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O Irã afirmou que oferecerá combustível, atendimento médico e assistência técnica aos navios retidos em suas águas territoriais, em meio ao agravamento da crise humanitária enfrentada por cerca de 20 mil marinheiros presos no Golfo Pérsico, segundo autoridades iranianas. Enquanto tripulações relatam falta de comida, água e combustível, sindicatos internacionais recebem diariamente pedidos de socorro de trabalhadores que tentam deixar a região desde o fechamento do Estreito de Ormuz.
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Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Teerã declarou ter controle sobre a passagem marítima. O país passou a atacar embarcações comerciais na região, especialmente aquelas que, segundo o governo iraniano, tentam deixar a área sem autorização.
De acordo com o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, cerca de 1.500 embarcações seguem “presas” no Golfo por causa do bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz.
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Enquanto o impasse se prolonga às vésperas da décima semana de crise, aumentam os relatos de abandono de tripulações e atrasos salariais. Em alguns casos, marinheiros afirmam estar há meses sem receber pagamento.
Todas as manhãs, o representante sindical Mohamed Arrachedi desperta com dezenas de mensagens e chamadas de socorro vindas de navios presos na região. Como coordenador regional da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), ele se tornou uma das principais referências para tripulações que tentam conseguir ajuda humanitária ou assistência básica.
— Recebo diariamente, às vezes, 60 ou 70 mensagens no WhatsApp — ele conta.
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Segundo Arrachedi, os pedidos mudaram de perfil ao longo das últimas semanas. Se no início da guerra predominavam solicitações de repatriação, agora os relatos são de fome, falta de água, escassez de medicamentos, combustível e abandono.
— Restam apenas dois ou três dias. Depois disso, não haverá mais comida na embarcação — relata o sindicalista sobre uma das conversas mantidas com um marinheiro preso no Golfo Pérsico.
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Arrachedi afirma que muitos pedidos de ajuda chegam acompanhados de vídeos e fotos de explosões próximas às embarcações. Segundo ele, sua equipe já recebeu mais de 2 mil pedidos de ajuda desde o início da crise e realizou mais de 500 repatriações. Em alguns casos, porém, a situação é agravada pela falta de transparência envolvendo os proprietários dos navios.
— O capitão está há 12 meses sem receber salário. Ele está realmente preocupado em ser repatriado antes de conseguir receber o que lhe devem — afirma.
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O representante sindical também conta que já presenciou casos em que marinheiros foram deixados sem comida como forma de pressão para abrirem mão de salários atrasados.
— Não há absolutamente nenhum precedente para o que está acontecendo agora — destaca.
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Arrachedi ressalta que muitos tripulantes têm medo de não conseguir sair vivos da região.
— “Vocês são nossa única esperança. Queremos voltar para casa. Não queremos morrer aqui”, repetem para mim o tempo todo — relata.
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Em resposta às críticas e ao aumento da pressão internacional, a Organização de Portos e Marítima de Teerã informou que passará a transmitir mensagens três vezes ao dia incentivando os navios em águas iranianas a procurarem portos do país caso precisem de reparos emergenciais, combustível ou assistência humanitária para as tripulações.

