’s Office
Ao escanear o microchip, a equipe conseguiu localizar o telefone do tutor. Segundo o abrigo, Bryce se emocionou ao ver as imagens da cachorra.
— O coração dele se partiu ao vê-la naquele estado, mas ele também ficou tomado pela emoção de saber que ela ainda estava viva — informou o escritório do xerife em comunicado.
Initial plugin text
Após receber tratamento médico, banhos terapêuticos e cuidados de voluntários durante oito dias, Sierra iniciou a viagem de volta para casa. Organizações de proteção animal e voluntários participaram do transporte entre a Flórida e o Texas. Em publicação no Facebook, o escritório do xerife afirmou que “um simples microchip mudou tudo” para que Sierra pudesse voltar para casa depois de mais de uma década.
O atol de Vaavu, nas Maldivas, cenário onde cinco mergulhadores italianos morreram durante uma expedição submarina, tem por característica reunir algumas das condições mais desafiadoras para o mergulho técnico. A região abriga túneis, cavernas profundas e fortes correntes oceânicas. A combinação entre profundidade elevada e geografia irregular transforma o local em um ambiente considerado de alto risco até mesmo para profissionais experientes.
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Conheça ‘Rio’, primeiro panda-gigante nascido na Indonésia
Por essas características, operação de busca foi classificada pelas autoridades como de “altíssimo risco”. Mergulhadores especializados e equipamentos específicos foram mobilizados para atuar na região. Até o momento, apenas um corpo foi localizado dentro de uma caverna a cerca de 60 metros de profundidade, informaram as Forças Armadas das Maldivas. Há indícios de que os outros quatro mergulhadores também estejam no mesmo local.
O local é considerado um dos pontos de mergulho mais difíceis das Maldivas por causa da combinação de cavernas submersas, túneis naturais, paredões muito profundos e canais estreitos com correntes marítimas fortes. Os canais que cortam o recife atraem grandes espécies marinhas, mas as correntes intensas e a estrutura estreita tornam os mergulhos mais arriscados e exigem experiência e planejamento rigoroso. Os mergulhadores desapareceram enquanto exploravam uma área a cerca de 50 metros de profundidade.
Outro desafio relevante é a profundidade alcançada em mergulhos realizados na região. Em alguns pontos, as formações submersas ultrapassam 40 ou 50 metros de profundidade. Especialistas apontam possíveis fatores que podem ter cooperado com a tragédia no grupo. Entre eles estão toxicidade por oxigênio, desorientação dentro da caverna, baixa visibilidade, correntes fortes, falhas em equipamentos e pânico durante o mergulho. Por isso, o local é recomendado apenas para praticantes altamente treinados em mergulho técnico.
Resgate de ‘altíssimo risco’: o que se sabe sobre a morte de cinco italianos após mergulho em cavernas submersas nas Maldivas
Reprodução/X
Mergulhos em ambientes com cavernas exigem uma série de cuidados específicos, incluindo treinamento especializado, uso de linhas-guia para orientação, cilindros extras de emergência e monitoramento permanente da profundidade e do tempo submerso. A recomendação é que os mergulhadores nunca entrem sozinhos nesses espaços e mantenham comunicação constante com a equipe de apoio. Em locais como o atol de Vaavu, com complexidade de túneis e cavernas, qualquer erro operacional ou falha de equipamento pode se tornar fatal em questão de minutos devido à dificuldade de resgate nestes ambientes confinados.
Funcionários locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado no país, que é formado por 1.192 ilhas de coral, dispersas por aproximadamente 800 km através do equador no oceano Índico.
Entenda: Como teria sido vivenciar o apocalipse do asteroide que dizimou os dinossauros há 66 milhões de anos
Comunicação do desaparecimento
De acordo com a imprensa local, os cinco italianos entraram na água na manhã de quinta-feira. O desaparecimento foi comunicado pela tripulação da embarcação de mergulho depois que o grupo não retornou à superfície.
A polícia informou que o clima estava severo na região, que fica acerca de 100 quilômetros ao sul de Malé, na ocasião. Um alerta amarelo chegou a ser emitido para embarcações de passageiros e pescadores.
Quem são as vítimas?
