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O guia nepalês Dowa Sherpa, que sobreviveu sozinho durante seis dias no Everest após ser dado como morto, deixou a unidade de terapia intensiva (UTI), informou sua família nesta terça-feira.
Montanhista especializada em resgates morre após cair em fenda durante patrulha no pico mais alto da América do Norte
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O alpinista, de 57 anos, segue internado em Katmandu, mas apresenta sinais de melhora. Segundo parentes, ele já consegue conversar e se alimentar.
— Ele foi transferido da UTI para uma unidade comum e o tratamento continua. Já consegue falar um pouco e se alimentar — declarou à AFP o familiar Nuru Sherpa: — Os médicos estão observando suas mãos e pernas para verificar se há melhora.
Guia nepalês que sobreviveu após seis dias desaparecido no Everest deixa UTI e já consegue se alimentar
AFP
Dowa Sherpa foi encontrado com vida em 4 de junho, enquanto se arrastava em direção ao acampamento-base do Everest. Dias antes, em 29 de maio, ele havia alcançado o cume da montanha mais alta do mundo, com 8.849 metros de altitude, ao lado do britânico Chris Thrall.
Guia sobreviveu com chocolates e lanches
Vítima de congelamento, desidratação e de uma fratura no fêmur, Dowa Sherpa precisou ser retirado da montanha de helicóptero e levado para tratamento na capital nepalesa.
Abandonado à própria sorte em temperaturas abaixo de zero, próximo à chamada “zona da morte” — região onde os níveis de oxigênio são extremamente baixos —, ele afirma ter sobrevivido praticamente sem comida e água.
Em entrevista à edição nepalesa da BBC, o guia contou que conseguiu se manter vivo graças a chocolates e pequenos lanches que carregava nos bolsos. Também relatou ter escapado de uma fenda antes de rastejar até o acampamento-base.
Caso provoca pedidos de investigação
A recuperação do montanhista foi celebrada por colegas e familiares, mas também reacendeu críticas à condução das buscas.
— Houve negligência no caso dele — afirmou à AFP Maya Sherpa, presidente da Associação de Alpinistas do Everest: — Uma investigação deve ser aberta para entender o que aconteceu, com o objetivo de evitar que incidentes como esse voltem a ocorrer.
A Associação de Montanhismo do Nepal também pediu a criação de uma comissão governamental para apurar as circunstâncias do caso.
O desaparecimento de Dowa Sherpa já havia provocado indignação entre parentes, que questionaram a demora das equipes de resgate em localizá-lo.
Nesta temporada, ao menos cinco alpinistas — dois indianos e três nepaleses — morreram durante expedições ao Everest.
Segundo números preliminares do governo do Nepal, mais de mil montanhistas alcançaram o cume neste ano, tornando esta a temporada mais movimentada já registrada na montanha.

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Uma operação de controle ambiental no sul da Flórida, Estados Unidos, alcançou um marco inédito ao retirar 177 pítons-birmanesas invasoras de uma área de cerca de 518 quilômetros quadrados no Condado de Collier, entre novembro de 2025 e abril de 2026. Juntas, as serpentes somaram aproximadamente 3,7 toneladas (8.080 libras), o maior volume já removido em uma única temporada pelo programa da Conservancy of Southwest Florida, responsável pela operação.
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O resultado representa a primeira temporada de remoção próxima a quatro toneladas desde o início do programa, em 2013, e estabeleceu um novo recorde para a iniciativa voltada ao combate da espécie invasora nos Everglades.
Segundo a organização, os trabalhos utilizaram uma estratégia baseada em ciência para localizar as cobras durante o período reprodutivo. Pesquisadores monitoraram 40 machos previamente marcados, conhecidos como “cobras-espiãs”, para identificar fêmeas em reprodução. O foco principal foi a captura de fêmeas grávidas, que carregavam, em média, 70 ovos cada.