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O comando militar central do Irã acusou os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo na guerra no Oriente Médio ao atacarem embarcações no Estreito de Ormuz, afirmando que atacaram forças americanas em retaliação.
Os EUA “alvejaram um petroleiro iraniano que seguia das águas costeiras do Irã, na região de Jask, em direção ao Estreito de Ormuz, assim como outra embarcação que entrava no Estreito de Ormuz em frente ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos”, afirmou o Khatam Al Anbiya em comunicado citado pela TV estatal, acusando os EUA de também realizarem ataques em outras áreas do sul “em cooperação com alguns países da região”.
As forças iranianas “imediatamente e em retaliação atacaram embarcações militares americanas”, acrescentou o comunicado.
*Em atualização.
Os Estados Unidos instaram o Irã, nesta quinta-feira, a libertar Narges Mohammadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, presa desde dezembro, após seus apoiadores alertarem que ela corre risco de morrer sob custódia. A ativista iraniana, de 54 anos, cumpre pena por acusações relacionadas à sua atuação política. Premiada por sua luta de décadas pelos direitos humanos no país, Mohammadi enfrenta um quadro de saúde grave, segundo familiares e apoiadores.
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“Pedimos ao regime iraniano que a liberte agora e lhe dê os cuidados de que precisa. O mundo está observando”, escreveu Riley Barnes, subsecretário de Estado dos EUA para os Direitos Humanos, nas redes sociais.
Nos últimos 25 anos, Mohammadi foi repetidamente julgada e presa por sua campanha contra a pena de morte no Irã e o uso obrigatório do hijab para mulheres.
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Ela está detida desde dezembro após criticar as autoridades religiosas iranianas durante um funeral.
Em fevereiro deste ano, ela foi condenada a mais de sete anos de prisão, somando-se a outras sentenças anteriores que elevam seu tempo total de pena.
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Segundo familiares e apoiadores, a ativista sofre de problemas cardíacos e pulmonares e teve o quadro de saúde agravado durante períodos de detenção devido ao acesso limitado a cuidados médicos adequados. Nas últimas semanas, ela teria sofrido dois ataques cardíacos.
Luta pelos direitos humanos
Ativista iraniana Narges Mohammadi ganha o Prêmio Nobel da Paz
AFP PHOTO / NARGES MOHAMMADI FOUNDATION
Mohammadi ganhou projeção internacional principalmente por seu trabalho contra a pena de morte e pela defesa dos direitos das mulheres no Irã.
Nos últimos anos, sua atuação passou a dialogar diretamente com o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que ganhou força após a morte da jovem Mahsa Amini, em 2022, depois de ser detida pela polícia moral iraniana.
Relembre: Iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, denuncia ameaças de morte
Mesmo presa, Mohammadi continuou divulgando cartas e denúncias sobre abusos cometidos dentro das prisões iranianas, incluindo relatos de violência física e psicológica contra detentas.
A concessão do Nobel da Paz, em 2023, ampliou a pressão internacional sobre Teerã e consolidou o nome de Mohammadi como um dos principais símbolos globais da resistência ao regime iraniano.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou os aliados da Rússia nesta quinta-feira contra a presença no desfile militar de 9 de maio em Moscou, que comemora o fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. A Rússia celebra o Dia da Vitória todos os anos com um grande desfile na Praça Vermelha, na capital. Nesse contexto, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou um cessar-fogo unilateral com a Ucrânia para os dias 8 e 9 de maio, como parte do conflito que começou em 2022 com a invasão russa da Ucrânia.
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— Recebemos mensagens de alguns países próximos à Rússia, afirmando que seus representantes planejam estar em Moscou — disse Zelensky em seu pronunciamento noturno. — É um desejo estranho… nestes dias. Não recomendamos.
A Ucrânia havia proposto sua própria trégua a partir de 6 de maio e criticou o cessar-fogo anunciado pela Rússia como uma estratégia de propaganda para proteger o desfile militar, um evento importante no calendário nacional que exalta o patriotismo.
Zelensky acusou a Rússia, na quarta-feira, de lançar um novo ataque após a entrada em vigor de seu cessar-fogo unilateral e, em seu discurso na quinta-feira, reclamou que Moscou quer que seu país “permita que eles realizem o desfile, para que possam sair à praça em segurança por uma hora, uma vez por ano, e depois continuar matando”.
Poucos minutos antes do discurso de Zelensky, o Ministério da Defesa russo instou os moradores de Kiev a deixarem a cidade em antecipação a possíveis represálias caso a Ucrânia viole o cessar-fogo unilateral declarado para as comemorações.
“Relembramos à população civil de Kiev e ao pessoal das missões diplomáticas estrangeiras a necessidade de deixarem a cidade a tempo”, declarou o Ministério da Defesa russo em um comunicado nesta quinta-feira, prometendo uma resposta em caso de ataque ucraniano.
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia já havia solicitado ontem que as embaixadas estrangeiras evacuassem seus funcionários e cidadãos da capital ucraniana, antecipando um possível “ataque de retaliação” caso a Ucrânia interrompesse a comemoração da vitória soviética.

Enquanto as mineradoras privadas elogiam o projeto de lei (PL) sobre minerais críticos, a Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil) e especialistas no tema criticaram o texto, alegando que não tem capacidade de promover a industrialização desses minerais no Brasil, o que inclui também as terras raras.