A Universidade de Gênova identificou as vítimas ligadas à instituição como Monica Montefalcone; Giorgia Sommacal, filha da professora e estudante; Muriel Oddenino, pesquisadora; e Federico Gualtieri, graduado em biologia marinha.
A quinta vítima foi identificada como Gianluca Benedetti, gerente de operações da embarcação e instrutor de mergulho. Em comunicado publicado na rede social X, a Universidade de Gênova expressou “as mais profundas condolências” às famílias das vítimas.
Ainda de acordo com a BBC, acidentes de mergulho e snorkel são relativamente raros nas Maldivas, embora mortes tenham sido registradas nos últimos anos. Em dezembro do ano anterior, uma mergulhadora britânica experiente morreu afogada próximo ao resort insular de Ellaidhoo. O marido dela morreu cinco dias depois após passar mal. Em 2024, um parlamentar japonês morreu enquanto praticava snorkel no atol de Lhaviyani.
Taiwan afirmou neste sábado que é uma nação “independente” após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter advertido a ilha, reivindicada pela China, contra a declaração formal de independência.
Taiwan “é uma nação democrática, soberana e independente, e não está subordinada à República Popular da China”, declarou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
O ministério também observou que a venda de armas para a ilha faz parte dos compromissos de segurança dos Estados Unidos com Taiwan e que, nesse sentido, a política de Washington “permanece inalterada”.
“Em relação à venda de armas entre Taiwan e os Estados Unidos, isso não é apenas um compromisso de segurança dos EUA com Taiwan, claramente estipulado na Lei de Relações com Taiwan, mas também uma forma de dissuasão conjunta contra ameaças regionais”, afirmou o ministério.
A declaração de Taiwan ocorreu um dia após a conclusão da visita de Trump a Pequim.
Durante a cúpula entre as duas potências mundiais, o presidente chinês, Xi Jinping, pressionou Trump para que não apoiasse a ilha autônoma, que a China reivindica como parte de seu território e não descarta a reunificação, mesmo pela força.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado a morte de Abu-Bilal al-Minuki, segundo comandante do Estado Islâmico, que estava escondido na Nigéria. Na declaração feita em sua rede social, a Truth Social, o americano afirmou que contou com o apoio das forças armadas da Nigéria.
Trump afirmou ainda que Abu-Bilal al-Minuki era “o terrorista mais ativo do mundo” e que chegaram ao local onde ele estava escondido por meio de fontes que mantinham informados sobre sua atividade.
A operação foi classificada pelo presidente como “meticulosamente planejada e extremamente complexa” e a ação enfraquece a operação global do Estado Islâmico. Trump ainda agradece o apoio dado pelo governo da Nigéria.
O governo de Donald Trump instruiu nesta semana os procuradores federais a utilizarem leis antiterroristas para atingir autoridades mexicanas cúmplices no tráfico de drogas, uma escalada significativa em sua campanha contra o narcotráfico proveniente do México, de acordo com um funcionário americano familiarizado com as declarações. Essa nova diretriz foi anunciada na quarta-feira por Aakash Singh, um procurador-geral adjunto associado, durante uma teleconferência interna com promotores em escritórios regionais, e representa uma nova tática agressiva na estratégia antidrogas do governo, que quase certamente tensionará ainda mais seu relacionamento com o México. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Uma festa de aniversário em uma boate na cidade de Arkhangelsk, na Rússia, terminou em violência quando homens mascarados invadiram o local e agrediram convidados, em um episódio que ilustra o crescimento de grupos vigilantes nacionalistas no país. A organizadora da comemoração, Katya, que integrava a cena alternativa e LGBTQIAPN+ da cidade, estava prestes a apagar as velas de seu aniversário de 30 anos quando a ação começou. Segundo a BBC, ela afirma que os invasores insultaram os presentes com termos homofóbicos, agiram com violência generalizada e obrigaram sua mãe a se ajoelhar no chão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
Comissionado em 1975, o USS Nimitz (CVN-68) é o porta-aviões em operação mais antigo do mundo e se tornou, ao longo das últimas décadas, um dos maiores símbolos da supremacia naval americana. Na última semana, o navio passou pelo Rio de Janeiro durante o que pode ser sua última viagem, embora os sinais indiquem que a aposentadoria do gigante de 333 metros ainda não deve acontecer tão cedo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
No momento em que a guerra na Ucrânia entra em seu quinto ano, e as negociações para uma trégua estão mais congeladas do que nunca, alguns sinais começam a ser percebidos nas linhas de frente — onde centenas de milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas — e nas estratégias de guerra pelo ar. De acordo com análises de terreno, os ucranianos conseguiram, pela primeira vez desde 2024, avançar mais do que a Rússia na atual contraofensiva, enquanto Moscou realiza bombardeios mortais em resposta aos danos à sua infraestrutura.