Como resultado da operação, cerca de 4.100 ovos de píton também foram retirados do ecossistema antes da eclosão. A maior fêmea capturada durante a temporada pesava cerca de 69 quilos (153 libras) e media cerca de 5,1 metros (17 pés) de comprimento.
“Esses esforços de manejo baseados na ciência estão inibindo a reprodução local de pítons. Com a manutenção da pressão, esperamos ver esses números de remoção diminuírem ao longo do tempo”, afirmou o biólogo Ian Bartoszek, responsável pelo projeto, em comunicado divulgado pela Conservancy of Southwest Florida.
Conservancy of Southwest Florida removeu 177 pítons na Flórida; espécie é invasora na região e ameaça o equilíbrio do ecossistema local
Reprodução / Conservancy of Southwest Florida
As pítons-birmanesas não são nativas da Flórida e suspeita-se que se estabeleceram na região após terem sido introduzidas por proprietários de animais exóticos. Sem predadores naturais relevantes, a espécie se espalhou pelos Everglades e passou a influenciar o comportamento da fauna local. Cerca de uma em cada quatro das fêmeas de píton capturadas pela instituição continha restos de cervos-de-cauda-branca.
“Cada píton removida reduz a pressão sobre o ecossistema.”, declarou Rob Moher, presidente da Conservancy of Southwest Florida.
Desde a criação do programa, em 2013, a organização afirma ter removido mais de 1.750 pítons da região monitorada.
Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Venezuela nesta quarta-feira (24), provocando momentos de pânico em Caracas e em outras regiões do país. O tremor também foi sentido na Colômbia e foi seguido por diversos tremores secundários, segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e pela agência de notícias AFP.
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De acordo com os dados sísmicos, o terremoto ocorreu durante a tarde e foi classificado como um dos mais fortes registrados na região nos últimos anos. O abalo foi percebido em diferentes cidades venezuelanas, levando moradores a deixarem prédios e residências por precaução.
Em Caracas, capital do país, cenas de pânico foram registradas após o tremor. Moradores relataram forte sensação de abalo e buscaram áreas abertas enquanto as autoridades monitoravam a situação.
O terremoto também foi sentido na Colômbia, ampliando o alcance do fenômeno na região norte da América do Sul. Após o tremor principal, diversos abalos secundários foram registrados, mantendo a população em alerta.
Mapas sísmicos e dados divulgados pelo jornal The New York Times mostram a localização do epicentro próximo a cidade de Valencia, a terceira maior do país, que fica a 160 km de Caracas. Informações preliminares indicam que o tremor foi suficientemente forte para ser sentido a centenas de quilômetros do epicentro.
Até o momento, as autoridades continuavam avaliando possíveis danos estruturais e os impactos do terremoto nas áreas atingidas. Equipes de emergência permanecem em alerta enquanto o país acompanha os efeitos provocados após o abalo principal.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24), em suas redes sociais, que deixará a liderança do governo no Senado. Na nota, Wagner informa que a decisão foi tomada, em comum acordo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu hoje no Palácio da Alvorada. 

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado. Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, diz o comunicado.

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No dia 18 de junho, a Polícia Federal realizou ação de busca e apreensão nas residências do senador em Brasília e Salvador. Os agentes acusam Jaques Wagner de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

Em entrevista à Band News no mesmo dia, Wagner negou irregularidades e afirmou estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

Duas semanas antes da reunião anual de líderes da Otan, a principal aliança militar do Ocidente, o chefe da organização, Mark Rutte, usou abusou dos elogios e números positivos para tentar amenizar os ânimos do presidente dos EUA, Donald Trump, que não esconde a insatisfação com o falta de apoio dos demais aliados na guerra contra o Irã.