Aprovado na Câmara dos Deputados nessa quarta-feira (6), o PL 2780 de 2024, do relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O texto agora segue para análise do Senado


Brasília – DF – 06/05/2026 – Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.  ( Relator, Deputado Arnaldo Jardim) Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Sessão da Câmara que votou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Relator, Deputado Arnaldo Jardim, cumprimenta Hugo Motta- Lula Marques/Agência Brasil.

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Para analistas do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), o PL da Câmara aprofunda o papel do Brasil como exportador de matéria-prima.

“As falas e depoimentos que tentam associar o atual PL a uma eventual reindustrialização se mostram desconectados da realidade e sem embasamento nos instrumentos incluídos na proposta”, afirma parecer do Inesc divulgado nesta quinta-feira (7). 

O Instituto concluiu que o PL se baseia na noção de que a “mão invisível do mercado” vai garantir que o Brasil desenvolva a indústria de minerais críticos, grupo de materiais essenciais para a cadeia da tecnologia de ponta, da defesa militar e da transição energética.

“O perfil de exportação do país em setores como minério de ferro, cobre, lítio, entre outros, mostram como tal pressuposto é equivocado, independentemente de quanto mais incentivos e subsídios se concedam ao setor”, diz o documento.

O Inesc cita como pontos problemáticos do texto o “acesso preferencial ao Fundo Clima”; o uso de recursos públicos para outros minerais que não os críticos; a previsão de incentivo financeiro para extração de minérios; e uma financeirização excessiva.

Para o Instituto, os incentivos para minerais não críticos e setores de extração de minérios, e não apenas a industrialização, fragilizaria o objetivo de criar uma indústria desses insumos no Brasil.

Papel das terras raras

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apesar das grandes reservas, o Brasil produz menos de 1% do consumo global.

A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais, considerados fundamentais para áreas de tecnologia, defesa e transição energética. 

>>Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças 

Municípios Mineradores

A Amig Brasil – que reúne 63 municípios mineradores do Brasil, a maioria em Minas Gerais (MG) – manifestou “profunda preocupação” com a forma “precipitada” com que a tramitação do PL foi conduzida.  

“[O texto] ignora os municípios mineradores — justamente os entes que convivem diariamente com os impactos sociais, econômicos, ambientais e territoriais da mineração. Mais uma vez, os verdadeiros afetados foram excluídos do debate”, diz o comunicado.

A associação argumenta que o Brasil não possui uma estrutura regulatória robusta, fiscalização adequada ou capacidade institucional compatível com os riscos envolvidos na expansão da mineração de minerais críticos.

“Onde estão os mecanismos obrigatórios de industrialização local? Quem garante que os municípios não continuarão apenas exportando minério bruto enquanto absorvem destruição ambiental, pressão sobre infraestrutura pública e degradação territorial?”, diz a entidade.

A Amig ainda criticou os incentivos fiscais para o setor, que já é beneficiado pelas isenções fiscais da Lei Kandir. “A lógica tributária da mineração brasileira beneficia majoritariamente o setor exportador e penaliza municípios, estados e a própria Federação”, acrescentou a nota.

Mineradoras privadas

Por outro lado, Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as mineradoras no país, defende o texto e elogia os incentivos fiscais e de financiamento para processos de industrialização.

O presidente do Ibram Pablo Cesário disse à Agência Brasil que a aprovação na Câmara foi um passo importante para o desenvolvimento desse setor dos minerais críticos e terras raras.

“O estabelecimento de incentivos para industrialização e processamento mineral é relevante, por exemplo, na área de financiamento, a industrialização em regiões especiais, créditos fiscais, incentivos em fundo de garantia, ou alguns mecanismos de pesquisa e desenvolvimento”, explicou.

Porém, o Ibram critica mecanismos de intervenção do Estado no mercado previstos no PL, como o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE).   

“O governo passará a ter a palavra final sobre todos os investimentos no Brasil. É um volume bastante grande de autorizações que precisam ser dadas, de homologações que precisam ser aprovadas”, reclamou.

O Conselho previsto pelo PL, formado majoritariamente por indicados do Poder Executivo, tem, entre as atribuições, a de homologar mudanças de controle societário de empresas; de contratos ou parcerias internacionais; entre outras.

Industrialização duvidosa

O PL aprovado na Câmara cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões.

O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, ressaltou à Agência Brasil que os recursos podem ser usados para minerais não críticos, assim como atividades menos elaboradas, como extração e beneficiamento, tirando recursos necessários à industrialização.