Impactos internos: Sob impacto do envio de detentos para a guerra, população carcerária da Rússia cai 40% desde a invasão da Ucrânia
Torturas, isolamento e desaparecimento: Veja o inferno dos ucranianos nas prisões russas
De acordo com análise do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), as tropas ucranianas recuperaram, em abril, mais território do que os russos conquistaram no mesmo período, uma diferença de 116 km² a favor de Kiev, o que não acontecia desde agosto de 2024, quando a Ucrânia invadiu parte da região de Kursk, dentro da Federação Russa.
Em termos numéricos, parece desprezível — a Rússia ocupa cerca de 20% do território ucraniano, em torno de 115 mil km² — mas o indicador carrega nas entrelinhas pistas de mudanças. Para efeito de comparação, em novembro do ano passado, o “saldo” era favorável aos russos, com 576 km² de diferença. Em março, um mês depois do início da contraofensiva, a vantagem foi reduzida a 23 km².
Mapa da guerra na Ucrânia
Editoria de Arte
Uma estratégia que tem nos drones o seu personagem principal.
Sem armamentos suficientes para conter um dos mais poderosos exércitos do planeta, os ucranianos desenvolveram uma dinâmica indústria de drones de monitoramento, defesa e, especialmente, ataque. Desde aeronaves não tripuladas complexas, com mais de mil quilômetros de autonomia, até equipamentos mais simples e não menos eficazes.
— Precisamos entender que nunca teremos mais pessoal e nunca teremos uma vantagem numérica sobre o inimigo —disse Mykola Zinkevych, comandante de uma unidade de drones no Exército ucraniano, à CNN. — Portanto, precisamos conquistar essa vantagem por meio da tecnologia.
Soldados testam um drone Vampire na região de Donetsk, na Ucrânia, em 5 de maio de 2024
Mauricio Lima / The New York Times
No ano passado, a “Operação Teia de Aranha” surpreendeu o comando russo com seus enxames de drones explodindo aeronaves e equipamentos de milhões de dólares. No mesmo período, os militares ucranianos afirmaram ter assumido o controle de uma posição no terreno e feito prisioneiros de guerra à distância, apenas com robôs. Agora, também são usados para inutilizar armamentos como os canhões de artilharia, pilar das ações da Rússia, e para barrar avanços das tropas invasoras.
— Destruir o poder de fogo inimigo desempenha um papel muito importante em qualquer operação, já que cada arma inimiga que permanecer operacional terá como alvo nossas unidades em todas as etapas da missão — disse Illia, chefe de reconhecimento da 148ª Brigada de Artilharia, em entrevista ao Kyiv Independent, na região de Zaporíjia.
Em abril, o comandante das forças ucranianas, Oleksandr Syrskii, escreveu no Telegram que os drones eram responsáveis por 90% das baixas russas, e que, em março, o número de alvos destruídos por eles aumentou 55% em relação a fevereiro. Nas redes sociais, vídeos de drones se aproximando de soldados antes de serem detonados acumulam alguns milhares de likes, expondo uma vulnerabilidade crucial das tropas a serviço do presidente russo, Vladimir Putin.
— Toda a premissa da tática de negociação de Putin é usar essa guerra cognitiva para convencer o Ocidente de que não há sentido em apoiar a Ucrânia e que eles deveriam simplesmente pressionar a Ucrânia a ceder agora a todas as exigências da Rússia — disse Christina Harward, pesquisadora do ISW, à CNN. — Isso realmente está desmascarando toda essa narrativa.