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Na Casa Branca pela quinta-vez desde o início do novo mandato do republicano, Rutte se referiu a Trump como o “líder do mundo livre”, e tentou moldar a narrativa sobre o papel dos aliados da Otan na guerra no Golfo. Ele garantiu que as objeções entre os europeus “foram pontuais”, e mencionou que até 5 mil aeronaves americanas decolaram de aeroportos na Europa para missões no Oriente Médio desde o dia 28 de fevereiro.
— Houve casos isolados que o deixaram realmente decepcionado, mas, de modo geral, seus aliados europeus estiveram presentes — acrescentou. — Eu diria que teria sido muito difícil lidar com o Irã sem ter a Europa como plataforma de projeção de poder para os Estados Unidos.
Trump não pareceu comovido.
— Fiquei decepcionado com a Itália. Fiquei decepcionado com o Reino Unido. Ele agora se foi. Estamos decepcionados com a Alemanha e a França. Estamos decepcionados com a maioria deles. A Espanha é um show de horrores. A Espanha é terrível mesmo do seu ponto de vista. Quer dizer, eles não querem pagar nada — afirmou.
Ele garantiu que os americanos “não precisavam de ajuda” na guerra, mas que “teria sido bom se os europeus dissessem que queriam ajudar”.
— Apenas sejam leais — bradou Trump. — Só quero a lealdade deles.
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Rutte, que no passado já chamou Trump de “papai”, deu mais uma vez razão à decisão de Trump de bombardear o Irã, afirmando que a República Islâmica estava “muito perto” de obter uma bomba nuclear, algo não corroborado por agências de inteligência. Mas ele não mencionou outros objetivos militares prometidos pelos EUA e não cumpridos, como o desmantelamento das capacidades militares. Rutte tampouco citou como os iranianos “aprenderam” a usar o Estreito de Ormuz como uma arma estratégica durante a guerra.
Em mais um afago ao republicano, Rutte mencionou o aumento dos gastos com Defesa na Otan, creditando a tendência à ação de Trump, e deu a ele alguns argumentos que poderão ser apresentados ao público interno: em cartazes espalhados pelo Salão Oval, o chefe da Otan mostrou a evolução nos valores investidos em Defesa, e como eles criaram, em suas contas, quase 200 mil empregos nos Estados Unidos.
Secretário-geral da Otan, Mark Rutte, mostra cartazes com números da aliança militar em reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca
Aaron Schwartz / AFP
Na cúpula do ano passado, também marcada por ataques à aliança e ameaças de retirada dos EUA, praticamente todos os países concordaram em elevar seus gastos com Defesa para até 5% dos seus PIBs, no que foi encarado como uma vitória de grande porte para a Casa Branca. A grande exceção foi a Espanha, citada por Trump de maneira especial e pouco eloigiosa em suas críticas à Europa.
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A visita de Rutte na condição de bombeiro, duas semanas antes da reunião na Turquia, ocorre em meio não apenas a críticas públicas do governo americano, mas também a dúvidas sobre o futuro da presença militar do país em solo europeu. Na semana passada, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciou uma revisão do número de tropas no continente, e avisou que o resultado dependerá do comportamento dos países.
— Esta será uma revisão de verdade. Ela terá como objetivo garantir que a Otan avance de forma rápida e irreversível rumo a uma Europa que assuma a liderança e a responsabilidade principal pela sua própria defesa — disse Hegseth. — É uma avaliação na qual alguns países fracassarão e outros obterão êxito absoluto.
Além dos elogios e afagos, Rutte tenta evitar surpresas na reunião em Ancara — como disse um analista ao portal Politico, o secretário-geral da Otan quer testar a profundidade da piscina antes que os demais mergulhem.
— Trump não está satisfeito, e talvez não haja muito que a aliança possa fazer a curto prazo. Eles já destinaram 5% [do PIB à Defesa] e não têm muitas cartas novas na manga — antecipou um alto funcionário da Otan ao Politico.