“O fundo garantidor, como um todo, é para reduzir risco de investidor. Parte dele vai poder ser direcionado para pesquisa tecnológica, mas pode ser pesquisa sobre extração. Eles podem pegar quase todo esse dinheiro e colocar em extração. E, provavelmente, é o que vai acontecer”, avalia.

O Art. 36 define para os investimentos obrigatórios em pesquisa e inovação, entre outras finalidades, o “conhecimento geofísico, mapeamento geológico, pesquisa mineral, extração, beneficiamento e transformação mineral”.

 


Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas

Unidade de Tratamento de Minérios da UTM, em Caldas (MG) – Camila Forlin – Divulgação INB

 

Fundo Clima

O Inesc pontuou que o PL cria um acesso preferencial ao Fundo Clima, em “outra tentativa de facilitar ainda mais o acesso das mineradoras ao crédito climático”.

“Considerando a já mencionada definição vaga dos minerais beneficiados pelo projeto de lei, esse instrumento permitiria, por exemplo, o desvio de recursos voltados para o combate às mudanças climáticas para a produção de concentrado de minério de ferro”, afirma o Instituto.

A Associação dos Municípios Mineradores também teme os efeitos ambientais da mineração de terras raras no Brasil.

“Não existe hoje qualquer vantagem econômica concreta para um município se tornar produtor de terras raras. Os impactos ambientais potenciais são enormes, a demanda hídrica é elevadíssima e a compensação financeira recebida pelos municípios é irrisória”, diz a Amig.

Financeirização

O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) critica ainda o capítulo que prevê mecanismos de financeirização que seriam prejudiciais ao país por meio de contratos de streaming e de royalties privados.

“Ambos os mecanismos tratam de novas formas de alavancagem financeira do setor, os quais, com graves riscos aos governos associados à redução na participação na forma de royalties públicos e impostos”, diz o documento.

Ainda segundo o Inesc, contratos de streaming amarram contratos que podem restringir eventual destinação de minerais críticos para indústria nacional.

“Um verdadeiro ‘tiro no pé’ de uma estratégia nacional e soberana para minerais críticos. Contratos de streaming podem facilitar e amplificar arranjos que têm como propósito adicional (além de ganhos financeiros) garantir fornecimento de minerais a baixos preços para empresas fora do país”, completa o Inesc.

ANM

Um dos autores do estudo, o professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, observa que o projeto cria uma série de novas obrigações à Agência Nacional de Mineração (ANM) que, segundo ele, está subfinanciada.

“A ANM não consegue nem garantir, fiscalizar quem está pagando royalties, que é a coisa mais básica. O texto coloca a Agência, que não tem capacidade, para rastrear se o minério é de terra indígena, se é ilegal”, comentou.

A Associação dos Municípios Mineradores também expressou preocupação com a falta de capacidade da ANM para monitorar e regular o setor.

“Faltam servidores, fiscais, investimentos em tecnologia, sistemas modernos de monitoramento, estrutura operacional adequada, entre outros pontos essenciais”, diz a nota da Amig Brasil.