Voluntários fazem redes para soldados russos em Pskov
Olga MALTSEVA / AFP
Isso não significa que os ucranianos estejam no controle total. Os russos também apostam alto em tecnologia, e as linhas de frente jamais estiveram tão saturadas com drones aéreos e terrestres, atrasando ou inviabilizando movimentações além de alguns metros por dia, o que favorece os ucranianos. Para quebrar o impasse, Moscou apela para uma estratégia conhecida como “mil cortes”, cujo nome é emprestado de um antigo método de execução chinês.
Pela técnica, ao invés de ações com tropas regulares, formadas por centenas de integrantes, grupos pequenos de até 10 pessoas buscam falhas nas linhas defensivas ucranianas para, posteriormente, abrir caminho às unidades de infantaria. Em locais como Pokrovsk e Kupiansk, essas forças chegaram a hastear bandeiras russas e anunciar sua conquista, manobra com um forte componente de propaganda.
Cenário de risco: Com temor de ataque russo, Polônia amplia Forças Armadas e já lidera gastos na Otan
Além da mudança de humores no terreno, um dos maiores sucessos militares ucranianos desde o início da invasão foi levar ao território russo o conflito ordenado por Putin. Os ataques com armas convencionais e, especialmente, drones, causam impactos duros ao complexo militar-industrial e à indústria de energia, crucial para manter os esforços de guerra. Terminais de exportação de petróleo e gás no Mar Negro e Mar Báltico são atingidos com frequência, e como disse recentemente um comentarista local, “não há mais lugar a salvo dos drones ucranianos na Federação Russa”:
Instalações em Perm, a cerca de 1,5 mil km da fronteira entre Rússia e Ucrânia, foram atacadas no começo do mês, suspendendo a produção em um local que, em 2024, processou 250 mil barris de petróleo por dia. Em Astrakhan, no Mar Cáspio, os drones provocaram um grande incêndio em uma unidade de processamento de gás. Outro alvo recorrente é o porto de Ust-Luga, no Mar Báltico, um dos principais terminais de exportação de petróleo e gás.
Nesta sexta-feira, números obtidos pela agência Reuters apontaram que a exportação marítima de petróleo e derivados caiu 9,8% em abril, em relação a março, e 17% em relação a abril do ano passado. Desde janeiro os ataques ucranianos forçaram uma redução de 770 mil barris diários na capacidade de processamento diária do país.
Equipes de resgate trabalham em um prédio residencial parcialmente destruído após ataques de drones e mísseis russos em Kiev
ROMAN PILIPEY/AFP
A resposta russa vem em violentos ataques aéreos. Na madrugada de quinta-feira, misseis e drones atingiram a capital ucraniana, deixando 24 mortos, incluindo três crianças. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao mesmo tempo em que condenou o ataque e prometeu retaliações, acusou os russos de planejarem ações contra escritórios do governo e contra sua residência oficial. Na semana passada, o tradicional desfile do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, em Moscou, foi reduzido e não incluiu veículos blindados e tanques, decisão creditada a uma suposta ameaça de drones ucranianos (o que não aconteceu). Na ocasião, o comando militar russo prometeu bombardear o centro de Kiev se houvesse algum tipo de interferência.
Mais bunkers, menos discursos em público: Rússia reforça segurança de Putin em meio a temores sobre assassinato e golpe de Estado
Nesta sexta, os dois países trocaram 205 prisioneiros, cada um, como parte de um acordo de cessar-fogo de três dias, firmado no início do mês por intermédio do presidente americano, Donald Trump. A proposta prevê novas trocas — são mil de cada lado —, mas é uma gota no oceano diante da distância de acordo definitivo que encerre os quatro anos de guerra. A Rússia não abre mão de suas demandas territoriais, enquanto a Ucrânia exige o pagamento de reparações e garantias de segurança, dentre outros temas igualmente sem solução. Hoje, não há previsão de novas reuniões entre os dois lados.

Assine nossa newsletter

e seja avisado quando surgirem novos artigos

Copyright ® 2025 - Todos os Direitos Reservados

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e está sujeito à Política de Privacidade e aos Termos de Uso do Google.

plugins premium WordPress