Um asteroide de grande porte fará sua maior aproximação da Terra em mais de 400 anos neste sábado, 27 de junho. O objeto, identificado como 152637 (1997 NC1), chama a atenção pelo tamanho, estimado entre 900 metros e 1,5 km de diâmetro.
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O asteroide foi classificado pelo Minor Planet Center como “potencialmente perigoso”, mas não há risco de colisão com o planeta. A aproximação ocorrerá a cerca de 0,017 unidades astronômicas, o equivalente a aproximadamente 6,8 distâncias da Lua, ou cerca de 2,5 milhões de quilômetros da Terra.
Descoberto em 1997 pelo programa Neat, no Havaí, o objeto será monitorado de perto por redes internacionais de observação. A Nasa pretende aproveitar o evento para refinar medições sobre o tamanho, composição e comportamento orbital do asteroide, já que os dados atuais são considerados inconsistentes.
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A passagem de 2026 será usada também para observações por radar, com transmissão a partir da antena DSS-26 da rede de espaço profundo, e recepção pela DSS-13. A expectativa é obter sinais fortes o suficiente para reconstruções parciais da forma e rotação do asteroide.
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O objeto deve atingir magnitude 10 durante o pico de aproximação, o que o torna visível com pequenos telescópios e, em condições favoráveis, até com binóculos. A visibilidade, no entanto, pode ser afetada pela luminosidade da Lua no período.
Astrônomos destacam que encontros desse porte são raros. Aproximações de asteroides dessa escala ocorrem, em média, uma vez por década. O evento de 2026 será o mais próximo do objeto desde pelo menos o ano 1600, com nova passagem semelhante prevista apenas em 2133.
Mesmo com a aproximação considerada segura, a Nasa reforça o monitoramento contínuo de objetos próximos à órbita terrestre. Segundo a agência, não há atualmente nenhum asteroide conhecido com chance de impacto na Terra pelos próximos 100 anos.
.Os Museus Vaticanos apresentaram, nesta quarta-feira (24), um grande projeto de restauração com tecnologia a laser para os afrescos da Loggia de Raphael, um longo corredor localizado no coração do Palácio Apostólico. A previsão é de que os trabalhos durem cinco
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A limpeza a laser será utilizada para evitar danos a esta obra-prima renascentista localizada na ala oeste da Loggia, no segundo andar do palácio da Cidade do Vaticano. Essa área é fechada ao público, e apenas aqueles que visitam o papa — principalmente chefes de Estado, embaixadores e prelados de alto escalão — têm permissão para entrar.
Loggia de Raphael no corredor no Palácio Apostólico, no Vaticano
Reprodução / Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0
Com 65 metros de comprimento e quatro metros de largura, a Loggia foi projetada por Raphael e decorada entre 1517 e 1519 por seu ateliê para o papa Leão X (1513-1521). Ela é dividida em 13 seções, cada uma decorada com cenas bíblicas pintadas nas abóbadas, do Antigo e do Novo Testamento, numa área com vista para o pátio de São Dâmaso do palácio.
No total, mais de 20 restauradores dos Museus Vaticanos trabalharão em aproximadamente 1.300 metros quadrados de superfícies decoradas. Sua última restauração parcial foi realizada há aproximadamente meio século.
Para esse trabalho serão usados lasers portáteis para limpar “a seco” e restaurar o estuque e as pinturas murais. Esse cuidado é essencial uma vez que as tintas são solúveis em água e sofreriam ainda mais danos se fossem limpas de maneira mais tradicional ou com solventes químicos, disse Paolo Violini, responsável pela restauração de pinturas nos Museus Vaticanos, à AP.
Além desta restauração, o Vaticano planeja também substituir as janelas em arco da galeria, uma medida para reduzir ou evitar os efeitos dos raios de sol sobre a pintura. Para isso, espera-se a instalação de vidros especiais que filtram os raios.
A iniciativa será financiada com 5,5 milhões de dólares (R$ 28,6 milhões) de doadores internacionais, incluindo o World Monuments Fund, uma ONG dedicada à preservação de patrimônios históricos de valor excepcional em todo o mundo.