Os Estados Unidos aguardam a resposta do Irã à proposta apresentada por Washington para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra que já matou milhares de pessoas. Enquanto isso, as tensões seguem elevadas tanto no Golfo Pérsico quanto no Líbano, que voltou a ser alvo de ataques israelenses. Até o momento, líderes iranianos não indicaram se aceitarão os termos do acordo, embora anteriormente tenham dado poucos sinais de disposição para ceder em relação ao programa nuclear do país e aceitar uma moratória no enriquecimento de urânio, exigência feita pelos EUA.
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O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reuniu-se recentemente por quase duas horas e meia com o líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, informou nesta quinta-feira a agência estatal Mizan, sem detalhar o conteúdo das conversas nem a data do encontro.
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o Irã deve enviar uma resposta por meio do Paquistão, que atua como mediador, nos próximos dois dias. O petróleo caiu fortemente desde que a proposta americana veio à tona na quarta-feira, sinalizando que parte do mercado aposta em um possível acordo.
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Israel afirmou ter matado um comandante do Hezbollah em um subúrbio ao sul de Beirute, no primeiro ataque à cidade desde o início do cessar-fogo firmado no mês passado no Líbano. O episódio demonstrou a fragilidade da trégua, considerada peça importante nos esforços de paz envolvendo Teerã.
De acordo com a fonte ouvida pela Bloomberg, Washington enviou à República Islâmica um memorando de uma página que poderia levar à reabertura estratégica do Estreito de Ormuz e ao fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Isso abriria caminho para um mês de negociações destinadas a alcançar um acordo final para encerrar o conflito, que já dura dez semanas.
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Caso as negociações avancem, as partes deverão discutir as atividades nucleares iranianas. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que o objetivo da guerra é impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear, intenção que o Irã sempre negou ter.
Na quarta-feira, Trump afirmou que os EUA “vão obter” o estoque iraniano de urânio altamente enriquecido como parte do acordo, embora não haja sinais de que Teerã esteja disposto a fazer essa concessão.
Mais cedo, em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que os EUA iniciarão uma campanha de bombardeios “mais ampla e intensa” caso o Irã rejeite o plano inicial de paz, composto por 14 pontos. Apesar disso, o republicano tem recuado repetidamente de ameaças de ampliar o conflito.
Rota estratégica: Irã lança site com novo sistema para supervisionar tráfego no Estreito de Ormuz
Em entrevista ao programa PBS News Hour, Trump afirmou acreditar que há “uma chance muito boa” de um acordo ser fechado, possivelmente antes da cúpula marcada com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, na próxima semana.
A agência iraniana ISNA, ligada ao Estado, afirmou que as reportagens sobre detalhes da proposta representam “especulações da mídia e construção de narrativa”, acrescentando que o enriquecimento de urânio não faz parte das discussões atuais.
Mojtaba Khamenei sucedeu seu pai, Ali Khamenei, morto em um ataque israelense no primeiro dia da guerra. Desde então, ele não apareceu em público. Na semana passada, em comunicado, afirmou que o Irã não fará concessões sobre seu programa nuclear, classificado por ele como um “patrimônio nacional” que os iranianos protegerão “a qualquer custo”.
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Outros temas pendentes incluem limites ao programa iraniano de mísseis balísticos e ao apoio do país a grupos armados aliados, como o Hezbollah, no Líbano.
Esses pontos são prioridade para Israel, cujas autoridades adotaram um tom cauteloso em relação à nova tentativa americana de encerrar a campanha militar contra o Irã. O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, disse à rádio do Exército nesta quinta-feira que “é preciso esperar e não sair fazendo declarações e manchetes” sobre um possível acordo.
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O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel mantém “coordenação próxima” com os EUA nos esforços de paz e que não haverá “surpresas”.
Os sinais de possível avanço diplomático também reduziram a tensão no mercado internacional de petróleo, após dias de volatilidade provocada pelos confrontos no Estreito de Ormuz.
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Reabrir a rota, por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes de a guerra interromper o tráfego, é um dos principais objetivos de Trump.
O presidente americano deve se reunir com Xi Jinping nos dias 14 e 15 de maio, após um encontro anterior ter sido adiado no início do conflito. Na quarta-feira, a China elevou a pressão internacional pelo fim da guerra e pela reabertura da rota marítima, dizendo ao Irã que a continuidade das hostilidades é “desaconselhável”.
Pesquisas de opinião mostram que o descontentamento dos americanos com o conflito está crescendo, a seis meses das eleições legislativas de meio de mandato, nas quais os custos de energia devem ser tema central. Segundo a Associação Americana do Automóvel (AAA), o preço da gasolina ultrapassou US$ 4,50 (cerca de R$ 22) por galão pela primeira vez desde julho de 2022.

A Câmara dos Deputados aprovou hoje (7) a Medida Provisória (MP) 1327/25, que prevê, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação para inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). O texto segue agora para análise do Senado.

O RNPC oferece benefícios a motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, como descontos em tributos, pedágios, estacionamentos e seguros, além de prever a renovação sem custos da carteira de motorista.

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A MP trata de outras mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, ao permitir a emissão física ou digital da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a critério do condutor.

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A medida prevê ainda que a União fixe preço para exames de aptidão física e mental e para avaliação psicológica. Os valores serão reajustados anualmente de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

No parecer, o relator na comissão mista que analisou a MP, senador Renan Filho (MDB-AL), afirma que as alterações propostas modernizam o trâmite de renovação.

“As mudanças representam importante avanço no processo de modernização, racionalização e redução de custos associados ao sistema brasileiro de habilitação de condutores.”

