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Newsom usou seu perfil na rede social X para falar sobre o início da investigação. A conta de sua assessoria destacou que recebeu relatos de usuários do TikTok sobre conteúdos suprimidos quando eram críticas a Trump. A mensagem, também publica no X e compartilhada pelo governador, aponta que os casos começaram após a venda da plataforma para uma empresa ligada ao presidente dos EUA.
“Após a venda do TikTok para um grupo empresarial alinhado a Trump, nosso escritório recebeu relatos — e confirmou casos independentes — de conteúdo crítico ao presidente Trump que foi suprimido. Gavin Newsom está iniciando uma revisão dessa conduta e está solicitando ao Departamento de Justiça da Califórnia que determine se ela viola a lei da Califórnia”, diz a mensagem publicada pelo gabinete do governado, na segunda-feira (26).
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Na última quinta-feira (22), a empresa chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, concluiu a venda de sua operação nos EUA a um grupo de investidores, principalmente norte-americanos. A transação para a criação de uma joint venture ocorreu um dia antes do fim do prazo do decreto de Trump que proibiria o aplicativo no país. A medida, insistia o governo dos EUA, era porque o TikTok representava uma ameaça à soberania nacional, uma vez que tinha acesso a dados dos cidadãos do país.
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“Seria impreciso afirmar que isso não se deve a problemas técnicos que confirmamos de forma transparente”, disse um representante da joint venture no país alegando que se tratava de uma queda de energia em um centro de dados, destacou o jornal inglês The Guardian.
“Embora a rede tenha sido recuperada, a interrupção causou uma falha em cascata nos sistemas, que estamos trabalhando para resolver”, diz um comunicado publicado online pela empresa anter de o governador se pronunciar.
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Segundo usuários do TikTok relataram, conteúdos que tentavam publicar com críticas às ações recentes de Donald Trump e às ações brutais do ICE em Minnesota. A força policial está no centro do debate por sua conduta após duas mortes em menos de 20 dias durante manifestações contra suas ações brutais direcionadas a imigrantes. As equipes têm recebido apoio por parte do presidente dos EUA.
Outros conteúdos apontados como alvo de censura da plataforma estão os que fazem referência ou são sobre os arquivos de Epstein, que mencionam encontros com Trump.
Um dos criadores de conteúdo a notarem a queda nos números com a relação com os temas tratados nas postagem é Krassenstein, que afirmou que a rede social vem limitando o alcance da “maioria das postagens políticas” desde 25 de janeiro, quando o acordo de venda da plataforma foi finalizado.
Isso se baseia em vídeos que ele fez sobre Alex Pretti, que foi morto por um agente do ICE em Minneapolis, destacou o jornal colombiano El Tiempo.
— Posso confirmar que outros grandes criadores de conteúdo, especialmente aqueles com inclinação democrata, têm o mesmo problema — disse ele, observando um limite de 0 a 1.000 visualizações em vídeos que normalmente “receberiam entre 20.000 e 5 milhões”.
Com informações da Reuters, do The Guardian e do El Tiempo.