O Palácio Apostólico voltou a ser a residência do Papa quando Leão XIV foi escolhido, após a morte de Francisco — o Pontífice argentino preferiu viver em comunidade na Casa Santa Marta. Leão XIV tem seus aposentos privados no andar superior, e vê o corredor tomado de arte quando se dirige às audiências com algumas figuras de autoridade.
Com informações da AFP e da AP.
As autoridades colombianas investigam a morte da modelo e influenciadora digital Natalia Villalba Angarita, de 36 anos, encontrada sem vida dentro de uma mala em um apartamento alugado por temporada em uma área nobre do norte de Bogotá. O corpo foi descoberto na segunda-feira por uma funcionária de limpeza que entrou no imóvel após o término da hospedagem e encontrou a mala dentro do banheiro, sob o chuveiro, que estava ligado.
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Segundo as investigações, Natalia estava hospedada no apartamento desde 3 de junho e deveria deixar o local em 21 de junho. Como não respondeu aos contatos da administração do prédio nem realizou o check-out, funcionários decidiram entrar no imóvel. A identidade da vítima foi confirmada por meio de documentos pessoais encontrados no apartamento.
As autoridades trabalham para reconstruir os últimos dias da modelo e identificar os responsáveis pelo crime. Registros do edifício mostram que um cidadão americano, oriundo do Texas, esteve hospedado com Natalia entre os dias 3 e 7 de junho. Posteriormente, um britânico entrou no imóvel em meados do mês e deixou o local após cerca de um dia. Nenhum dos dois foi formalmente acusado, mas ambos são considerados pessoas de interesse para a investigação.
Imagens das câmeras de segurança passaram a ser analisadas pelos investigadores. Um dos registros mostra o britânico carregando roupas de cama para uma área de lavanderia do prédio antes de deixar o edifício. O material é considerado uma das principais pistas para esclarecer o caso.
— Eram documentos diferentes, com outra identidade, embora tivessem o mesmo nome. Em um deles ela aparecia como Natalia Villalba Rubiano e, no outro, com seus sobrenomes de nascimento: Rubiano Angarita — afirmou um investigador ao jornal colombiano El Tiempo, que acrescentou que ainda não está claro por que havia dois documentos com identidades diferentes, qual era a finalidade deles e se chegaram a ser utilizados para viagens ao exterior.
Durante a perícia, os investigadores encontraram dois passaportes pertencentes à vítima, um válido e outro vencido. O documento mais recente continha registros de viagens para a Espanha.
Além dos passaportes, foram recolhidos vestígios biológicos, impressões digitais e outros materiais que serão submetidos a exames forenses. O corpo foi encontrado dentro da mala aberta sob o chuveiro ligado, o que dificultará as análises forenses.
— A água entrou na mala e afetou o estado do corpo da jovem, que já estava havia vários dias exposta ao líquido. Isso pode ter apagado certos vestígios e até provocado lesões na pele, o que dificultaria um pouco a determinação de como ela morreu — disse o investigador.
A família informou que Natalia deixou de responder mensagens e telefonemas dias antes da descoberta do corpo. O celular da modelo não foi localizado, embora outros pertences pessoais permanecessem no apartamento. Uma amiga próxima também presta depoimento às autoridades e é considerada peça-chave para a reconstituição dos fatos.
Com informações de El Tiempo
Um ensaio clínico sobre dois tratamentos contra o ebola será iniciado na próxima semana na República Democrática do Congo (RDC), anunciou nesta quarta-feira (24) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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O ensaio será conduzido na província de Ituri, epicentro da epidemia, e poderá envolver entre 500 e 1.000 pessoas, dependendo da eficácia dos tratamentos, segundo a OMS.
A epidemia, que afeta Uganda em menor escala, foi causada por uma cepa rara do vírus, chamada Bundibugyo, contra a qual não existe vacina ou tratamento específico.