Ao incluir os “minerais estratégicos” ao lado dos “minerais críticos”, o projeto de lei (PL) aprovado na Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (6), permite que políticas e recursos que poderiam beneficiar o desenvolvimento da mineração de terras raras e outros minerais críticos sejam usados para exploração, por exemplo, do minério de ferro.

Terceiro produto mais exportado pelo Brasil, o minério de ferro não figura na lista de minerais críticos ou terras raras que alimentam a disputa das super potências pelo controle de setores da tecnologia de ponta, defesa militar e transição energética.

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O substitutivo do PL 2780 de 2024, do relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), ao criar a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), classifica os minerais estratégicos como aqueles recursos relevantes para o país:

“Decorrentes de reservas significativas e que sejam essenciais para a economia na geração de superávit da balança comercial, para desenvolvimento tecnológico, para o desenvolvimento regional, ainda que não diretamente vinculados à transição energética, ou para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa.”

O professor de geografia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), engenheiro Bruno Milanez, alertou à Agência Brasil que qualquer mineral que seja exportado gera superávit primário da balança comercial.

“O PL gera uma série de benefícios econômicos, fiscais, tributários e creditícios para o setor mineral como um todo. Isso porque ele trata da mesma forma minerais críticos e estratégicos. Apesar de distinguir os dois no projeto, os benefícios valem para os dois tipos”, afirmou o especialista.

Aprovado na Câmara, o PL que agora segue para análise do Senado cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM) com recursos públicos da União, estimados em RS 2 bilhões, além de aportes de empresas privadas, o que poderia chegar, inicialmente, a R$ 5 bilhões, segundo estimativas.

O texto do projeto ainda prevê uma série de benefícios fiscais estimados em até outros RS 5 bilhões, a partir de 2030, tanto para minerais críticos, quanto para os minerais considerados estratégicos, por meio do Programa Federal de Beneficiamento e Transformação de Minerais Críticos e Estratégicos (PFMCE).

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que reúne as empresas do setor, avalia que o projeto é positivo por trazer incentivos para industrialização e processamento mineral no Brasil.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Ibram Pablo Cesário não vê riscos em utilizar recursos que poderiam ser usados para minerais críticos em cadeias de outros minerais, uma vez que o Brasil já é competitivo em outros produtos.

“Cada minério desse, inclusive de terras raras, tem um mercado muito diferente do outro. E é papel do governo dizer o que é necessário em cada mercado. Não faz sentido você incentivar a exportação de minérios de ferro. Nós já somos altamente competitivos. Basta não atrapalhar, neste caso”, respondeu.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas.

A posição geográfica do Brasil tem sido apontada como uma vantagem importante em um mercado em pleno desenvolvimento que opõem China e Estados Unidos (EUA) em uma disputa pelo controle desses materiais. 

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Beneficiamento

O professor Bruno Milanez, que coordena o projeto Justiça na Transição Energética, acrescentou que, ao não distinguir beneficiamento de transformação mineral, o PL da Câmara ainda permite a destinação de recursos para atividades que não agregam valor ao produto no Brasil e que já é feito atualmente pelas mineradoras.  

“Todo o minerador já faz beneficiamento. O PL coloca todos os recursos, esses benefícios e incentivos, para as mineradoras, mesmo que elas continuem fazendo a mesma coisa que elas já fazem”, disse Bruno.

O especialista explicou que o beneficiamento é o processo de limpar o material extraído da terra para separar, o que é minério, do que é barro ou terra. “O beneficiamento é aquela coisa mais básica que toda mineradora faz”, pontuou.

O presidente do Ibram, Pablo Cesário, por outro lado, argumentou que não há como separar beneficiamento de outros processos, pois são a mesma cadeia produtiva.

“Isso vai até mais à frente na venda desses produtos, especialmente para esses produtos que são de nicho, tipo terras raras, que não são grandes volumes. Se não tem as primeiras etapas, não tem a segunda ou a terceira”, argumentou Cesário.

Industrialização

O professor da UFJF Bruno Milanez acrescentou que exportar minério acaba sendo mais lucrativo que transformar o produto internamente, o que é um dos objetivos anunciados pelo PL aprovado na Câmara.

“O setor mineral tem tantos benefícios já, antes dessa lei, que, na verdade, o quadro tributário do Brasil desestimula a industrialização. A Lei Kandir, ao isentar as exportações, contribui para esse quadro”, disse Bruno.