— Os preparativos estão completos para um ensaio clínico com dois tratamentos, que deverá começar na RDC na próxima semana — declarou Tedros Adhanom Ghebreyesus em coletiva de imprensa. Ele especificou que os tratamentos são o anticorpo monoclonal MBP134 e o antiviral remdesivir.
Este ensaio clínico avaliará se esses dois tratamentos “podem contribuir para a redução da mortalidade em pacientes afetados pela doença causada pelo vírus Bundibugyo, quando administrados isoladamente ou combinados”, especificou.
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Adhanom Ghebreyesus esclareceu que o ensaio clínico está sendo conduzido por um consórcio que inclui o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica da RDC, a ONG Alima, a Universidade de Oxford e a OMS.
Muitos especialistas acreditam que a magnitude do surto provavelmente está subestimada, visto que a epidemia afeta regiões muito remotas e devastadas pela violência de grupos armados.
Surto de Ebola continua crescendo
Em meados de maio, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, decretou que o surto atual de Ebola na RDC e em Uganda representa uma emergência de saúde pública de importância internacional, o estágio mais alto de alerta da organização.
Segundo o último informe da RDC, de 22 de junho, já são 1.094 casos confirmados da doença e 277 mortos, uma taxa de letalidade de 25,3%. Destes, 46 casos foram confirmados apenas nas 24 horas anteriores. Em Uganda, de acordo com a OMS, até o dia 18, eram 19 casos confirmados e 2 óbitos, uma taxa de letalidade de 15%.
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Esse é o 17º surto de Ebola desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1976, e a terceira vez em que a OMS decreta emergência internacional pelo patógeno. Recentemente, porém, os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças alertaram que, se não for contido, esse pode se tornar o pior surto da história.
A organização classifica o risco na RDC e em Uganda como “muito alto” e “alto” para os países que compartilham fronteiras terrestres com eles. Já os riscos regional e global permanecem “baixos”. Ainda assim, a OMS alerta que diversos fatores continuam a dificultar a resposta ao surto.
“A crescente distribuição geográfica das zonas de saúde afetadas, a transmissão persistente em contextos urbanos e ligados à mineração, as taxas subótimas de acompanhamento de contatos em algumas províncias e a insegurança contínua nas áreas afetadas continuam a complicar as operações de resposta e a aumentar o risco de maior disseminação dentro da República Democrática do Congo e para os países vizinhos”, diz no último relatório de monitoramento.
Um diferencial é que a espécie do Ebola que causa o surto atual é a Bundibugyo, para a qual não há vacinas ou tratamentos aprovados. Essa cepa causou apenas outros dois surtos, registrados em 2007 e 2012.
O presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou abruptamente nesta quarta-feira a assinatura de um projeto de lei destinado a melhorar o acesso à moradia, aprovado no Congresso com apoio dos dois partidos americanos, condicionando sua sanção à aprovação de um outro projeto, que tem o objetivo de endurecer a regra de registro de eleitores — incluindo restrições à identificação do eleitor no dia da votação e ao voto por correio.
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“A coletiva de imprensa e a assinatura do projeto de habitação de hoje estão canceladas até que aprovemos a tão desesperadamente necessária Lei para Salvar os Estados Unidos [Save America Act, em inglês], que considero uma emergência nacional”, publicou Trump nas redes sociais, apenas horas antes de uma cerimônia programada para comemorar a aprovação da proposta com parlamentares no Capitólio.
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O Save America Act é um projeto que exige que os estados americanos — que constitucionalmente detêm a prerrogativa sobre a organização das eleições —, obriguem os eleitores a apresentarem uma prova de cidadania ao se registrar para votar e um documento de identificação com foto para poder votar. A medida está parada no Senado, onde a forte oposição democrata tem impedido seu avanço, por considerar as exigências discriminatórias e denunciar o projeto como uma tentativa de prejudicar seu eleitorado.