Para o especialista, como os incentivos criados pelo PL beneficiam toda a cadeia da mineração e existe uma parte que é mais estruturada e lucrativa, como a de extração e beneficiamento, ela deve drenar os recursos que deveriam ir para outros pontos da cadeia, que o Brasil ainda não domina.

O projeto estabelece no Artigo 18, parágrafo 12, que o crédito fiscal concedido às empresas deve ser “proporcional à agregação de valor na cadeia dos minerais” críticos ou estratégicos, “cabendo ao regulamento estabelecer os critérios e os patamares”.

Milanez diz que esse é o único dispositivo da lei que induz ao favorecimento das etapas mais desenvolvidas da cadeia de produção, mas que essa diferenciação “não está nos outros dispositivos”, como do Fundo para atividade mineral.

“A diferença do percentual de crédito concedido para quem está na industrialização, fabricando ímã ou bateria, teria que ser muito grande, de 50%, 100% ou mais. Tem que ser gigantesca para realmente compensar as vantagens comparativas que as extrações de minérios têm”, justificou.

Essa diferença deve ser definida, posteriormente, em regulamento do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), criado pelo projeto de lei, que deve regular essa política no Brasil, controlado majoritariamente por indicados pelo Executivo federal.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto de lei que aumenta as penas pelos crimes de estupro, assédio sexual e registro não autorizado da intimidade sexual. O PL nº 3984/25 institui a Lei da Dignidade Sexual e também prevê punição maior para os crimes relacionados a pedofilia no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A proposta ainda passará pela análise do Senado.

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A lei define que a pena por estupro passa de 6 a 10 anos de reclusão para 8 a 12 anos. Caso o ato resulte em lesão grave, a pena atual de 8 a 12 anos será de 10 a 14 anos. Se resultar em morte da vítima, a reclusão de 12 a 30 anos passa a ser de 14 a 32 anos.

O assédio sexual, cuja pena atual é de detenção de 1 a 2 anos, será punido com pena de detenção de 2 a 4 anos.

O registro não autorizado da intimidade sexual, como fotos e vídeos, atualmente punível com detenção de 6 meses a 1 ano, passa para detenção de 1 a 3 anos.

Foi definido ainda o aumento de um terço a dois terços da pena se os crimes contra a dignidade sexual forem cometidos por razões da condição do sexo feminino; contra pessoa com deficiência ou maior de 60 anos; ou nas dependências de instituição de ensino, hospitalar ou de saúde, de abrigamento, unidade policial ou prisional.

No ECA, o projeto aumenta as penas de reclusão para os seguintes crimes:

  •  vender ou expor registro de pornografia envolvendo criança ou adolescente: de 4 a 8 anos para 6 a 10 anos;
  •  disseminar essa pornografia por qualquer meio: de 3 a 6 anos para 5 a 8 anos;
  •  adquirir ou armazenar por qualquer meio esse tipo de pornografia: de 1 a 4 anos para 3 a 6 anos;
  •  simular participação de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornografia com montagem ou adulterações: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos; e
  •  aliciar por qualquer meio de comunicação criança ou adolescente com o fim de praticar com ela ato libidinoso: de 1 a 3 anos para 3 a 5 anos.

Outras ações

O PL também altera a Lei de Execução Penal ao proibir condenados por estupro ou estupro de vulnerável de usufruírem de visitas íntimas no presídio.

Já na lei que instituiu a campanha Maio Laranja, com ações de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, o projeto cria a Semana Nacional de Enfrentamento aos Crimes Sexuais, a ser realizada todos os anos na última semana do mês de maio.

Em relação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o projeto determina que sejam trabalhados conteúdos sobre violência sexual, tratando da compreensão do consentimento e da difusão de canais de denúncia. 

Os conteúdos devem ser incluídos junto ao ensino sobre prevenção de todas as formas de violência contra a criança ou adolescente e a mulher, já previsto na LDB.

Por fim, o texto aprovado prevê, como efeito automático da condenação por crimes contra a dignidade sexual tipificados no Código Penal, a perda do poder familiar se o crime for cometido contra pessoa igualmente titular do mesmo poder familiar, contra filho, filha ou outro descendente, tutelado ou curatelado.

Se a pena for superior a 4 anos de reclusão, haverá a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo, se for o caso. Será proibida, ainda, a nomeação do condenado para qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo entre o trânsito em julgado da condenação e o efetivo cumprimento da pena.