A decisão contrariando interesses republicanos — incluindo do próprio governo, que prometeu entregar uma redução no custo de vida — oferece um novo vislumbre do interesse de Trump em ampliar o papel do Executivo federal no processo eleitoral. Em um ano crucial para a segunda metade do mandato de Trump, os EUA realizam as eleições midterms em outubro, enquanto o presidente passa por uma crise de popularidade.
O presidente estimulou estados vistos como chave a redesenharem mapas eleitorais favorecendo aos republicanos, ao passo que tenta interferir de outras formas. Uma das frentes foi bloqueada pela juíza federal Sparkle Sooknanan, de Washington, D.C., que bloqueou uma tentativa de Trump de utilizar uma versão reformulada de um banco de dados de imigração para verificar a precisão das listas estaduais de eleitores, afirmando que a reformulação do sistema tornou-o menos preciso e criou o risco de privar eleitores elegíveis de seu direito de voto.
Disputa com o Legislativo
A decisão de Trump em cancelar a assinatura da lei de habitação irritou democratas e republicanos, estes em particular, de exibirem uma conquista legislativa em um ano com poucas vitórias desse tipo. Mesmo enquanto Trump desqualificava o projeto habitacional, a liderança republicana da Câmara dos Representantes o defendia durante uma coletiva de imprensa semanal.
— Os republicanos da Câmara serão o partido que governa e entrega resultados — disse o deputado Tom Emmer, de Minnesota, o terceiro republicano mais influente da Câmara, aparentemente sem saber da publicação de Trump nas redes sociais.
O senador Chuck Schumer, democrata de Nova York e líder da minoria no Senado, acusou Trump na manhã de quarta-feira de “fugir de uma das poucas realizações que poderiam realmente ajudar o povo americano”.
A Casa Branca também havia promovido o projeto — a primeira grande legislação sobre habitação aprovada em mais de 30 anos — e divulgou, na noite de terça-feira, uma declaração igualmente favorável sobre seus componentes. Mas, na quarta-feira, Trump afirmou que o projeto era “de importância secundária” e que “empalidecia em comparação” com sua proposta de legislação eleitoral.
A proposta busca reduzir os custos da moradia tornando mais fácil e mais barato construir novas residências. Com cerca de 380 páginas, a chamada Lei Caminho para a Habitação do Século XXI (21st Century Road to Housing Act) reduz uma série de regulamentações federais e procura incentivar mais desenvolvimento habitacional em nível local, adotando uma abordagem que, em geral, recebeu amplo apoio de economistas e especialistas em habitação.
Ainda há muita incerteza sobre os planos exatos do presidente para o pacote habitacional. Trump não informou se pretendia cancelar apenas a cerimônia de assinatura ou se daria o passo adicional de vetar um projeto que seus assessores haviam dito anteriormente que ele sancionaria. Caso o presidente simplesmente deixe de assinar a medida, ela ainda poderá se tornar lei. Quando o Congresso está em sessão, um projeto geralmente pode virar lei dez dias após ser oficialmente encaminhado ao presidente. (Com AFP e NYT)
A cadeira de prefeito de Nova York aumentou de tamanho nesta terça-feira (23/6). Ou, como traduziu o Daily News em sua primeira página, testemunhou-se um “Choque da esquerda”. Desta vez, o tabloide não exagerou. Em manobra política arriscada, o prefeito Zohran Mamdani, há pouco mais de cinco meses no cargo, recrutou sete candidatos da ala progressista do Partido Democrata para enfrentar nas prévias internas candidatos moderados, entre eles deputados federais e estaduais em busca da reeleição. Venceu seis disputas, encerrou um punhado de carreiras longevas e ainda comprovou a falta de consenso em torno de uma estratégia nacional na oposição para o pleito que, em novembro, decidirá o controle do Congresso. Não é pouco. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

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