O PL é de autoria da deputada Delegada Katarina (PSD-SE), aprovado com o substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG).

* Com informações da Agência Câmara de Notícias

Quase 20 anos após o desaparecimento de Madeleine McCann, o paradeiro e a situação judicial de Christian Brueckner, principal suspeito no caso, continuam mobilizando autoridades europeias e gerando tensão em cidades da Alemanha. Libertado em setembro de 2025 após cumprir pena por uma condenação anterior, ele permanece sob monitoramento com tornozeleira eletrônica e vigilância policial reforçada, mas ainda sem acusações formais no Reino Unido, segundo informações do jornal britânico The Sun.
A Polícia Metropolitana de Londres, a Scotland Yard, tenta reunir elementos suficientes para apresentar uma acusação formal antes do vigésimo aniversário do desaparecimento de Madeleine, ocorrido em 3 de maio de 2007, em Praia da Luz, Portugal. O caso segue como uma das investigações criminais mais acompanhadas da Europa, e a pressão internacional por uma resposta definitiva aumentou nos últimos meses.
Obstáculos jurídicos dificultam extradição
Um dos principais entraves está na legislação alemã. A Constituição do país restringe a extradição de cidadãos alemães para países fora da União Europeia, o que dificulta a tentativa britânica de levá-lo ao Reino Unido para julgamento. Fontes ouvidas pelo The Sun afirmam que a possibilidade depende da existência de provas robustas o suficiente para sustentar a acusação e enfrentar os desafios legais impostos pelo sistema alemão.
Uma decisão recente do Tribunal Superior Regional de Schleswig-Holstein ainda autorizou Brueckner a deixar a Alemanha. Caso isso aconteça, a tornozeleira eletrônica deixaria de funcionar, já que o sistema de monitoramento não opera fora do território alemão. O cenário preocupa investigadores britânicos e alemães, que temem dificuldades ainda maiores para rastrear seus movimentos.
Desde que deixou a prisão, Brueckner tem evitado exposição pública e passou por motéis, acampamentos e moradias temporárias em cidades como Kiel e Neumünster. A presença dele provocou protestos de moradores, especialmente em áreas próximas a escolas, além da criação de grupos em redes sociais como Facebook e WhatsApp para alertar sobre seus deslocamentos. Em alguns casos, a polícia precisou reforçar a segurança após o vazamento de endereços residenciais.
Provas seguem circunstanciais
Até agora, o suposto envolvimento de Brueckner no desaparecimento de Madeleine se apoia principalmente em provas circunstanciais. Entre elas está uma suposta confissão feita a Helge Busching durante um festival na Espanha, em 2008, quando ele teria dito, em referência à menina: “ela não gritou”. Além disso, registros telefônicos indicariam que ele estava próximo ao complexo turístico Ocean Club, onde Madeleine desapareceu, na noite de 3 de maio de 2007.
Apesar disso, investigadores admitem que ainda não há provas forenses diretas que o liguem ao sequestro ou à possível morte da criança. A defesa sustenta que a intensa exposição midiática e a divulgação de informações pessoais prejudicam o direito a um julgamento imparcial. Enquanto isso, a repercussão internacional mantém o caso no centro da atenção pública, e a expectativa por um desfecho segue alta às vésperas de duas décadas de um dos desaparecimentos mais emblemáticos da história recente.
Em meio ao estremecimento das relações entre EUA e Vaticano após os ataques do presidente americano, Donald Trump, ao Papa Leão XIV, o chefe da diplomacia de Washington, o secretário de Estado Marco Rubio, visitou o líder da Igreja Católica na sede da Santa Sé nesta quinta-feira, em um encontro destinado a apaziguar tensões e criar laços entre o governo conservador republicano e o primeiro Sumo Pontífice nascido nos EUA.
Rubio foi recebido no Palácio Apostólico do Vaticano pelo Papa e pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, na manhã desta quinta. Fotos do encontro divulgadas pela Santa Sé mostram a comitiva americana sendo recepcionada, trocas de cumprimentos entre Rubio e Leão XIV, além de um momento em que ambos tocam uma bíblia ao mesmo tempo. Em um breve comentário sobre a audiência privada, autoridades americanas descreveram as conversas como “amistosas e construtivas”.
*Matéria em atualização

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